WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Compartilhe
    avatar
    King Narrador

    Mensagens : 637
    Data de inscrição : 19/02/2016

    Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por King Narrador em 26/4/2016, 19:36

    30 de Agosto, 2005, ???

    Bertha ficou para trás. Sua imagem desapareceu junto da boneca. O poder de afeto da mesma com o objeto fora forte o suficiente para fazer aquele se tornar incorpóreo junto com o espírito aliviado com suas palavras. Entretanto as últimas palavras da jovem mulata permaneceram em sua mente. "Diga oi por mim para minha querida Gabi". Teoricamente a mesma que estaria a um passo de se encontrar com a mesma, o que deixava claro que ela sequer soubera da morte final de sua companheira de escravidão e guerra.

    Mas agora o desafio era outro. Franco e o futuro de sua família na cidade ainda lhe aguardava nos anadares de baixo daquela cripta. A construção daquele gigante sepulcro custou duas décadas e muito dinheiro de Izabel. Por sorte a construção terminou antes da guerra contra os Tremeres. Assim tudo aquilo foi possível. cada degrau lhe levava mais para o subsolo da cidade. Mais profundo você ia, mais claro ficava que sua viajem pela umbra também se aprofundava. Era como se você estivesse na fronteira de um novo domínio umbral.

    Então você finalmente chegou na segunda sala. Absolutamente escura. Sua lamparina iluminava muito pouco deixando claro que as trevas ali dentro possuíam consciência própria e lutavam contra sua luz. Entretanto em um piscar de olhos o lugar se iluminou. Se mostrando um ambiente totalmente distinto do que você imaginava que seria. Uma perfeita ilusão, perfeita até demais. Era como se vós tivesse viajado para outro lugar. Para uma sala de aula infantil. E antes de qualquer ação de sua parte, pôde ser ouvida a música.

    Música:


    Cripta:


    Não havia sinal do espírito indígena ali. Só a música sendo canta por um coro de crianças. Inicialmente, não se pôde indentificar nenhuma. Mas lentamente ela apareciam no meio da sala. Uma por uma. Dando a impressão que ela já estivessem lá, e você que não havia as notados. Todas cantavam a música sentadas no chão em uma roda. Quando a canção estava para terminar foi possível contar 9 crianças. Todas com idades entre quatro e dez anos. Então, uma de tranças loiras disse.

    - Sente com a gente e vamos brincar.

    Crianças:


















    Última edição por King Narrador em 27/5/2016, 10:13, editado 2 vez(es)
    avatar
    Danto Jogador

    Mensagens : 421
    Data de inscrição : 05/03/2016
    Localização : Casa do Danto

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por Danto Jogador em 28/4/2016, 01:02

    Off: Teste de Inteligência  + Cultura Umbral
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2959
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 26

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por Danto em 28/4/2016, 01:02

    O membro 'Lucien Devereaux' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 2, 9, 8, 9, 5, 4, 9
    avatar
    Danto Jogador

    Mensagens : 421
    Data de inscrição : 05/03/2016
    Localização : Casa do Danto

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por Danto Jogador em 29/4/2016, 04:29

    O susto é inevitável, afinal, da escuridão profunda se forma uma imagem pouco convencional e nada presente em minha rotina existencial, o trato com crianças nunca foi uma parte dos meus conhecimentos ou convívio. Entretanto a sensação de adentrar um lugar e depois outro é forte, o que me faz refletir profundamente sobre os arredores, ignorando inicialmente o chamado das crianças.

