WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

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    Danto
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    Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Danto em 4/7/2016, 00:24

    14 de março de 2002, Berlim.
    Sexta Noite




    Aeroporto Internacional de Berlim.

    A saída do aeroporto estava movimentada como de costume para uma ponte aérea internacional tão importante quanto Berlim, vários carros passavam em frente ao local, táxis, vans e até pequenos ônibus traziam e levavam passageiros e visitantes. Essa era a primeira imagem que você tinha de Berlim em toda a sua vida, por tantos anos, o território foi considerado uma área de Guerra Mortal, hoje era uma metrópole de crescimento econômico exponencial, capital de um dos estados mais ricos da nova União Europeia. Você caminhava para a saída VIP do aeroporto junto com suas proles e seu caniçal de proteção.

    Max Calaghan caminhava à frente, ele sabia exatamente com quem falar e como fazer para leva-los até o apartamento que havia sido alugado há duas semanas atrás para hospedar vocês três na cidade. Enquanto o carniçal fazia isso, vocês seguiam em direção ao estacionamento sem muita pressa. Ao seu lado direto, estava a sua fiel e mais antiga prole, Olívia Johnson. Ela vestia um vestido longo de tom azul escuro, trazendo por cima para se proteger do frio, um casaco de peles escuras e pesado. Por outro lado, sua mais jovem prole caminhava à uma distancia mais considerável de vocês dois, vestia roupas mais modernas e menos formais. Uma calça preta muito justa às pernas, camiseta regata preta com desenhos e nomes em vermelho que você não tinha a menor ideia do que poderiam significar, uma jaqueta de couro preto, cabelos bem presos em um rabo de cavalo e um pequeno ar de desdem e reprovação. Ela já havia expressado claramente que não tinha nenhuma vontade de sair dos Estados Unidos, mas a vontade dela significava pouquíssimo para as ordem diretas do clã.

    -Berlim é realmente magnífica meu Senhor, espero que possamos colher bons frutos desta cidade. E quem sabe plantamos os nossos também...

    Comenta Olívia em um tom calmo e ponderado, sendo educadíssima como aprendera a ser, ela iniciava uma conversa informal enquanto vocês aguardavam pelo retorno do carniçal.

    -Bons frutos?! Duvido muito, acabei de ler aqui que o Palácio de Berlim foi incendiado recentemente e que a cidade tá um caos urbano, estão falando em atendado terrorista e tudo mais... Esses muçulmanos são malucos... E antes disso, ainda atacaram uma boate em outro ponto da cidade, mataram mais de trinta pessoas.

    Resmunga Jessica que carregava em mãos um enorme celular.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Stian Jogador em 4/7/2016, 09:15

    Howard caminhava a passos lentos junto de suas duas proles, Olivia claro mantinha o porte e tradição do clã, as vestimentas eram sempre pontos fortes frente a outros membros, já Jessica demonstrava claramente que havia sido recém-abraçada.

    O Ventrue utilizava um terno preto com risca de giz e uma gravata no mesmo tom azul do vestido de Olivia, os desavisados pensavam que ambos fossem um casal tipico de grandes posses. Para complementar o figurino, um grande Rolex dourado no pulso, um luxo para poucos.

    "Bons frutos...realmente, esta cidade floresceu rapidamente depois do final da guerra, vive hoje uma maré alta de negócios, possui uma indústria fortissíma...em contrapartida, uma Camarilla dividida por Senhor e Prole..."

    Blake olha nos belos olhos de sua prole mais antiga, Olivia, e sorrindo responde:

    - Pelo menos alguém aqui concorda comigo. Devo acrescentar que estou entusiasmado, não propriamente dita Berlim mas o território em que estamos tem sido uma grande fonte de poder de nosso clã a milênios.

    "...embora sob o domínio de lunáticos egocêntricos milenares..."

    Ouvindo as palavras revoltosas de Jessica, Howard assume um semblante mais sério e em tom de voz calmo argumenta:

    - Realmente, esse seu celular diz coisas terríveis da cidade. Só não esqueça que alguns meses atrás, aquele atirador mortal matou várias pessoas em Maryland.

    Howard então olhou no relógio, os ponteiros prateados seguiam seu curso contido e perfeitamente sincronizado, os números eram definidos por pequenos diamantes contornados de maneira que apresentassem graficamente os simbolos. Max não era de se atrasar.

    - Vou acrescentar mais um comentário a você Jéssica, espero não encontrar nenhum Membro no caminho até nosso futuro refúgio, seria terrível ver minha linhagem apresentando-se com tais trajes. Deveria seguir o exemplo de Olivia.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Danto em 6/7/2016, 01:30

    Enquanto você falava, à frente de vocês surgia a parte coberta do aeroporto. Era onde o carro supostamente encontraria vocês e os levaria até o apartamento previamente alugado, Olívia começava a se preocupar com a demora do retorno de Calaghan que havia ficado para trás conversando com um homem.

    Assim que vocês três adentrando a parte coberta, Jessica finalmente responte as suas respostas. Aquela demorar era uma atitude premeditada, apesar de ser claramente uma promissora prole, o temperamento da mesma ainda era muito forte e "mortal".

    -Não entendo porque seria terrível para a nossa linhagem possuir um membro que prefere vestes modernas e que ainda não se colocou acima da rotina mortal, quem sabe com mais uns setenta anos eu não comece a me sentir velha e me vista como Olivia...

    A sua primeira prole então lança um olhar de censura em direção à Jessica mas não diz nenhuma palavra em reposta. Ela sabia precisamente o próprio lugar que pertencia, já Jessica ainda não. Mas antes que a sua reação pudesse ser expressada, vocês escutavam os passos rápidos de Calaghan. O carniçal se aproxima com uma face preocupada.

    -Perdoe-me a falta de educação de minha aproximação e a demora, mas meu Senhor, você precisa muito ouvir o que eu acabo de descobrir com o meu contato local... Senhor, um conclave está acontecendo nesse exato momento no Teatro de Deutsches aqui em Berlim Ocidental. Aparentemente a Justicar Ventrue convocou a reunião para depor o Sua Senhoria, Lorde Gustav.

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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Stian Jogador em 6/7/2016, 09:15

    "Conclave?....Justicar Ventrue?...Lucinde...Um conclave para depor Gustav...? Isso é demais para a primeira noite...."

    Howard ignorou a vontade de expurgar sua prole mais jovem que feria o orgulho do próprio clã com suas palavras, ele tentou não demonstrar surpresa ou preocupação frente ao seu carniçal Max.

    - Max, entendo seu nervosismo com esta nova situação, apenas mantenha a compostura e não haverão represálias ao seu comportamento. Agora, o que me diz é realmente algo desafiador, chegamos na noite de um conclave para depor um Membro tão antigo do clã.

    Blake olha para a face de Olivia em tom sério e depois para Jessica, sua curiosidade fica voltada para um dos eventos mais importantes da Camarilla.

