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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

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    Danto
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    Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por Danto em 12/2/2016, 16:40

    Março de  2002, Berlim.



    A escuridão terminava. O mundo estava de cabeça para baixo, seu corpo estava preso e pendurado por um cinto de tecido escuro, havia vidro para todos os lados e o cheiro de sangue era inevitável. Seus olhos buscaram referências... Havia muito metal retorcido, seu corpo estava dolorido mas o sangue já havia trabalhado para curar as feridas causadas pelos cacos de vidro que forravam o chão do carro, chão que agora era teto. Mas o que havia acontecido? O que estava acontecendo?
    Sua memória estava literalmente lhe pregando peças? Era uma visão?! Não. Era realidade...
    Você e Erik haviam entrado em um carro e indo em direção a uma mulher de nome russo, Nikolayevna. Mas o carro nunca chegou ao destino, em um cruzamento o mesmo foi simplesmente trucidado e engolido por um caminhão em altíssima velocidade. O impacto foi tão inesperado e forte que sua consciência se apagou e quem cuidou do seu corpo, foi a tua própria besta. Os carniçais de Erik que estavam no banco de trás ao seu lado estavam completamente mortos, um deles degolado, outro desmembrado e o terceiro havia se tornado uno com os metais retorcidos. O sangue inundava o chão do carro e pintava todo seu estofado de vermelho. Erik ainda estava desmaiado e os seus olhos começam a identificar pessoas caminhando ao redor do carro. Um par de botas e um par de sapatos.

    -Espero que o inútil do Seer não tenha explodido com essa tática mirabolante.


    Diz uma voz masculina de sotaque russo.

    -Não se preocupe Loktv, o Seer é um sobrevivente experiente. Não é mesmo? Kiril?!

    Responde a outra voz masculina, era uma voz familiar... Alguém da corte... Rasputin, A Fúria Implacável! Xerife de Berlim Oriental. A Camarilla havia movido suas forças para resgatar você.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por King Jogador em 12/2/2016, 20:59

    Sangue... Pingando... Carne... Corpos... Destroços... Carro... Agora eu lembro! Acidente! Merda... Mil vezes merda... Esse regates devia ter acontecido depois... Não posso perder a oportunidade que ganhei. Mas não posso mudar de time ainda. Não estou interessado em ser tratado como prisioneiro de um lado para o outro. Já basta uma longa noite de extravagancias. Agora tenho que por um pouco de controle na situação ou tudo irá por água abaixo.

    Tento me desvincilhar do cinto apertando o botão do dispositivo. Quando eu finalmente chegar no "teto", vou tentar fazer o mesmo com o corpo do Erick. Não estou nada satisfeito em ter deixado meu carniçal para trás, logo não tenho remorsos de tratar o membro da Mão negra como um saco de esterco. Assim, puxando aquele ser vou me retirar do carro. A força para tal façanha é acima da minha capacidade, ainda mais com apenas uma mão. Então, quando noto que não tenho energias suficientes para tal, deixo meu sangue fervilhar para puxar o Erick junto comigo.

    Saio do carro com os olhos brilhando e com cara de poucos amigos. Mas não evito em sorrir para o nosferatus e seu parceiro brujah. Deixo o corpo estirado no chão atrás de mim enquanto me levanto e inutilmente tirando algumas sujeiras da minha roupa.

    - Poe mirabolante nesse "resgate". A eficiências de vocês dois evitaram uma noite catastrófica para o Oriente.

    Olho para o corpo no chão enquanto cuspo um resto de sangue enrugado perto do mesmo. E então me abaixo para pegar minhas adagas.

    - Ser deplorável... Felizmente agora poderemos arrancar informações desse Mão Negra. Vocês sabem bem como consigo descobrir a verdade das pessoas, minha terceira especialidade, perdendo apenas para prever o futuro e escapar com vida de situações de risco. Preciso fazer isto antes que a alvorada chegue. E amanhã depois do último feixe do crepúsculo se for, ele poderá ser executado à mando de nossos senhores...

    OFF - Queimo três pontos de Sangue em Força.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por Danto em 14/2/2016, 15:41

    As suas adagas estavam amarradas na parte superior do corpo do Lasombra que estava claramente desacordado. Todas estavam ali, sem nenhuma exceção. Quando você sai novamente de dentro do carro, Loktv com seu sotaque russo comenta de maneira breve e sempre direta.

    -Você não vai fazer nada, sarraceno.

