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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul

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    Jess

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    Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul

    Mensagem por Jess em 20/4/2018, 22:13

    A demonstração mais pura da besta de Jean-Michel não me trazia medo, afinal a besta dele apenas queria protege-lo do efeito do fascínio, algo que eu estranhamente entendia bem apesar de ser um filho da lua e isso não ser nada comum para nós. Inalterando a música eu a encerrava apenas quando a última nota soava, ali eu suspirava feliz com minha pequena apresentação, mesmo que no meio desta tenha acontecido a entrada inesperada de Jean-Michel e sua jovem prole.

    Com cuidado eu me punha ao lado de Auriane para sustentar o peso de Jean, aguentando a maior parte do peso deste, era com delicadeza que o colocava sentado no sofá, o toque de minhas mãos em seus braços provocava uma sinfonia suave aos meus ouvidos, algo que me teria feito sorrir se a preocupação de Auriane não fosse tão autentica.

    “Ele não deve se deixar ceder tão facilmente, isso me parece bem novo para ela. Sorte que ela não está sozinha. ”

    Utilizando meus braços eu o mantinha ereto, as palavras da jovem se faziam as mais certas já que o ato natural de respirar chamava nossa atenção para tal, as palavras de minha prima e rainha é claro não me passavam despercebidas, muito menos o pequeno sorriso de canto de lábios.

    “Uma vitória estratégica contra um gigante. Yvonne é esperta e sabe o que faz, sabe bem.”

    A volta suave das consciência de Jean me fez sorrir de forma educada para Auriane, afinal ela havia cuidado exemplarmente de seu senhor e isso era honrável, porem as palavras do primo de meu pais me deixavam de certa forma feliz, afinal minha musica havia causado aquele fascínio, algo que normalmente só era reservado a meu próprio pai e querido senhor, acenando de maneira compreensiva para Auriane, eu me levantava para responder com uma pequena mensura.

    – Hadrien Plas Decoster ao seu dispor, sou prole de Yana esposa de Gael Aartsen, é um prazer imensurável poder finalmente conhece-lo. Digo o mesmo a você senhorita Auriane, peço desculpas por qualquer incomodo que minha música possa ter acarretado.

    O breve momento em que meus olhos se encontravam com o de Jean a sensação do azulado desabrochar em meio a fria neve me fez suspirar, havia calor daquela bela flor esquecida em meio a brancura, uma beleza quase que inquietante, mas que combinava plenamente com o toque suave dos violinos que ecoavam dos braços dele.
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    King Narrador

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    Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul

    Mensagem por King Narrador em 23/4/2018, 20:11

    Auriene sorria de volta para você após olhar para ela, a jovem parecia mais aliviada com o Senhor dela finalmente voltando aos seus sentidos. Este parecia se concentrar profundamente ao escutar suas palavras. Era uma atenção acima do convencional, com olhos vívidos te encarando de forma profunda mas nenhum pouco invasiva. Era um tom suave, tão suave como a face que ele fazia antes de se pronunciar.

    - O filho do Respeitoso Aartsen. Faz sentido haver então uma rosa tão bela nessa cdade.

    Ali você via um sorriso que tinha um cheiro parecido com o de sua querida Lorena. Já o teu paladar sentia um gosto de flores não doces,mas também não amargas, era um sabor forte, talvez um pouco salgado. Algo que fazia você imediatamente se lembrar do Mediterrâneo e as viagens que lá fez. Enquanto você passava por essas sensações, era a prole dele que vinha a falar em tom hesitante.

    - Sem ser indelicada Senhor... Mas na verdade nosso anfitrião deixou claro ser da linhagem da Justicar Malkaviana...

    A jovem falava em tom devagar, estava claro o medo dela em ser punida por fazer uma correção do Senhor dela na frente de uma rainha. Rainha esta que não conseguia esconder mais a tranquilidade de sua face e descruzava as pernas observando a cena com um sorriso até bastante carinhoso para a comoção ali ocorrida. Porém o grande ancião francês ria em várias tonalidades mais claras de azul na direção da Auriane a assustando com isso, para logo depois começar a falar.

    - Minha pequena Auriane... Saiba... Todos nós imortalizados possuímos sementes dentro de nós. Nascer uma rosa dessas semente não é uma escolha de sangue. É uma escolha de coração.

