WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Compartilhe
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2958
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 26

    Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 20:16

    14 de março de 2002, Berlim.
    Sexta Noite

    Stalest Coursain observa com enorme indiferença a presença de tantos Príncipes Germânicos, o silêncio que se instaurava deixava uma atmosfera terrível, era certamente a primeira vez que os próprios membros de Berlim viam a verdadeira influência do ancião Gustav. Era fácil notar as faces de apreensão por toda platéia presente, até que finalmente a Relatora retoma a fala.

    -Como previsto, os membros que farão parte da Mesa de Defesa do Príncipe de Berlim já estão postos a frente do palco, convido os Príncipes a se sentarem à bancada de Defesa e estendo meus convites aos membros que farão parte da acusação. Katarina Kornfeld, Ilse Bänsh, Lady Violetta, Vossa Excelência Justicar do Clã Toreador, Madame Guil, Vossa Excelência Justicar do Clã Brujah Jaroslav Pascek e Lorde Lotharius do Clã Tremere.

    O silêncio desaparecia, murmúrios ecoavam por todos os lados. Era totalmente compreensível, afinal, foram anunciados mais dois Justicares para a ocasião. Prontamente as portas de entrada superior lateral se abre e por ela entram três membros ilustres para a história da sociedade da Camarilla. Lorde Lotharius caminhava lado a lado com os outros dois Justicares. Pascek era um enorme homem de descendência eslava ou cigana, corpo truculento e olhos severos. Por outro lado, Madame Guil era uma jovem delicadíssima de aparência angelical e surreal. Lotharius caminhava com vestes monásticas, contrariando as formalidades da ocasião. Os outros membros convocados eram Katarina, segunda prole de Gustav e conhecida como a Rainha de Berlim. Ela se colocava de pé em meio aos Ventrue presentes na plateia, caminhando até a frente das cadeiras do clã das Rosas, ela aguarda pacientemente pelo levantar de Lady Violetta, conhecida na cidade pelo nome de Anntoinette Larusche. As duas caminham juntas até o palco e a última a se juntar a mesa de acusação é a Brujah Isle. Ela estava no andar inferior, próxima a Gangrel que havia causado uma enorme confusão no começo do Conclave.

    -As acusações são gravíssimas. Amaranto da própria Senhora, responsabilidade por duas Grandes Guerras Mundias. Execução de um Justicar, Execução de doze membros do Clã Toreador, banimento do Clã Tremere da cidade de Berlim. Execução de três proles, ações tiranas, arcaicas e deploráveis. Mais de milhares de vidas mortais foram assassinadas pelas guerras iniciadas por Gustav, quando não foram tiradas pelas próprias mãos. Carcere de Cainitas estrangeiros, quebra de Máscara, negligenciar as tradições de Recepção e Domínio. Qual é a sua defesa Príncipe Gustav?

    Gustav prontamente se pronuncia em resposta.

    -O Tribunal de Nuremberg finalmente alcança a sociedade Cainita de Berlim. Os Senhores certamente estão a se regojizar com a oportunidade que lhes foi apresentada. Digam-me qual autoridade a Camarilla possuí para julgar crimes ocorridos antes da própria fundação da Seita? Os Senhores são hipócritas o suficiente para ignorarem seus próprios pecados cometidos nas noites de Trevas e Fogo? Diga-me Stalest Coursain qual é o nome do teu Senhor? Ou o desaparecimento dele a quase mil anos também será julgado aqui nesse tribunal? Enquanto à Madame Guil que participou das tropas Anarquistas de Paris? Ou Violetta, prole de um dos mais caóticos e diableristas Príncipes que já existiram antes da criação da Camarilla? Os Senhores se colocam em altas cadeiras e julgam os membros de minha cidade sem provas, sem a oferta de resposta, a única razão que os trouxe aqui é a oportunidade de finalmente revidar as enormes derrotas sofridas por vocês nessa era pós Guerra. Digam-me o que é a França? Espanha? Portugal? Se não nações com dívidas monetárias com a grande Alemanha. Eu tenho consciência e não tenho nenhum arrependimento de minhas ações.

    Stalest Coursain então passa a palavra para a primeira declaração da acusação. O primeiro membro a se colocar de pé é Violetta, a primógena que usou por vários anos um codinome na cidade observa os presentes e finalmente se direciona aos Juízes.

    -Boa noite Vossas Excelências. Abro a acusação com uma simples pergunta, onde estão os membros da linhagem de Gustav? Wilhelm, Peter, Frederich? Onde estão as proles do Grande Kaiser? Todas desparecidas não é mesmo?! Curioso como esses desaparecimentos são sempre acasos maravilhosamente escritos pelo destino. O Réu ataca diretamente os membros da Defesa, o Réu ataca diretamente todas as leis da Camarilla, o Réu baniu dois clãs fundadores de sua cidade.  Com qual Direito? Termino então a primeira argumentação da defesa com outra breve e simples pergunta, onde está Ilse Reinegger, Quinta de seu Sangue do Clã Ventrue?

    A palavra então é cedida a defesa. Ritter de Munique se levanta e com uma voz de comando revida as acusações.

    -Considerar questionamentos de uma Cainita que esconde o próprio nome por vergonha de sua linhagem é algo coerente a se fazer? Mas irei responder em honra aos Juizes aqui presentes. Wilhelm desapareceu junto com uma prole de Hardestadt the Younger que veio à Berlim para encontrar-se com o próprio Wilhelm. Na cena restou apenas as espadas e poças de sangue dos dois membros, Hardestadt the Younger é um aliado de longa data de Gustav e sua prole não seria algo diferente. É preciso dizer o provável resultado desse encontro? Ilse Reinegger foi destruída por Gustav durante os anos de Revolução Anarquista, quantos neófito dessa época não fizeram o mesmo? Quantos neófitos dessa época não forma obrigados a matar para sobreviver aos seus Senhores que entregavam seus filhos à Inquisição para fugir das fogueiras sagradas?!

    Os Justicares e Lorde Lotharius:


    Lotharius:


    Madame Guil:


    Jaroslav Pascek:

    avatar
    Stian Jogador

    Mensagens : 175
    Data de inscrição : 23/11/2015
    Idade : 26
    Localização : Esteio...tchê!

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Stian Jogador em 20/7/2016, 21:19

    "Fui trazido para o maior Conclave que este século verá...Três Justicares...Corte Ventrue Germânica inteira...Chancellor, Dux Bellorum e Arauto da Camarilla...Lotharius...e claro, Gustav..."

    Howard observa os anciões citados posicionarem-se na mesa de acusação, não havia ninguem com menos de trezentos anos a frente daquele imenso mar de antigos cainitas, todos posicionados politicamente a favor de seus ideiais e interesses, sejam particulares ou mútuos. O ancillae olha para cima, observando o restante da platéia, ele era um desconhecido para todos ali, até então apenas seu clã era sabio entre os demais pelo lugar onde sentava-se. Seus olhos procuraram pelas faces de suas duas proles, queria analisar as feições de ambas antes de analisar as acusações dos dois lados.

    "Amaranto de sua Senhora? Duas guerras iniciadas...assassinato de Justicar...e ele sequer teme o jurí da Camarilla, ainda por cima questiona a Arauto do Círculo...este Conclave é algo inimaginável...perpetuará os moldes que forem dados após a conclusão do mesmo...a história cainita de Berlim jamais será a mesma..."

    Blake inclina-se para trás na cadeira, cruza as pernas e coloca os braços cruzados em frente ao corpo, como se estivesse a mitigar aquelas acusações todas, ele atuava como se fizesse parte do próprio Jurí da Camarilla. Quando Lady Violleta falou, ele levou uma das mãos ao queixo, assumindo uma posição mais séria, seus olhos passearam por todos os anciões dispostos no palco até pararem em Lotharius do clã Tremere.

