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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

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    Danto
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    Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Danto em 1/4/2016, 00:58

    Agosto de 1961, Berlim


    Seus olhos se abrem.
    Seu corpo estava dolorido, mas não havia mais nenhum ferimento sequer. Estava intacto como se nunca tivesse passado pelos horrores brutais da noite anterior, mas por alguma razão, você não tinha nenhuma memória do local onde você acordava.
    Seria tudo então um sonho? Um pesadelo cruel? Ou uma memória que foi escondida em sua própria mente?!



    Você sabia que estava em Berlim.
    As memórias do grande holocausto eram reais de mais para serem duvidosas ou apenas um sonho super realista. Seus olhos se acostumavam com a escuridão e com os pequenos feixes de luz que caiam das janelas do andar superior. Então enquanto você se levantava, o som do ranger da madeira se fez muito presente. Alguém caminhava no andar acima do seu. Rapidamente então você olha ao seu arredor na busca inútil de uma porta ou janela... Era apenas um comodo fechado, a única saída era a escadaria.
    Mas antes do pânico lhe devorar, a imagem de Peter Kleist lhe surpreendia. O enorme guerreiro descia a escadaria e olhava diretamente para você. Agora com os dois braços e muito mais calmo do que na noite anterior. Usando um terno típico da década de 60, ele falou com calma, mas sempre com a voz potente que possui.

    -Boa noite Ulrich. Antes que pergunte, sim, os acontecimentos da noite passada são reais e os que irão ocorrer dentro desse quarto também. Devo adiantar um pedido sincero de perdão, afinal, a tua memória foi completamente manipulada e reconstruída por mim. Não inteiramente é claro, apenas dei mais clareza a sua confusão pós traumática... Grande parte da história que você se forçou a aprender durante os anos após a perda de sua irmã e o encontro com Gustav, são obras da sua mente frágil humana e de seu despertar forçado, descontrolado e espontâneo.

    O homem termina de falar no exato momento que termina de descer as escadas. E no alto de seus mais de dois metros de altura, ele o observa.

    -Meu nome é Magnus Breidenstein. Sou o irmão mortal mais jovem de Gustav Breidenstein e por uma obra do destino, nossa relação sanguínea se estendeu para a imortalidade do vitae de Caim. Você é Ulrich Heike Klaus e nessa oportunidade, eu não irei manipular tua mente, pelo contrário, irei dar a você as explicações que você deseja.
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    Miac

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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Miac em 1/4/2016, 01:32

    Ulrich olhava aos arredores, estava confuso com tudo aquilo, beliscou a própria pele para ver se estava realmente vivo ainda, sua mente talvez lhe tivesse pregado uma peça, aquilo tudo poderia ser um sonho apenas, estava intacto e nada do que ele havia se lembrado da noite anterior poderia ser real. Ao ouvir os passos no andar de cima o mesmo se colocou de prontidão de imediato, deu meio que um tapa na parede mais próxima procurando uma saída daquele lugar, ao ver Peter o mesmo arregalou os olhos e tateou suas costas procurando algo para se sentar, ele dava passos para trás como se estivesse vendo um fantasma, o homem começou a falar sem mesmo deixar ele digerir tudo aquilo, ele respirava de forma rápida, seu coração disparava de uma forma e sua expressão era de confusão, sua mão esquerda foi para seu rosto e o mesmo falou de uma maneira seca.

    - PARA! Eu...eu sou um cainita! Não é?

    " Por Deus como assim reconstruir minhas memorias por completo? Até onde vai o poder desse homem! Como assim despertar?"

    Ele curvou seu corpo para frente estava eufórico de mais, suas mãos tremiam como nunca, ele estava em completo estado de choque, saber assim que teve sua mente moldada por completo era assustador de mais, até onde foi aquele homem e como assim mortal! Ele olhou para Magnus, focando da boca para baixo, na desilusão de acreditar que não seria dominado caso aquele "homem" assim desejasse, sabia que ele era de igual ou até mais poderoso que o falso Gustav. Com uma respirada funda o mesmo tentou manter a calma.

    - Impossível você ser um mortal! É...é...DEUS...Eu odiei a linhagem de Gustav com todas as minhas forças, eu vou entrar no grupo de caça, no seu grupo de caça para ferir as linhas deles, eu desejei que cada cainita que possuísse o sangue do seu irmão morresse de uma forma cruel! Em troca de nada! Mais...me vem você agora...você...você me salvou!................não vou surtar! Primeiro só me fala do por quê fez isso com minha mente? Todo mundo que eu conheci é real ou você ou minha mente que criou tudo? Não...não pode ser...to ficando louco.

    Sua expressão era de um incrédulo naquilo que estava acontecendo, suas mãos fora para a cabeça e ele olhava para o teto de uma forma desnorteada, era como se tivesse tomado um soco na cabeça que o fazia ficar sem o senso de direção.
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    Danto
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Danto em 1/4/2016, 19:15

    -Você ainda não é um cainita. Mas você será e essa é a noite em que eu entrego você a sua Senhora... todas as suas memórias de Berlim são reais, todas as pessoas e experiências. Apenas a sua percepção dos fatos da noite da morte de sua irmã foram alteradas... Uma criatura milenar amaldiçoou os cainitas de Berlim, em uma espécie de sonho de redenção. E infelizmente, você é a minha falha.