    - Max, busque o veículo e traga consigo as roupas de Jessica. Iremos até o Teatro de Deutsches neste exato momento, será ótimo para conhecermos os Membros da Camarilla local.

    Howard não espera a reação de seu carniçal e vira-se para sua prole mais jovem:

    - Não há problemas em utilizar seus, como é mesmo o termo que utilizou? Sim, sim, vestes modernas, isso mesmo...não há problemas. Mas, se você não entender que dentro de nosso clã existem padrões e protocolos para determinadas situações que devem ser seguidos, não chegará nos setenta anos minha criança. Você trocará de roupas dentro do veículo, no caminho até o Conclave, e não entenda isso como uma sugestão.

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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Danto em 7/7/2016, 01:07

    -Sim Senhor, irei buscar o carro e as malas da senhorita imediatamente. Perdoe-me pelo longo atraso, esse conclave não estava no cronograma pré-estabelecido e aparentemente, existe um convite para o Senhor e suas proles.

    Respondeu o carniçal que prontamente retirava o telefone móvel do bolso e realizava uma rápida ligação. Enquanto o mesmo fazia isso, sua prole mais jovem olhou diretamente para você mas se manteve em silêncio, engolindo as prováveis várias palavras que haviam se passado na ponta da língua. E não demorou muito para que um carro se aproximasse de vocês, Max logo se coloca à frente e abre as portas duplas, revelando um amplo interior com sete bancos. Dois à frente e cinco atrás. Max esperou pela entrada de todos os cainitas no veículo para fechar a portar e dispensar o valete que havia conduzido o veículo até vocês para assumir o volante. Max então atualiza uma rota no gps interno e começa a leva-los até o conclave.

    Jessica senta no dois bancos mais ao fundo, onde uma das malas dela estava posicionada. Olivia se senta próxima a janela na fileira de três cadeiras e observa calmamente o exterior pelo vidro. Jessica em silêncio começava a revirar a mala e retira de dentro da mesma um vestido preto, fechando a mala e colocando o mesmo por cima da mesma, ela dá inicio a uma troca de roupas.

    Ela primeiramente tira a camisa e depois o tênis e a calça, ficando apenas com as roupas intimas no interior do veículo. Você consegue ver facilmente uma coloração avermelhada na face da jovem Ventrue, ela força uma respiração bem funda e engole seco. O carro então para em um sinal vermelho no caminho em direção ao teatro, os carros que se aglomeram ao redor do veículo de vocês estavam com algumas pessoas além dos motoristas, aos poucos, todos percebiam que a jovem estava a se trocar no banco de trás e começavam a observar a cena. Jessica imediatamente olha na sua direção e termina de por o vestido em completo silêncio, mas com a face tão vermelha quanto os próprios cabelos. Já Olivia, estava distante de tudo que acontecia no interior do veículo sem se importar com a cena. O sinal então finalmente abre e Max conduz o carro com mais agilidade pelas ruas de Berlim, para finalmente estacionar em frente ao Teatro de Deutsches.

    Vestido de Jessica:


    Max então saí do carro e abre as portas para que vocês pudessem descer. Jessica pega um charmoso e bonito sobretudo, vestindo por cima das roupas que havia retirado da mala, ela sai primeiro e se encaminha direto para a entrada do Teatro a passos rápidos. Olivia então comenta aguardando a sua saída.

    -Se me permite meu Senhor, gostaria de dizer que assim será cada vez mais complicado para o Senhor diminuir a distância desse relacionamento.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Stian Jogador em 7/7/2016, 09:12

    "Já temos convites para o conclave...? Isso me soa muito estranho...enfim, veremos o que a Camarilla guarda para o antigo Príncipe....inclusive, espero não trocar sequer olhares com o mesmo...espero encontrar Wilhelm com brevidade..."

    Howard ouviu as palavras de Max e acenou com a cabeça concordando com a informação.

    Dentro do veículo, o ancillae manteve os olhos no exterior, embora tenha percebido a movimentação de Jessica trocando de roupas, os demais ocupantes de veículos próximos foi apenas um agravante para a situação, havia saído de controle, Max seria sinalizado quanto a película negra que os veículos deveriam ter. Em Washington ele não gostaria de ser visto dentro do carro em um semáforo, por exemplo, o mesmo pensamento deveria ser seguido em Berlim.

    Chegando ao Teatro, Howard observa sua prole mais jovem caminhando desmedida a frente como sempre, a diferença de personalidades de épocas tão distintas eram claras e isso perturbava o Ventrue.

    "Quando seu Agoge iniciar...espero que se retrate...ou terei problemas...não quero ter que uni-la ao sangue como fiz com Olivia..."


    Ouvindo as palavras de Olivia, Blake vira-se para sussurar para a mesma:

    - As vezes minha querida, lições precisam ser dadas para se evitar futuras transgressões. Mesmo assim, agradeço seu conselho Olivia, tentarei ser mais brando com ela.

    O Ventrue então volta-se na direção do Teatro e comenta:

    - Muito belo local escolhido, tem um toque antigo porém com ar moderno. Estou realmente curioso para este evento.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Danto em 8/7/2016, 16:29

    Em frente ao local, não havia um único mortal. A Staff que recepciona vocês na bilheteria é uma Staff inteiramente composta por carniçais, eram seis homens e uma mulher. E é a mulher que carregava uma prancheta transparente e ligeiramente azul que se aproxima.

    -Saudações. Por obséquio o nome de Vossas Senhorias...

    Era interessante notar o padrão das roupas dos carniçais da Staff. Todos usando os mesmos ternos escuros, escutas nas orelhas, armas de fogo na cintura e claramente usavam coletes à prova de bala por debaixo dos ternos.

    -Jessica Campbell

    Disse a jovem que havia chegado alguns instantes antes de você, Olivia prontamente iria se apresentar após a sua fala. A mulher da Staff logo começava a checar a lista na prancheta e fazendo três símbolos rápidos com uma caneta ela diz.

    -Prole do Senhor Blake? A sua reserva está garantida com as saudações do clã Venture. E se me for permitido dizer, é uma grande honra recepcionar os membros da linhagem do Grande Barão de Chester.

    A educação daquela simples e jovem carniçal eram impecáveis, jamais um Ventrue novo seria capaz de ensinar tanto sobre o próprio clã, era certamente uma lacaia de um ancião local e por isso era quem liderava a operação na porta.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Stian Jogador em 8/7/2016, 19:41

    Howard aproxima-se de onde estava sua prole mais jovem, ouvindo as palavras da carniçal da Staff do Conclave o mesmo sorri.

    "O padrão europeu realmente é penetrante e condiz com o que sempre ouvi do outro lado do Atlântico...o Senhor desta carniçal deve ser algum antigo Sangue Azul de Berlim, Jessica jamais conseguiria utilizar tais palavras assim, sem o devido tempo de treinamento..."

    - Boa noite, me chamo Howard Blake, do clã Ventrue. Devo acrescentar que aprecio suas saudações e me obrigo a mencionar que a organização do evento está impecável.

