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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Lucien T. Devereaux - Ato III - The Winter Girl

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    King Narrador

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    Lucien T. Devereaux - Ato III - The Winter Girl

    Mensagem por King Narrador em 13/4/2016, 20:20

    30 de Agosto, 2005, ???




    Os degraus de granito enegrecido fizeram seu caminho adentrando a cripta. Cada passo dado para baixo e a temperatura caía de forma drástica. O frio nunca foi algo que lhe preocupou depois da morte. Entretanto seu corpo ainda era feito de tecidos orgânicos, e a temperatura tão baixa nos últimos passos fez parecer que sua movimentação estava mais lenta. Deveria estar a mais de cem garus abaixo de zero, isso se fosse possível colocar um termômetro dentro do mundo dos mortos. O ar perecia estar congelado. Toda a umidade do mesmo havia se tornado cristais de gelo, neve.

    O último degrau terminou lhe dando um piso de neve para pisar. Seu pé se afundou um pouco naquele mar branco. Era um inverno gélido e cruel que você adentrava. As árvores mortas no meio de uma geada apenas demonstravam que nada vivo poderia sobreviver ali. Assim com passadas muito lentas, você se adiantou para longe da escada. Cada vez mais adentrando aquela tempestade de gelo. A visão quase desaparecia por entre o branco eterno e cruel. Sua visão quase ardia por tão forte era a intensidade daquela mortífera cor.

    Então um vulto foi visto por detrás das árvores. Logo outro vulto para outra árvore. Parecia um vestido branco, não que fosse branco, afinal a neve deixara tudo nesta cor alcalina e opaca. Mas era claro que uma mulher de vestido estava lhe observando por detrás das árvores. Era difícil demais ver a mesma com clareza por de trás de tamanha tempestade. Instantes depois a voz fina e arranhada da jovem foi pronunciada. O sotaque caribenho era forte, uma grande miscelânea de inglês com francês e línguas de cunho africano.

    - O filho da maga... O que um europeu prepotente como você veio fazer em meus domínios? Não é bem vindo aqui. Eu não lhe quero aqui.


    Última edição por King Narrador em 25/4/2016, 20:45, editado 1 vez(es)
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    Danto Jogador

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    Re: Lucien T. Devereaux - Ato III - The Winter Girl

    Mensagem por Danto Jogador em 13/4/2016, 21:50

    "Trancafiar o espírito de uma moça caribenha em uma floresta glacial, um tormento que deixaria qualquer criatura em um péssimo humor"

    Pensei no exato momento em que meu primeiro pé era soterrado pela neve e o caminhar para dentro do ambiente invernal não foi nada fácil, esforçando-me para sobrepujar as camadas profundas de neve que cobriam o chão. E inconscientemente respirando forte devido ao enorme esforço físico, esse respirar acabou por me incomodar muito mais do que sensação de ser observado ou seguido pela mulher de vestido e voz fina, afinal, eu esperava a presença de alguém no local, mas não esperava ver meu corpo reagindo de forma tão natural. Entretanto, seria uma reflexão para outrora, minha atenção deveria ser focada na jovem a minha frente, forçando o vitae de Izabel que corria em minhas veias e amplificando minha capacidade visual. Eu desejava olhar diretamente para aquela com quem eu manteria um diálogo no mesmo idioma que a mesma utilizava para se comunicar.

    -Boa tarde, meu nome é Lucien e sinto em lhe dizer que não sou necessariamente filho de maga, herdeiro talvez seja a melhor palavra para resumir o meu parentesco com a mesma. Minha mãe foi uma camponesa violentada por meu pai durante as guerras por terras na distante Europa, sou apenas um bastardo que jamais aceitou a monarquia que rogava sua soberba sobre os pequenos como eu. De qualquer forma, acredito que você seja Bertha, meu único objetivo é atingir o final das salas e chegar até o ancião que está aprisionado. Você me permite a passagem por seus domínios?
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    King Narrador

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    Re: Lucien T. Devereaux - Ato III - The Winter Girl

    Mensagem por King Narrador em 18/4/2016, 18:41

    Bertha:


    A mesma se revelou por entre as árvores quando o seu nome foi finalmente proclamado. era apenas um esqueleto feminino vestindo trapos à sua frente. Mas a forma como a mesma balançava o crânio deixava claro que esta estava estava fervendo de ódio.