    Responde Magnus, que era conhecido como Peter Kleist pelos cainitas Ocidentais, uma das proles de Gustav. Mas na realidade ele seria irmão do próprio Príncipe... quantos misterios ainda haveriam pode trás dos líderes da cidade?!
    O homem mantinha uma postura calma, concentrada e determinada.

    -Por favor, eu não sou e nunca serei nenhum tipo de Deus ou divindade. O que eu fiz foi simples, um jovem mortal esteve diante de um grande segredo, mas o trauma da morte de sua irmã o fez compreender de uma maneira diferente. Você já deve ter percebido, modifiquei apenas alguns signos. Sua Senhora veio sem braço para lhe salvar, sua mãe estava contigo na pior noite da sua vida... São alterações feitas por mim.

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    Miac

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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Miac em 1/4/2016, 21:22

    Ulrich pode apenas ouvir, ele se focava no pequeno feixo de luz que emanava da janela do andar de cima e da porta, ainda estava meio confuso tudo aquilo, caso ele mencionasse que sim para Peter, estaria mentindo para aquele homem e para si mesmo, ele apenas respirou fundo e passou as mãos no cabelo de uma forma realmente pensativa, ele foi até a ponta da escada, caminhou de maneira lenta sua expressão era de esforço para tentar entender tudo aquilo.

    - Você manipulou minhas memorias para que eu não pirasse de vez! Se eu falar que entendo estarei mentindo, por mais que os anos se passem eu ainda tento me prender a minha humanidade, ainda vejo isso como um ato cruel, porém, com os anos que vivi era necessário senhor Peter, agradeço essa preocupação e agradeço mais uma vez por ter me dado uma chance de poder lutar por minha vida.

    Suas palavras soavam de uma maneira meio confusa, não de uma maneira desordenada, mais sim como alguém que sabia que aquilo era bom, mas ainda custava a entender, talvez se fosse como os Tremeres convencionais ele já estaria rindo de tudo aquilo, só que ele não, se sentia incomodado por alguma coisa.

    - Comer! Nunca pude comer! Já que sei que vou ser abraçado hoje quero comer alguma coisa, qualquer coisa! Poderia me explicar o por que eu consigo usar Magika? E como fosse é um mortal sendo irmão de um ancião, você deve ser mais velho que a própria Berlim e o que essa criatura quer fazendo isso na cidade?
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Danto em 2/4/2016, 16:14

    -Primeiro. Não há necessidades de me chamar de Peter quando você sabe exatamente qual é o meu nome, ou seja, refira-se a mim por Magnus... Me acompanhe até o segundo andar, jovem.

    Diz o ancião que se virava e começava a subir as escadas, seus passos eram pesados como rochas a baterem contra madeira. Os degraus rangiam abaixo de seus pés e pareciam estar a poucos instantes de ceder. Era como observar um verdadeiro titã em movimento, todas as reações e ações do homem pareciam ser poderosas e incomparáveis com o padrão humano.
    O segundo andar era composto por um corredor estreito e duas portas. Uma logo a frente da escadaria e outra no final do corredor, Magnus abriu a porta logo à frente da escadaria e adentrou o comodo. Enquanto realizava essa ação, ele retoma a fala.

    -Sim, sou mais velho do que o próprio estado Alemão. Nasci quando o sacro império existia e se estendia sob as terras italianas, francesas e alemãs. Sou antigo, mas não tão antigo quando a criatura que rogou essa benção/maldição sob os cainitas de Berlim. A mulher que fez isso é dos tempos primordiais do mundo, uma verdadeira prole de um neto de Caim... Mas eu já compreendi exatamente o que ela deseja e caberá a mim libertar você dessa benção/maldição, para que você fale por mim durante as noites em que os anciões permanecerão adormecidos.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Miac em 3/4/2016, 01:42

    - Só é confuso, e se manteve esse nome de Peter no Ocidente é por que era ou é para ser um segredo, só não quero entregar nenhum segredo seu!

    Ulrich falou de forma rápida, seu tom era temeroso, afinal de contas a cada passo que aquele homem dava parecia que o próprio ambiente respondia a sua volta respondia, o jovem Tremere ficava uns 4 passos atrás de Magnus, não tinha nada há ver com respeito, só estava com medo do piso ceder enquanto ele andava e o mesmo estar no mesmo "barco".

    - Nossa...nem me imagino vivendo tanto assim...ver tudo que conheci mudar! QUE? Neta de um antediluviano? Eu pensei que fossem apenas lendas...

    Ele parou e ficou pensando por alguns segundos e por fim olhou diretamente para o ancião, o mesmo tentou manter sua seriedade.

    - Senhor Magnus, eu lhe agradeço por ter me salvado e tudo que esta fazendo e fez por mim. Só que eu não sou um diplomata e muito menos poderia ser seu porta voz, imagina, eu Ulrich, chegando no Elísio e falando que vim a mando do Senhor, vão me bater, fora que sou conhecido pelos mais velhos como " o problema ambulante "...

    Ulrich respirava fundo e apertou os olhos com as mãos, ele respirou mais uma vez e falou uma maneira conformada.

    - Eu confio no Senhor, quero ajudar minha senhora Valerius a sair do pesadelo dela, e algumas Cainitas também...preciso que me fale como devo agir daqui em diante, já passou da hora de mudar de alcunha!
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Danto em 4/4/2016, 18:09

    -Todas as lendas são reais jovem.