    Rasputin, o Xerife Oriental observava os arredores. Vocês estavam cercados por policias, todos claramente a serviço da Camarilla que ficariam ali até tudo "sobrenatural" ser removido. O enorme nosferatu de quase 2,20 metros de altura e pouca educação olha para você e diz.

    -Contente-se em acompanhar Loktv até o carro e ir até a sua Senhora. Você já causou problemas de mais em não retornar com Mark, fique preparado para uma punição sem precedentes e para uma caçada de sangue contra o responsável pela morte de Mark. Sua incapacidade já se provou real de mais por uma única noite, eu farei o interrogatório. Além disso, Amélia está a sua procura.

    As palavras do Nosferatu saiam com força e violência, como tudo que o circundava e o simbolizava. Ele era um ancião antigo na cidade, provavelmente mais velho que todas as proles de Gustav, sendo mais novo apenas que a senhora dele, Karla. Amélia por outro lado era a prole de Rasputin, algoz oriental e uma das presenças mais constantes na sua casa de espelhos. Supersticiosa, crente no sobrenatural e estudiosa no oculto, Amélia tinha grande talento para o místico.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por King Jogador em 14/2/2016, 16:42

    Olho para Rasputin ignorando Loktv. Não que eu não gostasse deste Brujah, afinal não tenho nada contra hipocrisia. Sempre falou mal de mim, mas na época do fim do bloco soviético não parou de vir tirar dúvidas comigo. Então falo de forma respeitosa com o Nosferatus, de certo modo sempre tive um bom entendimento com ele. Afinal somos dois catalizadores de informações, Rasputin sabe o presente e eu o futuro. Juntos ajudamos muitos problemas para o Oriente, mas o mesmo sempre foi muito radical com falhas. E é claro o seu desapontamento comigo. Por isso me dirijo à ele com bastante respeito.

    - Minha falha esta noite será pagada à altos preços, mereço por ter falhado com Mark. Mas preciso lhe informar que ele está vivo. Em torpor e será usado como moeda de barganha. A boa notícia é que esse ai no chão sabe quem o capturou e onde está sendo mantido. Eu sei que será você que irá tirar as informações dele. Mas minha ajuda pode ser necessária. O senhor sabe como meus ossos arrancam as verdades das pessoas. Nós precisamos destas informações custe o que custar. Me permita ir contigo para tirar essas informações, você ficará com os créditos e eu terei minha punição em seguida. Todos saem ganhando, exceto esse esterco no chão. E depois terei a honra de conversar com a Senhora Amélia.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por Danto em 15/2/2016, 16:25

    O Brujah russo dá um passo a frente e se prepara para falar, mas o enorme Rasputin ergue o punho direito na direção do mesmo. Era um comando de "pare", mas não era um simples comando de guerra ou algo assim, você sabia que era um comando normalmente dado a cães e animais de caça. Aquele movimento seria considerado um enorme insulto em qualquer lugar, a face de Loktv ardeu em uma coloração vermelha de irritação.

    -Sua presença aqui só é tolerada por motivos específicos, que não condizem com o meu clã ou a minha função. Logo, pouco me importam. Eu digo que o senhor Kiril virá comigo, fique aqui e mantenha a mascará intacta, Brujah.

    Os olhos de Loktv estavam a beira do descontrole, mas o orgulho do russo foi engolido pelo próprio quando a palavra "mascara" foi dita. Certamente o Brujah faria uma retaliação contra o Xerife, mas a máscara era importante de mais para ser simplesmente ignorada e todos ali sabiam disso. O Xerife então caminhou até o carro e retirou o corpo do Lasombra de dentro do mesmo, carregando como se fosse um felino malcriado, ele seguiu em direção a umas das várias minivans pretas que estavam nas proximidades, fazendo um sinal com a cabeça para você segui-lo.

    -Seus rituais serão bem vindos, o respeito deve ser sempre respondido com a mesma moeda. Saiba que minha infelicidade com a sua falha não será diminuída, mas acredito que há explicações para ela. Além de que, enviar um feiticeiro e um jovem para o ninho do sabá foi imprudente e desconexo... De qualquer forma, o que você viu no Sabá feiticeiro?

    Diz Rasputin enquanto caminhava contigo em direção a minivan, deixando para trás a presença de Loktv.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por King Jogador em 16/2/2016, 17:55

    Não esperava uma atitude tão ríspida de Rasputin com o Loktv assim tão abertamente. Para mim é um alivio nesse caso. Ou eu estaria sem hipóteses de resolver esta situação com o Sabá de uma forma positiva para mim. Agora tenho que pensar em como progredir em prol de minha liberdade sem por em riscos minhas intenções. Primeiramente devo permanecer fiel e não cometer falhas. Depois apenas abraças a primeira oportunidade. Assim acompanho a passos largos o grande nosferatus enquanto ele faz seu caminho até uma das minivans pretas. Então quando perguntado eu paro por um instante para juntar as informações em minha cabeça e começo a falar com calma. Tentando me lembrar com cada detalhe e permaneço a conversa mesmo depois de ingressarmos no carro.

