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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

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    Danto
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    Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Danto em 17/6/2016, 03:30

    14 de março de 2002, Berlim.
    Sexta Noite


    O começo da noite de Sábado foi dinâmico, em poucos instantes você foi capaz de encontrar os frascos de vitae encantados postos no centro da sala de itens e retornar até a sala de estar onde os anciões estavam à sua espera. Cada um deles pegou uma quantidade de frascos necessária para mante-los saudáveis e em plena força para o conclave que estava prestes à acontecer.
    Sem muitas palavras, Lotharius logo conduziu vocês até a saída da capela de Munique e parou novamente em frente as sete pedras postas na entrada pra a realização do ritual de transporte. Usando do vitae de um dos jarros como fonte de mágika, expondo a sua vontade, novamente o teletransporte arcano acontecia. Seus olhos se afogavam em uma película densa de vitae, profunda o suficiente para lhe privar da visão durante alguns minutos. Minutos esses que foram necessários para que o transporte fosse finalmente concluído.
    Você estava novamente nos escombros da capela de Berlim. E seu celular vibrava loucamente com notificações, mensagens de voz na caixa postal, mensagens e muito mais. Incontáveis reclamações de Diana, a preocupação de Ilyana e várias perguntas de alguns neófitos locais, além de algumas declarações de eróticas feitas por Marianne.

    Michael olhava curioso para você, afinal seu bolso demorou para parar de fazer barulhos, seu celular só se calou quando você finalmente o sacou do bolso e o silenciou. Enquanto isso Lotharius caminhava pela capela, com calma.

    -Interessante. As chamas queimaram principalmente as estruturas, os livros dispensáveis e tomos incompletos ou obsoletos... O incêndio foi perfeitamente realizado por alguém que queria apenas causar medo, não necessariamente, alguém interessado em destruir o conhecimento da Casa Tremere. Vejo que os livros mais importantes dos ciclos avançados foram todos mantidos em perfeito estado, ou no máximo, levemente chamuscados em suas capas. O conjurador queria deixar bem claro que ele era capaz, mas não necessariamente desejou a nossa ruína. Ele provou um ponto. Precisamos mover os livros e artefatos daqui o mais rápido possível, farei isso após o conclave... Aliás... Já começarei a localizar os artefatos mais delicados. Michael conduza por favor o conclave em nosso nome, se algo terrível acontecer eu estarei ciente e irei intervir.

    Disse o antigo Lotharius e caminhava pelas escadas, em direção ao topo da capela. Michael não respondia diretamente o próprio Senhor, pois não havia necessidade de responder à uma ordem, algo que você havia aprendido muito bem com a relação dos dois. O ancião Tremere caminha até a mesa central do primeiro andar e passa a mão sobre a mesma, revelando uma mensagem deixada por Frank Wahlgren.

    "Segue a lista de sobreviventes do incidente na capela Tremere:
    Maxwell Ladescu, Kai Ammermann, Simone Lindwurm, Sten Bergstrom, Jürgen Kocher. Os demais seguem desaparecidos, com exceção de Bernardo Sison que foi carbonizado. Todos nós estamos reunidos e à caminho do Teatro de Deutsches, onde o Conclave ocorrerá.
    Att Wahlgren."


    Michael observa a mensagem por alguns instantes e finalmente diz.

    -Ao menos temos sobreviventes não é mesmo jovem Ulrich?! Você poderia fazer a gentileza de primeiro responder aos teus contatos fervorosos e em seguida, pedir um meio de locomoção até o local do conclave? Eu até dissertaria acerca das necessidades de vestimentas, mas sinceramente, temos prioridades maiores.
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    Miac

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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Miac em 17/6/2016, 10:20

    Ulrich realizou as atividades impostas a ele, o mesmo se sentia confortável com o que tinha feito. O mesmo também bebeu um pouco da Vitae que trouxera para todos ali. Sua eficiência em consumir os nutrientes do sangue lhe ajudariam naquele momento. O mesmo deixou o jarro de lado e seguiu Lotharius sem disser uma unica palavra, ele fechou as mãos em sinal de que estava pronto e assim que ficou submerso na película de sangue.

    " Agora começaremos com os preparativos para o ressurgimento da capela de Berlim. Passei uma noite a mais que o esperado fora, as coisas não sairão como deveriam ter sido cronometradas, espero que Ilyana Tenha conseguido deixar a capela protegida como pedi!..."

    O jovem Tremere quase deixou o celular cair quando o colocou no silencioso, o mesmo abaixou a cabeça em sinal de desculpas por aquilo, mais uma coisa naquele momento era certa, seus ouvidos estavam focados na voz de Lotharius, em seu intimo, Ulrich não aceitava aquelas palavras, poderia aquele Cainita ter tido consciência de sua força para não queimar os livros importantes, mas, um cainita havia morrido ali e a moeda de troca deveria ser equivalente para ele. Seus olhos caminharam para junto de Sir Michael e de relance ele havia olhou a lista em cima da mesa. O mesmo não respondeu o antigo e fez apenas um gesto que sim com cabeça. Retirou o celular do seu bolso novamente e começou a responder todos que lhe haviam perguntado algo. Todas as mensagens com exceção de algumas começava com as desculpas pela demora na respostas.

    Spoiler:
    Diana: " Acabei de voltar para a cidade! Eu...sinto muito por ter lhe deixado sozinha, mas, foi necessário Diana. Em pensamentos eu sempre estava ao seu lado. Estarei ao seu lado em breve.

    PS: Este humilde servo aceitará qualquer punição! rs"


    Ilyana: "Ilyana boa noite, estive fora da cidade por tempo de mais, agradeço por manter os arredores da capela em segurança. Necessito de um carro para o Teatro de Deutsches. Sir Michael Kretschmann se encontra comigo! Um outro membro irá permanecer na capela por isso pode solicitar que seus homens se retirem por gentileza. Até mais"

    Marianne: " Realmente eu não sei o que lhe disser sobre isso!...é meio constrangedor saber dessas coisas Marianne...Boa noite, logo estarei no Teatro!"

    O mesmo escrevia de maneira rápida em seu celular e respondia as mensagens de voz com mensagens escritas, demonstrava uma certa agilidade em seus dedos para realizar as conversas, para ele aquilo era até que natural de se fazer, logo o mesmo olhou na direção de Lorde Lotharius e Sir Michael. Sua voz soou firme e segura naquele momento.

