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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

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    Danto
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    Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Danto em 18/3/2016, 16:54

    Março de 2002, Berlim.
    Segunda Noite




    A segunda noite em Berlim chegava finalmente ao seu fim. Após a reunião complicada na corte Ocidental, você e sua aliada mais confiável dentro de qualquer cidade ou país, Natasha, estavam no apartamento que a jovem Toreador havia alugado temporariamente. Para sua surpresa era um local pouco luxuoso, até mesmo simples se comparado as outras acomodações anteriormente separadas por ela, na realidade todas as ações de Natasha pareciam diferentes do que o habitual luxo e exagero que ela adorava aproveitar, afinal, quem arcava com os gastos monetários era a própria Camarilla, isso sempre a fez nadar em mordomias. Mas em Berlim ela estava mais reservada, séria e atenta. Talvez a reunião particular dela com a primógena local tivesse sido realmente importante e crucial para a mudança necessária.

    Você estava sentado no sofá, aguardando o retorno de Natasha do quarto. A mulher estava atrás do telefone que daria acesso à vocês a uma conversa com a Justicar Ventrue ou com pelo menos um Arconte. A mulher então saia do quarto com o celular em mãos, sentando-se do seu lado e falando de maneira breve.

    -Consegui o número de Tatiana Stepanova. Trabalhei com ela bem no começo da minha jornada...

    Tatiana Stepanova, um nome que você conhecia apenas por citações. Uma anciã do clã ravnos que abandonou o próprio clã após uma grande calamidade mística que jamais foi esclarecida diante dos olhos da Camarilla, um grande enigma, distante de mais para ser importante o suficiente. Ela é uma russa, herdeira dos antigos Czares. Servindo a justicar Lucinde à aproximadamente cem anos como Alastor.
    Enquanto você refletia sobre o nome, Natasha inclinava o corpo suavemente em direção a mesa central para abrir o notebook que ali se encontrava. Levantando a tela do mesmo e iniciando algumas movimentações exóticas e inexplicáveis para você.

    -Vou iniciar uma conversa por vídeo e áudio com ela, ela poderá nos ver e falar conosco e nós sermos capazes de fazer o mesmo. Basta ficar em frente ao computador.

    Explicou brevemente e com educação Natasha, já sabendo que seus conhecimentos tecnológicos seriam naturalmente medievais. Assim, alguns sons são realizados, similares a uma chamada telefônica e na tela do computador surge uma jovem russa de traços lindos e delicados.

    -Boa noite Senhor Blankenheim e boa noite jovem Natasha. Acredito que possa ajuda-los em alguma coisa, correto!?


    Imagem de Tatiana:
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Stian Jogador em 18/3/2016, 17:43

    O cavaleiro observava com atenção as atitudes diferentes de Natasha, ele acompanhava-a com os olhos até que a mesma sentava-se ao seu lado no sofá e repousava o aparelho estranho conhecido como computador sobre a mesa central. Ele ouviu com atenção as explicações sobre o funcionamento do aparelho moderno e viu em alguns instantes a imagem de Stepanova surgir como se fosse mágica a sua frente. Ele então respondeu:

    - Muito boa noite, Srta. Stepanova. Está correta, Natasha e eu precisamos de uma audiência com a Justicar Lucinde. Com brevidade, por favor.

    Richard se sentia um tanto desconfortável em frente a modernidade, ele não se envergonhava de vir de uma época em que se montavam cavalos e usavam armaduras para guerrear. O antigo cavaleiro tentava ocultar o desconforto, observando cautelosamente os traços russos da Ravnos.

    "Esta tecnologia é realmente impressionante, apesar da inferioridade, os humanos conseguiram criar ferramentas muito práticas de comunicação...precisarei me inteirar sobre isso no futuro...mas agora a situação não é para novos aprendizados..."
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Danto em 19/3/2016, 17:46

    Natasha e a russa da família dos Ravnos pareciam perfeitamente acostumadas a tal tecnologia, ou pelo menos pareciam já possuir alguma experiência com aquela forma de comunicação. Natasha se mantem em silêncio ao seu lado, mas a senhorita Stepanova respondia de maneira tranquila e confiante.

