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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

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    Danto
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    Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 29/3/2016, 19:30

    Março de 2002, Berlim.
    Terceira Noite


    Sua amada adormeceu e o nascer da grande estrela estava para acontecer, o seu sono natural então o alcançou antes que fosse possível cumprir a sua promessa para com teu antigo carniçal. Entretanto, o mesmo não aparentava nenhuma pressa sequer. Inclusive auxiliou você a chegar até seu dormitório para que fosse possível repousar de acordo com as tradições da grande maldição de Caim...

    De olhos abertos, você despertava na noite seguinte. Com a certeza de que a liberdade oferecida pela semi-deusa do Egito era ainda mais profunda e grandiosa, você conseguia ver em seu intimo várias modificações, o antigo e sádico guru da corte Oriental já não vivia mais. Sequer havia qualquer fragmento daquele ser dentro de seu coração.
    Mas haviam sim sentimentos de honra, amor e de respeito.
    Você estava agora mais próximo do mortal que um dia foi, até seu despertar aconteceu de maneira mais tranquila e confortável. Sentando-se na cama você ouve uma batida à sua porta, em seguida a voz de Gunther se fazia escutar do outro lado.

    -Kiril, já despertou?! Hamlin deixou um recado interessante e acredito que seria de seu interesse. Ele já está dormindo, permaneceu o dia inteiro acordado e alguém veio encontra-lo durante a luz do sol. Posso entrar!?


    Última edição por Danto em 7/4/2016, 04:08, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por King Jogador em 29/3/2016, 21:25

    Abro os olhos de forma tranquila, quase suave. Havia sido uma noite sem pesadelos. Não poderia estar de melhor humor. Noite passada havia acordado sem uma mão dentro de uma catacumba no meio da escuridão e do esquecimento. O caminho dos justos é tortuoso, mas nos leva para nossas recompensas, basta apenas nunca desistir. Cada noite agora é mais um mundo de oportunidades, basta apenas fazer a coisa certa. Nunca pensei que um dia me sentiria tão bem com minha própria maldição. É como se agora eu tivesse um motivo de verdade para despertar em todo crepúsculo. E eu tenho, afinal Katarina está comigo e se depender de mim, sempre estará.

    Logo olho para Gunther com um olhar respeitoso. Preciso logo cumprir com minhas palavras, tenho muito para lecionar. E eu tenho depois de expressar meus agradecimentos para Hamlin. Essa dedicação merece meu respeito. E agora devo admitir que estou curioso. Será que a maldição da Deusa já terminou? Mas agora vamos ouvir o que meu assistente tem para dizer.

    - Estou sim. Por favor, entre. Fico feliz pelo esforço de Hamlin, ele será recompensado em breve. E não se preocupe, agora cumprirei minha palavra a ti, pois mantenho minha palavra. Mas antes me diga, que recado seria esse?
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 29/3/2016, 23:44

    Gunther entra em seu quarto. O homem estava usando roupas completamente diferentes do que o habitual, trajes leves e modernos e até mesmo bem práticos para qualquer tipo de ação mais dinâmica, como botas e um calça com vários bolsos. A adaga de rubi estava presa em sua cintura, em uma bainha ainda improvisada, mas muito junto ao corpo, demonstrando o enorme afeto e importância que sobre ela era depositada por aquele que seria em breve sua primeira prole.

    -Não há pressa para isso, eu confio na sua palavra meu Senhor. O recado é uma pequena anotação, aqui esta...

    Gunther estende a mão para você, entregando-lhe um papel.

    Mensagem::
    Kiril.
    És o único filho de Caim capaz de interferir nessa situação de urgência. Sem a sua ação, não haverá um fim para o sono de Berlim. A grande senhora do Cairo está nas profundezas e indica que ira subir as muralhas. Se isso ocorrer, todos que agora sonham jamais encontraram o caminho de volta.