    - Lorde Lotharius e Sir Michael, creio que os arredores estejam com alguns humanos que estavam realizam a vigia do local. Em breve os mesmos irão se retirar. Sei que é pedir de mais e não tenho esse direito, mas, minha senhora não se encontra na lista de sobreviventes, ela pode estar desaparecida ou algo pior...se houver algum meio de encontra-la ou puder me passar esse ensinamento esta criança seria eternamente grata meus senhores!
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    Danto
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Danto em 20/6/2016, 18:16

    Lotharius continuava a subir as escadas em direção as salas superiores sem sequer olhar para trás ou responder alguma coisa, em silêncio o antigo observava e analisava profundamente toda a situação em que a capela atualmente se encontrava.
    Michael que estava ao seu lado, cruza os braços e lê novamente a lista de sobreviventes que foi deixada para trás. Enquanto ele refletia sobre a lista, algumas respostas chegam ao teu celular.

    Diana escreveu:E pensamentos ajudam dês de quando Ulrich? Sinceramente! Foi um caos arrumar toda a logística do Conclave! Ainda ter que lidar com o ego dos retrógrados do Oriente! Mas deu tudo certo, eu espero... Os convidados já estão chegando no teatro.

    Ilyana escreveu:Boa noite. O perímetro da capela ainda está sob alerta da polícia mortal e de alguns carniçais à serviço da Camarilla. Peço que aguarde, estou relocando um veículo até a capela para o transporte de vocês. Assim aproveito para informar que o Arconte Loriet não virá ao Conclave. Todos os outros convidados já chegaram.

    -Existe um ritual simples que permite a comunicação direta com o Senhor do feiticeiro que o executa. Se não me engano é do primeiro ciclo, você o conhece?

    Indaga Michael.
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    Miac

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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Miac em 20/6/2016, 21:30

    Ulrich sentiu o vibrar de seu celular e o pegou enquanto ouvia Sir Michael o mesmo antes mesmo de ler as mensagens respondeu prontamente a pergunta feita para ele. Um sinal positivo foi feito com a cabeça e sua voz soou com um tom de duvida.

    - O conheço Sir Michael. Não o fiz pelo fato deste sono que assola os antigos membros, quando eu o aprendi em minha interpretação com as escrituras antigas compreendi que para sua realização o meu senhor deveria estar acordado!

    O jovem Tremere então leu primeiramente a mensagem de Diana e fechou o olho esquerdo levando a cabeça para o lado de uma maneira que parecia que havia tomado um leve tava na cabeça, o mesmo se lembrou de como era a personalidade de Diana nesse pouco tempo que a conhecia, e sabia que a mesma até se conteve em suas palavras na mensagem.

    " Pensamentos ajudam a nos manter com um foco, este que era voltar ao seu lado!"

    Por fim o mesmo leu a mensagem de Ilyana o que resultou em uma postura mais seria por parte dele, seu semblante se fechou de maneira severa com aquela noticia. Ele guardou o celular em seu bolso, ele olhou para os dois antigos ali presente não focando seus olhos diretamente nos deles como havia aprendido, sua voz soou mais seria e firme.

    - Meus senhores, acabo de receber a noticia de que os convidados para o conclave já estão se locomovendo para o Teatro. E que infelizmente Sir Maurice Loriet o Arconte de Lucinde não estará presente nesta reunião. De ante-mão não fui informado o do por que de sua ausência e creio que esta informação não foi repassada para aqueles que estavam organizando o evento.

    " O que ouve para ele não vir, será que a Justicar Ventrue lhe encarregou de alguma outra tarefa?"
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    Danto
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Danto em 22/6/2016, 00:18

    -Maurice Loriet, esse homem seria por acaso algum tipo de parante da responsável pela destruição dessa capela?! De qualquer forma, iremos alcança-lo cedo ou tarde e se ele possuir qualquer envolvimento com o que aconteceu aqui ele será penalizado. Agora, sobre o ritual, veja bem jovem. Se o senhor Wahlgren deixou uma mensagem, isso significa que ele despertou correto? Podemos então presumir que provavelmente o tal sono se findou.

    Respondeu Michael, Lotharius agora entrava em uma das salas sem se importar com o diálogo que vocês dois mantinham ainda no primeiro andar da capela. Michael então dá inicio à uma caminhada leve e calma até a saída da capela, parando abaixo do portal que separava os domínios Tremere dos domínios da biblioteca.

    -Então, recomendo que faça o ritual enquanto esperamos o veículo que irá nos levar até o conclave.
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Miac em 22/6/2016, 10:42

    -Quando ela disse que se apresentou disse que era irmã mortal do Justicar, de resto ainda estou aprendendo sobre a herança do sangue da Camarilla e de nossa Família Sir Michael. Realmente nem se passou pela minha mente o fato de o sono já ter sido sanado...como é algo que desconheço eu realmente esperava que fosse algo eterno.

    O Jovem Ulrich falou de maneira rápida, e demonstrou um descontentamento consigo mesmo por não ter pensado sobre o acordar dos antigos, ele olhou de relance para Lorde Lotharius e mesmo que Sir Michael estivesse de costas para ele o mesmo acenou com a cabeça que sim e começou a caminhar em direção a sala de estudos que sempre ficava sozinho com sua senhora, ali ele encontraria alguns dos livros que ela sempre usava e assim conseguir fazer o ritual.

    " Espero que ela esteja bem, e também quero que ela entenda minha escolha por não ter acordado Lorde Salamancer! Mais, agora que Michael falou, não seria possivel que o Justicar ficasse com medo da retaliação pela ação de sua irmã, afinal, se ele não teve nada com este evento não deverias temer...ainda acho que é algo mais significativo que isso!"

    Ulrich chegou na antiga sala de estudos e olhou para os livros e moveis destruídos, sua mão direita se fechou com força e o mesmo respirou de maneira profunda, procurou nas prateleiras danificadas por algum livro de sua senhora e o pegou, ele deixou o livro aberto em sua mão e com a mão esquerda apoiou a palma de sua mão no meio do mesmo, seus olhos se fechavam, ele respirava de maneira forte, a cada instante diminuindo o ritmo da respiração de forma gradativa até o momento que parecia ter se tornado uma estatua imóvel.

