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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

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    Danto
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    Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Danto em 5/4/2016, 05:11

    Março de 2002, Paris.


    A noite anterior foi marcada pela leitura da carta de seu querido irmão, Maurice, que se encontrava agora em um dos mais altos e importantes cargos da Torre de Marfim, Maurice era um dos famigerados Arcontes da grande seita e estaria junto com a frota de reforços à caminho de Berlim.
    No decorrer da carta, Maurice não explicava claramente o que estava havendo em Berlim, apesar de deixar muito claro que a própria Justicar Ventrue estava a caminho e que um grandioso e importantíssimo conclave seria realizado no coração da nova Alemanha. Era como se o destine estivesse unir várias linhas e sem nenhum pudor, estava a conduzi-la em direção as distantes terras germânicas.
    As palavras do regente da capela de Paris e seu mentor foram bem claras naquela noite: "Haverão problemáticas colossais a serem resolvidas dentro e fora da capela, acredito que uma visão externa e privilegiada como a sua será de extrema importância para o futuro da Camarilla de Berlim, tendo em vista que não há nenhuma possibilidade de ser cogitada a extinção da seita na cidade. Encontre informações sobre o ancião desaparecido, atente-se as nuncias da política e principalmente, olhe atentamente através dos primas mais complexos".
    Mas enfim, o final da noite chegou e você adormeceu. Seus olhos se fechavam e o descanso viria como sempre fazia durante quase 400 anos naquela condição sobrenatural e imortalizada...

    Mas uma premonição invadiu seu descanso.
    A fúria incorporada na face de um homem desconhecido colocaria o conclave em risco. As chamas iriam devorar a carne dos mais jovens e não haveriam anciões presentes. O fanatismo iria mais uma vez impor dor e sofrimento entre os iguais e a cidade de Berlim jamais irá se recuperar após o holocausto dos jovens membros do conclave.
    Hyde, Henry, Ekström, Hilmmlet e Verducci.
    Esses eram os nomes daqueles que iriam decidir o futuro da cidade. A visão não era clara, não haviam muitas faces nítidas. Haviam apenas impressões sendo transmitidas à você. Não era um dos tradicionais vislumbres do futuro, havia algo de muito errado com a construção do destino de Berlim. Algo ou alguém estava causando danos severos a essência mágika da cidade...
    Os gritos dos jovens voltava a ecoar pela visão, não havia nenhuma lógica narrativa nos fatos. Várias faces desconhecidas passavam em frente aos seus olhos, o calor das chamas feria sua pele, rajadas de armas de fogo eram disparadas para o céu. E lá em cima, no mais alto dos céus, não havia nada além da própria essência caótica do mais puro e violento paradoxo.
    A umbra de Berlim, A Camarilla de Berlim e incontáveis inocentes estavam próximos de seu fim. E a única face familiar era a Edgard...

    Seus olhos se abrem.
    Você ainda estava em Paris, as malas prontas aos pés da cama. No criado mudo as passagens compradas, um anel de ouro e com o brasão do clã tremere cravado sobre o mesmo. Era um dos anéis do próprio Regente da Capela de Paris, um presente, um amuleto de proteção, uma relíquia, uma forma de retornar. A visão ainda ecoava com força em sua mente, todas as impressões foram reais demais. Mas seriam elas falsas ou verdadeiras? Seria um futuro inevitável ou algo que você deveria impedir? Quem eram os donos daqueles nomes e enfim, porque todas as desgraças e premonições mais macabras sempre encarnavam a figura de Edgard?!

    Haviam tantas perguntas e nenhuma resposta.
    Faltavam apenas três horas para o voo fretado sair do aeroporto em direção a Berlim. Seu futuro estava completamente em aberto e caberia apenas a você fazer as escolhas certas...
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    Stian Jogador

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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Stian Jogador em 5/4/2016, 14:08

    Isabelle levantou-se tremendo, a realidade poderosa em que suas visões eram mergulhadas, faziam-na tremere perante tudo que havia visto. Esta em especial, era deturpada, fria, silenciosa...como a própria morte. Ela estava indo para este local, seu irmão estaria indo para lá, seu amor Pierre estaria na Capela e todos beberiam na mesa da morte naquela cidade.

    Levantando da cama, tocava os pés no chão para ter certeza de que estava acordada e fora do mundo imaginário e pragmático em que se encontrava, a cainita ficou de pé, embora sentisse o suor rubro em sua testa, tratou de limpar o mesmo com um lenço que estava no criado-mudo. Quando suas mãos depositaram o pano agora úmido de sangue no móvel, ela viu o anel presenteado por seu querido e respeitável mentor. Ela tocou-o com a ponta dos dedos, sentindo o metal nobre tão frio quanto sua própria pele, então colocou-o no dedo. Ainda no criado mudo, tocou a fotografia que adornava seu quarto, algo que representava que sua existência por vezes amaldiçoada haviam feito com que descobrisse novos sentimentos e suas noites tivessem um rumo ainda maior.

    Fotografia:

    Ela caminhou a passos lentos até a porta do quarto, uma última olhada para trás e então voltou caminhando, retirou a foto da moldura e guardou em seu casaco.

    "As preciosidades desta existência por vezes amadiçoada, devem prosperar em uma perspectiva muito maior, para que possamos sempre nos ater às razões que nos fazem ser o que somos...ainda existe uma grande parcela humanitária entre nós cainitas, e esta mesma parcela é onde reside o amor que tenho por você, meu amado Pierre..."