    -Sem desmerecer a capacidade ou a urgência desse contato com a Justicar, mas a mim cabe filtrar as tentativas de contato com ela, existem grandes problemáticas e deveres a serem cumpridos. Permita-me assim, mantendo em foco a natureza de minha relação com ela, perguntar a vocês dois a natureza real da urgência do contato?
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Stian Jogador em 21/3/2016, 08:11

    Richard mantinha-se com a cabeça inclinada olhando para o aparato utilizado para comunicação com Stepanova, ele então chegava mais a frente no sofá e dizia em tom sério:

    - Entendo perfeitamente seu pedido Srta. Stepanova. Posso dizer em meias palavras, que a cobra que procuramos capturou o Príncipe dos Justos. O assunto é muito delicado, porque Berlim possui verdades ocultas e em sua maior parte, caóticas. Estamos lidando aqui, em uma trama finamente construída por alguém que domina o assunto à milênios, precisamos do apoio de Lucinde ou a cidade queimará por si própria.

    Após as palavras, o cavaleiro sentou-se para trás, apoiando o corpo corretamente sobre o móvel, manteve a postura e agora cruzava os braços. Ele compreendia que a Justicar era alguém muito atarefada e que diversos assuntos passavam por ela, e esta "filtragem" por parte da Ravnos era realmente necessária.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Danto em 21/3/2016, 21:42

    A russa escutou com atenção as suas palavras, apesar de não ser uma Ventrue, havia dentro daquela Ravnos tanta educação e boa conduta quando um próprio ancião do seu clã. Não era atoa o grau de confiança que a ela era confiado, nem tão pouco era gratuita a fama que fora conquistada como uma das grandes defensoras da máscara. Sem responder com palavras, a mulher apenas concordou levemente com a cabeça e fez um sinal com a mão livre para vocês esperarem, desligando a ligação por alguns instantes.

    -Acredito que iremos sim falar com a Justicar, não a vejo a vários anos, tão pouco fui muito próxima dela ou algo assim. Dessa forma, siga na liderança dessas interações e eu me atento a eficiência da utilização tecnológica por trás dela, certo!?

    Disse Natasha olhando para você. Mas antes mesmo que sua resposta pudesse ser dada ou elaborada, o som da ligação ecoa pela sala e vários signos pouco lógicos aparecem na tela do computador. Natasha então, dá inicio a ligação e a imagem da Justicar Lucinde surge na tela.

    Lucinde, Justicar Ventrue:

    A imagem da Justicar então surgia onde estava a imagem da sua leal serva, com sua aparência jovem, terno e uma expressão séria na face. Haviam várias histórias sobre a capacidade de Lucinde, inclusive como a responsável direta pela execução de Genina, a prole direta do Barão Samedi, que havia saído de controle na cidade de São Francisco. Além de ser prole de Serverus, um dos maiores anciões do clã Ventrue e um dos primeiros Justicares da Seita. Você conseguia sentir o nervosismo de Natasha ao seu lado e de certa forma era estranho como uma garota tão jovem era mais capaz de impor ordem, atrair respeito, do que o próprio Gustav.

    -Sor Richard Thomas Blankenheim, prole de Hardestadt The Younger e Alastor a meu serviço. Srta. Stepanova revelou a mim, com enorme preocupação, uma urgência de contato direto requisitada por ti. O que acontece em Berlim que necessita de minha atenção e é incapaz de ser solucionado pelas mãos de um herdeiro de Hardestadt ?
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Stian Jogador em 22/3/2016, 13:29

    Antes mesmo que Richard pudesse assentir positivamente com a cabeça, o equipamento ressou diferentemente da ligação anterior e o Ventrue pôde visualizar na tela do aparelho a face desprovida de expressão da Justicar de seu clã e antiga conhecida, antes mesmo de tornar-se o ícone de respeito que é agora.