    " Com sua permissão minha Senhora, eu peço que aceite esta conexão que faço mentalmente com você! Tenho muitas coisas para falar e de antemão eu apenas gostaria de disser que sou eternamente grato por tudo que fez por mim até hoje..."

    OFF: Inteligência + Ocultismo dif4 = 4 + 3 = 7d10


    Última edição por Miac em 22/6/2016, 22:13, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Dados em 22/6/2016, 10:42

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 5, 4, 5, 5, 7, 6, 4
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Danto em 22/6/2016, 23:12

    Infos Off Game::

    Pontos de Sangue 12 -> 14
    FdV -> 7/7
    Vitalidade Atual -> 7/7


    A sua vontade se atirou aos ventos e suas palavras foram mentalizadas, o aguardo pela resposta era sempre a pior parte da realização do ritual de comunicação com o Senhor, afinal, nem sempre o elo era criado e esperar poderia se transformar numa enorme frustração. Entretanto, o aguardo foi recompensado.

    -Ulrich, minha caríssima prole... Fiquei extremamente preocupada com o desaparecimento de todos os jovens da capela e ainda mais ao vê-la em cinzas e brasas. Felizmente eu não adormeci na capela como os demais o fizeram, mantive meu costume de adormecer no refúgio particular de meu Senhor. Eu fico grata pelas palavras, sinceramente, não esperava ouvi-las em situação alguma... Os filhos da lua tem dito durante essas noites que estamos agora adentrando uma nova era, uma era de mudanças e escutando a ti dessa forma, tenho que começar a me convencer que os lunáticos tem razão. Diga-me onde estás? Estou a me preparar para o conclave.

    Lady Valerius respondia ao seu contato com nitidez perfeita, era a mesma sensação de estar conversando com a mesma a sua frente, entretanto, o refúgio de Salamancer era um local que ela jamais havia apresentado à você e certamente não iria fazer tão cedo, mas as suas suspeitas indicavam que o local era próximo da fronteira ocidental de Berlim com a cidade vizinha.
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Miac em 23/6/2016, 10:30

    Ulrich estava em uma meditação profunda, talvez aquele fosse os trinta minutos que conseguiu ter paz consigo mesmo desde as ultimas noites, por alguma razão seus pensamentos mesmo que calmos o levavam a lembranças com sua senhora, de tudo que havia feito para tentar ferir ela, seu comportamento no passado era motivo de dor para ele, só que não havia arrependimentos, para ele o que construiria dali para frente era o que importava e a espera só o fazia ficar mais ansioso. Um sorriso sincero e uma leve respirada de alivio se fez presente quando a voz de Valerius foi ouvida em sua mente.

    - Sua preocupação foi a minha durante as noites de sono minha Senhora, não sou religioso e muito menos crente em algo divino, mas, agradeço de corpo e alma que esteja bem. E sim, haverão grandes mudanças nas noites que estão por vir. Neste exato momento estou em nossa Capela, aguardo um carro para minha locomoção ao conclave que esta para ser realizado. Sou uma extensão de seu corpo e mente Senhorita Valerius, na capela irá permanecer Lorde Lotharius, este que regressou de seu sono por minha escolha e ao meu lado no Conclave estará Sir Michael sua prole. Eu...mudei, ainda estou me achando a cada passo que dou, vi e vivi coisas que chamais imaginei, agora mais que nunca eu preciso de seus ensinamentos e conselhos minha Senhora...

    O jovem Tremere, falava em sua mente com sinceridade e convicção, o mesmo ainda de olhos fechados e corpo estático como um boneco. Só que ele não conseguia falar mais nada naquele momento, de seus olhos fechados as lagrimas de sangue escorriam, mas eram lagrimas de felicidade, um leve palpitar em seu coração foi ativado pelo seu sangue, não por vontade própria, e sim por estar grato de que sua Mentora estava viva e por mais que ele a tivesse ferido no passado a mesma ainda acreditava nele e agora ele estava por ser seu verdadeiro filho e orgulhoso por continuar sua linhagem.

    Spoiler:
    OFF: Vitae 11/14: Gasto ponto de sangue para fazer o coração bater.
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    Danto
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Danto em 28/6/2016, 16:42

    A voz de sua Senhora ecoou em sua mente com uma rispidez inesperada.

    -Você não possui sequer uma exata noção das pessoas as quais você cita os nomes criança?! Onde estão os seus modos?! A Sua Eminencia, Senhor Lotharius, é um dos fundadores da primeira capela do Clã Tremere! Senhor de Sua Excelência, Senhor Michael. Jamais simplifique as honrarias que estes ilustres antigos de nossa casa merecem!

    Em seguida é possível ouvir a respiração de sua Senhora, ela claramente havia se surpreendido com os nomes e a segunda frase veio com mais suavidade para finalizar o diálogo que havia sido inciado através do ritual.

    -Enfim minha criança, nos encontraremos no conclave. Teremos uma forte representação e espero que não ocorram infortúnios... Seguiremos esta conversa em outra oportunidade, infelizmente, precisamos nos adiantar a cerimonia abre em trinta minutos.

    O ritual era então finalizado pela sua Senhora. Sua atenção finalmente se voltava para o seu arredor, as paredes chamuscadas e fragilizadas da capela e o clima mórbido que a mesma agora possuía o incomodava profundamente. Em seguida, uma mensagem chega ao seu celular:

    Ilyana escreveu:O Carro está a sua espera do lado de fora da Biblioteca.
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    Miac

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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Miac em 28/6/2016, 17:32

    Ulrich se espantou com a repentina bronca que havia tomado por parte de seus modos, o mesmo abaixou sua cabeça em sinal de obediência, sua voz soou de maneira desculposa, realmente nunca se prendeu aos títulos ou cargos impostos dentro ou fora de seu clã.

    - Minhas mais sinceras desculpas minha Senhora, estou ainda aprendendo sobre a cordialidade perante aos antigos e nunca foi minha intenção simplificar os feitos daqueles que me inspiram.Isso não se repetira!