    - Preciso dizer que vi muitas coisas... Praticamente todos os membros do Sabá estavam presentes para nos receber. O único que não estava apareceu depois, Artur Scholl. Agora ele é intitulado como Arcebispo, o triunvirato que conhecíamos mudou de formação esta noite. O interessante sobre o mesmo é que reparei que seu braço direito e esquerdo, não são os dois outros bispos. E sim duas mulheres muito peculiares. A ligação dos três, pelo pouco que pude ver, parece... como posso dizer... humana demais. Além disso preciso dizer que o Bispo Rahel Kranz possuía uma proposta forte para fazer aliança conosco contra o Ocidente. Em troca da cooperação deles, ele queria que nós não oferecêssemos proteções nos territórios brujah do oriente contra as forças deles. Infelizmente ele não achou nem eu nem Mark dignos para fechar o acordo de forma oficial... Não tenho mais muitas informações que sejam de relevância agora, exceto claro... O membro da Mão Negra que se encontra neste carro com a gente tinha ordens de juntar outros membros da sua ordem até amanhã. Eles estavam em clima pré guerra quando eu parti do refúgio deles.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por Danto em 18/2/2016, 17:33

    Rasputin ouvia as suas informações enquanto abria a porta do veículo, então ele coloca o corpo de Erik deitado no interior do mesmo, sobre o banco traseiro e caminha calmamente até o porta malas. Abrindo o mesmo enquanto você ainda falava e retirando uma maleta de aço. Ele então fecha o porta malas e caminha novamente até Erik, abrindo a maleta ao lado do homem e revelando várias estacas em seu interior. Estacas muito bem feitas e muito bem polidas, com empunhaduras talhadas para uma execução de ataque mais firme e precisa. Com uma das estacas em mãos, Rasputin espera você terminar de felar e assim que isso ocorre, ele atravessa a estaca no peito do Lasombra. O som é forte e seco, o corpo do Lasombra chega a reagir brutalmente em suas extremidades pro causa da potência daquela estaca que o empalava.

    -Entre no carro.

    Disse o homem que fechava a porta do banco de trás e sentava-se no banco do motorista e assim que você se senta no banco do carona ele volta a dizer.

    -Explique melhor sobre essas mulheres que se colocam ao lado do tal Artur Scholl.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por King Jogador em 19/2/2016, 15:26

    Me sento no carro pensativo. Era a segunda vez na mesma noite que via alguém ser empalado. Não é o tipo de coisa que estou acostumado a ver, mas não falta prazer em presenciar algo tão invasivo como uma estaca aterrorizando um corpo ao qual estremece como um todo. Só que quando o carro já esta se movimentando respondo a pergunta de Rasputin. Tive que me esforçar um pouco para me lembrar de alguns detalhes. Afinal eu havia desmaiado duas vezes naquela mesma fatídica noite.

    - A primeira aparentava ser a dona do Maléfice, se chamava Evangeline. Loira, talvez francesa pelo vocabulário, e de uma beleza que facilmente iludiria as mentes fracas com muita ferocidade. Parecia muito poderosa, pois empalou Mark em questão de segundos sem aparentar fazer muita força. A outra chegou depois, acredito que junto do Arcebispo. Uma mulher de cabelos castanhos e a pele tão pálida que aparentava ser mais velha que todos naquele recinto. Todos mostravam respeitar ela, mas Evangeline a tratava como se fosse sua amante. Só que o que mais chamou minha atenção foi ela ter se posicionado ao lado de Artur, mas mais que isso, alisá-lo delicadamente com seus dedos no ombro do mesmo de forma íntima e humana e este aparentava apreciar. Ele ouvia tudo que ela dizia com calma e aceitava seu pedidos sem pestanejar.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por Danto em 22/2/2016, 04:25

    -Então esses três são os líderes do Sabá local. Interessante, você no fim das contas foi mais útil do que vários dos que me servem, Seer, interessante como o destino trança suas cordas não é mesmo?!