    Diz o ancião ventrue que finalmente adentrava o comodo que estava a frente de vocês. O local era uma espécie de sala de jantar improvisada, com janelas lacradas com madeira, pregos e pedaços de metal. A sensação era negativa, afinal, a mesa era composta por caixotes altos de madeira cobertos por um pano branco, sujo e empoeirado. Você nota talheres de metais postos a mesa, típicos da sua época como mortal, você estava dentro de um refúgio de guerra, provavelmente de alguma família judia julgando pelos símbolos religiosos presos as paredes daquele comodo.

    -Existem algumas frutas, pães e água dentro das caixas do lado oposto à janela.

    O lugar era imundo, cheio de caixotes, caixas, baús, panos brancos e móveis quebrados. Era um fragmento de um passado cruel que assolou a Alemanha. O ancião então voltava a falar de maneira tranquila, apesar da voz dele sempre soar como uma rajada de trovões..

    -Assumir o nome de uma prole de meu irmão seria a escolha mais simples do que surgir dentro da sociedade ocidental com meu verdadeiro nome. Mas de qualquer forma, os mais jovens serão libertos primeiro dessa benção/maldição, e existem pessoas importantes chegando à Berlim. Pessoas que precisam de informações, de reforços e principalmente, pessoas que não podem simplesmente serem deixadas livres. Um grande conclave irá ocorrer, será necessário que você comande meus carniçais para a organização desse evento e que explique aos que chegarem sobre a natureza da ausência dos antigos. O futuro da Camarilla dependerá de você e dos mais jovens como você.

    Diz o ancião, tirando o único anel que possuía e entregando o mesmo a você. O anel possuía um brasão desconhecido, mas era claramente uma relíquia muito antiga.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Miac em 4/4/2016, 21:05

    Ulrich olhou os arredores e fez uma mensura de respeito ao abaixar a cabeça para uma das cruzes que ali estavam, talvez os verdadeiros donos daquela casa já tivessem sucumbindo á guerra e na melhor da hipotes fugido dali. Ele caminhou até as caixas ao ouvir as palavras de Magnus e abriu uma, o mesmo pegou uma garrafa de água, uma maça e um pedaço de pão.

    " Nem lembro mais como é o gosto das coisas! Apenas o gosto metálico do sangue!"

    O Tremere bebeu um pouco da água e mordeu o pedaço de pão, ele ouvia atento ao ancião, mas estava com os olhos fechados enquanto mastigava aquilo que para ele era a coisa mais gostosa do mundo, o gosto era doce e o pão era tão macio de se ter na boca como ele se lembrava, por fim ele limpava o gosto de trigo com a água em sua boca e dava uma mordida na maça doce como o mel para ele antes de pegar o anel.

    - Entendo em partes essa manobra, acho que com seu nome daria muito mais força para Gustav, e fui informado de que pessoas importantes estavam por vir, não devia me perder nesse meio tempo.

    Ulrich deu mais uma mordida na maça e se sentava próximo a Magnus, ele olhou bem para o anel e seu simbolo, o fechou na mão esquerda e continuou a falar.

    - Conheço uma jovem que pode ajudar na organização do conclave! Mais, devo contar tudo que sei para os que foram convocados? Alguns podem não aceitar e como é essa questão de não deixar alguns livres? E mesmo sendo um sonho...como eu consigo usar Magika Tremere aqui...não vejo logica.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Danto em 4/4/2016, 23:37

    -Curioso como vocês jovens sentem tanto os martírios da maldição...

    Comenta em uma voz baixa Magnus que observava você se alimentar daquele pão e da maçã, que não estava sequer completamente madura, mas seu paladar estava funcionando perfeitamente e insistia em lhe afirmar, que aquela era a melhor de todas que você já havia provado em toda sua vida. A água, que por sua essência, seria um liquido incolor, inodora e insípida, descia pela sua garganta e nutria seu corpo de uma forma muito mais potente do qualquer vitae poderia fazer... Era uma nutrição verdadeira, pura e principalmente, era uma nutrição real... O quão cruel era a maldição que havia sido imposta à você junto com seu abraço? O custo da realização dos seus poderes, da imortalidade, talvez poderia ser alto de mais!?

    Magnus olha para você, com uma face severa e um tom forte diz.

    -Eu jamais permitirei que alguma força seja dada ao nome de Gustav. Meu irmão não merece nada além de sua própria destruição, meu ódio por ele é a única força que me prende a essa cidade e essa sociedade sórdida de Berlim.

    Ódio, algo que você conhecia muito bem. Ele já havia queimado com tanta intensidade dentro de seu peito, mas jamais havia se transformado em uma força tão poderosa quanto era para a alma de Magnus. As palavras dele soavam com agressividade, tamanha era a sinceridade daquele ódio, que você chegava a ver as paredes tremerem, uma sensação claustrofóbica lhe invade os pulmões e respirar tornou-se difícil ao ponto de você se ver tossindo sem controle. Magnus dá um passo a frente e todo o piso da casa vibra como um terremoto. As paredes se racham, poeira cai do teto e a estrutura quase vai inteira abaixo.

    -Ele devorou nossa Senhora. Ele escravizou seus filhos. Ele arrancou vidas e almas a bel prazer. Ele atravessou uma estaca em meu peito e me deixou a ver o amanhecer. Ele é merecedor de todo ódio que esse mundo e todos os outros!