    O jovem Tremere nada disse para sua senhora e fez um gesto que sim com a cabeça, ele não a questionou e muito menos retrucou a mesma, ele abriu os olhos e permaneceu olhando para os lados, aquela atmosfera lhe fez pensar novamente sobre como não pode aproveitar aquele ambiente, na morte de Maestro.

    " Talvez aqui seja onde eu tenha sido queimado também, minha rebeldia, minhas perturbações, como Sua Eminencia, Senhor Lotharius disse lá em baixo...apenas as capaz foram queimadas, ainda seu conteúdo se encontra perfeito para descobertas, ainda sim, elas terão essas marcas para todo sempre."

    Pegando seu celular e lendo a mensagem o Jovem cainita caminhou até a entrada da capela onde estaria Sir Michael, ao ver o mesmo de costas, ele falou de maneira calma e permaneceu cerca de três passos longe do mesmo, seus olhos não permaneciam fixos naquele homem, o verdadeiro respeito para os antigos de sua casa estava nascendo no peito daquele que um dia se achou o pesar de seu clã.

    - Com sua licença.Vossa Excelência, Senhor Michael. Nosso meio de locomoção chegou, é com imensa alegria que informo que minha Senhora Maggie Aartrox Valerius está bem e irá nos encontrar no teatro. Sei que não é para ser assim Vossa Excelência, mas, é completamente normal sentir tanto medo de poder falar em um evento como esse?

    Sua mão se fechava com força no final da frase, agora mais que nunca ele teria o direito de concretizar aquilo que foi imposto para ser feito, com a proximidade do evento seu coração se sentia temeroso, uma falha e tudo estaria arruinado.
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Danto em 1/7/2016, 15:26

    Sir Michael se vira ao ouvir a sua voz e abre um pequeno sorriso ao ouvir a nova forma que você havia aprendido com sua Senhora de se referir ao mesmo. Com um pequeno aceno com a cabeça, simbolizando o ato de compreender as informações apresentadas, começando então uma breve caminhada sem pressa na direção da saída da capela.

    -Vejo que tua Senhora prontamente lhe ensinou algo novo não é mesmo?! Estou com grandes expectativas para esse conclave, começando com o ato de conhecer Maggie Aartrox Valerius.

    E assim vocês caminham pela saída da capela, passando pelos corredores da biblioteca de Berlim até saírem da mesma e darem inicio a descida das escadas em direção à avenida, onde um carro prateado estava à espera de vocês. Nesse meio tempo, o sábio Sir Michael diz.

    -A Coragem, meu jovem, é a resistência ao medo. É o domínio do medo, e não a ausência dele. Portanto, sinta-se privilegiado por sentir. Mas mantenha sempre em mente, o medo do escuro é compreensível, mas o medo da luz não.

    A aproximação de vocês de veículo é marcada pela movimentação de um carniçal no banco frontal do corona, o homem muito bem vestido, com um terno azul escuro e um símbolo do clã Ventrue em nas abotoaduras. Sem dizer uma única palavra, ele simplesmente saúda vocês dois com uma reverência exemplar e então abre a porta do banco de trás. Sir Michael permite que você adentre o veículo primeiro, e assim que o antigo entra, o carniçal fecha a porta. Para surpresa de vocês, no interior do carro uma mulher estava à espera de vocês. Com um pequeno sorriso na face ela olha diretamente para você e em seguida, removendo o sorriso e exibindo uma enorme admiração e respeito, ela saúda Sir Michael.

    -É uma enorme honra estar em Vossa Presença, Sir Michael. Permita-me a apresentação, sou Tatiana Stepanova, arconte da Justicar Ventrue, Lucinde. Venho a pedido de minha Justicar, acompanha-lhos e coloca-los a par dos recentes acontecimentos que antecederam a presente noite.

    A voz da mulher soava com um forte sotaque russo, ao terminar de falar, ela volta os belíssimos olhos azuis diretamente para você e o analisa por alguns instantes em silêncio. Tatiana se apresentava com uma roupa simples e moderna, uma calça jeans escura, uma camiseta branca de mangas longas e sem estampas, de gola alta e grossa. Mas a enorme beleza da mulher era surpreendente e naturalmente exótica se comparada a qualquer bela mulher alemã. Ela então finalmente comenta com você, em um tom mais informal.

    -E assim, finalmente encontro o sobrevivente das chamas, o articulador inexperiente, o jovem que carrega as palavras do senescal, Ulrich. Ouvi muito ao seu respeito... Conseguiu atrair grandes olhares para ti, espero que aceite minhas sinceras congratulações.

    Tatiana Stepanova:
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Miac em 1/7/2016, 20:31

    Ulrich sorriu para si mesmo não esperando ser visto por ninguém naquele momento ele acenou por diversas vezes com a cabeça enquanto caminha atrás de Sir Michael, seus passos eram exatamente no mesmo ritmo que o do ancião, ouviu as palavras do mesmo antes de saírem por completo da capela. Ele falava de maneira calma.

    - Sim Vossa Excelência, Senhorita Valerius é uma mulher de caráter único, e mentora ainda mais única. Obrigado pelos ensinamentos que vem me passado!

    O Jovem Tremere compreendia as palavras, realmente o medo que estava sentindo era para com os membros antigos que iriam estar lá, mas, deveria agarrar aquela oportunidade com todas as forças e mostrar aquilo que viu e como um dos lados estava completamente sendo manipulado por algo que utiliza a mascara do príncipe com punhos de ferro.

    O mesmo retribuiu respeitosamente o cumprimento e adentrou no carro, o jovem Cainita arregalou os olhos ao ver aquela bela mulher que se apresentava agora de maneira perfeita, o forte sotaque Russo dava um ar de poder para aquela mulher, seus grandes olhos verdes deixavam o mesmo espantado com tamanha beleza vindo de uma mulher. Ele acenou de forma respeitosa com a cabeça e deixou sua postura reta, não olhou muito para os olhos da mulher e olho ficou fixo com os olhos em seu pescoço ele estendeu sua mão direita para que assim pudesse beijar a mão da mesma de maneira delicada e educadamente falou em um tom de voz calmo.

    - Primeiramente é uma honra lhe conhecer Vossa Senhoria, agradeço as palavras. E não fiz mais do que minha obrigação perante a Camarilla.

