WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

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    King Narrador

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    Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 5/2/2018, 23:26

    Primeiro Dia da Narrativa
    Sala escura no Porto



    Um choque intenso e vívido, talvez um trovão ressoante, iluminava a escuridão eterna do teu mundo em um único piscar de luz trazendo vida para você novamente. Só que onde a luz passava e ficava dor onde outrora era apenas um vazio completo. A ardência vinha de forma cruel e intensa. Como se seu corpo estivesse em chamas e cada centímetro dele ardesse. Uma dor tão forte e desesperadora que apenas te mantinha paralisado, incapaz de desmaiar ou reagir. Seus sentidos estavam totalmente avariados, você poderia estar de pé, deitado, não fazia diferença, nada além da agonizante dor. Uma estranha vontade de respirar em puro desespero vinha com mais uma intensa dor em seu peito, lhe deixando impossível absorver ar e fazendo todo seu corpo doer mais ainda.

    Sua boca abria no meio de suas frustradas tentativas de respirar. Era difícil fazer qualquer tipo de movimento além da frágil tentativa de trazer ar para dentro do seu corpo. Foi ali que o cheiro ferroso devorou sua mente com um calor novo que ardia em sua gargante trazendo um alívio tão grande que você sequer imaginava ser possível. Vitae começava a entrar em seu corpo novamente. Era possível com o passar dos segundos sentir suas veias desgrudando novamente e começando a se mover. Ali um cruel formigamento cobria seu corpo inteiro, felizmente vinha com um calor mais confortante. A dor era quase tão ensandecedora quanto a primeira, como também tão impossível de desmaiar. Espasmos começavam a chegar freneticamente e ali era possível sentir finalmente seu pulmão querendo trabalhar. Todavia mais uma incrível dor vinha lhe obrigando a vomitar um pouco de sangue aguado com um intenso gosto de maresia.

    Sala Ambiente:

    Após por para fora aquela líquido que residia em seu pulmão avariado, era finalmente possível fazer uma profunda respiração. Ali finalmente o universo ao seu redor ganhava contorno. Era uma sala escura e deveras abandonada. Finalmente você se situava sentado em um banco de madeira. A dor era terrível ainda, com aquele maldito formigamento deixando qualquer ação física ainda impossível de ocorrer. O cheiro de maresia e mofo chegavam ao seu olfato em seguida. Porém era o sabor de vitae que permanecia em sua boca. Havia mais manchas de sangue em tuas roupas e ao redor. Até finalmente você vê jogado ao chão o arpão que fora usado para lhe empalar pelas costas.

    Olhar pro arpão era sentir o cheiro de peixe novamente. Era se lembrar daquela máscara de demônio. Era ver a alvorada e a morte tão próxima. O pavor tomava então conta de seu corpo liberando um pouco de adrenalina. Levava um certo tempo para o pânico ir lhe abandonando, mas ele terminava a te ajudar a ficar mais consciente. Agora permitindo que seu corpo fizesses leves movimentos com o braço. Ao olhar pelo arredor era possível notar que era algum tipo de cais do porto que você deveria estar, mas as condições eram bastante precárias. O interessante no entanto eram as duas pessoas que estavam naquela escura e decadente sala contigo.

    Era um homem e uma mulher a alguns passos da cadeira a qual você estava. Ambos estavam de lado para você conversando de pé já a algum tempo. Era difícil captar todas as palavras trocadas pelos dois, só que agora os seus sentidos iam ficando mais claros e o sotaque pesado francês do homem de meia idade e pele totalmente pálida era finalmente compreendido.

    - ... Fiquei paralisado por um momento, Madalyn. Nunca vi tanta eficiência em tirar uma estaca e isso sem ser pelo buraco ao qual ela entrou.

    Dizia o homem no meio de sua conversa com a mulher. Ambos estavam com ternos leves sem muita formalidade. A moça, mais pálida que aquele na sua frente, estava com uma mão apoiada no quadril e a outra solta para baixo da cintura bastante suja de sangue. Ela parecia sorrir de forma estranha enquanto ouvia o peculiar elogio. A resposta dela era em um tom bem descontraído e ao mesmo tempo bastante simples, diferente do tom mais emotivo do sujeito.

    - Rémi, nunca sei se você só ta sendo poético ou quer é empalar outra coisa em mim... E isso não foi nada comparado com aquele evento na década de noventa quando eu servia às forças irlandesas da época. Bom... Acho que ele acordou.

    Quando a mulher terminava a fala dela os misterioso casal se virava para você. Fazendo aqueles olhos fortes e cintilantes te darem um calafrio. sua besta pedia para correr e por mais que suas forças estavam em recuperação, era poucos movimentos que seus músculos ainda conseguia fazer, dado a dor que não terminara por completo. Talvez ficar de pé fosse possível, mas não havia espaço para hostilidade, os dois membros começavam a se aproximar de forma pacífica.

    Personagens em Cena:
    Rémi Lecocq:
    Imagem:
    Vestimenta:
    Madalyn Marks:
    Imagem:
    Vestimenta:
    Legenda:
    - Rémi Lecocq
    - Madalyn Marks
    - Eldert Vedders
    - Carline Hastter
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    Miac

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 6/2/2018, 01:04

    Conseguia ver a luz novamente, não era da forma que eu podia me lembrar, na verdade conseguia ver tudo turvo, como se estivesse mergulhado de olhos abertos em um lago não lípido, meus olhos se movimentavam com rapidez tentando juntamente com meu cérebro entender onde estava. Meu peito infla a procura de ar no primeiro sinal de dor, minhas mãos tentam tatear algo, apertar ou simplesmente procurar alivio passageiro em algo que pudesse sentir, minha boca se retorcia e abria na falha tentativa de soltar um grito agonizante.

    No momento que sinto a vitae em minha boca começo a engolir cada gota com ferocidade, não deveria beber assim tão rápido,  só que ali não havia tanta lucidez para raciocinar de maneira clara, minhas mãos seguravam em algo que me lembrava madeira enquanto continuava a beber, mas a dor aquela dor era tão profunda que começava a desejar voltar para onde estava, nesse momento viro meu corpo para o lado e vomito, o maldito gosto salubre de água do canal com a vitae, só que ainda sim apenas o gosto do sangue permanecia agora em minha boca.

    As coisas começavam a clarear, conseguia distinguir mais ou menos onde estava, viro minha cabeça lentamente para ambos os lados de maneira letárgica e a cada músculo que movia soltava um gemido agonizante de dor, só que meus olhos agora focavam no arpão, o maldito arpão, o cheiro único tomava meus sentidos, uma mistura de raiva e medo começavam a me impulsionar.

    " Deveria fugir ou lhe fazer pagar por isso seu maldito? Mas não fui nem mesmo um desafio para você da ultima vez e não quero voltar para o fundo do rio, nunca mais...não, perder o controle da situação é como perder suas próprias escolhas, devo restabelecer completamente o controle do meu corpo antes de mais nada!"