    A Tremere lembou-se de sua visão e isso fez com que as boas sensações fossem afastadas, apagando-se em sua mente, apertou o bolso em que estava a fotografia afim de superar aquele terror com um momento feliz de suas noites ao lado de Pierre. Ela partiu então pelos corredores da Capela, precisava falar com seu mentor antes da importante viagem para a capital alemã, os destinos de todos aqueles nomes, todos aqueles jovens, o dela e de seus entes queridos, mais uma vez acabava em suas mãos e não podia se dar ao luxo de cometer o erro de ignorar aquela visão, mesmo desconhecendo a origem da mesma.
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Danto em 5/4/2016, 16:40


    A modernidade tecnológica se aprofundava muito na cidade de Paris e de todo cenário mortal, mas nos tradicionais domínios dos anciões cainitas da cidade luz, o ar medieval estava sempre presente. E não seria diferente nos corredores da capela local...
    Você abre a porta e se vê de frente para um corredor alto, construído em pedra e com exposições a luz do luar. Seu quarto era posicionado a apenas poucos metros do quarto pessoas do próprio regente, bastava apenas subir o lance de escadas e a abrir a porta. Lá estaria a prole de Goratrix, um dos mais antigos da Casa Tremere.

    Seus passos então a levaram escada à cima. Apesar de já ter se acostumado com a presença do Regente, você sabia perfeitamente que a história do mesmo era grandiosa, incontáveis magus do sexto e sétimo ciclo da capela local temiam profundamente a ira do antigo. Rumores dele ter fundado junto com o próprio Goratix a capela que hoje abriga os anti-tribo, as mais venenosas línguas ainda afirmavam que ele havia estudado as mais profanas formas de magia.

    Você enfim chega no final da escadaria, parando ao lado da janela e em frente a porta de madeira. O vento frio da noite de Paris passava pela janela e tocava suavemente o seu corpo, era um vento úmido, típico de uma noite que seria chuvosa. A chuva sempre a fazia lembrar do próprio Regente, que era um especialista nos elementos de água e ar.

    Você estende o braço para bater a porta, mas a mesma se abria antes de sua mão alcança-la. De pé do outro lado estava o Regente. Sua pele era profundamente pálida, seu corpo alto que quase um metro e noventa, magro e saudável como poucos feiticeiros aparentavam ser. Ele inclina o corpo na sua direção para olhar diretamente nos seus olhos e dizer.

    -O que você viu criança?

    O regente de Paris:
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Stian Jogador em 5/4/2016, 20:45

    Apesar dos longos anos de estudo e estadia na Capela Tremere de Paris, a presença do então ancião ainda lhe causava alguns arrepios apesar dele ter se tornado para ele um espelho, um modelo de cainita a ser seguido. Os conhecimentos vastos dele se equiparavam provavelmente apenas ao poderio arcano que possuía, muitos diziam que quando chovia, era o Regente zangado com algo. Loriet sabia que aquilo poderia ser uma simples piada infame dos mais jovens estudantes, mas desinformados eles eram, pois mais de uma vez ela já havia visto o antigo cainita realizar tal façanha.

    Mesmo se deparando frente a frente com o antigo, logo atrás daquela porta, ela comentou de maneira breve, porém acabou não concluindo a frase:



    - Como...?

    Ela sorriu para ele e entrou, parou a alguns metros da prole do grande Goratrix e olhando nos olhos do mesmo que se virava disse em tom informal:

    - Tanto tempo se passou desde que cheguei aqui e ainda não me acostumei com seus hábitos. Esqueço que esta maldição que tenho, faz com que eu me torne transparente, cristalina, permitindo uma rápida e fácil leitura de minha aura estilhaçada. Mas a verdade é, meu Senhor, Berlim passará por uma transição complexa nas próximas noites, muito sangue será derramado e os cainitas mais antigos não estarão presentes, os neófitos encontrarão a morte através das chamas e cinco Membros decidirão o destino daquela cidade. Não posso afirmar com certeza o que acontecerá nas próximas noites, meus devaneios não são coesos, pelo contrário, a desconexão entre os fatos e as visões turba minha capacidade de análise do ambiente primal. Mas o que mais me preocupou e é o motivo de estar aqui, acredito que não precisarei lhe dizer.


    "Vou sentir falta dele...realmente, as histórias sobre o que ele é e o feitos narrados nos grandes salões de nossas bibliotecas fazem com que ele não seja o mesmo cainita que me instrui desde o sono secular de Francesco, muito intolerante com falhas, porém justo e fiel aos preceitos de nosso clã. A simples presença dele torna todo o cenário mais fantástico, as coisas fluem com mais perspicácia, era como se a própria magia emanasse deste ser."

    Os ventos mudavam de direção naquela noite, sua ida para Berlim em busca do amor de Pierre e Maurice, embora tipos diferentes de sentimentos, era agora um tormento. Temia, porque seu histórico de visões haviam levado muitos próximos a ele perecerem, Francesco por sorte havia conseguido evitar tal fato, exilando Edgard antes que o mesmo pudesse sequer tramar algo. Ela se via confusa, com a Umbra, Camarilla e a cidade caindo, todos de uma vez só, algo retirava o poder intenso da mágica da cidade alemã, seria mais um desafio para ela, mais uma fonte de conhecimento guardado, aguardando ser descoberto. Apesar das visões perturbadoras, ela ainda sentia-se confiante de que conseguiria trilhar o caminho correto de agir, ela tinha Maurice seu querido irmão, Pierre seu amor encarnado, seu Senhor que confiou nela quando a mesma precisou para que Edgard fosse exilado e a sua frente o quarto membro que havia conquistado sua confiança, o grande Regente da Capela de Paris, prole de Goratrix e antigo estudante da Capela de Ceoris, Angus Burnier.
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Danto em 5/4/2016, 23:29


    Você entrava e se sentava no primeiro ambiente dos cômodos pessoais do Regente de Paris. O primeiro cômodo era um escritório, utilizado para várias reuniões e conversar sigilosas. Poucos tinham acesso direto e tão fácil quanto você, na realidade, a alguns anos você suspeitava que nenhum outro membro da Capela poderia adentrar o refúgio do Senhor Burnier sem autorização, apenas você...