    "A umbra é uma trindade; O primeiro elo dessa tríade existencial é a Alta Umbra, o reino astral das ideias. O segundo é a Média Umbra, o elemental reino da vida e enfim, a Baixa Umbra, o reino dos mortos. É um fato que meus rituais e feitiçarias podem apenas afetar a Baixa Umbra e que não há nenhum cainita nessa terra capaz de influenciar os dois primeiros elos da Umbra, afinal, eles são separados para os mais iluminados seres e luz, não é a especialidade dos filhos de Caim. Dessa forma, essa sala em que me encontro não é uma criação de Izabel, assim como não é uma criação do Espectro que por ela foi aqui aprisionado. Estou caminhando por uma falha ou simplesmente por uma expressão do subjetivo do Espectro em questão, afinal, preciso sempre me lembrar de que a força motriz de todo reino umbral é a subjetividade daqueles que por ele nele se encontram. Os meus poderes me permitem enfraquecer o véu do Vidare Mortem e adentra-lo, assim cá estou e nem eu, muito menos o espectro, somos capazes de nos transportar para outro reino umbral a não ser que o transporte seja do Vidare Mortem para o mesmo... O que implica em duas possibilidades, primeira: O Espectro está realizando uma ilusão e está nesse exato momento apenas aguardando a melhor possibilidade para me fragilizar. Segunda: Essa é a impressão subjetiva do Espectro do que seria o mundo dos mortos para ele, um aglomerado de seres de pele branca que se divertem e nascem em seu solo sagrado que por eles foi usurpado. O fato é, estou em outro lugar mas ainda estou na Vidare Mortem, pois se nela eu não estiver, jamais serei capaz de retornar."

    Meus olhos então finalmente se focam nas crianças a minha frente e um simpático sorriso é formado pelos meus lábios, caminho em direção a elas e pego uma cadeira pra me sentar a frente de todas aquelas almas infantis. A inocência sempre me foi similar a ignorância e nunca um motivo de criação de elos empáticos, não há porque se solidarizar com algo que não sabe sequer quem é ou quem não é. Diante do instinto criativo, selvagem e inexperiente, sempre me coube apenas um trato distante.

    -Minha brincadeira favorita quando eu era do tamanho de vocês era adivinhar, então que tal brincarmos de adivinhar?

    Comento com um pequeno plano de como provocar o Espectro sem precisar dizer nenhuma única palavra em direção ao mesmo e inverter a posição desse pequeno teste que me foi imposto, ao invés de ser a cobaia, serei o que conduzirá o experimento. Do saco de reagentes específicos, eu tiro a pena de ave. Mostrando-a para as crianças eu digo.

    -Que animal possuí uma pena igual a essa? Podem responder qualquer nome que acharem que for certo.
    avatar
    King Narrador

    Mensagens : 637
    Data de inscrição : 19/02/2016

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por King Narrador em 1/5/2016, 00:12

    As crianças sentadas no chão se mostraram alegres ao ver que um desafio se iniciava. Assim o primeiro garoto da esquerda para a direita decidiu fazer seu primeiro palpite. O mesmo usava uma roupa de lã com o branco misturado ao verde. E sem hesitar a criança disse.

    - Pavão!

    Um segundo depois uma gota se sangue pôde ser vista escorrendo de leve pelo nariz do mesmo. O jovem se mostrou assustado, quase em desespero e com uma voz muito mais fraca disse tremulamente.

    - É um colhereiro!!

    A criança logo depois de falar a resposta correta se sentiu bastante melhor conseguindo voltar a sorrir e esconder o olhar de pânico que fizera instantes antes. Entretanto, uma das meninas falou rápido demais para lhe permitir uma reação. Era a que usava um chapéu. A mesma falou sorrindo e com um ar desafiador.

    - Acertamos sua pergunta moço! Agora é nossa vez. Tente adivinhar como cada um de nós foi assassinado. Têm direito a fazer três perguntas para cada um. Hihihi...
    avatar
    Danto Jogador

    Mensagens : 421
    Data de inscrição : 05/03/2016
    Localização : Casa do Danto

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por Danto Jogador em 6/5/2016, 04:06

    "Minha suspeitas se revelam verdadeiras, o espectro observa observa da escuridão inicial, os acontecimentos nessa sala. Provavelmente esse é o playground do mesmo, alimentando-se do medo de seres inocentes... Eu deveria simplesmente confronta-lo diretamente, mas sinceramente, estou em desvantagem. Esse é o ambiente dele não o meu. O desafio será descobri a causa de suas mortes, pequenas crianças, desculpem-me mas eu não irei expor vocês a maiores humilhações... Minha moral e minha ética me impedem de interroga-las sobre tais informações e lembranças horríveis, mas, meus olhos são capazes de ver muito mais. A grande lição que irei aprender ao final de tudo é complexa, mas certamente envolverá a minha capacidade de ver... Ver o físico, o imaterial, o sentimental e o mágico. Ver o além, ver a mortalha e as pequenas faíscas de luz que o horizonte distante guarda."

