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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

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    Danto
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    Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Danto em 1/3/2016, 16:44

    Março de 2002, Berlim.
    Segunda Noite



    Um calor infernal, a falta de ar nos seus pulmões, dor. Seus olhos se abriam com ferocidade na noite seguinte do ataque do Sabá ao Hellfirepub, era inexplicável como o medo ainda fluía com tanta força dentro de seu corpo, as lembranças ainda tão fortes de tantas pessoas mortas, fogo e daqueles monstros. Entre essas terríveis sensações, haviam as palavras do bispo que martelavam em sua memória. A dor que lhe partia o peito era a dor da dúvida, quem eram os monstros afinal?
    Haviam os outros jovens cainitas traído a tua confiança? Joachim era um membro do Sabá? Para onde teria ido Erika que simplesmente desapareceu em meio a confusão? Diana! Ela estava bem?! Tantas dúvidas, só existiam dúvidas.
    Você estava deitado em sua própria cama, na segurança de seu próprio lar. Não havia ninguém ali além de você e sua consciência em conflito. Em cima do criado mudo, estava o cartão entregue pelo bispo, posto por alguma obra do destino, acima de um dos livros que sua Senhora havia deixado em sua posse para seus estudos.
    Ao lado do livro e do cartão, estava seu celular. O mesmo estava aberto e com um número na pronto para ser discado, o número de Diana. Provavelmente algo que seu inconsciente havia realizado enquanto o sono diário assolava seu corpo.
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    Miac

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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Miac em 1/3/2016, 17:29

    Ao abir os olhos Ulrich teve vontade de sair correndo e ir para o banheiro de seu apartamento, se jogar na banheira com água gelada, os espasmos de seus músculos o fizeram forçar a se levantar, ele se colocou sentado na cama, ainda estava zonzo, ainda sentia lufadas de calor vindo em sua direção, seus olhos se voltaram para as sombras de seu quarto e o jogo de luzes o fazia ver tentáculos se formando, mas era tudo fruto de sua cabeça, mas uma coisa era inevitável ele ainda tinha medo dos acontecimentos da noite anterior.
    " De qual lado estou afinal!? Serei aquele que deseja a morte do falso príncipe o falso que ira se tornar um monstro!? Erika e Joachim sumiram na noite passada, Joachim praticamente anunciou o ataque do Sabá e se o Sabá lhe deu a mesma visão que deram a mim...se eu o julgar por escolher a liberdade, não seria eu o monstro? Merda!"
    O jovem Tremere se levantou e deu um um tapa e alguns livros que estavam na estante próxima a sua cama, derrubando tudo que estava ali, viu o livro que sua senhora havia lhe dado aberto com o cartão que o padre do Sabá havia lhe dado, próximo seu celular permanecia girando com o numero de Diana na tela.
    " Minha senhora me deu o conhecimento juntamente ao meu clã, este cainita me mostrou o outro lado...eu ainda me questiono sobre isso! Devo ir por parte! Eu disse algo ontem e não consegui cumprir!"
    Ulrich pegou o celular e completou a ligação para Diana, o mesmo caminhou até sua janela e a abriu, desejava sentir o vento bater em seu corpo.
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Danto em 1/3/2016, 19:15

    A janela se abriu e o vento gélido da noite alemã invadiu seu quarto, movendo o lençol sobre a cama e as páginas abertas dos livros. Seus olhos observavam a vastidão daquela cidade, tantas vidas que passavam rapidamente em frente a tua janela sem ao menos perceber a sua existência. Como era possível os mortais não saberem da existência de monstros como você e os mais antigos? O quão livres eram realmente esses mortais? Enfim, a ligação era respondida por um longo suspiro, um simples suspiro que carregava tantos significados.

    -Ulrich?