    Lentamente apoio a mão em minha cabeça e tento firmar meus pés no chão para assim ficar em pé, volto a sentar na cadeira de forma pesada e ainda tonto ouço ambos trocar palavras. Minha cabeça ainda estava pesada e o olhar daqueles dois não me parecia ser o mais pacifico dos cenários, todavia me mantinha sentado controlando meus gemidos de dor e tentando juntar forças caso fosse necessário. Minha voz era fraca e quase não saia em primeiro momento.

    - Ma...Madalyn? Ré...Rémi? Quem são vocês e que lado do porto estamos? O...droga...não devíamos estar aqui, estamos passando por um furacão as ondas ou até mesmo um Tsunami pode nós pegar aqui...
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    King Narrador

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 7/2/2018, 16:18

    O casal parava a apenas dois passos de você. Sua besta parecia um pouco amedrontada só que ao mesmo tempo não conseguia desgrudar os olhos daquela misteriosa mulher. O ponto positivo era que aqueles dois não se mostravam de forma alguma hostis. Escutavam pacientemente sua fala confusa para depois de um pequeno intervalo a mulher, agora de braços cruzados, lhe responder com um sotaque inglês bem característico.

    - Fizemos nosso dever de casa Noah, foi apenas um pouco demorado conseguir descobrir seu nome.

    A fala fria e afiada de Madalyn era então escutada. A mulher no entanto não lhe trazia nenhuma resposta para suas dúvidas, apenas deixava claro saber quem você era. Cabia ao homem lado dela responder. Esse se abaixava um pouco encolhendo os joelhos para olhar melhor na sua direção e em um tom mais amenos trazer as respostas que você tanto precisava.

    - Você foi tido como morto em 2005 quando ocorreu o furacão Katrina. Receio ter de lhe informar que isso foi a quase treze anos atrás. Estamos em 2018.

    O homem fazia uma curta pausa na fala dele. Deixando claro que ele te dava um tempo para absorver aquela notícia. Era muito tempo passado na sua concepção temporal e isso lhe assustava um pouco. Só que depois de você reagir melhor a noticia, Rémi prosseguia com um carregado sotaque francês.

    - Achamos seu corpo no fundo do rio a alguns anos e o colocamos num caixão no nosso cemitério até conseguirmos descobrir tudo que precisávamos saber sobre você.

    As informações começavam a fazer sentido e você ia compreendendo o que de fato acontecera após aquela terrível e vívida lembrança. O homem de meia idade então parava de falar quando notava que a mulher ao lado dele voltava a olhar nos seus olhos para então com um estranho sorriso na face voltar a falar.

    - Tenho de admitir que fiquei impressionada quando te encontramos. Suas queimaduras são da luz do sol. Não é qualquer um que consegue ganhar uma ferida dessa, ser empalado e estar vivo para contar a história.

    Madalyn apontava para seu braço e quando você olhava para o mesmo levava um enorme susto. Pois por mais que não doía, lá estava uma terrível queimadura com parte de sua pele carbonizada. Não doer já era um ponto bem positivo, mas poderia levar alguns dias para você recuperar totalmente a epiderme da região ferida. O corte do seu peito pelo arpão era bem mais brando e após uma boa alimentação provavelmente iria embora. O que te lembrava de imediato de sua sede. Assim, enquanto você ia compreendendo o seu próprio estado físico o homem voltava a falar, para então roubar sua atenção novamente.

    - E sobre sua pergunta, bom imagino que não lhe deva ser uma surpresa saber que você está no território da Espada.
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    Miac

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 7/2/2018, 17:27

    Ainda me mantinha no controle de meus pensamentos, realizar qualquer ação hostil me acarretaria em prolemas, manter a calma e pensar em diversas maneiras de agir era o que tinha que fazer, assim fui treinado e era assim que deveria me manter para ser um bom caçador, observar e agir de acordo com o ambiente.

    Inclino minha cabeça um pouco para trás com a aproximação dos dois cainitas, mantendo o controle sobre o medo que eles me causam e faziam com que meus instintos recuassem, o que era facilmente conseguido da forma que ambos conduziam suas ações e falas. Apenas aguardava a resposta da mulher lhe olhando diretamente, mas era o homem que tomava as rédeas da explicação, no momento que ele terminava de falar fecho minha mão com força e solto um gemido pela fisgada de meus músculos se comprimindo e falo de maneira irritada.

    - Treze anos...treze malditos anos que fiquei sendo comido vivo por peixes e sendo a casa de animais marinhos...merda! Merda, merda...maldita criatura traiçoeira e ardilosa...pagara caro por isso!

    Respiro de maneira pesada e após começo a tossir e me arrepender do estresse que aquela situação me causava e as dores que vinham em consequência de meu estado. Fico apenas a olhar para Rémi em sua segunda fala e balanço a cabeça de forma compreensiva e falo com mais calma.

    - Entendo, não os culpo por isso e acho que faria o mesmo! Não é todo dia que se encontra um homem no fundo do mar com um maldito arpão no peito.

    Agora com a atenção voltada completamente para Madalyn fico a lhe observar enquanto essa fala, ela me parecia a mais poderosa ou digna de respeito naquela sala, quando meu braço é citado me viro para avaliar o mesmo, desgosto e um certo alivio me vinha em meu amago, solto o ar de maneira lenta a demonstrar meu desgosto por vê-lô queimado, só que começo a aproximar meu rosto com certo receio e medo pelo seu estado atual o observando.

    Volto a olhar para a mulher fazendo um sinal positivo com a cabeça enquanto Rémi começa a falar, no final de sua frase fazia um sinal de espera para ambos e forço meu corpo a ficar de pé ainda segurando com firmeza na cadeira e resmungando devido a dor latente que isso me causa, volto a olhar para ambos sem temer ou demonstrar algum tipo de desgosto pela seita informada, falo de maneira calma e confiante.

    - Madalyn e Réne, agradeço pelas acomodações dadas a mim e os cuidados que a Espada me proporcionou. Estou em divida com seu Bispo e assim consecutivamente com a Espada de Caim. Obrigado por tudo.

    Volto a sentar de maneira pesada na cadeira e segurando meu braço carbonizado para que ele não batesse em nada e assim desmanchasse ali, fico agora com uma expressão mais seria em meu olhar não focando em ninguém naquela sala.

    " O que será que aconteceu com ele nesses anos?...Vedders espero que nada de ruim tenha lhe ocorrido, falhei com você como cria e fui abatido tão rapidamente...devo me manter concentrado em digerir a ideia de que se passaram treze anos e depois procurarei saber mais sobre você...as vezes é preciso esperar e observar mais o cenário a nossa volta, era o que você me dizia..."
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    King Narrador

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 10/2/2018, 01:30

    Os dois ficavam em silêncio esperando você absorver aquela notícia toda. Rémi se mostrava bastante paciente enquanto a mulher já começava a se mover dando a entender que almejava prosseguir com seja lá qual fosse os planos dela. O francês no entanto prosseguia a escutar suas palavras concordando de leve com sua jura de vingança. Ali você recebia do mesmo um conselho que não seria facilmente esquecido e entraria com força em sua mente.