    A força de um ancião. A brutalidade de um ser milenar. Nem o próprio demônio seria capaz de tamanha potência e sanguinolência... A pele branca como o marfim, contraposta com os olhos pulsantes de puro vitae. As presas longas e a expressão monstruosa de algo que havia perdido a humanidade e centenas de anos atrás. O medo era tão intenso dentro do seu corpo e sua insignificância tão notória, que você simplesmente era incapaz de interpreta-los... Se aquele homem se descontrolasse, ele seria perfeitamente capaz de romper os céus e partir Berlim ao meio... Os olhos de Magnus então param sobre a sua face e algo o faz se acalmar, a fúria se dissipa tão rápida quanto surgia... Seus pulmões se enchem novamente de ar e você escuta as palavras do ancião.

    -Organize o conclave com a ajuda dos jovens que você confiar, conte as verdades para os superiores irrefutáveis e aos mais próximos. Não cometa as falhas que os antigos cometeram, a verdade precisa ser compartilhada com os merecedores e não se transformar em um segredo que lhe consome a alma... Sobre sua magica, eu não sou um especialista, mas você despertou antes de ser abraçado. Existem humanos capazes de fazer magica, acredito que tua senhora poderá explicar melhor sobre esses pormenores. Mas a respeito da sua taumaturgia aqui, eu lhe digo, você é capaz de realiza-la porque esse é o seu subconsciente. E é por isso que eu digo que você precisa acordar imediatamente!
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    Miac

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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Miac em 5/4/2016, 10:40

    Ulrich estava quase entrando em êxtase enquanto sentia os gostos e os sabores dos alimentos que escolheu. Era maravilhoso aquela sensação, o mesmo apenas observou Magnus.

    " Todos nós sentimos os martírios, a diferença é que você parece que já se esqueceu como era bom essas coisas simples e boas da vida, imagina poder sentir o sol de novo na pele...ganhamos a imortalidade e ficamos muito mais fortes, em troca da prisão de permanecer apenas acordado de noite e só se alimentar de sangue, fora que com o tempo você se tornaria uma criatura distante, a sombra do que foi quando humano!"

    No momento que Ulrich voltou de seus pensamentos ele viu Magnus lhe olhando daquela forma, sua coluna se arrepiou por inteira e o mesmo arregalou os olhos quando o ar não lhe vinha para o pulmão, ele colocou a mão na garganta e olhou a estrutura toda tremer, falou de uma maneira muito fraca.

    - Perdão...pensei que...pensei que estava atrás...do Falso Gustav...não sabia!

    O Tremere começou a tossir enquanto ouvia Magnus, ele havia deixado a maça cair no chão e ficou a olhando, o mesmo puxava o ar com vontade e respirava de forma calma para acalmar seu coração que agora estava batendo como nunca.

    " Não dá. Se um dia Magnus surtar já era...quem poderia parar ele? Não tem como, eu quase morri aqui só por que ele ficou irritado, a casa quase caiu com ele falando, se ele é assim imagina a neta de Caim...!"

    - Coff...aqueles que comparecem no conclave irão encontrar a verdade em minhas palavras orientadas pelo senhor, e Magika desperta ainda como mortal...eu falarei com ela sobre isto! Subconsciente...? Que isso é um sonho eu estou entendo, só que como é um ritual eu posso controlar tudo isso?
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Danto em 5/4/2016, 15:26

    -Escute com atenção. Não é um sonho, é uma expressão do seu subconsciente. A filha de Set uniu a consciência de todos os cainitas da cidade através dos sonhos, não é possível ter conhecimento preciso com o que ela deseja com tal ação. Mas quanto mais antigo for o cainita, mais difícil será para esse compreender o que acontece...

    Magnus faz uma pausa em sua frase e caminha em direção a janela lacrada da casa, colocando uma mão na madeira da mesma e então retorna a falar.

    -Isso não é um sonho. É o seu subconsciente ligado ao de todos aqueles que já passaram pela sua vida ou não-vida. Mas cabe a você escolher o rumo dessa maldição, ela pode ser um sonho, um pesadelo e várias outras possibilidades, assim como, permanecer aqui ou retornar a realidade. Use a sua vontade para despertar.

    Como ele poderia saber de tantas coisas e não ser capaz de escapar da mesma maldição que assolava vocês dois?! Haviam tantos mistérios envolta da figura do ancião, o próprio claramente se esforçava em ser o mais claro e lógico possível, mas nada que ele falava era tão simples assim.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Miac em 5/4/2016, 16:06

    Ulrich massageou a garganta e cruzou os braços, estava pensativo enquanto Magnus falava.

    " Algo implantado em meu intimo, isso pode ser um tanto quanto perigoso, nunca me considerei alguém completamente instável nem mesmo em vida."

    Ele olhou para o ombro do ancião e viu as madeiras, de modo suave o mesmo colocou as mãos no bolso e falou de uma forma calma.

    - Você já sabe e não saiu ainda?...mais bem, Obrigado Senhor Magnus, pode contar com minha gratidão por toda a eternidade, ou enquanto eu caminhar!

