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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

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    Danto
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    Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Qua 16 Mar 2016 - 4:38

    Março de 2002, Berlim.
    Segunda Noite



    -Pelos céus que aconteceu com Diana?!

    Foi a frase que ecoou no interior da mansão no primeiro segundo em que você adentrava a mesma ao lado de Elsa, os serviçais da mulher estava caminhando na direção da escadaria e da mesma escadaria descia uma jovem de cabelos loiros que perguntava em alemão para em seguida começar a falar várias palavras em francês em extrema velocidade. Você lembrava vagamente de já ter visto aquela face, ela era uma das presentes no Elísio na noite passada. Mas ao contrário do que seus olhos viram na noite anterior, ela estava agora usando roupas simples e de seda barata, sob o vestido havia um avental sujo de marcas de tintas, marcas essas que se estendiam pelas mãos e braços da jovem.

    -Fabienne, temos visita minha querida.

    Comentou de maneira breve Elsa que acelerava os passos para acompanhar os carniçais, da escadaria a mesma coloca os indicador esquerdo no queixo de Fabienne e diz com calma.

    -Não se preocupe minha filha, peço para que faça companhia à Ulrich ele é nosso convidado de honra. Eu irei cuidar da recuperação de sua irmã mais nova.

    Subindo então as escadas ao lado dos serviçais, Elsa se despede de você com um breve aceno educado. Fabienne desce as escadas e para a sua frente, fazendo uma adorável reverencia e sorrindo em seguida.

    -Boa noite Ulrich, sou Fabienne LeBeau. A prole mais antiga de Elsa na corte de Berlim, desculpe a indelicadeza mas você é da linhagem da senhorita Cassandra Kastner?! Lembro-me dela comentar algo sobre um jovem chamado Ulrich na noite passada.

    Enquanto Fabianne falava, você ouve no fundo, ecoando pelo interior da casa a música de um cello, alguém parecia praticar de maneira talentosa o instrumento clássico. Era ligeiramente definir de onde vinha o som, mas parecia ser da sala ao lado, logo após o primeiro portal logo no primeiro andar.


    Fabienne sorri ao ouvir a música e comentava com um largo sorriso na face, expondo sua beleza natural sem se importar com a pouca roupa que vestia e pela sujeira que estava presente em suas vestes e corpo.

    -Vejam só, és de uma sorte única Ulrich, minha doce irmã está à praticar! Emily é simplesmente fantástica quando consegue escapar de sua melancolia eterna... pobre alma.
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    Miac

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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Qua 16 Mar 2016 - 9:28

    Ulrich caminhou de maneira calma até o meio daquela sala, ele ficou olhando os moveis e o grande lustre que estava sobre sua cabeça, olhou para a mulher que falava naqueles dois dialetos como se fosse algo completamente natural, ele retirava seu blazer enquanto apenas observava as duas cainitas. Respondeu o mesmo gesto com a mão para Elsa.

    " Ela estava muito diferente ontem! Acho que é a simplicidade com que se encontra agora. Você seria a segunda prole e não a primeira!"

    O jovem Tremere sorriu para a reverencia de Fabienne e estendeu sua mão para ela assim formalizando o comprimento que já estava sendo um habito para ele, ele deixava as costas da mão como apoio para dar um leve beijo na mão da mulher.

    - Boa noite senhorita Fabienne LeBeau, sou aprendiz da Senhora Maggie Aartrox Valerius! Exatamente somos da mesma linhagem, espero ter sido um assunto positivo!

    O mesmo se apresentou de forma mais rápida, Cassandra não havia aparentemente gostado dele e ele muito menos dela, estava um pouco restrito em suas palavras e como agir, deveria se manter atento. Segurando seu blazer na mão o mesmo fecha os olhos e assim permanece ouvindo a música, ele balançava sutilmente o corpo.

    - Isso está longe de ser um treino! Cada um tem seu tempo em sair de seu casulo.Sua irmã Emily tem um dom admirável. caso não seja rude o que há aflige tanto?

    Seus olhos abriam e olhavam para Fabienne da mesma maneira que olhava para Elsa.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Qua 16 Mar 2016 - 21:36

    Fabienne era pálida e sem vida assim como todos os cainitas mais experientes da capela costumavam ser, não havia nada na face daquela mulher que lembrasse a humanidade latente e forte que existia em Elsa, ou em Diana, ela era mais tradicional em praticamente todos os aspectos. Os olhos dela se fechavam por alguns instantes para que os ouvidos, atentos, se divertissem nos acordes tocados no comodo ao lado, ela então abre os olhos e abre um sorriso sarcástico no rosto.