    Comenta Rasputin que dirigia em altíssima velocidade pelas ruas de Berlim Oriental sem nem sequer olhar diretamente para o caminho. Ele parecia conhecer cada centímetro daquela cidade e não seria uma grande surpresa se realmente conhecesse até mesmo cada loja, praça, esquina e tudo que nela havia. Um som eletrônico se faz presente no carro e o Nosferatu tira o celular de um dos bolsos, lendo brevemente a mensagem e jogando o aparelho na sua direção.

    -Leia. Porque infernos tua Senhora ordenaria tal insanidade?!

    Mensagem no Celular do Xerife:

    Ordeno a ti e a todos os demais membros da Camarilla que, a desejo de nosso príncipe Sanguíneo, Gustav, seja evacuada a corte do palácio de Berlim. Até segunda ordem, não haverão reuniões exceto no elísio local. Essas atitudes são necessárias para preservar as vidas do cainitas Orientais que estão sob ameaça de uma invasão Ocidental. Wilhelm declarou guerra.


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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por King Jogador em 22/2/2016, 09:38

    - O destino não é inexorável, é maleávél como almejamos que o seja...

    Solto palavras breves enquanto espresso agradecimento pelas palavras sinceras do Nosferatus. Mas fico de olho focado na estrada. Temos que chegar rápido no nosso destino, sinto que a alvorada esta próxima. Essa noite poderia nunca acabar, pois há muito à ser feito... Então vejo a mensagem. Katherine parece muito preocupada. Sei que minha visão não foi positiva, mas ela está se previnindo demais.

    - Nunca vi a Senhora Katherine ser tão radical com meus alertas antes. Eu disse que havia visto em um futuro não distante a invasão do castelo por forças humanas controladas pelo Ocidente. Mas não esperava que ela tomasse medidas tão bruscas. Sempre alertei a corte, caso você leve muito a sério ou descarte por completo uma profecia minha, ela se tornará realidade, a única forma de evitá-la é agir com prudência. Essa mensagem me é muito preocupante...
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por Danto em 22/2/2016, 17:48

    -Você nunca viu porque essa certamente não é ela...

    Comenta Rasputin que drasticamente modifica o caminho que fazia com o carro, ao invés de seguir para o palácio de Berlim ele começava a se encaminhar para algum outro local, entrando com o carro no primeiro beco possível e parando o veículo ali. O gigantesco Xerife então olha para você e então fala.

    -Existem vários mistérios na cidade de Berlim, muitos escondidos por nós Nosferatu. Um dos mais importes é sobre os Ventrue locais, uma família sórdida e pútrida como nenhuma outra jamais será. Eu não posso seguir servindo esses falsos líderes, ofereço a ti a tua liberdade para ir até onde desejar, eu estou indo aos esgotos encontrar com minha Senhora e você está convidado. Mas a decisão é tua, Seer.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por King Jogador em 23/2/2016, 09:29

    Minha senhora... Ela nunca agiria assim. Na verdade essa noite inteira ele não agiu como de costume. Me mandar para linha de frente. Arriscar Mark como ela arriscou. Propor aliança com o Sabá sem nada em especial para oferecer. Há algo de podre nesta castelo de Berlim. Pois minha senhora jamais agiria assim. Muito menos fechando o castelo como acabara de fazer. É como se ela quisesse que minha visão ocorresse. Por isso que não pode ser ela ali. E sim os corvos de minha própria visão. Eu preciso mais que nunca escapar do laço de sangue se realmente planejo agir fora da linha ortodoxa da família de Berlim.

    - Vejo agora com clareza que a mulher com que eu interagi hoje cedo jamais poderia ser minha senhora. A corte está totalmente maculada e de tal forma agradeço o seu pedido. Afinal ainda devo me encontrar com a respeitável Amélia. Infelizmente permaneço preso à maldição do laço de sangue. Preciso quebrá-la se quiser agir totalmente por minha própria vontade. Esse Erik empalado no porta-malas me disse sobre uma tal de Nikolayevna que poderia me libertar. Preciso saber mais sobre essa hipótese, tenho que extrair essas informações do Mão Negra. Então aceito o seu convite de bom grado. Sigamos antes que a alvorada nos encontre.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por Danto em 24/2/2016, 02:44

    -Nikolayevna?! Esse monstro é real... O Sabá acaba de se revelar uma verdadeira ameaça.

    Rasputin diz enquanto caminhava até a lateral do carro, abrindo a porta e retirando o corpo de Erik de lá. Colocando o corpo nas costas com um camponês faria com um saco de batatas, ele segue em direção a tampa de bueiro mais próxima de vocês, que estava no final do beco onde o carro estava parado. Ele então flexiona os joelhos para alcançar a tampa, com a mão livre ele remove a pesada tampa de ferro com simplicidade, em seguida ele olha para você e diz.