    Então, Ritter de Munique, ancião tão antigo quanto Frederic o qual Howard possuia a linhagem, as palavras ditas como ordens militares ressoavam nas paredes do Teatro e enquanto as ouvia, o ancillae fechava os olhos absorvendo ainda mais informações sobre aquela cidade.

    "Prole de Hardestadt the Younger e Wilhelm...? O embasamento de Ritter está correto, seria hipocrisia se Gustav fosse condenado por crimes anteriores a criação da Camarilla, sendo assim, diversos outros como os citados anteriormente seriam acusados de amaranto...não quero aceitar isto, mas esta acusação passará em branco neste Conclave...quantos mais destes poderosos matusaléns não beberam de seus Senhores ou outros Membros de igual poder?...a defesa de Gustav parece melhor composta do que a acusação, no entanto, não posso avaliar o que os Justicares têm a expor..."
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2958
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 26

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 21:37

    Uma movimentação chamou a atenção de todos, Lotharius parecia ter convocado alguém ao palco. Imediatamente todos começavam a se olhar, até entenderem que um jovem se levantava entre os Tremere. O jovem então caminha calmamente em direção ao palco e então diz:

    -Boa noite meus Senhores. Peço desculpas pela interrupção desde debate, Vossas excelências, sou Ulrich Heike Klaus, filho e prole mais nova da estimada Senhorita Maggie Aartrox Valerius do Clã Tremere, como portador do Anel que carrega o Brasão dos Strategoi eu solicito humildemente permissão para poder me juntar a bancada acusadora!

    Ulrich terminou sua frase no centro das cadeiras de baixo do Teatro, a pouquíssimos metros de distância de onde você se encontrava. Jessica e Olivia imediatamente olhavam na direção do jovem Tremere. Ele erguia a mão na altura do peito mostrando o anel e aguardando uma autorização para poder prosseguir. Quem intercede imediatamente é a Justicar Ventrue, Lucinde diz.

    -Ulrich foi um dos principais responsáveis pela construção desse Conclave e resgatou incontáveis neófitos Orientais das forças do Sabá durante o período de sono dos antigos de Berlim. Intercedo favoravelmente a presença dele na mesa acusadora.

    Stalest Coursain olha primeiro para o anel, depois para a Justicar e finalmente fez um sinal para que Ulrich pudesse se sentar e enquanto o jovem subia ao palco ela questiona.

    -Antes de sentar-se, Ulrich, nos diga o seu tempo de Abraço e finalmente apresente a sua acusação.

    avatar
    Stian Jogador

    Mensagens : 175
    Data de inscrição : 23/11/2015
    Idade : 26
    Localização : Esteio...tchê!

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Stian Jogador em 20/7/2016, 21:46

    "Um jovem? Anel dos Strategoi...O que um Tremere faz com um anel portando aquele brasão? Berlim, Berlim...por que diabos aceitei esta viagem...?...com que diabos! Somente um Strategoi tem um anel destes! Com certeza toda a bancada de defesa de Gustav possui um destes...é dado a Membros de linhagens especificas ou que demonstraram grande apreço ao clã...ele não demonstra sequer idade suficiente para a data de criação deste anel, tais itens não são fabricados há séculos..."

    Assim como Olivia, Jessica e o Teatro inteiro, Howard mantinha os olhos em Ulrich do clã Tremere. As palavras da Justicar lhe atribuíram imenso valor, seja lá no que tenha acontecido em Berlim nas últimas noites, Blake deveria descobrir mais tarde o que foi esse tal sono dos antigos que se abateu na cidade, até onde foi citado, houveram mudanças drásticas após se dispersar.

    "Resgatou diversos neófitos orientais? O clã Tremere tem um prodigio..."
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2958
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 26

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Danto em 22/7/2016, 04:26

    -Vossa excelência, tenho 41 anos de maldição. Recebi este anel de Sua Senhoria Magnus Breidenstein, irmão mortal de Vossa Alteza, Lorde Gustav Breidenstein. E minha acusação é para com Sua Alteza Gustav Breidenstein e sua bancada defensora, Suas excelências Julia Antasia de Frankfurt e Hamburgo, Giselher de Cologne, Arn von der Rosenhohe de Darmstadt, Claudia Schoenecht de Dusseldorf, Karl Weissmont de Essen, Jurgen de Magdeburg e Ritter de Munique. Pela morte de Thomas Fanchon, sem julgamento, Sua excelência,Sir Karl, o regente da capela Tremere e tutor de Sir Julian Sanderson. Estes que compactuaram com a morte do antigo Justicar Tremere e se colocarem acima da Camarilla recusando na época os membros do Circulo Interno em suas terras.

    Disse o jovem Tremere em um tom firme, sua cabeça permanecia reta com um olhar firme, desejava sair de lá o mais rápido possível. Você prontamente encontrava algumas falhas nas palavras do jovem, não falhas, mas sim ausências. Jurgen foi um membro do clã Ventrue destruído a vários anos atrás, mas sua prole estava lá na bancada de proteção a Gustav. Era esperado que um jovem Tremere não fosse um profundo conhecedor da genealogia Ventrue, assim como não era esperado que ele fosse tão capaz de apontar gravíssimos crimes do Príncipe de Berlim. Era a vez da defesa falar algo, foi nesse instante que o próprio Gustav se colocou de pé. E todos temeram profundamente a expressão em sua face.


    De pé o ancião Ventrue observa todos os presentes no grande Teatro, você sente os poderosos olhos dele alcançando você e suas proles. Jessica prontamente se afunda na cadeira em total pavor e Olívia segura o seu braço a beira do pânico. O Kaiser se erguia novamente, a força que regia todos aqueles poderosos anciões sentados na bancada de defesa. Elevando a voz que estremecia as paredes do teatro, Gustav diz.

    -Essa é a arrogância dessa linhagem de Feiticeiros que se autoproclama como nós, os verdadeiros filhos de Caim. A arrogância de convocar uma criança para um Conclave de Lordes e Senhores. Usurpadores do Vitae Sagrado, Diableristas Sórdidos, Feiticeiros Megalomaníacos! É uma vergonha incomparável aceita-los como um Clã e todos os anciões aqui presentes sabem! Aceitamos essas párias durante a Convenção dos Espinhos por interesse e não por reconhecimento, um erro que fere a própria honra de Camarilla. Seita essa que condena Anciões sem testemunhas, que ergue arautos de execução a bel prazer. Eu sou maior que todos vocês e o medo em seus olhos é a minha prova máxima! Vocês estão em meus territórios e as tradições do sangue me dá direitos sobre todos vocês! O que é o Circulo Interno da Camarilla? O que ele realmente faz por nós? Quantos deles erguem suas espadas para enfrentar as bestas do Sabá que incendeiam nossos lares e atacam nossos refúgios? Nenhum deles! São Falsos Líderes, e é na ausência deles que eu construí meu Império. Abaixem as suas cabeças diante ao que eu construí! Quem terá a autoridade de me julgar em minha própria Terra? Uma criança herdeira de uma linhagem psicótica e infame? Um tribunal de crianças com sonhos de grandeza?

    Gustav então se virar para os juizes ali presentes e ameaça com todos os pulmões.

    -Eu os excomungo de minhas terras! Recolham-se e desapareçam, pois se for obrigado a vê-los novamente em minhas terras, irei executa-los imediatamente! Párias. Hipócritas. Lacaios.

    Em resposta, Jaroslav Pascek, Justicar Brujah também se levanta e revida as palavras de Gustav.

    -Calado Príncipe Louco! Sua megalomania transcende o limite da lógica! Como ousa dizer tamanhos disparates contra os fundadores de nossa Seita?! Estás a delirar com o falso poder que tem em suas mãos, és um derrotado. Executou um Justicar da Camarilla! O que o difere de um monstro do Sabá? Tuas vestes ou tua coroa de palha?!

