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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

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    Danto
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    Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Danto em 15/2/2016, 17:32

    Março de 2002, Berlim.
    Segunda Noite

    A noite já havia começado a poucos instantes, você acabava de sair de seu banho noturno e que graças as tecnologias atuais, poderia ser algo diário e íntimo. Não haviam mais servos para "dar o banho" ou para "preparar o banho", era apenas uma questão de girar alguns botões e pronto... Enfim, ao sair do banho e seguir para seu quarto uma música começou a se fazer presente, ela vinha dos cômodos de Evangeline. Era uma música diferente, com expressões de música clássica mas com uma essência que apenas Evangeline era capaz de encontrar em canções. Junto com a música havia o som de passos de dança, um casal dançava no interior do quarto de prática de Evangeline.

    Era algo novo, ela sempre praticava sozinha. As poucas ocasiões em que precisou de ajuda sempre envolvia uma apresentação mais celebre, como ocorreu durante o primeiro festim de sangue de vocês duas em Madrid, diante do famoso Cardeal Monçada. Ou seja, a loira estava a preparar algo magnífico para um ritae importante que estava para acontecer.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Jess em 16/2/2016, 13:46

    Os anos haviam se passado para Pietra e com eles as pequenas alegrias mortais evoluirão, os banhos nada íntimos e raros de antigamente agora se toraram tao pessoais e constantes... A toreadora usava a água para relaxar, deixar que sua mente trabalhasse, criasse cada detalhe de suas obras para só então reproduzi-las pessoalmente.

    Ainda sentindo o frescor do banho Pietra deixou-se apreciar as notas musicais que escapavam do quarto de Evangeline, o som dos passos de dança chamou a atenção da cainita enquanto um sorriso fresco se formava em seus lábios.

    Vestindo-se de maneira simples e leve Pietra não se importou com os longos cabelos ainda molhados sobre suas alvas costas, seguindo o som da musica Pietra abriu a porta do quarto se recostando no vão da porta para observar a cena.

    Vestido usado:
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Danto em 18/2/2016, 17:23


    A porta do quarto se abre e você ouve o som de uma percussão, estavam postos no centro do quarto Evangeline e Artur. Um de frente para o outro, braços cruzados para trás das costas e em uma troca de olhares fixos, a música então seguia com a incorporação de outros instrumentos e uma bela melodia. Os passos harmoniosos eram executados por Evangeline que graciosamente era guiada pelos notas mais altas e suaves, já Artur realizava passos em um tempo quebrado, com pisadas fortes que construíam a estrutura rítmica da canção. A execução de Arthur não era perfeita e seus erros arrancavam sorriso espontâneos de Evangeline que prontamente parava de dançar para mostrar ao Arcebispo como deveria ser realizado o passo.
    O contraste entre os dois era simplesmente magnífico, Evangeline era naturalmente talentosa, executava passos difíceis e até mesmo impossíveis para humanos comuns, em seus pés haviam as clássicas sapatilhas de Batllet, com fitas azuis que subiam até bem perto de seus joelhos.
    A loira estava usando um vestido azul de seda curtíssimo, com as costas inteiras à mostra e apenas um pequeno fio azul mantinha o mesmo em seus ombros. Artur por outro lado, estava com seu clássico conjunto social, mas sem o paletó, apenas com a camisa social. A parte superior estava sobre o piano. Após um dos erros de Arthur, a própria Evangeline sorridente percebe a sua presença e diz.

    -Pietra!
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Jess em 18/2/2016, 18:39

    Surpresa com a cena Pietra sorriu cruzando os braços com delicadeza, aquele simples visão desarmou a postura altiva da cainita.

    Dando alguns passos para dentro da sala de música, a toreadora se recostou numa das paredes apenas observando, a cada passo errado de Artur um leve risada escapava de Pietra.

    Soltando uma pequena salva de palmas quando Evangeline a avistou, a toreadora se aproximou dos dois dando um longo abraço em Evangeline a toreadora beijou de leve os lábios da amada:

    - És una grande maestra mia Bella!

    Soltando-se da loira Pietra se voltou para Artur com um largo sorriso enquanto dizia:

    - Não imaginava que você desejava aprender a dançar meu caro!

    Estando em seu próprio refúgio Pietra estendeu a mão para Artur esperando que este a beijasse.

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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Danto em 18/2/2016, 21:36

    Evangeline retribui o abraço e o beijo leve, sorridente como se estivesse se divertindo de maneira realmente genuína, assim que você a solta ela caminha até o aparelho de som para diminuir o volume do mesmo, mas sem parar a música que tocavam sem parar. Artur segura a sua mão com educação e a beija em sinal de respeito, para então olhar você diretamente e com um sorriso no rosto dizer:

    -Não foi para aprender a dançar que eu vim até aqui, mas Evangeline se mostrou determinada em se entreter com a minha falta de destreza. Não é mesmo?!

    A parte final da frase foi direcionada pra Evangeline, a loira abriu um sorriso malicioso no rosto e respondeu.

    -Você será meu par para o Festim de Sangue!

    Artur volta os olhos para você e diz.