    Richard abaixou a cabeça, olhando para os joelhos, era uma mesura formal e parecia estranha por estar sentado, mas sabia que a antiga cainita entenderia as honrarias apresentadas pelo Ventrue, afinal, compartilhavam o mesmo clã e suas tradições deveriam ser mantidas. Ele levantou os olhos com cuidado e olhou diretamente nos olhos da anciã através do computador e disse de maneira pausada e séria:

    - Boa noite Lady Lucinde, prole do grande Serverus, Alastor Vermelha e atual Justicar da Camarilla. Sua informação está correta, eu e a Srta. Natasha, da linhagem de Villon de Paris, estamos em Berlim atrás da procurada número um da Lista Vermelha. No entanto, a situação agravou-se mais do que imaginava, a mesma sequestrou o Príncipe Wilhelm da dividida Camarilla Alemã, enquanto que o Príncipe Gustav retornou de seu sono de mais de dois séculos, revelando-nos um impostor em seu lugar, uma prole do próprio, Frederich, que supostamente cometera Amaranto em algum antigo e agora usufrui do poder do sangue mais antigo.

    O cavaleiro pausou seu testemunho a Justicar, temia ser julgado como incapaz e era isto que a sempre severa Ventrue fazia com o mesmo, ele possuia o sangue potente de Hardestadt e deveria se portar como um desta notória linhagem, ele olhou brevemente para Natasha e continuou:

    - Com um Príncipe desaparecido e o outro recém desperto, Berlim necessita de outro soberano do domínio, ou a cidade cairá pelas mãos do Sabá que parece ter se aliado aos Anarquistas e têm maquinado ataques cada vez mais poderosos nas bases fragmentadas da Máscara que permeia esta cidade alemã. Por fim, confio cegamente em seu julgamento sobre minhas capacidades, embora devo relatar-lhe que em meu único encontro com a Anátema, a diferença de poderes ficou evidente quando a mesma me colocou de joelhos massacrando minha Besta e me deixando desacordado. Foi como enfrentar a fúria de Mithras e eu não tive escolha alguma, apenas sucumbi a enorme vontade da matusalém.

    Richard novamente tornou a baixar a cabeça em sinal de respeito e concluiu:

    - Devemos abrir um conclave em Berlim, unir novamente a Camarilla alemã sobre a imagem apenas de um Príncipe, renovar tais alianças esquecidas e aumentar os elos já constituídos. Lembro-me de algo que me disses anos atrás, quando assumistes o cargo de Justicar "Um rei nasce, vive, reina, e morre. Apenas o domínio dos Membros sobrevive à passagem do tempo", acredito que o nascimento de um novo reinado em Berlim seja a chave para a destruição dos planos de Kemintiri, captura e destruição de Frederich e eliminação da presença do Sabá destas terras que já foram de meu Senhor.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Danto em 22/3/2016, 14:54

    A Justicar assistiu a sua fala, em completo silêncio e atenção, como deveria ser feito por todos os que possuem a instrução tradicional da família dos grandes Reis Cainitas, apenas quando finalmente você terminava de falar, a mulher de aparência extremamente jovem o responde com uma voz firme.

    -O desparecimento de Wilhelm coloca muitas coisas em risco, o Circulo Interno há vários anos dedica-se a estabelecer esse homem no cargo de príncipe único de Berlim, mas o antigo Senhor dele sempre lutou diretamente com o Circulo Interno para evitar que isso acontecesse, não irei permitir que as vontades do Circulo sejam ignoradas, em hipótese alguma. Escutei perfeitamente todas as palavras que por você foram ditas, mas não responderei a tudo nesse momento. Estou a caminho de Berlim e em minha chegada nós conversaremos. Notifique as autoridades locais, o conclave ocorrerá em duas noites. No mais, tenha uma boa noite Thomas.