    O ancião observa você contar sobre a sua visão, caminhando em torno da mesa para sentar-se em sua cadeira alta. Era sempre magnífico acompanhar as reações físicas do Regente, nada parecia ser feito sem uma razão e os olhos analíticos dele sempre varriam a mais profunda das falhas das almas daqueles que com ele interagiam. Enfim ele se senta, apoiando os braços nos encostos e as mãos seguravam a madeira da cadeira. Os olhos dele se voltaram para você mais uma vez.

    -Existe resquícios de sangue em sua face, criança. Apenas sonhos intensos são capazes de causar isso em cainitas recentemente acordados. Não é necessário olhar em sua alma para interpretar os seus sentimentos e expressões... E é sobre as suas palavras que devemos conversar essa noite, antes que você pegue o avião e siga até Berlim... Nenhuma força mundana seria capaz de impedir todos os anciões locais de participarem do Conclave, a Justicar Ventrue não é versada em mágika e teu irmão não é um dos maiores especialistas nas artes ocultas da grande feitiçaria medieval e arcaica. Seus olhos serão essenciais para a preservação da Torre de Marfim na cidade alemã. Mas não se engane, sua prioridade é outra e é referente aos assuntos de nosso clã, o desaparecimento de um membro da minha Linhagem me intriga. Assim como as metodologias aplicadas pela prole de Karl Schrekt. Além disso, a barreira mágika que separa as cidades se rompeu... Sinto muito por envia-la a um cenário tão caótico, mas não confiaria em mais ninguém para a investigação desses fatores.
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Stian Jogador em 6/4/2016, 17:35

    Isabelle ouvia com atenção as palavras do antigo, àquela era a hora de retirar todas as informações possíveis sobre a cidade que seria seu lar por várias noites até que sua missão estivesse cumprida. Seus olhos permanciam estáticos e vagavam pela face pálida do antigo ancião, indo dos lábios enquanto se moviam até mesmo através das sobrancelhas que arqueavam vez ou outra. Após as palavras solicitas do antigo, a Tremere respondeu ao seu superior:

    - Entendo meu significado aqui e a metodologia de ação que terei que empregar em Berlim. A muralha mágika caiu, e o desaparecimento do membro de sua linhagem com certeza será a minha prioridade, mas me diga Sr. Burnier, a quais metologias da prole do Justicar Karl se refere?


    "Entendo que não posso colocar meus objetivos a frente do que me foi posto aqui, nosso clã segue tradições e a disciplina aqui é realmente levada a sério, desapontar o Regente está fora de cogitação, embora eu realmente quisesse que Francesco fosse comigo para Berlim, sua sabedoria antiga seria muito útil no que está por vir...Espero de coração que esta visão esteja completamente enganada, porque realmente, não há ninguem com poderio mágico em Berlim para uma façanha como esta, e se houver, torço para que eu esteja do lado certo..."

    As faces rodopiando em sua frente e o fogo e disparos para os céus, como Edgard poderia estar novamente em uma de suas premonições? Que papel ele desempenhará no decorrer de sua estadia na capital alemã?

    Eram muitos questionamentos, embora não pudesse fazê-los, ou seria considerada pelo Regente como pertinente ou mesmo incapaz, o autoconhecimento seria de grande valia agora, poderia até mesmo encontrar alguém disposto a acrescentar maiores capacidades ao seu leque de habilidades, até mesmo Maurice deve ter aprendido uma coisa diferente aqui e ali, para compartilhar com sua irmã.
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Danto em 6/4/2016, 22:33

    -Não houve nenhuma autorização vinda da Capela de Viena para a interrupção da barreia Magika... Além do próprio Clã julgar que a barreira é essencial para manter o megalomaníaco príncipe dos punhos de ferro distante e isolado, o Circulo Interno da Camarilla acredita que o lado Oriental esta inteiramente entregue ao Sabá e a queda da barreira colocaria toda a situação da cidade Ocidental em risco máximo. Não existem justificativas para essa conduta imprudente, assim como não há justificativas plausíveis para os rumores de que a Capela de Berlim tem executado abertamente rituais proibidos por Etrius.

    Era sempre curioso de mais observar as reações faciais do ancião a sua frente, porque não havia quase mais nenhum traço de humanidade no mesmo. Seus olhos eram ligeiramente cintilantes em uma aura mágika poderosa, sua altura excessiva construía em torno do mesmo um semblante natural de superioridade e liderança. Sua face era mais fina que o comum, olhos fundos e uma clara distancia da aparência de um humano saudável... Eram os claros riscos aplicados aos antigos que eram versados em trilhas antigas do conhecimento e moral.
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Stian Jogador em 7/4/2016, 19:33

    A confusa cidade de Berlim criava nuances nos pensamentos de Isabelle, já havia o desaparecimento do membro da linhagem do Regente, agora o problema de negligencia dos Tremere alemães, isso tudo envolto no mistério de sua visão daquela noite. O Regente de Berlim precisará se explicar a Viena no futuro e a Tremere não queria estar envolvida com este problema em particular.

