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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

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    Danto
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    Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Danto em 3/7/2016, 23:29

    14 de março de 2002, Berlim.
    Sexta Noite


    Seu primeiro sábado em Berlim começava, normalmente uma noite como qualquer outra. Se não fosse pelas circunstâncias que o circundavam nesse instante, logo você se lembrava que um eminente ataque contra a Camarilla estava sendo arquitetado, seus olhos se abrem e você vê o teto do quarto de visitas da pequena e humilde residência da anciã Brujah que o recepcionou, a Senhora do Barão local, Isabelle Correlli.
    As janelas estavam lacradas por concreto e madeira pela parte de dentro o que assegurava um dia tranquilo de sono, a decoração era simplória e sem nada muito interessante para se dar ao trabalho de atrair a sua atenção, então, ao se colocar de pé e sair do quarto, você rapidamente vê a imagem da pequena Brujah caminhando pelo primeiro andar. Ela parecia impaciente e até mesmo nervosa com alguma coisa, vestindo as roupas modernas que parecia tanto gostas, ela levava a mão aos cabelos, bagunçando-os e jogando para os lados. Parava, cruzava os braços, batia os pés, retomava o caminhar e resmungava algumas coisas.
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    Jess

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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Jess em 4/7/2016, 11:43

    O despertar veio da mesma forma que sempre vinha, sem sensações e silencioso como um predador, ainda deitado e de olhos fechados Simon se relembrou da noite passada e de seus curiosos acontecimentos.

    " Berlim... O quê escondes em suas noites?"

    Levantando-se o cainita não perdeu muito de seu tempo em observar o quarto simplista em que estava hospedado, a imagem de Isabelle e Kotlar ainda estavam frescas na mente do austríaco.

    Por cuidado o cainita tocou no antigo cantil de ferro depositado cuidadosamente de baixo do travesseiro da cama, sentindo o toque frio do metal Simon balançou a cabeça antes de se levantar por completo, sem impedir seus movimentos mecânicos o cainita ainda esticou os lençóis da cama para só então se retirar do pequeno e simples quarto.

    A imagem de Correlli e sua impaciência deixou Simon curioso, seus movimentos e gestos indicavam claramente que alguma coisa estava acontecendo, ou prestes a acontecer. Descendo as escadas o cainita não fez questão de fazer silencio, muito embora imaginasse que isso não seria interpretado como má educação, indo de encontro da Brujah, este bateu de leve na parede na tentativa de alerta-la sobre sua presença.

    - Bom começo de noite Lady Correlli! Posso ver que não estas muito satisfeita com algo...
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    Danto
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Danto em 6/7/2016, 02:45

    A anciã Brujah para de se movimentar e levanta a cabeça para olhar diretamente para você, as longas madeixas negras dala caem para trás do ombro e a mesma se esforça para esboçar um sorriso que tinha muito mais dentes do que qualquer tipo de felicidade real. Ela estava profundamente irritada com alguma coisa...

    -Boa noite jovem Simon, estás com fome? Dormistes bem em terras tão distantes de vossa casa?

    Após as perguntas ela caminha em direção a poltrona que parecia ser seu móvel favorito em toda aquela humilde residência e então após as suas repostas ela iniciou uma conversa inesperada.

    -Não há sorte nem desgraça; o que há é prudência e imprudência! E Kotlar está sendo imprudente! Crianças sempre pegam grandes pedaços quentes e queimam a língua!

    Ela então leva as mãos ao rosto cobrindo o mesmo e resmunga mais uma vez, agora com uma voz mais abafada que dificultava a compreensão, mas não impedia totalmente a voz nervosa da anciã de sair pelos dedos que lhe ocultavam a face.

    -A minha mais jovem prole irá sim atacar a Camarilla em meio ao conclave! Temos Justicares na cidade, anciões enviados pelo circulo interno e além disso, Gustav acordou e está irritadíssimo. Os aliados dele estão na cidade e eu acredito que os Brujah Russos chegarão com toda a força do vitae de Predimir Kimpanov. Ilse estará disposta à tudo e será terrível ter que me jogar no campo de batalha para resgatar uma criança imprudente!