    Blake faz então um movimento leve com a mão para que Olivia dê seu nome, seria apenas literal, tendo em vista que até o nome de Jessica estava na lista, os três não enfrentariam problemas para entrar, afinal suas reservas já haviam sido feitas em um evento que o próprio ancillae sequer tinha conhecimento da preparação.

    "O que nos aguarda lá dentro? Gustav? A Justicar Ventrue? Não posso aceitar que o Conclave foi invocado apenas para depor o antigo Príncipe de Berlim tendo em vista o sucesso da prole do mesmo, Wilhelm Príncipe dos Justos...quais serão as demais surpresas desta noite...?"

    Howard se aproxima de Jessica, enquanto Olivia diz seu nome e são liberados pela Staff para acessar o Teatro. Sabia do desentendimento e da punição de momentos atrás, mas ignorando a "birra" da neófita fala em tom calmo.

    - Jessica, por favor, ligue para a Sra. Bridges e informe onde estamos e porque estamos. Pergunte a ela se possuia conhecimento sobre o Conclave desta noite.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Danto em 12/7/2016, 00:35

    -Olívia Johnson

    Disse com brevidade a sua primeira prole logo após o sinal de autorização à falar que a mesma havia recebido. A mulher responsável pela organização faz uma breve reverência que significava que ela havia graciosamente aceitado os seus elogios. Enquanto isso, Jessica se vira para olhar diretamente para você e com uma expressão de poucos amigos, tira o telefone da bolsa para procurar o número e realizar o contato, nesse meio tempo, a organizadora do conclave local leva a mão esquerda ao ouvido para então olhar diretamente você.

    -Perdoe-me meu Senhor mas não será possível que essa ligação seja realizada, acabo de ser informada que os clãs já estão se posicionando e o mestre de cerimonias já esta para subir ao palco. Sendo assim, reforço a urgência de sua entrada. Como não és um membro da cidade, pois não se apresentou a nenhum príncipe, seu lugar será ao lado de suas proles na parte baixa do teatro. Basta seguir a esquerda, passar pela pequena rampa e ter acesso aos lugares. Eles estão todos nomeados e com os brasões dos clãs.

    Jessica prontamente guarda o celular, se vira e caminha seguindo as instruções. Olivia aguarda a sua movimentação pacientemente.

    Visão Interna do teatro:

    Parte superior:
    Parte Inferior:
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Stian Jogador em 12/7/2016, 09:28

    Howard ouve as palavras da carniçal e se ainda respirasse soltaria um suspiro de desaprovação, Jessica caminhando a frente lhe irritava e a vontade de pegá-la pelos cabelos e alterar sua memória era algo que passava pela sua cabeça. A prole estava se comportando de uma maneira desrespeitosa, alguma medida seria tomada após este Conclave.

    "Não me apresentei? Sequer tive tempo de chegar nesta cidade...enfim, não estou em posição de questionar a organização do evento, como a própria carniçal disse, sou um recém-chegado...No entanto..."

    - Obrigado pelas instruções, uma última pergunta até que siga ao meu assento, quem é o mestre de cerimônias?

    Enquanto aguarda a resposta, Howard olha para Olivia e faz sinal para que ela acompanhe Jessica, para o caso da neófita aprontar algo no Teatro, era como mandar a irmã mais velha cuidar da irmã caçula.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Danto em 13/7/2016, 17:09

    Olívia entende a sua ordem e se coloca a caminhar rápido atrás de Jessica que já estava a adentrar o teatro. A mulher que organizava a portaria então olha para você e responde de maneira direta e simples.

    -Sua Exclência, Stalest Coursain, Arauto do Círculo Interno.

    Era um nome poderoso dentro do clã Venture, líder do clã no Canadá e uma anciã poderosa que possuía um misterioso passado. Vários rumores indicavam que a mesma havia feito parte do Circulo Interno em várias ocasiões. Logo em seguida, você se direciona até o teatro encontrando uma visão magnífica, o Teatro era um encontro perfeito entre o tradicional e a modernidade tecnológica. Rapidamente você encontra o seu lugar, no primeiro piso do teatro, onde haviam várias faces desconhecidas, exceto é claro pelas suas proles que sentavam com a distância de uma cadeira de uma para a outra. Era nesse espaço vazio que você deveria sentar.

    O local já estava cheio, na parte superior você era capaz de ver os clãs da Camarilla local, todos os membros estavam lá. Malkavianos, Nosferatus, Brujahs, Tremeres, Toreadores e os Ventrue. O Seu clã estava posto no centro superior do teatro e entre os presentes era notória a ausência dos dois Príncipes.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Stian Jogador em 13/7/2016, 22:09

    "Coursain?? No Conclave? Minha nossa!"

    A passos breves Howard caminha até o magnifico Teatro alemão, o requinte do local lhe chamava a atenção, mas com os membros notórios da Camarilla local assumindo seus postos, tentou disfarçar a cara de turista.

    Sentado entre as duas proles, olhando para os lados e para cima, seus olhos procuravam a figura dos Príncipes, ao menos um deles, mas nada encontrava, apenas lugares vazios. Nem Gustav e nem sua prole.

    Aproximou a face de Jessica e sussurou para a "emburrada" prole:

    - Minha criança, peço desculpas pelo incidente no veículo, não tinha conhecimento da transparência dos vidros, não queria causar-lhe nenhuma descortesia.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Danto em 14/7/2016, 00:56

    Jessica olha para você ao ouvir as suas palavras e então, demonstrando uma sabedoria inesperada a jovem responde.

    -Eu não sou como Olívia, eu não sou e não serei uma donzela. Mas eu sou e sempre serei uma líder e líderes comandam pelo exemplo, não pela força, não pelo medo, não pela punição. Não me entenda errado meu Senhor, você é um exemplar Ventrue, mas a sua mente é antiga e suas ações também... O Senhor não tem o meu respeito, o Senhor tem o meu sincero pavor e temor...

    Mas algo inesperado aconteceu, uma pequena confusão ecoava do piso inferior. Os seguranças tentavam impedir a passagem de alguém, essa confusão interrompeu a fala de Jessica e forçou todos os presentes no andar de baixo a olhar para a porta de entrada. Era uma confusão onde os seguranças tentavam impedir a passagem de uma mulher loira, de traços nórdicos e roupas medievais. Em suas costas, ela trazia um escudo e em sua cintura, um machado. Era uma vestimenta de Guerra usada pelos Vikings a muitos anos atrás. Logo a imagem de um segurança sendo arremessado para o interior do conclave atraiu a atenção de todos.
    Pelo carpete vermelho por onde deveriam entrar apenas os convidados mais ilustres, entrava toda a linhagem tradicional do clã Gangrel. Liderados por Hallveig Skarsgard, a Antiga, uma mulher loira de traços nórdicos irrefutáveis. Eram no total, oito membros e a entrada da anciã Gangrel fazia todos os ali presentes se levantarem, alguns indignados, outros surpresos. Junto com os Gangrel haviam outros membros ilustres. Uma mulher alta dos cabelos negros e uma face séria, atendia pelo nome de Ilse Bänsh, a líder do clã Brujah Oriental que sentou no trono enquanto Gustav estava em torpor. Isle caminhava à direita enquanto outra mulher caminhava à esquerda da matriarca Gangrel, Helga Ekström, a líder dos Setitas locais. Ao final do grande grupo, vinham as proles dessas duas ilustres anciãs locais. No total, adentravam à força no conclave 17 cainitas.