    -Permitam-me pensar nas perguntas, lhes dou a minha palavra que serão perguntas interessantes...

    Arrumando-me na cadeira onde estava sentado eu coloco a pena sobre meu próprio colo e olho diretamente para as crianças, com calma, observando cada uma delas sem nenhuma pressa. Eu não iria tortura-las com perguntas desnecessárias, um estudante da morte tem o dever de ser capaz de ver, tocar, sentir e manipular as forças do ceifador. A Linha Niilística da Necromancia seria a melhor forma de obter as informações para esse jogo de perguntas. Seria uma realização ligeiramente demorada de minhas artes necromânticas, mas quem se importa com o tempo? A minha missão é clara e minhas promessa deve ser cumprida a qualquer custo.

    [Off: Utilização do nível 1 de Linha Vitrea,  Olhos dos Mortos. Teste de Percepção + Ocultismo, dificuldade 6]


    Última edição por Lucien Devereaux em 6/5/2016, 04:09, editado 1 vez(es)
    avatar
    Dados

    Mensagens : 208
    Data de inscrição : 03/05/2016

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por Dados em 6/5/2016, 04:06

    O membro 'Lucien Devereaux' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 8, 6, 5, 9, 1, 3, 9, 3

    --------------------------------

    #2 'D10' : 5, 5, 3, 8, 9, 7, 9, 6

    --------------------------------

    #3 'D10' : 2, 6, 6, 7, 2, 9, 9, 4

    --------------------------------

    #4 'D10' : 2, 2, 10, 6, 8, 10, 3, 7

    --------------------------------

    #5 'D10' : 1, 6, 3, 9, 9, 6, 9, 7

    --------------------------------

    #6 'D10' : 9, 6, 8, 4, 2, 1, 6, 3

    --------------------------------

    #7 'D10' : 6, 4, 7, 2, 3, 2, 3, 2

    --------------------------------

    #8 'D10' : 3, 9, 6, 2, 5, 1, 9, 10

    --------------------------------

    #9 'D10' : 10, 4, 7, 3, 9, 1, 10, 5
    avatar
    King Narrador

    Mensagens : 637
    Data de inscrição : 19/02/2016

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por King Narrador em 9/5/2016, 11:59


    OFF - As visões estão reciprocamente de acordo com as imagens acima.

    As visões vinham uma atrás da outra. Duravam questão de minutos cada uma. E elas não lhe poupavam das visões mais sórdidas que vós já vira em sua total existência. Todas eram em uma noite de lua cheia.

    "A garota parecia não saber o que fazia naquela noite de lua cheia. Andava quase que como uma boneca, e com os olhos enegrecidos. Abria os armários de limpeza e bebia, em um gole só, os produtos de limpeza encontrado dentro desses. A mesma se segurava para não vomitar enquanto esvaziava as garrafas de querosene, detergente e outros. Então ela finalmente parou e ficou estática por alguns longos minutos. Até que finalmente começou a vomitar sangue, um vômito colorido. Defecava também e seus olhos ficavam vermelho. Ela se trepidava toda enquanto desabava esticada no chão. Então a imagem se esmaecia."

    "Era incrível como uma freira conseguia segurar uma marreta daquele tamanho. Mas o mais assustador eram seus olhos negros, como se estivessem possuídos. Ela levantava aquela ferramenta de pedreiro o mais alto que podia. E descia na cabeça da jovem sem pestanejar. Mirou precisamente no chapéu. Os olhos e os dentes da garota podiam ser vistos pulando para fora do corpo e se espalhando pela sala junto com um jato de sangue. O cérebro ficava misturado com os restos do chapéu de palha enquanto a imagem se distorcia a apagava."

    "Estava de noite no meio da floresta. Havia soldados mortos de ambos os lados. Espanhóis e índios. Só que do lado espanhol morto tinha mulheres e crianças também. Havia apenas um índio vivo e uma dúzia de colonizadores sobreviventes. Os mesmos amarraram o indígena pela perna em um cavalo e partiram o arrastando para o leste. Gritavam em espanhol que aquela emboscada indígena era ultrajante e mataram todos os colonos que não seguravam uma arma e por isso iriam punir o indígena. Entretanto o mesmo não entendia o que os conquistadores falavam. Apenas amaldiçoava aqueles de pele branca por toda a eternidade."