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    Jess

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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Jess em 6/7/2016, 10:52

    O movimento brusco juntamente com o sorriso forçado de Correlli, alertou o austríaco de que algo não estava sobre o contento da pequena Brujah, mesmo assim a educação da mesma dava mostras de superar sua irritação.

    - Bom começo de noite Lady Correlli... Acredito que minhas reservas ainda estão em um bom estado, e sim tive um bom descanso...

    Acompanhando os movimentos desta Simon procurou um local onde pudesse se sentar, a nova ondas de palavras e gestos fizeram com que a feição do cainita modificasse para algo mais sério e questionador.

    " Posso ver que as escolhas de Kotlar não a agradaram em nada... Mas ele deve ter pesado os riscos... Ou é um tolo por não faze-lo... Porém o responsável pela força armada dos anarquistas deve estar em ínterim com isso, ou pelo menos de acordo... Se não seria alguém a recorrer..."

    Observando a postura da cainita Simon coçou de leve o queijo arcando-se antes de cruzar as mãos, seus olhos por nenhum momento sairão de cima da figura de Correlli, havia curiosidade em observar as mudanças ocorridas na anciã.

    - Acredito que posso entender seus motivos... Não pertences a essa época e já tivestes longas experiencias no campo de batalha cainita... Parece correto querer se afastar disso, mas sua criança não vê assim... Embora muitos dos nomes que me tenhas dito sejam desconhecidos, consigo ao menos visualizar a extensão do que eles significam... Não sei o que sua criança pretende, nem como pretende faze-lo, mas sozinho não irá longe...
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Danto em 8/7/2016, 16:16

    A pequena Brujah escuta as suas palavras em um silêncio incomodo, afinal, a mesma não para quieta nem por um único segundo. Era estranho ver uma antiga tão preocupada com sua própria prole, algo que você jamais pensou em ver em toda a sua existência já que a sua referência não era nada positiva em relação aos mais antigos.

    -Você tem razão Simon... E esse é o problema maior, ele não está sozinho. Existe uma anciã entre os Anarquistas locais e ela está determinada a se vingar de alguma coisa que eu nem me dei ao trabalho de descobrir o que é. Sinceramente, eu não deveria ter abraçado mais ninguém. Mas como poderia ser diferente? Nenhuma das minhas proles estava por perto quando eu acordei e eu ainda nem sequer sei algo sobre o paradeiro delas! Não me recordo de ter sido uma Senhora tão péssima...

    Ela abaixa a cabeça por alguns instantes, mas rapidamente se coloca de pé com uma chama inesperada e realmente assustadora nos olhos. "A vontade inabalável dos antigos Brujah", essa frase era muito comum nos antigos pergaminhos de seu Senhor, mas era algo que você ainda não tinha visto até esse presente momento. Ela então olha para você e diz.

    -Vamos?
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Jess em 9/7/2016, 01:21

    Enquanto se pronunciava Simon observava cuidadosamente a figura de Isabelle, a pequena anciã estava inquieta e claramente preocupada com o que poderia acontecer. Diferente de tudo que conhecia o austríaco se se via em uma situação delicada, onde até mesmo sua besta ficava inquieta mas atenta.

    " Ela realmente difere em muito de Wotan... Sua preocupação parece genuína e tem seus motivos, além do mais sua mais nova prole vai fazer algo arriscado... Muito arriscado..."

    Ainda sentado o cainita viu a resolução tomar o cenho da é Isabelle, Simon teria sorrido se o soubesse, a conclusão  de que os antigos pergaminhos de Wotan estavam certos sobre a natureza dos Brujah era interessante mesmo que o cainita não gostasse de concordar com isso.

    Se Levantando Simon deu um passo na direção da mulher, enfiando as mãos nos bolsos este avaliou suas opções com cuidado.

