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 Ato XI - O Poeta

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Danto
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MensagemAssunto: Ato XI - O Poeta   16/7/2017, 19:26


Local: Berlim, Refúgio de Pietra.  
Data: 21 de Março de 2002: A Surpresa.

Imagem Referencial:
 

As despedidas enfim terminavam, olhares de amor e confiança foram trocados e lindas palavras estariam para sempre com aqueles que se foram. Uma ida temporária que já causava a dor da falta, uma saudade que só seria controlada em torno de dez meses! Nos lábios de Pietra ainda estava o eco da presença de Alfonsus, nas mãos de Eva estavam os presentes e ambas se encontravam dentro do carro dirigido por Francesco.

Era o italiano que amenizava toda a tristeza do "até logo". Afinal, ele naturalmente trazia um conforto gentil, apaziguando os corações das mulheres que voltavam com ele agora em direção ao refúgio delas. O percurso foi marcado inteiramente por uma longa história de como Francesco havia conhecido Pietra, uma nostálgica experiência em Florença que só trazia sorrisos e boas memórias para todos.

Enfim, o carro estacionava e os três dele saiam em direção ao Maleficie. A movimentação já bem grande na entrada do clube indicava que era a noite seria empolgante para os jovens membros da Espada. Eva naturalmente teria corrido para a porta do clube e adentrado o mesmo, mas dessa vez, ela não parecia tão empolgada com a multidão. Escolhendo assim, abrir a porta para Pietra entrar na galeria, e quando isso ocorria, algo especial a aguardava.

Os bancos estavam fora do lugar, postos em linhas e voltados para o interior do local. Sentados ali estavam: Yalin, Luana, Lotte e Lorenz. Todos tão compenetrados na apresentação que estava ocorrendo que sequer notaram a entrada de Pietra e Eva! Um homem estava a se apresentar, muito bem vestido e com uma beleza jovial, ele dizia:

-Lá estava ela! De pé em frente a mais bela obra que eu já havia visto em toda minha vida, a escultura de uma linda mulher coberta por um fino véu de seda. As mais perfeitas ondulações, era incrível ver como o mármore poderia ser explorado daquela maneira! Mas lá estava ela! Descalça, com um vestido sujo de tom amarelo, os cabelos presos em um único tufo cacheado. De costas para mim, ela sequer me notou adentrar, ela estava concentrada. Faltava apenas o toque final, o último detalhe em torno do nariz... Lá ela ficou, por uma hora inteira, apenas olhando antes de finalizar a própria obra. Assim eu me aproximei e perguntei:

-Irmã! Porque não a terminou ainda?

Ela me respondeu:

-Ora Yer, não é óbvio? Estava esperando você vir até o meu lado para que fossem tuas mãos as autoras do último retoque!

Lembro-me como se fosse hoje! Meus olhos se encheram de lágrimas, meus joelhos tremiam! Ela, sim ela mesma, minha irmã mais velha, minha perfeita irmã! Ela estava a me esperar em silencio por uma hora inteira! Sabendo que eu ali estava, mas mesmo assim, aguardava! Ali eu soube, não haveria nunca um coração tão belo! Minha irmã, minha inspiração, minha esperança! A mãe de vocês, a senhora de vocês, a mentora e tutora... Pietra Rita Rafaldini!


O poeta fazia uma pequena pausa em sua declamação, olhando exclusivamente na direção de Pietra e sorrindo ao dizer.

-Mas hoje, elas tiveram de dar adeus. Sim, Pietra e Eva! A mais linda sereia que esse mundo já viu escolheu apaixonar-se belo mais lindo dos girassóis! E ambas hoje adentram essa galeria, poderia então, esse humilde amante das palavras, pedir para que essa perfeita plateia se colocasse de pé e virasse para trás?

Sendo prontamente atendido e causando uma enorme surpresa no jardim, afinal, todos ali sabiam o que havia acontecido. E foi a voz bela daquele homem que guiou a linda cena:

-Por favor, agora... Cuidem delas, abram seus corações e as abrigue com carinho lá dentro. Afinal, vocês fazem parte do mesmo jardim. Vocês fazem parte da minha família!

E como um verdadeiro maestro, Sebastian Soyer controlava a mais calorosa saudação que Pietra e Evangeline já haviam recebido em suas vidas. Era nos braços de seus filhos e queridos que elas retornavam daquela difícil despedida!
O Poeta:
 


Última edição por Danto em 16/7/2017, 22:23, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   16/7/2017, 22:09

A despedida trouxe consigo um alivio estranho ao coração da italiana, era aliviante ter reencontrado Alfonsus, aliviante oder ama-lo sem medo, aliviante estar nos braços do italiano, mas a saudade que nascia de sua ausência era dolorida o suficiente para afogar o alivio.

Foi a presença de Francesco que tornou tudo suportável, o velho amigo trouxe de volta velhas historias esquecidas por Pietra, revelando uma parte de seu passado a Eva, um passado que trazia consigo boas risadas e momentos felizes.

Diante da movimentação agitada do Maleficie, Pietra sorriu agradecida por Eva escolher permanecer ao seu lado, suspirando quando a porta de sua galeria foi aberta a italiana entrelaçou os braços ao de sua amada com carinho.