    -Como ousam adentrar o Conclave dessa maneira?!

    Indaga a líder dos nosferatus Ocidentais e Orientais, Karla Aach, que se levantava em uma tentativa de se impor imediatamente. Em resposta a nórdica líder dos Gangrel diz em um tom altíssimo de voz.

    -Quando você e Gustav eram crianças eu os protegi dos invasores! Quando você e Gustav brincavam de Rei e Rainha eu enfrentava as bestas das florestas! Como eu ouso? Essas terras são tão minhas quanto suas, sente-se, cale-se ou eu mesma farei isso a força!

    As palavras da mulher acoaram por todo o ambiente e silenciou completamente a todos os ali presentes. Karla apenas se sentou e observou os membros não convidados se sentarem nas cadeiras vagas da parte inferior do conclave.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Stian Jogador em 14/7/2016, 16:18

    Ouvindo atentamente as palavras de Jessica, Howard decepciona-se consigo mesmo e é tomado por um subito sentimento de culpa e dúvidas surgem em seus pensamentos nublando o discernimento.

    "Jessica...medo e pavor?...Compreendo que somos de epócas diferentes...mas eu gero medo e pavor na minha própria prole? Sendo assim, o que me torna diferente de Gustav? Uma das proles presa sob laço de sangue e a outra sente apenas medo...preciso rever meus conceitos e os de Jessica...devo me ater as necessidades dela? De fato, ela é uma líder exemplar...organizava e monitorava a organização de logística naval...me surpreendeu pela idade, embora eu havia pensado que não seria um agravante...Mas o que?.."

    Howard não teve tempo de responder sua prole, ele foi pego de surpresa pelo rebuliço nas entradas do Teatro, próximo dele estavam três anciãs poderosas e antigas. Embora apenas o clã Brujah seja afiliado a Camarilla, o clã Gangrel já participou e moveu-se a pouco tempo da seita, mas vários Membros do clã ainda portavam o respeito pela Torre de Marfim. A setita era um caso a parte, previamente Blake sabia de quem se tratava, ferrenha defensora da máscara, uma linhagem separada do próprio clã, agindo de maneira contrária a tudo que os demais acreditam, sejam eles os Filhos de Set ou as Serpentes do Sabá.

    "Como antigos Membros desta estirpe não foram convocados para este Conclave? A anciã Karla calou-se frente a ameaça de Skarsgard...alguém deve tomar uma medida e rápido, antes que o eventor transforme-se em um banho de sangue..."
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Danto em 15/7/2016, 01:56


    A poderosa anciã Gangrel ainda estava causando uma enorme confusão, afinal, ela estava se sentando em cadeiras supostamente deixadas propositalmente vazias, passando na frente de alguns membros presentes no local, ela pouco se importava. E os convidados dela pareciam assumir a mesma postura em relação ao conclave. Você por estar sentado no andar em que toda a confusão acontecia, via com mais clareza que alguns dos convidados de Skarsgard demonstravam um certo incomodo e vergonha, um dos negros presentes naquele grupo chega a se aproximar da anciã, mas é prontamente negado por ela. Ela continuaria com aquele comportamento selvagem se não fosse pela chegada de alguém ao palco, saindo pelas cortinas ainda fechadas, você via a imagem de uma pequena jovem de cabelos loiros e corpo magro, vestindo um terno social feminino, branco, sapatos de salto alto negros e um pingente fino de ouro. O caminhar dela fazia pequenos ecos devido ao tablado do palco, calmamente ela se põe a frente no palco. Era a prole de Serverus, a grande Alastor Vermelha.

    -Boa noite a todos. Permitam-me fazer a minha formal apresentação, sou Lucinde, prole de Serverus do Clã Ventrue. Justicar da Camarila e regente máxima desse Conclave. É com verdadeira felicidade que saúdo a presença do clã Gangrel entre nós nesta noite, sentem-se nas cadeiras que lhe forem de bom grado.

    Após a apresentação, você consegue notar o alívio na face de todos os ali presentes, principalmente em Olívia que estava realmente assustada com a situação. Skarsgard então se vira para responder a Justicar e a mesma prontamente censura essa ação.

    -Eu não lhe dei a permissão de fala. Eu lhe dei a permissão de participação. A partir deste momento, manteremos todas as nossas ações com base nas leis máximas da Camarilla, respeite e receberá o respeito. A barbárie de Berlim acaba hoje.

    Hallveig Skarsgard prontamente reage positivamente as palavras de Lucinde, fazendo uma breve reverência e finalmente sentando-se em uma das várias cadeiras vagas no andar inferior. Enquanto ela fazia isso, a staff local corria para retirar o corpo desacordado do infeliz segurança que ficou no caminho da Gangrel. Enquanto isso acontecia a Justicar Ventrue finalizava sua apresentação.

    -Enfim, podemos iniciar o Conclave de Berlim. Mas antes de sair do palco para dar lugar à mestre de cerimônias, quero deixar bem claro, essa noite a nossa luta é em nome dos mais jovens dessa cidade. É uma luta para que a representatividade deles seja finalmente ouvida pelos Anciões orgulhosos, cruéis e tiranos que aqui residem. É um basta ao longo período de Trevas de Berlim e aviso previamente, não haverá misericórdia aos tiranos. A Justiça da Camarilla brandirá com força o seu martelo. As noites de Berlim não serão mais comandada pela força do Vitae, os Senhores não mais governarão pelo medo e pelo Laço de Sangue. Os meus olhos estão direcionados à vocês neófitos que ergueram esse conclave. Boa noite a todos e deixo a vocês com a presença da Arauto do Circulo Interno, Stalest Coursain.


    Ao final do discurso, um enorme sorriso surgia na face de Jessica. Ela olhava com enorme admiração para a Justicar e era uma das raras ocasiões que você via uma felicidade tão sincera no rosto de sua prole mais jovem.


    Lucinde:
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Stian Jogador em 15/7/2016, 09:22

    "Mas que confusão infortuita...alguém dê uma cadeira para esses Membros todos...não estão contra a Camarilla, apenas se sentem insultados pela falta de cortesia em convidá-los ao Conclave..."

    Howard se manteve em pé olhando o que acontecia, perguntava-se onde estavam os Membros de seu clã para apaziguarem aquele confronto desmedido imposto pela selvagem Skarsgard, então surge uma pequena mulher, formalmente vestida sobre o palco, Blake coloca os olhos nela, seus pensamentos viajam longos anos atrás quando a mesma passou por Washington, na época não carregava o título de Justicar, era uma Alastor e quando disse tais palavras para a Gangrel, demonstrou estar ainda mais implacável do que naquela época.