    Gustav olha enfurecido para o Justicar e toda a plateia treme ao ver o levantar do Lorde Arn. Levando a mão à espada que carregava em sua cintura, o grande Príncipe de Hamburgo esta prestes a sacar a espada e atacar o Justicar Brujah. Quando a voz de Gustav ecoa mais uma vez.

    -E assim disse o Brujah, com o eco da derrota miserável de Cartago que corre em teu Sangue. Sob a nova alcunha vergonhosa de Ralé... Cale-se de uma vez e entenda que a Ralé não tem e nunca terá voz! Estamos em um tribunal e não na senzala.

    Os olhos do Justicar Brujah se incendiavam em uma raiva quase incontrolável. A situação havia mergulhado em um caos sem limites e era exatamente isso que Gustav desejava naquele momento. A próxima a falar foi a Justicar Toreador, Madame Guil.

    -Primeiramente, onde esta a educação de Vossa Alteza? Ou esquecestes que és um Ventrue e tens por juramento o temperamento de vossas palavras, ações, comportamentos e posturas? Ages como um louco abaixo de uma coroa. Urra feito um cão raivoso diante todos e ameaça um neófito? Pergunto-me se Vossa Alteza deixou a noção de ridículo no mesmo lugar onde deixastes a educação. Deves referir-se-a Justicares por Vossa Eminência. Ou abraçara vosso comportamento autarca ao ponto de barbarizar-se como um Ralé que tanto despreza? Sente-se, és o Réu e não tens o direito de fala!

    Gustav dá dois passos em direção a bancada de acusação. Os pés do ancião fazem todo o tablado do teatro tremer e as luzes que iluminavam o local piscam fervorosamente por causa da instabilidade causada por sua força e presença.

    -Toreadores e seus floreios sórdidos. Teu clã marchou com mortais sobre o meu território, usurpou o meu ouro e humilhou os meus filhos! Sob a justificativa da morte de um neófito que se recusou a se apresentar à mim! As leis da Camarilla preveem a punição aos que não reconhecem os príncipes! E não tente minimizar minhas palavras com apelos à educação, bons modos e respeito. Vocês precisam merecer o meu respeito para recebe-lo! Títulos não me obrigam a admira-los e respeita-los, títulos me dizem que vocês adoram brincar de líderes. Sente-se e veja um verdadeiro líder assumir essa vergonhosa cerimônia.

    Enfim, Lorde Lotharius se levanta. Ao contrário de todos, ele estava calmo e com um simples levantar de mãos, empurrou Gustav contra a cadeira de Réu. O Príncipe de Berlim se esforçava para se levantar e não conseguia sequer mover os dedos. Com uma enorme paciência o ancião Tremere diz diretamente para o jovem neófito que estava no palco naquele instante.

    -Ulrich, sente-se. E a todos os demais, sentem-se. Já vimos o suficiente e já ouvimos mais do que deveríamos. Todos aqui viram precisamente o que é Gustav, o que ele representa e como ele comanda. Eu tenho apenas uma pergunta, criança Ventrue chamada Gustav. Quem lhe deu o direito de executar a minha prole? E qual é a razão que me impede de destruir você nesse exato momento? Seus aliados?!

    Lotharius olha para a bancada de acusação e em questão de segundos todos eles eram levantados ao ar, como marionetes incapazes de reagir a feitiçaria que aquele homem possuía em seu sangue. O Tremere matusalém então finaliza o próprio argumento.

    -Você acredita ser poderoso, você acredita ser intocável. Aos meus olhos, vocês são pequenas crianças a se deliciar com sonhos de grandeza. O Clã Tremere é poderoso o suficiente para Amaldiçoar um Clã inteiro, eu estava presente na convenção dos espinhos, eu assinei o acordo junto com meus Senhores. E me pergunto, onde você estava naquela noite? Não mencione e não convoque memórias mais antigas que você, pequena criança, é vergonhoso! Berlim deveria se envergonhar por temer uma criança mimada.

    Julia Antasia e Arn com bastante esforço se livram dos feitiços de Lotharius e prontamente correm em direção a Gustav. Pois o Ancião estava prestes a entrar em Frenesi. Ele urrava em ódio e ameaçava correr em direção à Lotharius. Stalest Coursain então começava a pedir por ordem. Repetidas vezes.
    avatar
    Stian Jogador

    Mensagens : 175
    Data de inscrição : 23/11/2015
    Idade : 26
    Localização : Esteio...tchê!

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Stian Jogador em 22/7/2016, 17:13

    "Um neófito dos Tremere acusando o antigo Príncipe de Berlim...pela morte do Justicar..."

    Howard manteve os olhos no jovem Tremere, mas quando Gustav colocou-se de pé, a Besta do ancillae recuou perante a presença impiedosa do antigo Kaiser. As palavras poderosas e que desafiavam céus e terra eram disparadas endereçadas a todos os presentes na mesa de acusação, ele negava a influência e status de todos, não havia nenhum respeito, Gustav era um cainita sem medo, porque para ele aqueles domínios ainda eram dele.

    "Ele ofende a todos os Justicares? Até mesmo cita a queda de Cartago frente ao Justicar Brujah, é como um tabu que não é mais utilizado nestas noites atuais...Gustav utiliza-se de uma tática intimidadora perfeita...destruindo as opiniões de seus inimigos com ameaças, ele empalaria todos se pudesse...no entanto, ele não quer um embate, ou haveria deixado Lord Arn sacar a espada...ele tem todos onde quer...basta apenas dar o golpe final..."


    Instintivamente Howard põem-se a frente de Jessica e passa o braço por sobre os ombros de Olivia, como se fosse um pai protegendo as filhas de um cão raivoso. Mas, para inflamar os ânimos, Lotharius, levanta-se e com um simples gesto mantém Gustav sentado a cadeira como se não fizesse qualquer esforço, as palavras do antigo Tremere são profundas e até mesmo irônicas quando faz todos os aliados da bancada defensora do Kaiser levitarem com facilidade.

    - Não vejo mais um final para este Conclave que não acabe em tragédia, haverá retaliações de todos os lados...Gustav acaba de assinar o atestado de insanidade quando ofendeu vigorosamente a presença de todos os Membros naquele palco... Não há mais ninguém que possa retirar esta fúria bairrista de Gustav e retirar o sentimento de vingança de Lotharius pela morte do Justicar...


    Disse Howard em um sussurro para suas duas proles.
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2958
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 26

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Danto em 23/7/2016, 16:13

    -Eu nunca tive tanto medo em toda minha existência.

    Murmura Olívia que demonstrava dificuldades para respirar diante de tamanhas demonstrações de poder e força no palco que estava montado à poucos metros de distância de vocês. Você já havia encontrado um grande ancião, apesar de nunca ter visto sua fúria, você havia ao menos vivenciado essa terrível experiência de compreender o quão insignificante é o vitae dos mais jovens se comparados à força do vitae dos matusaléns. Seus olhos vagavam pelo andar inferior, para encontrar a imagem da antiga Gangrel de pé. Pronta para avançar em direção ao palco caso qualquer combate físico fosse inciado.

    A voz de Stalest Coursain ecoa novamente pelo Teatro, exigindo por ordem, a Juiza Relatora encontrava enormes dificuldades para controlar Gustav e seus aliados. Julia Antasia, Príncipe de Frankfurt finalmente elevava a voz enquanto Arn impedia Gustava de marchar em direção a Lotharius.