    " Espero estar fazendo o certo agora, não estrague tudo Ulrich...Ela me parece mais jovem que eu, só que a maneira que olhou para Sir Michel demonstra que ela realmente é alguém de grande intelecto e perspicácia com as palavras..."
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Danto em 3/7/2016, 22:14

    Michael não responde nenhuma palavra para a Arconte, mas uma breve reverência se fazia suficiente para que a apresentação dela fosse aceita pelo antigo. Prontamente a bela russa se ajeita no banco do carro que agora começava a se mover pelas ruas de Berlim, com uma voz calma ela dá inicio a apresentação dos fatos recentes.

    -Primeiramente, todos os convidados de honra já chegaram e foram devidamente recepcionados pelos neófitos da cidade. Um mérito indiscutível e memorável. Os demais convidados e visitantes do conclave também chegaram e irão se estabelecer na cidade após o término do conclave ou serão levados ao Elísio que está neste exato momento recebendo as últimas modificações necessárias. A Justicar Lucinde já está na cidade e se encontra no local do conclave a espera de todos, O Arauto Coursain fará a abertura do conclave e teremos a ilustre presença de Gustav. Os nervos dos jovens estão a flor da pele, principalmente após o anuncio da famosa força germânica de anciões que auxiliou Gustav em todos os seus planos e guerras. Em contra partida, recebemos uma carta do Sabá, anunciando o período de três noites de trégua. E assim termino a breve atualização dos fatos...

    Michael então finalmente fala no interior do carro, com uma seriedade acima do comum ele indaga a Arconte.

    -E qual é a verdadeira razão para a convocação do Conclave? E quem o convocou?

    A Arconte olha diretamente para o ancião Tremere e responde prontamente.

    -Foi a própria Justicar Ventrue que convocou o Conclave e a principal razão é o desaparecimento de Wilhelm. Mas de acordo com o Arauto, o Circulo Interno possuí uma agenda maior a ser julgada e apresentada no decorrer da cerimônia.

    Sem deixar espaço para brechas e grandes pausas, Michael responde.

    -O Clã Tremere também irá apresentar sua própria agenda e ela não sera nem um pouco branda. Deve acontecer um basta a todo o egocentrismo ignorante e arcaico de um pseudo ancião. A paciência da Casa Tremere acabou!

    A Arconte finaliza o breve diálogo com a seguinte frase:

    -Entendo perfeitamente meu Senhor, mas a mim cabe apenas levar as tuas palavras à minha Justicar e assim o farei. Espero ansiosamente pela participação ativa do Clã Tremere, acreditando que finalmente haverá justiça nessas terras.
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Miac em 3/7/2016, 23:06

    Ulrich permanecia quieto ao lado da Senhorita Stepanova e ao lado esquerdo de Sir Michael, o mesmo olhava para frente agora que já havia se apresentado, ao ouvir a anciã falar suas mãos apertaram seus joelhos de maneira forte, novamente um forte sentimento de empatia por Sir Anderson, a dor, ódio e descontentamento que o fizeram se afastar de tudo e todos por todos esses anos, não crendo na própria justiça ou solução por parte da Camarilla, ele virou a cabeça de maneira leve como se estivesse fazendo a tensão dos nervosos de seu pescoço diminuíssem.

    " Julia Antasia de Frankfurt e Hamburgo, Giselher de Cologne, Arn von der Rosenhohe de Darmstadt, Claudia Schoenecht de Dusseldorf, Karl Weissmont de Essen, Jurgen de Magdeburg e Ritter de Munique, estes estarão ao lado de Gustav no Conclave, um grande peso para o lado de sua balança, existe argumento contra eles?"

    O Jovem Cainita também sentiu um pouco de alegria ao saber que os antigos viram os esforços que fizeram para a realizam do Conclave, Diana e Ilyana seriam lembradas por muito tempo e assim como todos que colaboraram com aquela ação, mas, novamente o Sabá se mostrou, naquele momento dando uma pausa em suas ações, eles tinham um bom motivo para aquilo, se os antigos de lá forem como Rahel eles entenderiam que a situação estava a flor da pele com a Camarilla e que qualquer ataque geraria uma guerra desnecessária e no momento a força de um dos lados estava esmagadora.

    Ao ouvir as palavras de Sir Michael o mesmo abaixou a cabeça, sabia o que estava por vir, não que ele não soubesse, só que estaria colando sua cara e cabeça a premio quando fosse falar sobre Gustav e aqueles que o ajudaram, não iria apenas falar que existiu ou ainda existe um falso príncipe, mas também sobre todos aqueles que estavam no momento em que o coração do antigo Justicar foi arrancando e seus acompanhantes mortos, ele apertou mais uma vez com força seus joelhos e encostou a cabeça no banco do carro, suas mãos ficaram leves e o mesmo falou de maneira calma, não por estar calmo e sim pelo fato de que estava realmente se esforçando para não pedir para pararem o carro e ele sair correndo de lá.

    - Obrigado pelas informações. Se me permite fazer uma pergunta Senhorita Stepanova, mais Sua Alteza Gustav Breidenstein vai ter ao seu lado no Conclave sete membros de poderio e status elevado, estes que são Julia Antasia de Frankfurt e Hamburgo, Giselher de Cologne, Arn von der Rosenhohe de Darmstadt, Claudia Schoenecht de Dusseldorf, Karl Weissmont de Essen, Jurgen de Magdeburg e Ritter de Munique. Não estou indagando a justiça da Camarilla, mas com esses aliados o mesmo não estaria em vantagem neste Conclave?
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Danto em 6/7/2016, 01:19

    Quando você pronunciava os nomes, os olhos dos dois cainitas mais experientes se voltavam para você. Michael parecia levemente irritado com a pronuncia do nome de Jurgen de Magdeburg, enquanto a russa não expressava nenhuma expressão, apenas esperava calmamente você terminar a sua pergunta. Michael desvia os olhos no final da sua frase e observa a cidade, sem disfarçar a irritação ele se mantem em silêncio e cruza os braços. Tatiana abre um pequeno sorriso na face e responde sem delongas.

    -São muitos nomes, alguns importantes e outros realmente poderosos. Mas são nomes, são apenas indivíduos. Se a Camarilla se ajoelhar para nomes e indivíduos qual é a serventia para a mesma? A Idade das Trevas não pode prevalecer dentro da nossa Seita e Sociedade. O plural irá prevalecer, se existe uma grande lição que os Anarquistas nos ensinaram séculos atrás é que os Grandes Anciões são todos destronáveis.