    Vendo a Justicar de seu clã terminar a confusão rapidamente apenas impondo sua autoridade, o Ventrue retorna a sentar-se e ouve as palavras da Justicar.

    "Os antigos Senhores...de atos medievais que governaram pelo Sangue e pela Dominação...nunca me senti tão mal desde que me tornei um cainita...tudo que Hellen e Frederic me ensinaram, não passa de uma maneira para dominar tudo? E o verdadeiro propósito de nosso clã, onde está? Unificarmo-nos e agirmos coesos...preciso realmente mudar minhas atitudes em relação as minhas proles, como a própria Justicar disse...uma Revolta iniciou-se devido ao poder dos Senhores, progenitores de clãs caíram e o Sabá se formou...se não mudarmos nossa maneira arcaica de agir...de que adianta governar e comandar os desgostosos se na melhor chance, lhe cravam uma estava no peito?..."

    O Sangue Azul, após ouvir as palavras da Justicar teve vontade de desaparecer daquele lugar, deixar suas proles viverem suas não-vidas longe da influência dele. Ele não possuia o respeito como um exemplo, o que passava a elas era a servidão pelo medo e a sensação era de que aquilo que sempre prezou quanto mortal e no primeiro século de vida estava ruindo, seu legado, seu nome, suas dignitas.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Danto em 19/7/2016, 03:06

    A Justicar Ventrue caminhou para o interior do palco, passando pelas cortinas e deixando um pequeno tempo para as pessoas serem capazes de compreender precisamente o que havia sido dito por ela naquele discurso que ficaria cravado na mente de todos os membros da Camarilla de Berlim. Nesse pequeno silêncio pelo aguardo do mestre de cerimônias, sua prole, Olívia se vira para você com extrema cautela, colocando uma mão no seu ombro e comentando em um tom baixo de voz.

    -Talvez o Senhor não esteja pronto para as mudanças que acontecerão aqui, Meu Senhor, mas imagine o quão despreparados estão os grandes anciões dessa cidade e perceba o quão importante será mundialmente as decisões tomadas aqui. Se eu fosse o Senhor, estaria rezando para todos os deuses para não acontecer algo como a palavra aberta dos presentes. Jessica está mais aflorada do que nunca pelas palavras da Justicar.

    Após a sua resposta as cortinas finalmente se abrem para revelar um palco surpreendente. Era uma perfeita simulação de uma sala de tribunal clássica, havia uma cadeira para o réu que ficava de frente para a platéia. Logo atrás da cadeira, havia um palanque altíssimo onde ficava a cadeira do Juiz da ocasião. A esquerda havia uma bancada especial para os defensores e à direita uma bancada idêntica para o lado opositor. A frente da cadeira do réu existe dois lances de escada que lavam para uma parte mais baixa do palco, foi nessa parte que a Justicar falou é praticamente um segundo palco com acesso direto a platéia e muito mais próximo das primeiras fileiras.

    Pela porta ao lado direito da cadeira do Juiz do Conclave, entra uma mulher de cabelos grisalhos, pele enrugada pela idade avançada e roupas formais de tons neutros. Um broche fecha a gola da parte superior do vestido, o simbolo do escudo do clã Ventrue estava orgulhosamente esculpido nesse broche. Ela então caminha até o centro do palco superior, aguardando por um microfone que descia do teto alcança-la, para então finalmente começar a apresentação.

    -É uma grande honra presenciar um discurso tão verídico e coerente, é também uma grande honra ser apresentada por uma das mais veneráveis Justicar da Camarilla. Aos que não me conhecem, sou Stalest Coursain, Arauto do Círculo Interno. E serei a responsável pelos chamados a cadeira de Réu, proclamando as sentenças decididas pelo Juiz e pelos membros convidados à participar do Tribunal. Em termos jurídicos, eu serei a Juíza Relatora. Assim, convido primeiramente os membros que serão considerados Juízes de Direito. Lorde Zelios, Dux Bellorum do Circulo Interno. Lucinde, Justicar Ventrue. E o Juiz central, William Biltmore, Chancellor do Círculo Interno.

    Assim que anunciados, os membros surgem pela mesma porta de acesso que a senhora Coursain havia utilizado previamente. Entrando na mesma ordem que foram anunciados, o primeiro era Zelios, um homem muito velho usando roupas muito antigas de um nobre, carregando consigo uma belíssima bengala, o ancião caminhava calmamente até a cadeira à direita da principal cadeira do patamar reservado aos juízes. Em seguida, a Lucinde retornava ao palco para sentar-se à esquerda da grande cadeira. Por ultimo, entra o Juiz daquele conclave. William Baltimore um homem extremamente alto, pálido e com uma expressão profundamente séria, ele então toma o acento central entre os juízes. Em seguida, a Juiza Relatora anuncia o primeiro caso da noite.

    -Assim, damos incio ao Conclave. O primeiro caso a ser julgado será referente ao clã Malkaviano. Convido a cadeira de Réu o senhor Henry Jekyll ou o senhor Edward Hyde. Sob a acusação de cometer o pecado máximo contra as tradições da Camarilla, o amaranto. E também responder as demais acusações que serão anunciadas pelos Juizes.

    Uma grande surpresa é anunciada, todos os olhos se voltam para o clã Malkaviano de Berlim que sempre se mostrou tão distante dos problemas locais. O primogeno se coloca de pé, com um pequeno sorriso na face e começa a caminhada em direção ao palco, para enfim sentar-se na cadeira de réu.

    -Convoco para compor a mesa de Defesa, os seguintes nomes: Oswald White, Persia e Jeniffer Collins. Para a mesa de Acusação, os seguintes nomes: Phillip Gottesman, Marianne Vetter e Amelia.

    Prontamente os cinco malkavianos se levantam e caminham em direção as suas respectivas mesas e para a surpresa de todos, Amélia era na realidade uma Nosfreatu que também prontamente se direcionava a mesa indicada.

    Os Juizes do Conclave:

    Lucinde:


    Stalest Coursain:


    William Biltmore:


    Zelios:
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Stian Jogador em 19/7/2016, 09:58

    Howard recosta-se sobre a cadeira, podendo visualizar as duas proles uma de cada lado. A atitude da Justicar não havia gerado surpresa nele, no entanto o discurso sobre os jovens de Berlim, foi algo motivador, afinal ele próprio não era um ancião, embora tivesse duas proles.

    Blake colocou a mão no braço de cada uma delas para que ambas olhassem em sua direção, retirando o foco do palco a frente. Aproximando-se mais a frente na cadeira, ele permaneceu entre as duas e sussurou:

    - Ouçam-me, embora tenhamos nossas diferenças, sejam elas de personalidade ou influência direta da época a qual nos tornamos Membros, tenho a convicção de que ao escolher vocês duas para estarem sentadas aqui comigo não errei, pois escolhi as melhores. O discurso da Justicar inflamou muitos ânimos, inclusive o meu, pois mesmo tendo mais idade que vocês duas, ainda sou mais jovem do que a maioria deste Teatro.