    - Fará certo em aproveitar do erro de seja lá quem for que não conseguiu te matar e tomar tempo para sua vingança. A Bispo ficará satisfeita em saber de sua dívida de gratidão para com a Espada.

    Assim o homem deixava claro o reconhecimento de sua dívida para com o Sabá.Mas isso não significava nada muito negativo para ti, afinal aprendera com seu Senhor o poder da troca de favores. Sua vida já fora cheia desse tipo de trocas e o pequeno luxo na jornada de vocês dois fora graças à essa maravilhosa e eterna moeda de barganha. Só que antes de você concordar com aquelas palavras, a inglesa fazia um movimento para a porta de saía e chamava os dois com a mão.

    - Imagino que estamos acertados por aqui. Podemos então te levar até o seu Senhor. Ele já foi comunicado e está a caminho para te entregarmos para ele. Vamos.

    Ali mais uma informação valiosa lhe era entregue. Afinal agora sabia que o Sabá conseguiu chamar seu Senhor para te encontrar. O que significava não só que ele estava vivo, mas ainda lhe queria por perto. Enquanto isso Rémi concordava e se esticava para começar a caminhar para a saída assim que você começasse a acompanhar ele.porém quase na porta, para frustração da parceira dele, o mesmo se virava para você e oferecia uma proposta tentadora para sua atual sede.

    - Espere Madalyn. Caso queira chegar mais decentemente até o seu Senhor Noah, podemos te arranjar alimento antes.
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    Miac

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 10/2/2018, 12:38

    Por mais que me agradece ficar olhando Madalyn era a frase de Réne que me fazia ficar mais serio, um olhar completamente focado minha mão esquerda cobria a ferida imensa em meu peito com os dedos abertos, minha mente viajava para longe enquanto ainda era uma criança da noite em meus treinamentos.

    Em minhas memorias era sempre muito frio e molhado todos os treinamentos, era como sempre estar solitário no mundo e ao mesmo tempo ser observado por algo, alguém completamente experiente e analítico em suas ações, uma criatura incansável e destemida em sua jornada, a dor sempre nós acompanhava e mesmo com tudo isso, mesmo que isso aos olhos dos outros fossem visto como algo cruel pela sociedade ainda sim, eu conseguia entender tudo que ele fez por mim.


    " Nunca entendi ao certo o fato de ser tão rígido comigo! Mas é por causa desse tipo de situação que nunca sessou meus treinamentos, é por isso que me batia tão forte quando errava, era por isso que me colocava em situações complemente desconfortantes...para que eu evitasse ou nunca passasse por algo assim...uhm...sorte que nunca fui muito de chorar por coisas assim e sempre desejei ser melhor e poder apenas ter o direito de poder caçar com você meu Mentor"


    Voltando de minhas memorias volto a focar nos dois Cainitas ali, as dores agora estavam a se amenizar de forma lenta, vejo que já conseguiria me movimentar de forma um pouco mais livre dentro de minhas limitações, me levanto de forma calma com um pouco de dificuldade e me coloco de pé a modo de permanecer assim agora, com um sorriso discreto expresso minha felicidade pelo fato de meu Mentor estar vivo, falo de forma normal não demonstrando minha real alegria em saber que ele ainda me aceitaria ao seu lado.

    - Vedders nunca perderia como eu...acredito que ainda lhe seja útil de algum modo, ou ele simplesmente deseja ver como fiquei! Quem sabe o que ele está pensando agora...


    Começo a caminhar com o mesmo sorriso tímido nó rosto, mas ao ver que Réne para na porta faço o mesmo ficando ali observando ambos, meus olhos brilham como de uma animal selvagem ao sentir que mataria sua fome, mas logo o olhar mudava para algo normal e volto a falar de maneira casual.

    - Se isso não for lhe atrapalhar Réne, eu ficaria grato! Mas nossa Madalyn me parece não gostar muito desse contratempo, não desejo ve-lá a me olhar com tal expressão, o sorriso anterior é muito mais encorajador.
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    Miac

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 16/2/2018, 10:08

    Teste de Vigor - Dif 8

    Spoiler:
    4d10
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    Dados

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Dados em 16/2/2018, 10:08

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 9, 7, 8, 2
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    King Narrador

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 17/2/2018, 17:28

    Os dois ao notar seu deslocamento começavam a fazer o mesmo para sair daquela sala mal iluminada dentro do complexo industrial ao qual vocês estavam. Porém logo que você completava sua fala, Madalyn focava unicamente em você. Parecia que ela te observava de forma bastante invasiva, como se estivesse a olhar além de você. De certa forma ela não parecia estressada. O olhar dela chegava a ser profundamente misterioso, difícil de classificar e então a mesma dava um passo na sua direção que lhe dava um arrepio em sua espinha.

    - Não gosto de perder muito meu tempo com trivialidades. Mas você não parece ser tão qualquer... Aguenta mesmo o tranco?

    Quando ela fazia a pergunta, você sequer tinha tempo para ficar confuso com o significado daquilo. Pois a mão dela suja de sangue, agora no formato de garras se aproximava do seu braço. Não era uma aproximação hostil, vinha até que lentamente e o tato inicial aparentava ser carinhoso. Porém assim que a mão dela tocava de leve em seu braso queimado, as pontas das garras dela cravavam superficialmente em sua ferida e ela descia a mão fazendo um arranhar por toda a perto avariada.

    A dor se mostrava acima da medida. Sequer quando o sol estava a te queimar, ou ou teu coração foi atravessado, aquilo doera tanto. Era algo extremamente intenso, que em qualquer outra situação poderia ter feito te desmaiar de dor. Mas vocês estava já cansado de ficar dormindo e sua besta estava com fomo. Não havia nenhuma vontade no seu corpo em se encolher ou espernear de dor. A adrenalina corria rápido por suas veias recém em funcionalidade e era assim que você conseguia se manter de pé.

    Notando a sua reação firme e intensa sobre a dor a patrício parecia aprovar. Um sorriso como aquele de antes se desenhava na face dela novamente. Mas dessa vez havia um intenso complemento, as presas estavam expostas. Aquela imagem parecia se gravar na sua mente e dificilmente sairia de lá. Rémi ficava por um instante parado, mas logo balançava a cabeça e suspirava. A Madalyn no entanto não tirava os olhos de você e lhe respondia num tom um pouco lascivo e bastante direto.

    - Hummmm... Você até que faz jus à tua linhagem. Eu poderia te oferecer uma forma mais interessante de alimentação, mas você deve estar com um cheiro nauseante e nada bem vestido. Fica para o nosso próximo encontro, se você estiver apresentado dignamente.

    Ela dava uma curta risada no final e fazia um movimento com a mão suja de sangue para você a acompanhar. Logo do lado de fora da porta era possível ver um caixão de pedra aberto coberto de musgo do lado de fora. Corria um calafrio dentro de você ao compreender que fora ali dentro que você ficara pelos últimos anos. Mas agora era passado e você podia seguir em frente. O homem de cabelos branco logo se aproximava, tomando a liderança da caminhada e conduzindo para a porta de saída do prédio. Havia um certo tom de resmungar na voz dele, mas nada muito intenso.