As mudanças sutis chamaram a atenção da cainita, mas o tom daquela voz conhecida revelou muito mais do que Pietra esperava encontrar, a figura altiva e bela de seu irmão comandava uma apresentação aos seus filhos.

“ Yer! Aqui! Meu menino veio me ver antes do prometido!”

Abraçando com carinho o braço de Eva, Pietra fechou os olhos ao sentir as lagrimas tomando-os, a imagem da exata cena ali descrita veio a mente da italiana com a mesma perfeição que era descrita. O amor que havia sentido por Sebastian transbordava de seu coração até seus olhos. Pietra sentia e quando as palmas começaram a italiana se entregou por completo.

Abrindo os olhos esta fez um breve convite a seus filhos, mais do que nunca queria abraça-los e ama-los pelo tesouro que eram em sua vida.
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Danto
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   16/7/2017, 22:37

Sebastian desenhava um divertido sorriso no rosto enquanto caminhava até um dos bancos, subindo sobre o mesmo e cruzando os braços. O homem se contentava em apenas olhar as lindas reações que se seguiam, afinal, eram muitos abraços e muitos amores a serem compartilhados.

Luana era a primeira a correr na direção de Pietra, atirando-se contra a italiana e apertando-a com toda a força que tinha, enquanto isso, Lorenz puxava Evangeline para um abraço e sussurrava algo em seu ouvido. Lotte puxava Yalin pela mão e as duas chegavam para também abraçarem Evangeline! Posteriormente, era a vez de todos cercarem Pietra em um carinhoso abraço.

-Ah, Pita... nosso jardim é tão lindo! Tão maravilhoso!

Comentava Eva que tinha a face beijada por uma empolgadíssima Luana, afinal, era dela que a felicidade parecia emanar de maneira contagiante!

-Mammie!!

Lorenz era sem nenhuma dúvida o mais empático ao dizer:

-Adorei as camisas que trouxeram, seus novos pijamas?!

A questão do filho de Pietra era claramente retórica e esse suavemente cuidava das possíveis lágrimas que poderiam haver na face de sua mãe.

-Devo pedir desculpas, mas você me conhece Pita! E como me conhece não é mesmo? Eu sei, não deveria estar aqui, não foi o combinado! Mas eu me lembrei, que se dane as regras e as normas, quis minha irmã de volta e dessa vez eu sabia que poderia tê-la, me chame de egoísta! Não não ligo, afinal o importante é estar aqui, agora e contigo!

Yalin gentilmente ia se apresentar à Francesco que não conseguia disfarçar o enorme sorriso por ter acertado que Sebastian iria aparecer em breve!

Imagens Adicionais:
 
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   16/7/2017, 22:56

Um riso escapou de Pietra ao receber Luana em seu abraço, apertando a jovem filha da lua a italiana ria de felicidade enquanto pequenas lagrimas escorriam de seu rosto, seus olhos procuraram os de sua amada em um claro sinal de amor que sentia por cada pessoa naquela maravilhosa cena.

– Eles são magníficos Bela! Simplesmente perfeitos.

Beijando os cabelos de Luana, Pietra não se conteve ao receber a atenção de seus filhos, a brincadeira de Lorenz rendeu um beijo carinhoso na testa do homem juntamente com uma pequena mordida no nariz deste.

– Talvez, eu gosto de dormir confortável!

Respondia Pietra de forma brincalhona enquanto Lorenz enxugava suas lagrimas, vendo que Yalin já tratava de se apresentar a Francesco a italiana sorriu escutando as palavras de seu adorado irmão.

“Tão romântico e vivo como na noite que eu o conheci! Como eu senti sua falta Yer!”

Tomando a iniciativa de andar até o bando, Pietra puxou Sebastian para um abraço longo e carinhoso entre os dois, beijando as faces de seu irmão a cainita simplesmente riu feliz por tê-lo em seus braços.

– Seu bobo! Só somos crescidos o suficiente para não dever nada a ninguém! Obrigada mio amato, muito obrigada por me amar!
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   16/7/2017, 23:30

Yalin e Francesco conversavam tranquilamente, Lotte interessada se aproximava para também se apresentar ao italiano, enquanto isso Lorenz ria com a mordida que levava de Pietra e deixando o espaço para que essa se movimentasse até o irmão e ir até Eva para abraçá-la com mais carinho e dedicação.

-Não é bem assim, eu ainda devo tudo que sou a você e à Loretta!

Respondia o irmão querido de Pietra, sorrindo e descendo do banco para então receber os beijos e prontamente retribuindo o abraço de sua amada irmã. Aproveitando-se para respirar profundamente o perfume da mesma e imediatamente segurar a face desta com as duas mãos e falar.

-Como pode ser tão linda? Ainda mais com esse novo corte de cabelos! Ficastes magnífica Pita! Nossa que saudade, mas por favor me apresente a todos?!

Luana cruzava os braços observando a cena e sorrindo por poder simplesmente apreciar aquela linda cena.


Última edição por Danto em 17/7/2017, 10:14, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   16/7/2017, 23:43

A leve risada de seu filho deixou a italiana feliz, o carinho ali compartilhado pelos dois era único e verdadeiro, algo que apenas havia se realçado após o abraço de Lorenz.