    Perguntou a doce voz de Diana do outro lado da linha, mesmo por trás de tanta tecnologia a voz dela continuava bela, era como se ela estivesse ao seu lado naquele exato instante e a pergunta dela foi feita com uma voz cansada e confusa.
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Miac em 1/3/2016, 20:21

    Ulrich sentiu o vento gelado bater em seu corpo, mas a sensação de calor ainda assolava sua cabeça, olhou as paginas dos livros se moverem, seu olhar era perturbado e receoso, logo o mesmo virou sua atenção para a rua vendo as pessoas e o carros que por ali passavam.
    " Como? Como vocês não conseguem nos enxergar! As coisas que fazemos são de longe chamativas, o quão manipuláveis ou controlados vocês se tornaram?...me sinto agora como um fazendeiro, apenas esperando vocês serem abatidos...é ruim! sou ruim?"
    O jovem Tremere virou suas costa para a rua ao ouvir a voz de Diana, ele fechou os olhos e sentiu um breve alivio, ela estava tão confusa quanto ele naquele momento, um sorriso infantil surgiu em sua face, sua voz era calma e cansada!
    - Sim! Desculpe por ligar á essa hora, deve ter acabado de acordar...só queria saber se estava fisicamente bem depois de ontem!
    Não tinha muito o que falar naquele momento, as palavras não vinham, ele não sabia como agir e se o que estava fazendo era o certo.
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Danto em 2/3/2016, 19:37

    Enquanto você falava ao telefone, seus ouvidos eram perfeitamente capazes de interpretar que Diana estava se movimentado, o barulho de passos sobre um assoalho de madeira e de objetos sendo movidos ou talvez arrastados. Por fim, a jovem responde.

    -Fisicamente?! Sim... Ulrich, você poderia vir aqui? As coisas saíram completamente do controle na noite passada e sinceramente...não sei...como lidar com isso. Envio por mensagem o endereço, okay!?

    A jovem fazia várias e longas pausas em sua própria frase, a voz dela variava por várias entonações, mas aparentemente ela estava claramente afetada pelos acontecimentos da noite passada.
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Miac em 2/3/2016, 22:14

    - Mais é claro que irei lhe ajudar, prometi algo que não consegui cumprir, me ousa, não foi culpa sua, fique onde está e eu irei até você!

    Ulrich caminhou ainda com o celular em mãos, ouvindo Diana, ele não conseguia desligar o mesmo, se sentia em divida com a mulher, talvez quisesse se redimir de alguma forma, ela aparentou ser tão boa com ele e no fim as coisas terminaram como estavam.

    " Por Deus, ela deve ter entrado na casa de alguém ou deve estar assustada o suficiente para ter se protegido antes de dormir! Eu...estou mais consciente que ela nesse momento!"

    O Tremere parou de frente ao espelho e ficou olhando seu reflexo, viu suas roupas e como se vestia, naquele momento o abriu seu guarda roupas e pegou um terno inglês, ele retirou suas roupas as presas, as olhou de uma forma sentimental de mais, uma lagrima escorria pelo seu olho esquerdo, sua garganta secava e o mesmo vestiu o terno e limpava o rosto com sua antiga camisa, as dobrou de forma carinhosa e se olhou novamente no espelho, sua voz era em tom de desabafo.

    Ulrich atual:

    - Obrigado Sofie, é hora de seguir com minhas pernas, um dia espero te ver de novo irmã!

    Ele saia olhando o endereço em seu celular.

    Spoiler:
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Danto em 4/3/2016, 04:15

    Diana desliga o celular sem dizer mais nada, vou apenas foi capaz de ouvir a respiração ofegante da jovem Toreador do outro lado da linha antes dela desligar. Enquanto você se arrumava, o som da SMS chegando chamou sua atenção, era um endereço no lado Ocidental da cidade o que já era um enorme alívio. Mas não só isso, era em um dos bairros mais nobres da cidade, onde o metro quadrado era tão que todos sonhavam em um dia morar ali.

    Local do Endereço::

    Ao chegar no local, seus olhos se surpreenderam com uma belíssima casa. Todas as luzes da residência estavam acesas, o portão aberto e nenhum tipo de segurança próximo, nenhum carro na garagem. E aparentemente vazia por dentro, ao lado da casa havia um condomínio fechado e do outro lado um enorme prédio, era estranho como poderia haver ainda uma única casa em meio a tantos empreendimentos imobiliários milionários. Uma breve caminhada o levou diretamente a porta de entrada que estava apenas levemente encostada, abrindo a porta seus olhos se depararam com um enorme rastro de sangue que ia da sala de televisão da casa até o banheiro no primeiro piso.
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Miac em 4/3/2016, 09:40

    Ulrich ficou aliviado ao ver o endereço, logo imaginou que aquele deveria ser o endereço de Diana, ele descia calmamente até a garagem e pegava seu carro, ele dirigia calmamente até o endereço.