    A fala dele, mesmo direcionado para sua prole, terminava vindo na sua direção.O homem não tinha vergonha alguma em esconder o sorriso dele, da mesma forma que matinha a guarda bastante abaixada. Porém ele fazia um semblante mais triste em seguida no meio da fala posterior dele enquanto suspirava delicadamente em prateado.

    - Eu... Eu adoraria poder escutar um pouco mais de sua música e conversar sobre cravo. Infelizmente preciso cumprir minha missão aqui primeiro...

    Ele não parecia muito feliz com suas palavras finais. Fazendo seus olhos mudarem o foco na direção da rainha. A feição dele voltava para algo menos amistoso, só que claro que menos que antes. A guarda dele ainda estava baixa. Só que já era o suficiente para deixar a rainha atenta e cruzar as pernas enquanto cruzava as pernas novamente. Ela focava só nele, mas as palavras mentais dela chegavam aos teus ouvidos em um tom bastante educado, mas um pouco divertido inclusive.

    "- Fique primo. Por favor fique. Depois eu te compenso por eu ter te colocado nesse meu joguinho. Fico te devendo essa!"
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    Jess

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    Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul

    Mensagem por Jess em 24/4/2018, 16:48

    O sorriso gentil de Auriane e seu claro relaxar diante da recuperação de Jean, eu podia entender o medo de não compreender totalmente os efeitos de um fascínio em meu senhor, já havia passado por algo similar com meu querido pai enquanto ainda era apenas um vassalo, porém Auriane não me parecia mais uma criança da noite para nunca ter enfrentado tal situação antes.

    “Jean dever ser bem fechado para chegar a esse estranhamento.”

    Voltando meus olhos para Jean diante de suas palavras eu sentia o aroma azulado, os tons mais claros dos que Lorena eram tão encantadores quanto os da pequena rosa, porém não era gosto de morango que eu sentia, era quase um sabor amargo e salgado do mar, um mar florido já que o cheiro azulado ainda era floral não chegando em nada a se apresentar como o cheiro das algas.

    Ser chamado de rosa e a pequena correção de Auriane apenas aumentou meu bom humor, sorrindo com delicadeza eu concordava com as palavras de Jean para comentar de leve.

    – Eu servi durante muitos anos Gael como vassalo, nosso laço deixou pequenas características incrustadas em minha pessoa. No geral meu querido pai e mãe não veem problemas na confusão da linhagem ao que pertenço.

    Concordando com as palavras de Jean sobre seus deveres, eu o observava mudar a postura para algo mais solido e centrado, voltando meus olhos para Yvonne eu a encarava curioso e incerto, isso até suas palavras mentais me chegarem, suspirando de leve eu sorria ao me voltar para Auriane e lhe oferecer a mão com delicadeza.

    – Que tal nós dois darmos espaço para que seu senhor e a rainha possam resolver seus assuntos. Não queremos atrapalhar não é mesmo?!
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    King Narrador

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    Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul

    Mensagem por King Narrador em 4/5/2018, 12:38

    A jovem Auriane escutava suas palavras com atenção e concordava em silêncio. Ela se mostrava ser uma grande observadora, provavelmente com o intuito de sempre aprender mais. Assim a francesa ta acompanhava para o sofá logo na lateral. Podendo então ter uma visão completa da cena com aqueles dois anciões de cara um para o outro.Só que agora os papeis pareciam um pouco mais invertidos. Era notável uma hesitação em Jean no momento que você se levantou. Fazendo o mesmo demorar para finalmente começar a falar.

    - Pois muito bem Senhora Carter, serei franco e preciso pelo uso de minhas palavras. Venho a questionar a falta de mérito para meu clã quanto a infraestrutura dessa cidade. Mais de dez anos para capturar um fraco assassino. Manter a Corte das Rosas fechada. Possuir todos os cargos importante do Principado para com sua linhagem. A lista de descasos não tem fim. Posso parecer descortês e estar a quebrar regras de corte em vir a você com tais acusações. Porém o Grandioso Senhor Blanche se diz servir ao próprio Imperador, logo sob permissão da Rainha de Marselha, Renata di Medici, eu possuo autorização em agir como um igual perante a você.