“ Já não tenho mais medo de que ele me odeie! Agora sei que Lorenz sempre me amou.”

No abraço com Sebastian, Pietra riu feliz diante dos elogios de seu adorado irmão caçula, balançando a cabeça afim de que o cabelo se movimentar a italiana sorria feliz.

– Eu resolvi usa-los mais curto, mesmo que seja por pouco tempo é gostoso mudar um pouco! Venha Yer, deixe-me apresenta-lo ao meu jardim amado!

Puxando Sebastian pelas mãos até a frente de Evangeline a italiana riu ao apresenta-los de forma suave.

– Bela, Lorenz, este é mio fratello Sebastian! Yer, está é mia bellezza Evangeline e meu broto branco Lorenz!
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   17/7/2017, 10:37

-Entendo perfeitamente a necessidade de mudança, mas a sua ficou linda!

O irmão mais novo de Pietra aceitava o convite feito por essa, deixando-se ser conduzido por ela até a frente de Evangeline e Lorenz, ambos terminavam um longo abraço quando a aproximação ocorria. Dessa forma, após as palavras de Pietra, eram as de Sebastian que saiam:

-Prazer, Sebastian Soyer.

Dizia o homem, fazendo uma breve reverência diante dos dois.

-Prazer em conhecê-lo tio.

Respondia Lorenz, que tinha a exata mesma altura de Sebastian e olhos de cores profundamente similares, exceto é claro que a tonalidade do agora Justicar, era mais rara e esverdeada. Mas os traços em comum era curiosamente notados por ambos.

-O prazer é meu querido sobrinho.

Respondia Sebastian, dando um curto abraço em Lorenz para logo em seguida, posicionar-se a frente de Eva e tomar a liberdade de tocar a face dela com a mão esquerda e falar:

-Posso enfim saciar a minha curiosidade e conhecer a mais bela de todas as sereias. Obrigado Evangeline, por compartilhar conosco tamanha beleza e por ser o amor de minha irmã.

Eva gentilmente tomava a mão de Sebastian e a beijava com carinho.

-Bash... Você é um homem magnífico sabia?

O inglês respondia em seu idioma natal com um sorriso no rosto:

-Sim, mas apenas um mero mortal diante a maestria divina de vossa beleza.

Eva imediatamente fechava os olhos, tentada por um fascínio que parecia inevitável. Sendo prontamente amparada pelo próprio causador desse encanto, esse suavemente beijava a face da francesa, até que ela enfim resistia bravamente ao transe e respondia:

-Existe alguma mulher capaz de resistir a ti Bash? Duvido!

E a resposta que arrebatava tanto Eva, quanto os mais jovens ali, arrancando suspiros de todos era dita:

-Talvez sim, talvez não. Não é isso que realmente importa, a melhor pergunta seria: Existe de fato alguma mulher para quebrar as algemas de meu coração?! Enquanto não encontro a resposta, irei acalma-lo com a simples ação de admirar tua beleza, Evangeline.

Eva sorria, mordiscando suavemente o lábio inferior, era bem claro que ela já se entregava totalmente ao charme de Sebastian.
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   17/7/2017, 11:05

Pietra não escondia o sorriso carinhoso e orgulhoso que tinha ao guiar Sebastian até sua amada e filho, controlando-se para simplesmente não pular no mesmo lugar a italiana observou as apresentações destes de perto. A besta por sua vez não poupava energia correndo de um lado para o outro para enfim abraçar Cesco em um pedido claro de atenção, está se derretia nos ombros do italiano morrendo de amores por seu irmão mais novo.

“ Sua boba, é bem possível que ele te veja só tenha um pouco de calma!”

Rindo consigo mesma, Pietra não pode notar a força que Eva fazia para não cair sobre o fascínio, os encantos de Sebastian sempre galanteador eram grandiosos demais para que a sereia pudesse resistir, pelo menos não sem ajuda. Tomando as faces de Eva, a italiana deu um suave, mas carinhoso beijo em seus lábios.

– Ele é encantador não? Respire fundo e sorria mia Bellezza, isso vai ajudar.

Tomando Sebastian pelos braços, Pietra deu um pequeno tapinha na mão do irmão mais novo sussurrando-lhe em italiano.

– Controle esse galanteio todo, o pobre coração de Bela não aguenta essa charme.

Guiando-o até o pequeno grupo que se formava ao redor de Francesco, Pietra o apresentou a suas filhas com carinho.

– Sebastian mio fratello, estas são Lotte, mia rosa negra, Yalin, prole de Friedrich e nossa minj kleine Luana, minha aprendiz. E é claro Francesco que me servirá como vassalo enquanto Alfonsus está viajando.
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   17/7/2017, 11:59

-Mon amour, ele é único! Certo, vou tentar!

Respondia Evangeline após receber o suave beijo de Pietra, para então seguir os conselhos da italiana e respirar fundo antes de exibir um sorriso limpo e largo. Soyer se divertia com as reações da francesa, até ser outra vez conduzido pela irmã.

-Ah, certo certo! Aliás, fazia bastante tempo né?!