    Águia Negra, Lich da Tal'Mahe'Ra
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por King Jogador em 30/3/2016, 13:56

    Teste de Percepção(4) + Acuidade(4) + FV
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 30/3/2016, 13:56

    O membro 'King' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por King Jogador em 30/3/2016, 22:18

    Tal'Mahe'Ra... Existe algo muito poderoso por detrás desse nome. Me lembro de quando aconselhei Jorn Weizenbaum à levar seu povo para longe do centro urbano sobre a proteção da Águia Negra. Então essa entidade requer minha assistência para completar o feitiço de minha Deusa. Será que se nada for feito todos permanecerão presos em seus pesadelos? Não posso arriscar esse fardo, pelo bem de Katarina e de todos que almejo libertar. Preciso achar uma solução... Vendo esta carta mais detalhadamente vejo o nome de Nikolayevna, Veronika Nikolayevna. Ela é muito poderosa e pode de fato possuir uma resposta para este mistério em minhas mãos... Devo me arriscar à achar o paradeiro dela, afinal muita coisa está em risco. Só que antes preciso cumprir minha promessa, já que a noite mal começou.

    Deixo a carta em cima da mesa de leitura com bastante cuidado e me direciono para o laboratório até achar Gunther. Quando o ver sorrirei para o mesmo para falar.

    - Esta noite será mais uma vez bastante atarefada. Todavia tenho um dever contigo para cumprir. Melhor fazer o abraço no começo da noite. Pois você terá o resto dela e um dia inteiro para seu corpo se acostumar. E quando acordar não se esqueça do meu sangue dentro de um Receptáculo guardado atrás do armário, mas se eu conseguir, haverá sangue fresco para vós. Então pegue sua Adaga de Rubi. Usaremos ela, e não presas, para lhe trazer a imortalidade. O que fará dela algo muito mais especial do que já é.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 31/3/2016, 00:19

    Gunther estava sentado no laboratório e assim que você entrava e começava a falar com o mesmo, ele se coloca de pé e tira a adaga de rubi que estava presa a própria cintura. Tirando a mesma da bainha e observando atentamente todos os lados, todos os detalhes e tudo que os circundava naquele instante.

    -Eu sei que isso pode soar infantil ou pequeno de minha parte, Kiril, mas acredito que eu precise decorar atentamente a todas as minhas últimas sensações como um ser vivo. A eternidade com um cainita será longa, assim espero, nela não haverá respiração, não haverá pulso ou o próprio som dos meus órgãos funcionando. O profundo silêncio está presente para sempre...

    O homem termina de falar e então fecha os olhos, estendendo a adaga para a frente e respirando muito fundo. Para então olhar com determinação para você e falar.

    -Estou pronto Kiril. Apenas conduza da maneira que preferir e serei então a sua primeira prole.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por King Jogador em 1/4/2016, 21:05

    - Não é infantil. Talvez um pouco melancólico. Como a última refeição de um condenado. Felizmente condenação não haverá alguma para ti. Um novo mundo se abrirá. Então aproveite cada um destes instantes. Tome alguns analgésicos bem fortes e me acompanha até o banheiro.

    Irei diretamente para o banheiro. Ligarei a torneira da banheira na água quente, e evitarei deixá-la ficar escaldante. E então esperarei Gunther chegar. Quando o mesmo farei uma mesura apresentando a banheira de cerâmica.

    - Vós nascerá de novo. E da mesma forma que seu primeiro nascimento foi, será acordando de dentro de um berço de água quente. Agora entre aqui e relaxe. A alta temperatura e os analgésicos irão deixar seu sangue fino e o mesmo sairá do seu corpo sem que sintas nenhuma dor. E então lhe darei o meu sangue. Acordará dentro desta banheira como um novo ser. E se sentir perdido e desolado, foque suas emoções em sua adaga. Pois a alma dela estará lhe guiando. Ela será seu guia, seu faról neste novo mundo que lhe espera. Amanha começarei a lecionar para ti como se conectar melhor com ela. Mas por hora apenas deite aqui e relaxe.