    E as palavras da Arconte arrancaram o ar irritadiço de Michael, deixando-o claramente mais confiante em relação ao conclave. Encerrando o assunto a mulher se encostou mais confortavelmente no banco do carro e esperou a chegada ao Teatro de Deutsches.
    O carro então finalmente se aproximava do Teatro e você prontamente conseguia notar as preocupações em relação a segurança, pois todas as ruas que levavam diretamente ao teatro pareciam estar fortemente policiadas e monitoradas, além do próprio desvio feito pelos guardas de trânsito que só permitiam a determinados carros o acesso ao Teatro. Enfim, o veículo com vocês três estacionava junto aos vários outros já lá parados.


    O carniçal que havia os recepcionado em frente à capela abre a porta e a segura até que todos saiam do veículo. Falando em um polido e perfeito alemão ele diz.

    -Senhores, Senhora. Por favor, peço para que se encaminhem até a entrada do teatro e que se identifiquem aos membros da Staff. Prontamente serão levados a suas cadeiras, junto aos seus clãs ou representantes. O Clã Ventrue deseja à vocês um conclave seguro e deseja verdadeiramente que as mudanças essenciais sejam alcançadas. Obrigado e com a licença de Vossas Senhorias...

    Ele então aponta na direção da entrada do Teatro, olhando novamente para vocês e fazendo uma reverência educadíssima. Finalizando todas as saudações com um distanciamento que terminou apenas quando este estava novamente próximo ao motorista do veículo. Tatiana então toma à frente da caminhada em direção à entrada do Teatro, seguida por Michael.

    Em frente ao local, não havia um único mortal. A Staff que recepciona vocês na bilheteria é uma Staff inteiramente composta por carniçais, eram seis homens e uma mulher. E é a mulher que carregava uma prancheta transparente e ligeiramente azul que se aproxima.

    -Saudações. Por obséquio o nome de Vossas Senhorias...

    Era interessante notar o padrão das roupas dos carniçais da Staff. Todos usando os mesmos ternos escuros, escutas nas orelhas, armas de fogo na cintura e claramente usavam coletes à prova de bala por debaixo dos ternos. Michael é o primeiro a falar.

    -Michael Kretschmann do Clã Tremere.

    Em seguida Tatiana diz.

    -Tatiana Stepanova, Arconte da Justicar Ventrue.

    Os olhos da mulher da Staff então se viram para você.





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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Miac em 6/7/2016, 10:32

    Ulrich ficou meio desconcertado com a expressão de Sir Michael, ao ouvir as palavras da Arconte o mesmo sorriu de uma maneira contente com o que ouvia e abaixou levemente a cabeça em sinal de que havia entendido.

    - Vossa Senhoria é muito boa em suas explicações. Essa criança ainda não passou por muitas experiencias sociais, na verdade foram bem poucas.

    Não que alguém tivesse pedido algum tipo de explicação, o mesmo apenas desejou deixar claro que ele nunca fora um membro social, só que quando era necessário o mesmo se empenhava em tentar entender todos os fatos e retirar suas duvidas.

    Ao observar o caminho que estavam fazendo o jovem Tremere sorria ao imagina o caminho que Diana havia feito e como ela deveria estar orgulhosa de si mesma por conseguir organizar algo tão magnifico. Ele chegando no Teatro e descendo do carro olhando para toda sua estrutura, seu coração era como se estivesse sendo pressionado agora, como se estivesse apenas 5 anos de idade e tivesse que explicar para alguém mais velho que tinha alguma coisa errada.

    - Toda. E obrigado amigo!

    Respondia para o carniçal que lhe abriu a porta e passou as informações. Ele não gostava muito daquele ar esnobe dos antigos, nunca agradeciam nada, só que era como eles eram. Caminhou a alguns passos atrás de Sir Michael como de costume, ao chegar na frente da Staff os olhos dele observava todas as roupas e os padrões que seguiam.

    " Ilyana que deve ter escolhido os uniformes...Ela é tão nova e tão centrada, os cainitas do oriente parecem bem mais velhos que o normal."

    - Boa noite. Ulrich Heike Klaus do Clã Tremere.
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Danto em 7/7/2016, 01:35

    A mulher faz uma breve checada nas informações contidas na prancheta, para então levar a mão ao ouvido e comunicar algo em um tom de voz muito baixo para todos que estavam ligados aquela rede de rádio. Em seguida ela sorri para vocês e diz.

    -A Camarilla de Berlim saúda a chegada de vocês. Peço para que por favor entrem e subam as escadas em direção ao acesso superior do teatro, de lá vocês terão as opções de sentar em seus lugares demarcados ou de seguir até a sala de reuniões dos clãs.

    Tatiana prontamente se encaminha em direção a escadaria, seguida por Michael e você. O caminho é breve e com uma decoração com vários detalhes em vermelho e dourado. Enfim, vocês chegam a uma porta que dava acesso ao patamar superior do Teatro, em frente a mesma estavam quatro seguranças que prontamente abriam as portas para vocês.


    O interior do Teatro era magnífico, haviam pouquíssimas pessoas sentadas nas poltronas naquele instante. Mas nada diminuía a grandiosidade de toda a decoração do local.

    -Foi um prazer conhece-los, mas tenho obrigações a cumprir com a Justicar. Com licença senhores...

    Diz Tatiana, despedindo-se de vocês e seguindo em direção a uma das portas vermelhas que ficavam ao fundo, atrás da ultima fileira de cadeiras ao lado direito. Já Michael olha para o lado esquerdo e se encaminha para as portas que lá ficavam.

    -Vamos, preciso finalmente ver quem são os sobreviventes da capela de Berlim.

    O Ancião Tremere caminha com muita confiança, como se conhecesse o local mesmo nunca tendo posto os pés ali. Ele se direciona até uma das seis portas do lado esquerdo e abre a terceira da esquerda para a direita. Revelando imediatamente o interior de uma sala.