A questão do homem era feita em italiano, seguindo o mesmo tom de voz que Pietra havia utilizado e se referia a suave censura que havia sido feita pela irmã mais velha, deixando claro com um sorriso, de que havia gostado e acatado, Soyer agora observava com cuidado os novos sendo apresentados.

-Oi! Prazer tio! Posso pedir um abraço?

Perguntava Lotte, já abrindo os braços para logo ser acolhida por Soyer em um carinhoso abraço.

-Existe algo especial em rosas negras, é um prazer conhecê-la querida e acredito que você irá amar conhecer sua prima mais nova, que também é assim como você, uma rosa negra e fantasticamente linda!

Em seguida, era a voz de Yalin a se pronunciar:

-Olá, bem... Não sou exatamente uma rosa, mas posso chamá-lo por tio?

Soyer gentilmente tomava a mão esquerda da jovem Yalin, beijando-a com carinho e arrancando um suspiro de Lotte, para então afirmar:

-Querida, primeiro me deixe olhar a sua face por mais alguns instantes, és uma joia de beleza ímpar! Sei que és uma patrício, mas não se engane, nada a impede de também ser uma linda flor nesse jardim de Pietra.

Causando um maravilhado sorriso na face de Yalin, Soyer agora seguia para abraçar Francesco como velhos conhecidos que eram. Mas antes do abraço ocorrer, Soyer parava para notar a besta que estava junto à Francesco, rindo com o que via, o inglês a tomava em um gentil abraço. Lotte então suavemente se aproximava de Pietra para perguntar:

-Mãe, posso?

Enquanto isso, Luana parecia inquieta por ter sido deixada por último, cruzando os braços e exibindo um enorme bico com o lábios.
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   17/7/2017, 12:19

Sorrindo diante da reação mais controlada de Eva, e o pequeno gesto de concordância de seu irmão, Pietra sentiu seu coração pular de alegria e carinho, Sebastian não havia mudado nada durante todos os anos em que estiveram separados, este seria sempre o menino apaixonante que Pietra conhecerá.

– Fazia sim meu querido. Fico feliz que esteja aqui!

Acompanhando de perto as apresentações, Pietra olhou curiosa para seu irmão ao descobrir que este tinha uma rosa negra em seu jardim, a informação surpreendeu a cainita, mas o bico claro de Luana era um assunto muito mais urgente a ser tratado.

Colocando-se atrás da jovem, Pietra depositou suas mãos nos ombros desta beijando-lhe o alto da cabeça com carinho, um breve aceno positivo foi a resposta dada a Lotte e seu pequeno plano de morder Sebastian.

– Luana é minha primeira aprendiz, é uma filha da lua de coração sensível e uma dançarina espetacular!

Comentava a italiana chamando a atenção de Soyer para sua pequenina, também servia como ajuda ao plano maroto de Lotte.

“Esse biquinho, me sinto má por faze-lo sair dessa forma! Mia amata kleine, nunca te esqueceria.”
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   17/7/2017, 14:38

Luana desfazia o biquinho feito em seus lábios quando recebia o carinho e a atenção de Pietra, enquanto isso, Soyer tocava o ombro de Francesco e bagunçava o cabelo da besta da italiana para adiantar-se, aproximando então de Luana e sorrindo para a mesma.

-Encantada!

Dizia Luana, tomando as pontas do delicado vestido branco que ela estava a usar, fazendo uma reverência para Soyer, exibindo que as horas de treino para o baile ainda estava a fazer efeitos em sua etiqueta. O irmão de Pietra sorria para a jovem e retribuía a saudação de maneira formal, com uma desenvoltura que deixaria até o mais tradicional e experiente patrício com inveja. Para enfim dizer:

-É um honra conhecer a primeira aprendiz de Pietra, aliás, é muito belo o teu vestido querida! Me faz lembrar até um pouco as escolhas de minha irmã, ou menos, como eu costumava me lembrar dela.

Movendo-se sorrateiramente como um felino, Lotte abocanhava com agilidade a face de Soyer. Arrancando risadas do mesmo que a segurava com os braços, afinal, a jovem havia literalmente saltado contra ele para realizar o ataque. Luana protestava, pisando no chão e fazendo birra.

-Não vale, era a minha vez! Não vale! Sai de cima dele Lotte!

Lotte ria e deslizava pelos braços de Soyer parar prontamente virar-se e beijar a face de Luana.

-Calma kleine! Tá tudo bem, eu só não consigo me segurar!

Soyer passava uma mão sobre a bochecha que havia sido mordida e ainda sorridente, ele puxava com a mão livre, a mão de Luana para abraçar a pequenina holandesa.

-Pronto querida, sou todo seu. O que posso fazer para compensá-la?

Luana respondia:

-Quero um beijo!

E essa recebia rapidamente um beijo em cada bochecha e enfim, um em sua testa. Enfim, Luana se mostrava feliz com os mimos que recebia e sorria alegre como sempre fazia. Eva ainda respirava fundo quando comentava:

-Pita, podemos roubar o Yer só um pouquinho para conversarmos e depois voltamos à deixá-lo com nosso jardim?
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   17/7/2017, 15:09

A pequena mensura de Luana trouxe um sorriso orgulhoso aos lábios de Pietra, era claro que os pequenos conselhos que a filha da lua havia recebido de Lorenz ainda estavam em vigor, o que agradava a italiana e mais ainda seu irmão.