    " Ela está realmente muito abalada ainda, deve querer apenas conversar sobre o que aconteceu noite passada! Ela realmente deve ser muito rica...o que eu deveria dizer para ela?"

    O jovem Tremere encostava o carro seu carro em frente a garagem, ao sair do carro ele parou e observou casa, realmente era uma bela casa, se parasse para pensar era algo mais simples em meio aos grandes monumentos criados há sua volta, ele sorria enquanto caminhava até a entrada.

    " Diana é de certa forma discreta com seu status...o QUE?"

    Em meio aos pensamentos o cainita deu uma leve batida na porta e a abriu, seu sorriso virou uma expressão temerosa ao ver o rastro de sangue, ele fechou a porta e acompanhou o sangue com os olhos, naquele momento ele começava a ficar nervoso com a situação, sem pensar duas vezes ele correu para o banheiro, sua voz soou em um tom mais alto e preocupado.

    - DIANA! Deus...!
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Danto em 5/3/2016, 18:29

    Seus pés correm em direção ao banheiro, seguindo o enorme rastro de sangue que claramente indicava o caminho correto até o mesmo. A porta do banheiro estava aberta, o comodo era grande, de azulejos brancos e delicados, uma enorme banheira e notórios utensílios femininos sobre a pia e armário. O banheiro era dividido em dois, a primeira parte era reservada para o vaso, pia, espelho e armários, dois lances de escada levavam a parte mais baixa do banheiro onde a enorme banheira estava posta. Diana estava sentada na beirada da banheira, ainda usando o vestido da noite passada mas descalça, seu vestido estava encharcado de sangue. O celular da jovem estava na pia do banheiro, a pia estava suja com marcas de sangue e o rastro seguia por todo o local até a banheira. Dentro da banheira haviam corpos de duas mulheres que boiavam em uma quantidade absurda de sangue.

    -Acordei na banheira junto com essas duas mulheres...eu...não tenho a lembrança de... eu fiz isso?!

    Diana olha para você, o rosto dela estava sujo pelo sangue que vertia de seus olhos.
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Miac em 5/3/2016, 21:06

    Ulrich parou na entrada no banheiro e olhou seu interior com atenção, sua postura era reta e sua expressão era de surpresa, ele caminhou lentamente olhando aquela quantidade de sangue por todos os lados, sentiu sua besta gritar e sua barriga doer naquele momento, era a sede que estava vindo, o cheiro era bom, mas ao mesmo tempo ele se sentia triste por presenciar aquela cena.

    " A besta lhe dominou Diana...logo você que se demonstrava tão humana. Como deve estar agindo há isso? Me sinto culpado por não ter lhe passado a segurança para reprimir seu instinto primitivo...isso que nós move a pensar em se alimentar e sobreviver apenas!"

    O jovem Tremere chegou próximo há banheira e puxou a toalha, calmamente ele com a ponta da toalha começou a limpar o rosto de Diana, sua voz era baixa e triste.

    - Foi seu intimo que conseguiu forças para sair, utilizamos da vitae para realizarmos façanhas com nossos corpos, a fome por todas as noites nos acompanha, eu queria dizer que não foi você Diana, juro por Deus que queria ser falso com você, só que não consigo, e sim, tudo indica que você sucumbiu a besta e para sobreviver fez isso!

    O mesmo terminava sua frase de um jeito cansado, ele abaixava a cabeça e se apoiava na beira da banheira, sua mão segurava firme a borda.
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Danto em 7/3/2016, 16:35


    -Quantos monstros imaginários foram aprisionados nos subsolos da sua mente? Quantos deles furtaram seu prazer de viver e dilaceraram seus sonhos? E se todos esse monstros, na realidade, fossem apenas um, você?!