    Palavras longas e rápidas, Blake tentou posicionar suas frases para mostrar que estava do lado delas e não acima delas. As atitudes de Jessica naquela noite apenas demonstravam o descontentamento com a liberdade perdida, ela mostrava-se quase como os Anarquistas de São Francisco que Howard conhecera, e perdê-la para a anarquia, seria algo irremediável.

    "Preciso demonstrar que estou do lado delas, preciso ser um apoio e não uma mão que puxa os grilhões...a liberdade de Jessica foi suprimida quando tornou-se minha prole...no entanto, devo soltar aos poucos para que ela não saia correndo..."

    As cortinas se abrem e a visão da antiga Stalest Coursain era algo ao mesmo tempo que aterrador mas também motivador, Blake sentia-se como Jessica próxima dele, embora a anciã venerável no palco pudesse ter mil anos se não tivesse mais. Tentou puxar na memória as linhagens Ventrue, mas quando a visão de Zelios, Lucinde e William apareceram no palco, sua memória vagou. A grande potência da Camarilla mostrava-se, a máquina brandida pelos anciões do clã e monitorada de perto pelo enigmático Circulo Interno. Qualquer um destes poderia muito bem ser um Membro do Círculo Interno, anciões tão antigos e influentes reunidos ali, metros a frente de Howard e suas proles.

    Os Malkavianos foram chamados e Blake demonstrou certo interesse naquele julgamento, o amaranto como falavam os mais antigos ou diablerie para os mais jovens, feria diretamente todas as Tradições que os Ventrue instauraram na Camarilla através de Hardestadt, advindo de próprias regras internas do clã.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Danto em 19/7/2016, 17:16

    Olivia reage a sua fala com um pequeno sorriso simpático a sua frase, mas Jessica prontamente tira o braço para evitar o seu toque e nem se dá ao trabalho de olhar na sua direção. Demonstrando uma certa repulsa ao seu toque.

    Assim que todos os convocados estavam finalmente sentados em suas respectivas bancadas, a Juiza Relatora retoma a fala em um tom sério e com a perfeita postura impecável.

    -De acordo com os relatórios, arquivos e documentações analisadas profundamente pelos Juízes, sendo essas escritas pelos senescais das duas Berlim, apresento formalmente o caso. Em 1967 o senhor Gottesman notificou ao Senescal Oriental o desaparecimento de seu Senhor, Edward Hyde. Os registros apontam o retorno de Hyde à Berlim Oriental apenas no ano de 1969, quando este solicita a autorização de abraço ao Príncipe Gustav. Já as anotações feitas por Wilhelm em 1851, o Senhor Achadramenos apresentou à corte de Berlim suas duas proles, o Ancillae Edward Hyde e o neófito Henry Jekyll. Assim seguem as acusações ao senhor Henry Jekyll: Primeiro, falsidade ideológica. Segundo, abuso de gáudio. Terceiro, destruição de Edward Hyde com graves suspeitas de amaranto. Com a palavra, a acusação.

    Phillip Gottesman então se levanta para se pronunciar, o homem usava um terno preto com uma camisa social roxa, gravata azul escura e uma enorme cartola também preta. Tirando a cartola ele começa a acusação.

    -Apesar de apresentar a mesma aparência do meu Senhor, sua personalidade nunca foi a mesma dês de seu desaparecimento. Suas ausências se tornaram mais frequentes, sua postura tornou-se mais violenta e os distúrbios de personalidade nunca foram comuns para o meu Senhor, Edward Hyde. Entendo que para a grande maioria dos presentes seja comum o descontrole, a insanidade e a loucura do clã Malkaviano. Mas nós que somos amaldiçoados com a desconexão mental e da desconstrução do real, somos perfeitamente capazes de ver as diferenças dentro da própria loucura. Jekyll sempre odiou Hyde e durante o caos da construção do Muro de Berlim, aproveitou-se para destruí-lo!

    Terminando a fala, o homem se senta e a Relatora faz um sinal que cedia a fala à defesa. Quem se levanta para defender é uma belíssima mulher de cabelos vermelhos, conhecida como a "A estátua", a mulher de pé demonstrava uma postura rígida e uma única expressão facial: Indiferença.

    -A defesa não tem o que declarar.

    O homem sentado ao lado da estátua arregala os olhos, surpreso com a declaração da mulher, colocando-se de pé imediatamente e reagindo com intensidade. Colocando as mãos na bancada ele grita.

    -Blasfêmias! Como ousa dizer que a defesa não tem o que declarar? Dizer que um usuário de Ofuscação desapareceu é simplesmente imbecil e utilizar de documentos arcaicos é tão contestável quanto o primeiro argumento! Me digam, onde está Wilhelm para confirmar a originalidade dessa documentação? Isso é mais uma armação desses ratos Orientais! E como você pode Persia? Trair seu Senhor, sua linhagem e todos os membros da corte Ocidental dessa maneira?!

    A Juiza Redatora levanta a mão simbolizando que nada mais deveria ser dito naquela situação. Prontamente os Malkavianos respeitaram a ordem e se calaram, sentando logo em seguida. A Juiza do clã Ventrue então anuncia.

    -O veredito será dado pelos Juizes de Direito. A palavra será dada de acordo com a ordem de apresentação de cada um de vossas excelências.


    Zelios então responde de maneira simples:
    -Henry é culpado.

    Lucinde pondera por alguns instantes, mas finalmente revela seu veredito:
    -Na ausência de Wilhelm como testemunha, me vejo na obrigação de afirmar que as provas são circunstanciais.

    William imediatamente após Lucinde diz:
    -É uma enorme desonra para o nome do Clã o que os Senhores apresentaram essa noite. É deplorável, sórdido e miserável. Levo junto com minhas ponderações tudo que ouvi e vi nessa curta estadia nessa cidade corrompida e distorcida pelas maquinações de um Príncipe. Declaro o senhor Henry Jekyll culpado de todas as acusações.

    Finalizando a primeira sentença da noite, a senhora Coursain se pronuncia.
    -A pena prevista nas leis da Camarilla para a destruição de um membro é a morte final. A execução será realizada no final dessa noite, sob a luz do alvorecer. Convido todos os membros participantes das bancadas a retornarem a seus acentos.

    Enquanto os membros retornavam a suas cadeiras, duas famosas Arcontes entram no palco para remover o primógeno Malkaviano. Tatiana Stepanova e Dmitra Ilyanova, são elas que escoltam o homem para fora do palco.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Stian Jogador em 19/7/2016, 17:28

    "Mas, onde está Wilhelm? Por que ele simplesmente não veio ao Conclave, existe algo de muito errado...as provas são totalmente circunstanciais...os Juízes iniciam o conclave com pena de morte...isso é muito grave...a própria prole não defendeu seu Senhor...algo me diz, que isso se repetirá para minha linhagem...Jessica sequer permite que me aproxime, tenho eu sido um monstro todo esse tempo?..."