    Seus olhos correm o interior com um sentimento afoito inevitável, era necessário saber finalmente quem haveria sobrevivido ao ataque trágico e brutal de noites atrás. Você então consegue ver os seguintes membros no local: Frank Wahlgren, Maggie Valerius, Kai Ammermann, Simone Lindwurm, Sten Bergstrom, Jürgen Kocher. Totalizando uma baixa de quatro membros, entre eles, dois jovens: Bernardo e Cassandra. E dois Ancillae proles de Lindwurm: Boyan e Ludwig.
    Wahlgren era o único membro restante do sétimo ciclo, o que fazia dele o líder temporário do clã, isso se não fosse a óbvia presença de Michael no local. Wahlgren logo se colocava de pé e fazia uma referencia que era seguida e copiada por todos os ali presentes. Exceto por Lindwurm, a misteriosa mulher de poderosos olhos azuis estava profundamente abatida, com um semblante triste. Sua senhora que estava de pé, se aproxima de você enquanto Michael via em direção a Walhgren para uma conversa mais privada.
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Miac em 7/7/2016, 09:53

    - Muito obrigado! Bom trabalho...

    Ulrich falou de maneira carismática para a Staff que indicou o local que deveria ir, ele continuava a seguir os dois antigos ficando a alguns passos de distancia de ambos, era estranho como que os antigos tratavam as coisas, eles eram superiores aos humanos, isso era inevitável, só que alguém que lhe serve deveria receber ao menos um pouco de reconhecimento, só que não estava ali para avaliar nada e quem era ele para isso. Ele olhou de maneira formal e fez uma leve reverencia para a senhora Stepanova.

    - O prazer foi meu Vossa Senhoria! Agradeço a breve companhia que nós fez.

    As palavras foram ditas de maneira um pouco pausada, como se ele estivesse procurando a melhor colocação para a dicção. Com as palavras de Si Michael o jovem Tremere não disse nada e apenas o seguiu. Estava ganhando o habito de não responder a algumas frases, não que fossem perguntas, mas para ele era sempre bom responder de alguma maneira, só que com Michael era diferente, assim como Lorde Lotharius, não eram perguntas e sim apenas afirmações.

    Ulrich estralou o dedo indicador da mão direita de maneira forte ao adentrar no salão seus olhos percorreram todo o lugar de maneira rápida e ao ver alguns membros da cabela bem o mesmo sorriu e ao ver sua senhora os olhos do jovem membro brilhavam com uma alegria inimaginável, ele finalmente conseguiu não destruir tudo a sua volta e voltar para ela. Ainda atrás de Michal jovem Tremere fez a reverencia para todos os ali presentes.

    - Sei que não deveria fazer isso minha Senhora, de ante-mão eu gostaria de pedir minhas mais humildes desculpas.

    Ele falou aquilo com um imenso sorriso no rosto, e quando ela se aproximou o jovem lhe deu um abraço que jamais havia lhe dado em sua não vida, era como abraçar sua mãe, a mulher que lhe protegeu e aguentou todo aquele sofrimento que ele vinha lhe causando com suas ações desenfreada devido ao seu trauma. Seu coração batia de maneira acelerada e tão vivida que naquele momento ele assumiu o tom de pele de um humano, seus olhos se marejavam com lagrimas de sangue, mas ele as segurava com veemência.

    Spoiler:
    Vitae: 10/14


    Última edição por Danto em 8/7/2016, 16:31, editado 2 vez(es)
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Danto em 12/7/2016, 00:16

    Os olhos de alguns dos presentes se viram para olhar diretamente vocês dois, afinal, abraços e demonstrações de afeto não eram muito comuns entre os membros da capela de Berlim. Valerius olha muito surpresa para a sua reação, retribuindo o abraço de uma maneira acanhada, a sua Senhora leva uma mão nas suas costas e outra na altura da sua cabeça e então fala em um tom baixo de voz, era algo que só você deveria ouvir.

    -Eu não sei o que aconteceu durante essas noites recentes de caos, mas eu sei que alguma força sobrenatural olhou por todos nós e devemos aprender a olhar para ela em retorno. Fico feliz que tenha finalmente me reconhecido, meu filho, temos muito à conversar, mas essa não é a situação ou local.

    Valerius então termina gentilmente o abraço e leva a mão direita em direção a sua face, tocando-a com uma ternura que não era normalmente demonstrada por ela. Nesse instante a voz de Michael se faz presente no local, atraindo a atenção de todos.

    -Deverás orgulhar-se eternamente de tua prole, Senhora Valerius, pois foi ela que resgatou os anciões da capela. Foi tua prole que motivou aqueles que arquitetaram o conclave e será a tua prole que irá falar como representante dos jovens Tremeres de Berlim.

    Sua Senhora então tira a mão da sua face e olha para Michael, fazendo um sinal de compreensão com um breve balançar positivo de cabeça. Uma voz então sai pelas caixas de auto-falantes postos nas extremidades das paredes do local.

    "Senhoras e Senhores, o conclave está para começar. Por favor, se direcionem para suas cadeiras e aguardem o pronunciar do mestre de cerimônias: Coursain, o Arauto do Círculo Interno."


    Prontamente todos os ali presentes se arrumam para caminhar em direção ao teatro. Liderados por Michael, os sobreviventes do clã Tremere seguem em direção as cadeiras exclusivas para o clã, cadeiras essas que ficavam posicionadas no segundo patamar, aparentemente o primeiro andar era para os membros visitantes e para os convidados específicos, os clãs ficariam todos no segundo andar do teatro. Você também é capaz de observar que todos os outros clãs locais também começavam a sair de suas salas de reunião, se direcionando para as cadeiras específicas que eram demarcadas pelos brasões de cada clã.
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Miac em 12/7/2016, 10:21

    - Sim minha Senhora!

    Ulrich falou em um tom baixo também, seus olhos permaneciam fixos nos de sua senhora, nunca havia realmente olhado tão fixo para a mulher que lhe criou, ela era mais baixa que ele, sua pele mais clara que a sua assim como o tom de cabelo, mas agora ele lhe aceitava como criadora, senhora e mãe. Talvez desejasse recriar aquilo que perdeu.

    " Minha Senhora...você me lembra minha amada mãe com este gesto, não sabe como estou feliz em poder ter feito o que acabei de fazer, meu reconhecimento por você é imensurável e eterno!"