    "A jovem parecia não saber o que estava fazendo. Foi andando quase que metodicamente até um armário e com uma força incrível quebrou o cadeado. Tirando dali de dentro um galão de gasolina. Ao qual usou para molhar seu lindo cabelo castanho encaracolado, que realçava com seus olhos enegrecidos. E então, ascendendo um isqueiro, deixou o mesmo ascender em chamas. Chamas essas que tomaram a cabeça da jovem por completo. Os gritos eram fortes a altos. Dava para sentir todo o corpo estourar em espasmos e trepidar enquanto o fogo derretia a cabeça por completo. E a imagem se esmaeceu. "

    "Como uma pequena marionete a criança de olhos negros ia até o depósito pegar uma escada. A força dela era incomparável com sua fisionomia. Mas conseguiu carregar todo aquele ferro pelo corredor até o lado de fora da creche. A ação foi rápida demais para chamar a atenção das poucas pessoas que estavam longe do outro lado da rua naquela noite de lua cheia. O menino coloca a escada no poste e sobe quase que correndo para morder o cabo de energia. Seu corpo todo brilhou em azul para branco e então entrou em combustão automática. Restando em segundos apenas cinzas e fumaça. A imagem desaparecia de imediato"

    "Com uma navalha a criança ia se cutucando. Enfiando o metal pela carne de cada parte do seu corpo. Devagar, como se não tivesse pressa. Realizou mais de vinte cortes em cada perna e braço. Mais de trinta em seu tórax. E então lentamente começou a cortar seu próprio rosto. Primeiro cortando as orelhas e depois o próprio nariz. Quando começou a fazer cortes no pescoço toda a sala já era uma enorme poça de sangue e o menino foi fechando seus olhos negros e lentamente desmaiando. Até a imagem começar a se apagar junta."

    "Acorrentada com suas mãos em cada extremidade do quarto de vassoura, a garota esperneava enquanto o zelador se aproximava. Com os olhos negros e com uma feição totalmente diferente do que sempre fora. Ele segurava uma serra elétrica. Ao qual não se poupou de apresentações para cortar o braço direito da jovem. Deixando ela apenas parcialmente pendurada. E então enfiou a serra, ainda ligada, por entre as pernas e foi subindo pelo tórax, enquanto a imagem se destoava e apagava."

    "O garoto com seus olhos negros estava na cozinha. Esquentava a colher no fogão até a mesma ficar com uma cor em brasas. Uma leve fumaça subia de sua mão. Afinal segurava o instrumento de aço sem proteções e era claro que estava queimando. Mas o jovem pareceu não se incomodar. E então enfiou a colher em seu olho esquerdo, para rapidamente retirá-lo com força. Não exitou em fazer rapidamente isso com o segundo. Para finalmente enfiar a colher, ainda brilhante por dentro da orbe vazia esquerda até o talo e então cair para trás com a imagem se apagando."

    "Aquele padre parecia estar possuído. Os olhos dele estavam totalmente negros. E o olhar simpático do mesmo não havia. Apenas uma expressão de puro ódio profundo. Ele estava sem a parte de baixo de sua vestimento e difamava o órgão excretor da jovem que já não tinha voz para gritar ou lágrimas para chorar. Montado na mesma como um cavaleiro em seu cavalo. Puxava com cada mão uma das tranças loiras da menina com força. Fazendo a mesma ficar com a coluna curvada como um "U". E então, no êxtase, o mesmo larga uma de suas mãos, pega um cutelo e corta o pescoço da jovem. Com tanta força que a cabeça sai totalmente. Mas permanece pendurada no ar pela outra mão que ainda segurava a outra trança. O homem continua se satisfazendo sexualmente enquanto a imagem se destoa para o escuro."