    -Se eu lhe dissesse que forma coisas positivas, provavelmente estaria apenas mentindo para ser educada e nada mais. De qualquer forma, Cassandra e eu nos conhecemos à alguns anos e é sempre interessante conhecer um novo membro dos Tremere.

    Ela dá um passo a frente e fala sobre a irmã, Emily, em um tom baixo de voz.

    -Tímida, depressiva e pessimista. Essa é minha irmã do meio, diz sentir profundas saudades de Liverpool. Além de ser mantida à uma distância segura da corte, por ser...como dizer isso sem soar cruel... Ela já trouxe vergonha para Elsa uma vez ou outra.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Qui 17 Mar 2016 - 9:45

    - Imaginei o mesmo em meu intimo, agradeço a sinceridade. E quais seriam os comentários de Cassandra para com minha pessoa? E agora me veio a questão, o que lhe agrada em conhecer novos membros Tremeres?

    Ulrich não havia se ofendido com o fato de Cassandra ter falado mal dele para Fabianne, a questão era que sua "prima" estava fofocando com a irmã de uma Harpia o que poderia acarretar em brincadeiras desnecessárias quando voltasse para o Elísio. No fim das contas ele via agora como era de importância manter uma aparência neutra ou positiva com relação aos demais.

    " Não posso deixar que um pensamento negativo fique marcado em Fabienne, creio que Diana e Elsa falariam bem de mim para ela, afinal, fiz o que estou fazendo até agora para preservar Diana, mas esta mulher é diferente delas, uhm...então será que Elsa se referia a morte de sua primeira prole ao fato de Fabienne ter perdido sua humanidade?"

    O jovem Tremere nada expressou quando ouviu Fabianne falar, ficou a observando, falou de forma calma.

    - A saudade é algo cruel por si só! Eu desejaria conhecer sua irmã Emily um dia, mas, como me disse que são raros os momentos que ela tem esta expiração eu prefiro deixar a mesma confortável para que essa experiencia seja duradoura para todos! E vejo que deveria estar pintando algo, é uma artista ou o faz por hobbie?

    " Mudar de assunto será a melhor das alternativas, já foi cruel o suficiente em falar assim de sua própria irmã!"
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Qui 17 Mar 2016 - 19:48

    -Cassandra é uma amiga querida, ela me parecia entristecida pelo rumo que a conversa entre vocês dois acabou por tomar. Ela é uma mulher de personalidade sólida, credos fortes e muita gana. Homens não tendem a gostar muito de mulheres com o perfil psicológico de Cassandra, pelo menos não os mais comuns...

    Responde Fabienne com um tom calmo na voz, mas com uma certa capacidade de ofende-lo, mesmo que seja uma ofensa muito sutil e disfarçada pela generalização da frase que era dita. Em seguida ela aponta para o lado esquerdo, indicando o caminho que deveria ser seguido pela mansão, andando então para o lado que havia apontado, a jovem retoma a frase.

    -Raros são os Toreadores que não são artistas, músicos, dançarinos, compositores, poetas, pintores. A arte flui dentro de nossas veias como a magica flui pela de vocês, feiticeiros do clã Tremere. Você me pergunta, porque eu gostaria de conhecer um de vocês. A resposta é simples, vocês veem arte onde nós vemos apenas pragmatismo hermético e ocultismo, a realidade é suscetível a vontade de vocês e vocês veem essa suscetibilidade como arte. É fascinante!

    O som do cello era interrompido, claramente devido a movimentação que vocês dois estavam fazendo, Fabienne então passa por um portal enquanto falava e abria uma das várias portas daquela sala enorme e luxosa, revelando o interior de um ambiente redondo e pequeno. Dentro desse ambiente haviam vários instrumentos clássicos, era claramente um ambiente de prática e estudo musical. Sentada em um pequeno banco simples de madeira branca, estava uma jovem com corpo magro, roupas longas e largas, cabelo sujo e desarrumado. Sem nenhuma maquiagem no rosto e uma expressão assutada.