    Assim que ele deitar farei um corte vertical em cada pulso dele com a Adaga de Rubi e irei esperar. Esperar até a água toda ficar vermelha e os olhos dele se apagarem. Assim farei um corte em meu pulso e o alimentarei. Deixarei quanto sangue for necessário até sentir que foi o suficiente. Colocarei a Adaga então posicionada em seu peito para assim regressar para meu laboratório.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 2/4/2016, 16:30

    Gunther não fala nenhuma única palavra, os olhos do aprendiz que serviu ao seu lado por tantos anos estavam atentos. Para cada pequeno detalhe, era interessante como ele se colocava em seus últimos segundos como um "vivo", aproveitando com intensidade cada sensação...
    O vapor da água escaldante da banheira subiu, era hora dele entrar na banheira.
    E assim foi feito, Gunther adentrou a banheira e encostou a nuca no repouso da própria banheira e fechou os olhos, você então assistiu - após partir com leveza a carne e pele dos pulsos da sua futura prole - ao sangue do homem se diluir na água, um pequeno espetáculo com significados profundos. Você então viu a luz viva dos olhos de Gunther se apagar, era então necessário dar o seu vitae ao homem. A adaga foi posicionada e finalmente você se colocava de pé.
    Mas antes de sair do banheiro, sua atenção é atraída inicialmente pela sua curiosidade, mas logo em seguida, pelo que acontecia no interior da banheira.
    O sangue de Gunther se esverdeava junto a água, o vermelho sangue se tornava verde musgo. O corpo inteiro do homem é então dragado para as profundezas daquele lodo como se o mesmo fosse tão fundo quanto um oceano. Seus olhos assutados então viam o líquido esverdeado começar a cair pelas bordas da banheira e a sujar o chão... Uma visão...

    O chão era marcado por um único signo. Uma serpente. A serpente estendia seu corpo todo o cômodo e envolvia todos os objetos, sem nenhuma exceção. Mas abraçava especialmente a banheira branca, como a mitológica serpente nórdica que se enrolava pelo tronco da arvore da vida na intensão de destruí-la. Havia algo grandioso e macabro no futuro de tudo e todos, uma grande serpente estava à espreita, desenvolvendo-se no intimo dos inocentes. Os Filhos de Seth estavam à caminho.

    A visão enfim terminava.
    Você estava de pé em frente ao corpo imóvel de Gunther, a água estava vermelha e a adaga de rubi estava sobre seu peito. O abraço havia sim acontecido sem nenhum problema ou trauma. Mas o futuro de Berlin não compartilharia da mesma sorte.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por King Jogador em 4/4/2016, 16:37

    "Os Seguidores de Set". Eles estão a caminho. Meu sangue agora é mais do já fora. Nele agora "corre", de maneira figurada, o sangue da liberdade vindo daquela que lutou contra as trevas e a escravidão. Agora eles também são meus inimigos. Só que a grande verdade é que eles sempre foram inimigos de todos. Mas neste momento os mesmos querem corromper essa cidade inteira. Assim sendo, preciso agir rápido. Não posso utilizar meu tempo sem que seja para ajudar na liberdade que a Deusa criou ontem. Então, observo por mais um instante Gunther e faço uma reverência de respeito antes de me retirar para o laboratório.

    Chego no mesmo e começo meus preparativos. Pego em uma gaveta o mapa estelar de Março do Hemisfério nNorte e coloco na mesa. Abaixo do mesmo coloco um grande pergaminho branco e então pego minha Adaga de Madrepérola para começar a reflitir. Enquanto já faço um leve corte em meu dedo para levar a mão até um tinteiro e deixar algumas gotas caírem. Então com um pincél passo pelo mesmo e me direciono do mapa. Escrevo no papel em todas as quatro laterais, que vazam do mapa que está no meio do mesmo, o nome de Veronika Nikolaevna. E então começo a marcar as constelações específicas.