    -Ouço demandas por ordem, que ordem você deseja senhora Coursain? A ordem imposta por vocês altos membros da Camarilla que jamais olharam ou pisaram na Alemanha após a Convenção dos Espinhos?! Meu Senhor ergueu toda essa região após a queda do Sacro Império Romano, sem receber uma úncia ajuda de vocês. Os olhos de vocês estavam concentrados nas Ilhas Britânicas, no Novo Mundo. Digam-me, onde vocês estavam quando os Franceses marcharam contra toda Alemanha e trouxeram consigo vários cainitas? Onde estava o Circulo Interno quando esses invasores cainitas saqueavam nossas cidades, nosso ouro, nossos filhos e filhas?! Os Senhores sentam em suas altas cadeiras e condenam nossos membros à morte, onde estão as provas de todas as acusações, as testemunhas? Eu recomendo que os Senhores declarem esse conclave por encerrado e voltem a olhar para seus domínios.

    E a resposta veio da tribuna dos Juizes, Lucinde se colocava de pé e em plenos pulmões, rebatia com extremo vigor tudo que havia sido levantado pelos Príncipes aliados de Gustav. Os aliados de Gustav eram calmamente depositados em suas cadeiras pelo poder mental de Lotharius, o ancião demonstrava naquele instante um enorme respeito pela palavra de um Justicar.

    -Me surpreender ver até onde a megalomania dos Senhores chega. Ao se colocarem acima do Circulo Interno, acima dos Justicares, onde os senhores pretendem chegar? Elevam a Segunda e a Quinta Tradição a extrema incoerência, aplicam a Sexa Tradição a bel prazer. Príncipe Gustav destruiu um Justicar e vocês, Príncipes, executaram no total doze arcontes que tentaram capturar Gustav para um julgamento pelo crime cometido. Assumam suas responsabilidades e de joelhos aceitem o julgamento dessa noite, ou eu mesma irei iniciar uma Caçada de Sangue contra TODOS vocês!

    Imediatamente após a fala da Justicar, o neófito Tremere se levantava. Sem ser chamado, sem ser dado o direito de fala, tremendo em meio ao próprio pânico e dominado por uma fala incontrolada, cheia de imperfeições e temores, ele diz.

    -Vossas Altezas, vocês falam como se todos os membros fossem inferiores a vocês, desrespeitam o Circulo Interno e assim toda a hierarquia que com ela vem. Se julgam tão merecedores dessas terras apenas por terem vivido mais que outros aqui. Eu também vivi aqui, sangrei nesta terra, tive minha mãe e irmã mortas por um joguete de poder de vocês. Vocês se exaltam contra nossos argumentos, nós ameaçam quando são colocados diante da verdade que não querem assumir. Meus olhos emanam medo dos antigos, pois não há comparação diante de tal poder perante á uma criança como eu, só que eu digo por todos os que são jovens como eu, temos medo de vocês, por desnutrirem nossos laços, por separarem nossos corações e implantar um ódio imaginário.E se todos os neófitos e jovens que lutaram até aqui é porque suas tentativas de nós derrubar não foram suficientes.E peço que demonstrem mais respeito por NOSSA seita!

    As palavras emanavam medo, insegurança e incertezas. Você sente o medo de Olívia alcançar patamares tão elevados que a jovem se colocada de joelhos em frente a imagem de Gustav que começava a se levantar do trono. Surpreso com a reação de sua prole, você olha ao seu arredor para ver que grande parte do teatro se colocava de joelhos.

    -Um neófito criado sem a minha autorização eleva a voz para gritar como uma criança, gritar palavras de respeito à Camarilla. Me digam, quantas cidades da Alemanha estão hoje sobre o controle do Sabá? A resposta é nenhuma. Os ratos existem em todos grandes centros, mas nenhum rato governa nessa pátria! Em mais de trezentos anos não houve um só caso de quebra de mascara, nenhum membro da Camarilla foi preso sob a acusação de amaranto. Enquanto a Camarilla da América cai pelas mãos dos inimigos, enquanto o estado espanhol se ajoelha ao Cardeal de Madrid, A Camarilla Alemã prevalece.

    Disse Gustav com sua poderosa voz de comando, alimentando-se do medo, o Príncipe crescia sua presença. Gritos de veneração ao nome dele começavam a ecoar pelo teatro, gritos de "Kaiser". Apenas dois clãs permaneciam sem nenhum membro de joelhos,os Toreador e os Tremere. Era uma cena assustadora, Jessica levava as mãos para esconder a própria face. A glória de Gustav parecia ter sigo entregue por um neófito Tremere...
    avatar
    Stian Jogador

    Mensagens : 175
    Data de inscrição : 23/11/2015
    Idade : 26
    Localização : Esteio...tchê!

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Stian Jogador em 24/7/2016, 03:12

    Off: Teste de Força de Vontade, dificuldade 8, 7 dados.
    avatar
    Dados

    Mensagens : 208
    Data de inscrição : 03/05/2016

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Dados em 24/7/2016, 03:12

    O membro 'Stian Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 4, 2, 5, 9, 5, 3, 10
    avatar
    Stian Jogador

    Mensagens : 175
    Data de inscrição : 23/11/2015
    Idade : 26
    Localização : Esteio...tchê!

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Stian Jogador em 24/7/2016, 03:43

    "Poder do sangue...sangue ancião...Jessica? Olivia?...O Tremere entregou tudo que o ancião precisava para retomar o controle da situação...as defesas da própria Camarilla caíram... jovem Ulrich, o que fez?...Preciso fazer algo, mas não tenho poder suficiente para contraatacar a influência do matusalém e muito menos de seus aliados...apenas Lotharius demonstra poder suficiente para algo digno de um Membro de sangue potente...neste caso..."

    Howard abandona a posição ao lado de suas proles que haviam caído vitimas daquele medo imenso do Kaiser de Berlim, ele caminha em direção ao local onde estava Ulrich, pensava que a presença do próprio Lotharius poderia proteger o clã Tremere da influência do matusalém Ventrue. No meio do caminho, observa as localizações precisas dos Brujah, Gangrel e Setitas que haviam adentrado tardiamente o Conclave, se tudo estivesse correto, deveriam estar logo a frente do palco. Ele buscou também a localização da anciã Nosferatu Karla, a Camarilla deveria funcionar se quisesse que aquele tirano caísse. Seus olhos fixaram-se no Lorde Arn que até então não havia dirigido nenhuma só palavra.

    Off: Percepção + Prontidão. 4 dados - gasto de 1 pt de Força de Vontade.
    avatar
    Dados

    Mensagens : 208
    Data de inscrição : 03/05/2016

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Dados em 24/7/2016, 03:43

    O membro 'Stian Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 10, 3, 10, 8
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2958
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 26

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Danto em 26/7/2016, 16:05

    Colocando-se de pé para ir em direção ao palco onde estava o neófito Tremere, você consegue ter tempo suficiente para conseguir observar tudo que desejava. A presença de Gustav era realmente forte, entretanto, você conhecia a natureza daquele poder o que grande parte dos ali presentes infelizmente desconhecia. Primeiramente sua atenção é voltada para os membros que chegaram sem convites, entre eles não havia nenhum ajoelhado e a anciã Gangrel se colocava de pé, olhando irritadíssima na direção de Gustav. A líder dos Setitas locais permanecia sentada, observando calmamente a situação e chegando a olhar diretamente para você quando seus olhos buscavam analisa-la. Isle, a matriarca Brujah, parecia estar preparada para o pior. De pé a mulher removia o enorme casaco de peles que vestia, revelando por baixo do enorme casaco uma veste leve, móvel e claramente preparada para ações físicas. Karla conversava com um dos Nosferatus próximos dela, um enorme homem de barba e corpo truculento, após ouvir a resposta do homem, a anciã sorria e imediatamente se colocava de pé.
    Mas foi a visão do Lord Arn que o intrigou mais do que as outras, o ancião não tirava a mão da própria espada, tão pouco desviava os olhos de Gustav. A expressão em sua face não era de orgulho ou de confiança, ele estava profundamente preocupado e principalmente após o levantar de alguns membros, uma face mais nervosa transparecia suavemente em suas expressões. Aos poucos ele começava a sacar a espada, com a clara intenção de aponta-la para alguém no palco e não para alguém na plateia. Infelizmente uma voz feminina ecoa pelo teatro atraindo a sua atenção e desviando seus olhos da imagem de Arn.