    - Certamente não aceitei seu convite ou o de Kotlar para ficar apenas sentado... Se me permite Lady Correlli, não a vejo como uma Senhora descuidada, tens carinho por Kotlar isso é certo. Porque caso contrário não estarias tão preocupada com sua segurança... Acredito que o abraçaste porque era do agrado de ambos, ele a respeita e demonstrou isso na noite anterior... Mas é um idealista cansado das palavras e quer ver onde a força o levará... Não posso dizer que gosto disso, mas só estou em Berlim a uma noite... Em todo o caso ouvi falar da Anciã, me disseram que era ela que cuidava da força dos anarquistas... Se ela quer vingança acredito que tenha planejado muito bem, por que se não sofrerá as consequências como todos os outros...

    Encerrando sua fala com uma pequena mensura Simon encarou Isabelle com seriedade.

    - Se me permite Lady Correlli eu a acompanharei está noite... Se houver algo que eu possa fazer para ajuda-la tentarei fazê-lo...
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Danto em 13/7/2016, 16:54

    Correlli caminhava em direção à saída da casa quando você começava a falar, parando próxima a porta e levando a mão até o cabideiro de madeira velha que servia para guardar casacos e jaquetas, pegando uma das jaquetas de couro que estava ali penduradas e outra jaqueta mais leve de um tecido de algodão. Vestindo primeiro a jaqueta mais leve que possuía um gorro, ela seguia ouvindo você,para depois colocar a jaqueta de couro, ajeitando em seguida os cabelos para dentro do gorro ela calmamente diz.

    -Eu posso dizer que gostei muito dessas suas palavras, Simon, espero que você entenda o que eu tenho que fazer nesse momento. Não posso permitir que anciões controlem as ações dos mais novos, esse ataque é um desejo da Anciã Toreador e não dos verdadeiros jovens. Acredito que seja a hora de intervir com firmeza...

    Ela enfim saí da casa e espera por você para fechar a porta assim que você saísse, logo depois ela caminha com passos rápidos em direção a uma motocicleta antiga parada próxima a calçada, subindo na mesma e ligando-a enquanto esperava você se sentar atrás dela.

    E assim que isso acontece, a antiga Brujah acelera imediatamente a moto. Ela não era uma excelente motorista, mas para uma anciã era bem surpreendente que ela fosse capaz de guiar os veículos modernos sem grandes dificuldades. Em poucos minutos vocês estavam chegando em frente ao Barão Vermelho. Correlli estaciona a moto e desce em um movimento bem rápido.

    -Está preparado para uma pequena demonstração de força meu caro? Se não tiver, recomendo que fique do lado de fora.
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Jess em 14/7/2016, 12:02

    Acompanhando os movimentos de Correlli com os olhos, Simon dilatou a narina quando ouviu o elogio desta, aquilo era algo realmente novo para o cainita acostumado unicamente a palavras duras e secas.

    Estudando a ideia de vestir um segundo casaco por de baixo da pesada jaqueta Simon apenas concordou de leve com um aceno as palavras da Brujah.

    " Ela o faz para se desfaçar melhor, ou pelo simples gosto de faze-lo?! Sei que não estamos mais em tempos em que mortais podem fazer levantes... Mas porque faze-lo?"

    Vendo a cainita subir na moto Simon dispensou seus pensamentos para longe, não era hora de questionar costumes alheios, não quando algo grandioso estava para acontecer. Usando as barras laterias da moto para se manter firme, os olhos do cainita estudavam o modo de conduzir de Isabelle, talvez a mesma não fosse a melhor mas era um bom começo para aprender.

    Ouvindo as palavras da mesma logo a frente do Barão Vermelho, o cainita colocou as mãos no bolso do sobretudo que usava, sem o cantil de terra ao seu lado a sensação de estar desprotegido se fazia presente, andando até a porta Simon encostou nesta.

    - Não se preocupe Lady Correlli, posso entender suas razões... E pretendo apenas observar não intervir...

    Abrindo a porta para que a Brujah passasse Simon demonstrava ter certeza do que queria.
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Danto em 18/7/2016, 20:57

    A porta se abre e a música rapidamente vaza pela porta e chega aos seus ouvidos, o local estava iluminado por uma luz avermelhada e mesmo com o sinal de "fechado" a porta estava aberta. A mobília comum do pub estava modificada, haviam armas no lugar de garrafas, bastões e estacas no lugar de copos e várias malas e caixotes no lugar de mesas e cadeiras. Os membros ali presentes estavam se preparando para uma guerra violenta e sangrenta. Todos paravam o que estavam fazendo pra olhar diretamente para vocês dois, o Barão prontamente se coloca a frente de todos os presentes e indaga imediatamente a presença de sua Senhora no local.