    Veronika, nome proveniente do latin com significado de honestidade e anteriormente do grego com significado de a imagem honesta. Imagem verdadeira. Nome popular em regiões não só que a cultura Latina se espalhou, mas onde a religião orthodoxa se firmou. A numerologia da essência desse nome se apega ao 3, alta qualidade de introspectiva. As Três Marias do cinturão de Órion tem grande influência sob esse nome. Nikolaevna nome de origem absolutamente eslava. Atualmente nome bastante utilizado na Rússia. O significado está relacionado à sua proveniência divina. De numerologia 22, o qual prevê a feição de algo grandioso para humanidade. Sagittarius é uma costelação de 22 estrelas dígna de tal nome.

    - A imagem verdadeira de uma divindade introspecta que trará uma grande mudança para a humanidade. Diga-me Órion e Sagittarius. Preciso da visão da mesma. Preciso que meu destino se entrelaçe com o desta. Preciso de algo mais importante que o futuro dela, preciso de seu presente. Preciso de sua localização.

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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 4/4/2016, 16:37

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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 5/4/2016, 01:21

    Müggelwerder.

    Essa foi a única resposta. Sem nenhum detalhe sequer, se nenhuma imagem ou qualquer outra profundidade que as estrelas estavam sempre dispostas a mostrar... Algo estava errado. Elas nunca eram tão simples, não eram como pessoas que estavam sempre dispostas a dar respostas secas e mal educadas aos desconhecidos e distantes. Ao menos que o seu alvo estivesse perfeitamente ciente de como se esconder, até mesmo das poderosas estrelas que regiam os céus e os astros.

    E para sua maior surpresa, as estrelas desenhadas no seu carpete queimam em chamas verdes potentes, violentas como as chamas do próprio abismo poderia ser. Sua besta instintivamente recua do fogo e o obriga a se distanciar. Não eram chamas suficientes para lhe descontrolar, mas o susto era simplesmente impossível de se ignorar.
    De pé, você vê as marcas do fogo verde destruírem os reagentes da sua feitiçaria, havia um poderoso feitiço protegendo a localização da Nikolayevna. Entretanto, as estrelas nunca seriam tão superficiais e uma resposta lhe chegou a mente. Na voz de uma mulher velha e cansada, uma mensagem chega aos seus ouvidos.

    -Feche seus olhos e encontre-me se for capaz.


    Assim que seus olhos se fecham, sua consciência é transferida para o corpo de alguma pessoa. A primeira sensação é do balançar das águas calmas de um lago, o sons de pássaros, o cheiro típico de grama e vegetação nativa de Berlim. Seus olhos ainda eram incapazes de ver qualquer coisa, mas as impressões sensoriais do local continuavam a chegar, suas mãos estavam segurando um objeto de madeira, longo e forte o suficiente para conduzir o barco onde você se encontrava. Suas pernas estavam esticadas e cobertas... Não era um barco, mas um caiaque forrado de couro e pelagens em seu interior. Em sua mão havia um remo duplo e o caiaque dançava de um lado para o outro no ritmo das suas mãos.
    Você estava literalmente dentro do corpo de alguma outra pessoa...
    E seus olhos finalmente se abrem.

    A Visão de Müggelwerder::

    [Off: teste de Percepção + Acuidade. Resultado do teste será dado off]
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por King Jogador em 5/4/2016, 08:04

    Teste de Percepção(4) + Acuidade(4)
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 5/4/2016, 08:04

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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por King Jogador em 6/4/2016, 16:51

    - Müggelwerder...