    -É sobre isso que vim conversar, um Festim de Sangue deverá acontecer o mais rápido possível. Para oficializar algumas alterações na nossa estrutura e para recepcionar os reforços que chegarão na próxima noite.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Jess em 19/2/2016, 11:03

    Assim que Artur terminou de beijar sua mão Pietra se aproximou do Arcebispo dando-lhe um beijo em cada face.

    - Apesar de seres um pouco duro, tens certo talento Artur.

    Comentava Pietra, seus olhos procuraram os de Evangeline e a toreadora contestou a pequena diversão da companheira, sorrindo de forma gentil a cainita guiou Artur pelas mãos até a mesa mais próxima acomodando-o com rapidez.

    Os assuntos urgentes do qual o Ventrue queria tratar mereciam seu tempo e atenção, fazendo sinal para Evangeline juntar-se a pequena reunião.

    - Sim um Festim... Seria uma desgraça não faze-lo!

    Sorrindo de forma gentil para Evangeline a toreadora se virou para Artur dizendo:

    - Sabes que nossas portas estão abertas, mas caso ache que talvez fosse melhor outro lugar... Eva e eu ajudaremos meu caro.

    Era raro Pietra usar a forma tão intima para se referir a Evangeline na frente de outros, mas na frente do cainita mais novo não havia segredo de sua relação com a sereia e ambas as cainitas não o faziam questão de esconder.


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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Danto em 22/2/2016, 04:49

    Ao contrário do que o esperado, Evangelina não reagiu com ciúmes quando você beijava a face de Artur. Ela apenas sorria, parecia empolgada de mais para se atentar a pequenos detalhes de posse que sempre a impulsionavam a fazer breves escândalos perfeitamente arquitetados. O Arcebispo sentado então respondeu de maneira calma.

    -Eu vim justamente propor a vocês o uso da galeria para o Festim. Mas antes de seguirmos com as necessidades para tal acontecimento, preciso notifica-las que Erik foi capturado pela Camarilla...

    Evangeline caminha rapidamente até Artur e parando em frente ao mesmo, ela interrompe a frase do Ventrue.

    -E nós não faremos nada?

    Indaga a seria que preocupada observa ansiosamente Artur que a responde com toda a calma que Deus poderia solidificar em uma frase.

    -Esse era o plano inicial, caso Erik fosse dado como capturado os reforços da Mão Negra que estão a postos chegarão em protocolos de urgência, além disso, Caroline executou um ataque dentro do território Ocidental enquanto Rebeka organizou uma investida contra as forças Brujah Orientais. Por fim, Nikolayevna me garantiu que não há mais nenhuma barreira magica dividindo a cidade e isso amplificou a capacidade da feitiçaria dela... Ou seja, vencemos e ainda receberemos mais reforços essenciais.

    Evangeline olha surpresa para Artur e assume, algo extremamente raro pra a mesma, sua admiração.

    -Artur você é um líder sem comparações, como podes conduzir com tanta maestria cada ação e deixar tantas outras em suspendidas por fios prontos a serem cortados?! Pietra tinha toda razão, você é magnífico.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Jess em 22/2/2016, 11:27

    A empolgação de Evangeline fez com que Pietra a olhasse de forma voraz, era raro a bela loira se esquecer de suas pequenas demonstrações de posse sobre a italiana.

    " Ela se divertiu tanto assim as custas de Artur?... Acredito que agora ela passe a aceita-lo melhor."

    As palavras de Artur despertaram a velha Evangeline, a interrupção desta deixava claro que toda a pequena diversão havia se esvaído por completo, porem Pietra a puxou para seu colo quando Artur voltou a falar, a velha calma do Ventrue revelava coisas que poucos poderiam supor.

    Um largo sorriso se formou nos lábios de Pietra enquanto esta terminava de acomodar a radiante Evangeline em seu colo.

    - Artur, Artur... Uma sorte nossa te-lo ao nosso lado, porque se estivéssemos em lados opostos, você seria um inimigo implacável!

    Dando um leve beijo nos braços nus de Evangeline a cainita observou Artur antes de perguntar:

    - Diga-me meu caro, quais são os nossos próximos passos?

    Voltando-se para Evangeline esta sorriu ao dizer:

    - Mia bela, tens que preparar algo magnifico para uma apresentação no Elisio ocidental...

    Olhando para Artur esta completou a frase:

    - Mas não sozinha... Em tempos de guerra as regras tendem a mudar não é mesmo Artur?

    Os olhos castanhos de Pietra encararam com força os de Artur, sorrindo de leve a Toreadora perguntou:

    - Além da sua ascensão para Arcebispo, quais outras mudanças serão feitas meu caro?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Danto em 22/2/2016, 20:24

    Evangelina senta em seu coloco e sem se importar com a presença de Artur tão próxima de vocês, encostava o corpo no seu, comportando-se como uma amante ardente quem sempre fora. O corpo dela reagia sensualmente a cada caricia que você fazia, ela então sorriu quando você mencionou a apresentação dela, mas quem respondia primeiro era Artur que observa a troca de carinhos entre vocês duas com uma naturalidade surpreendente.