    A imagem de Lucinde ainda permanece no computador a sua frente, mesmo após a mesma se despedir, era educado aguardar a sua resposta e assim que ela fosse dada finalmente o contato entre vocês terminaria. Mas o fato diferente foi ela referir-se a você pelo seu nome do meio, algo extremamente raro de se acontecer e feito apenas por aqueles que o conheceram muito bem, no caso, Lucinde o chamava assim quando ela estava a serviço de Serverus.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Stian Jogador em 22/3/2016, 16:19

    O cavaleiro apenas ouve as palavras da Justicar saírem do equipamento operado por Natasha, atentamente ele analisa todos os movimentos durante a fala de Lucinde. Ela conhecia as tradições Ventrue melhor que ninguem, e Richard costumava tentar se espelhar nos anciões próximos dele para mostrar o exemplo das antigas tradições ainda mantidas por ele.

    Após as palavras diretas e sérias da Justicar, ele apenas assente com a cabeça e fala resoluto:

    - Em duas noites, encontrarei o Príncipe Wilhelm. Tenho fortes indicios para crer que a resistência ao principado do mesmo tenha sido por Frederich, impostor que se passou por Gustav durante o sono do antigo. Em relação ao que me ordenas, considere feito milady. Na próxima vez que nos vermos, será em Berlim. O Príncipe dos Justos será de grande valia neste conclave que virá. Boa noite.

    O cavaleiro encerrava com a mesma mesura inicial, inclinando a cabeça em respeito a antiga Alastor e atual Justicar, ele olhou então para Natasha, para que a mesma encerrasse a "audiência mágica".
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Danto em 23/3/2016, 03:27

    Lucinde fez uma breve movimentação com a cabeça, autorizando o término daquela reunião breve e imaterial. Você nem sequer conseguia imaginar onde ela estava nesse exato momento, mas a pequena confusão mental em relação as capacidade tecnológicas do novo século terminaram quando Natasha desligou a chamada e abaixou a tampa do notebook. A Toreador então se levantou e caminhou de um lado para o outro, ansiosa, para finalmente para a sua frente e cruzar os braços.

    -Como vamos encontrar Wilhelm?! Você sabe que se não o encontrarmos, a fúria de Lucinde será cruel e severa conosco! Só consigo pensar em uma pessoa capaz de encontra-lo, Lady Anntoinette Larusche. Não deve haver um ser mais habilidoso do que ela nas capacidades sanguíneas do Auspícios.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Stian Jogador em 23/3/2016, 08:15

    - Mantenha a calma Natasha.

    Disse o ancião Sangue Azul para a Toreador. Logo, ele levantou-se e caminhou até próximo da janela do apartamento, uma breve olhada para a rua, tudo havia mudado desde seus tempos como mortal, as ruas, agora existiam veículos nelas, faixas onde as pessoas deveriam atravessar, uma espécie de controlador piscante colorido que os motoristas obedeciam para não ter acidentes, o cavaleiro pensava que deveria se atualizar nestes equipamentos e provavelmente Natasha seria uma boa professora, baseando-se nas capacidades dela.

    - Lady Larusche, entendo. Eu havia pensado em alguém diferente, mas podemos consultar ambos. Em minha apresentação ao conselho primógeno, me deparei com Karla Aach, provavelmente um dos cainitas mais antigos nesta cidade, ela própria serviu ao meu Senhor séculos antes da chegada de Gustav em Berlim. Isso me leva a questionar outra coisa, pois existe uma outra cainita muito influente e poderosa em Berlim, Wilhelm havia nos informado em relação a ela, Flore Baudet.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Danto em 23/3/2016, 19:33

    -Você perdeu o juízo?! Quer ir atrás da líder de guerra dos Anarquistas na cidade de Berlim?! Flore é uma anciã poderosa, antiga e extremamente inteligente e sagaz. Conheço incontáveis histórias sobre o período em que ela esteve na corte de Villon em Paris, dizem até que ela foi a primeira de todas as Harpias da Camarilla. O que, nesse mundo, faria ela nos auxiliar?! Você tem algo que possa convence-la de nos ajudar Richard? Porque eu não tenho.