    - Francamente Madalyn. Você podia ser um pouco mais sutil as vezes. Bom, chega desse papo, deixa eu te levar para umas fontes de sangue antes de irmos para a ponte.

    O percurso era relativamente curto. Vocês adentravam um pátio no meio do complexo industrial. Podia-se notar a lua cheia por detrás de uma camada fina de nuvens. Não era muito grande o lugar e ele não aparentava estar abandonado. O prédio de tijolos ao qual vocês saíram era logo na beira do rio e vocês atravessam um curto gramado mal cuidado enquanto pequenos flocos de neve caíam sobre vocês. Um frio bem forte e um pouco incomum, que felizmente ajudava você a sentir menos dor no seu braço que ficou sensível após ser levemente arranhado.

    A caminhada terminava quando vocês entravam em outro prédio do outro lado do terreno. As luzes incandescentes estavam acesas, com uma delas  quase para queimar piscando de leve. Podia-se ver três homens ali sentados, todos por volta dos trinta anos, com roupas de funcionários em vermelho e azul. Estes estavam numa pequena mesa jogando cartas. Ao notar a presença de vocês os três se levantavam. Em seguida era a patrício que se aproximava um pouco deles, mas a mesma não dizia absolutamente nada. Só que mesmo em silêncio, eles pareciam entender o que era esperado e assim ficavam mais próximos de ti em linha parados. Assim Rémi olhava para você e comentava.

    - Apenas não exagere, eles trabalham para nós.

    Visão Parcial do Complexo:
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    Miac

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 18/2/2018, 15:37

    Acompanho aquelas criaturas da noite naquele pequeno percurso após minha fala, noto que a mulher agora estava completamente focada em mim o que não me fazia recuar ou me sentir intimidado com tal ato, inclino meu rosto para o lado em uma tentativa clara em tentar entender aquela expressão, mas o medo que aqueles olhos me causavam não me incitavam a correr ou recuar, na verdade queria permanecer ali e nada me tiraria isso.

    Ao sentir as garras dela em meu braço queimado meus olhos se fecham e minha expressão de olhos fechados agora mudam para uma feição a suportar aquela maldita dor, minha cabeça balança para os lados e solto um baixo rosnado suportando toda aquela ação. Solto um leve sorriso abrindo os olhos de maneira lenta a encarrando de "igual" para igual sentindo toda a adrenalina tomar meu corpo novamente, aquela sensação me mostra o quanto eu estava ativo novamente, sem permanecer imóvel a esmo do destino.

    Notando a expressão de Madalyn o sorriso permanecia aprovando o olhar e sua demonstração lasciva novamente, observo meu próprio estado naquele momento e até mesmo me cheiro entre os ombros e faço uma careta pouco expressiva concordando com ela, minha fala permanecia calma ainda mantendo minha atenção nela.

    - Tem toda razão, só não espere roupas tão luxuosas quanto a sua ou do Rémi! Sou um homem simples e com gostos mais simples ainda.

    Continuo a acompanhar logo após a minha breve fala, caminhando para fora daquele local e chegando na parte externa, notando o caixão o observo com cuidado, uma mistura de medo e vontade de destruir aquele monumento que demonstrava minha "prisão" por anos, uma sensação tão rápida que logo sumia de mim ao notar as neve que caia sobre mim, ambas as mãos se abriam enquanto os acompanhava e sentindo o frio dos flocos de neve sobre elas, o que me fazia relembrar do braço seriamente danificado e muito mais sensível agora com aqueles arranhões.

    " Uhm...nesses anos que se passaram eles ainda permanecem desse lado do rio, isso é bom de certa forma, sinal de que as coisas ainda continuam como antes! Apenas não sei o que pensar ainda por eles terem me deixado aos cuidados de dois membros aparentemente antigos da Espada! Talvez o reconhecimento de meu mentor seja realmente tão vasto e seus serviços sejam visto com bons olhos para eles."

    Não que eu tenha deixado o pequeno resmungo de Rémi de lado, mas não havia nem mesmo motivo para ter falado algo, meu foco agora permanecia na nova construção que adentrávamos, de maneira discreta observo toda a construção e seu interior que percorria com eles, não era por desconfiança, apenas instinto e reflexo. Ao notar os homens ali furtivamente coloco meu braço queimado para trás, ficando meio de lado, mas ao notar como eles estavam adaptados aos cainitas fico um pouco mais relaxado mas ainda sim atento.

    Olho para os três ali em minha frente e falo para Rémi  antes de tomar o pulso de cada um para me saciar um pouco e após fechar as feridas.

    - Apenas um louco desrespeitaria a Espada.

    Spoiler:
    OFF: Bebo dois pontos de sangue de cada homem, depois fechando as feridas.
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 20/2/2018, 20:35

    Sua alimentação ocorria de forma rápida e silenciosa. Seu corpo demandava de mais sangue do que ali era provido. Sua besta estava realmente morrendo de sede. Porém seu auto-controle era considerável. Não havia em você desejo de ferir aqueles funcionários, mesmo com a cicatrização de sua ferida no teu abdômen lhe fazendo a ficar ainda com mais fome.

    Rémi arqueava a sobrancelha se mostrando surpreso com sua decisão em não tomar mais do que o saudável para os humanos. O misterioso homem se mostrava de certa forma satisfeito. Isso também poderia ser dito de Madalyn, mas era menos imperceptível dado o fato dela ainda estar impaciente e com vontade de terminar os deveres dela logo. Era então o homem que vinha a se pronunciar.

    - Acredito então que você já está em condições melhores. Até iria a te oferecer roupas melhores, só que acho que isso mataria minha amiga aqui de tédio e seu Senhor já deve o estar esperando.

    O tom dele estava ameno como desde o começo de sua interação com ele. Assim, o francês fazia um gesto te chamando para perto enquanto Madalyn fazia uma feição de alívio em saber que não teria de esperar você trocar de roupas. Com um olhar nítido que chegava até a lhe dar um calafrio, a misteriosa mulher fazia os homens se virarem e voltarem a jogar carta. Assim aqueles funcionaram retornavam seu jogo como se vocês sequer tivesse vindo os encontrar.

    Mais uma vez do lado de fora do complexo, a caminhada de vocês três prosseguia. Atravessam o campo sob uma curta cobertura de neve enquanto faziam seu caminho para a extremidade mais próxima do rio. A caminhada não custava muito tempo, após uns cinco minutos em profundo silêncio vocês atravessavam o portão do centro industrial ao qual vocês estavam e adentravam na rua.

    Assim que saíam, vocês começavam a andar por uma estrada de ferro enquanto se aproximavam bastante do rio. Uma espessa neblina ia se criando na medida que o Mississipi ficava mais e mais perto. Você chegava a cogitar por um instante o porquê deles não estarem te levando de carro até o ponto de encontro, só que logo era compreendido o motivo. Afinal após duzentos metros na linha de ferro havia uma ponte atravessando o rio.