    -Não é sábio procurar por feitiçarias tão antigas, Nikolayevna é uma necromante mais antiga que todos os notórios da família Giovanni. A linhagem que ela pertence é tão macabra e obscura que não há certezas sobre ela, apenas duvidas... Se deseja libertar-se do laço de sangue, sugiro que procure outra forma.

    Em seguida o homem desce pelo bueiro em direção aos esgotos de Berlim.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por King Jogador em 24/2/2016, 15:06

    Trezento anos de escravidão faz o mais sábio dos guru não temer o rosto da morte em prol de sua liberdade. Mas não será por isso que irei tomar atitudes desesperadas, impensadas e não planejadas. Tenho que seguir a música que está tocando agora. Preciso manter os contatos que tenho e ver como se desenrola a situação antes de voltar para o covil das bestas. Já tive sorte uma vez, não garanto que terei de novo.

    - O que o senhor diz é sábio meu caro Rasputin. Não me arriscarei à tal insanidade caso haja outros modos, sem dizer que ainda precisamos ouvir o que esse homem tem à dizer. Acompanharei o senhor até a sua senhora caso o permita.

    Acompanharei o grande nosferatus sem exitar de adentrar a escuridão dos esgotos da cidade. Permanecer à mercer de uma alvorada não adiantaria nada para mim. E pelo visto minha única forma segura de terminar aquela detestável noite seria seguí-lo.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por Danto em 25/2/2016, 16:58


    Uma hora, ou muito perto disso. Foi todo esse tempo que você caminhou atrás do enorme Xerife de Berlim Oriental, o percurso era simplesmente impossível de ser decorado. Os primeiros dez minutos foram feitos dentro de corredores simples e levemente iluminados por luzes de emergência dos mortais, mas após umas esquinas, Rasputin adentrou uma fenda na parede que parecia ser propositalmente feita por Nosferatus com bastante força física. A partir da fenda, até o destino de vocês, não havia nenhuma fonte de luz e você seguiu o homem apenas pelo barulho das passadas fortes que o mesmo dava no chão, ou nas poças de água que ali haviam.

    Por fim, um foco de luz. E o que seus olhos viam era uma escadaria dupla, cortada por um filete de água pútrida. No final da escada, uma espécie de salão de pedras estava construído ali. Certamente uma obra feita na mesma época que as primeiras escavações foram feitas no solo de Berlim. A iluminação esverdeada tinha uma origem pouco convencional, pareciam luzes elétricas eternas, daquelas que os mortais haviam sonhado em um dia produzir. De pé no centro do ambiente havia uma mulher, de corpo pequeno, pele tão branca que chegava a causar arrepios. Era a anciã mais antiga de toda Berlim, Karla Aach. Vestida com seu traje habitual, capuz, botas e luvas e uma roupa de couro bem justa por baixo daquela capa com capuz.

    -Minha Senhora.

    Disse o poderoso Rasputin, fazendo uma reverência para a anciã. Em seguida ele joga o corpo do Lasombra no chão e diz.

    -Como você havia pedido, trouxe o feiticeiro de volta.

    A anciã dá um passo a frente e estende a mão direita, Rasputin vai até a mesma e como um movimento de respeito, dá um beijo em sua mão. Para em seguida se retirar, o enorme xerife segue em direção a uma das várias portas de pedra maciças que haviam no interior daquele salão.

    -Boa noite, Seer. Ou Kiril seria mais apropriado?

    Diz Karla.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por King Jogador em 26/2/2016, 11:36

    Um verdadeiro castelo. A rainha das sombras soube manter suas posses. Não importa quantas guerras ocorram, ela vai sempre permanecer com seu poder intácto. Não posso perder a oportunidade de degustar de tão elegante presença. Minha noite foi um desastre e o futuro que aguarda a mim e esta cidade parece mais conturbador que nunca. Como o fim de uma triste melodia, como aquelas que tocavam em minha terra natal.

    Então ela queria minha presença. Foi ela que orquestro meu salvamento do Sabá. Mesmo eu tendo ido por escolha própria... Rasputim acabou de se declarar independente para mim, mas não disse nada para sua mentora sobre isso. Por um simples motivo. Eles sempre foram independentes. Isso não me é uma surpresa, devo admitir, é na verdade uma oportunidade. Estou hoje conhecendo a verdadeira face de muitas pessoas que nunca imagina o que realmente eram. Talvez minha melodia esteja ficando afinada afinal. Por isso não posso deixar de dançar conforme a música.

