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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

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    Danto
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Qui 24 Mar 2016 - 23:11

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 8, 1, 4, 4, 10
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    Danto
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Sex 25 Mar 2016 - 0:49

    -Vamos, ela esta no quarto dela...

    Responde Elsa que o observa com um sorriso simpático na face, ela então se vira e começa a subir as escadas. A caminhada era breve, mas algo parecia errado, algo no ar, distante e não necessariamente focado em alguém ou em algum lugar. Uma vibração diferente percorria a cidade, você sente seu corpo ligeiramente mais letárgico, como se estivesse com sono... Mas o bocejar incontrolável e natural foi o que o surpreendeu, você não bocejava dês seus dias como mortal. Ela para de andar e olha ao redor, ela parecia ter sentido a mesma coisa, mas não bocejou como você.

    -Há algo de errado...você está sentido isso!? Parece algo errado, uma sensação parecida de quando o seu clã ergueu a barreira mágica que dividiu a cidade.
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    Miac

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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Sex 25 Mar 2016 - 4:18

    Ulrich não deu mais nenhum passo, fechou os olhos como reflexo e colocou a mão na boca, ele caminhou de forma firme e lenta até a escada.

    " O que esta acontecendo comigo..."

    - Eu senti a mesma sensação senhorita Elsa, estou com sono...alguém realizou algum ritual da mesma magnitude, você deve ir até Diana a proteja! Eu vou ligar para minha senhora. E por qual motivo você não está reagindo da mesma forma que eu?

    O Tremere fechou os olhos novamente e colocou a mão na boca para bocejar novamente, pegou seu celular e discou o número de Maggie. Estava sentindo medo do que poderia acontecer com ele, já que alguém mais velho como Elsa não fora afetada pelo sono talvez acontecesse o mesmo com sua senhora.

    " Eles deveriam me avisar se fosse criar alguma outra coisa. O que está acontecendo aqui...céus ainda esta no meio da noite e eu estou sentindo sono e fazendo igual quando eu era humano, por que estou me sentindo pesado?"
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    Danto
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Sex 25 Mar 2016 - 20:24

    -Nós não reagimos da mesma forma por causa da nossa diferença de idade e sangue...

    Comenta Elsa que observava ao arredor, preocupada. Apoiando-se no corrimão da escada e se esforçando para demonstrar força diante aquela feitiçaria inexplicável que estava acontecendo. Enquanto isso, você começava a fazer a sua ligação na esperança de falar com sua Senhora. Quando ela atende, Elsa sobe correndo as escadas em direção ao quarto, claramente utilizando de rapidez e sem se importar com os criados mortais que poderiam ver. Nenhum ancião arriscaria a máscara daquela maneira a não ser que algo mortal estivesse a caminho...

    -Ulrich?! Onde...on...onde vo...onde você...es-esta?!

    Responde a voz do outro lado da linha, era Maggie, mas sua voz estava fraca e sonolenta. Você ouvia a respiração pesada, a frase era inteiramente engolida e desconstruída por bocejos e pausas... Um sono que parecia um vírus, extremamente contagioso. Seu corpo começa a falhar, seus joelhos facos o levam ao chão e o sono sobrenatural se instaura em todo o seu ser. Sua consciência começa então uma batalha para mante-lo acordado. Vários borrões começavam a passar diante seus olhos... A face de sua irmã, sua mãe, a fatídica noite da batalha no muro de Berlim, Gustav...
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    Miac

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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Sex 25 Mar 2016 - 22:48

    Ulrich acena com concordância com a cabeça para Elsa, o mesmo tenta se apoiar na parede mais cai, cansado, ele se vira e com a voz tremula começa a falar de uma forma assustada!

    - Valerius...eu...tó com a Senhorita...senhorita...Elsa! Por que?...não, você não...está voltando...não quero vê-lo...não ele!...VOU MATA-LÓ!

    O Tremere começava a chorar de irá, aquelas lembranças nunca deveriam voltar, não ali e nem agora, ele demorou tempo de demais as escondendo, as guardou com tanta profundidade que elas ao serem reveladas assim o fizeram sofrer de mais. Em meio aos soluços e desvaneio de sua lembrança o cainita se esforçava para voltar a ficar de pé e ir até onde Emily estava, deveria tentar ajuda-lá mais uma vez, era uma sensação de impotência e desespero.

    - Maggie...me desculpe por tudo que...eu nunca...mas elas voltaram...estou com Medo!Minha irmã...mãe...ELE!!!!!!!


    " Até mesmo os antigos estão com problemas...eu nunca quis, o que fizeram com Berlim...por que estou lembrando dessas coisas!"
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    Danto
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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Danto em Sab 26 Mar 2016 - 0:00

    -Ulrich, encontre um lugar seguro... Algo amaldiçoou Berlim... Não sei se haverá esperança para nós... Adeus.

    Disse a voz fraca de Maggie do outro lado da linha que logo em seguida, ficava "muda", a ligação foi desligada de maneira brusca, deixando apenas o repetitivo som polifônico no seu ouvido. Seu corpo frágil se apoiava na escadaria e seus olhos conseguiam ver Emily saindo correndo desesperada pela sala, gritando desesperada e chorando sangue para enfim cair como uma pedra no chão, em algo parecido com o torpor. O horror estava assolando a mente de todos os cainitas, os criados da mansão se aproximavam preocupados, claramente imunes a onda de sono e pesadelos. Algo em seu intimo sentia medo, talvez aquela havia sido sua última noite, a triste sensação de derrota o assolava... Algo terrível aconteceu e os cainitas de Berlim jamais seriam os mesmos após esse acontecimento.

    Seu olhos então se fecham e a primeira imagem que lhe vem a mente é a daquele homem que aterrorizou os arredores do muro de Berlim durante a separação da cidade, Gustav. E ele marchava em sua direção.

    [Off: Ultima ação antes do final do Ato]
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    Miac

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    Re: Ato VII - Narrativa de Ulrich: Alvorada.

    Mensagem por Miac em Sab 26 Mar 2016 - 3:21

    - O quarto...levem todos nós para...um quarto!

    Ulrich caia no chão ele estendia sua mão apontando para onde Emily estava, falou de forma fraca para os serviçais, em seu intimo desejava que aquele humanos fossem realmente fieis com Elsa, tentou rastejar até algum comodo fechado, mais não tinha mais força para nada. Não era forte, mais quem estava sendo naquele momento. O mesmo se vira e olha para o teto sentia vontade de chorar ali mesmo com medo, nem mesmo sua senhora lhe deu esperança naqueles últimos segundos de conversa.

    - Acaba logo com isso seu filho da puta!

    Foi o que o Tremere conseguiu falar ainda com sua consciência, uma nova lagrima de desespero brotava de seus olhos, estava sozinhos, estático e vulnerável ali.

    "Eu devia ter sido mais forte...no fim, você vai acabar com todos que amei um dia...me..."

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