    Ponte:

    A neblina por entre a suave neve que caía em sua cabeça deixava a visão do caminho sem foco. Mas era possível ver um homem parado de pé no meio da ponte ferroviária. Ele estava de braços cruzados e com um simples colete. Com a cara contemplativa e absolutamente atenta a qualquer coisa. Era como se ele não tivesse mudado nada, afinal era ali Eldert Vedders, do jeito que você se lembrava dele. Então, no momento que vocês pisavam na ponte, a voz da inglesa podia ser ouvida.

    - Aqui nos despedimos então Noah. Não esqueça de suas dívidas, como também lembre-se. A próxima vez que vier para esse lado do rio, trate de vir a caráter.

    A mulher fazia um curto lascivo sorriso e ali no começo da ponte ficava. Rémi fazia o mesmo, apenas se despedindo de você com um leve aceno. Então os dois não se moviam mais e deixavam você seguir sozinho até o meio da ponte no meio da neblina onde seu senhor estava te esperando. Talvez uns cinquenta metros na sua frente.

    Eldert Vedders:
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    Miac

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 21/2/2018, 16:56

    Após minha alimentação vejo que meu corpo reagia de forma inconsciente fechando a ferida em meu abdômen, coloco minha mão boa na barriga a batendo para retirar a sujeira marinha que ali ainda residia para enfim me ver sem o maldito buraco causado por aquele bastando.

    Apenas aceno com a cabeça para os homens, não eram minha presas e deveria me lembrar desses rostos para o futuro, nunca se alimentar do rebanho daqueles que lhe estendem a mão, foi isso que ele me disse uma vez. Sem me importar em nada com minhas roupas atuais faço um gesto negativo para Rémi com as relação as roupas e falo de maneira calma.

    - Agradeço a hospitalidade! Madalyn esperaria com toda certeza, mas veria que ainda continuo um caco e então ela me mataria e depois sua raiva se voltaria contra você meu colega...é realmente faz bem em não querer me vestir.

    Não havia um único pingo de temor em minha fala, mas realmente não me agradava em nada ver aquela mulher ansiosa daquela maneira, havia dentro de mim algo que me aproximava perigosamente dela e os calafrios que ela me causavam me excitava de certa forma.

    " Fique calmo, é apenas a relação de sangue que nós une agora! Logo logo isso ira passar e voltarei a pensar sem me sentir assim, de qualquer modo ainda sim, eles não são pessoas a quem eu deva menosprezar por nenhum momento!"

    Continuo a segui-lós como antes, meus olhos e sentidos prestavam atenção em todo o percurso, o frio e aquela ambientação toda me fazia permanecer em alerta, não que eu precisasse, mas da ultima vez eu fui o mais prejudicado por deixar minha guarda baixa. Olho para a ponte em minha frente e conseguia entender completamente o fato deles não utilizarem algum meio de locomoção.

    Ao notar a presença de meu Mentor no meio da ponte para de andar instantaneamente, nunca havia sentindo tanta falta de ver alguém assim, ele continua como sempre desconfiado de tudo, seu maldito inglês...

    " Me desculpe por ser um amador! Falhei em seguir com você, eu sempre desejei poder lhe acompanhar como igual um dia Vedders...mas agora...com tudo isso que aconteceu comigo...eu...eu...IREI LHE ALCANÇAR E NUNCA MAIS SEREI SUA SOMBRA!"


    Havia certa felicidade em minha face assim como meus olhos brilham de maneira intensa com aquele novo desejo que brota em mim, não era mais tempo de ficar apenas ao lado de meu Senhor, deveria supera-ló em nossa caçada e assim seguir minhas próprias presas. Volto a caminhar de maneira firme e me viro para trás ao notar Madalyn falar, com um sorriso simpático apenas levanto minha mão em um único aceno e falo com calma.

    - Nunca esquecerei Madalyn e Rémi! E foi como eu disse sou um homem simples, se ainda sim aceitar, em nosso próximo encontro aceitarei a outra forma de alimentação que tem a me oferecer.


    Começo a caminhar até o meu Mentor, ainda sim deixava meus sentidos atentos para qualquer anomalia ali, afinal, ele deve ter suas desconfianças sobre tudo isso.
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 25/2/2018, 18:27

    Sua despedida era respondida apenas com o silêncio daqueles dois homens. Porém sem frieza, Rémi fazia um simples gesto de despedida. Madalyn no entanto matinha os braços cruzados, mas repetia aquele sorriso que se mostraria a ficar gravado em sua mente. Aquele misterioso e complexo sorriso, parecia que essa imagem ia durar para desgrudar de sua mente. Assim a imagem dos dois ia se misturando por entre a neblina na medida que você adentrava a ponta. cada vez que do canto dos olhos, focava em ambos, estavam mais e mais desfocados. Até ficar só a silhueta para então sumirem por completo. Provavelmente começavam a andar na direção oposta. Agora era só você e o homem que te transformou em um caçador.

    O seu Senhor como de esperado não envelhecera nada. Mas se mostrava estar com a barba feita, o que era algo bem fora do que você estava acostumado a ver. A face dele era totalmente inexpressiva e os braços cruzados dele concluíam tudo que você conseguia notar do homem, sempre misterioso. Só quando você estava a dois passos de distância dele o mesmo balançava a cabeça num sinal de reconhecer a sua presença ali. Assim ele descruzava os braços e se virava. Não de forma fria, afinal a mão direita dele fazia um gesto para você o acompanhar.

    O velho andava num passo relativamente rápido. Fazendo você realizar um pequeno esforço para o acompanhar de igual para igual. Doía um pouco ter de acelerar tanto o passo, mas nada realmente incômodo. Assim vocês iam cruzando a ponte, onde tudo ao redor de vocês era neblina e o suave som de água corrente por entre os vãos da ponte. Levava quase um minuto para a névoa revelar a outra margem do rio, na medida que vocês iam terminando a caminhada. Era ali que Eldert finalmente falava. A voz dele era forte como de costume, mas sem um tom áspero enquanto falava. O mesmo prosseguia olhando para frente na medida que ainda caminhavam.

    - E então Noah? Como é acordar de um torpor à força? Se estiver com sede podemos caçar...
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 25/2/2018, 19:37

    Não que eu fosse sentimental, na verdade fui condicionado a todos esses anos a me esquecer disso e demonstrar pouco afeto, afinal, um dia eles poderiam virar minhas presas, só que realmente havia gostado daqueles dois Cainitas, por mais glamourosos e chiques ainda sim eram simples de se entender, faziam aquilo que queriam. Meus passos eram calmos e determinados até onde estava meu senhor, meus olhos atentos a tudo apenas conseguia distinguir que aqueles dois haviam sumido em meio a neblina, me fazendo só por alguns instantes.

    "É como acordar de um sonho a qual ainda estou dormindo, o frio e a neblina representam bem isso, sempre deixo as pessoas para trás até sumirem por completo de minha vida e o frio é algo parecido com que eles chamam de afeto... Bonito ao toque, mas, gelado e perigoso caso fique por muito tempo exposto... O que infernos eu estou pensando?"