    -Ulrich, conheça Emily. Emily, conheça Ulrich.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Qui 17 Mar 2016 - 20:34

    - Reconheço que a personalidade de minha prima se devo chamar assim é de uma força descomunal, ela não daria o braço a torcer tão facilmente, reconheço minhas limitações e creio que as coisas iram mudar uma hora, também não gostei do rumo de nossa conversa, mas, o que seria de uma boa família sem as desavenças!?

    Ulrich sorria calmamente enquanto falava, não estava pensando instintivamente como sempre fazia, dessa vez ele raciocinou cada palavra dita, sentiu um pequena pontada de raiva da alfinetada de Fabianne, só que aquilo já dizia que a mesma já possuía um opinião formada sobre ele, afinal, ela o mencionou como um homem comum no final. Ele acenou com a cabeça e caminhava ao lado da mulher com as mãos nas costas, observava os moveis e prestava atenção nas palavras da Toreadora.

    - Estamos sempre tentando conquistar adeptos para nossas explicações do universo. Achamos que a quantidade de pessoas que acredita na mesma coisa em que acreditamos é que irá transformar está coisa em realidade.E não é nada disso. Assim como vocês admiramos e respeitamos a Magika, alguns mais que outros!

    O jovem Tremere olhou Emily e sorriu de maneira educada, segurando ainda seu blazer com a mão esquerda em suas costas ele estendeu a mão calmamente, mas não da forma formal que havia feito com Elsa e Fanianne, era realmente um aperto de mão. Este agora demonstrava um sorriso sincero no rosto.

    " Creio que ela não deva gostar das formalidades como eu, então só espero não estar a ofendendo, e se for verdade mesmo a depressão que esta menina carrega é assustadora, por Deus olhe seu estado"

    - É um prazer lhe conhecer Emily, sou Ulrich, aprendiz da senhorita Valerius do clã Tremere, posso lhe disser que não sou um especialista em músicas clássicas, mas o que acabou de produzir é realmente lindo, me fez lembrar da minha vida, sou grato por ter tido está sorte!
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Sex 18 Mar 2016 - 17:08

    Fabienne sorria de uma forma maliciosa e sem dizer mais nenhuma palavra, colocava-se para fora da sala de estudos onde você se apresentava para Emily. A jovem britânica observa a saída da irmã com uma expressão de agonia na face e então os olhos dela se viram para você, vocês dois estavam sozinhos em meio a uma enorme quantidade de instrumentos de música clássica, várias partituras estavam espalhadas em uma bagunça caótica, em cima do piano de cauda haviam incontáveis anotações, um violino e algumas cordas soltas de violão. A jovem olhava todo o arredor, então ela se coloca de pé. E começa a andar pelo lugar, parando em frente ao piano e sentando-se no banco do mesmo, abraçando o próprio corpo e então comentando com uma voz fraca.

    -Não há necessidades de elogiar por educação, Ulrich... pelo visto... minha irmã mais velha não gostou de você... você seria por acaso... problemático!? Ela detesta desordem.

    Emily:
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Sex 18 Mar 2016 - 17:36

    - Não te elogiei por educação senhorita Emily, realmente a sua música me agradou, não gosto dessa dessa falsidade barata com joguetes de palavras, sou péssimo nisso!

    O jovem Ulrich abaixa a mão e caminhava pelo salão de instrumentos, ele olhava para cada um deles e tentava lembrar o nome de cada um, sabia que já tinha os vistos quando era criança, naqueles conservatórios e musicais. O mesmo permaneceu quieto por cerca de uns 2 minutos dando uma olhada por cima de tudo.

    - Problemático! É, pode se disser que sim, comecei com o pé direito e sua irmã ficou sabendo, a opinião dela já esta formada por isso não compensa mais tentar criar uma nova visão, apenas moldar minha atual.

    O Tremere agora olhava para Emily, encostou-se no outro canto da parede e começou a falar de novo de forma calma.

    - E você Emily! Qual a visão que eu te passei até agora?
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Sab 19 Mar 2016 - 17:23

    Emily observa você em um longo silêncio, os olhos dela pareciam de alguma certa forma, não observar diretamente os seus olhos ou sequer o seu corpo, ela olhava através de você. Era algo estranho mas certamente fascinante, principalmente pela resposta que se seguiu.

    -Tons pálidos de marrom e ruídos fragmentados... Demonstrações de agonia e amargura. Você carrega em seu peito uma enorme dor, que se remói na ausência e na dúvida. Agora entendo a razão de minha irmã mais velha o ter abandonado aqui comigo, a dúvida é para vocês uma falha. Somos assim, duas falhas.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Sab 19 Mar 2016 - 19:41

    Ulrich sorriu de uma maneira estranha, e ficou observando Emily, este por sua vez arqueou as duas sobrancelhas em sinal de surpresa e falou em um tom humorado.