    - Rituais proibidos por Etrius? Creio eu que seria muito importante se eu possuísse informações úteis para evidenciar tais fatos e desmentir ou não estes boatos. Seria ultrajante a Capela da prole do antigo Justicar praticando magia proibida. Posso dizer também, que estou curiosa sobre esta barreira que dividia Berlim, os rituais necessários para sua criação bem como na manutenção dos poderes da mesma me intrigam. Se me permite, gostaria de analisar este ritual em especifico e se possível no futuro, participar da constituição de uma nova afim de segurar o avanço Sabá sobre a cidade, isto é claro, se for do interesse de nossa Casa.

    A cainita mantinha os olhos fixos nos olhos de Burnier, enquanto o mesmo falava, e após ela mantinha-se estática, não haviam movimentos de mãos e apenas seus lábios moviam-se durante a conversa, embora houvesse uma familiaridade entre ambos, as tradições da hierarquia sempre seriam mantidas, este era o desejo de seu clã e assim ela o seguia.

    "Descobrir a verdade por trás do sumiço do feiticeiro da linhagem de Angus...Rituais proibidos pelo grande Etrius??...Barreira mágika derrubada sem o consentimento de Viena...o que diabos está acontecendo naquela cidade?"
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Danto em 7/4/2016, 23:07

    -Não intrigam apenas você, criança, intrigam a todos os mais lúcidos que herdaram o sangue da capela Tremere. Não há registro de nenhum grande magus na cidade de Berlim, existem poucos de nosso clã lá devido aos problemas históricos e nem sequer um ciclo completo de sete alunos do sétimo ciclo existe lá. Ou seja, como seriam eles capazes de erguer uma barreira mágika tão poderosa e capaz de afastar o próprio Gustav, quinto de seu nome na linhagem do clã Ventrue?

    O senhor Burnier olhou profundamente nos seus olhos. A barreira então o intrigava também e a cada instante a capela de Berlim soava mais estranha e pouco ortodoxa. O ancião então se colocou de pé, apoiando as mãos na mesa e olhando por você, era como se os olhos desse vagassem para o infinito... Não era a primeira vez que você via isso acontecer, talvez fosse a idade, talvez auspícios ou quem sabe ainda um ritual tão antigo quanto o próprio. E sem retornar os olhos, o ancião diz.

    -Você receberá uma instrução breve a cerca das práticas proibidas, das linhas que foram banidas e do que deverá ser, para sempre, evitado e banido. Além disso, o anel que esta agora em seu dedo não é apenas um adorno. Isabelle. É um fragmento da minha percepção que irá auxilia-la a decifrar os enigmas mágikos que estiverem além do teu alcance.
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Stian Jogador em 8/4/2016, 00:15

    Então isso se tratava de mais um dos mistérios da Capela de Berlim, quem havia conjurado aquela enorme barreira que segurava até mesmo o poderoso Gustav, ancião dos Ventrue. Os olhos enormes e azuis da Tremere posavam agora no anel em seu dedo, ela sentia o metal nobre e sabia que além de uma comunicação, estaria sobre a visão direta de seu atual mentor.

    - Entendo agora a necessidade real da minha ida até Berlim, encontrar sua linhagem, se ater a fatos que comprovem a experimentação de rituais proibidos e descobrir quem está por trás de tal barreita mágika, tendo em vista que nem mesmo o próprio Regente de Berlim possua tamanha capacidade e conhecimento adequado para algo tão poderoso. Sem ofendê-lo Sr. Burnier, você seria capaz de algo deste porte? Uma barreira intransponível suficiente para bloquear qualquer cainita. A pergunta que vem logo a seguir: quem é capaz de algo assim?

    Não apenas a visão, mas os próprios fatos esclarecidos agora pelo Regente de Paris já lhe deixavam aflita, era claro que seus conhecimentos mágicos seriam testados a exaustão e que existiriam ápices de uso de suas capacidades, por isso a presença daquele item que jazia em sua mão era tão importante para a estudante de sexto círculo.

    "Se tivesse escolha, não tocaria os pés em Berlim...muitos segredos envolvem a Capela daquela cidade e seu próprio Regente...quem naquele lugar poderia erguer tamanha proteção e que poderio e conhecimento mágico assombroso possuía...temo pela resposta do Sr. Burnier...pois caso seja negativa, lidarei com algo muito mais antigo que o próprio..."
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Danto em 8/4/2016, 02:27

    -Nenhuma barreira é capaz de bloquear tudo que por ela tentar passar. É o princípio básico da construção das barrerias místicas de proteção ou selamento, entenda, é tudo uma questão do reagente a ser usado para a realização dessa barreira ou selo. Para lhe dar uma resposta completa, preciso da sua atenção e principalmente de um pouco de imaginação...

    Respondeu o Regente Burnier que durante toda a frase continuava com o olhar misteriosamente distante, mas que ao final dela, finalmente voltava os olhos para a sua face. Ele então tira as mãos de cima da mesa e começa a realizar uma pequena caminhada ao redor da mesma, indo em direção a lareira e parando em frente da mesma que estava apagada. Ele então se abaixa e pega um punhado de cinzas de lenha que ali se encontrava e diz enquanto as cinzas caiam lentamente de sua mão esquerda.