    -Ergam-se, ergam-se agora! Ergam-se, ergam-se e olhem a sua volta! Nós somos muito maiores, nós não iremos nos curvar! Não permitam que eles dominem as suas mentes pelo medo, esse é o jogo deles! Não permitam! Isso está errado! Não devemos viver amedrontados! Tirem suas vendas, olhem a sua volta agora!

    A origem daquela voz, encontrando uma única mulher de pé entre os Ventrue. Uma linda mulher de cabelos loiros e olhos azuis e um enorme vestido verde escuro. Era a única prole de Gustav presente no conclave, a própria Rainha de Berlim, Primógena Oriental Katarina Kornfeld. E após a sua visão daquela mulher, seus olhos são ainda capazes de ver todos aqueles que não estavam ajoelhados ou perdidos no pavor, se levantarem para olhar diretamente para Gustav.
    avatar
    Stian Jogador

    Mensagens : 175
    Data de inscrição : 23/11/2015
    Idade : 26
    Localização : Esteio...tchê!

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Stian Jogador em 26/7/2016, 21:51

    Howard moveu-se em direção onde estava Ulrich, sua mente montava as palavras que deveria utilizar naquele momento, mas foi surpreendido pelas palavras da prole do ancião Gustav. Ela fazia o que todos achavam ser impossível, motivava aqueles que estavam caídos e também aqueles que não haviam se curvado ao poder da influência do matusalém Ventrue. Aquela reação era o final da noite, Gustav trataria de destruir a todos? Mas eram muitos, entre eles anciões como a Gangrel, a Brujah e também a Nosferatu. Entre eles havia Lotharius, que havia neutralizado todos os Ventrue ao mesmo tempo. Controlando o medo que possuía naquela hora, tentando balancear com a inspiração vinda da Rainha de Berlim, Howard começava a falar em tom sério, enquanto mantinha os olhos na face do ancião Gustav, algo que os Ventrue faziam quando tratavam com anciões, as palavras saíam se dificuldades, lentamente para que o sotaque americano não se pronunciasse tão forte no idioma alemão:

    - Lorde Gustav, Excelentissímos Justicares, Arauto, Chancellor e Dux Bellorum da Camarilla, Lorde Lotharius, Lady Katarina e todos os Príncipes Germânicos aqui presentes, boa noite.

    Disse enquanto fazia uma mesura formal a Gustav e repetia o movimento para todos os demais Membros no palco. Sua postura estava reta, os olha era decidido e sério e enquanto os demais presentes na platéia ficavam de pé ele continuava, estava se contendo para não suar sangue enquanto engolia em seco os olhares de todos os antigos ele continuou:

    - Me chamo Howard Blake, ancillae Ventrue. Cheguei a Berlim a menos de duas horas, acredito eu. Não esperava um Conclave na cidade, minha chegada seria seguida de uma apresentação ao então Príncipe Ocidental Wilhelm. Na ausência do mesmo, apresento-me ao Príncipe de Berlim, Gustav Breidenstein.

    Uma nova mesura e seus olhos encontraram os da Justicar Lucinde rapidamente, os anciões deviam estar se perguntando o que fazia aquele ancillae desconhecido de todos, formalmente se apresentando ao então inimigo declarado de Berlim.

    - Formalidades realizadas. Posso acrescentar que temo pela continuidade até então parcialmente pacifica deste Conclave. Entendo os poderes aqui empreendidos pelo Príncipe, no entanto, a motivação que me traz até a frente de Vossas Excelências trata da integração entre os Cainitas que a Torre de Marfim busca desde o século de sua fundação, não citarei noites antigas como o Ilustrissímo Lorde Lotharius fez questão de insinuar. Farei uma apologia as noites atuais.

    Howard caminhou a passos lentos, seus olhos mantinham-se agora no Príncipe Arn, logo após para Coursain e depois para a Justicar de seu clã.

    - Fui enviado a esta cidade em busca daquele que chamam de Príncipe dos Justos e tenho o imenso desprazer de não encontrá-lo aqui. O Príncipe Wilhelm é conhecido do outro lado do oceano de onde vim, como um exemplo, um modelo de Membro a ser seguido nas noites atuais por todo aquele que deseja ser respeitado pelos demais como iguais. Longe de alcunhas, de tensões antigas, de histórias quando as fogueiras queimavam nossos mais antigos Membros, alguns até mesmo aqui presentes. Envergonho-me da situação atual de Berlim, dividida por dois Príncipes com ideais diferentes, embora sejam prole e Senhor.

    Ainda olhando profundamente nos olhos do antigo Senhor de Berlim, esperando que o mesmo lhe atacasse a qualquer momento e lhe tirasse aquelas palavras que até então ainda não haviam feito acusações ao mesmo.

    - Príncipe Wilhelm prezava pelas alianças, confiança mútua, liderança e igualdade entre os clãs. Príncipe Gustav acredita no poder do sangue, no poder herdado de seu domínio de séculos em Berlim, onde apenas os grandes já reinaram. No entanto, como a Excelentissíma Justicar Lucinde colocou, os Príncipes não devem mais esmagar as vontades daqueles que permanecem em seus domínios como se fossem um martelo bárbaro, não devem colocar grilhões naqueles que têm a liberdade ao seu lado, utilizar-se de seu sangue para intimidar e colocar todos de joelhos, isso é ultrajante, um Príncipe deve se portar como o farol que protege aquela cidade, que preza pelos Membros da mesma. Lorde Gustav, tenho um pedido de reconsideração por seus atos desta noite, não estou aqui em posição de acusá-lo como fazem os demais, mas peço para que repense seus atos frente a todos neste Teatro, são os Membros de Berlim, que outrora fora sua cidade, àqueles os quais devem respeito e também merecem seu respeito. Um Príncipe pode questionar a Camarilla, enfrentá-la, mas para isso precisa de aliados, sua própria cidade está contra Vossa Excelência, basta olhar ao redor. Gostaria de ouvir as palavras de Vossa Alteza o Príncipe Arn von der Rosenhohe de Darmstadt, prole de Alexander e Príncipe de Hamburgo.

    Off: Apresentação - Teste de Etiqueta + Carisma. 8 dados.

    Off²: Discurso a todos os Membros Presentes - Teste de Carisma + Liderança. 7 dados + 1 pt de FdV.
    avatar
    Dados

    Mensagens : 208
    Data de inscrição : 03/05/2016

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Dados em 26/7/2016, 21:51

    O membro 'Stian Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 3, 6, 8, 7, 7, 2, 6, 3

    --------------------------------

    #2 'D10' : 8, 1, 4, 10, 3, 4, 2
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2958
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 26

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Danto em 26/7/2016, 22:55

    Príncipe Gustav prontamente reage, em um movimento rápido ele desce do palco e para na sua frente. Nessa fração de segundos, você ouve o grito de susto de Olívia e vê que Jessica imediatamente se levantava com as presas à mostra. Mas ao contrário das suas proles que eram capazes de reagir, você não sentia nada além de uma dor enorme. Era a força da presença dos grandes anciões de sangue potente, o legado arcaico das eras das trevas que assombrava a história cainita. Pelos seus conhecimentos, Gustav era um quinta geração e isso significa que ele não tinha limites lógicos ou mortais. Elevando a voz o Kaiser diz.

    -Prole de Hellen Bridges uma das mais sórdidas e desonradas Ventrue que eu já vi em minha vida. Um herdeiro do sangue inglês tem a ousadia de falar em minhas terras? E ainda demanda a palavra de um Príncipe? Predestes a coerência criança?

    A resposta a Gustav veio de seus próprios aliados, a voz de Arn ecoava. Era uma voz firme, muito bem pronunciada e confiante.