    Sussurrou Diana com uma voz fraca, instável e triste. Os olhos azuis da jovem estavam vagos, distantes e marejados pelo seu próprio sangue, o corpo dela então se ergue lentamente, os ombros relaxados, braços leves como plumas e pé que demonstravam uma enorme força pois eram esses os únicos que demonstravam alguma movimentação. A face dele se vira para a banheira onde estavam os corpos das duas mulheres.

    -Somos condenados a passar a eternidade fingindo ser como eles, fingindo ser humanos. Enquanto eles se divertem em fingir que são como nós. Existe algo muito cruel nesse jogo de interpretações não é mesmo?

    A jovem esboça um sorriso acompanhado de uma única lágrima de sangue, para então pegar a toalha que estava em suas mãos e enxugar o sangue que estava nas mãos dela. Os olhos dela então observam as próprias mãos, agora sem mais nenhuma mancha de sangue.

    -Quantas vezes isso não aconteceu?! Digo, quantas vezes um de nós não reproduziu o que eu fiz? Imagine-se como um dos antigos, imagine se por exemplo um dos Príncipes perder o controle como eu fiz! Nós não deveríamos existir...

    Diana solta a toalha no chão sujo de sangue e caminha até a pia, apoiando-se sobre a mesma e olhando diretamente para o espelho, permitindo um sorriso macabro nascer de seus lábios. Ela então olha para você e diz.

    -Ou talvez eu esteja errada! Seriamos nós o topo de uma cadeia alimentar e sem o nosso instinto predador, os humanos entrariam em desequilíbrio. Somos o mal necessário nesse mundo, as bestas que devoram, os demônios que assombram e os inimigos que corrompem. Afinal, é tudo a vontade Dele não é?!
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Miac em 7/3/2016, 17:41

    Ulrich arregalou os olhos ao ouvir as palavras de Diana, suas mãos seguraram a beira de porcelana da banheira com força, seus peito subia e descia, mesmo ele não precisando respirar a culpa o fazia se sentir daquela maneira, ele nada disse enquanto ela saia da banheira, o mesmo se vira e faz a banheira de apoio para suas costas, ele viu Diana com as roupas cheias de sangue, os olhos do Tremere estavam trêmulos, seu rosto se virou e olhou para os corpos na banheira, suas voz demonstrava compreensão e magoa.

    - Nem todo anjo é bom e nem todo demônio é mal... às vezes os demônios são mais sinceros em sua maldade!

    O jovem Tremere se levanta e vê Diana limpar suas mãos, ele leva a mão até o ombro dela, mas não conseguiu toca-lá, ele recua um passo e a vê andando até a pia, era como olhar um anjo que acabara de perder suas asas, todo aquele viver e vontade estavam na banheira atrás dele, no momento aquela mulher era apenas uma carcaça cheia de culpas e dúvidas.

    " Não sei o que lhe disser Diana, não sei como lhe confortar! Queria poder não só pensar como os antigos mais as vezes ser eles, não sentir isso que estamos passando, viver as noites por mais difíceis que sejam é algo que fazemos desde sempre, agora lutar contra nossos próprios demônios..."

    Ao ver a expressão de Diana mudar Ulrich sentiu um aperto em seu coração, era como ver que uma chama de conforto em meio as trevas se apagando, ele caminhou até Diana, quase escorreu no sangue que ali estava, ele a segurou com força pelos braços e ficou lhe encarando, sem se importar com o sangue logo ele á abraça.

    - Não! Você é uma pessoa boa Diana, e não me diga que é algo diferente, seus olhos me mostraram isso, o medo e as dúvidas que sente agora apenas alimentam mais a sua besta, todas as noites cainitas passam por isso pelo mundo todo, uns sucumbem e outros caem, não somos o topo da cadeia alimentar, nenhuma criatura é. Humano, Vampiro ou qualquer outra coisa, só cabe a você escolher como vai viver, por anos, décadas, centenas ou milênios...
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Danto em 8/3/2016, 14:51

    -Você não me conhece para afirmar algo assim! Eu sou um monstro como eles também são!