A pequena cena que se desenrolou entre Lotte, Luana e Soyer fez Pietra rir com carinho, até mesmo a besta parecia se divertir com isso ajudando Lotte a morder Sebastian na face para depois correr e se esconder atrás de Francesco espiando sobre os ombros do homem.

“ Tão gentil como na noite que nos conhecemos. Meus filhos irão ama-lo por seu coração puro e amoroso. Ah Yer como é bom revê-lo!”

Abraçando Lotte com carinho, Pietra a beijou na testa apertando-a no abraço que, sorrindo a aproximação de Eva e ao pedido de sua musa a italiana concordou com um breve aceno.

– Claro Bela, tenho certeza de que nosso jardim não se importa. Não é mesmo Lotte?

Perguntava Pietra apertando de leve o nariz da filha de forma carinhosa.
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   17/7/2017, 16:12

Lotte mostrava bem rápido a língua para Pietra em resposta ao apertão que havia levado no nariz, para responder de maneira descontraída

-Sem problemas mãe, o nosso tio já nos contou uma longa história nada mais justo né?

Yalin logo propunha uma atividade aos jovens:

-Podemos mostrar o refúgio ao Francesco enquanto eles colocam os assuntos em dia!

Lorenz então comentava:

-Excelente ideia Yalin!

Assim, o grupo se separava por alguns instantes. Eva, Soyer e Pita seguiam até o escritório da galeria enquanto os jovens seguiam junto de Francesco para apresentá-lo ao interior do local e possivelmente à Thesa e Lena.

Escritório de Pietra:
 

-Nossa, que sala linda!

Afirmava Soyer ao adentrar o escritório recentemente remodelado pelas mãos de Thesa. Observando o local com atenção enquanto Eva escolhia uma das poltronas para se sentar, cruzando as pernas e afirmando:

-Vem cá mocinho, você não disse que estaria muito atarefado e que não poderia vir nos ver? Só no natal?!

Ele então olha na direção de Eva e diz:

-Sim e é verdade. Mas meu coração não me deixou em paz, não consegui dormir, pedi então para meu vassalo me ajudar a comprar uma passagem de urgência à Berlim e cá estou! Espero não estar atrapalhando muito...
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   17/7/2017, 18:35

Ameaçando morder a língua de Lotte, Pietra terminou por beijar a testa da filha com carinho, afinal seria melhor não morder a língua de sua rosa por mais que sua besta o incentivasse tal coisa.

– Eu fico agradecida i mei figli, afinal seria bom que Cesco conhecesse a Galeria.

Vendo os grupos se formarem, Pietra sorriu ao guiar Sebastian e Eva até seu escritório na Galeria, a italiana sabia que Francesco seria bem tratado e talvez fosse apresentado a Theresa e Aylena, a lembrança que naquela mesma noite seria a apresentação das duas deixou Pietra aliviada.
“Mesmo que elas nunca tenham corrido perigo por conta de algum membro da Espada, é bom deixar as coisas às claras com todos. Evita problemas maiores.”

Feliz pelo elogio de Sebastian, Pietra se sentou no sofá perto de Eva para ver a besta implorar para se sentar no colo do homem, a besta queria sua parcela de atenção e mais do que nunca matar as saudades que sentia de seu amado irmão.

– Não é incomodo nenhum Yer, mas ficamos preocupas com possíveis problemas que isso possa acarretar. Afinal logo você ocupara o cargo de Justicar e tem deveres mio amato. Não queremos lhe criar problemas.

Respondia a italiana com um sorriso sincero e preocupado no rosto, rindo com a besta manhosa que tinha Pietra beijou a mão de sua musa para completar.

– Francesco pareceu adivinhar que você ia vir antes do combinado, se eu tivesse apostado com ele teria perdido! Venha cá mio ragazzo, deite sua cabeça no meu colo como sempre fez e me diga, vais ficar por quanto tempo? Já tens lugar para descansar?
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   17/7/2017, 23:54

-Criar problemas?! Eu os resolveria com prazer, se fosse o caso é claro!

Dizia Soyer que prontamente acatava o pedido de sua irmã, andando até o sofá e sentando-se sobre o mesmo, para então jogar as pernas por cima do braço deste e deitar com a cabeça sobre as pernas de Pietra, ajeitando-se ali enquanto entrelaçava os dedos na altura do peito e fechava os olhos. Então, o pequeno ritual começava, ele puxava o ar para dentro dos pulmões, liberando-os pela boca e abrindo suavemente os olhos em busca da imagem da face de Pietra, para então sorrir e dizer aliviado:

-Não devo ficar muito tempo, no máximo duas ou três noites. Dependerá de quando for finalmente marcada a cerimônia em Veneza, em teoria eu sou o Justicar interino, o título oficial ainda não me foi dado.

Eva então questionava o inglês que se comunicava com Pietra exclusivamente em italiano.

-Yer, porque aceitastes o cargo de Justicar?