    Howard congela quando a sentença de morte ao Malkaviano é dada. Ele observa as Arcontes retirando o mesmo do palco.

    "É isso? Um Membro a menos na cidade, acusado pelo próprio clã...encontrará a morte final no mesmo dia do Conclave que mudará o destino dos cainitas da cidade inteira...sinto que haverão mais decisões rudes como esta...sem fatos ou testemunhos que comprovem a veracidade...Biltimore, veio apenas executar cainitas em Berlim?"

    Seus olhos perseguem os Malkavianos e também a Nosferatu enquanto os mesmos se retiram do palco, queria analisar as faces dos mesmos frente a esta decisão do jurí.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Danto em 19/7/2016, 20:40

    Enquanto as Arcontes arrastavam o Malkaviano para o interior do teatro, retirando-o a força do palco principal, Jessica olha para você e diz em um tom baixo de voz.

    -Você aprisiona sua primeira cria ao laço de sangue, expõe a sua segunda a serviços de emprega e a vergonhas em frente à carniçais. Minha certeza é que após essa noite você irá me punir, me prender ao laço e me controlar da mesma força que fez com Oliva. Veja só, ela nem sequer é capaz de contrariar o que você diz. Você pode até ser Jovem, meu Senhor, mas você é exatamente como esses antigos são.

    A senhora Coursain então eleva a voz mais uma vez.

    -Daremos então continuidade aos julgamentos dessa noite. Convoco a senhora Karla Aach para a cadeira do réu, sob as acusações de manipulação de registros oficias da Camarilla, autorização de abraços sem o consentimento dos Príncipes e omissão de apresentações de membros do seu clã para os Príncipes de Berlim.

    Todos os olhares se voltaram para uma das mais antigas e mais poderosas figuras de Berlim. Se o julgamento havia chegado até ela, não haviam mais dúvidas que não haveria perdão para nenhum crime cometido contra a Camarilla de Berlim. Ela então se pôs a caminhar até o palco, sentando-se na cadeira de Réu, ela imediatamente indaga a Relatora.

    -Haverão acusadores ou defensores?

    A Senhora Coursain responde.

    -Não, não haverão. O seu caso não possuí acusadores locais, mas trata-se de uma denuncia feita pelo próprio Lorde Zelios.

    Karla então olha imediatamente para a imagem de Zelios e o próprio ancião Nosferatu, conhecido mundialmente por ser um dos mais poderosos Dux de Guerra da Camarilla, começa a falar.

    -Senhora Coursain, obrigado pela convocação desse Réu. Agora, referente a sua pessoa, Senhorita Arch. Vejamos os dados que eu pude constatar enquanto a Senhora e os outros antigos do nosso clã dormiam. Existem precisamente vinte e três Nosferatus em Berlim, mas apenas quatro registros Orientais e 6 Ocidentais, sendo que o seu nome se repete por duas vezes. É compreensível que você tenha se colocado acima dos dois Príncipes dessa cidade, o cenário de estabilidade e conflito sempre foi eminente e a barreira Tremere nunca selou os subterrâneos graças aos escavadores que eu vi com meus próprios olhos. Entretanto, suas atitudes são crimes e serão aqui julgados por nós. Você tem algo a dizer em sua defesa Senhorita?


    Karla então olha para todos os presentes de maneira rápida para finalmente se levantar e olhar diretamente pra Zelios. Em um tom de voz confiante ela responde.

    -Eu sou a responsável pela estabilidade dessa cidade, por manter as forças do Sabá e do Anarquismo sob controle. Tudo que eu fiz foi em nome da Camarilla e não possuo nenhum arrependimento.

    Zelios então responde.

    -Compreendo. Por se tratar de um problema exclusivamente de nosso Clã, está sobre a minha responsabilidade o julgamento do seu caso, assim exerço a minha palavra de condena-la ao exoneração dos cargos da Camarilla. Os Nosferatus de Berlim devem a partir dessa noite nomear um novo Primógeno. Você está convidada a se Retirar da Corte de Berlim.

    Karla então observa os Juízes do Conclave e em silencio caminha para a própria cadeira de onde havia se levantado anteriormente.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Stian Jogador em 19/7/2016, 21:59

    "E mais um ancião de Berlim se curva a vontade da Torre de Marfim...Nosferatu, Malkaviano...Haverão outros julgamentos..pensava que apenas Gustav seria alvo das acusações desta noite...a organização está impecável, os Juízes chegaram muitos dias antes na cidade...e o que foi este tal sono? Aplacou todos os Membros?"

    Howard ouve as palavras pesadas de Jessica novamente, reflete sobre as palavras observando o palco do tribunal. Ele poderia estar lá, de pé sendo acusado por suas proles de ser tirano e utilizar métodos atiquados. William faria farrapos de sua existência, Zelios sequer acrescentaria algo além de um "culpado" e Lucinde citaria a vergonha para o clã que ele representava.

    Blake manteve os olhos sérios, e falou com um tom brando, irritantemente brando para sua prole mais jovem:

    - Ouça bem o que vou lhe dizer criança, a quarta tradição da Camarilla fala que os Senhores são responsáveis pelas atitudes de suas proles até o momento em que estão realmente maduras e são apresentadas a sociedade dos Membros. Nós, do clã Ventrue, levamos as leis da Camarilla muito mais a sério que os demais, pois elas surgiram das estruturas de nosso clã. Essa é uma lição rápida, você entenderá no que ela será útil nas minhas próximas palavras.

    Blake suspiraria para continuar, mas seus pulmões já não eram utilizados a algum tempo e utilizar vitae para isso no meio do Conclave seria um atestado de incapacidade. Ele então virou a cabeça, observando os andares acima, estaca curioso para saber se os Membros de seu clã na cidade também seriam acusados de algum crime, além de Gustav é claro. Seus olhos vieram penetrantes encontrar os de Jessica, não eram de ódio, não eram de fúria, eram olhos de desafio, de imposição, as palavras embora saidas de um sussurro breve seria fortes o suficiente para erguer a dúvida até mesmo em sua Senhora Hellen:

    -A partir da noite de hoje, perante os Membros do mais alto escalão de nossa Seita, Olivia está liberta do laço de sangue. Não pense que isso é um mérito seu, mas sim uma decisão minha frente as palavras da Justicar, assim nenhuma prole minha beberá do meu sangue. E você, Jessica, já que suas atitudes estão inclinadas a liberdade de minha responsabilidade, seu treinamento começará após este Conclave. Será dificil, você tentará desistir, seu espirito livre do século XX fará com que siga em frente, apresentarei você a sociedade cainita como uma verdadeira herdeira do clã Ventrue, mesmo que nossos ideiais conflitem. Então, minha criança, como vocês mais jovens dizem, eu vou foder você.