    - Eu ainda só consigo aumentar meus sentidos! Uma vez Senhora Valerius me explicou que era possível ver fragmentos da alma de um cainita, e você acabou de o fazer!

    O Jovem tremere pegou algumas partituras que estavam jogadas e organizou as mesmas da maneira que ele achou melhor, caminhou com calma até o piano de calda, ficando na outra ponta e colocando os papel em cima do mesmo. Cruzou os braços em cima do piano e continuou a falar.

    - Acha mesmo!? Se eu não tivesse dúvidas eu não precisaria continuar, dúvidas geram perguntas, perguntas geram...novas dúvidas! Uma vez um homem que gostei muito e o achei muito sábio me disse: - Os grandes mestres são renegados pelo seus iguais!

    Ele abaixou a cabeça e sua expressão ficou um pouco triste, sua voz expressava a mesma coisa.

    - Não me importa o que um único individuo pensa sobre mim, a questão é quando este pode destruir você, de uma maneira social, no momento só desejo que Diana fique bem e só por esse motivo eu suportaria as palavras de sua irmã! Já fui descontrolado de mais, agora devo guardar esses sentimentos e suportar a noite!
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Dom 20 Mar 2016 - 1:19

    -Diana  é minha irmã mais nova, a mais querida pela minha senhora. Ouvi os empregados comentando sobre o não retorno dela para casa na noite passada, ela ficará bem, minha senhora a fará esquecer...

    Comenta Emily com sua voz fraca, ausente de carinho ou emoções positivas. Os olhos dela nem sequer olhavam para você, estavam fixos em um único ponto da madeira daquele enorme piano, relaxando um pouco os ombros, ela coloca as mãos sob a madeira que protegia as teclas do instrumento, deslizando suavemente as pontas deles e por fim, finalmente olhando na sua direção.

    -A tristeza da sua certeza é notável, Ulrich, me perdoe... Minha intenção não é ferir você mais do que você já esta, eu simplesmente não tenho contato com outros a muitos anos. Mas pelo orgulho que você fala de sua Senhora, posso presumir que você ainda é querido por ela. Certo?! Então há um caminho a sua frente ainda, aproveite-o, não permita que os outros o censurem... Não faça como eu e você terá um futuro.


    Última edição por Danto em Seg 21 Mar 2016 - 13:46, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Dom 20 Mar 2016 - 12:05

    - Não queria que ela esquecesse de nada, mas, se assim a mãe dela desejar que seja feito! Não devo me meter nisso, ela sabe o que faz!

    Ulrich permanecia do mesmo jeito que estava só que ao ver que Emily o olhou diretamente o mesmo sorriu, ele deu dois tapas em cima do piano quando ela terminou de falar em um tom espontâneo de entusiasmo.

    - Finalmente você olhou pra mim! Estamos evoluindo aos poucos...

    Ele caminhou para o lado do piano, se apoiou no mesmo de novo e voltou a falar em um tom pensativo e distante, como se estivesse lembrando de algo, as vezes ele revirava os olhos em um sinal positivo e outros negativos enquanto falava.

    - Senhorita Valerius é o tipo de mulher que faria com que um homem revesse seus pensamentos sobre as mulheres, meiga, gentil e sutil! Ela não é assim. Alto suficiente em tudo que faz, dispensa rodeios ao falar e é meticulosamente fria em suas palavras. Ela viu em mim o que mais ninguém conseguiu ver, é paciente quando mais ninguém aguentou ser.Espero que isso seja um sinal de que ela gosta de mim! Todos nós temos um futuro Emily, um dia vai ter que sair da caixinha. Nós dois ainda somos queridos por nossos senhores, a impressão que Elsa me passou é que ela é tão humana quanto eu jamais fui, se deixar ela se aproximar um pouco, as coisas poderiam mudar com o tempo, não vai ser em um passe de magica, você tem uma excelente mentora/professora/amiga, ela se preocupa em igual com todas vocês e sei que é tão ruim para ela quando para você essa situação.