    Seus olhos se voltavam para Sua Excelência, Sir Michael após suas palavras, após o aceno de sua Senhora o Jovem fez uma breve reverencia agradecendo as palavras do membro mais experiente, aquelas palavras fez com que seu ego se elevasse de uma maneira absurda, ele pela primeira vez fazia algo pela Capela, para sua Senhora e para seu futuro.

    Seus olhos observavam as caixas de som que permaneciam nas extremidades das paredes e se atentou ao anuncio. Seguiu juntamente os membros de seu clã permanecendo atrás de sua Senhora, sua postura era a mais reta possível, ao ver os outros membros que se direcionavam para suas alas o mesmo procurou pelo brasão do clã das rosas, seus olhos procuravam Diana.

    " Mesmo com o mundo em minhas costas, mesmo com a pressão de tantos olhares sobre mim eu ainda lhe procuro...não deveria, já estou morto, e lhe conheço a tão pouco tempo, sou egoísta de mais, vejo em você a humanidade que não tenho...!"
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Danto em 14/7/2016, 00:48

    Sentando-se ao lado de sua Senhora, você pode finalmente tirar o tempo necessário para analisar todos os ali presentes. Como um cainita que sempre viveu em Berlim, você sabia muito bem quem era e quem não era da cidade, os que eram Ocidentais e Orientais, que estavam nitidamente divididos e também notava rapidamente a ausência dos dois príncipes, assim como a presença de Katarina Kornfeld e a ausência de Peter Kleist.
    Mas seus olhos estavam muito mais preocupados em observar atentamente o clã das rosas, lá estavam todos os membros da cidade já prontos para o conclave começar. Diana estava sentada ao lado das irmãs mais velhas, usando um belíssimo vestido vermelho escuro, ela conversava com a tímida Emily em um tom bem baixo de voz.

    Mas algo inesperado aconteceu, uma pequena confusão ecoava do piso inferior. Os seguranças tentavam impedir a passagem de alguém, era impossível ter uma visão completa do que estava acontecendo, provavelmente só os que estava lá em baixo tinha um campo aberto para observar a pequena confusão. Logo a imagem de um segurança sendo arremessado para o interior do conclave atraiu a atenção de todos.
    Pelo carpete vermelho por onde deveriam entrar apenas os convidados mais ilustres, entrava toda a linhagem tradicional do clã Gangrel. Liderados por Hallveig Skarsgard, a Antiga, uma mulher loira de traços nórdicos irrefutáveis. Eram no total, oito membros e a entrada da anciã Gangrel fazia todos os ali presentes se levantarem, alguns indignados, outros surpresos. Junto com os Gangrel haviam outros membros ilustres. Uma mulher alta dos cabelos negros e uma face séria, atendia pelo nome de Ilse Bänsh, a líder do clã Brujah Oriental que sentou no trono enquanto Gustav estava em torpor. Isle caminhava à direita enquanto outra mulher caminhava à esquerda da matriarca Gangrel, Helga Ekström, a líder dos Setitas locais. Ao final do grande grupo, vinham as proles dessas duas ilustres anciãs locais. No total, adentravam à força no conclave 17 cainitas.

    -Como ousam adentrar o Conclave dessa maneira?!

    Indaga a líder dos nosferatus Ocidentais e Orientais, Karla Aach, que se levantava em uma tentativa de se impor imediatamente. Em resposta a nórdica líder dos Gangrel diz em um tom altíssimo de voz.

    -Quando você e Gustav eram crianças eu os protegi dos invasores! Quando você e Gustav brincavam de Rei e Rainha eu enfrentava as bestas das florestas! Como eu ouso? Essas terras são tão minhas quanto suas, sente-se, cale-se ou eu mesma farei isso a força!

    As palavras da mulher acoaram por todo o ambiente e silenciou completamente a todos os ali presentes. Karla apenas se sentou e observou os membros não convidados se sentarem nas cadeiras vagas da parte inferior do conclave.

    [Última ação para o final do Ato]
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Ulrich: Jus Noctis

    Mensagem por Miac em 14/7/2016, 08:47

    Os olhos do jovem Tremere se mantinha atendo aos membros que ali estavam, não viu os dois príncipes de Berlim, mas, sabia que o príncipe do justos estava desaparecido o que acarretaria apenas na presença de Gustav, só que sua atenção era focado no que ele achava ser necessário para si naquele momento, ele sorriu vendo que Emilly estava lá, sabia que para ela era difícil estar presente nesses eventos, e que ela agora poderia reescrever sua historia.

    Mas seus olhos brilhavam ao ver Diana, assim como seu sorriso demonstrava uma ternura por aquela mulher de temperamento forte, não havia malicia e muito menos maldade em qualquer ação ao demonstrar sua empatia pela Toreadora.

    Só o que o mesmo caminhou até a mureta que dava visão para o andar inferior ao ver a confusão que acontecia, o mesmo permaneceu com uma postura reta e segurava o apoio do muro com extrema força, era uma mistura de nervosismo com um medo pelo que estava acontecendo ali. Ao ver quem era o jovem Tremere arregalou os olhos e principalmente ao ver o segurança sendo arremessado. As palavras da anciã Grangel para Lady Karla fizeram a espinha de Ulrich se arrepiar por inteiro.

    " Se até mesmo Karla se cala para esta mulher significa que ela é muito poderosa...cuidou de Karla e Gustav..."

    De imediato o mesmo pegou seu celular e encaminhou uma mensagem para Diana e Ilyana.

    " - Ilyana, peço desculpas por lhe pedir isso, sei que estes que acabaram de chegar não foram convidados e acho que não iram se retirar caso façamos esse pedido. Mas nesse momento somos uma unica Camarilla, então eu lhe peço que arrume locais adequados para este assistirem ao conclave, e não lá em baixo, eu aceito total responsabilidade por este ato e assumo os riscos. Só não quero mais olhares focados para a parte inferior do Teatro e sim a atenção de todos para o que estar por vir, deixe Sua Excelência Ilse Bänsh com seu clã e as Senhoras Hallveig Skarsgard e Helga Ekström em outra já que não obtemos uma ala para estes clãs...acho que seria o jeito mais organizado de se recebe-las sem maiores problemas...o que acham?"

      Data/hora atual: 25/6/2017, 19:16