    Teste de Consciência, dif 6
    Teste de Auto-Controle, dif 6/9
    avatar
    Danto Jogador

    Mensagens : 421
    Data de inscrição : 05/03/2016
    Localização : Casa do Danto

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por Danto Jogador em 12/5/2016, 22:54

    Teste de Consciência
    Teste de Autocontrole
    avatar
    Dados

    Mensagens : 208
    Data de inscrição : 03/05/2016

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por Dados em 12/5/2016, 22:54

    O membro 'Lucien Devereaux' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 2, 7, 7, 6

    --------------------------------

    #2 'D10' : 9, 3, 6, 6
    avatar
    Danto Jogador

    Mensagens : 421
    Data de inscrição : 05/03/2016
    Localização : Casa do Danto

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por Danto Jogador em 12/5/2016, 23:25


    No exato momento em que as imagens terminam, me coloco de pé. Atirando a pena de pássaro no chão e pisando na mesma, as presas expostas e a paciência no fim. A educação e o diálogo eram duas forças importantes na minha rotina comum, mesmo diante dos maiores problemas ou das maiores afrontas a tudo que poderia ser considerado racional. Ter a frente de seus olhos, demonstrações tão puras das trevas era ultrajante...

    "Impossível acreditar em qualquer tipo de Deus diante de tamanha obscuridade, não há nenhuma esperança, nenhum caminho. Não há nada para essa abominação a minha frente. E abominação devem ser tradadas como trevas. Faça-se a luz, disse o falso criador do mundo. Faça-se justiça, digo eu, o falso herdeiro de Ashur. Meus irmãos de sangue reagiriam de forma diferente, domariam esse espectro e lançaria toda sua crueldade, insanidade e horror sobre os inimigos... Eu não sou um deles... E isso me faz perguntar: Despertar Franco é realmente uma ideia lógica? Promessas foram feitas, mas despertar um filho verdadeiro do vitae de Ashur será a melhor opção para a família que Isabel abandonou? Sim ela nos abandonou e deixou essas abominações para trás! Tudo isso para proteger um monstro diabolista incontrolável? Promessas foram feitas, promessas serão cumpridas. Mas eu não irei abaixar a minha cabeça para nenhum ser das trevas. Jamais."

    A fúria da besta de Caim ruge dentro do meu corpo, reverberando em m'alma. Minha consciência se esforça para me manter são, segurar as rédeas do ódio é um desafio que todos os humanos passam todos os dias. Humildade, tristeza, loucura, ódio, desilusão, arrependimento, amor... A reflexão necessária para uma ação firme e feroz, abraçando meu profundo ódio, abrindo as portas para a loucura das forças entrópicas. Não oferecerei nenhuma chance para esse tenebroso espírito se redimir, pela potência do meu vitae e pela minha força de vontade. Irei aprisiona-lo no cristal entrópico que carregava comigo, rompendo de uma vez por todas toda a cena repugnante que estava em minha frente.

    Utilização do Ritual de nível 4: Cristais Entrópicos. Teste de Manipulação + Ocultismo, dificuldade 7. Gasto de um ponto de FdV para garantir 1 sucesso.
    avatar
    Dados

    Mensagens : 208
    Data de inscrição : 03/05/2016

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por Dados em 12/5/2016, 23:25

    O membro 'Lucien Devereaux' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 1, 10, 1, 9, 2, 6, 2, 5, 8
    avatar
    King Narrador

    Mensagens : 637
    Data de inscrição : 19/02/2016

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por King Narrador em 17/5/2016, 13:39


    Sua mão trepidava como se estivesse invocando um furacão de extremo poder. As luzes daquela sala se apagaram e a imagem começou a desbotar. Detalhes da cripta começaram à ficar visíveis pelo interior do ambiente consumido pela sua energia. O vento frio e forte corria na direção da palma de sua mão direita, vindo diretamente do menino ao qual a visão da morte revelará ser o índio. E sem levar muito tempo, a imagem verdadeira do mesmo apareceu no recinto. Seus olhos não estavam em fúria e sim em pânico. Pois seu corpo parecia estar sendo puxado. Tragado pelo vento frio. Um frio mais intenso que o que Bertha gerará na sala anterior.