    " O que lhe fez ser tão amarga com sigo mesmo Emily? Não tem mais alto estima alguma, sempre acuada e se defendendo...eu fui assim...medo...tristeza...sonhos...continuamos por que sim, nada mais, não procuramos algo e nem vivemos para procurar, aceitamos isso e por isso nos fechamos em nosso próprio mundo de sombras!"
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Seg 21 Mar 2016 - 21:13

    A jovem de olhos castanhos observou sua movimentação, sem sorrir ou sequer demonstrar qualquer tipo de felicidade quando você veementemente comemorou o fato dela olhar pela primeira vez para você. Escutando suas palavras ela abriu um pequeno sorriso no canto da boca e abaixou novamente a cabeça, em um movimento meigo e sutil.

    -São palavras tão bonitas, Ulrich... Seriam ainda mais belas se não fossem completamente falsas e cobertas de falsas impressões...

    Ela levanta bruscamente a cabeça o encara com ferocidade, o olhar dela lhe causava um enorme arrepio na espinha. Era como olhar diretamente para uma tempestade furiosa determinada a engolir tudo que a circundava.

    -A quantos anos você conhece Elsa?! Ou Diana?! Você é só mais um cego! Só capaz de ver o quão culpada eu posso ser, porque deveria eu permitir que ela se aproxime? Se ela só se aproxima para me ferir e humilhar?! Eu sou punida todas as noites e essa noite você é a minha punição! Vamos, você não é um desses malditos feiticeiros do sangue?! Olhe o pecado que corre no meu!

    Gritava a jovem que se levantava e socava com força a mão direita sobre a madeira do piano, rachando a mesma e ferindo severamente os próprios dedos, causando escoriações profundas e alguns rasgos profundos na carne, o sangue dela então começava a pingar lentamente e a escorrer pelas feridas.

    -Vai! Faça! Foi pra isso que a desgraçada da minha irmã o atirou aqui! Agora ela terá provas para me executar! FAÇA...

    Os olhos dela se enchem de lágrimas de sangue, o corpo tremia intensamente e o desespero estava aflorado em cada pedaço de seu semblante. Em uma voz fraca ela murmura.

    -E me dê o direito de finalmente morrer...
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Seg 21 Mar 2016 - 22:26

    Ulrich deu dois passos para trás ao perceber a fúria de Emily, observou as cordas dos instrumentos que estavam no local e raciocinou o peso delas, poderia usar como uma distração e sair dali, este foi seu pensamento em questão de segundos, mas ao ouvir as palavras da cainita ele ficou a olhando, não com um olhar de dúvida e sim de preocupação, pela primeira fez ele impôs sua voz, falou de uma forma seria e direta.

    - Chega! Não me importo se esta sofrendo, exijo respeito. Não cite meu clã como pejorativo. Não aceitei isso de Cassandra e...droga...!

    O jovem Tremere permaneceu de olhos arregalados, ao notar o que acabara de fazer, ele havia regredido, jogou seu blazer em cima do piano e retirou sua gravata rapidamente, ele tremia, nervoso e cercado de dúvidas. Limpou o sangue do piano e logo soltou o mesmo onde o sangue pingava. Se dando conta estava frente a frente com Emily. Estava triste com sigo mesmo e por aquela mulher.

    " De novo eu não consegui conduzir um dialogo...de novo eu causei o desespero! Diana e agora Emily...eu nunca quis isso! Juro."

    - Chega de sangue! Talvez eu seja um tolo procurando humanidade onde não há! Procurando uma luz em meio as trevas para não se perder. Apenas você sabe o que passa aqui e mais ninguém, não é os resquícios em sua aura que determina quem você é! Minhas experiencias com elas são segundos se comparado aos anos que já passou aqui. Não é sua irmã que lhe deseja executar. Você Emily é sua própria algoz!

    Ulrich pegou seu blazer de maneira lenta e avoada, era como não ter onde pisar ou se apoiar, colocou o mesmo e caminhou até a porta parando de frente para a mesma.

    - Acho que sua irmã nós colocou aqui para ver como seria a colisão de Emily sua irmã problemática, contra o Tremere problemático, peço desde já minhas sinceras desculpas por lhe fazer remoer isso. Acredite minhas palavras nunca foram falsas para ti! Se me permite Senhorita Emily eu peço licença para aguardar o retorno de sua senhora com noticias de Diana na sala?
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Ter 22 Mar 2016 - 12:46

    -Respeito? Você me acusa de ser uma abominação capaz de ser algoz de minha própria vida e exige respeito?!