    - Sei bem o demônio que se tornou e por isso requisito você não usar mais meu nome. Não importa se vós servia ou não à um rei, foram os franceses e os ingleses que destruíram a vida de todos que eu amava. E foram os "democráticos" americanos que terminaram com minha vida. Mas acredito que você não conhece bem minha história... Ou já teria citado o nome de sua querida Gabrielle, minha velha amiga... Gostaria de saber um pouco da verdade?


    Última edição por King Narrador em 23/4/2016, 17:34, editado 1 vez(es)
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    Danto Jogador

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    Re: Lucien T. Devereaux - Ato III - The Winter Girl

    Mensagem por Danto Jogador em 19/4/2016, 21:38

    "É uma debochada sinfonia, cada pequeno pedaço dentro dessa cripta tem uma conexão com minha existência, seja ela passada, presente ou futura. A umbra é mesmo e sempre será uma representação subjetiva da mente que por ela navega."

    Reflito brevemente antes de responder a pergunta do espírito que estava colocado a minha frente naquele instante, um leve sorriso aparecia em meus lábios ao ser chamado de demônio e ouvir tantos escárnios gratuitos que nem sequer eram referentes a mim ou ao meu próprio senso de pátria que a longos anos já havia sido perdido. Poucos sabiam, mas minhas mãos outrora se encharcaram de sangue na Batalha de Nova Orleans da mesma forma que assim ficaram durante a Revolução em Paris.

    -É curioso como você me conhece tão bem sem nós nunca termos nos conhecido de uma maneira apropriada não é mesmo?! Você sabe precisamente que Gabrielle é uma querida para mim, compartilhamos dores e alegrias. Diga-me, qual é a verdade que anseia em me contar?! Ouvirei com atenção o que chamas de verdade.
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    Re: Lucien T. Devereaux - Ato III - The Winter Girl

    Mensagem por King Narrador em 20/4/2016, 14:30

    De alguma forma era possível achar que o esqueleto lhe deu um sorriso, talvez tivesse sido algum reflexo da alma do mesmo ou o fato deste aparentar sempre estar sorridente. Assim, com uma voz misteriosa ela apontava para o meio da nevasca com seus dedos de ossos quase fragmentados.

    - Não precisa ouvir... Lhe mostrarei... Acho que "elas" já estão chegando...

    Quando seus olhos se dirigem para o meio da nevasca, fica nítido que uma cena estava para acontecer. Afinal vultos eram possíveis de serem distinguidos por entre as árvores. No começo foi difícil notar o que era, mas logo ficou claro. Eram mulheres e crianças correndo. Quase todas de etnia negra, os poucos que não eram, advinham de mulatos ou mestiços. Estavam correndo desesperados na direção de vocês dois.

    Bertha sentou em um tronco de árvore encoberto de neve para observar a cena. Ela parecia calma vendo aquele desespero sendo testemunhado na frente de vocês. Aquelas mulheres e crianças estavam com um olhar de pânico. Muitas vezes olhando para trás enquanto corriam por entre as árvores. Muitas vezes tropeçando em raízes no chão. A tempestade de gelo não perdoava aqueles fugitivos. O vento forte era como um desafio da naturesa contra aquelas pobres almas.

    A cena antão evoluiu quando você pôde ouvir uma voz de comando. "Fogo!". Veio diretamente de suas costas, instintivamente olhando para trás, pôde ser visto. Deveria haver uns quinze soldados da milícia americana. Todos de uniformes brancos, sua mente logo foi clara e relacionou os mesmos aos percursores da Ku Klux Klan. Os tiros vieram em seguida. Uma longa serie de saraivadas de chumbo contra aquele grupo indefeso foi iniciada.