    -Irei nomear um bispo em meu lugar, transformarei o bando de Rebeka em um bando fixo oferecendo ao mesmo uma paróquia. Um dos Prisci estará presente no festim e por fim, convidaremos vários bandos a cidade. Em meus pensamentos eu só tenho uma pessoa que poderia receber o cargo de bispo e essa pessoa seria você, Pietra.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Jess em 22/2/2016, 23:15

    As palavras de Artur fizeram com que Pietra cessasse por completo qualquer movimento, os olhos castanhos da cainita se estreitaram observando o homem através do mar dourado que era o cabelo de Evangeline.

    " Tsc... Tsc... Então esse era o verdadeiro motivo de Artur me levar até o ocidente..."

    Retesando o corpo Pietra sentiu a pressão que tal oportunidade lhe sendo oferecida causava, usando o corpo de Evangeline para se esconder a cainita beijou de leve as costas de sua musa, inúmeras lembranças se alastravam na mente da toreadora e todas retornavam ao mesmo ponto.

    " Masdela..."

    O vazio que o simples mencionar daquele nome criava, esfriava até o mais recente vitae absorvido, a dor, a desgraça e toda a perda que Elonzo e sua cria... O sol e a brisa da Toscana abandonados a merce de um tempo imoral... Michelangelo e seus girassóis.

    - Menino malvado... Muito malvado...

    Disse Pietra ao imergir das douradas ondas, sem revelar por completo sua face Pietra sorriu revelando as longas presas de sua maldição.

    - Mesmo que eu quisesse prever seus movimentos... Você estaria um passo a frente... Até a noite passada eu lhe diria não.

    Puxando com leveza Evangeline para que esta se levantasse Pietra encarou Artur com um longo sorriso calmo:

    - Mas é claro que um menino malvado não deixaria que eu dissesse não! Me levar a Berlim Ocidental era parte de seu plano... Fazer com que os outros tivessem motivos para me respeitar...

    Olhando com suavidade para Evangeline a cainita lambeu o pulso da amada antes de cravar as longas presas, deixando que um veio de vitae imundasse a boca e escapasse pelos lábios Pietra sorria de forma sedutora para a musa.

    " Mia Eva... Solo mia..."

    Soltando o pulso de Evangeline, Pietra lambeu a feria encarando diretamente o Ventrue, levantando-se com toda sua altivez Pietra se aproximou fazendo uma longa mensura a Artur:

    - Eu vi Elonzo em seu senhor... Todo aquele veneno que guardei por anos após Paris foi finalmente destilado. Isso limpou minhas veias e minha carne Artur, todo o torpor que ele me causava extingui-se por completo. Está na hora de me revelar mio caro... E mais do que nunca ser temida por meus inimigos... Temida por Masdela e Elonso!
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Danto em 24/2/2016, 03:04

    No exato momento em que suas presas perfuraram o pulso de Evangeline, o corpo inteiro da loira reagia como se ela estivesse a beira de um orgasmo intenso, os olhos se cerraram, saindo de foco e rolando para cima, desaparecendo com toda aquela imensidão colorida, restando apenas o branco do êxtase, o corpo trepidou em uma eletrificação sensual e por fim, dos lábios escaparam um gemido abafado e espontâneo.
    A reação de Eva desmontou a pose confiante e distante de Artur, o estrategista não teria como prever uma exibição tão intensa de beleza, prazer e intimidade. Os olhos dele exibiam uma surpresa deliciosa, uma clara simbolização de degustação se expressava pelo sorriso que lhe escapava dos lábios.

    -Si vous garder de faire ces choses... je vais vas te faire encule en ce moment...

    Disse Eva em uma voz fraca, mas exclusivamente sensual. Ela então olha para você com um sorriso provocante, normalmente era ela que conduzia essas ações mais vulgares e sensuais, a sua iniciativa colocou a bela loira em um estado tão inesperado que a mesma nem sequer se atentou ao idioma que pronunciava. Artur sorri como se tivesse compreendido a frase de Eva e responde enfim.

    -Eu desejo transforma-la na mulher mais temida de toda Berlim, minha querida Pietra. Mas eu ainda não terminei de contar a vocês duas as novidades... Evangeline, você será a minha primeira Templária e me aconselhará nesses tempos de guerra, seu principal objetivo é construir um quadro de templários honrosos e dignos para coordenar os ataques. Por fim, Pietra, és a força mais potente dentro dessas paredes, todos sabem disso e aguardam por isso, eu posso ser um garoto de tendencias duvidosas e malignas. Mas é algo que aprendi com vocês duas...

    Eva olha para Artur e morde o lábio inferior, ela estava transbordando de tesão e alegria. Era uma face que você mesma não via a muitos e muitos anos, uma face diária em Paris e que esporadicamente surgia em Berlim. Ela fala novamente em francês.

    -Artur...que vous obtenez de me séduire...

    Em seguida ela se esforça para retornar ao Alemão.

    -Será uma honra ser uma Templária da Espada de Caim, meu honrável Arcebispo. Irei deixa-lo orgulhoso todas as noites em que eu o servir, a Espada será brandada com força e vigor.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Jess em 24/2/2016, 23:41

    Sentir o corpo de Evangeline estremecer enquanto se alimentava fez com que Pietra também estremecesse, havia muito que aquela cena não era alcançada entre as duas cainitas. As primeiras noites em Paris marcadas pelas explosões de prazeres entre as duas artistas haviam ficado para atras. Os inúmeros anos preocupada com a segurança e as sombras de seu passado haviam apagado aquele ardor.