    Por fim ele fecha os olhos e imagina tudo que viveu até hoje, só que com as verdadeiras lembranças, não mais com seu ódio por toda a linhagem de Gustav. Seu ódio se voltaria apenas para um único alvo, aquele que usou a aparência de um príncipe ao seu bel prazer, por fim começou a tentar se convencer de que precisava voltar para a realidade. Seu pensamento venho como uma leve onda do mar, só que aos poucos que ele ia pensando essa onda começava a se tornar um verdadeiro turbilhão de sentimentos e desejos.

    " Descobri a verdade sobre meu passado! Eu vivi minha não vida inteira sendo protegido por aqueles que ao meu ver querem algum bem para mim...se eu permanecer aqui, tudo que eles fizeram será em vão. Eu senti ódio de alguém que não mereceu...EU FUI EGOÍSTA COM AQUELES QUE ME ALERTARAM...FIZ MINHA SENHORA DESACREDITAR EM MIM!...É POR ISSO QUE NÃO POSSO FICAR AQUI! É MINHA VEZ DE PROTEGER AQUELES AO MEU REDOR, DEVO PROTEGER A CAMARILLA E AINDA DEVO HONRAR OS TREMERES! ISSO NÃO É REAL!
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Miac em 5/4/2016, 16:36

    Teste de força de vontade = 6d10.


    Última edição por Danto em 5/4/2016, 16:45, editado 1 vez(es) (Razão : Não se pode gastar FdV em um teste de FdV. Seu malandro.)
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Danto em 5/4/2016, 16:36

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 9, 7, 8, 4, 3, 1
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Danto em 5/4/2016, 22:52


    A sua vontade era forte e gritava, exigindo o fim daquele tormento. E algo ou alguém respondia a seus desejos mais honestos. Você não sabia dizer quem, nem sequer ver, mas era possível sentir a presença de uma mulher nas proximidade e ela estava a observa-lo...

    Dor.

    Seus pulmões então param de funcionar, atrofiando em uma velocidade macabra e violenta. Seus olhos se arregalam, você sente a morte lhe invadir as narinas e tocar sua alma. A maldição de Caim. O gosto de cinza destruiu todo seu paladar, sua cerne se tornava pálida como a de um cadáver. E seus olhos eram capazes de ver apenas borrões, manchas disformes que pareciam extraídas de quadros surrealistas muito mais executados.

    Uma pequena corrente elétrica lhe subiu a espinha.
    Seus olhos se abrem, você estava deitado em uma cama que não lhe pertencia. Em uma mansão luxuosa que jamais poderia ter sido sua. Aos poucos você despertava em mais uma noite em Berlim e o pior não havia sequer começado.

    Março de 2002, Berlim.
    Quarta Noite



    Você estava no ano de 2002, na cidade de Berlim e na mansão que pertencia à Anciã Elza, do clã toreador. Haviam um enorme silêncio por todos os lados, mas você foi perfeitamente capaz de se colocar de pé e seguir em direção a porta, sentindo seu pés descalços tocarem o carpete que forrava o chão do quarto, seus dedos seguram a maçaneta de ouro e a giram. A porta se abre e você vê o segundo andar da grandiosa mansão.
    Com atenção você ouve a voz de Diana vinda de algum quarto, ela parecia resmungar por alguma razão. Era a primeira porta logo a sua esquerda. Era um comentário abafado provavelmente oriundo de algum tipo de palavrão rogado por algo ter saído do controle, ou simplesmente, por uma falha imprevista e irritante.

    Sua mente estava afiada como nunca. As verdades estavam cravadas dentro dela para que nunca mais fossem alteradas... Seus olhos então se viram para a sua mão, o anel de Magnus estava posto no seu indicador. O conclave estava perto de mais e você não sabia sequer quando os convidados chegariam, muito menos quem seriam eles.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Miac em 5/4/2016, 23:41

    Dessa vez sua transformação foi mais intensa e dolorosa, ou aquela era realmente a sensação de ser abraçado. A dor que lhe veio era algo intenso e até traumático, sentir todos os seus órgãos pararem de um por um em uma velocidade a qual ainda se tem consciência era perturbador. Ao ver os borrões e cores, antes mesmo de cair para trás ele só conseguia pensar em uma coisa.

    " O que quer com isso?"

    A sensação de cair para trás em um sonho e acordar se impulsionando para frente era uma coisa fora do comum, era como se sua alma estivesse muito longe de seu corpo e voltasse com tanta violência que o fazia nem mesmo se sentir tonto após acordar, só que logo a vertigem lhe vinha o mesmo ficava meio tonto e lento.

    - Por Deus...onde estou!...a Casa da senhorita Elsa...

    Em anos acordando nunca pensaria que um dia ao acordar estaria rodeado de tantos luxos assim, só que aquela não era sua morada, o mesmo soltou sua respiração e agradeceu a quem estivesse ouvindo pela lealdade daqueles humanos com a anciã e por eles lhe terem ouvido. Sua mão encostou na maçaneta ele nem mesmo se lembrava de como levantou tão rápido, ao tocar na mesma ele olhou para sua mão e a viu mais pálida...sabia que deveria estar ali agora, aquele era o mundo real que sempre quis, sua mente lhe dizia o mesmo.

    " Aquele que matou seu irmão no paraíso para agradar a Deus e teve como castigo está maldição, somos destinados a imortalidade, apenas bebendo do sangue daqueles que um dia foram como nós...um preço alto de mais para no futuro perder a fé na humanidade que nós move hoje!"