    Grita Diana que agora estava em seus braços, ela coloca as mãos no seu peito e o empurra para trás. Com os olhos avermelhados e presas à mostra, a besta estava violenta e aflorada em todas as feições e expressões corporais daquela jovem. Ele se referia aos membros do Sabá da noite passada e isso ficava bem claro, os olhos dela se viram para o teto e a jovem cai de joelhos no chão lutando bravamente contra o frenesi da besta sanguinária que estava dentro de seu belíssimo corpo. Em meio a essa torrente de violência, seus ouvidos escutam o caminhar de alguém, esse caminhar se aproximava do banheiro. E uma voz feminina desconhecida diz.

    -Diana, minha doce criança... feche seus olhos e tranquilamente encontre sua paz.

    Pela porta do banheiro aparece uma mulher loira de olhos profundamente azuis, sua pele possuí um tom vívido único. E você sabia exatamente quem ela era, Elsa Linden uma das mais antigas e poderosas anciãs do clã Toreador. As palavras de Elsa faziam Diana ceder suavemente a uma tranquilidade entorpecente, enfim, o corpo da jovem caí em um sono leve.
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Miac em 8/3/2016, 15:27

    Ulrich deu alguns passos para trás e ficou olhando para Diana, seus punhos se fecharam naquele momento, ele se aproximou de novo de Diana sem conseguir toca-lá, ela estava assustada com sigo mesmo e isso era perigoso, mais ela estava lutando e isso talvez ajudasse em alguma coisa, o jovem Tremere ficou estático ao ouvir a voz da mulher, encarou a porta e engolia o que não existia em sua garganta.

    " Mais essa agora..."

    O jovem Tremere olhou Diana perder as forças e foi até ela, ele ficou a olhando dormir, fechou os olhos e respirou profundamente, colocou as mãos de Diana na própria barriga dela e se levantou, ele olhou para Elsa a sua frente e abaixou a cabeça em sinal de respeito, sua voz demonstrava estar assustado.

    - Sou Ulrich senhorita Elsa Linden, é uma honra lhe conhecer pessoalmente...eu posso explicar tudo o que está acontecendo aqui! Diana só estava confusa...ela...ela precisa de cuidados!

    Ele não conseguia olhar para a anciã, permanecia com a cabeça baixa enquanto falava, estava mais preocupado com Diana do que com ele mesmo naquele momento.

    " Os Toreadores mandaram uma anciã para cá! Diana é uma Harpia e como o padre disse ontem ela iria quebrar a mascara e assim foi feito...agora uma anciã vem até aqui, devo me manter calmo...se acalme...Ela só com a voz acalmou Diana!"
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Danto em 9/3/2016, 00:54

    Elsa finalmente adentra no banheiro e olha com calma para todos os detalhes daquele local, sem olhar na sua direção enquanto você se apresentava e se esforçava para expor a delicadeza da situação. A bela mulher dá passos sutis pelo piso branco, evitando pisar em grandes manchas de sangue e flexionando os joelhos ela se abaixa para encostar a mão direita na face de Diana.

    -A besta é poderosa, desperta dentro de nós cainitas algo terrível que jamais deveria despertar. Minha doce filha, essa noite nunca sairá de ti... Ulrich, a pronuncia foi correta do teu nome, meu jovem? És um amigo de Diana correto!? Posso contar com a tua descrição sobre isso meu querido?

    A anciã falava em um voz calma, não possuía nenhum traço de ameça naquela pergunta final, era algo verdadeiro. Os olhos de uma mãe preocupada com uma filha, um olhar que você viu tantas vezes ser realizado por sua mãe, uma força maternal tão graciosa e sincera. A mulher então se levantava e olhava diretamente para você dessa vez. Caminhando na sua direção ela diz.

    -Desculpe-me, meu nome é Elsa Linden. Prole de Annabelle Triabel, sétima de minha linhagem. Sou a Senhora de Diana e ofereço a você um sincero pedidos de desculpas pelo comportamento imprudente de minha prole, nada aqui cairá sob teus ombros. Fique tranquilo em relação a isso, irei leva-la comigo, caso deseje acompanhar o convite está aberto.
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Miac em 9/3/2016, 08:42

    Ulrich olhou para aquela cena, não expressou nenhuma reação facial pelo ato, mas em seu intimo, as lembranças de sua mãe lhe vieram, os conselhos, carinhos e até mesmos as brigas lhe fizeram sentir uma fagulha de conforto que a tempo não se lembrava.