    Esbraveja Natasha quase que imediatamente após você sugerir o nome de Flore, claramente incomodada com o nome e com a figura da mulher que você havia imagino como uma boa oportunidade. Ela então fecha o rosto em uma expressão séria, caminha em direção a porta e pega a jaqueta de couro que estava sobre a chapelaria. Vestindo o mesmo e então respondendo.

    -Eu irei procurar do meu jeito, você procura do seu. Retornamos aqui ao final dessa noite e comparamos resultados, okay?!
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Stian Jogador em 25/3/2016, 13:16

    - Entendo os problemas que sua linhagem e você possuem com Flore, para encontrar Wilhelm ela realmente não será necessária. Mas se quisermos parar o Sabá, terá de ser através dela.

    Disse Richard imediatamente após as palavras da Toreador. Ele levantou-se e caminhou até bem próximo a ela, colocou uma mão no ombro da jovem e disse:

    - Acompanharei você até onde esta Lady Larusche. Temos que reunir o máximo de informações uteis para localizar o Príncipe, logo após, iremos em busca de Karla Aach, de acordo?
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Danto em 25/3/2016, 20:47

    -De acordo.

    Responde Natasha que observava você de maneira séria, pelo visto, o nome da Flore era algo terrível para ser dito diante a jovem e provavelmente também causaria grandes problemas se dito em frente a qualquer um que fosse da linhagem do antigo príncipe de Paris. Ela então caminha para a saída do apartamento em um ritmo acelerado, parando no corredor para apertar o botão do elevador. Alguns instantes e as portas de metal se abriam, vocês dois entram no elevador e as portas se fecham... Mas algo estava errado, Natasha abraça o próprio corpo e olha ao arredor assustada. Um vento frio preenchia o interior do elevador em movimento letárgico em direção a portaria do prédio.

    [Off: Teste de Percepção + Acuidade, dificuldade 6]
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Stian Jogador em 28/3/2016, 07:45

    Off: Teste de Acuidade + Percepção, 5 dados.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Danto em 28/3/2016, 07:45

    O membro 'Stian' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 10, 3, 10, 8, 10
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Danto em 28/3/2016, 14:31


    A luz interna do elevador se apaga. Sua mente imediatamente é capaz de notar que ela não apagará por motivos tecnológicos e mundanos, mas sim, que uma cortina negra de feitiçaria estava a devorar a luz do elevador, o som de metal rangendo então devora o seu ouvido e o elevador é parado a força. Natasha assustada olha na sua direção, sem compreender o que estava acontecendo.
    Sua besta se agitava, você não era versado em feitiçarias ou similares, mas sabia dizer que naquele momento algo maligno estava a se manifestar dentro do elevador.
    A temperatura ambiente decai em quase vinte graus, o vidro enorme posto no fundo do elevador é coberto por uma fina camada de gelo, novamente o som metálico se faz presente e o elevador inteiro começa a tremer, vibrar e a se balançar ao ponto de se chocar com as paredes internas do prédio. Natasha se esforçava em vão na tentativa de se manter de pé, você sentia o seu corpo sendo arremessado de um lado para o outro, até que um contorno humanoide se torna visível. Com um sorriso macabro na face e olhos amarelos como a de uma serpente, ele se abaixa para pegar Natasha pelos cabelos e com um único movimento, seus olhos assistem incrédulos e impotentes a decapitação de sua aliada, feita da maneira mais brutal e selvagem possível. Os ossos da coluna da mulher quebravam como galhos secos e se retorciam por debaixo da pele dela, a cabeça então sai do tronco junto com uma grande porção de carne do pescoço e o sangue de Natasha jorra por todos os lados, encharcando rapidamente o chão do elevador. Com os olhos esbugalhados e uma expressão de horror indescritível, Natasha encontrava sua morte final.