    Ela observa você com bastante atenção e com olhos avermelhados de sangue e fúria, em seguida ela simplesmente grita muito alto em total desespero e tentando claramente expulsar todo o ódio que estava guardado dentro dela. Seus olhos viam uma alma presa em uma espiral de dor, era algo profundamente triste, ela grita na esperança de ser ouvida, na esperança...
    A pequena loira caminha para longe do piano e cai ajoelhada no chão, levando as mãos na cabeça.

    -Faça o que quiser, você ao contrário de mim é livre.

    Responde enfim a jovem ajoelhada, com uma voz fraca e falha, ligeiramente rouca após tantos gritos fortes e agudos. Você já havia visto várias formas de sofrimento, mas a cruz que estava ligada a alma de Emily era grande demais para ela e estava a poucos instantes de cair e esmaga-la completamente.
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Ter 22 Mar 2016 - 13:20

    Ulrich coloca a mão na tranca da porta e a trava, ele se vira e caminha novamente até Emily, seu andar era calmo e sua expressão triste.

    "Por diversas vezes eu fiz o mesmo que ela, desejei ser ouvido, e agora eu lhe viro as costas, devo ajuda-lá assim como me ajudaram por tantas vezes...não somos diferentes e Rahel me mostrou isso!"

    - Odeio receber ordens Emily! Devo ser um verdadeiro cuzão para você não é!? Venha, sente-se aqui!

    Ele apontava para o banco que a mesma estava sentada anteriormente, Ulrich ficou de joelhos esperando a mesma chorar mais um pouco, ele segurou a mão da mesma com delicadeza e avaliou a ferida, com o dedo indicador pegou uma gota da vitae da mulher, ele a olhou de maneira seria.

    - As vezes é bom jogar os demônios para fora, irei dividir seu peso, sentirei sua dor...apenas se acalme!

    Ele olhava para ela sem sorrir, estava realmente preocupado com o que ela estava sentindo, ele abaixou a mão que estava manchada de sangue, a vitae da mesma estava sendo absorvida pela pele de Ulrich, seus olhos se fecharam e ele concentrou a potencia de seu sangue para a ponta de seu dedo fazendo com que a magika fosse realizada.

    [OFF: Linha do Sangue: Um gosto por Sangue - Teste de Força de Vontade: Dificuldade nível utilizado +3] 8d10
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Ter 22 Mar 2016 - 13:20

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 3, 6, 6, 9, 8, 9, 5, 3
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Ter 22 Mar 2016 - 15:40

    Emily permanece em silêncio, após finalmente interromper o próprio choro e colocar-se de pé para novamente sentar ao seu lado no banco em frente ao piano. Ela observa as suas ações em silêncio, você conseguia sentir o enorme medo que corria por todo o corpo daquela cainita de aparência jovem. Assim que você tocou a ferida, ela fez uma pequena careta de dor, mas logo em seguida usou o próprio sangue para curar os machucados auto-infligidos na mão.

    O vitae dela então era afetado pela sua mágika, você sente a potência do sangue dele como sendo maior do que a sua. Ela era da oitava geração, do clã Toreador, possuindo um vitae antigo e doce. Mas havia algo de errado no mesmo, um amargo familiar, mas bem destilado e enferrujado em meio aos sabores naturais do vitae de um cainita. Era um amargo muito parecido com a podridão que corria no sangue da punk que foi morta pela Algoz, mas a concentração era muito diferente, o pecado que ela havia cometido já era datado de no minimo, quarenta anos e no máximo cem anos.

    -Me desculpe por tudo... você é a primeira pessoa em quase trinta anos a entrar aqui, além das minhas irmãs e senhora...
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Ter 22 Mar 2016 - 16:11

    Ulrich parecia pensativo e decifrava os aspectos daquela Vitae, seus olhos caminharam pelo rosto de Emily, seus olhos se fecharam e uma lagrima de sangue escorreu de seu rosto. Ele a limpou rapidamente, sabia o que aconteceria com aqueles que cometiam aquele pegado. Mas já estava tão fraco, a muito tempo. Se impôs e falou de forma firme e baixa, ainda de joelhos.

    - Oitava da linhagem de seu sangue. O gosto da sua vitae é doce e poderoso...diablerir entre uns 40 á 100 anos atrás, o gosto já esta fraco.

    Ele se levantou a puxando pela mão que ele ainda a segurava, arrumou o cabelo dela atrás das orelhas e falava de cabeça baixa.