    -Gustav, se pretendes erguer tua mão contra um neófito do nosso clã mais uma vez. Eu juro por tudo que é mais sagrado que arranco tua cabeça e a penduro em uma estaca na frente do palácio de Berlim! Eu olho para você e vejo só os resquícios do que fora anteriormente, vejo a herança de um perdedor e de um Imperador sem coroa. Saia imediatamente da frente desse neófito, isso é uma ordem! Eu irei falar e todos vocês irão me ouvir. TODOS DE PÉ!

    Imediatamente, todos os presentes se colocam de pé. Eram as palavras de dominação que eliminavam a aura de pavor e intimidação que emanavam de Gustav. Em seguida, o próprio Arn continua a falar, arrancando olhares surpresos e incrédulos de todos os aliados de Gustav.

    -Eu vim por uma única razão, honrar a palavra dada a mais de quatrocentos anos atrás. Jurei proteger todas as terras alemãs contra as forças invasoras e estrangeiras. Jurei com minhas mãos construir a todo custo um enorme império para ver minha herança germinar. Eu não sou submisso a você Gustav, não confunda a relação de vassalagem e suserania. Tu és o meu vassalo e eu teu Suserano, estas a se comportar como uma besta e eu não apoiarei mais uma besta. Jovem Howard Blake caminhe até o teu destino e aguarde a retomada deste julgamento em silêncio. Agora, Senhora Stalest Coursain, entrego esse tribunal em ordem às suas mãos.

    A frase do Príncipe terminou, você teve apenas o tempo de caminhar em direção ao palco e ver com seus próprios olhos a porta do andar superior se abrir e todos os clãs lá presentes se virarem em direção a quem estaria entrando. Imediatamente todos se colocavam de joelhos. E a Rainha de Berlim, Katarina dizia rapidamente em uma voz de comando.

    -Saúdem o Verdadeiro Príncipe de Berlim, Wilhelm Waldburg! Saúdem o Grande Herdeiro da Camarilla, Lorde do Sacro Império Romano, fundador da Camarilla e Lorde dos Lordes, Hardestadt.

    Após a fala da anciã Oriental, todos os olhos se viraram na direção de vocês. E o próprio Hardestadt fala.

    - Senhoras e Senhores. Boa noite. Apresento diante desse conclave os meus convidados de honra, Príncipe Wilhelm. Arcebispo Friedrich von Köln. Lorde Magnus Breidenstein. Bispo Pietra Rafaldini. Apresentações feitas, declaro que este Conclave está sob minha jurisprudência e responsabilidade. Agradeço e reconheço a presença dos Justicares, Príncipes, Anciões e Neófitos. Convoco a palavra de acusação contra Gustav, sua primeira prole, Príncipe Wilhelm.

    Gustav olha na direção de vocês, recuando em direção ao palco. O grande ancião parecia um jovem assustado e amedrontado diante da presença do grande Ventrue fundador da Camarilla.

    Os Convidados de Hardestadt:

    Hardestadt


    Wilhelm


    Friederich


    Pietra
     
    avatar
    Stian Jogador

    Mensagens : 175
    Data de inscrição : 23/11/2015
    Idade : 26
    Localização : Esteio...tchê!

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Stian Jogador em 27/7/2016, 09:11

    Ao ver o antigo ancião mover-se tão rápido e parar a sua frente, Howard temeu por sua própria segurança, ele já demonstrara em outras ocasiões que não temia nenhum dos presentes e livrar-se de um ancillae seria o menor dos problemsa de Gustav naquela noite. As palavras brotavam na mente de Howard para respondê-lo com mais questionamentos sobre suas ações daquela noite, no entanto quem falou foi o Príncipe Arn e isso acabou com as suspeitas de Blake sobre o mesmo estar preservando-se de atacar Gustav durante o Conclave.

    "Príncipe Arn é honrado, um Membro tão antigo quanto Gustav mas que não permitiu as megalomanias tomarem conta de si. Sua determinação é inabalável e parece ter o controle sobre tudo...não haverá mais massacre esta noite..."


    Ouvindo as palavras do Príncipe de Hamburgo, Howard executa uma mesura formal e diz brevemente:

    - Agradeço, Vossa Alteza.

    Quando deu meia volta para caminhar em direção a Olivia e Jessica, a figura do Príncipe Wilhelm surge no alto do teatro e leva atenção de todos consigo, no entanto ao ouvir as palavras de Katarina, a surpresa toma conta do ancillae.

    "O que? Merda! O fundador da Camarilla!!! Não há nome no clã maior que ele...as lendas...dizem que ele faz parte do Círculo Interno...que ele é um dos Ephors do clã Ventrue...mesmo sendo prole do antigo Hardestadt, sua influência e poder ultrapassam os limites de qualquer Membro neste planeta..."

    Howard instintivamente olha para suas proles e acompanha a Rainha de Berlim ao ajoelhar-se, quando o ancião Ventrue comando as próximas ações a serem tomadas e apresenta os Membros que lhe acompanham, há a demonstração maior do que a Camarilla é: uma força de sobrevivência.

    "A alta hierarquia do Sabá está aqui? Mas...como? Wilhelm é realmente o maior exemplo de liderança...todos seguem suas palavras e até mesmo o poderoso Hardestadt vêm em seu auxílio...os dias de Gustav como Príncipe chegaram ao fim...o olhar dele frente ao fundador da Camarilla...a força das dignitas se fazem presentes esta noite..."
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2958
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 26

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Danto em 28/7/2016, 17:01

    Após a frase de Hardestadt, todos os olhos se voltaram imediatamente para a imagem de Wilhelm. O Príncipe dos Justos parecia calmo, assustadoramente calmo, dando um passo à frente ele demonstrava que seu testemunho seria dado ali mesmo, entre todos os clãs da Camarilla de Berlim. Um ato que por si só, recusava a presença de Gustav e seus aliados, recusava a autoridade dos Príncipes Germânicos e fortificava a força das massas e não dos Imperadores e Kaisers.