    O pânico total tomou conta da cena naquele momento. Nem a calma Bertha conseguiu esconder mais, a mesma cobria seu rosto com suas mãos esqueléticas, como se tivesse um calafrio sempre que uma rajada de tiro ocorria. As balas passavam por vocês dois e adentravam dentro dos fugitivos. Deveriam ser uns trinta. Mas nenhum conseguiu escapar daquela chacina. E neste momento que você viu Gabrielle. A mesma com um rosto tão humano, perdida no pânico. Ao lado da mesma estava outra jovem, uma negra, não tão bela quanto ela, mas tão desesperada quanto.

    As balas acertaram as duas como acertaram todos os outros. Em questão de dois minutos não havia mais nenhuma mulher ou criança de pé. E assim os americanos adentraram a geada desaparecendo no meio do branco comemorando. O som do vento permaneceu sozinho por alguns instantes. Até um gemido ser ouvido da jovem que estava com Gabrielle. A mesma se arrastava até o corpo da jovem e a virou para cima. Estava chorando em prantos tentando acordá-la.

    Quando estava quase perdendo a esperanças a jovem desacordada deu um sinal de vida. Tossindo. A amiga apenas conseguiu comemorar por alguns instantes antes de desmaiar no colo de Gabrielle. A qual tentava abrir os olhos, mas não conseguia sentir forças direito para tal. Havia marca de tiro no seu tórax e em seu ombro, a deusa da morte iria apenas se atrasar um pouco mais.

    - A história teria terminado aqui, com um triste final... Mas não terminou, olhe para o leste...

    Olhando naquela direção era possível ver um vulto se aproximando rápido. Alguém estava correndo para dentro da cena. Era uma pessoa bem vestida, mas bem vestida para um evento formal e não para aquela neve. Não aparentava ser alguém que temesse o frio. Assim a mulher se aproximou da clareira com seu cabelo loiro quase que branco. Estava claro quem era, era Izabel.
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    Re: Lucien T. Devereaux - Ato III - The Winter Girl

    Mensagem por Danto Jogador em 21/4/2016, 03:42


    -Como pode um ser vivo acreditar em um Deus benevolente diante de tais tragédias?! Humanos matando humanos por diferenças de credo, cor, pensar. Ódio e intolerância por um diferente... Desprezíveis seres humanos que não são capazes de serem o que a própria raça deles define. Muitos cainitas são monstros, muitos espíritos são espectros, mas todos são primeiramente, desprezíveis humanos...

    Minha raiva era simples e direta, meus olhos se enchiam de lagrimas mas nenhuma delas seria derrubada. Não por isso, seria imperdoável derramar um lágrima diante dessa escória que atenderia pelo nome de KKK. A América, o novo mundo, simbolizava tanto para aqueles que para ela fugiram, uma falsa oportunidade, uma falsa liberdade e uma falsa sociedade ignorante e selvagem. Como eu detesto o conceito de nação, bandeiras, brasões e hinos. Pequenos pedaços de hipocrisia...
    Olhando intensamente para todos os detalhes da cena, era trágico ver a morte de um povo que tanto me encantou, um povo que assim como eu apenas sonhava com a liberdade das algemas impostas.

    "Deus, se existires saiba que és um completo incompetente, és o mais cruel ser que já foi criado que já ousou criar algo"

    Eu estava claramente mais empático a todas as sensações, isso me surpreendia mas ao mesmo tempo me fazia compartilhar profundamente do terror de Bertha, de Gabrielle e de todos os desconhecidos cujos nomes me eram desconhecidos. Eu irei honra-los. Reunindo forças eu levo meus olhos marejados até Bertha, com ainda maior esforço eu a respondo.

    -Ela nunca me contou sobre a noite de seu abraço, assim como eu nunca contei sobre a minha. Eramos como irmãos no começo, assim fomos apresentados por Izabel... Mas meu coração a amou muito e profundamente. Obrigado, obrigado por mostrar pra mim a verdade sobre a origem de Gabrielle. Permita-me retribuir de alguma forma... por favor.