    Ele abria a porta e ia para o quarto ao lado, sabia das coisas que precisava fazer e talvez sua ajuda estava atrás daquela porta, ele deu três batidas no canto superior direito da porta e falou de maneira calma.

    - Diana? Sou eu Ulrich...não é uma boa hora mas preciso conversar com você!
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Danto em 6/4/2016, 16:21

    -Ulrich?! Entre... Eu estou um pouco, atrapalhada aqui.

    Responde Diana do outro lado da porta e mais uma vez você se via obrigado a abrir outra porta, era de certa forma, uma metáfora para o seu retorno a realidade. A cada porta que você abria, mais certeza havia em sua mente de que o sonho havia realmente acabado e que a realidade estava de fato, em frente aos seus olhos.


    O interior era de um atelier pequeno, simples e voltado exclusivamente para pinturas pequenas. Mas no chão havia uma enorme mancha de tinta azul clara, Diana estava de pé do outro lado da mancha e com uma expressão frustrada no rosto. Além disso, as roupas simples e modernas da jovem estavam claramente manchadas da mesma cor. A camiseta regata branca estava quase inteiramente azul, o jeans cheio de respingos e o tênis vermelho, completamente impregnado pela tintura.

    -Eu sinceramente não nasci para isso... Os servos não tem autorização para a gestão dos atelies e pelo jeito, nem eu deveria ter tal autorização né?!

    Era incrível como olhar para Diana era algo calmo e positivo. Não era como olhar para a monstruosa face dos anciões, havia humanidade latente e incontestável em cada reação, movimento e palavra. A jovem olha para você e esboça um pequeno sorriso simpático.

    -Você dormiu por uma noite inteira, me pergunto, quantas noites a mais minhas irmãs e Senhora irão dormir... E afinal, que sono bizarro foi esse que derrubou vocês?!
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    Miac

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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Miac em 6/4/2016, 17:04

    Ulrich ficou olhando fixo para a porta antes mesmo de abrir a mesma, ele balançou a cabeça de forma negativa, não por descaso com Diana, só que para si mesmo, ele sabia da verdade agora e como agiria daqui para frente com isso, ele havia mudado em poucas noites o que não conseguia em anos. Por fim ele abriu a porta e olhou para aquela cena com uma cara de surpresa e sorriu como se estivesse ouvido uma piada, o mesmo falou em um tom humorado.

    - Não vejo dessa forma, você retratou bem, é uma mulher linda analisando o mar e pensando como que sua camiseta foi molhada daquela forma! É bom ver que está bem Diana.

    " Inimaginável como ela consegue ser assim, é bom estar perto dela, não de uma maneira obsessiva ou carnal, apenas ver como ela age de maneira simples e tão sincera quando não esta rodeada por todos! Que bom que esqueceu de tudo Diana...mais não sei se é o certo há se fazer!"

    O mesmo pegou um pano daquele usados para limpar a mão e o estendeu para Diana com sua mão direita, o mesmo colocou uma mão no bolso de sua calça e começou a falar de uma maneira mais seria, ele permanecia olhando diretamente para ela.

    - Então perdi uma noite! Me pareceu 40 anos...quanto mais velho for o membro afetado por este ritual maior será sua dificuldade em aceitar a realidade e retornar deste sono, queria ser mais exato em minha resposta Diana, mas não a tenho. Para a segunda, isso foi obra de uma neta de Caim, alguém muito antigo que por alguma razão colocou a cidade inteira em um sono profundo, nele você revive seus pecados e lá encontra a verdade!

    O mesmo fez uma pausa para que Diana pudesse digerir aquilo da melhor forma, afinal, nem ele sabia quem era aquela mulher e muito menos desejou saber, viu do que um ancião era capaz, agora imaginar o poder de alguém que vem antes deles, não tinha como mensurar aquele poder em palavras ou em sua imaginação. Ele retirou a mão do bolso e fechou a mão e mostrou o punho para Diana, onde o anel se encontrava.

    - Conhece esse simbolo?
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    Danto
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Danto em 6/4/2016, 22:16

    A sua primeira frase, Diana olhou diretamente para você fazendo uma expressão de censura que consistia em uma franzida de sobrancelhas, cerras os olhos e inclinar a face para a frente. Seu nariz pontiagudo e fino, ligeiramente mais longo do que o comum, construía de certa forma uma face meiga e engraçada. Ao mesmo tempo, ela ergue a mão direita e exibe o dedo do meio da mão e responde com um simples.

    -Retardado...

    Ela então pega o pano da sua mão e começa a limpar as próprias mãos sujas de tinta e olha para a própria camisa enquanto você dava as explicações. Ela então volta a olhar diretamente para você quando você diz o nome de Caim.

    -Calma, isso não era só lenda Ulrich!? Toda essa coisa de Caim, maldição, antideluvianos... É bem difícil pra mim que tive uma educação pautada no ateísmo levar tudo isso muito a sério. Pode até soar idiota, eu sei, afinal somos vampiros não é!? Mas mesmo assim... Enfim... Acho que tive sorte de não ser afetada por essa coisa, apesar de trocar facilmente esse sono pelo deslize que cometi naquela casa.

    Os olhos de Diana se tornam ligeiramente vagos e nessa ausência de foco, quando ela aparentava estar em uma reflexão profunda, ocorria novamente a mudança sutil da coloração de seus olhos. Do azul para o verde. E do verde para o azul natural.