    As palavras de Artur haviam retirado qualquer medo que pudesse tomar a mente de Pietra, mais solta e resoluta com a escolha que havia feito a cainita revelava uma faceta pouco conhecida sua.

    Provocando Evangeline a toreadora se demorou ao esfregar de leve as presas no pulso desta. Seus olhos castanhos se prendiam na figura de Artur, a surpresa estampada no rosto do austero Ventre era o um pequeno premio que a cainita colhia.

    " Minhas duas crianças criaram assas poderosas... Não posso mais temer o que estar por vir, se o fizesse... Não estaria aos pés daquele anjo com meu rosto na Capela Sistina... Eu serei a antagonista dele... Por Michelangelo e Eva... Mia amata..."

    Uma leve risada escapou dos lábios ainda sujos de Pietra, por de baixo daquele corpo eternamente jovem residia uma fera que há muito esperava para se revelar, com a hora mais próxima era inevitável que a fera revelasse suas presas.

    Andando até as costas de Artur, a cainita iniciou um leve movimento de massagear os ombros largos deste, olhando para com um certo ar de vaidade para Evangeline a cainita por fim disse:

    - Nós duas não poderíamos ter lhe ensinado melhor mio caro!

    Dando um leve beijo na cabeça de Artur as mãos de Pietra ganharam força ao massagear os músculos deste, prestando mais atenção no que estava fazendo:

    - Com o festim tão perto, seria interessante entrarmos em contato com os Independentes... Porem a casa precisa estar a altura e eu mal tive tempo de preparar o corpo de Mark... Uma pena eu diria... Mas deixo a sua escolha sobre o que eu devo me preocupar esta noite!

    Terminando a massagem com uma leve caricia Pietra voltou a se sentar a frente de Artur, não antes de beijar os lábios de Evangeline e roça-los de leve com suas presas com um sorriso maldoso no rosto.

    Cruzando as pernas Pietra soltou um leve suspiro, esperava atentamente as reações de Artur ao dizer:

    - Talvez seja bom que a potencia de meu sangue seja dividida Artur... Nunca imaginei que lhe diria isso... Mas talvez seja a hora de que faça algumas crianças. Deixa-las sobre o cuidado do Sabá acrescentaria um certo poder em nossas fileiras... Se por acaso tiveres candidatos a altura... Eu ficaria grata...

    Segurando de leve a mão de Evangeline, Pietra tinha o semblante sério, aquela era uma escolha difícil para a anciã que por muitos seculos havia refutado a ideia de abraçar.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Danto em 25/2/2016, 16:37

    Artur permaneceu em silêncio enquanto as suas mãos massageavam seus ombros, eram músculos pesados e rígidos certamente devido a fortitude que havia no vitae de todo Ventrue experiente. Mas era interessante ver como o mesmo reagia, de certa forma, ele se permitia relaxar por todos os segundos que duraram as suas carícias. Mas algo estava acontecendo com Evangeline, os olhos dela devoravam vocês dois e você sentiu, quando beijou e provocou novamente a loira, que ela estava a beira de uma perda total de controle. A língua da mesma brincava com as presas que ainda não estavam expostas, ela então segura a sua mão e permanece estática, com os olhos fixos em Artur.

    -Eu fico honrado com a proposta minha querida. Primeiro, seria essencial que a tua dedicação ficasse para a galeria, o Festim será feito na próxima noite... E como a nova bispo do sabá de Berlim, cabe a ti a responsabilidade pela recepção dos convidados. Agora, sobre o teu vitae... De fato é incrivelmente poderoso e antigo, uma prole sua seria um reforço irrefutável. Encontrarei um candidato à altura.

    Comentou o Ventrue que parecia extremamente feliz com a sua frase, claramente era algo que ele não esperava escutar, mas foi algo que o mesmo gostou muito de ouvir. Ele então começava um movimento de se levantar quando Eva agia. Ela solta a mão da sua, para em seguida segurar o seu pescoço e puxar o mesmo com força para o lado, expondo seu pescoço pálido. A selvageria de Eva estava novamente a mostra, não havia mais como retornar, não era um frenesi mas algo muito próximo disso. A loira então crava as presas no seu pescoço e começa a beber do teu vitae, os olhos dela tinham um alvo, Artur... O Ventrue por sua vez ficava parado observado a cena, sem saber exatamente como reagir. Eva novamente fazia o que mais adorava, quebrar completamente a postura dos homens que a circundavam, mas agora tinha algo diferente. Você sentia que ela convidava Artur de alguma forma, mas o autocontrole do Arcebispo era mais forte que o poder de sedução de Eva. Um acontecimento inédito.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Jess em 25/2/2016, 17:23



    Observando cada reação de Evangeline com um sorriso maldoso no rosto, Pietra sentia cada vez mais a tempestade que se formava dentro de sua companheira.

    Segurando a mão da loira a toreadora brincava com os dedos dela. A reação de Artur diante da proposta fez com Pietra acentisse com um leve aceno, depois disso a voracidade de Eva fez com que um longo gemido escapasse da garganta atacada de Pietra...

    " Calma... Minha querida... Você vai assusta-lo assim... Mas talvez seja isso que ele quer..."