    A imagem de Wapti se distorcia enquanto era tragada para sua mão. O mesmo tentava resistir a todo custo. Mas a força da ventania superou todas as outras resistências. E assim, em meio a um turbilhão, o mesmo se dispersou e foi tragado como um todo. De tal forma, se chocando em sua mão e sendo absorvido pelo seu corpo. Dava para sentir aquele corpo podre e corrupto correndo dentro de seu vitae. E o mesmo queimando forte e dilacerando qualquer energia do espírito. Como um grande caldeirão do inferno que o espírito encontrara. O julgamento final do mesmo ocorrendo dentro de seu corpo. Seu sangue era o juiz. Assim, era possível sentir aquela energia correndo da ponta de sua mão direita, por todo o seu braço, chegando em seu coração, então passando para seu braço esquerdo e finalmente chegando na palma de sua mão esquerda. Nesta palma estava o cristal entrópico, ao qual absorvia toda aquela energia.

    O cristal havia dentro de si uma marca negra. Entretanto, com aquela sucção, todo ele parecia escurecer por completo. Mas o mesmo se mostrava forte demais. Puxando para dentro toda a energia corrupta em seu corpo, sem saber diferencia entre a corrupção de Wapti e a sua própria. Era como uma sucção do vácuo. A força era tão forte que seu nariz escorreu um pouco de sangue. Mas a sensação de alívio era gigante na medida que o cristal se fechava na cor das trevas e terminava sua ação avassaladora. Era como se o próprio ódio que a criatura gerou em sua alma também tivesse sido puxada para dentro daquele cristal. Sua besta estava atordoada e absurdamente calma. Era um sentimento de vertigem que vinha na sua mente na medida que a prisão eterna do espectro se formava.

    Agora a sala estava escura e apenas os oito fantasmas juvenis eram vistos. Todos de pé olhavam para você sorrindo na medida que desapareciam lentamente pelo ar. Mais filhos do Styx, mais almas livres. Mais uma sala purificada. Era a terceira sala que você limpara naquele calabouço do Franco. Deixando em sua mente uma coisa clara. Essa era a chave daquele labirinto. Não era a força de combater aparições que permitia o avanço naquele lugar, mas a força de purificar o caminho. A única verdadeira chave para chegar até Franco era a purificação. E era por isso que Izabel havia lhe escolhido para a tarefa. E era por isso que nenhum Baali havia conseguido chegar até o fim. O caminho para o terceiro espírito estava finalmente aberto.

    Seu corpo andava quase que automaticamente pela sala agora vazia e se direcionava para a escada. Não havia nenhum mistério nos degraus que iam para onde se encontrava o Guardião das Estrelas. Mais uma vez deveria se deparar com um espírito infanto. Só que dessa vez era um predador, quase que irracional, movido pela fúria. Entretanto o andar era leve agora. Não havia impedimentos em seu caminho. E assim você finalmente pisou no chão inundado da última sala. A água chegava em sua canela e cobria toda a superfície da sala. A mesma tinha proporções maiores, colossais, do que você lembrava que a mesma realmente era. E no final desta, estava o espírito do garoto, na forma que aparentava ser um crocodilo. Assim, o mesmo se aproximou.

    THEODOR:

    OFF - 1 de Dano Agravado
    avatar
    Danto Jogador

    Mensagens : 421
    Data de inscrição : 05/03/2016
    Localização : Casa do Danto

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por Danto Jogador em 18/5/2016, 04:12

    "Ainda sinto a dor dessa purificação, mas esta dor me faz compreender. Finalmente entendo porque erguestes esta fortaleza Senhora, no fim das noites ela sempre deveria ser um desafio a ser enfrentado por mim. Desta, sairei pronto. Independente do que enfrentarei, estarei pronto. Nesta eu irei enfrentar meus maiores temores, meu passado, meu futuro, a morte e os maiores horrores que essa pode esconder"

    Reflito enquanto observava minha mão esquerda no caminho que eu fazia pela escuridão em direção a sala inundada. Meus pés então tocam a água e levanto minha face para observar a enorme criatura que se aproximava. Guardando o cristal dentro do bolso e destilando todas as reflexões sobre a sala que passara.