    -Você é NADA! Pequeno cavaleiro, estou farta das suas falsas palavras e atitudes infantis. Foi interessante brincar de caça por algumas noites... Sua função para mim acabou, assim, retornas a ser o que sempre foi destinado a ser... NADA! Um pária entre seus iguais, um bastardo entre seus familiares e uma vergonha para teu senhor. Ela é apenas o começo de teu martírio, cavaleiro da besta. Teu tormento será eterno.

    As palavras ditas pelo ser eram potentes, poderosas como apenas as palavras de Mithras poderiam ser. Você sabia quem estava a segurar a cabeça de Natasha, era a besta tifônica, a maior ameaça contra a máscara e a Camarilla. A poderosa matusalém que estava com a face coberta por uma nevoa negra como a noite, arremessa a cabeça de Natasha contra a parede como se a mesma fosse apenas uma abóbora podre, você ouve o som repugnante do crânio encharcado de sangue se rompendo contra a parede de metal do elevador. Os olhos de serpente então o encaram...
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Stian Jogador em 28/3/2016, 16:34

    A falta de humanidade provinda de seu atual estado fazia com que o cavaleiro ignorasse a maior parte das perdas de combate, fossem eles aliados, inimigos ou simples humanos. Embora a degeneração sofrida nas últimas noites em decorrência de uma alimentação depravada e desmedida havia feito o mesmo se arrepender de seu ato. A morte de Natasha para ele representava o ápice da influência de Kemintiri em sua não-vida, tudo havia mudado quando a missão lhe foi dada pela Justicar Lucinde, era realmente impossível para alguém do nível de Richard impor algo àquela matusalém quando antes nem mesmo Gustav ousava repudiar a Setita.

    O cavaleiro ouviu as palavras de zombaria da Serpente e abaixou-se olhando para o corpo de Natasha ensanguentado no chão, ele tocou o sangue da Toreador que durante um século havia sido sua mais preciosa aliada na busca pela criatura que acabava de culminar com a destruição dela própria, moveu o vitae viscoso com os dedos como se ignorasse Kemintiri por completo, sua Besta não rugia, estava afugentada pelo poder zombeteiro e ao mesmo tempo onipotente da matusalém. Levantando-se lentamente ele olhou para a face de olhos amarelos e respondeu em tom sério e compenetrado:

    - Então, novamente você me mostra tua face de ódio Filha de Set. Suas palavras corrompidas pelos milênios atingem meus pensamentos mas não alcançam meu cerne intransponível. No entanto, és caçada pelo teu próprio Senhor, pelos próprios irmãos de sangue, pela própria família e pela Camarilla.

    As mãos de Richard fechavam-se rapidamente, os estalos dos ossos de seus dedos poderiam ser ouvidos por qualquer ser atencioso que se fizesse presente, porém ele não agiria de maneira impensada, àquela era uma situação em que o combate era inviável e qualquer ação desmedida resultaria em sua própria morte final. Ele então continuou após vislumbrar o corpo magnifico da antiga cainita, dos pés a cabeça:

    - Embora teu poder lhe conceda o alcance quase que infinito de recursos e capacidades pessoais, és uma serpente, rastejará durante todo o seu próprio tormento, enquanto eu estarei de cabeça erguida carregando o fardo de mais uma morte em minhas mãos. Diverte-se tentando me fazer chegar na total descrença de minha existência e na danação de meus deveres honrados. Para destruir uma serpente, é necessário pisar em sua cauda e cortar-lhe a cabeça. Nesta cidade, antiga terra de meu Senhor, terás pela primeira vez em diversos séculos, sua cauda presa.

    Richard olhava diretamente para a cainita, sabia da morte iminente que presenciava suas palavras, podiam ser estas as últimas, podia ele acordar novamente acorrentado e sem Gustav para libertá-lo do cárcere, mesmo assim ele continuou resoluto:

    - Não tenho ciência do proveito de minha presença para você, do desaparecimento do Príncipe dos Justos e a aparição de uma flor de Amaranto em minhas vestes, tendo em vista que nosso sangue é fraco se comparado ao seu, credio que possa me dizer quem é o responsável por tal tentativa.