    -A feitiçaria do sangue não é uma criação da casa Tremere, não mesmo, ela é datada dos primórdios da construção dos herdeiros de Caim. Daqueles que vivam sob as terras cinzas e sem vida, sob as muralhas das cidades mitológicas da civilização suméria que existiu entre o Tigre e o Eufrates...Ou até mesmo antes disso segundo alguns fanáticos da história milenar dos herdeiros do primeiro pecador... A feitiçaria do sangue sempre existiu, sendo realizada de maneira espontânea, dinâmica e livre de grandes amarras como a nossa realidade hoje nos impõe. Meu Senhor desenvolveu a Taumaturgia com base nos estudos dessas feitiçarias de sangue, entre várias formas de encantamento eu me recordo claramente de um tomo, transcrito por um Cappadocian. Nele haviam informações de como o sangue do progenitor do clã Cappadocian era capaz de selar passagens apenas com seu sangue. Os únicos que ultrapassavam a barreira eram seus irmãos, ou seja, aqueles que tinham a mesma potencia sanguínea que ele. Ou as criaturas ainda mais poderosas e titânicas, os primeiros filhos de Caim.

    As cinzas finalmente terminavam de verter da fresta proposital feita pelo regente em sua mão. Ele então olhou novamente para você e disse.

    -Para impedir o transitar de membros poderosos seria necessário o vitae de uma força igual ou superior. Gustav é um Ventrue de Quinta Geração, entende a gravidade do problema, criança?!
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Stian Jogador em 8/4/2016, 14:40

    - Se as lendas sobre o antigo Cappadocian forem verdadeiras, entao a Capela de Berlim tem acesso a um poderoso vitae. Em outras palavras, se Viena tem conhecimento sobre a barreira, com certeza eles possuem informações sobre o Membro que executou este ritual.

    Isabelle disse as palavras, num tom sério embora seu olhar tivesse mudado radicalmente, agora era faiscante, o conhecimento que o ancião Burnier lhe passava era enorme, desde os dias em que se conheceram. Ela aprendia e amava isso, aprender e ter conhecimento eram sempre as prioridades, logo após as próprias impostas pela Casa Tremere.

    A aprendiz do Regente levantou-se levemente da cadeira, caminhou até próximo de seu mentor, pegou sua mão marcada pelas cinzas com as duas mãos e disse olhando para os olhos do mesmo que ficavam vários palmos acima:

    - Tenho tanto a lhe agradecer Sr. Burnier, por acolher a mim e a Francesco, instruir e indicar meu irmão no cargo importante que possui hoje, pelos ensinamentos dados a cada momento para mim. Considero você como se fosse meu próprio Senhor, não desfazendo o vínculo que tenho com Francesco, localizar sua própria linhagem e descobrir mais sobre esta Capela de Berlim não será entendida por mim como apenas uma ordem da Capela e sim como um pedido de ajuda seu. Farei tudo isso por você, embora tenha me requisitado isso como um serviço a casa, tenho em mente que me empenharei como se fosse um pedido pessoal. Provavelmente na próxima vez que nos vermos, terei mais informações em busca de suas respostas reveladoras. Devo ir ou perderei meu voo, se me der licença. No entando, os nomes que estavam no meu sonho como agentes de mudança naquela cidade eram Hyde, Henry, Ekström, Hilmmlet e Verducci, reconhece algum deles?
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Danto em 8/4/2016, 21:47

    Sua mão segurou a branca e fria mão do ancião, você sabia perfeitamente que o avançar da idade de um cainita o distanciava do natural, do vivo e do saudável, mas o ancião deveria ser realmente muito velho ou muito distante da humanidade à séculos, pois toca-lo era quase a mesma sensação de segurar um punhado de neve.
    Os brilhos místicos dos olhos do Regente pararam, pela primeira vez você era capaz de ver os olhos naturais do homem de quase dois metros de altura e cabelos loiros. Seus olhos eram tão azuis quanto os seus, ligeiramente mais claros e profundos como apenas o oceano era capaz de ser. Os olhos dele olharam para as suas mãos que seguravam a mão dele e em seguida se direcionaram para a sua face e ele falava de maneira informal, algo muito raro.

    -Eu interferi em seu caminho e no caminho dos seus familiares por uma única razão, criança, eu a considerava uma peça importante e um reforço indispensável para a minha capela. É sempre curioso como os jogos políticos podem as vezes nos render frutos inesperados, antigos como eu raramente se preocupam com o sentir, o perceber e o existir dos jovens como você e os ainda mais jovens que você. E aos poucos, criança, aprendi contigo que estava errado. E apesar de você não carregar o meu vitae em suas veias, és para mim, a minha única prole...

    Ele faz então um breve silêncio e a postura paterna que você nunca tinha visto antes desaparece, tão rápido quanto aparecia.

    -Os únicos nomes que reconheço são Ekström e Verducci. O primeiro nome é referente a Herdeira de Jörmungandr, uma setita que descende de uma linhagem nórdica dos feiticeiros setitas e Giotto Verducci é o nome de um Baali nodista que conheci séculos atrás.
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Stian Jogador em 9/4/2016, 13:36

    A atitude paterna do Regente surpreendeu a mesma que respondeu as palavras doces do antigo com um sorriso simples e sincero. Ouvir aquilo de um ancião do próprio clã era realmente uma coisa única, o toque da pele do mesmo era como a sua, a condição vampirica cobrava seu preço por tantos anos de existência, e quanto mais antigo, mais inumano um cainita se tornava, distanciando-se daquilo que mantinha sua humanidade conectada com o próprio corpo.

    - Suas palavras Senhor, nunca pensei que as ouviria. São realmente importantes para mim, isso faz com que meu entendimento da situação de Berlim torne-se uma questão de realização tanto pessoal quanto de nossa Casa.