    -Senhoras e Senhores. Príncipes e Justicares. Lordes e Ladys. Apresento-me diante desse conclave como um igual a todos vocês, verdadeiros filhos de Caim, não utilizarei do meu título de Príncipe de Berlim, tão pouco dos meus títulos de Clã. Nessa noite eu me direciono a vocês como um membro da Camarilla que viveu durante trezentos anos preso ao laço de sangue, que viu com seus próprios olhos execuções arbitrarias, brutalidades contra mortais e o assassinato de seus irmãos à sangue frio pelas mãos de seu Próprio Senhor. Hoje eu apresento a vocês todas as provas que irão remover as coroas de todos os Príncipes Germânicos e que os ecos de minhas ações sejam forças de mudanças para todas as Cortes da Torre de Marfim. Começo então meu testemunho, em 27 de outubro de 1806, as tropas de Napoleão invadiram Berlim. Entre os soldados haviam membros Toreador e vários vassalos. Nessa noite eu e meus irmãos estávamos no interior do Palácio de Berlim. Haviam ordens expressas do Príncipe Gustav para uma reunião de urgência na sala do Trono, eu como Senescal fui o primeiro a chegar, para encontrar Gustav completamente descontrolado, tomado pela fúria ele urrava que seus inimigos haviam usado os mortais para atingi-lo. Ele me confessou naquela noite que havia destruído três Toreadores após a apresentação deles no Elísio de Berlim, esses três Toreadores eram membros da Corte de Paris e a apresentação deles enaltecia a grandiosidade do Príncipe Villon, atribuindo metáforas divinas ao mesmo. Tomado pela inveja, Gustav executou os três com as próprias mãos, a invasão das tropas Napoleônicas era a resposta que a Corte de Paris havia planejado contra Gustav. E as revelações não parariam, Gustav me informou que o Próprio Villon e suas proles estavam adentrando o Palácio de Berlim e exigiam uma reunião com ele... E essa reunião aconteceu, Gustav estava apavorado como está nesse exato momento. Temendo por sua própria vida ele esperou a chegada de todas suas proles, Katarina Kornfeld, Peter Kleist, Thomas Hettinger e Lukas Bernhard. Nessa época, Friedrich von Köln já havia fugido da cidade e sinceramente, todos nós deveríamos ter fugido com ele... nós cinco permanecemos a frente de Gustav, ajoelhados perante a corte de Paris. A nossa frente estavam Villon e suas proles, Violetta, Calabris e Renata di Medici. Villon exigia retratações pelas execuções, acuado e desesperado, Gustav se levantou do trono e arrancou as cabeças de Peter, Thomas e Lukas. Jamais me esquecerei de ver a cabeça de Peter rolando pelo chão da sala do trono, do vitae de Thomas jorrando em minhas roupas e dos gritos de Katarina ao segurar o corpo sem vida de Lukas... aterrorizado pela loucura de Gustav, Villon saiu do castelo e retornou para Paris sem nunca mais olhar para trás. Ele levou a denúncia até o Círculo Interno. Era a segunda denuncia gravíssima contra a Corte de Berlim. Sabendo que o Círculo Interno tentaria puni-lo, Gustav reuniu todos os Príncipes germânicos e juntos eles deram início ao sórdido projeto Werwolf. Uma iniciativa que tinha como principal diretriz a extração dos mais antigos adormecidos em terras do Sacro Império Germânico. Usando o vitae desses matusaléns para gerar poderosos caniçais e soldados implacáveis, além é claro, de usar esses vitaes antigos para aumentar as próprias forças. Os Príncipes encontraram um Matusalém Ventrue, chamado Erik Eigermann, um matusalém Ravnos chamado Ankla Hotep, um matusalém Brujah chamado Lucius Cornelius Scipio e por fim, Penelope uma ancestral Cappadocian. Esse projeto Werwolf tornou todas as defesas germânicas intransponíveis até a segunda grande guerra mundial, o governo nazista foi extremamente utilizado pelos planos de Gustav de construir os mais fortes e inabaláveis soldados forjados pelo vitae cainita para vingar-se de Villon e sua corte. Mas um oficial nazista não foi afetado pelo laço de sangue, Heinrich Hilmmlet, líder do serviço secreto alemão. Foi graças a esse homem que teve seu abraço forçado após a guerra, que eu tive acesso a essas informações e fui capaz de leva-las ao grande Hardestadt. Essas são as minhas acusações, vocês receberam em seus celulares e dispositivos tecnológicos todos os documentos, provas e relatos. Agradeço o Clã Nosferatu por proporcionar essa distribuição de provas e termino por aqui as minhas palavras.

    Após o termino da longa declaração de Wilhelm, o som de vários celulares vibrando, tocando ou recebendo sms's invade todo o interior do Teatro. Os projetores começam a expor pelas paredes e colunas vários textos, incontáveis provas militares registradas pelo governo Nazista que deixavam clara a consciência de todo serviço secreto alemão da existência de cainitas e seres sobrenaturais. Era sem dúvida o maior escândalo de quebra de mascara já registrado na história da Seita.
    avatar
    Stian Jogador

    Mensagens : 175
    Data de inscrição : 23/11/2015
    Idade : 26
    Localização : Esteio...tchê!

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Stian Jogador em 29/7/2016, 22:52

    Diferente de todos os outros, Howard sentou-se na cadeira em meio as suas duas proles, Jessica e Olivia. Levou a mão acima dos olhos enquanto ouvia as palavras do Príncipe de Berlim. Era angustiante ouvir o que Gustav havia feito todas suas proles passarem, destruir os mesmos como se fossem nada, como se tivessem sido abraçados apenas como peças em um tabuleiro de xadrez megalomaníaco imposto por um Príncipe já caído.

    Quando as últimas palavras foram ditas e os projetores começaram a demonstrar as inúmeras atrocidades cometidas pelos herdeiros do clã Ventrue presentes, Howard levantou-se rapidamente e manteve os olhos focados em todos os Príncipes Germânicos que defendiam Gustav.

    "Julia Anastácia...utilizou o poder de sangue do próprio Senhor...? Gustav e os demais Príncipes que hoje vieram em sua defesa utilizaram sangue de Membros antigos para criar soldados para tentarem conquistar a supremacia da Alemanha durante a Segunda Grande Guerra? Isso é ultrajante!! Com certeza, muitas coroas cairão nesta noite...assim como novas serão indicadas a usar uma coroa e sagrarem-se novos Príncipes...o que os juízes trarão sentenciarão? Estes vieram até Gustav devido a ameaças feitas pelo matusalém? O mesmo chantageou a todos? A megalomania tomou conta inteiramente deste que já foi um grande Membro do clã Ventrue..."
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2958
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 26

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Danto em 30/7/2016, 04:25

    Era notória a movimentação dos membros ali presentes, vários olhavam incrédulos para as chocantes imagens de experiências bizarras sendo executadas em cainitas, mortais, lobisomens. Os campos de concentração nazistas eram verdadeiras fábricas de material humano para tais atrocidades, todo grande oficial alemão da época parecia estar ciente da presença de seres sobrenaturais. Várias missões de expansão territorial e captura de judeus eram disfarçados por reais tentativas de capturar antigos em seus sonos profundos. Era um terrível escândalo, com proporções enormes.
    Hardestadt retomava a fala mais uma vez.

    -Prosseguindo a minha acusação, convoco a segunda prole de Gustav a depor. Senhora Katarina Kornfeld.
    A belíssima anciã oriental se coloca de pé e caminha até o lado de Wilhelm, ambos estavam agora de frente para Gustav, esse por sua vez estava recuado na cadeira de réu, ao lado de Anastasia. Príncipe Arn se virava para caminhar para a cadeira junto aos demais príncipes. Quando finalmente chegava em frente ao palco, Katarina diz.

    -Senhoras e Senhores, Damas e Cavaleiros. É com enorme desgosto e perdida em minha mais profunda vergonha que me coloco hoje a frente de todos vocês, como uma testemunha sobrevivente aos horrores que Gustav fez em prol de suas juras de vingança contra a Coroa de Paris. Minha função era muito clara, dês de meu abraço, fui a concubina de Gustav. Presa ao laço de sangue, torturada e exposta a humilhações indescritíveis, Gustav jamais olhou para mim como uma filha, seus olhos desejavam o meu corpo e o tomava à força. E assim eu fiquei eternamente ao seu lado, enquanto meus irmãos fugiam ou eram mortos, eu não conseguia escapar aos horrores do laço. Meu testemunho será pós Segunda Grande Guerra, no período da construção do Muro de Berlim e a separação oficial das duas cortes locais. Gustav estava ativo durante toda a Segunda Guerra, mas a derrota de suas forças o deixou extremamente abalado, ele buscou refúgio nas catacumbas do castelo. E só saiu de lá quando ouviu a terrível notícia de que os humanos estavam dividindo Berlim ao meio e que Wilhelm estava usurpando seu trono. Enfurecido ele marchou contra os mortais, causando uma enorme chacina, disparos de munição antitanque foram utilizadas, bombas, um horror surreal. O resultado do enfrentamento foi um torpor temporário devido aos danos severos, nesse meio tempo, o Clã Brujah chegou à Berlim Oriental e assumiu o Principado. Eu cedi as pressões Brujah por um preço, a possibilidade de despertar Gustav do Torpor, e eles pagaram a promessa, usando um vitae antigo e realmente poderoso, Gustav se ergueu novamente, mas preso ao laço de sangue com o clã Brujah Oriental. A Senhora Bansh havia assumido o trono Oriental e ela me disse que ordenaria que Gustav me libertasse do trono se eu a ajudasse a manter o Principado dela intacto. E novamente, eu negociei com os Brujah Orientais. Mas nós não esperávamos as ações de retaliação de Gustav, na realidade, a retaliação veio através das forças dos aliados de Gustav. Gradativamente, eles começaram a financiar as tropas do Sabá, atraindo-as para Berlim, a liga de Príncipes Germânicos chegou a pagar o transporte de um Bando Polonês para Berlim. E quando notamos o que havia acontecido, era tarde demais, o Sabá já possuía anciões na cidade... Gustav imediatamente declarou que o clã Brujah foi negligente e reassumiu a coroa, ainda acreditávamos que ele estava preso ao laço de sangue, mas o vitae do projeto Werwolf havia o libertado! E isso nos leva a chegada da prole do Senhor Hardestadt na cidade, o ancião Ventrue chamado Richard. Esse homem foi o responsável pela convocação do Conclave, mas como vocês podem perceber, ele não está entre nós. Gustav o convenceu de que havia entrado em torpor nas eras napoleônicas e que havia um falsário em seu lugar, esse era o objetivo inicial deste conclave, julgar o falsário que nunca existiu. Entretanto, Gustav foi surpreendido pelo rompimento da barreira que separava o Ocidente do Oriente, seus planos iram ser desmascarados imediatamente! Sem se preocupar, Gustav executou a prole de Hardestadt. A prova está na mancha negra que corre pela alma de Gustav nesse exato momento!