    - Entendo seu sofrimento agora, se culpa por ter feito isso, os resquícios em seu sangue estão sumindo, com o tempo creio que elas poderão lhe deixar sair daqui, com quem fez isso? Não estou lhe julgando, quero apenas entender já que dividimos esses pecado!
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    Danto
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Qua 23 Mar 2016 - 3:22

    -Você realmente não veio aqui para me matar!? Não vai me carregar para os salões da Camarilla e provar a todos o pecado que cometi? Você é o primeiro homem bom que conheci em toda minha vida. Me desculpe, por favor, por tudo... Pelas ofensas, pelos gritos, eu sou detestável... Escute-me Ulrich, se me permitir eu irei ajuda-lo sempre que precisar. Minha divida contigo será eterna.

    Responde Emily com um suave sorriso no rosto, era incrível como os Toreadores eram capazes de armazenar tanta energia e sentimento em seus corpos, mesmo os mais antigos, os mais danificados e até mesmo os pecadores. Eles eram vivos como nenhuma outra família de vampiros era, claramente isso os colocava a vários passos a frente dos outros, afinal, eram eles os que solidificavam os laços entre humanos e vampiros, defendendo a máscara.
    A jovem de cabelos loiros e sotaque inglês então olhou ao redor, um pouco apreensiva mas finalmente focava os olhos em você para responder a sua pergunta.

    -Quando eu fui abraçada em 1892, minha Senhora Elsa caiu em torpor por causa do sono. Então eu fui adotada pela primeira prole de Elsa. Seu nome era Marcelle... Um dia eu perdi o controle como Diana perdeu ontem, mas não haviam mortais próximos, só Marcelle... Quando retomei a consciência. Eu estava deitada coberta de sangue e cinzas, por mais estranho que isso possa soar, eu sonho com ela todas as noites. As vezes até a escuto e vejo. Eu nunca desejei cometer o pecado, mas eu cometi esse erro... Minha Senhora Elsa então despertou em desespero por não sentir mais a vida no corpo de Marcelle, ela veio até mim, em prantos me trancou em uma cela e só me tirou dela após longos quarenta anos. Fabienne e Elsa nunca me perdoarão...
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Qua 23 Mar 2016 - 10:13

    Ulrich a olhou de uma maneira confusa, era tão estranho esse turbilhão de emoções e sensações, ele agora conseguiria ver o quão emotivos eram os toreadores, ele via a necessidade daquele clã, as festas e suas reuniões, não via mais eles como os esnobes do Elísio. Ele forçou uma respiração pesada, era mais difícil para ele a cada noite ainda lembrar de como era respirar.

    - Não vou lhe matar Emily! Salões da Camarilla? Isso foi um pouco drástico, eles não precisam desse rodeio quando descobrem isso, eu vivenciei.

    O jovem Tremere até mesmo sorriu no começo de sua frase torcendo o nariz ao falar para a Toreadora, mas no fim de sua frase o mesmo voltava a ficar serio, ele prestava atenção em cada palavra dela e passou a mão nos cabelos quando ela disse que tinha feito aquilo com a irmã.

    " Agora as coisas se encaixam, permaneceu aqui para que alguém como eu não descobrisse o segredo desta família, deve ter sido tão difícil para Elsa ter feito isso com Emily...mas como ela saberia que com o tempo o amargo do sangue iria sumir!? "

    - Elsa comentou que sua primeira prole não resistiu aos tempos de trevas, eu vi o que o medo e a irá podem levar um jovem a fazer Emily, senti o mesmo que Diana e você sentiram, por sorte eu consegui controlar por ambas as vezes, a primeira foi a raiva e a segunda o mais profundo medo.

    Ele soltava as mãos de Emily e limpava as manchas de sangue no rosto dela, e forçava um sorriso em seu rosto.

    - Viva por vocês duas de agora em diante! Daqui a mais ou menos 10 noites o amargo de seu sangue irá sumir por completo, será muito mais difícil que alguém o perceba caso utilize dos mesmos conhecimentos que eu. Fale com sua senhora assim que a 11ª noite chegar. Se esforce para retomar a confiança de suas irmã e sua mãe, você ainda é amada por elas, ou já teria outro destino. E cuide de Diana por mim...ela tem algo de especial!
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Qua 23 Mar 2016 - 19:38

    -Obrigada...