    - Pode me chamar como desejar, Senhora Aach. Kiril está de bom tamanho para este humílde feiticeiro. Acompanhei o grande Rasputin em prol de responder ao seu chamado. Acredito que minha noite por pior que tenha sido, terá um final positivo. E além disso, perdoe-me por minha apresentação deplorável, o sangue sujo em meu corpo foi fruto de minha profunda falta de sorte.

    Digo minhas palavras forçando um respeito espontâneo e digno de minha posição. Acompanhado de uma mesura singela, porém significativa.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por Danto em 26/2/2016, 17:24

    -Ergui meu refúgio dentro dos esgotos alemães, a sujeita das suas roupas estão longe de serem as piores coisas que se encontram nesse ambiente, Senhor Kiril. Aparência é bem menos importante para mim do que a educação, essa o senhor sempre exibiu em nossos curtos encontros ao longo de tantos e tantos anos de serviços à corte. Não é mesmo?

    Diz Karla que começa então a caminhar na sua direção, ela era uma mulher baixa de no máximo um metro e cinquenta centímetros. Estatura certamente mais comum à milênios atrás, alias, toda a aparência física dela remetiam a um passado que já havia se tornando lenda.

    -Seremos francos... certo? Eu prefiro Lady ao invés de Senhora, apenas minhas proles me chamam assim. Espero que entenda, Kiril, afinal iremos nos falar com muito mais frequência a partir dessa noite. Já ouviu falar do Projeto Werwolf?!
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por King Jogador em 26/2/2016, 17:38

    Essa mulher possui um conhecimento que não caberia na biblioteca de Berlim. E foi graças a ela que intervendo em pequenas ocasiões no passado, me concedeu recursos para eu aflorar meu conhecimento. Meus agradecimentos permanecerão eternos, junto da curiosidade de saber o que mais posso aprender de tal pessoa.

    - Perdão Lady Aach, meu tempo prolongado entre os sagues azuis deixou meu vocabúlario mal acostumado. Mas sendo franco como pedido, acredito que vós não busca perdão em minhas palavras, apenas um respeito recíproco. Logo objetivando ao assunto em questão, devo admitir nunca ter ouvido falar sobre esse projeto.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por Danto em 26/2/2016, 19:10

    -Explicar-lhe-ei, pois necessário será antes de começarmos a conversa sobre a real função dessa reunião. Atenção a essa breve lição histórica...

    Diz Karla que parava de caminhar, ficando a dois passos de distância de você. A pele dele era tão pálida que causava um leve pavor em seu interior, era uma tonalidade mais pálida do que a do próprio príncipe Gustav. O maior mistério de Berlim sempre foi a real idade de Karla e a mesma nunca revelou a ninguem essa informação.

    -O Projeto Werwolf foi fundado por Heinrich Himmler, atual senescal oriental, em 1944 sob uma missão militar de infiltração e espionagem por todos os territórios inimigos. Heinrich Himmler foi durante todo o terceiro Reich um carniçal de Gustav, mas em momento algum ele foi fiel ao ancião. A verdade é que Himmler é impossível de ser dominado, por motivos sobrenaturais... O Projeto Werwolf era na realidade uma resposta dos mortais a influência sobrenatural de Berlim, todos os líderes da Gestapo tinham conhecimento sobre a existência dos seres noturnos, como cainitas, lobisomens e até mesmo algumas criaturas mais exóticas. Um campo de concentração em Teufelsberg conhecida como "a montanha demoníaca" foi construído, através dos vários experimentos lá os mortais puderam descobrir como enfrentar a influência direta dos poderes de Gustav. Teufeslberg é uma auschwitz para as criaturas sobrenaturais...

    Ela então terminou a breve aula de história, dando mais um passo a frente e voltando a falar.

    -O projeto Werwolf foi financiado por mim e graças a ele eu obtive acesso a todos os mistérios antigos de vários territórios. Localização de matusaléns, tribos lupinas, raças faéricas e muito mais. O senescal era um mortal de sangue faérico, isso faz dele um Kyasid. Agora, porque estou lhe dizendo tudo isso? Porque eu preciso de um feiticeiro para reativar as forças ocultas que possuo. A razão? Enfrentar uma matusalém setita que está na cidade.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por King Jogador em 26/2/2016, 23:03

    E eis que as cartas vão todas para a mesa. Sempre achei estranha a resistência nazista após os russos cruzarem a fronteira. Era como se quisessem perder a guerra. Não houve gestão de contra ataque. E o motivo finalmente fica-se claro e não mais apenas uma suposição. Como sempre soube dês de quando li o sangue de Karla, ela é rainha das sombras dessa cidade. Um sorriso malicioso surge em meu rosto enquanto rapidamente absorvo as informações.