    Ouvindo sobre os dois nomes de suas visões a mesma cruza os braços ao redor do corpo em uma posição de autoproteção, o nome Baali fazia com que lembrasse das histórias de Francesco e Edgard quando a mesma era uma simples criança da noite, mal iniciada nos ensinamentos do clã.

    - Baali, segundo as lendas antigas, infernalistas que foram extintos. Caçados em todos os cantos pelos Membros da idade das trevas. Se este ser está em Berlim, seus propósitos lá com certeza serão demoníacos em busca da danação eterna.
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Danto em 9/4/2016, 17:43

    -Durante a idade das trevas, acusavam nosso clã sob a alcunha de usurpadores. Cuidado, muito cuidado com as alcunhas e construções mitológicas sobre as linhagens esquecidas após o fogo e as cruzadas da era das trevas. O nome desse Baali é o nome de um sacerdote nodista, o que faz do mesmo um fanático pelas lendas de Caim e os antigos.

    Comenta o Regente que se colocava novamente de pé e olhava diretamente para você por longos instantes, ainda com os olhos comuns, era estranho receber um olhar como aquele. Ele parecia estar literalmente, decorando a sua face, sua roupa e todas as suas expressões e pequenos detalhes. Afinal, era a primeira vez que os olhos "naturais" do Regente "olhavam" para você, depois de um longo silêncio, ele volta a caminhar na direção da própria mesa e a mágika retornava a frente de seus olhos, faíscas púrpuras e azuis se misturavam a um ar místico, novamente a poderosa presença do Regente se fazia presente no ambiente. Os rumores eram reais, o Regente mantinha incontáveis feitiços, encantamentos e efeitos mágikos ativos a todos os intentantes na Capela.

    -Faça uma boa viagem, criança.
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Stian Jogador em 9/4/2016, 18:47

    - Respeitarei sua solicitação, Senhor. Sentirei saudades suas. Sem mais, me despeço.

    Isabella fez uma mesura formal para o antigo cainita, mantendo os olhos no mesmo enquanto levantava a cabeça e sorria.

    "O passado Baali deverá ser investigado com mais cautela, as lendas podem não ser verdadeiras, mas prefiro me ater aos fatos substanciais no caso de me encontrar com o tal Verducci em Berli...espero estar de volta em Paris...esta tornou-se minha casa e sair de casa nunca foi bom..."


    A cainita virou-se e saiu pela porta da sala do grande Regente de Paris, a foto em seu bolso parecia pesar como se estivesse carregando muitas libras de terra.
    Já em sua mente, havia a visão perturbadora daquele inicio de noite de despedidas, em sua viagem ela levava a esperança de reencontrar Pierre, a alegria de rever seu irmão Maurice e o temor de mais uma de suas visões realmente acontecer. Ao sair pela porta, derramou uma singela lágrima de sangue, ainda sentia-se aérea pelas palavras doces do ancião Tremere, desde seu Abraço, seu Senhor jamais havia demonstrado seus próprios sentimentos por ela.
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Danto em 9/4/2016, 20:24

    Os protocolos da sua saída então foram tomados. Não era nada fácil entrar e sair da capela de Paris, os monitores e guardiões eram extremamente cuidadosos e tradicionalistas, o que de certa forma, gerou pequenos atrasos na sua estimativa de deslocamento.
    Mas enfim, você conseguiu sair. Ansiosa e aguardando por um futuro incerto, entrou no táxi e o mesmo a levou até o aeroporto internacional de Paris.
    No interior do mesmo, um dos carniçais da Camarilla se aproximava, educadamente se colocando a metros de distância, ele apenas gesticula para você caminhar em uma direção especifica, removendo-a quase que imediatamente do contato com a massa gigantesca de mortais que por ali passavam.
    Atravessando o saguão, vocês passaram pelas áreas mais exclusivas e vips do aeroporto até entrarem na zona de embarque de voos fretados. O carniçal a conduziu até a plataforma de embarque e lhe desejou uma boa viagem.


    Enfim, você adentrava o pequeno jato.
    Que para sua surpresa não estava completamente vazio em seu interior, pelo contrário. Sentada logo em uma das primeiras cadeiras do jato executivo, estava a jovem e linda Tatiana Stepanova, uma das arcontes mais fieis e famosas a serviço da Justicar Ventrue. A moça, claramente russa e com roupas simples e confortáveis, olha para você e comenta de maneira breve.

    -Bem vinda, irmã de Maurice. Teu irmão a descreve com alguns centímetros a mais... Assim que o último passageiro chegar, iremos diretamente para Berlim.

    Tatiana Stepanova:
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Stian Jogador em 9/4/2016, 21:08

    - Srta. Stepanova, boa noite. Isso nos poupa as apresentações não é mesmo? Alguns centimetros a menos não farão diferença no prazer que tenho em conhecê-la.

    Respondeu Isabelle rapidamente, sentando-se em uma poltrona próxima a Arconte de Lucinde, um sorriso no rosto complementava a apresentação entre a Tremere e a Ravnos. A jovem feiticeira ainda olhou em volta para verificar quem mais se encontrava naquele avião.

    - Então, o último passageiro é Maurice? Faz muitos anos que não o vejo, apenas trocamos cartas durante este tempo todo. Então, vamos a Berlim, soube que a cidade é dividida ao meio, isso vai tornar este conclave mais complexo, não?