    Responde Emily em uma voz calma, a jovem parecia apenas uma alma desnorteada após um desastre natural, não havia mais nenhum traço de violência ou desespero, apenas olhos tristes que desejavam uma oportunidade de ser livre novamente. Mas antes que ela pudesse falar, os olhos dela se moveram e a cabeça dela virou em uma direção como se ela tivesse escutado algo. Enfim, ela comenta sem olhar diretamente para você.

    -Elsa esta descendo, será melhor que você a encontre na sala do que em meu quarto de estudos. Vá, ela certamente trás noticias de Diana... Mas antes de ir, por favor, me diga uma maneira que eu possa entrar em contato com você no futuro próximo!?

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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Qua 23 Mar 2016 - 20:16

    Ulrich estava sorrindo, ele havia salvo alguém, estava realmente feliz por sua ação, ele rapidamente olhou ao redor e pegou uma das partituras e com uma caneta que estava jogada por ali o mesmo anotou seu celular e entregou para ela. Ele apoiou sua mão no ombro da mesma e piscou seu olho esquerdo para ela.

    - Tudo bem Emily, me chame quando precisar de algo, eu lhe ajudarei no que for preciso!

    O Tremere caminhou até a porta a destravando, ele a abriu e fechou assim que saiu da sala de estudos, caminhou para a sala onde fora deixado por Elsa e ali permaneceu olhando para o chão, estava com os braços para trás e com um enorme sorriso no rosto.

    " É uma sensação única ajudar e entender algumas questões de anos, é como adquirir um novo conhecimento sobre os cainitas, da mesma forma que Rahel me disse que haviam seres sinceros em sua causa, na Camarilla também temos isso, Elsa, Diana e Emily demonstraram isso...só que Fabiane se demonstra extremamente acida, creio que seja por já ter tido uma impressão quando Cassandra lhe contou sobre mim!"
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Qui 24 Mar 2016 - 22:39

    A sua espera na sala de estar da grandiosa mansão dos Toreadores de Berlim não foi longa, tampouco tediosa, havia muito o que se olhar, quadros belíssimos em exibição nas paredes, móveis luxuosos e de valores exorbitantes, lustres, carpetes, até mesmo o piso da casa se mostrava de extremo bom gosto e cada pequeno detalhe era capaz de significar arte e bom gosto. Então os passos leves são ouvidos na grande escadaria que dava acesso ao segundo andar, pela escaria desce a anciã com um sorriso amigável na face. Usando agora roupas mais modernas e simples, uma calça jeans e uma camiseta regata branca, descalça e com os cabelos molhados. Era uma visão única, a sensação de olhar novamente para uma mulher viva, de pele quente, expressões humanas e de uma beleza digna das capas das maiores revistas de moda.

    -Espero que não tenha esperado muito, jovem Ulrich, mas pelo largo sorriso em seu rosto posso acreditar que tenha conhecido alguma de minhas proles... De qualquer forma, posso lhe assegurar que Diana esta muito bem, ligeiramente atordoada e assustada com as próprias memórias da noite passada, essa ferida demorará um pouco para fechar...


    Ela para no meio da escada e observa você, fazendo então um movimento com a mão direita, convidando-o para subir.

    -Deseja subir para fazer uma breve visita a sua amiga?

    [Off: Faça um teste de Percepção + Acuidade, dificuldade 7]
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Qui 24 Mar 2016 - 23:11

    Ulrich estava distraído em seus próprios pensamentos, ele olhava de longe com um olhar vago e calmo para as peças que realizavam a decoração daquela casa, não que ele fosse um dos mais apreciadores de tal arte, só que ali tudo fazia um sentido para cada pedaço daquela enorme mansão. Ao ouvir os passos este apenas levantou sua cabeça e arregalou os olhos ao ver Elsa, o mesmo forçou sua garganta como se estivesse com ela seca por um segundo, era realmente admirável olhar para aquela cainita, sentia como se seu coração fosse bater por alguns segundos, uma sensação agradável, era como ver um quadro vivo.

    - Mais que isso senhorita Elsa, muito mais! Está é uma ótima noticia, espero que ela se recupere da melhor forma possível.

    O Tremere observava a anciã da mesma maneira, por alguns segundos ele imaginou do por que a mesma estava com os cabelos molhados e se fosse vivo ainda estaria corado nesse momento.

    [Off: Faça um teste de Percepção + Acuidade, dificuldade 7] 3 + 2 = 5d10

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