    Revelando as longas presas brancas Pietra acariciava as longas madeixas de Evangeline, seus olhos castanhos se voltavam para Artur com um leve pedido de súplica.

    O tremor que se apossou de Pietra a fez puxar Evangeline para mais perto de si enquanto levantava, não resistindo as longas presas da Toreadora se cravaram no ombro da loira, suas mãos passeavam pelas costas alvas da companheira, espalhando o sangue pela vestimenta das duas.

    Marcando um caminho de sangue até a orelha de Evangeline, Pietra mordeu de leve a orelha desta esfregando com mais leveza ainda suas presas, com uma voz sussurrava e sofrega a cainita disse por fim:

    - Ela não aceitaria bem uma rejeição... Mio caro Artur!
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Danto em 25/2/2016, 22:49

    O corpo de Evangeline tremia suavemente, transbordando sensualidade a cada segundo. Ver você e sua companheira em um momento tão íntimo era algo que muito se matariam para conseguir, vários em Madrid se declararam abertamente interessados em vocês duas e os olhares de desejo que sempre eram lançados à Eva simbolizavam que em Berlim não era diferente. Duas lindas cainitas, trocando caricias e vitae, Artur permanecia educadamente de pé, observando a cena com um sorriso de aprovação mais muito distante de qualquer tipo de depravação. Eram olhos que observavam algo belo, não olhos de luxúria. A luxúria estava praticamente focalizada em Eva, ela deixava seu pescoço para sentir as suas presas na própria orelha dela, inclinando-se para o lado e assim que a sua frase é pronunciada, ela estende a mão esquerda na direção de Artur.
    Era a primeira vez que ela convidava abertamente alguém para se aproximar, de maneira tão íntima, de vocês...

    O Arcebispo demorou a reagir, alguns passos tímidos em direção a vocês foram dados. Na realidade, não era timidez que o atrasava mas sim a natureza solitária do mesmo, uma natureza que só você conhecia perfeitamente. A mão direita dele então tocou a mão esquerda Eva, ela então puxou graciosamente o corpo do homem para perto e para sua surpresa, ela abriu espaço para que ele ficasse entre vocês duas. A mão direita de Eva então flutua até a sua face, tocando seu queixo e erguendo-o, para exibir seu pescoço que ainda estava com as feridas feitas pelas presas dela à mostra, seu vitae vertia pelos furos. E pela primeira vez seus olhos veem as presas de Artur saltarem de desejo.

    -Eu nunca o tratei da melhor maneira, Artur, perdoe-me por isso. Mas eu sempre vi através da sua postura impecável, seus olhos ardem exatamente como os meus ardem por Pietra...
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Jess em 26/2/2016, 00:09

    A trocas de caricias tão intimas e desejadas por tantos por onde passavam, aquele momento tão intimo entre as duas sendo aberto para Artur daquela maneira fazia com que Pietra suspirasse alto.

    " Ahhhh meu querido... Porque demoraste tanto tempo... Por que você tinha que me lembrar de Angelo... Porque?"

    Levantando o pescoço para Artur a cainita segurou de leve a mão livre do Ventrue, suas presas escapavam pelos labios enquanto o sangue seguia escorrendo pela ferida aberta.

    Em meio ao claro tremor Pietra fechou mais o espaço entre os três, seus lábios imploravam por serem tomados, sinal que a cainita esperava ser aceito tanto por Artur quanto por Eva. O toque de Pietra penetrava pela elegante roupa do Ventrue da mesma forma que acariciava Evangeline.

    A cumplicidade daquele ato criava a cada instante um novo tremor na toreadora, seus olhos suplicavam pelas presas de Artur e estudavam aquele desejo recém descoberto. Os anos de convivência com o Ventrue fizeram com que Pietra o entendesse, a cainita mais do que nunca compreendia a alma solitária daquele homem.

    - Não tenha medo... Mio...

    Sussurrava Pietra para o homem a sua frente, seus olhos se voltaram para Evangeline com um sorriso prazeroso, havia mais do que nunca um entendimento entre as duas amantes e companheiras de tantos anos.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Danto em 26/2/2016, 19:21

    Artur inclina a cabeça para enfim aproximar-se do seu pescoço, vocês dois já tiveram vários momentos íntimos ao longo dos vários anos de convívio, mas nenhum deles foi próximo do que estava acontecendo no quarto de Eva. Os lábios do jovem líder tocaram seu pescoço e o beijaram de maneira doce, naquele instante você teve a certeza de que ele não simplesmente desejava possuir o seu corpo, seu vitae ou algo assim. Ele nutria sentimentos sinceros e doces por ti, aquele beijo representava exatamente isso. Os olhos de Eva brilharam quando o beijo de Artur em seu pescoço foi realizado, ela estava especialmente feliz. Por fim, as presas de Artur cravam profundamente uma nova ferida em seu pescoço e o mesmo iniciou uma breve alimentação. Seu corpo foi tomado por um fervor mais intenso do que qualquer orgasmo poderia causar.

    -Nunca vi algo tão belo em toda minha vida...