O homem tocava gentilmente na aliança que sempre carregava consigo e dizia:

-Eu recentemente abracei minha terceira prole, mas eu sinto que nossa relação não funcionária como as que eu mantive com as minhas primeiras duas filhas, mas pra isso eu preciso de certezas e acima de tudo, preciso me provar capaz de deixar o passado em seu devido lugar.
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   18/7/2017, 00:49

Sentada no sofá, Pietra riu da forma que seu querido irmão comentava sobre sua visita e de como ficaria feliz em lidar com os problemas caso está acarretasse em algum, aquela era uma das varias facetas positivas a apaixonante de Sebastian da qual a cainita amava.

Recebendo-o em seu colo, Pietra sorriu ao ver seu menino repetir os velhos movimentos de relaxamento, brincando com os cabelos deste Pietra não perdeu tempo em beija-lo no rosto com carinho.

“ Como posso resistir a esses olhos carentes?! Nem mesmo Eva consegue!”

Brincando de pentear os cabelos de Sebastian, Pietra viu sua besta deitar por cima do peito do cainita e ali se aninhar delicadamente, um ronronar alto e sonoro escapava da besta que fechava os olhos relaxada.

Ouvindo a pergunta de Eva a seu irmão, Pietra ponderou cuidadosamente sobre a resposta, o movimento deste de segurar a aliança de sua falecida esposa a fez compreender as entrelinhas daquela escolha.

“ Isso me deixa feliz e preocupada, espero que ela seja compreensiva.”

Colocando a mão sobre a de Soyer, Pietra sorriu com carinho para seu querido e grande menino, apertando de leve o nariz deste a italiana olhou para sua musa comentando de forma natural;

– Bom, já que você vai passar essas noites em Berlim, é nosso convidado. Na verdade eu puxo suas orelhas se você pensar em ir descansar em outro lugar! Não é mesmo Bela?

Abraçando a cabeça de seu irmão, Pietra o beijou com carinho na testa para sussurrar-lhe.

- Apenas seja feliz meu menino, você merece. Deixe que seu coração escolha e seja feliz.
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   18/7/2017, 10:52

Eva permanecia sentada na poltrona próxima ao sofá, atenta as palavras e as trocas de carinhos entre os irmãos, a francesa seguia inicialmente em silêncio, mas sorria com uma rara alegria como se estivesse a presenciar algo mágico acontecendo. E mesmo em silêncio, ela respondia a questão de Pita apenas com um confirmar de cabeça, para poder continuar a observar a linda cena entre os irmãos.

-Certo, eu gosto bastante das minhas orelhas! Vou ficar aqui com vocês até o chamado ocorrer... E obrigado minha irmã, eu precisava ouvir sua voz, de verdade, eu precisava muito.

Soyer colocava gentilmente a mão esquerda sobre a cabeça da besta, fazendo um cafuné nesta enquanto a direita buscava por Pietra, para simplesmente tocá-la e sentir que ela ali estava a realmente abraçá-lo.

-Pita, posso pedir uma coisinha? Só para que meu coração enfim mate as saudades?! Me chame de Yer só mais uma vez? Estou tão acostumado com Bash ou Basti que sinceramente sinto falta do meu apelido favorito.

Eva não se controlava, suspirando alto ao ouvir aquele lindo e delicado pedido feito por Soyer. A loira levava as mãos na altura do próprio coração e dizia:

-Vocês são tão lindos, uma irmandade tão legítima e inspiradora!

Em seguida a francesa já se colocava a respirar fundo e sorrir, em uma clara tentativa de segurar os impulsos que ela certamente estava a ter por causa da incontestável beleza de Soyer.
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   18/7/2017, 13:18

Os olhos de Pietra se dividiam entre a face de seu amado irmão e de sua musa, a italiana sorria com carinho para ambos sem a menor cerimônia de mostrar o quanto os amava. Ver Evangeline apreciar aquela cena deixava Pietra surpresa e feliz, não havia nenhum ciúme vindo de sua musa ou o sentimento de posse tão comum anteriormente.

“Eva é uma das mulheres mais lindas que eu já vi, mas agora com o coração mais forte e seguro ela ganha um contorno novo, como ela consegue ser mais bela ainda?!”

Rindo com as palavras de Sebastian e com o pedido sincero de seu amado irmão, Pietra estendeu a mão para sua Musa com carinho, beijando a mão desta a italiana sorria ao apertar o nariz de Sebastian com carinho.

– Mas é claro que eu te chamo por Yer meu amado. Ah Bela, tinhas que ver o sorriso bobo que ele me deu quando nos conhecemos, dois minutos depois ele estava em fascínio porque eu havia corado por uma brincadeira boba! Acho que foi ai que eu descobri que Yer sempre seria meu menino. Afinal ele só tem tamanho, sempre será um menino grande e de coração bondoso. Não é mesmo Yer?!
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Danto
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   18/7/2017, 14:42

Eva olhava para a mão de Pietra e sorria para a italiana, retribuindo o beijo por essa dado, a francesa se colocava de pé e fazia uma breve movimentação pelo escritório enquanto Soyer falava:

-Ah, poxa vida Pita! A culpa não é minha, como eu ia resistir ao fascínio diante esse lindo rosto, você nasceu para ser a maior de todas as musas e nós sabemos disso né! Sem falsa modéstia aqui!