    A voz dele tinha uma grande firmeza e era bem calculada. Com uma etiqueta necessária para o patamar ao qual ele estava. Jean sabia o que estava fazendo. Porém tinha uma fraqueza, talvez uma insegurança no meio de suas sentenças. Os olhos dele desviam as vezes com os da Rainha e ficava claro como ele ficara despreparado para aquela conversa tão importante.A voz da Rainha vinha então de forma bem amorosa, desequilibrando a cena forte que ele queria fazer.

    - Seria realmente desonroso com nossos votos de aliança com a França se vós me chamasse por Rainha. Logo sinta-se a vontade de me chamar desta forma. Só que se quiser, Senhorita Yvonne seria algo que eu ficaria mais feliz em escutar.

    Jean ficava por um segundo sem saber ao certo como continuar. Algo dentro dele queria explodir e por todas as frustrações para fora. Haviam cores não amistosas saíndo da respiração dele. Mas logo um tom mais azulado saiu quando ele suspirou olhando para você. Assim ele voltou a falar em tom mais delicado.

    - A Senhorita possui de fato uma boa habilidade de conversação. Não posso negar isso. Só que isso não muda os fatos que me levam a...

    A fala dele agora estava bem mais delicada. Sem toda aquela prosa de um ancião poderoso e inabalável. Era apenas um homem ferido. E foi assim que a conversa em um tom até um pouco defensivo. Enquanto ela explicava alguns motivos de sua administração. Mesmo evitando espertamente em tocar em alguns dos assuntos apontados. Para então com um olhar mais maroto olhar na sua direção quando completava finalmente sua fala.

    - Não se preocupe tanto com tais situações. O Nosferatu só demorou para ser capturado pois o mesmo estava no território Sabá e foi um trabalho memorável sua captura. Já quanto a Corte das Rosas, ela está aberta. No sentido da fala que eu providencio todos os recursos para sua manutenção. Infelizmente o Senhor Lafaiete não se sente a vontade em abrir as portas. Você poderia visitá-lo caso deseje e para ajudar, saiba que nosso amigo aqui é um bom amigo do Primogênito. Não é Hadrien?
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    Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul

    Mensagem por Jess em 4/5/2018, 22:22

    Era com calma que minhas mãos guiavam a jovem Auriane para o sofá lateral, ali sentados podíamos observar a cena entre dois verdadeiros gigantes cainitas, algo que aos meus olhos era algo comum e corriqueiro para Auriane, silenciosa a perceptiva era claro que a jovem era uma boa observadora.

    “Ela não deve se arriscar muito, Jean não me parece o tipo de senhor que aceitaria falhas displicentes.”

    Já a clara fragilidade de Jean me parecia algo novo, algo que até mesmo o experiente cainita não tinha certeza de como lidar, talvez por isso sua fala já não fosse tão carregada e grave, mas sim aguda e suave, algo que me deixava de certa forma feliz, afinal havia sido minha música a causar aquela grandiosa ruptura no colosso de pedra.

    A voz de Yvonne me soava maternal e preocupada, algo inusitado para Jean que suspirava, o tom azulado ali exposto me fez sorrir de leve, embora minha atenção se voltasse para o pequeno jogo que minha prima ainda armava, algo que não se demorava a revelar.

    “Yvonne tem a vantagem nessa, mas o nome de Blanch ainda é algo a ser temido. Ele é uma rosa poderosa, mesmo de longe ainda presa pelo seu legado.

    Coçando de leve a garganta diante do mencionar de Yvonne, eu sorria de forma educada esperando a permissão para me pronunciar, só assim com segurança e calma minhas palavras podiam ecoar.

    – Sempre tive boas trocas de palavras com o senhor Michel, infelizmente estou preso a compromissos dentro do elísio, mas caso desejarem poderei marcar uma pequena reunião com ele.
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    King Narrador

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    Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul

    Mensagem por King Narrador em 7/5/2018, 21:59

    A postura de Jean estava cada vez mais relaxada, o que fazia Ivy ficar também. Ele de leve concordava com as palavras dela, mesmo com um certo ar confuso na face, como se não estivesse a absorver tudo que se era dito. Isso é claro até você começar a falar e os ouvidos dele se concentrarem unicamente em ti. Para enfim ele mais uma vez passar a falar para com a rainha, de forma agora mais suave.

    - Entendo o que dizes. Acho que estamos em bons termos então.