    " Existem senhores antigos que ainda se importam assim com suas crias!? Ela não me parece má, essa preocupação com Diana, então é ela que ensinou Diana a ser tão viva assim? "

    Sua voz era mais calma, ainda assim apreensivo como e desconfiado como sempre foi.

    - Perfeitamente pronunciado! Nós conhecemos ontem Senhorita Elsa, e sim, pode contar com minha completa descrição sobre este ocorrido!

    O jovem Tremere ficou com a postura mais formal alinhando sua coluna e olhando para Elsa, o mesmo ouviu atentamente cada palavra da mulher, em nenhum momento desviou os olhos do rosto da antiga Toreadora, ele virou sua mão e posicionou na frente de Elsa, sua palma estava suja com o sangue de Diana mas as costas estavam limpas, era uma mensura de comprimento antigo como muitas vezes sua Senhora lhe ensinou, ele esperou o gesto da mulher e por fim lhe cumprimentou com um beijo na mão, ele tentava imitar a mesma apresentação.

    - Não há nenhum motivo para desculpas senhorita Elsa Linden. Me chamo Ulrich Heike Klaus, aprendiz de Maggie Aartrox Valerius, nono de minha linhagem. Diana teve uma noite conturbada e infelizmente sua besta ganhou forças o suficiente para se mostrar, não sabia como contornar a situação e no fim apenas agravei um pouco mais as coisas, caso não seja um incomodo eu gostaria de acompanha-las, eu ainda estou preocupado com seu estado emocional.
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Danto em 10/3/2016, 00:43

    Elsa abre um belíssimo sorriso, nesse instante você conseguia notar claramente que a antiga do clã das rosas não possuía nenhum traço sequer de sua natureza imortal e amaldiçoada. Seus lábios eram naturalmente avermelhados, sua pele corada e os pulmões dela se enchiam de ar enquanto ela se mantinha em silêncio. Ela então se vira graciosamente e se abaixando, tira o corpo adormecido de Diana do chão, carregando-a nos braços como se ela fosse uma princesa e pesasse menos do que uma pluma.

    -Vamos meu jovem Ulrich, meus serviçais irão tomar conta dessa cena deplorável...

    Ela então sai do banheiro e segue em direção a saída da casa. Ao acompanha-la você vê uma verdadeira equipe de lacaios adentrando a casa, todos uniformizados como uma equipe de faxina doméstica, eles adentravam o local, fechando as cortinas e portando equipamentos modernos para limpeza. Do lado de fora haviam duas vans de uma famosa empresa do ramo de limpeza doméstica local, estacionado na vaga particular, estava a limousine que Diana havia utilizado na noite passada para levar você e Joachim até a fatídica boate.

    -Por favor, querido, abra a porta para que eu coloque o corpo de minha filha no banco?!
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Miac em 10/3/2016, 11:18

    Ulrich ficou olhando Elsa, a fisionomia da mulher era mais humana que a sua, ela realmente se parecia com uma humana, não era pálida como ele e sua senhora, ela era doce e delicada em suas palavras, seus gestos lembravam o de uma menina meiga e cativante, ele viu Diana ser carregada pelos braços de sua mãe era uma cena admirável. Ele caminhava na frente da anciã analisando aqueles carniçais.
    " Quantos humanos! Ela é a chefe deles? Isso me faz pensar que eu estava me precipitando em meus pensamentos, sou eufórico de mais, quase fiz Diana entrar em surto e meus pensamentos e medo de me tornar como aquele que desejo a cabeça se tornam mais e mais fortes, só que essas duas ainda demonstram humanidade e afloram a consciência de que nem todo cainita vai se tornar um monstro no futuro!"
    O jovem Tremere acenou com a cabeça e abriu a porta da Limousine, ele esperou Elsa colocar Diana dentro do veiculo, esperou que a mulher adentrasse também e por fim ele mesmo entrou, retirou seu blazer e dobrou as mangas de sua camisa, deixou apoiado os cotovelos em cima de seu joelhos e ficou olhando para o Rosto de Diana.
    - Aquela empresa é liderada por você senhorita Linden? Nunca vi tantos empregados assim em minha vida e não vida!
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Danto em 11/3/2016, 21:43

    -Liderada talvez não seja o termo mais correto, Ulrich, mas sim proprietária. Meus investimentos são realizados em diversas esferas, infelizmente essa não foi a primeira vez que um jovem se descontrolou e minimizar os impactos é sempre algo sábio a ser feito, afinal, nada é mais importante do que máscara correto!?