    - Me lembro bem da guerra... Assisti o suicídio do Terceiro Reich... Foram tempos difíceis... Mas aparentemente foi conseguido, graças à vós e Himmler, tirar proveito da desgraça e crescer forças.

    Karla sempre teve uma ave de rapina a acompanhando... Eu devia deixar de ser tolo de tentar compreender minhas visões antes de ter certeza sobre elas. Não era nem Gustav e nem suas proles que trariam humanos para a destruição da corte de Berlim. Era a rainha dos corvos... Cruzo os braços e lentamente desmaeço o semblante sorridente para uma feição mais respeitosa.

    - Minha última visão do futuro viu o queda do castelo. Os tempos estão mudando e este projeto deve estar chegando em sua etapa final. O que então nos leva à essa matusalém setita... Me aparenta ser uma peça de fora do tabuleiro que veio apenas causar desordem.

    Faço uma curta e breve pausa. E regresso à falar com calma, tentando manter a voz polida o máximo possível.

    - Minha ajuda será oferecida à você, Lady Aach, e todo o meu conhecimento e arte do oculto será dedicado para lhe ajudar à equilibrar o tabuleiro novamente e trazer para cidade o futuro que eu previ. Juro pelo meu sangue que agirei com todas as minhas capacidades para lhe ajudar contra tal antiga entidade. Mas receio lhe dizer que eu tenho um preço. Normalmente cobro apenas sangue por meus serviços, só que dessa vez o preço é um pouco mais caro.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por Danto em 29/2/2016, 17:19

    -Um preço?

    Diz Karla que observava você com um olhar analítico e profundo, você poderia até desconfiar que os olhos dela estavam mais atentos a sua alma do que à sua face. Mas um breve desvio na atenção dele aconteceu, os olhos dela se viraram em uma direção onde não havia nada além de parede e a mesma desenhou um sorriso na face, era como ver uma aranha posta no centro de suas longas e bem construídas teias, quando um pequeno e indefeso inseto pisava em um único fio, a predadora sabia exatamente onde encontra-lo. Tirando os olhos da direção e voltando eles à você ela diz.

    -És de uma ousadia magnífica, Seer. Posto diante de um dos seres mais antigos da cidade, capaz de destruir tua existência se sequer levantar os dedos indicadores, mas mesmo assim, dá a esse monstro um preço...

    Karla dá mais um passo na sua direção, parando extremamente perto de ti e encostando a mão direita no seu peito, exatamente acima do seu coração.

    -Justo. Diga-me o teu preço que ele será prontamente pago.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por King Jogador em 29/2/2016, 18:00


    Tão poderosa. Minha senhora não chega aos pés dela. Katherine tem poder para reinar, mas apenas com uma corte a apoiando. Karla consegue a independência que minha mestra jamáis terá. Todavia não é o poder desta antiga entidade que almejo, e sim o que ela pode me oferecer. Não importa os custos. Minha alma foi algemada dês do momento em que nasci, apenas trocando de dono. Não temo em renegá-la em prol de minha ambição. Farei o que me for ordenado para consegui o que almejo. Pois há apenas uma coisa que verdadeiramente almejo nesta vida amaldiçoada. Erik estava errado achando que eu almejava conhecimento. O que eu quero é mais profundo, mais especial, mais único. É a única luz que me manteve ainda são depois de tantas visões conturbadas e pesadelos postergados. A única coisa que manteve minha sanidade foi meu mais profundo desejo, o que eu mais quero neste mundo.

    - Eu almejo a alma de Katarina Schoenherr Kornfeld.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por Danto em 1/3/2016, 06:04

    Quando o nome de Katarina é pronunciado, Karla se vira de costas e caminha vagarosamente até o ponto inicial onde você havia a encontrado pela primeira vez naquele local, que seria de alguma forma o castelo dela, ainda de costas ela levou as mãos a própria cintura em uma postura singular, talvez reflexiva ou apenas exótica demais para que sua interpretação fosse capaz de dar significado. O silencio é rompido por uma só palavra.

    -Amaranto?