    Talvez o sangue dela me estivesse fazendo aquilo, ou simplesmente um pequeno pensamento do passado. Mas ao notar Vedder com aquela barba olho de maneira desconfiada para meu Mentor, nunca o vi tão bem cuidado como agora, nem mesmo quando era chamado para um Elísio ou reunião. Aceno com a cabeça em uma forma simples de comprimento e sorria ao ver que era apenas a barba que havia mudado, o mesmo ainda agia da mesma forma, distante e cauteloso ao seu modo.

    "Ficou vaidoso depois de velho é? Tsc... E eu achando que você seria imudável, é bom de ver novamente Senhor, que bom que está bem!"  

    Realmente não me incomodava de nenhuma forma a maneira que me tratava, afinal, ambos eramos completamente desastrosos em demonstrarmos nossos sentimentos, o sigo a poucos passos atrás devido a minha condição, mas nada que me fizesse desistir ou muito menos gesticular alguma queixa, não eramos assim e nunca seriamos. O som do rio abaixo da ponte enquanto a cruzávamos era algo que me fazia ficar calmo e quase o podia ver completamente em minha imaginação mesmo com a neblina o cobrindo.

    O som da voz dele me fazia arquear a postura e ficar mais ereto em semi combate, praticamente uma medida que já estava acostumado só que mesmo assim me parecia haver algo que não conseguia entender em seu tom e por isso falo de maneira calma.

    - Acordar nunca é o problema Vadders, o pós que é bem problemático, ainda sinto um gosto salubre em minha boca e é como se em minhas veias houvessem musgo ao invés de sangue. Minha besta está completamente irritada com tudo isso e realmente preciso de sangue para que ambos possamos ficar melhor! E com todo o respeito, você nunca deixa de terminar uma frase aconteceu algo?
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 4/3/2018, 03:34

    Vadders andava lado a lado contigo com um rosto estático como uma pedra. O velho estava bem focado no caminho, tomando uma curva para fora da linha de trem assim que terminavam a ponte. Começando a andar numa orla por meio de uma vegetação ciliar sob um caminho de terra. lentamente vocês iam se afastando dos complexos industriais e adentrando uma parte mais tranquila do interior das mediações da cidade. Não chegava a ser de fato uma floresta. Mas era um lugar bem rural cheio de vida animal. Por mais que nenhum ser fazia som naquele dia frio de inverno.

    - Se aconteceu algo? Isso que me pergunta?!

    A pergunta de seu senhor era quase que retórica. Ele a falava como se estivesse a declamar, o tom de voz dele era estranho, complexo para você entender. Os passos dele paravam e o homem levava um tempo para olhar na sua direção. Por um instante você imaginava que ele estava tomado pela raiva, afinal seus olhos estavam em um tom avermelhado. Só que mais intenso que a fúria de seu senhor seria, a reação dele te deixou estarrecido. Afinal a voz dele desafinava e aquele centrado homem não parecia estar nada bem.

    - Mas é claro que aconteceu! Olha seu estado Noah! Não conheço ninguém que passou por isso e viveu para contar história.

    Ele olhava nitidamente para a ferida em seu braço. Agora era possível ver como ele estava assustado com aquilo. O homem centrado e equilibrado que você conhecia não parecia estar ali naquele momento. Seu mentor se aproximava, encarando revesadamente você e sua ferida. era como se ele tentasse pensar em algo para sarar sua cicatriz, mas nada chegava a cabeça dele. Assim ele prosseguia a falar num tom de voz que ia lentamente embolando.

    - Reconhecer a sua morte foi pesado, mas saber que você sobreviveu num mar de dor tão agonizante... Toda essa sua dor... Por tantos anos... Graças à uma atitude minha...

    Ali era possível ver que os olhos dele ficavam ainda mais vermelhos. Só que não havia um pingo de raiva naquela expressão. Havia apenas um esforço para conter fracassadamente que algumas gotas de lágrimas escorressem do rosto dele. Algo que nunca você sequer imaginara ser possível dele fazer. Parecia agora que o homem se entregava mais para a própria emoção. Falando de forma mais emotiva enquanto balançava as mãos de forma frustrada.

    - Foi culpa minha! Eu não estava ao teu lado quando você precisou! Cometi o mesmo erro que meu Mentor cometeu antes de morrer. Fui fanático e afobado, não agi como um caçador. Falhei com ele, falhei comigo e principalmente, falhei com você Noah.

    Vadders dava uma trava no final. Era nítido que ele estava mais que triste, estava confuso sobre como agir. Seu mentor ficava um tempo parado pensando. para então fazer um longo suspiro antes de começar a falar. Havia muita hesitação na voz dele. Só que tinha algo maior. Tinha uma pincelada de medo ali.

    - Não mereço mais ser seu mentor. Muito menos aquele que guia o teu destino.
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 4/3/2018, 13:24

    Sigo meu Senhor sem questiona-ló mais, indo para o caminho mais rural ainda permanecia observando todo o percurso, era como se ali ao lado dele nenhum erro devesse ser cometido e minha postura fosse a mais profissional diante de nossa tarefa que adquirimos para nossas não vidas como caçadores, aquela região mais rural era algo que realmente me agradava muito mais, meus olhos começavam a se acostumar com a escuridão normal da noite, sem as luzes e brilhos da cidade, aquilo me trazia certa paz.

    Só que ao notar a voz de meu Mentor estranha daquela forma me fazia ficar sem uma reação de imediata apenas me fazendo ficar a observa-ló. Suas reações me deixam completamente sem entender o que era aquilo, seu tom havia medo e confusão, aquilo nunca havia acontecido em anos de convivência.

    Ao notar aquelas pequenas gotas de sangue descer por sua face meu punho esquerdo se fecha com ferocidade e minha expressão de apático, muda para uma raiva, raiva em vê-lo "debilitado" daquela forma, raiva por não compreender ao certo como era o carinho dele por mim e o que fazia até minha besta se manifestar era sua ultima frase por desistir de mim.

    " Então era isso que sentia por mim, foi esse o sentimento que nutriu em todos esses anos! Como pude pensar que você era apenas uma maquina de combate sem sentimentos...por mais feroz que seja...por mais rígido que sempre foi...era para meu próprio bem!"

    Mudo minha expressão ficando mais serio, minha voz era firme e irritada com tudo aquilo, meus olhos seguram minhas lagrimas com veemência e bato no peito com minha mão esquerda simbolizando que era ali que ficaria.

    - E quem disse que é você quem decide onde eu devo ou não ficar? Eu ando ao seu lado por que um dia quero ter o direito de poder olhar a minha volta e ver que somos iguais...permaneci até hoje onde estou por admira-ló...


    Minha mão tremula se apoia no ombro de Vadders e meus olhos não seguram mais as lagrimas.