    -Correlli? Você não havia dito que permaneceria longe?! Já adianto que não há como para esse ataque, ele irá acontecer porque é uma decisão do Barão dessa cidade, respeite-a.

    A pequena Brujah estava entrando quando o Barão começava a falar, ela então olha diretamente para a própria prole e responde de maneira áspera.

    -Você é apenas um neófito sob a influência de uma anciã rancorosa, não é com você o meu assunto nessa noite, é com essa tal Flore. Você pode ser o Barão de Berlim mas é ela que conduz todas as ações em prol de uma vendetta!

    O Barão revida imediatamente.

    -Basta! Eu não sou comandado por ninguém muito menos influenciado! Não ouse minimizar a minha liderança nessa cidade!

    Correlli olha para Kotlar e responde.

    -Dê poder à um simples mortal e o veja se tornar um mostro. Dê poder à um simples mortal e o veja se tornar um rei. Dê poder à um simples mortal e o veja se tornar um Deus. Eu não ficarei a olhar as cabeças rolar, essa loucura para aqui e agora!

    Flore dá um passo a frente, ficando ao lado do Barão e em um tom de desafio diz.

    -Não seja tola querida, apenas retorne aos seus afazeres e para de tentar impor uma teoria tão bizarra sobre nós. Não estamos na Camarilla, joguetes, intrigas e falácias não movem nada!

    Você vê um sorriso nascer na face da pequena Brujah, ela então de um único passo a frente e assumiu uma postura que você conhecia muito bem. Uma terrível torrente de memórias inundou sua mente naquele instante, péssimas memórias de cenas de tortura, de abusos, de violência e atos abomináveis protagonizados pelo seu Senhor. Era a fúria de um ancião. A besta de Correlli nascia dentro daquele pequeno corpo e se expandia ao ponto de assustar a todos os presentes. O medo estava estampado na cara de todos os jovens, naquele instante você entendia que a besta de Wotan não era nada se comparada a besta de Correlli. Olhar para ela naquele instante era saber porque os Brujah foram considerados como "Alto Clã" durante vários milênios da história cainita, aquela força era simplesmente inalcançável.

    -Você quer me ensinar o que é a Camarilla? Você? QUEM VOCÊ IMAGINA QUE EU SOU? BASTA! Eu já fiquei ausente tempo de mais, está na hora de mostrar a vocês o que é o verdadeiro Movimento Anarquista!

    Correlli aponta o dedo na direção de Flore e as sombras avermelhadas que preenchiam o local se esticavam para formar tentáculos enormes, tortuosos e semelhantes a patas de aranhas. Essas formas de trevas agarram a mulher loira pelos pés. Ela imediatamente grita, os demais anarquistas presentes no local correm na direção de Correlli que estava ao seu lado. Mas a rapidez, uma das disciplinas do clã Brujah, permite que a pequena anciã guerreira atravesse o pub inteiro e chegue abaixo de Flore que agora flutuava a quase um metro de altura do chão. Segurando a cabeça da Toreadora pelos cabelos Correlli não pensa duas vezes. E outra disciplina do clã Brujah se faz presente, a Potência.
    Em um único puxão, ela arranca a cabeça da mulher com uma porção da própria coluna vertebral dela. O som é de um estalo forte, o ar ao arredor do corpo de Flore é expelido e se choca contra a parede, era como assistir a uma pequena explosão. A força feita é tão grande que as botas de Correlli afundam no assoalho do pub. O sangue de Flore jorra para todas as direções. E a sua frente você vê todos os neófitos caindo de joelhos assustados, mas também vê pela primeira vez uma líder, uma força admirável, uma expressão da máxima vontade de um ser. A pequena anciã Brujah tinha um espírito enorme.