    Diz Eva, que se deliciava em apenas observar a cena. As mãos dela acariciavam exclusivamente o corpo de Artur, ela parecia encantada com vocês dois. Mas logo ela se aproxima de você e a altura dela permitia que ela fosse capaz de inclinar o próprio pescoço em frente ao seu rosto.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Jess em 26/2/2016, 19:55

    O toque suave dos lábios de Artur fizeram com que Pietra perdesse totalmente qualquer sinal de altivez, os sentimentos por trás daquele ato causavam arrepios e estremecimentos no corpo da cainita, agarrando-se ao corpo do Ventrue quando uma nova ferida foi cravada em seu pescoço a toreadora quase já não se aguentava mais em pé.

    Seus olhos se voltaram para Evangeline, o vitae corria forte pelas veias de Pietra deixando seu rosto corado, as longas presas da cainita pendiam frouxas assim como os lábios desta, puxando Artur pelos cabelos grisalhos a italiana cravou suas presas no pescoço da amada.

    Quando o vitae de Eva invadiu novamente a boca da cainita, Pietra perdeu a consciência por alguns instantes, forçando sua mente ao máximo a toreadora sugou com voracidade, entregando-se por completo aos seus instintos Pietra arranhava os ombros largos de Artur.

    " Minha perdição... Artur... Eva... Eu morreria por vocês..."

    Off: Gasto 1 ponto de Força de Vontade pra não entrar em transe.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Danto em 26/2/2016, 20:24

    Suas unhas arranhavam com ferocidade as costas de Artur, os gemidos deliciosos de Eva ecoavam no interior do quarto e despertavam dentro de todos um desejo divino. O vitae dos três foi derramado, uma besta saciava seu desejo de provar da outra, mas a consciência clara da cena se perdia quando Eva conduziu vocês dois até a cama... As roupas se tornaram dispensáveis, assim como a lucidez. O vitae dos três cainitas verteu sobre os lençóis de seda branca, as madeichas douradas de Eva se inundavam no vermelho. Mas algo poderoso acontecia enquanto o vitae era compartilhado em meio a tanto tesão, orgasmos e êxtase. O Vitae de Artur era poderoso, mais poderoso do que o esperado, a verdade é que ele era tão doce e forte quanto o vitae que a fez uma cainita... Havia algo diferente dentro da besta daquele jovem Ventrue, era um poder inexplorado que se revelou da maneira mais deliciosa possível. A sua besta era a mais antiga, a dele a mais forte, Eva tinha a besta mais bela... Uma combinação intensa e tão intima que se perpetuou em uma orgia de longos minutos. Mas enfim, a mais fraca delas se dava por vencida e Eva fechava seus olhos cansados e satisfeitos, Artur sentava-se na cama. Olhando exclusivamente para você, ele pergunta.

    -Você também foi capaz de sentir o monstro que se esconde na minha besta? O que há de errado comigo?! Será que meu Senhor devorou um antigo antes de me abraçar? Não consigo compreender...
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Jess em 26/2/2016, 23:33

    Recompondo-se das longas caricias trocadas entre as bestas Pietra estava deitada ao lado de Evangeline, o sorriso satisfeito da amante juntamente com suas madeixas banhadas do vitae faziam com que a toreadora sorrisse feliz e completa.

    Levantando a parte de cima de seu corpo a italiana encarou Artur, o gosto adocicado e forte do vitae do Ventrue estavam marcados no paladar da cainita, lembravam em muito o vitae que escoria das veias pútridas de Elonzo, mas havia pureza em Artur.

    Observando o homem mais novo sentado na beirada da cama a cainita se virou para Evangeline dando-lhe um leve beijo na testa, saindo do conforto do lençois manchados do mais puro vitae Pietra se pos a frente de Artur aninhando sua cabeça em um delicado abraço.

    O rosto frio do cainita em meio a pele alva de Pietra causou um arrepio bom na pele da toreadora, esta acariciou os cabelos grisalhos de Artur dizendo:

    - Tão poderosa quanto a de meu senhor...

    Encarando de perto os olhos de Artur, a cainita sorriu com leveza para o homem enquanto pronunciava:

    - A Camarilla de Berlim se perde em sua própria sujeira... Tramas mal armadas que apenas os fazem de tolos em sua própria corte... Seja lá o que seu senhor fez... Você é melhor do que ele... E todo esse poder que corre em suas veias será maior do que o dele...

    Abraçando a cabeça do Ventrue contra seu próprio peito a cainita olhava com respeito, aquele havia sido o primeiro homem que dividira sua cama com Evangeline, os sentimentos e caricias que Pietra guardava com cuidado para sua musa agora eram divididos com Artur.

    " Tens os mesmos olhos de Ângelo... Mio amato..."

    Dando um singelo beijo na testa de Artur, Pietra o liberou do abraço puxando-o para que este levantasse, desta vez a cainita beijou com leveza os lábios do homem dizendo enquanto o guiava para o banheiro:

    - Venha, meu grande Arcebispo deve estar impecável para as próximas noites! Mandarei Laurenz preparar roupas adequadas enquanto nos banhamos... Eu faço questão de lavar suas costas.

    As ultimas palavras foram ditas com um olhar que não permitia ser negado por Artur, não depois daqueles longos minutos tão íntimos compartilhados sem pudor.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Danto em 29/2/2016, 17:28

    Artur não respondeu nada de imediato, ele preferiu refletir. Algo que você já havia visto tantas vezes que já havia se habituado a tal silêncio reflexivo, não era uma falta de educação, ele apenas queria se expressar da melhor forma possível e as vezes isso demorava muito, afinal, ele nunca se permitia dar um passo em falso.