    "Stepanova, Ravnos da Camarilla...fiel arconte da Justicar Ventrue...será que Maurice estará aqui também, aproveitariamos as horas para conversar sobre as informações que temos sobre a cidade de Berlim e também sobre o que aprendemos tão longe um do outro..."
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Danto em 10/4/2016, 07:28

    A russa observou seus movimentos e escutou a sua fala com bastante atenção e balançou a cabeça negativamente quando você mencionou o nome do seu irmão. Ela então apoia o braço direito na mesa que havia a frente da poltrona em que se encontrava e inclinava o corpo para olhar na sua direção.

    -N't.

    Respondeu de maneira breve, era uma pronuncia extremamente informar e coloquial do russo. Algo que você saberia apenas reconhecer devido a sua naturalidade com os idiomas modernos, mas era de fato um dialeto em que você não era versada. A ravnos aguardava a sua reação, interessada por notar facilmente que você havia compreendido o que ela havia falado, para então complementar a resposta inicial.

    -Estamos aguardando um nativo da Ucrânia. Talvez o francês dela não seja tão limpo, caso você não acompanhe o que ela diz, por favor, olhe para mim e indique pergunte algo em algum idioma neutro. Como o alemão e o inglês por exemplo.

    Em seguida a, aparentemente, jovem russa volta a olhar para frente e cruzando as pernas ela se mantem em silêncio até a chegada do ultimo passageiro. Pela entrada do jato adentra uma mulher alta, com uma notória herança da mais alta nobreza medieval. Ela faz uma breve pausa na entrada do jato, conversando algo com o carniçal que ali se encontrava e enfim, adentrava o ambiente onde você e a ravnos estavam.

    -Dmitra Ilyanova, conheça Isabelle Loriet.

    Diz Tatiana. A senhora Dmitra olha para Tatiana e depois olha para você e as duas rapidamente dão inicio a um diálogo rápido e franco em russo ou algo muito similar ao russo. Você ouve várias vezes o nome de Maurice ser citado na conversa, aparentemente, Dmitra estava impressionada com você ser a irmã de Maurice. As duas conversavam como se fossem amigas de longa data, mas enfim, Dmitra caminha na sua direção e estende uma mão, aguardando pela sua ação de saudá-la.

    -(...) Dmitra Ilyanova (...) Justicar do Clã Brujah (...)

    Foram as únicas palavras que você foi capaz de traduzir sem dificuldades da frase em Russo que a mulher disse para você.

    Dmitra :
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Stian Jogador em 10/4/2016, 18:15

    A feiticeira Tremere não imaginava ter que dividir o vôo com uma Justicar, embora acreditasse que Stepanova estivesse sempre próxima de Lucinde a Ventrue. As palavras em russo soaram e seu entendimento era desconexo daquele idioma, logo, após a formalidade da Brujah, Isabell levantou-se e em uma mesura tradicional beijou a mão da antiga enquanto disse:

    - Isabelle Loriet, prole de Francesco Loriet e irmão do Arconte Maurice Loriet, aprendiz de Angus Burnier, Regente da Capela de Paris.


    As palavras em alemão brotaram da garganta da cainita, ela estimava que a Brujah entenderia a apresentação, russo não era um idioma conhecido pela Tremere então ela decidiu seguir o conselho da Ravnos. No entanto, ela queria saber sobre as duas Membros importantes da Camarilla a voar consigo e esforçou-se para ler a aura de ambas para aprofundar a análise, mas tentaria fazer isso em segredo, ou uma das duas poderia entender isso como uma ofensa.

    Off: Teste de Etiqueta + Carisma, apresentação. 8 dados
    Off²: Teste de Empatia + Percepção, leitura de aura de ambas. 8 dados
    Off³: Teste de Expressão + Manipulação, ocultar o uso do poder. 5 dados + 1FdV.
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Danto em 10/4/2016, 18:15

    O membro 'Stian' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 6, 7, 5, 2, 4, 10, 3, 3

    --------------------------------

    #2 'D10' : 8, 8, 10, 8, 4, 5, 6, 5

    --------------------------------

    #3 'D10' : 2, 7, 8, 3, 8
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Danto em 10/4/2016, 21:27

    A antiga russa retribuiu a saudação com uma breve reverência que consistia em uma dobra suave dos joelhos e um aceno curto com a cabeça. Para então responder em um alemão carregado de sotaque e claramente com algumas palavras sendo pronunciadas com mais proximidade do alemão medieval do que o atual.

    -Falastes de nomes famosos entre seus semelhantes, mas és uma luz distante dentro tantos pilares. És o filho do sangue de Francesco, eu presumo. Afinal, conheci teus irmãos mas teu nome fora apenas ligeiramente anunciado.

    Tatiana observa a interação de vocês duas apenas com os olhos, sem adicionar nenhuma palavra inicialmente ao diálogo, desviado o olhar apanas para balançar a cabeça positivamente ao carniçal que estava na porta da aeronave, autorizando o mesmo a dar inicio aos procedimentos.

    Resultado da Leitura das Auras:
    Aura de Dmitra Ilyanova:
    -Cores Pálidas
    Cor principal - Lavanda
    Grandes porções prateadas e apenas linhas marrons.

    Aura de Tatiana Stepanova:
    -Cores Pálidas:
    Cor principal - Violeta
    Grandes porções amarelas e vários ruídos de instabilidade.
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Stian Jogador em 11/4/2016, 09:12

    As nuances de cores que surgiam através da imagem das duas cainitas a sua frente lhe permitiam entender ainda mais o cerne de cada uma das duas, embora a Justicar tenha uma aura complexa de análise direta.