    "Uma enorme criatura selvagem, Theodor tem um ódio é infinito e uma fé inabalável. Outrora uma criança católica, terminou por se tornar uma cria da fome, a sua enorme boca representa de maneira explicita o profundo desejo incontrolável de devorar. É ligeiramente curioso como eu sou capaz de traçar paralelos tão próximos entre nós Theodor, pois eu também sou um monstro eternamente faminto e minha fé também é inabalável... Ou assim prefiro acreditar"

    Olhando para a enorme criatura, faço uma reverencia em saudação a ela. Não demonstrava medo algum, os horrores já haviam sido esfregados à força contra os meus olhos. Aqui eu enfrentaria a força e a selvageria.

    -Boa noite Theodor, sou Lucien Devereaux, prole de Izabel. Tenho um presente a lhe oferecer em troca da minha passagem, reconheço que és mais forte e por tal fato venho a ti oferecer um Bilboquê.
    avatar
    King Narrador

    Mensagens : 637
    Data de inscrição : 19/02/2016

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por King Narrador em 23/5/2016, 10:48

    A criatura era maior que o termo gigante pudesse ser aplicado. O tamanho colossal de tal monstro faria qualquer mortal e imortal tremer de medo. Entretanto você conhecera aquele espírito no começo de sua auto-flagelação e viu Izabel protegendo o mesmo de sua própria fura naquele lugar. Aquele espectro não era influente na umbra como o Wapti, logo estava preso naquele lugar. E sua fúria era esculpida nas paredes arrebentadas de sua câmara.

    Entretanto tudo mudou quando o demônio viu aquele brinquedo esculpido de madeira crua. A criatura abriu a boba em 180º graus e se deformou no chão. Com toda aquela carne escura apodrecendo em questão de instantes. Até do meio daquela emanação espiritual toda, fazer a aparição de um jovem de cabelos loiros curtos e os olhos lacrimejantes. O mesmo se aproximava correndo com as mãos estendidas. Ele queria muito o brinquedo. Era a salvação dele. Ele sempre poderia ter sido salvo, mas só agora o trabalho dele servindo os Giovannis havia finalmente expirado.

    A ilusão da água e da sala gigante desaparecia, já com a saída se revelando no final da parede do fundo. Antes mesmo do fantasma tocar no brinquedo que tanto queria. Afinal a grande importância não era o bilboquê e sim a lembrança que este o trazia. Theodor estava agora a apenas um passo de distância. Enquanto a visão da última escadaria estava totalmente nítida. E da mesma aparentava sair uma névoa negra. Parecia ser um miasma.

    Ultima Ação Para o Final do Ato
    avatar
    Danto Jogador

    Mensagens : 421
    Data de inscrição : 05/03/2016
    Localização : Casa do Danto

    Re: Lucien T. Devereaux - Ato IV - Children's of Pain

    Mensagem por Danto Jogador em 25/5/2016, 17:33

    "Até a mais voraz de todas as bestas reage diante a luz"

    Com o pequeno e simples brinquedo de madeira, me aproximo de Theodor e sem dizer nenhuma única palavra, estendo aquele fragmento de memória para o pequenino ser que outrora teve sua inocência devorada. Era terrível relembrar o que eu havia visto na sala anterior, era terrível imaginar que as trevas não possuem nenhuma forma de moral, ética ou honra, ela é apenas a corrupção sem distinções. Todos são iguais diante as trevas, essa é a mais insuportável das verdades.
    Assim que a criança pega o brinquedo, sorrio e demonstro uma satisfação enorme em minha face. Afinal, era finalmente uma resposta positiva, haverá sempre um caminho de volta, não importa o quão distante esteja, sempre haverá um caminho de volta.

    "Eu sinceramente precisava dessa pequena demonstração de esperança, sei que irei caminhar a partir de agora pelas mais profundas manifestações das forças tenebrosas que a umbra pode armazenar. Sei que precisarei ultrapassar todos meus limites para cumprir a promessa. Espero que eu seja capaz de me perdoar pelos erros que serei forçado a cometer, nesse momento, a frase mais apropriada seria: Que Deus tenha piedade de mim. Mas sinceramente, não há Deus algum muito menos qualquer piedade a minha espera..."

    Enfim, caminho em direção a última sala, sem receio, mas profundamente atento aquela névoa negra. Em direção ao miasma, em direção ao abismo...

      Data/hora atual: 22/10/2017, 20:52