    Ela se esconde até das estrelas. Mas me permite me aproximar. Ela irá querer me testar. Será algo perigoso. Todavia a cidade está presa em uma maldição ao qual eu devo fazer algo a respeito. As serpentes estão chegando e preciso ajudar a acabar com o sono eterno. Senão minha Katarina nunca irá despertar. Não só ela, mas todos aqueles que merecem uma segunda chance no mundo que está por vir. Afinal uma guerra chegará na cidade e depois virá uma alvorada. A visão que ela me deu foi muito interessante. Foi a visão de uma pessoa se aproximando do covil dela. Pude sentir uma energia mágica ofuscante vindo do final da visão. Consegui sentir uma casa marrom... E no início da visão, na entrada do canal, deu para sentir que a canoa estava adentrando uma barreira mágika.

    Assim sendo é para a entrada do canal de Müggelwerder que devo ir. Não serei estúpido de arriscar meus companheiros novamente como noite retrasada. Muito menos pelo fato de ambos estarem desacordados. Assim sendo terei de me virar com esse mundo moderno ao qual estou. Sei que Hamlin sempre deixou um número de emergência para alguma companhia de transporte privado. Da mesma forma, sei que existe dinheiro de emergência guardado no caixa seguro da loja. Assim vou pegar o dispositivo telefônico para realizar a comunicação e então pegarei a moeda de troca para tal serviço e finalmente esperarei o mesmo chegar. Para sem mais delongas pedir para ir para o Canal de Müggelwerder fora da cidade. Não sei o que me aguarda lá, Rasputin me alertou sobre o poder da Feiticeira, mas não posso recuar agora. Levarei minhas adagas almejando não ter jamais de usá-las.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 7/4/2016, 04:03

    A espera foi longa e o processo realmente enfadonho, para no fim, revelar-se incrívelmente caro. Era estranho como os humanos dessa época eram habituados ao ócio e a tecnologia os impedia de se locomover livremente e sem maiores preocupações de um lado para o outro dentro da própria cidade em que viviam. Mas enfim, você se encontrava dentro do veículo que o levou pra muito longe de sua casa, seguindo o contorno do lago ao Sul de Berlin e praticamente chegando na cidade vizinha. O homem alemão de quase cinquenta anaos estaciona o carro no final da rua de Müggelwerderweg e após receber o enorme pagamento de quase todo o dinheiro deixado na reserva, o mesmo se vai sem sequer se importar com o que você estava para fazer naquele local.
    E de fato, era um lugar inóspito e distante do grande centro urbano.



    As docas eram privadas e você sabia que deveria ir até a pequena ilha que se alongava para dentro do próprio lago, que na realidade era apenas uma enorme herança da era glacial, os populares chamavam de lago o que seria na realidade uma espécie de bolsão do próprio rio que corta toda a região e que acabou por se aglomerar nas crateras deixadas pela evolução histórica da geologia local.
    Haviam duas opções claras, a primeira, invadir as docas de alguma casa e tomar para si um dos pequenos barcos ou até canoas. Outra era se dirigir até uma das casas que possuía uma placa de licença turística, afinal, eles realizavam durante o dia várias excursões pelo rio com os visitantes.

    O único grande problema era: Esse território inteiro pertencia ao Sabá. E apesar dos anciões estarem dormindo por causa do sono, você não tinha ideia de como os jovens estavam reagindo ao feitiço e certamente o Sabá possuía vários jovens revoltados e pouco educados rondando a cidade. Além disso é claro, a região não ficava exatamente em Berlim e talvez o feitiço da semideusa egípcia não afetasse uma área tão distante... Era arriscado se expor e chamar muita atenção e você tinha completa noção disso.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por King Jogador em 8/4/2016, 23:08

    Estou em uma situação bastante inusitada. Qualquer atitude errada e posso me deparar com um embate nada produtivo ou seguro. Não tinha avaliado o quão urbano era essa região. Sequer tenho muito mais moeda de troca com os mortais. Não conseguiria pegar um barco de forma pacífica. Entretanto usar meu poder de sangue ou disciplinas pode chamar atenção não desejada. Só me resta uma coisa. Apelar para feitiçarias. Claro que Veronika Nikolaevna saberá de minha presença. Mas dela eu jamais seria capaz de me esconder. Apenas de humanos e jovens do Sabá. Assim sendo, o ébano que agora resplandece em minha pele e minha adaga será bem utilizado. Pegarei minha Adaga de Ébano e irei me concentrar logo na frente da cerca para os barcos. Assim que eu sentir o vazio do ébano em sua lâmina me cortarei para correr para dentro de um barco a remo, pulando a pequena cerca.