Ele sorria enquanto comentava a frase anterior inteiramente mergulhada em um tom de brincadeira e descontração, Eva enfim chegava ao sofá onde os irmãos estavam e gentilmente tocava nas pernas de Soyer, pedindo por um espaço. O homem então, segurando a besta com bastante carinho, dobrava as pernas para que Eva se sentasse e então, jogava as pernas sobre as dela, enquanto falava:

-Claro que sim! Bem, é estranho ser o seu eterno menino agora que já estou mais velho, mas sabe... É algo que eu simplesmente adoro ser, não vejo porque eu teria que começar a agir como um velho rabugento se há tanta beleza nessa mudo! Por exemplo, olha só essa criatura divina que está ali do outro lado do sofá, como ficar ranzinza sabendo que tamanha maravilha existe?

Eva arregalava os olhos, surpresa com os elogios. Ela levava as mãos a face, em uma raríssima e inesperada reação de vergonha! Escondendo-se ali e soltando um pequeno gemido abafado, era como se a francesa estivesse a sentir a face ferver de vergonha! Acanhada, ela respondia:

-Yer... por favor, eu não consigo lidar tão bem quando sou... Você é malvado!

Soyer curioso com a reação da Eva, fazia uma de suas clássicas e impetuosas ações de "desbravar o desconhecido", provocando a francesa:

-Madame Cosette, perdoe-me a indiscrição, não foi minha intenção causar-lhe tamanho acanhamento. Por favor, aceite minhas mais sinceras desculpas, é extremamente difícil para mim não enaltecer vossa inexprimível beleza!

Usando do inglês, Soyer arrebatava os ouvidos e o coração de Eva, a musa de Pietra se via mais uma vez imersa em um transe magnífico e inocente. Buscando com os lindos olhos azuis a figura de Soyer e em fascínio ela apenas murmurava em francês:

-A mais linda das vozes...

Instantaneamente, a face de Soyer era tomada por um mar vermelho de vergonha! Perdendo o controle da própria respiração e começando uma verdadeira batalha contra o fascínio pela beleza avassaladora de Eva, o irmão mais novo de Pietra falhava em fechar os olhos e se via encantado por Eva.
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   18/7/2017, 16:30

Diante das palavras de seu irmão Pietra não segurava o riso feliz, apesar de toda a idade e o passado deste Sebastian se comportava como um jovem, algo tão puro que encantava a italiana com carinho e amor.

Ver Eva aceitar o convite e todo o cuidado de seu irmão para que a besta permanecesse deitada, arrancou um suspiro apaixonado de Pietra, eram aqueles detalhes que faziam a italiana simplesmente amar mais e mais seu adorado irmão e sua musa.

– Mesmo que você fosse um rabugento, ainda seria meu menino Yer! Afinal eu sou mais velha que você, seu bobinho!

A reação de vergonha de Eva instigou o lado brincalhão e curioso de Sebastian, segurando o riso diante disso, Pietra viu seus dois amados se entregarem ao fascínio mutuo, Eva pela maravilhosa voz de Sebastian, e Yer pela beleza que a sereia demonstrava ter naquele momento.

“ Como eu imaginei esse momento tantas vezes! E mesmo na minha mente ele não era tão belo, meus amores. Como eu fico feliz em vê-los assim!”

Rindo baixo, Pietra se contentou em observar a cena em silencio, aquele era um momento belo e único, um momento que ficaria marcado em sua vida com carinho.

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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   18/7/2017, 17:06

O fascínio entre a francesa e o inglês durava alguns minutos, esses se olhavam e sorriam da uma maneira pura e verdadeiramente conectada, adentrando uma sincronia tão perfeita que o encanto terminava ao mesmo tempo para ambos. E logo que os olhos deles se choraram, uma gostosa e sincera risada foi compartilhada.

-Besta!

Eva prontamente dizia, dando uma beliscada na perna de Soyer. Fazendo-o fazer uma breve cara de dor e exibir a língua para a francesa.

-Ai, isso doeu!

Respondia o jovem irmão de Pietra, que logo comentava:

-Imagino que todos a chamem de Eva, né? Eu vou ser ousado! Vejamos, tenho Cosi ou Ettie...

Confabulava o rapaz de aparência sempre jovial, fazendo um pequeno jogo que pegava Eva outra vez desprevenida, mas ela se esforçava para não demonstrar nenhuma reação diante os apelidos, todavia "Ettie" fazia com que os olhos dela piscassem e nesse instante, Soyer se aproveitou.

-Ettie! É tão fofinho!

Eva dizia com um pequeno sorriso acanhado na face:

-Pra ser sincera, eu adoro meu segundo nome... Obrigada por notar Yer...

O rapaz então mandava um beijo na direção de Eva e dizia enquanto a francesa pegava o beijo e o guardava com carinho entre as mãos.

-Aprendi com a minha irmã sabe? Ela é uma linda mulher que sempre se importou com os sentimentos daqueles que a rodeavam!
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   18/7/2017, 17:52

A bela cena do fascínio de Eva e Sebastian por fim terminava, nesse momento a italiana não segurou o riso diante da reação de sua musa em beliscar seu irmão, ainda mais quando este reclamou disso.

– Ohhh foi tão lindo ver vocês dois babando um pelo outro!