    - E dai que você errou! E dai que eu errei! Cabe a nós continuarmos e tentar não cometer os mesmos erros, é assim que a vida funciona, aprender com nossos erros e tentar melhorar para nunca mais comete-lós. Você fala da dor que senti, mas em nenhum momento pensou na dor que sinto por vê-ló assim...não haja como se apenas você esteja sofrendo com tudo isso...

    Abaixo minha cabeça chorando com uma dor profunda, não a dor que sofri em meu corpo, era um sentimento mais profundo, já havia me questionando antes em te-ló decepcionado com minha imprudência e ego inflado, tudo aquilo ali diante de mim era um reflexo disso.

    - Se não me quiser mais ao seu lado eu entendo...falhei em te seguir, falhei em manter minha percepção em alerta naquela noite...só não tome tudo para si, isso é algo que não admitirei.
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 11/3/2018, 22:39

    Havia um absoluto silêncio vindo de seu Senhor enquanto a tua resposta era dada. Só que ele não ficava inexpressivo. Era possível notar seus olhos levemente arregalados e uma expressão facial que possuía muitos significados diferentes. O punho fechado dele se aliviava e o mesmo permanecia praticamente incrédulo escutando suas palavras. Havia um peso nos teus sentimentos que realmente fazia aquele homem ficar surpresa. Com um grande semblante que parecia confuso e ao mesmo tempo profundamente pensativo.

    Vadders parecia se recompor melhor quando você dizia que não era apenas ele que sofrera. Ali os olhos do homem encontravam um foco mais intenso lhe encarando. Era o seu bom e velho caçador na sua frente. Mas mesmo assim bem mudado. Ainda profundamente focado e com uma certa hesitação. Havia tantas palavras para serem ditas que não precisavam de fato serem faladas em voz alta. Assim, quando sua fala terminava você era pego de surpresa. pois o homem se aproximava rápido e te prendia num abraço forte. Aquele tipo de abraço que quase faz quebrar os ossos, mas um forte abraço de grande amizade. Ali seu mentor finalmente te respondia os sentimentos dele.

    - Sentia sua falta Noah. Bastante...

    Após um curto momento de silêncio, onde apenas o som de corujas nas árvores e do rio ao longe correndo podia ser ouvido, o abraço chegava a um fim. Vadders se esticava, como se estivesse a se alongar. Ele parecia bem mais leve, como se tivesse colocado um grande peso para fora de suas costas. Havia ainda mais alguma coisa ali. Só que por hora era crucial aproveitar os pequenos momentos. Era assim que você compreendia ao ver uma rara face alegre no rosto daquele homem quando ele finalmente fazia o convite que você tanto amava escutar. No meio do convite ele te oferecia a própria faca de herança dele, algo que ele te emprestava apenas em ocasiões bem raras.

    - Vamos então caçar um pouco? Como nos bons e velhos tempos.
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 12/3/2018, 00:25

    "- Por mais solitário que sejam nossos caminhos acabamos por compartilhar e criar bons momentos com aqueles que nós rodeiam...é assim que me sinto Vadders, não somos insensíveis e t]ão pouco frio com os outros, apenas não sabemos como demonstrar nosso afeto, eu sou assim e agora vejo que você também é! Uhm...tsc...você me viu derramar lagrimas velho..."

    Observar sempre foi algo que Vadders me fez e obrigava a aprender, não precisava por vezes falar nada e muito menos gesticular algo, ele sempre se parecia atento ao que fazia e quando eu o ia falar nada lhe demonstrava surpresa, só que aquela expressão e olhar eram algo que nunca havia visto nele, me preparava para algum tipo de violência contra mim e palavras duras só que sua reação me fazia arregalar os olhos de forma que fico sem reação.

    Com meu braço esquerdo lhe dava alguns tapas nas costas o sentindo me esmagar com aquele abraço forte, solto um leve sorriso vendo que ele havia entendido que nem tudo ele deveria guardar para si e que as vezes compartilhar essas angustias comigo poderia ser bom. Realmente aquele silencio me agravada ainda mais, sem palavras pensadas e muito menos discursos longos e chatos, era ali que aquele gesto se marcava tão forte e intenso, falo de maneira calma.

    - Certo...também estava com medo de que algo de ruim tivesse ocorrido com você Velho!

    Era como poder estar ligado realmente com a natureza ali, duas criaturas ferozes que mesmo sendo como eram se respeitavam diante um ao outro. Com o desvencilho do abraço limpo minhas lagrimas com a própria camisa, já que não haveria possibilidades de alguém notar o meu sangue naquela sujeira toda. Olho de maneira desconfiada para meu Mentor realmente desconfiando de que ele ainda estava a guardar algo, mas aquilo pouco me importava no momento, afinal, um sorriso completamente competitivo brota em minha face assim como meus olhos brilham em adrenalina ao ouvir a palavra caça, estralo meu pescoço e seguro minha besta agora que rugia de fome enquanto me foco a não mostrar minhas presas.

    - Essas sim são ótimas palavras de se ouvir meu Senhor! Como nós velhos e bons tempos...estou até tremendo de emoção...
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 18/3/2018, 13:14

    Teste caça:
    Percepção + Rastreio = 3 + 3 = 6d10
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Dados em 18/3/2018, 13:14

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 9, 6, 2, 8, 3, 6
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 18/3/2018, 13:17

    Teste de Caça acumulativo:
    Destreza + Sobrevivência = 3 + 3 = 6d10 x3
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Dados em 18/3/2018, 13:17

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 10, 7, 8, 3, 3, 1

    --------------------------------

    #2 'D10' : 2, 7, 6, 4, 9, 4

    --------------------------------

    #3 'D10' : 5, 4, 3, 6, 5, 2
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 19/3/2018, 17:49

    Assim que você concordava a caçada começava finalmente. Com as presas expostas e os olhos avermelhados, vocês dois aceleravam o passo para dentro da mata ciliar do rio. Havia uma emoção tomando conta de você, era como se sentir vivo novamente. A dor parecia arder menos agora. Então vocês dois iam tomando caminhos distintos, se separando brevemente, mas com seus sentidos ao máximo para sempre saberem onde estava o outro em relação a si mesmo. Só que o foco agora era a caçada, pegar presas grandes que desse bastante sangue para sua sede. Seu olfato estava a mil e sua concentração intacta, permitindo rastrear no auge de sua performance.

    Não lhe custara muito tempo até encontrar rastros de uma trilha de javali, um dos poucos mamíferos grandes da região. Sua sede crescia a cada passada sua enquanto teus instintos te guiavam claramente pela trilha do animal. Fazendo você tomar cuidado em cada passagem para não chamar a atenção. Assim a caçada começara e não demorava sequer uma hora inteira para o ninho do animal ser encontrado. Como não era época de acasalamento não havia nenhum filhote ali, apenas um macho alfa. O que lhe servira de forma simples e rápida como uma perfeita alimentação. Saciando sua sede por completo enquanto aproveitava cada pedaço de sangue daquele animal que morrera por uma causa nobre, a lei da natureza.