    OFF - Teste de Ritual: Colocar a máscara das Sombras. Int(4) + Ocu(5) = 9d10, dif 3+2 = 5
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 8/4/2016, 23:08

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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 9/4/2016, 02:38

    A lâmina abre a sua carne e o seu sangue escorre, as primeiras gotas tocam o chão e os ventos ao seu redor se alteram. Atraindo as sombras para a proximidade do seu corpo, a feitiçaria do sangue ativava o efeito desejado e as sombras então finalmente o ajudavam a se esconder dos mortais e dos menos treinados e inexperientes cainitas.
    Sem grandes dificuldades você salta pela cerca e chega do outro lado, caminhando pelo jardim de uma casa, passando por algumas arvores e enfim chegando a um pequeno barco a remo que estava amarrado junto a doca da própria residencia. Soltar a corda era então o último desafio, algo que foi realizado com enorme facilidade, superar a percepção dos humanos não seria de maneira alguma o desafio.


    As primeira remadas foram dadas e uma sensação gélida toca sua pele, seus lábios se ressecam e a água começa a congelar. Era improvável que isso acontecesse pelas forças da natureza, mas o gelo que revestia a água era diferente, branco como o leite, denso como rocha, frio como a mais violenta das nevascas da sibéria. O barco logo é travado pelo gelo e não havia mais como seguir em frente nem sequer retornar, não com o barco. Apenas apé.
    Vários urros macabros começam a ecoar, vindos da mata próxima, da água abaixo dos seus pés, do interior do mundo dos mortos que estava a instantes de ser aberto a sua frente.
    Pois o caminho inteiro a sua frente era preenchido por uma penumbra cinza, o céu ficou inteiramente negro e as casas dos mortais ao fundo se transformavam em ruínas abandonadas, sem vida e sem esperança alguma. Tudo que não era orgânico apresentava a mesma aparência de morte, solidão e depredação.

    Seus estudos lhe afirmavam, você havia atravessado a película para o mundo dos mortos. Sem nem sequer desejar ou esperar que isso fosse acontecer... Mas era tarde de mais para tentar qualquer coisa contra isso, afinal, ela estava a sua espera... A quase sete metros a sua frente, você vê uma movimentação, algo imaterial estava a se conjurar na sua frente, uma imagem inicialmente fragmentada, composta por borrões, rodopiando no ar como uma criança brincando de roda... E de fato, era uma criança, o espírito de uma criança. Ela para de rodopiar assim que a própria imagem se solidificava a sua frente, uma risada macabra e aguda é feita por ela e então a pequena criatura espiritual diz.

    -Bem vindo forasteiro, vamos brincar? Estou sozinha a tanto tempo! Por favor, vamos brincar de alguma coisa!

    Espírito Guardião:
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por King Jogador em 9/4/2016, 22:51

    Essa escuridão... As casas estão em ruínas, o escuro ganhou um novo tom tenebroso, o ar morreu no gélido. O mundo dos mortos é mais aterrorizante do que qualquer material que li a respeito. E este é o problema. Li muito pouco, não sei como funciona a manipulação da película. Uma das grandes artes que nunca tive acesso para ampliar meu entendimento do obscuro. Essa feiticeira é mais poderosa do que os boatos diziam. Com muita descrição eu fui jogado para as profundezas de um plano que eu não sei suas propriedades. Apenas sei que há aqui forças além de minha compreensão e que são imunes aos meus poderes. Mas não posso perder a calma. Meu objetivo está próximo.