Comentava a italiana mandando um beijo para sua amada e apertando o nariz de Soyer em um claro sinal de brincadeira, ver seu querido irmão apelidar Eva a fez sorrir com carinho para os dois, até a besta adormecida riu disso sentindo o reflexo dos sentimentos de sua cainita.

“Acho que nossa Ettie ganhou um irmão fofo e apaixonante! Tenho que tomar cuidado se não perco meu menino.

Rindo do elogio de Soyer, Pietra o beijou na testa com carinho, respirando profundamente a italiana aproveitava aquele momento carinhoso entre os três ali.

– Eu sempre a chamei de Bela, porque ela é mia bellezza. Descobri isso no instante que a vi!

Comentava Pietra em inglês, dizendo apenas a palavra que originava o apelido de sua musa em seu italiano mais belo.

– Vejo que te ensinei bem a ser encantador Yer, afinal meu aprendiz acabou de me superar em encantos.
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   18/7/2017, 20:42

-Que inglês lindo Pita!

Comentava Soyer de forma bastante espontânea, ajeitando cuidadosamente a besta que ainda estava sobre ele, ação essa que chamava a atenção de Eva. Ela olhava com curiosidade, claramente sem conseguir ver ou entender totalmente a situação, mas começando a finalmente sentir que algo estava ocorrendo.

-Tá, vou tocar num assunto delicado agora tá bem?

Dizia o rapaz interrompendo a concentração de Eva e chamando a atenção de Pietra.

-Se eu chamar o Alfie de irmão, a situação fica estranha? Porque eu só posso presumir uma coisa bem lógica sabe?!

Eva imediatamente ria baixinho e colocava as duas mãos nas pernas do rapaz, apertando-as antes de falar:

-Alfie chegou à Berlim como irmão, mas a Pita deu um jeitinho de atacar ele e remover isso. Né Pita? Mas assim, até que você consegue ser mais bonitinho que o Alfie...

A reação de Soyer era simplesmente natural, ele fazia uma breve careta e balançando a cabeça negativamente falava.

-Nahh! Alfie sempre viu Pita como uma linda mulher, eu sempre a vi como uma linda irmã! E sabe Eva, você também é linda, adoraria ter o mesmo tratamento contigo!

A francesa suspirava ao ouvir a candura de Soyer, respondendo-o:

-Você não é desse mundo Yer, como pode ter um coração tão lindo?

E a resposta dele era simples, o jovem fechava os olhos e apontava para Pietra, apenas isso, mais nada! E Evangeline parecia entender perfeitamente.
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   18/7/2017, 21:30

Sorrindo de ter seu inglês elogiado, Pietra riu ao ver que Eva estudava os movimentos cuidadosos de Sebastian com sua besta, mas as palavras de seu irmão chamaram a atenção da cainita.

O assunto delicado fez Pietra sorrir com carinho apesar de toda a onda de calor que a invadia naquele momento, a besta abriu os olhos mostrando a língua para sua cainita e rindo do quão vermelha a italiana podia ficar.

– Isso é maldade Eva! Até parece que você não agarrou também. Sua bobinha!

Balançando a cabeça para esfriar as faces, a italiana riu diante das belas palavras trocadas entre Sebastian e sua Musa, o lindo elogio vindo de seu irmão a fez dar um beijo carinhoso na testa deste.

– Sinceramente Yer, o importante é como você ve a Alfonsus e eu. Se eu continuo sendo sua irmã e ele também, é isso que somo. Já minha visão sobre Alfie mudou e é isso o que ele é agora. Mas você sempre será meu Yer e meu menino!

Comentava a italiana, estendendo a mão para Eva, Pietra mostrou a língua para a musa, uma ação carinhosa devido ao vermelho que ainda cobria as faces da italiana.

“Meu coração é belo porque nele habitam meus amores, meus queridos e amigos.”
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MensagemAssunto: Re: Ato XI - O Poeta   18/7/2017, 23:28

-Eu?! Jamais! Sou a mais comportada de nós duas, não adianta tentar mentir na frente do Yer!

Provocava Evangeline em um tom totalmente debochado que não seria capaz de convencer ninguém! Soyer não continha o sorriso diante as brincadeiras de Eva e concordava positivamente logo em seguida com Pietra. Para responder à italiana enquanto brincava com os cabelos da besta dela:

-Fico feliz que pense dessa forma, será mais fácil pra mim sabe?! Afinal se você sempre foi e sempre será a minha irmã, Alfie sempre foi e sempre será meu irmão. Ambos significam muito pra mim, fora que vai ser uma dinâmica divertida não acha?

Eva concordava com o jovem:

-Não é como se nós não gostássemos de uma relação diferente né Pita! Afinal, somos quatro e eu não poderia ficar mais satisfeita e empolgada com tudo isso! Ah sim, antes que eu me esqueça, Yer! Você me ajudaria a encontrar um vassalo? Sei que vai estar ocupado, mas eu queria tanto ter alguém tão charmoso quanto você, sabe... Sabe?!

Ela repetia o final da frase com um tom mais lascivo, deixando bem claro que ela tinha enterrado algumas intenções clássicas do comportamento dela.

-Sério? Claro! Vai ser um prazer querida!
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