    As palavras de Jean eram ditas direcionadas para a sua prima, porém a face dele logo se voltava para você. Pois em seguida o grande Toreador se levantava. Auriene rapidamente o acompanhava e ficava claro que era a deixa de retirada da cena. Seu convite havia sido aceito de imediato o que chegava a te pegar de surpresa. Afinal a reunião com o Malkaviano Jamaicano estava se aproximando. O que te deixava preocupado em acertar todos os horários. Afinal Jean parecia não estar disposto a esperar outro momento para a reunião com o Primogênito Toreador ocorrer. Só que antes dele começar a se locomover, o mesmo se virava para Yvonne mais uma vez.

    - Antes de ir Senhorita, gostaria de deixar claro um de meus desejos. Almejo que Marie Kipiani, a protegida de minha amada, se torna minha filha.

    A voz dele era em um tom azulado, não havia nada negativo nas palavras dele. As defesas daquele homem estavam realmente abaladas. Porém foram estas palavras que tiraram a sua prima do equilíbrio. A face dela rapidamente demonstrava desespero. Durou apenas um curto segundo que só os teus hábeis olhos poderiam captar. Porém Ivy não esperava por aquela fala e o nome de Marie estremecia ela totalmente. Deixando claro como aquele tema era de suma importância para ela e a mesma pela primeira vez naquela inusitada reunião hesitava antes de falar.

    - A Marie?! Bom... Podemos conversar sobre isso em outra ocasião. Hadi! Acho que é melhor já levá-lo para conhecer o Senhor Lafaiete.

    Auriene olhava de leve para a Rainha como se estivesse tentando entender o que se passava por detrás da face dela. Só que para você era bem claro o nervosismo que sua prima enfrentava agora e como ela estava ficando tensa. Era possível ver uma pequena mancha com cheiro de lótus negra nos olhos dela. Aquilo não fazia o menor sentido, a menos que fosse a maldição do seu clã começando a tomá-la. Felizmente Jean já fizera a mesura de despedida e estava de costas nesse momento e não reparara em nada. Os olhos do Toreador iam unicamente para a sua mão agora. Assim então, a Rainha logo se pronunciava para você em um tom de quem tenta manter a pose fracassadamente.

    - Se demorar muito esse encontro, eu cancelo sua reunião com o Stevenson. Imagino que ele irá entender.

    OFF: Última ação para o fim do ato.
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    Jess

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    Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul

    Mensagem por Jess em 8/5/2018, 13:17

    A postura mais relaxada de Jean me soava de maneira grave e calma, isso é claro influenciava a própria postura de Yvonne naquela curiosa e tensa reunião entre gigantes. A suave atenção que Jean depositava em minhas palavras faziam com que as pontas de meus dedos calejados entorpecessem de leve, algo que apenas sentia quando passava horas a fio a tocar o cravo ou o piano.

    “Interessante?!”

    Meus olhos não se assustavam diante da face de Jean que buscava minha presença, porém ao invés de sorrir eu permanecia parado, afinal algo grande estava acontecendo e seria bom se manter em alerta. Os gestos rápidos de Jean porém me pegavam desprevenidos, ele havia aceitado o convite de imediato o que me trazia alguns problemas com meus horários.

    Levantando-me ao ver Auriane seguir até seu senhor, era com calma que esperava pelas palavras finais de ambos os cainitas ali, para uma nova surpresa o desejo de Jean de abraçar Marie se fazia presente, algo que a meu ver seria bom já que resolveria inúmeras disputas internas da cidade, porém a reação de minha prima dizia o contrário.

    “ Yvonne tinha outros planos? Bom isso não me diz respeito, só espero que ela entenda isso.”

    Concordando com um breve aceno diante das palavras e Yvonne, eu me aproximava para lhe beijar a mão de forma educada, uma preocupação já que a notícia do interesse de Jean sobre o abraço de Marie havia desestabilizado minha prima, algo que me preocupava ainda mais diante do cheiro e eco do lótus negra em seus olhos.

    – Agradeço a preocupação, tentarei não me atrasar mas não posso prometer nada. Tenha uma boa noite majestade

    Respirando de forma suave, meu corpo se movia até a direção de Jean e Auriane, sorrindo de maneira educada eu apontava para a saída comentando com suavidade.

    – Por favor, vou leva-los até uma das salas de reuniões e ligar para o Senhor Lafaite, imagino que ele não irá se importar em atender seu chamado tão em cima da hora.

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    Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul

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