    Nesse instante eu me abaixo e do saco que carregava comigo, retiro o objeto que seria querido por aquele espírito, a boneca de pano. Caminhando até ela e colocando a boneca a sua frente. E para enfim, dizer com uma voz profundamente triste, permitindo que todos os sentimentos que fluíam por mim naquele instante, se expressassem sem nenhuma censura.

    -Eu odeio a América... Me encontro apenas na posição de dizer a você, que entendo o teu sofrimento, diante meus olhos tantos já se foram, por razões pífias, eu irei me reencontrar com todos eles e oferecer a eles um caminho da paz. Pois é essa a minha razão de existir...
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    Re: Lucien T. Devereaux - Ato III - The Winter Girl

    Mensagem por Danto Jogador em 21/4/2016, 03:55

    [Teste de Carisma + Empatia, com especialização. 8 dados]
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    Re: Lucien T. Devereaux - Ato III - The Winter Girl

    Mensagem por Danto em 21/4/2016, 03:55

    O membro 'Lucien Devereaux' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 2, 7, 4, 8, 10, 8, 3, 10
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    Re: Lucien T. Devereaux - Ato III - The Winter Girl

    Mensagem por King Narrador em 21/4/2016, 20:14


    Não havia mais esqueleto na sua frente quando sua frase terminou. Havia apenas uma mulata de cabelos enrolados. Exatamente igual aquela que estava desmaiada no corpo de Gabrielle logo à alguns metros de vocês, com inclusive as mesmas roupas. Cada tom de sua foz parecia entrar em ressonância com o espírito. O mesmo parecia trepidar chorando. Só que suas lágrimas não existiam, apenas a expressão de alguém que segurou o choro por séculos para finalmente gritar.

    Assim ficou Bertha por alguns instantes. Enquanto isso a cena prosseguia. Izabel se aproximava de Gabrielle e começava à alimentá-la. Uma expressão de alívio aparecia no rosto da anciã e esta acariciava o cabelo da mestiça de forma quase maternal. Em seguir o espectro voltou a falar. Sua voz agora era fraca, fraca como a brisa que aquela tempestade gélida havia se tornado. Eram palavras fracas, quase presas numa gagueira.

    - Porque?... Porque ela só salvou minha Gabrielle? Eu estava viva ainda... Mas só Gabrielle foi salva... Só porque ela era mais bela e iria agradar vocês? Porque eu fui deixada para trás na neve? Porque? Porque só quando meu espírito se tornou um borrão de tortura a maga voltou para me encarcerar? Porque permitiu isso? Porque? Eu estava viva ainda!
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    Re: Lucien T. Devereaux - Ato III - The Winter Girl

    Mensagem por Danto Jogador em 23/4/2016, 18:42

    "Porque?"

    Me pergunto ao ouvir as perguntas de Bertha, esse era um tópico que nunca havia sido abertamente discutido com Izabel, eu mesmo me recordo de ter me feito perguntas similares durante vários anos, afinal, porque eu fui escolhido por ela? Sempre tive a dolorosa sensação de que eu fui escolhido ao caso e ainda mais triste, por pena. E minhas suspeitas agora se mostravam reais, minha capacidade de sentir e compreender o outro estão amplificadas, algo mudou na profundidade de minha alma. Eu então me aproximo de Bertha ainda com a boneca em mãos, mas com a intenção de conforta-la e não de apenas tentar barganhar com aquele fragilizado espectro, meus pensamentos eram sinceros e não sórdidos como os tradicionais necromantes possuíam, afinal, o espírito é apenas mais uma forma de vida e deve ser tratada com enorme respeito.

    -Eu não posso criar afirmações sobre informações que não possuo, posso apenas compartilhar contigo o que eu acredito que seja a resposta para a suas dúvidas... Não é uma questão de beleza ou qualquer superficialidade carnal, Gabrielle foi escolhida pela mesma razão que Duncan e eu fomos. Eramos antes de falecer, humanos despertos. Em outras palavras, havia mágica em nosso sangue, em nossa mente e nossa alma. Eu faço magia dês dos meus vinte e poucos anos, essa é a marca que me foi dada por ser um dos herdeiros do conhecimento máximo...