    A nova presença faz uma sensação à um calafrio em mim. Me recordo das visões mais macabras que já tive. As mais aterradoras costumavam vir do clã Nosferatus, afinal dentro de uma visão nada consegue se esconder com ofuscação. Mas esta era real. Era um pesadelo real. Algum tipo de guardião de Nikolaevna. Como funciona um guardião? Qual a melhor forma de interagir com o mesmo? Como eu gostaria que os Tremeres tivessem mais livros sobre isso extraviado para as mãos da corte de Berlim. Como não sei como lidar, não devo tomar atitudes sem precaução, não posso me esquecer quem é que está no controle da situação. Tenho de entender para depois agir. Senão eu jamais completarei minha missão. Tentarei soar sereno em minha voz.

    - Este forasteiro almeja falar com a senhora deste lugar. O que você gostaria para poder me ajudar à encontra-la? Vejo que almeja algo "recreativo", tens algo em mente?
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 10/4/2016, 07:49

    A criança observava você através do pano que encobria a própria cabeça, era surpreendente como ela parecia ser real como qualquer outro ser vivo que você já havia visto em sua vida. E assim ela caminhou na sua direção, saltando em um pé só, equilibrando-se com enorme destreza sobre a superfície congelada do gelo. Parando a dois passos de distância ela levantou a mão direita e apontou para você.

    -Você é do tipo que fala difícil, é um branco que é preto. Você é curioso. Eu quero brincar, você também? É fácil de aprender! Vamos! O nome da brincadeira é pisando no vidro da velha bruxa! Quem chegar primeiro até a margem vence...

    O garoto aponta a outra margem do lago que ficava a alguns metros de distância. A sua frente havia apenas água congelada, mas por debaixo da camada de gelo, haviam incontáveis vultos, semblantes humanos que se chocavam violentamente contra a película de gelo branco. Definitivamente cair na água não era uma opção a ser considerada...

    -Mas você não me parece dos mais rápidos, que tal um jogo de perguntas e respostas? Eu pergunto e você responde. Um rodopio é certo, dois é errado. Errar três vezes significa que irei devorar tua alma, acertar três vezes, eu lhe ensino a pisar no vidro da velha bruxa. Feito?
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por King Jogador em 10/4/2016, 21:20

    Uma proposta pela minha alma. Uma maliciosa aposta. Agora que a minha alma finalmente pertence à mim, não tenho interesse em apostá-la de forma tão simples. Entretanto esta situação não é simples. Aquela ao qual faz minha vida amaldiçoada ter algum sentido finalmente me viu com um olhar diferente depois de tantos anos, mas apenas por alguns instantes antes da maldição se abater sob ela. Preciso concluir esta maldição custe o que custar. Assim preciso entrar na conversa desse guardião. Seja a mesma mentira ou não, não me resta opções agora. Não consigo ver um meio mais racional de lidar com esta situação...

    Preciso entender mais sobre esse mundo negro. Esse espectro parece ser um espírito antigo que os anos deixaram mais vigoroso. Qual seriam as limitações desse poder? Acredito que poucas dentro do plano dos mortos. Saber sair daqui é uma arte que nunca irei dominar. Mas preciso saber como me defender de tais criaturas. Não posso apenas ser uma presa fácil nesse jogo, não como fui no covil do Sabá, preciso me tornar mais forte caso queira de fato honrar aquela que me protegeu e me deu abrigo. Assim permanecerei falando de forma cautelosa.

    - Rápido não sou... Mas sua perguntas me intrigam. Parece desafiadoras e podem lhe gerar a diversão que almeja. Assim farei de seu recreamento meu também. Aceito o desafio.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 10/4/2016, 22:58

    -Fantástico!