    Respondeu Elsa com uma voz suave, a anciã estava sentada em uma das poltronas, bem próxima de onde o corpo de Diana estava deitado ainda inconsciente. Ela após falar se encosta confortavelmente no banco da limousine e respira fundo, ela era sem dúvida alguma mais mortal do que qualquer neófito que seus olhos já haviam visto na sua não vida inteira, era fascinante como ela ainda era capaz de respirar. O veículo então começava a se movimentar rapidamente, deixando a casa para trás em poucos instantes, o motorista parecia dirigir com uma certa urgência.

    -Você me disse que é prole da Senhorita Valerius, correto? Teu sobrenome não me é estranho, perdoe-me a indelicadeza, mas você seria o irmão da adorável Heike?
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    Miac

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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Miac em 11/3/2016, 22:27

    - Com toda certeza. Curioso que me peguei pensando sobre este assunto assim que despertei de meu sono, como era ocultar nossa existência do humanos! Não pense que sou algum um monstro, mais, penso nos humanos como formigas e nós os gafanhotos, se eles se unirem não teríamos chance alguma, e é realmente desagradável ver um cainita perder aquilo que o torna único, sua humanidade.

    Ulrich ainda permanecia com os olhos em Diana, era um olhar vago, daqueles pensativos e longínquos, se lembrou do lindo rosto de Diana com a mancha escarlate de sua lagrima por percorrer seu rosto, mas o mesmo virou sua atenção para a anciã Toreadora, ele apoiou suas costas por completo no banco da limousine e sorriu de uma forma limpa e feliz.

    - Exatamente sou prole da Senhorita Vallerius! Ela teria vontade de enfiar sua cabeça sob a terra ou apenas abaixar o capuz de seu moletom.

    O jovem Tremere demonstrava uma certa alegria ao falar, ele deu uma pausa curta e olhou para o vidro do carro e viu seu próprio reflexo sem as roupas largas que a duas décadas estava usando.Ele voltava seu olhar para Elsa com os olhos fixos no dela.

    - Sim. Sou o irmão mais novo de Sofie Heike Klaus, tive o privilegio de ser seu irmão em vida e agora carrego seus sonhos e o mesmo sangue que lhe foi proporcionado em sua primeira partida.
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    Danto
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Danto em 11/3/2016, 22:41

    -Seria impossível para mim, ver você como um monstro, Ulrich. Seu raciocínio é interessante, entretanto eu prefiro pensar em uma forma menos predatória e competitiva, somos apenas uma extensão da existência humana, entre nós existirá sempre uma relação de dependência, não somos muito nem mais do que eles, somos eles e eles nós.

    A resposta de Elsa era complexa, claramente resultado de anos e anos de muita filosofia e reflexões profundas. Mas era um modo de ver inédito, isso explicava bastante do comportamento de Diana na noite passada e ia diretamente contra as atitudes que você já viu dentro da capela ou durante o ataque do Sabá. A mulher sorri ao notar que você buscava os olhos dela e então comenta de maneira sutil.

    -Não é muito sábio olhar nos olhos de um antigo, vários poderes de influência mental são possíveis apenas com a troca de olhares diretos assim. Entendo porque seus olhos tendem a buscar por outros, a sinceridade é mais notável assim, mas os antigos não costumam se importar com tais sentimentos. É apenas um conselho...
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    Miac

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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Miac em 11/3/2016, 22:58

    - Desculpe-me essa sinceridade minha, fui doutrinado a demonstrar perfeição e disciplina em tudo que faço, é meio difícil em pensar da mesma maneira que a senhorita, de longe seus pensamentos são de grande reflexão para mim!

    Ulrich arqueou a sobrancelha ao ouvir a segunda frase de Elsa, não em descontentamento mais sim como uma forma de espanto positivo por tais palavras, ele virou os olhos como se observasse o interior do carro e por fim voltou a olhar para a anciã Toreadora só que agora fazendo um joguete de olhar, fixava a mesma da boca para baixo assim deixando os olhos fixando o rosto da mulher mais sem lhe olhar nos olhos diretamente.