    Nesse instante eu abro o terno e alguns botões superiores da camisa, para mostrar a tatuagem mística que havia sido feita em minha carne ainda mortal, era a primeira vez que eu mostrava a minha tatuagem daquela forma, meus sobrinhos e mais irmãos mais jovens nem sequer suspeitam que eu possua o símbolo de uma facção tão misteriosa e antiga em mim.

    -Mas infelizmente eu falhei, encontrei a minha morte nessa cidade. Não fui capaz de retornar para minha noiva, muito menos para aqueles que esperavam por mim, meus irmãos e mentores de cabala... Fui salvo em meu leito de morte apenas por ser um desperto e apenas isso... E não há nenhuma honra ou alegria em reconhecer esse fato.

    Digo fechando novamente a camisa e arrumando o terno, em outras noites eu jamais iria me expor daquela maneira para olhos desconhecidos, entretanto, a dor que ela possuía era familiar a minha e não havia porque tratar um semelhante como um desconhecido.

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    Re: Lucien T. Devereaux - Ato III - The Winter Girl

    Mensagem por King Narrador em 23/4/2016, 23:10

    Bertha não chorava mais enquanto você falava. Apenas lhe observava com seu olhar transparente com um tom sereno. A ilusão ao seu redor ia lentamente desaparecendo. Esmaecendo lentamente no escuro que deixava no lugar. Revelando a cripta negra ao qual vocês estavam. Foi uma transformação gradiente, mas não se tardou à apagar todas as gotas de branco de sua visão. Mas o frio ainda continuava, não como antes, mas prosseguia.

    Sua marca no peitoral gerou uma pequena reação no rosto da alma. Algo próximo de curiosidade. Em seguida o silêncio consumiu a mesma, era claro que esta estava raciocinando profundamente. Verdades diretas sobre a maior pergunta que aterroriza um ser vivo costumam serem difíceis de serem absorvidas. Esta deu um passo para próximo de ti, sem demonstrar nenhuma hostilidade. Finalmente a mesma olhou para sua mão e viu a boneca de pano antes de falar, agora em um tom muito calmo.

    - Não possuo mágoas sobre ti... Não atrapalharei mais seu caminho... Pode seguir e terminar com esse carcere ao qual me contém... Só então serei livre para caçar aqueles que realmente merecem...

    A mesma abaixava a cabeça apontando para o corredor que mais uma vez descia em outra série de escadas.

    Ultima Ação Antes do Final do Ato


    Última edição por King Narrador em 25/4/2016, 20:42, editado 1 vez(es)
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    Re: Lucien T. Devereaux - Ato III - The Winter Girl

    Mensagem por Danto Jogador em 24/4/2016, 21:31

    Sigo meu caminho, com passos lentos em direção a saída do local e com o objetivo de alcançar as próximas escadas. Mas assim que passo por Bertha, faço uma pausa breve, olho para a mesma de forma séria mas não com o intuito de intimidar, pelo contrário, inspirar era o que eu mais desejava fazer com as últimas palavras.

    -Não há razões para abaixar a cabeça, peço apenas que espere pelo fim do seu carcere de cabeça erguida. Você será finalmente livre e sob a luz da liberdade talvez nos reencontremos. Agora, com sua licença...

    Ao terminar de falar, olho diretamente para Bertha, estendendo a mão onde segurava a boneca de pano e aguardando que ela a pegasse. Sem desviar os olhos dela por nenhum único segundo.

    -Peço para que fique com o que é seu por direito.

    Apenas quando ela pega a boneca eu me distancio e a deixo então minhas palavras finais. Me encaminho em direção ao próximo desafio. Wapti, um espírito nativo, enquanto me encaminhava para as escadas, removo o terno e o colo dentro do saco, assim como levanto as mangas e me preparo para um desafio pouco convencional.

      Data/hora atual: 18/10/2017, 21:51