    Stepanova, a Ravnos da Camarilla, Idealista como sempre falaram da mesma, sua excitação podia até mesmo ser vista sem os poderes de Isabelle, ela exalava aventura e emoções, titpico do clã dos Ciganos. A cor violeta que representava a excitação estava por todas partes juntamente com uma grande porção do amarelo do idealismo, os ruídos instáveis eram pequenos, embora presentes o que significava uma agitação fora do comum na mesma, provavelmente ansiedade.

    Dmitra, a poderosa Justicar era um mistério, seus padrões indicavam o conservacionismo, que ela já havia demonstrado até mesmo em sua própria apresentação e seu dialeto berrava os antigos costumes, a grande porção prateada fazia com que a mesma possuísse uma tristeza profunda tamanho era a potência imposta em sua não-vida juntamente com as linhas marrons da amargura, algo havia acontecido no passado, e isto despontava diretamente na aura desta antiga cainita.

    Isabelle torna a sentar-se, a Justicar havia questionado seus feitos, que próxima ao Membros os quais mencionou os nomes era pifia. Ela voltou a responder no alemão literal, aquele aprendido a muito custo nos livros e utilizado apenas dentro da própria Capela.

    - Está correta Sra. Ilyanova, não tenho tanta participação na Camarilla embora eu siga as tradições da mesma a fio, meus feitos estão na área acadêmica de meu clã, considerando também o meu rápido aprendizado na Casa Tremere, dentro de uma de nossas Capelas sou conhecida, fora dela sou apenas a irmã do Arconte. Mas, posso dizer que quero chegar logo em Berlim, aprofundar meus conhecimentos e se isso de alguma maneira ajudar a Camarilla, então talvez ouvirás falar de mim em outras ocasiões.
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Danto em 11/4/2016, 15:40

    A Brujah olhou brevemente para você após o termino da sua fala, ela mantinha uma expressão calma na face e certamente havia analisado das as suas expressões e execuções dos padrões de etiqueta necessários, afinal, o conservadorismo era uma grande força em sua aura. Mas ela não respondeu nenhuma única palavra, quem se pronunciava no entanto era a senhorita Tatiana, enquanto o avião fechava as portas e dava inicio a movimentação pela pista até a área de voo.

    -Sobre Berlim... Um dos maiores e mais perigosos Anathemas da Lista Vermelha foi localizado na cidade, causando enormes problemas sobre a mesma e são esses problemas que o Conclave irá lidar. Além é claro, da problemática da divisão da cidade que deve ser finalizada de uma vez por todas. Existem rumores de que os antigos da cidade estão entorpecidos por alguma feitiçaria antiga e macabra... Isso já nos dá a resposta acerca do nome da Anathema em questão, senhora Ilyanova... Posso afirmar com todas as certezas desse mundo de que sem a nossa dedicação total, a Camarilla de Berlim será destruída para sempre, tendo em vista as notícias que ecoam pela Europa Oriental de que o Sabá de Berlim está crescendo ao ponto de receber um dos maiores bandos de Madrid como reforço... O cenário que nos aguarda, senhoritas, é um péssimo cenário de caos, desordem e corrupção. Por tanto, não se surpreendam ao verem as ações que serão tomadas pelo Dux que foi encaminhado à Cidade... Estamos literalmente, caminhando em direção a cidade mais instável e tortuosa de toda Europa nesse exato instante, o Circulo Interno espera muito de nós e apenas os mais importantes anciões estão sendo movidos para a cidade. Agora, sobre você, senhorita Isabelle, acredito que deverás atentar-se exclusivamente aos assuntos de tangem ao teu clã, que não são poucos... Descansem bem durante esse vôo, será a última noite de sono confortável durante alguns bons meses de vocês.

    [Off: Última ação para o final do ato]
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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

    Mensagem por Stian Jogador em 11/4/2016, 16:29

    "Um dos maiores e poderosos Anáthemas da Lista Vermelha....? A Setita cria do próprio Set?...Não é de se surpreender do sono dos antigos, este ritual profano provavelmente tem outros objetivos, ela não faria isso apenas como escárnio dos mais jovens..."

    Isabelle assentiu com a cabeça conforme a informação da Ravnos, ela sabia o que precisava fazer em relação ao seu clã, já havia sido instruída por seu mentor com o que Viena havia dito ao mesmo, ela então responde em tom calmo e animado:

    - Um poderoso ritual, para realmente derrubar todos os mais antigos de Berlim. Já obtive a instrução necessária sobre minha ida a Berlim Srta. Stepanova, o Sr. Burnier me deixou clara as suspeitas mais claras que Viena possui sobre meus irmãos de clã presentes na cidade. Será com certeza, um tempo perigoso para nós Membros da Camarilla, mas a seita possui quase 600 anos o que acaba afastando unilateralmente a hipótese de destruição da mesma em Berlim, afinal, se assim fosse cabível, não haveria conclave.


    "Se os mais antigos dormem, quem realizará o Conclave? Dois Justicares para um só evento, dado a importância do mesmo, nesta cidade está reinando o caos mais puro que já poderei ter encontrado...Sr. Burnier, realmente entendo agora seus pesares quanto a me retirar da Capela de Paris e enviar para este quadro caótico...localizarei Belenus, espionarei a Capela de Berlim afim de confirmar os boatos sobre os rituais proibidos pelo Grande Etrius e farei de tudo para que minha visão não tome a real forma de como se apresentou a mim, uma parte da mesma já havia se mostrado completa, resta apenas assegurar que os jovens não sejam queimados e que a guerra não mostre sua face em Berlim..."


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    Re: Ato I - Narrativa de Isabelle: Através da Linha

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