    Não pareciam haver limites da lista de crimes cometidos por Gustav e seus aliados, financiar o Sabá, destruir uma prole direta de Hardestadt. Os juízes se reuniam rapidamente para conversarem após a declaração de Katarina... Mas algo parecia ainda mais errado, uma sensação horrível, um mau presságio, algo terrível estava prestes a acontecer.

    [Off: Teste de Percepção + Acuidade + Ocultismo]
    avatar
    Stian Jogador

    Mensagens : 175
    Data de inscrição : 23/11/2015
    Idade : 26
    Localização : Esteio...tchê!

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Stian Jogador em 30/7/2016, 21:01

    As palavras de Katarina surpreendiam Howard, eram demais as acusações a Gustav. Destruir uma prole de Hardestadt, como outro Membro, ele deveria ter razões para isso, mas tratava-se justamente de uma prole do fundador da Camarilla. Blake não se lembrava do nome de Richard até o mesmo ser pronunciado, e a destruição de um Membro nos dias atuais deveria ser muito bem explicada, seja ele por Gustav ou por qualquer outro.

    "Uma prole de Hardestadt destruída...financiar um bando do Sabá para adentrar seus próprios domínios...onde este ancião chegou para manter sua supremacia? Ele passou por cima de todos os ideiais que Seita preza para co-existir...destruição em massa de mortais para seus planos...isso é demais..."


    Off: Percepção + Acuidade + Ocultismo. 6 dados.
    avatar
    Dados

    Mensagens : 208
    Data de inscrição : 03/05/2016

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Dados em 30/7/2016, 21:01

    O membro 'Stian Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 1, 10, 7, 4, 10, 8
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2958
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 26

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Danto em 3/8/2016, 03:34


    Algo estava errado, não necessariamente em relação aos acontecimentos do conclave, mas algo muito maior. Além das paredes do teatro, era muito similar aos mitos dos cainitas londrinos sobre a antiga presença de Mithras na cidade. A falta de ar, a pressão atmosférica se alterando, a besta recuando ao farejar a presença de um predador ainda maior. Um antigo do clã Ventrue havia levantado em Berlim, sua certeza se confirmou quando a próprias Justicar se levantou da bancada de juizes e correu em direção a Lotharius. Ela parecia extremamente irritada com a situação, já Gustav se aproximava de Anastasia e ambos iam em direção à Arn, Anastasia parecia apavorada, Gustav começava a olhar para os arredores em busca de uma saída e Arn apenas ouvia os dois.

    Em seguida, as sensações descritas pelos londrinos antigos finalmente se intensificava ao ponto de se tornar terrível e impossível de se descrever. A dor era enorme contra o seu peito, suas proles reagiam de maneiras ainda mais assustadoras, Olivia desmaiava por alguns instantes enquanto Jessica, incontrolavelmente começava a chorar sangue. Um quarta geração estava a caminho, você tinha certeza, e ele não estava feliz e certamente estaria faminto...

    Sua atenção é direcionada para a imagem da mulher que havia chegado junto com Wilhelm e Magnus, identificada anteriormente como Bispo Rafaldini. A mulher caía no chão, usando as mãos para agarrar o terno do homem que estava ao lado dela, ela gritava para todos ouvirem.

    - A IMPERATRIZ DESPERTOU!!! CORRAM PORQUE ELA QUER VINGANÇA... E NADA FICARÁ EM SEU CAMINHO... NADA FICARÁ DIANTE DE SUA FOME E VINGANÇA!!!


    Essa frase foi alta e poderosa o suficiente para ecoar por todo teatro, Gustav era o primeiro a reagir. O Kaiser se virava para encarar diretamente Wilhelm. Em mais uma tentativa de desmoralizar a própria prole.

    -Esse é o seu plano? É essa a sua grande e geniosa ação? Soltar sobre Berlim uma besta secular faminta?

    Wilhelm encarava pela ultima vez o Gustav.

    -Você quer dizer que Berlim agora tem duas bestas seculares famintas. Usando suas próprias palavras, que o mais forte vença.

    Em seguida Hardestadt dava a palavra final do Conclave.

    -Eu, Hardestadt, condeno todos os envolvidos diretamente com o projeto Werwolf á destruição. Declaro então este conclave terminado e ordeno a todos os aqui presentes que se recolham a seus mais protegidos refúgios. Os sobreviventes dessa noite deverão comparecer ao castelo de Charlottenburg. Que Deus olhe por nós essa noite.


    [Ultima ação para o final do ato]
    avatar
    Stian Jogador

    Mensagens : 175
    Data de inscrição : 23/11/2015
    Idade : 26
    Localização : Esteio...tchê!

    Re: Ato II - Narrativa de Howard: The Old Gods

    Mensagem por Stian Jogador em 8/8/2016, 23:58

    Howard sentia-se anestesiado, todos os Príncipes Germânicos haviam sido sentenciados a destruição em apenas uma noite. Suas linhagens nas cidades que até então dominavam ficariam estarrecidas. Era um exemplo rígido e amedrontador dado pelo antigo e poderoso Lorde Hardestadt.

    No entanto, quando a Bispo anunciou a derradeira presença sentida anteriormente por Howard, o pânico e o medo puderam ser percebidos na figura do antigo Kaiser de Berlim, o qual havia destilado o medo entre todos os presentes daquele Conclave naquela noite, cheio de ameaças e demonstrações de poder absoluto, agora parecia duvidar de si próprio frente a presença da tal Imperatriz que demonstrava conhecer, assim como o Príncipe Wilhelm.

    Ditas as palavras de Hardestadt, Howard virou -se para suas proles e disse:

    - Vão, saiam daqui e procurem um lugar seguro. Sigam os Membros do clã Ventrue. Ficarei aqui, preciso entender a gravidade do que estamos enfrentando, seja quem for que tenha acordado, parece que irá finalizar esta noite. Se encontrarem Max, peçam,para que sejam,levadas rapidamente ao nosso refugio e fiquem lá.

    Enquanto o teatro esvaziava-se, o ancillae mantinha a atenção em Hardestadt e William, eles eram os exemplos, os espelhos que aquele ancillae queria se ter refletido, exemplos de liderança e poder que ele tanto almejava, mesmo com séculos de diferença entre os dois anciões. Naquele momento, entendia e sentia-se como Jessica, eke queria a aprovação daqueles que eram Strategoi de seu clã, senão um Ephor como Hardestadt provavelmente era.

      Tópicos similares

      -

      Data/hora atual: 22/10/2017, 17:06