    Você então lentamente ia terminando de se saciar. Sentindo suas feridas peitorais totalmente saradas e mais nenhuma sede dentro de você. Claro que seu braço ainda ardia, mas parecia ser mais brando. Então passara mais alguns minutos para chegar seu mentor no meio da cena. A face dele suja de sangue mostrava que ele também tinha acabado de completar a meta dele. Só que o mesmo sorria de forma mais intensa. Havia um orgulho profundo nos olhos dele em te ver ali a esperar por ele.

    - Você pode estar todo ferido, mas seu instinto prossegue muito afiado. Foi bem mais rápido que seu velho aqui. Parabéns.

    Ele então dava um forte tabefe em seu ombro não machucado de forma que ele sempre fazia quando estava muito feliz com uma atitude sua. Assim dava uma curta risada e começava a simular um movimento para vocês dois começarem a andar na direção da cidade. Mas antes ele fazia uma curta pausa e olhava serio nos seus olhos antes de prosseguir.

    - Agora vamos para casa. Tem algo que eu gostaria de te mostrar...
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 19/3/2018, 18:54

    Meu caminhar era rápido e silencioso em meio a floresta que adentrava, praticamente não respiro enquanto me separo de meu Mentor, minha besta estava aflorada e completamente solta naquele momento, me inclino para frente ao ver pequenos ramos e folhas amassadas, um rastro e era do tamanho que procurava, sentindo os cheiros e até mesmo o sabor daquele rastro.

    " Vamos...me mostre o que você é!"

    Continuo a caminhar velozmente ainda tomando o cuidado devido para não criar barulhos desnecessários, meu corpo se movia livremente por puro instinto, meu lado racional se foca em manter minha audição em meu senhor, sentindo sua presença ali próximo, a outra metade, bem ela agia por si só. Minha boca salivava ao notar o ninho de minha caça, me inclino como um felino dando cada movimento de forma calma e furtiva, realmente meu centro de apoio era meu braço bom deixando o danificado com a menor carga de meu corpo.

    Assim que conseguia chegar perto o bastante avanço ferozmente na garganta do animal e com a outra mão quebrando sua traqueia para que não fizesse muito alarde, era um belo javali, grande e robusto, a cada gole de sangue que vinha para dentro de meu corpo podia sentir a vida do animal se esvaindo e minha besta sossegando.

    Calmamente minha mão fecha os olhos do animal já morto respeitando sua luta em vão pela vida que havia tomado, enquanto minhas feridas agora se curavam com rapidez repouso minha mão sobre o animal para falar de forma baixa e sentir a quietude da natureza.

    - Obrigado por saciar minha fome, é um ciclo que se encerra, da natureza você veio e para ela que retornará.

    Não havia nem mesmo a necessidade de fazer mais nada com aquele corpo, as outras criaturas que ali habitavam iriam fazer o resto do trabalho, permaneço imóvel olhando para as copas das arvores que bloqueavam o céu e ouvindo atentamente os sons a minha volta, viro meu rosto ao notar meu Senhor se aproximando e me olhando com tamanho orgulho, sorrio de forma discreta e falo um pouco encabulado com o forte tapa.

    - Puro instinto, as vezes ser mais rápido nem sempre é ser o melhor!

    Coço minha testa em um sinal de que estava um pouco envergonhado por aquilo e ria feliz por estar de volta, as dores haviam diminuído de forma exponencial, conseguia pensar com mais clareza sem os impulsos de minha besta a todo momento, começo a segui-ló, mas o seu olhar me fazia ficar completamente alerta antes de suas palavras, o olho de forma desconfiada e falo com calma.

    - Foi mais rápido do que imaginei! Você é péssimo em esconder as coisas, pode me mostrar assim que estiver pronto Velho.

    " Ele é tão transparente ou sou apenas eu que o conheço tão bem. De qualquer forma ele esta muito preocupado com a minha reação...o quê será que ele fez para pensar assim? Se tivesse matado aquele mutante não estaria assim...outra vitima?...uhm...ele se afiliou a outro caçador? Não...ele não faria isso...não é o estilo dele...eu não reprovaria quase nada que ele fizesse..."
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 25/3/2018, 18:05

    Seu senhor concordava com a cabeça e então a caminhada começava. Não levava muito tempo para vocês saírem do meio da floresta e adentrarem as ruas da cidade. Mas era no entanto uma longa caminhada que cruzava do subúrbio até o centro urbano. Como sempre Vadders andava em passadas longas, características do físico dele. Mas não havia nitidamente pressa na face dele. O permitindo a conversar contigo de forma casual. Mas a conversa se mostrava quase um monólogo. Onde ele ia lentamente explicando como ficara toda a hierarquia da cidade. Explicando como o sabá foi reestruturado, como também quem se tornou os novos primogênitos e quem é a nova Rainha da cidade. Nada muito alarmante, mas que te deixava dentro da situação local.

    A caminhada prosseguia enquanto vocês iam adentrando o bairro central da cidade. Repleto de pessoas nas ruas. Só que com um movimento mais lento que o de sempre pelo fato de estar a nevar por todo o caminho. O que deixava o asfalto em um tom suavemente branco. Trazendo uma beleza nova para aquela cidade tão diversificada de culturas. O que te dava muitos pontos de referências para observar, afinal muitos dos prédios eram novos. Aquele furacão do dia de seu torpor mostrou de fato ter feito essa cidade ter mudado bastante, tanto socialmente quanto fisicamente.

    Casa de Vadders:

    A caminhada de vocês terminava na frente de um prédio vermelho de esquina. Parecia ser uma grande pensão de dois andares. Com aquela varanda de ferro típica da região. Não era nem muito sofisticado ou humilde. Parecia ser uma residência agradável a qual se mostrava ser o lugar que seu Senhor escolhera como lar. Afinal ele parava na entrada e começava a procurar em seus bolsos pela chave.

    - Certo Noah. É aqui que eu aluguei um quarto temporariamente. Devo conseguir um lugar para você dormir lá dentro sem problemas.

    Interior do Apartamento:

    Após entrar pela portão inicial e subir um pequeno lance de escadas, vocês se viam em um corredor até chegarem na última porta. Onde mais uma vez seu senhor procurava a chave certa para abrir a porta. Revelando um apartamento de tamanho mediano. Típico de um desing mais modernoso. E ao mesmo tempo bem compacto, com um sofá e uma cama logo na primeira sala a qual havia uma cozinha americana ao lado. Era um clima bem arejado a agradável. Mas sua atenção logo se focava na voz que chegava no instante que vocês entravam.

    - Pai! Já chegou?

    Era uma voz feminina vindo do quarto no fundo do apartamento. Algumas passadas depois e uma jovem se revelava para vocês dois. Uma jovem de cabelo castanho para vermelho, com uma aparência de seus vinte anos. A pele suavemente pálida apenas. Ela usava uma roupa bem casual junto de sua calça jeans. O teu senhor ficava do teu lado meio estático, aparentemente esperando uma reação sua. Só que ele desviava o olhar, olhando para baixo. Enquanto a misteriosa jovem focava diretamente em você com um ar ligeiramente curioso.

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