    Howard terminou as palavras olhando diretamente nos olhos da prole, era um olhar de "estou a mais tempo no mundo do que você". Ele deu mais uma conferida em Olivia, verificando se ela havia ouvido suas palavras sussurradas para Jessica e continuou acompanhando Coursain no que seria mais uma parte do Conclave.
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 02:22

    Olivia havia sim ouvido as suas palavras e na face da neófita havia uma expressão sincera de alívio, um triste e profundo expelir de ar dos pulmões terminou de retratar o alívio de uma mulher que havia se convencido que seria punida eternamente por um erro que havia cometido. Sem dizer nada, ela prontamente observava a irmã mais jovem, Jessica.
    A sua segunda prole revidada o seu olhar de desafio sem nenhum receio, ela havia aceito a sua proposta e naquele instante você finalmente foi capaz de compreender o que se passava dentro do espírito de Jessica após o abraço. Ela não era rebelde, não era indomável ou anarquista. O que você via nos olhos de sua própria prole era a essência primordial do clã Ventrue. Uma herança espartana, a benção de Artemis, a determinação de um ser criado para Liderar e não para ser um simples comandado. A resistência dela acontecia porque ela desejava ser muito mais, uma ambição que os jovens do clã não possuíam, uma ambição que segundo sua própria Senhora, desaparecia aos poucos dentro das noites modernas.

    -Eu não tentarei desistir, você não irá me quebrar. Você verá a minha ascensão e verá o que eu irei me tornar e saberá que a sua prole é maior do que você. Serei um orgulho para o clã, para a linhagem inteira e jamais serei esquecida, essa noite é apenas o meu começo...

    Os sussurros trocados por vocês começava a atrair a atenção dos presentes no primeiro andar, naquele instante a jovem prontamente interrompia a própria fala para olhar para frente.

    A Senhora Coursain novamente se aproximava do microfone e anunciava o próximo caso a ser julgado na noite.

    -Senhoras e Senhores, o próximo caso é complexo e contará com uma enorme participação de várias testemunhas. É sem dúvida o mais delicado e complicado problema dessa cidade, eu convido a cadeira de Réu o Príncipe de Berlim, Gustav Breidenstein.

    Após o nome ser dito, todos se viraram para olhar os assentos oficiais do clã Venture, lá não havia nenhum dos Príncipes. Os murmúrios rapidamente se espalhavam, a situação beirava um total fiasco até que para silenciar a todos, as portas superiores do Teatro se abrem e o próprio Gustav adentra o local. Com sua postura inabalável, ele caminhava como um Deus entre mortais. Seguido por sete poderosos cainitas das terras germânicas, todos eles Ventrue de regiões importantes e de fama mundial. Era a base aliada de Gustav, uma base aliada tão poderosa e influente que causou duas Grandes Guerras Mundias e mudou o mundo mortal e imortal de toda Europa.

    Sem nenhuma pressa, o Príncipe de Berlim caminha até o palco, seguido por seus aliados e se senta na cadeira de Réu da mesma forma que se sentaria em um trono. Os aliados prontamente se colocaram atrás da cadeira, divididos em grupos impares e mantendo as cotas para os Juízes. Era uma demonstração de força, superioridade e poder jamais vista em nenhum conclave. Agora ficava claro como a influência de Gustav era tão poderosa, seus aliados eram anciões com sangue potente e muitos anos de experiência a frente das maiores cidades alemãs.

    Ao reconhecer todos os Príncipes que se alinhavam ao lado de Gustav no palco, você visualizava o que Mithras fora pra o Reino Unido durante o período das Trevas da região. Um só Cainita era sim capaz de construir Impérios, de controlar a vida de todos os mortais e imortais que sob a sua coroa viviam. E ao mesmo tempo você era finalmente capaz de compreender o quão complicada era a posição de Wilhelm dentro de todo esse jogo, ele sozinho jamais seria capaz de enfrentar esses aliados de Gustav, certamente nem os Juizes eram. Em frente aos seus olhos estava acontecendo o Conclave da Alemanha e faltavam Justicares para a ocasião.

    Aliados de Gustav:
    Arn von der Rosenhohe de Darmstadt, prole de Alexander e Príncipe de Hamburgo. Quinto de seu Sangue.


    Julia Antasia de Frankfurt, prole de Erik Eigermann e Príncipe de Frankfurt. Quinta de seu Sangue.


    Ritter de Munique, prole de Fabrizio Ulfila e Príncipe de Munique. Sexto de seu Sangue.


    Claudia Schoenecht de Dusseldorf, prole de Arn von der Rosenhohe e Príncipe de Dusseldorf. Sexta de seu Sangue.


    Giselher de Colônia, prole de Lady Jadviga Almanov e Príncipe de Colônia. Sétimo de seu Sangue.


    Karl Weissmont de Essen, prole de Bindusara e Príncipe de Essen. Sétimo de seu Sangue.


    Thomas de Bremen, prole de Lord Jurgen de Magdeburg e Príncipe de Bremen. Sétimo de seu Sangue.




    Off: Ultima ação pra o final do Ato
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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

    Mensagem por Stian Jogador em 20/7/2016, 14:22

    Ouvindo as palavras de Jessica em resposta ao desafio de treiná-la, Howard apenas sorri para a neófita e em seguida para Olivia. Finalmente, ele tinha fiel convicção de que sua prole seria muito maior, maior que Olivia provavelmente, embora maior que ele fosse algo incompreeensível de aceitar, ainda porque Blake perguntava-se onde foi parar a mesma ambição que possuía quando era um neófito como Jéssica. Os muitos politicos manipulados e grandes companhias agora eram apenas um passatempo, no passado eles eram motivações grandiosas. Era isso que Hellen havia dito sobre as ambições sumirem, pois no futuro sempre haverá alguém mais antigo que você, acima de você, assim funciona o mundo cainita, tentar superar os anciões e serví-los enquanto não consegue.

    "As linhagens germânicas inteiras do clã Ventrue estão representadas bem a minha frente...sangues potentes, Membros antigos, proles de matusaléns adormecidos ou já destruídos...o maior poder de Gustav não vem simplesmente de seu sangue, agora ele demonstra a toda Berlim a real extensão do que é ser um ancião Sangue Azul...e o pior de tudo, ele está na cidade dele..."


    Blake observa em volta do primeiro andar, tentando lembrar dos Membros presentes ali para contatos no futuro, e volta os olhos para a figura imponente de Gustav, Príncipe de Berlim Ocidental.

    "O que os Juízes tem contra Gustav para apresentar? Ele está entrelaçado entre todos os grandes Príncipes Germânicos...acontecerá uma inversão de papéis quando as acusações começarem...os Membros de alto cargo da Camarilla deverão responder o por quê estão se impondo ao domínio de Gustav...isso não acabará bem..."

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    Re: Ato I - Narrativa de Howard: Those who know will not tell

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      Data/hora atual: 11/12/2017, 11:06