    Exclamou a criança, dando um pequeno salto e batendo as palmas das mãos uma contra a outra com bastante força. Aquele bater de mãos não emitiu nenhum único som, mas fez uma brisa gélida atravessar toda a superfície do lago e quando a mesma o alcançou, uma terrível sensação de medo lhe subiu a espinha. Sua besta rapidamente reagia, mas não era uma provocação potente o suficiente para tira-lo do controle, entretanto, se aquela pequena assombração era capaz de fazer tamanho medo apenas com as palmas, o que seria ela capaz de fazer caso tivesse intenções piores...

    -Você é um viajante, trazendo consigo um punhado de peles e couros para vender. Afinal, um homem tem de comer, mesmo que esse seja apenas um nômade! Seu caminho no entanto chega a uma bifurcação na estrada que leva a duas aldeias. Há um homem de uma das duas aldeias em frente a bifurcação, mas não há nenhuma indicação de qual aldeia ele é. Você então se aproxima do aldeão e o mesmo diz que uma grande maldição havia sido rogada sobre as aldeias. Em uma, as pessoas eram destinadas a dizer sempre a verdade. Na outra, sempre a mentira.
    Onde você venderá as suas mercadorias e como chegará na aldeia que deseja ir?!
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por King Jogador em 10/4/2016, 23:28

    Essa criatura... O poder dela se mostra acima da minha compreensão e potência. Como que apenas um guardião pode ser tão poderoso? Só que faz sentido usar os mais fortes para lhe proteger, e não os mais fracos... Uma charada... Já ouvi uns desafios lógicos similares em alguns aspectos. Todavia esta forma em específico é bastante interessante. Me faz aguçar o meu raciocínio. O que é bom, afinal até agora eu tive de me preocupar mais com o social do que com o lógico. Assim posso calcular com mais facilidade as possibilidade. Existe uma pergunta ao qual ambos darão a mesma resposta, e esta será quando o mentiroso e o honesto der a opinião um sobre o outro.

    - Perguntaria para o mesmo qual a direção que uma pessoa da aldeia a qual ele não pertence me diria que é o melhor lugar para se vender peles. Se ele for da aldeia amaldiçoada irá mentir dizendo para eu ir para a mesma. Se ele for da outra aldeia me contará a verdade e dirá que um mentiroso diria para eu ir para sua própria aldeia. Assim, com ele determinando o percurso, eu iria na direção oposta.


    Última edição por King em 11/4/2016, 17:14, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato VII - Narrativa de Kiril: Liberdade sobre as águas

    Mensagem por Danto em 11/4/2016, 16:06

    A criança dá um breve salto no ar e assim que seus pés tocam o chão congelado, ela rodopia e dá algumas breves risadas que não soavam nem por um segundo sequer, como risadas inocentes de uma criança comum a se divertir. Era macabro como aquela figura encontrava seu humor com as ações inocentes de uma alma tão jovem e no final do primeiro giro a pequena criatura aponta novamente para você e diz.

    -Você é bom! Ou essa foi muito fácil?! Não faz diferença não é forasteiro? Vamos a próxima! Atenção!

    O garoto se senta no chão, cruzando as pernas e os braços e arregalando os olhos, começou a falar novamente, em um tom diferente de voz, parecia estar proclamando algo que certamente soava como um fragmento de um texto.

    -Era inoportuno e não convidado, e, ao entrar, os demais se ajoelharam, reverente e temerosos. Ele chegou, esplêndido e poderoso, vestindo todas as fazes da luz. Condenado à amar, ele foi assim como seus irmãos foram, condenado a servir e observar. Como sentinelas detentoras da grande sabedoria do Altíssimo, sem jamais interferir na ignorância daqueles que à sombra do Senhor das Alturas foram criados. Porque, indagou ele, porque devemos ignorar os anseios daqueles que fomos condenados à amar? A nós foi dada a função de guiar e moldar as terras, os céus, as estrelas. Ele então caminhou entre seus irmãos, com suas asas das castas mais altas, o grande dentre todos os grandes, O Serafim da Manhã... A revolta então nascia... Quem é ele? Me responda, quem é ele?!

      Data/hora atual: 23/8/2017, 09:03