    Ela questiona. Em seguida então a mulher se vira, exibindo algo que arrepiou seus olhos, seus pés por medo o forçaram a recuar alguns passos e sua besta se preparava para força-lo a recuar imediatamente, pois a sua frente havia um predador horripilante. A face alva e perfeita que Karla sempre exibiu em todas as ocasiões dava lugar para algo macabro, a maldição dos nosferatu era um horror pútrido, mas a maldição de Karla era doentia. A mulher não possuía olhos, apenas profundezas tão negras dentro de uma circunferência fúnebre, seu corpo era mais alto e esguio, um verdadeiro cadáver animado. Seus dedos eram longos como gravetos, secos e frágeis. Mas com unhas negras e de quase trinta centímetros cada. As presas a mostra eram presas de marfim, tão grandiosas e afiadas como navalhas, o maxilar da mesma era partido e fragmentado. Sua carne era toda à mostra e não havia um pedaço sequer de epiderme. As articulações eram claramente apenas compostas por ossos e nada mais, ela então caminhou na sua direção, o corpo dela rangia por causa dos ossos que se chocavam, era um caminhar irregular, assustador e tenebroso.

    -O vitae pútrido de Gustav corrompe as ruas de Berlim, sua linhagem rasteja como verdadeiros vermes e se erguem como víboras para devorar a inocência dos jovens, eles escravizam, eles impõe e eles falham. Será um enorme prazer dar a ti essa mulher, mas eu o proíbo da pratica do Amaranto! Nosso progenitor nos proibiu de fazê-lo e as leis de Caim serão em minhas terras, as verdadeiras leis. Se este pecado cometer, terás minha fúria a enfrentar... Seer.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por King Jogador em 1/3/2016, 12:13

    Talvez esta visão tenha sido mais perturbadora que o pior dos pesadelos que já tive. Pois vejo à frente a morte final, e a vejo de inúmeras formas conturbadas diferentes. Ela é mais que uma rainha das sombras, ela é uma deusa, a deusa da morte encarnada. Meu primeiro pensamento foi claramente pular para a umbra e desaparecer no desconhecido sempre fugindo. Mas não posso perder a calma, eu sei que expus algo grotesco demais de dentro de mim e a Karla apenas fez a "gentileza" de expor algo grotesco de dentro dela também. Não posso esquecer que iniciei uma negocião com ela. Minha expressão deixa claro a total insegurança que já tive em minha não vida. O esforço de não arregalar os olhos foi terrível, logo terminando em falha. Felizmente reintegro um mínimo de compostura na hora de falar.

    - O vitae pútrido de Gustav corrompeu minha razão. Meu desejo por liberdade e luxúria sucumbiram minha ética pessoal. Mas suas palavras me trouxeram de volta à realidade. Assim sendo aceito com prazer sua contra oferta. Não roubarei a alma de Katarina para mim, apenas à farei desmaecer deste mundo. Então acredito que temos um acordo fechado, Lady Aach. Concorda?

    Com uma certa hesitação ofereço minha única mão para frente. Tento demonstrar respeito para fecharmos o acordo de uma vez por todas.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

    Mensagem por Danto em 1/3/2016, 20:42

    Haviam várias história macabras contadas na corte Oriental sobre Karla, alguns diziam que ela era capaz de assumir qualquer face em apenas um segundo. Outros diziam que todas as faces do palácio de Berlim, eram na realidade, faces de Karla. A verdade é que a anciã tinha um poder que jamais havia sido demonstrado aos olhos de todos, o submundo sempre a guardou como uma verdadeira criatura noturna. Enquanto as camarillas se enfrentavam e construíam suas barreiras, Karla conduzia ambas sob suas teias. O quão poderosa seria a verdadeira influência dessa nosferatu na cidade? A resposta era: Completa. Pois em frente aos seus olhos, em apenas milissegundos, a face de Karla retornava a ser aquela face humana apresentada nas cortes. E sua memória começava a se perguntar: "Como mesmo era a face real dela?". Ofuscação fora utilizada, em níveis divinos.

    -Feito. Você a partir dessa noite terá como refúgio os esgotos da cidade, recomendo que adormeça em segurança em qualquer uma dessas lápides postas atrás das portas de pedra. Vários de meus fieis filhos e filhas estarão entre você, nenhum mal chegará a tua existência enquanto trata-los como iguais. Na próxima noite, irei a corte Ocidental em busca de informações diretas com alguns envolvidos, eu então recomendaria que você fosse de encontro aos Tremeres locais, que são meus aliados contra Gustav.

    [Ultima ação para o final do Ato]

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    Re: Ato IV - Narrativa de Kiril: Dor, sangue e sacrifício.

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