    Os minutos inicias do banho se passavam, Artur estava então sentado na banheira com o corpo já limpo do vitae de antes, de costas para você e ainda pensativo. Quando suas mãos tocavam novamente o corpo do jovem Arcebispo ele se colocou a falar.

    -Engraçado como a Camarilla se coloca como o norte moral da sociedade cainita e ao mesmo tempo é mais monstruosa do que nós. Aliás, ela faz de nós monstros, essa seria a verdade. Desculpe pelo silêncio, minha querida, mas eu tinha que pensar muito antes de falar o que eu irei falar a ti agora. Primeiro, nunca esperava que chegariamos a tamanha intimidade, diante a tal, preciso declarar minha imensa felicidade de receber tamanha confiança de você, Pietra... Mas acerca da Espada de Caim, não sei exatamente como farei isso ainda, mas eu farei... No fim desse mês não haverá mais Camarilla em Berlim.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Jess em 29/2/2016, 19:03

    O silencio de Artur foi recebido com um sorriso gentil nos lábios, eternamente rodeada pela música de Evangeline a toreadora se apegava com força aos momentos de silencio do lado de Artur.

    Guiando-o com cuidado Pietra banhou o corpo do jovem líder, a água quente e cuidadosamente preparada com sais circundava os dois, o toque suave das mãos da cainita trabalhavam com afinco para deixar imaculada a pele alva de Artur.

    Por fim quando as palavras voltaram há abitar os lábios de Artur, Pietra o abraçou com suavidade, apoiando seu queixo no ombro deste a toreadora escutou atentamente cada silaba dita pelo mesmo.

    " Uma mente estratégica e lúcida se esconde dentro dessa solidão toda... Artur teria sido um grande pensador se tivesse tido essa oportunidade..."

    Um beijo suave possou na orelha de Artur, seus braços abraçavam o peito do homem apertando-o com cuidado, a voz suave de Pietra se fez presente enquanto esta dizia:

    - Eles limpam sua consciência nos culpando de seus próprios crimes... Sinto-me feliz com seu apreço, nesta noite tiraste de meus ombros um grande peso Artur... Eu serei eternamente grata por isso... Eva e eu seremos...

    Fazendo com que este se virasse na banheira Pietra encarou os olhos do Arcebispo com seriedade:

    - Estaremos ao seu lado durante esta guerra... Más um sábio se prepara para guerra da mesma forma que se prepara para a partida...

    Levantando o queixo do ventrue com um delicado gesto Pietra continuava a sussurrar para este:

    - Mesmo que estejamos bem é preciso nos preparar caso haja uma derrocada. Perderíamos muito se não o fizéssemos, mio caro. Considerando a nossa vitoria devemos alicerçar nossos aliados, é ingenuidade imaginar que eles não querem seu vintém.

    Aquelas eram palavras severas saindo de Pietra, mas eram palavras de alguem mais velho e machucado pelo passar dos anos. Por fim a cainita apenas beijou a testa de Artur para então se deitar no colo do mesmo.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Danto em 1/3/2016, 05:50

    O Arcebispo escutou toda as suas palavras, como sempre fazia. Mas a rotina entre vocês parecia ter finalmente se quebrado, afinal, estavam juntos em uma mesma banheira após uma cena que jamais seria esquecida por ambos. Ele carinhosamente aceita o seu corpo se aninhando no colo dele, envolvendo-o com os braços e com as mãos, começou a fazer pequenas caricias por todo seu corpo. Era uma sensação única, os olhos de admiração de Artur passavam por ti enquanto suas mãos veneravam seu corpo como se o mesmo fosse algo divino, único e especial. As mãos tocavam suas partes mais intimas, assim como deslizavam por todas as outras, ele não parecia estabelecer prioridades, aos olhos e mãos de Artur, teu corpo por inteiro deveria ser adorado. E a cada instante que vocês passavam juntos, mais fortes eram suas certezas sobre os sentimentos de Artur por ti.

    -Tens razão, minha querida Pietra. Tens tanta razão que me faz rever vários passos que pretendia dar, os inimigos irão reagir com severidade e isso me faz repensar da distribuição dos poderes reais da cidade. Temos duas Camarillas, temos os independentes, os anarquistas. Assim temos também os Nosferatu e os Malkavianos. Então são conosco, no total, sete forças em uma só cidade. Um numero sarcástico não é mesmo? Pois de perfeito não há nada! Creio que prudente será se nos reuníssemos com Malkavianos e Nosferatus, afinal, já temos os Anarquistas. Enfim uma pergunta, minha querida, o que tua experiência e inteligência me dizem sobre a estruturação de uma força recrutadora? Será que os jovens da Camarilla se interessariam por nós?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Jess em 1/3/2016, 13:37

    A recepção agradável dos braços de Artur causava pequenas e constantes ondas de prazer para Pietra, deixando que o jovem cainita explorasse seu corpo Pietra deslizava suavemente suas mãos sobres as costas de Artur.