    Off: Gasto de dois pontos de sangue para aumentar Vigor para 7.
    Gasto de dois pontos para aumentar Força para 6
    -4pts de sangue.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Danto em 29/3/2016, 01:07

    A Matusalem sai da nevoa negra que encobria a imagem e o corpo dela, revelando-se com uma aparência divina, linda como nenhuma mulher jamais será capaz de ser novamente, pele morena e cabelos ondulados, olhos verdadeiros e serpentados. A face dela era perfeita como apenas Deus poderia criar, nenhum homem jamais seria hábil, nem artista nada, apenas uma máxima santificada como o próprio criador poderia ser responsável por tamanha perfeição.
    Mas a divindade não estava feliz e sua besta nunca se sentiu tão pífia.
    Ela caminhou na sua direção para então em um piscar de olhos atravessar a mão no seu peito como se o mesmo não fosse nada além de um tronco de árvore morta, suas costelas partiam e quebravam e a mão dela agarrava com força o seu coração. Os olhos dela buscaram os seus e ela finalmente, com sua face verdadeira diz.

    -Eu não sou Filha de Set! Ele não é o meu Senhor! Eles não são os meus irmãos e eles não tem o Meu Sangue! Você jamais saberá como matar uma serpente, porque você é apenas um assassino de cobras a verdadeira serpente jamais seria pisada por uma criança indefesa. Acusa-me de corrupção, mas é teu clã e teus irmãos que cometem o amaranto a bel prazer. Vocês forjam coroas com sangue de outros e colocam em suas cabeças como falsos reis, são apenas crianças brincando de Deus. E para crianças cabe sempre uma nova lição...

    A poderosa criatura arranca seu coração, a dor é insuportável, ilimitada e capaz de rasgar sua própria alma. A mão dela estava negra como uma pedra de ônix. Ela segura com força seu coração e você sente a sua vida se desfazendo, sua vontade se esvaindo e sua besta completamente muda.
    O seu sangue escorria pelo braço direito daquela criatura milenar, os olhos dela ardiam em chamas de puro ódio. E o desprezo dela por suas palavras era tão grande quanto a dor que você sentia.

    -Meu Senhor é Osíris e é a ele que sirvo. Minhas irmãs são as filhas de Isis e é com elas que compartilho Meu sangue! Eu vim a você para testa-lo, mas sua incapacidade de sentir, seu ego, sua ignorância e cegueira culminou na morte final de sua aliada, na sua eterna danação e na minha resposta. Você mata sem razão, você humilha por prazer, você não se importa por obrigação. Entre nós dois, tu és o mais próximo de Set e não eu. Uma única demonstração de dor, de sentir, de empatia e eu salvaria Natasha e apresentaria à você a verdade... Mas não...

    A mão negra da filha de Deus aperta teu coração até o mesmo explodir em sua frente. Sua alma se parte e a morte lhe beija suavemente a face, nunca antes você havia sido tão humilhado. As palavras dela eram permeadas por uma potência sanguínea incontestável, naquele instante você tinha total certeza de que tudo que ela falava, era a verdade absoluta. A Camarilla estava destinada a caçar e destruir uma sacerdotisa de Isís... A Camarilla e os Setitas tinham o mesmo objetivo. E isso era errado. Mas era tarde de mais...

    -Você será para toda a eternidade o troglodita que sempre desejou ser. Irei liberta-lo! Você trará apenas dor e desespero para aqueles que veneram o seu Deus, pois é isso você fez em toda a sua existência, fostes o ceifador pago pelo ouro sujo de pessoas de má fé.


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    Stian Jogador

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    Re: Ato VII - Narrativa de Richard: Princípio

    Mensagem por Stian Jogador em 29/3/2016, 08:39

    A força estupenda da matusalém destruia sua carne, seu sangue e tocava sua alma a ponto de estilhaça-la eternamente, o cavaleiro caia novamente em seus joelhos frente ao enorme poder da Filha de Osiris, sua visão ficava turva e seus sentidos falhavam por vezes, cegando-o ou mesmo fazendo qualquer som desaparecer por breves instantes.