    -Símbolo!?

    A jovem então olha novamente para você e em seguida para sua mão, analisando o anel e se espantando com o que via. Abrindo um pouco a boca para expressar a surpresa de ver o tal anel que lhe fora dado por Magnus.

    -É o simbolo arcaico do clã Ventrue, anterior a própria construção da Camarilla. Como você tem isso no seu dedo?!
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Miac em 6/4/2016, 23:18

    Ulrich fez uma expressão de reprovação para o gesto de Diana, só que não o manteve mais do que por alguns segundos, aquilo o divertiu de certa forma, logo o mesmo ouviu a mesma falar sobre seu ceticismo e sua doutrina, ele fez um sinal com a cabeça e os ombros demonstrando um dúvida no ar, de certa forma ele falava serio com ela.

    - Bem de certa forma você está certa! Somos vampiros e por esse motivo temos alguma relação com Caim, não vi nem Caim e por menores dos fatos está mulher que tem a alcunha de neta do mesmo, mais acredito sim que eles existam, ela eu tenho a certeza, no caso dele, apenas lendas...não foi sorte Diana, sua senhora usou algum tipo de ritual que por algum motivo lhe inibiu desta cena, não queira adormecer por está maldição/benção, ela é pior do que você imagina.

    Novamente aqueles olhos, era como uma mutação química perfeita, os mistérios que aquela mulher guardava e sua senhora eram extraordinários, a cada vez que ele via aquilo tinha certeza de que em vida aquela mulher em sua frente não fora completamente normal, talvez Magika, afinal ele a possuía em vida também.

    " Seus olhos me fascinam mulher! O que eles escondem?"

    O Tremere então arqueá uma das sobrancelhas e mexe a cabeça de forma negativa, não por discordar mais sim por que Magnus o havia dado algo de grande valor, não monetário mais sim simbólico. Ele colocou a mão no bolso novamente e voltou a falar.

    - Meu passado não é só meu, envolve mais coisas, recebi o mesmo do irmão de Gustav, Senhor Magnus Breidenstein, que por sei lá quanto tempo atende pelo nome de Peter Kleist, o senescal.

    Novamente ele fazia uma pausa, e esperava que Diana não risse de sua cara, aquilo estava sendo difícil para ele, só que mantinha o controle das coisas, desejava perguntar para ela se a mesma realmente estava bem e se ele poderia ajudar em algo, saber o que se passava com aqueles olhos que mudavam de cor e lhe agradava tanto, só que no momento não tinha tempo para isso, havia coisas mais importante, por vezes questionou-se sobre as atitudes de seu clã, só que agora entendia a importância de manter sua mente tão focada e por vezes agir de forma fria. Caso falhasse não haveria como concertar os danos.

    - Fui informado pelo próprio que ira ocorrer um conclave, devo organizar o mesmo e encontrar seus servos para me ajudar nesta situação, você é uma Harpia Diana, necessito de sua ajuda para isto! Não sei onde e quando ele irá acontecer, apenas sei que será aqui em Berlim...sei que passou por momentos difícil, é um incomodo agir assim em meio á tudo isso, mais não vejo outra alternativa se não essa.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Danto em 7/4/2016, 03:44

    -Essa história toda de Caim nunca vai me convencer completamente...mas calma ai...Magnus Breidenstein?! Que maldito nome é esse? Você ta me dizendo que o Senescal é falso e ao invés de ser prole de Gustav é na realidade, seu irmão?!

    Diana estava de fato, processando, toda aquela informação assim como você também estava. Tudo parecia distante de mais, inusitado e pouco real. Afinal, a sua grande prova de tudo isso estava "no mundo dos sonhos" e quem poderia dizer que você não estava mais uma vez construindo histórias com a sua mente traumatizada? Enquanto a sua mente tratava de construir suas próprias dúvidas, Diana dá dois passos leves pra a esquerda e abre as pernas para realizar um pequeno salto por cima da poça de tinta azul. Parando agora mais parto de você, a jovem terminava de limpar as mãos e atirava o pano na direção da mesa, para enfim voltar a olhar você.

    -Conclave? Você tem certeza absoluta disso?! Nós temos que organizar um maldito conclave? Você tem noção do quanto... Do tamanho... Inferno! Que se fodam Caim e Magnus e toda essa história bizarra, se isso de conclave for real nos temos urgências maiores a serem cumpridas. Vamos tirar essa história a limpo, vem, se tem alguém que pode nos ajudar mesmo dormindo, esse alguém é minha Senhora. Ela ainda deve ter o contato de alguém importante em Paris...

    Responde a jovem afoita que já começava a se encaminhar para a saída do atelier.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Miac em 7/4/2016, 10:25

    - Exatamente Diana, foi tão confuso para mim quanto esta sendo para você. O Senescal tem a mesma potencia de sangue que Gustav!

    Era difícil digerir aquilo mesmo, Ulrich estava ainda tentando entender tudo aquilo, algumas coisas poderiam até fazer sentido, mais outras não, ele ficou analisando Diana e deu um passo para trás quando a mesma pulou a poça de tinta, novamente ele abriu um sorriso em seu rosto com as palavras da Toreadora, seu olhar era vago e distante enquanto caminhava atrás de Diana, ele fechou os olhos e respirou de forma cansada antes de começar a falar de uma forma triste.