    Volta e meia um longos suspiro escapava pelos lábios da toreadora, mas sua atenção se voltava para a pergunta de Artur, o jovem líder tinha uma visão rápida e sempre mirava a frente com cuidado planejando seus próximos passos.

    Ponderando sobre o que fora dito Pietra se virou no colo de Artur, passando a usar o peito deste como apoio para sua cabeça, suas longas madeixas castanhas cobriam a nudez de seu peito enquanto a mesma começava a brincar com uma das mão de Artur.

    - Existe conforto onde eles estão agora... Foram ensinados a acreditar que somos o monstro que fica dentro do armário, apenas esperando para atacar quando a luz se apaga... Eles não mudaram de lado, foram condicionados a aceitar as ordens de seus senhores... São cãezinhos esperando para abanar o rabinho...

    Levantando a face Pietra buscou os olhos de Artur, um leve beijo foi dado na mão com qual a cainita brincava delicadamente, com um sorriso esta afundou mais no colo do cainita.

    - Eles precisam descobrir por si sós que não somos os monstros... Mas seus senhores! Claro que um pouco de ajuda de nossa parte seria de extrema gentileza, os punhos de ferro de Gustav já devem ter demonstrado o que acontece com aqueles que quebram as regras... Talvez devêssemos mostrar como somos mais brandos... Mas a escolha de mudar deve partir deles Artur, se os forçarmos demais se rebelariam contra nós!

    Encerrando seus pensamentos Pietra deu um leve beijo juntamente com uma mordida mais leve ainda no queixo do Arcebispo, rindo do que fazia a cainita relaxou nos braços de Artur.

    " Ele ainda tenta se esconder por de trás de sua fortaleza... Mal sabe que eu o conheço bem o suficiente para ter roubado a chave da porta da frente... Mio caro... Quem imaginaria que depois de tanto tempo e ainda pudesse sentir isso por alguém que não seja Eva..."

    - Seria mais do que adequado uma aliança com os Nosferatus e Malkavians, são dois clãs que tem muito conhecimento... E conhecimento é uma arma cruel, pode ferir profundamente qualquer alicerce se usada de forma correta... Se bem que você mais do que ninguém sabe disso.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Pietra: O sacro vitae

    Mensagem por Danto em 1/3/2016, 20:32

    -Esses serão então nossos principais focos de conquista, Nosferatus e Malkavianos.

    Comentou brevemente Artur que subia uma mão pelo seu tronco enquanto falava, ao término da frase os dedos dele tocavam seu pescoço enquanto o braço repousava entre seus seios, os dedos calmamente iniciaram um movimento mais rígido e forte, repentinamente a mão dele segurava com firmeza o seu pescoço, com um pouco mais de força ele traz seu corpo para mais próximo do dele, chegando a tirar suas pernas de dentro da água da banheira que vocês compartilhavam. A água da mesma se agitava e os sais causavam leves borbulhas, a brutalidade daquele toque era contraposta com a face dele delicadamente encostando em seu ouvido e os murmúrios sinceros de uma alma solitária e castigada pelo abandono.

    -Todos aqueles aos quais me expus, em que confiei e doei todas minhas forças, todos eles se foram ou apenas passaram... Todas essas almas que hoje se intitulam Sabá, todas essas que creem na liberdade que ela oferece, só obtiveram essa oportunidade porque eu construí isso. Mas eu não construí nada disso para elas...

    Os dedos se fechava com força em volta de seu frágil pescoço e a potência que corria nas veias do Arcebispo começava a causar uma notória dor, ele então rompeu o próprio silêncio para continuar a frase.

    -Eu ergui tudo isso para você, Pietra. E não irei suportar mais um abandono, dessa forma rogo a ti que sinceramente se exponha, entendo perfeitamente que jamais serei o que Eva é para os seus olhos, mas aos meus olhos nada nesse mundo é maior ou mais importante do que você. Nunca desejei ser Arcebispo, nem sequer liderar qualquer coisa, todas minhas escolhas foram para construir um santuário para você e sua amada serem livres. E não deixarei que esse santuário seja usurpado, por ninguém.

    A força daquela mão começava a desaparecer, tremula então ela ficava e devagar os dedos começavam a se separar em uma demonstração de nervosismo, o jovem Ventrue estava finalmente dizendo tudo que suas interpretações apenas interpretavam de maneira superficial ao longo dos vários anos de convívio.

    -Inicialmente eu a invejava, por várias e dolorosas noites, eu invejava Evangeline. Mas eu não poderia apenas atentar contra ela porque se assim fizesse, a ferida seria no teu corpo e não apenas no dela. Meus esforços então se modificaram, aprendi a vê-la sob a tua ótica e quando pude me reencontrar, meus instintos a desejavam e meus sentimentos a respeitavam e admiravam. A inveja se transformou em carinho e compreendi que seria impossível ter apenas você... As palavras me fogem, querida Pietra, não sou um artista e muito menos um poeta. Não tenho habilidade ou talento, fui forjado para ser um patrício, para ordenar e governar. Mas só vejo um cenário onde eu serei capaz de fazer o que minha natureza pede, e esse cenário é você e sua amada ao meu lado.

    [Ultima ação para o final do ato]

      Data/hora atual: 28/6/2017, 12:56