    - Dizem que sou uma afronta por ser assim, agradeço de coração pelo conselho, conheço apenas um dom se assim podemos disser, fixamos nossos olhos em um alvo e falamos diretamente com seu interior, como se fosse uma ordem implantada em sua mente, em uma criança como eu acho que metade de Berlim conseguiria implantar qualquer coisa...

    O jovem Tremere prestava atenção no peito da mulher, não de uma forma vulgar ou promiscua, estava prestando atenção em como o tórax da mesma subia e descia com a respiração.
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Danto em 11/3/2016, 23:22

    -Você não é uma criança, assim como também não é nenhuma afronta. Não se coloque tão abaixo dos outros apenas por uma questão de idade, saiba exatamente onde está dentro das relações de poder e demonstre respeito, nunca inferioridade. És um jovem com enorme potencial e todos os antigos um dia foram exatamente como você é, claro que quase todos se esquecem disso, mas é uma falha deles e não sua.

    As palavras de Elsa eram ditas com um carinho surpreendente, ela parecia determinada em aconselhar você da melhor forma possível, algo que nem a sua própria Senhora havia feito contigo. Seus olhos eram capazes de observar o tórax dela se encher e se esvaziar enquanto a mesma falava, exatamente como um mortal faria para manter uma respiração inconsciente e natural.

    -Você se refere a Dominação correto?! É uma especialidade do clã Ventrue e de outros se que colocam como líderes dentro das tradições seculares do cainitas. E por fim, eu não o desculpo, afinal, não há razão alguma para você pedir desculpas em primeiro lugar, meu caro.

    Diz Elsa observando Diana com um semblante preocupado, enquanto o carro seguia em movimento pelas ruas de Berlim.
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Miac em 11/3/2016, 23:45

    - Por vezes eu vejo os anciões me ensinando algo, pensamentos compartilhados, comportamentos e como agir, me sinto realmente lisonjeado, não posso viver tudo a todo momento, por vezes é melhor observar algumas situações e refletir sobre elas, nas ultimas noites pude envelhecer e compreender muito mais coisas que pude ler em vinte anos!

    Ulrich se sentia confortado com aquela conversa, era algo mais franco que ele já teve com um antigo, era como falar com aquele padre da noite passada, ao olhar Elsa respirar era o mesmo que encontrar o conforto em pensar que ele poderia pensar da mesma forma um dia, ao olhar para o espelho do carro imaginou o padre do Sabá sentado na mesma posição que a mulher estava, era como ter dois filósofos e professores de alto potencial.

    " Por que eu ainda penso nas palavras daquele cainita...ele é sereno como Elsa, tão humanos e consciente de sua situação como criaturas da noite, é uma confiança e certeza quase que absoluta."

    - Por vezes eu costumo fazer isso senhorita Elsa, me coloco em uma posição diferente dos demais, não tenho a intensão de me colocar como um inferior, tento trabalhar isso todas as noites, e sim, exatamente é essa habilidade que minha Senhora me instruiu, porém, serei sincero, acho que meu intimo não se agrada com essa habilidade. Ela vai ficar bem! É tão forte e lembra muita a Senhora. E seus olhos...é como olhar uma aurora boreal!
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    Re: Ato VI - Narrativa de Ulrich: Sem promessas, sem culpa.

    Mensagem por Danto em 13/3/2016, 22:48

    -Obrigada pelas palavras sinceras, Ulrich, mas minhas preocupações não inevitáveis. Minha primeira prole infelizmente não sobreviveu ao anos de fogo e trevas, demorei muito para me convencer que estava pronta novamente...

    A frase da anciã era triste, mas de certa forma cheia de carinho direcionado para a inconsciente Diana. O carro começava a agora a diminuir de velocidade e seus olhos eram capazes de ver pela janela uma enorme mansão logo a frente, o carro estaciona brevemente em frente ao portão, aguardando que o mesmo fosse aberto.

    -Permita-me mudar ligeiramente de assunto, você poderia me contar o que aconteceu exatamente na noite passada!?

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