    As paredes do elevador não existiam mais, havia apenas a escuridão e a figura daquela mulher esculpida pelas mãos de Deus que tentava os homens mortais com desejos de prazer infinito. Em meio a escuridão o Ventrue podia ver centenas de faces, elas vagavam de um lado para o outro e fitavam-no por segundos e continuavam seu caminho tortuoso por entre a névoa negra que circundava a matusalém. As faces eram de suas vitimas, mortos em guerra, na defesa de Seu Senhor como carniçal, no cumprimento de seu dever com a Camarilla.

    As palavras da Setita agora faziam sentido para o antes arrogante cainita, sua vida e não-vida estava cercada de morte, por onde ele havia passado, vidas foram tiradas e almas foram enviadas para a danação, única e exclusivamente para o cumprimento de seu dever sagrado para com Deus e a seita que servia para o mesmo apenas como o objetivo de sua existência, servir e honrar a própria espada.

    Entre as centenas de faces, ele pôde ver a de Natasha e diferentemente das demais, sorria para ele como se a mesma estivesse indo para outro lugar. O antigo cavaleiro de Deus acreditou que como oposta a sua vida, a ancillae Toreador teve a vida nas artes e na literatura, não era uma assassina a sangue frio e muito menos intolerante como ele. A voz de Richard saia rouca e abafada, seu coração havia sido arrancado e ele sabia como guerreiro experiente que o golpe de misericórdia viria em seguida, sentia todo seu corpo pesado e não tinha forças para lutar, seu Deus não havia salvado-o das garras da perdição daquela Besta Tifônica em sua frente.

    - Eu...Natasha...

    Ele se apoiou com as duas mãos no chão, seu corpo pendeu para frente, as palmas tocavam uma mistura de metal com o seu próprio vitae e o de Natasha, ele abaixava a cabeça porque não tinha forças para olhar para cima, a voz saía cada vez mais fraca.

    - ...fui treinado como um soldado, não combatia por ouro e sim pela fé em meu Deus...ele guiava minha espada e assim as cabeças dos infiéis rolavam...eu fazia o trabalho Dele...vi as atrocidades da guerra, crianças sendo mortas por não acreditarem em algo que não compreendiam, famílias destruídas em nome de uma fé convicta de estar...fazendo o certo...

    O cavaleiro mantinha sua mesma postura embaraçosa para qualquer Ventrue, mas não para alguém a um simples passo da própria destruição, ele continuou falando sem sequer sentir a própria Besta dentro de si:

    - ...ela não merecia isso, acabo me dando conta de que fui uma doença para ela, infectando-a e matando-a lentamente ao longo destes séculos juntos...não demonstrava nada por ela e por ninguem...as guerras haviam me ensinado isso e eram a minha base de existência...todos esses anos pensei estar lutando...por algo muito maior do que eu...pensava estar seguindo meus deveres como um guerreiro sagrado de Deus...que era a vontade dele que eu seguia...mas concluo que estive enganado...levei muitas almas para a completa danação simplesmente por terem cruzado meu caminho de morte...

    Em um movimento de esforço supremo, o cavaleiro ergueu a cabeça e empurrou o corpo para trás, ainda de joelhos e com o peito aberto, seus braços pendiam para trás, sem mais nenhum pingo de força suficiente para levantar-lhe outra vez, em sua face o desprezo pela própria existência que o mesmo acreditava ser a correta, Deus não estava ao seu lado e muito menos trilhava o seu caminho, sua própria visão tortuosa disso havia feito com que ele próprio presenciasse este tempo todo uma ilusão, Deus não tinha olhos para ele. Com os olhos carregados de sangue, ele proferiu aquelas que provavelmente seriam suas últimas palavras:

    - Filha de Osiris...deixe que Deus julgue-me como o arauto da morte que fui utilizando seu nome em vão...mas, por favor, traga Natasha de volta...

      Data/hora atual: 22/10/2017, 20:53