    " Realmente espero que minha mente não esteja pregando mais nenhuma peça em mim, para me prevenir de algo, por essa vez não pode haver erros, não é só sobre mim está questão, ela vai muito mais longe, envolve muito mais coisas. Acabo de envolver Diana nisso e creio que ela vai falar com alguém importante em Paris...mais por quê Paris?!"

    - Vai falar que sou louco agora, escute, quando disse que meu passado não é só meu...quando ou o incidente da passagem do muro de Berlim, eu estava lá, ainda era humano, vi minha irmã morrer diante de meus olhos e quase fui morto pelo Falso Gustav, estou lhe contando isso pois eu confio em você, Senhor Peter, o senescal apareceu naquele momento e encarou aquele monstro de igual para igual! Só que ele mencionou que aquele cainita que estava se denominando Gustav não era o irmão dele e sim um impostor. Quando se sofre um trauma muito grande sua mente pode apagar ou sobrescrever aquela parte de sua vida...minha mente resolveu fazer isso!

    O final era mentira, só que ele estava se perguntando até onde poderia revelar seu passado para ela, já estava colocando um risco enorme em cima de Diana, não mencionaria que Magnus e sua Senhora sabiam da verdade esse tempo todo e o estavam tentando proteger, que teve sua mente fragmentada pelo ancião para que aquele dialogo de certa forma fosse esquecido. Ela era cética e iria gargalhar do mesmo quando disse-se que conseguia usar Magika quando ainda era humano.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Danto em 8/4/2016, 02:10

    Diana parava em frente a porta, com a mão já esticada e pronta para abrir a mesma quando você deu inicio a enorme explicação sobre seu passado. A jovem olhou para você e esperou calmamente você se recompor e se acalmar, para então comentar de uma maneira breve.

    -Existe algo importante que eu aprendi com minha Senhora, os jovens não devem participar dos jogos de intriga dos antigos a não ser que possuam algo capaz de coloca-los em igualdade. Eu não estou duvidando de você, Ulrich, mas é arriscado de mais repetir isso em voz alta independente de onde estivermos... Nossa grande urgência é o conclave e não sabemos nem a razão pela qual esse foi convocado! Eu vou tentar tomar alguma providencia, você vem?!

    Responde a jovem com uma enorme determinação e sem aguardar parada pela sua resposta, ela segue caminhando em direção ao quarto da própria Senhora, atravessando o longo corredor no andar superior e subindo uma pequena escadaria para ter acesso a uma porta dupla, pelo visto as acomodações pessoais da anciã correspondia a um terceiro piso. Ela então abre a porta dupla e entra, caminhando imediatamente até a mesa central do hall de entrada daquela parte da mansão.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Miac em 8/4/2016, 10:21

    - Realmente é sábia as palavras de sua senhora, confio em você! É claro.

    Ulrich apenas acenou com a cabeça mesmo Diana já tendo adentrado ao comodo em sinal de que ele iria lhe acompanhar, o mesmo caminhou atrás da Toreadora, estava pensativo de mais, sua mão saia do bolso e ele colocava as duas mãos para trás, segurava os punhos nas costas.

    " Não tenho nada para me manter em igualdade com ambos, nem o falso Gustava e por menores dos fatos Magnus, na verdade eu comecei está noite minha não-vida, por mais que eu tenha feito algumas coisas, só que agora eu vi como foi meu inicio e agora posso ter um recomeço, não mencionarei a parte de falso Gustav para os anciões do conclave ou qualquer outro que esteja lá, mais realmente vejo a necessidade de falar sobre o portador desse anel, direi que o Senescal me deu, não sei como alguns suportam isso...é como ter mil olhos sobre você!"

    - Caso queira eu aguardo aqui o contato, não desejo desrespeitar sua senhora, é quarto ou andar dela!

    O mesmo parou na porta e ficou apenas olhando para Diana, por mais que elas fossem tão simpáticas e humanizadas, o respeito deveria ser mantido.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Ulrich: Sanctuary II

    Mensagem por Danto em 8/4/2016, 18:13

    -Algo que muito estranho aconteceu com você Ulrich, sei que não nos conhecemos a muito tempo, para não dizer à praticamente nenhum... Mas você não me parece o jovem que conheci no elísio... Enfim, entre, o quarto mesmo da minha Senhora fica no outro comodo, essa é só a sala de reuniões e chá. Apesar de que o chá não é lá mais um grande costume nosso, eu diria...

    Diana comentava olhando para você, com as mãos na cintura e logo que terminava, se virava para procurar algo pelo local, até que enfim encontrava uma bolsa pequena extremamente feminina e de marca importada. Abrindo a pequena bolsa, ela tira um celular e começa a mexer no mesmo, claramente não era algo que a pertencia, visto a demora para encontrar o que estava procurando.

    -Pronto...Léon Levett... antigo aliado de minha Senhora e atual primogeno de Paris... Não se você sabe Ulrich, mas minha senhora e todas nós as minhas irmãs são de Paris ou arredores, eu e Emily somos as únicas estrangeiras da linhagem. Aliás, segundo Fabienne, minha Senhora foi inclusive Justicar durante alguns poucos anos. Engraçado como ela não parece ter mais de seiscentos anos não é mesmo?!

    [Off: Ultima ação para o final do Ato]

      Data/hora atual: 23/8/2017, 09:00