    -Eu sou o novo Barão de Berlim. meu nome é Isabella Correlli, senhora de Kotlar! E entre os Anarquistas o respeito vem pela força, pela certeza e pela justiça!


    Anarquistas Presentes:

    Flore:


    Aleksandra:


    Lilian:


    Gregory:


    Anthony:


    Dieter Kotlar:

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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Jess em 19/7/2016, 12:49

    Dando espaço para que a pequena Brujah passasse a frente, Simon demonstrou surpresa ao ver como as coisas haviam mudado da noite anterior, o arsenal que se revelava juntamente com a presença dos auto denominados anarquistas coisas com as quais o cainita não poderia prever.

    " Os cainitas deste seculo são afoitos... Suas decisões logo se transformam em ações... Porque eles não podem ponderar sobre isso mais um pouco?!"

    Os pensamentos de Simon silenciaram quando o confronto de vontades começaram, a intricada conversa entre Correlli sua prole e aquela que deveria ser Flore, fez com que Simon observasse a sua volta, porem nenhum detalhe foi absorvido.

    - De poder... E o verdadeiro caráter se mostrará...

    Murmurou baixo o cainita antes que os ânimos realmente se inflamassem, foi a besta de Simon que reclamou primeiro, ultrajada com o simples fato de sempre ser sobrepujada fisicamente por Wotan, a besta recuou quando Correlli demonstrou a sua.

    Incapaz de se controlar Simon deu um passo a traz quando os corajosos avançavam de encontro a Brujah, desviando o olhar o corpo do austríaco se recolheu, ele mais do que nunca já havia sentido sobre a pele a fúria de um antigo das eras, e enfrentar novamente não era uma escolha que Simon faria de bom grado.

    Por escolha ou infelicidade Simon levantou os olhos para ver os poderes de um verdadeiro Brujah, nenhum estudo poderia se comparar aquilo, a força e a presença daquela cainita superavam a de Wotan mas isso não deixava o Tzismice feliz.

    O cheiro de sangue se fez presente no Pub, do mesmo modo que os mais novos se ajoelhavam impelidos pela força de Correlli, a figura pequena e ao mesmo tempo grandiosa da cainita intrigava Simon, este porem permaneceu em silencio, havia uma revolta quase que instintiva de sua besta, o silencio dentro do cainita apenas ecoava em seus movimentos.

    Andando até o corpo de Flore, Simon o colocou deitado no chão sem olhar para a cabeça da Toreadora o cainita colocou as mãos desta sobre o peito na posição clássica do sono eterno, com a ponta dos dedos sobre o lugar do coração de Flore um sinal da cruz Simon teria rezado se a duvida por fim não o fizesse se pronunciar.

    - Você fala de justiça e força... Pude ver sua força... Uma força direcionada a proteger sua prole e aqueles que estão em volta dele... Mas então eu lhe pergunto... Por qual motivo o martelo da justiça sentencial esta alma a morte?
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 01:16

    Confusos os anarquistas começavam a se levantar, claramente atordoados. Lilian anda até uma das caixas e se senta sobre a mesma, já os dois Brujah tatuados se ajudam e vão até o balcão. Aleksandra vai até Kotlar verificar se estava tudo bem com o mesmo, o próprio Kotlar se colocava de pé e olhava na direção de Correlli, estupefato.
    Correlli escuta as suas palavras e de pouco em pouco, diminui a presença da própria besta, assumindo novamente o controle de suas ações e demonstrando um domínio acima da média da própria fúria. Apenas quando estava mais calma a mulher finalmente responde.

    -A Justiça será exposta através de uma simples pergunta. Observe. Kotlar, meu filho, o que você estava fazendo aqui?

    O Barão leva a mão a cabeça, confuso e responde com uma imprecisão que você conhecia, era o horror de não ter memórias das próprias ações, a compulsória influência dos poderes de dominação e presença.

    -Eu...eu não sei...Eu me lembro de...ter...recepcionado uma Toreador, o que diabos aconteceu aqui?! Não espere, ela me convenceu a destruir, era o certo a se fazer não era?! O que diabos aconteceu comigo?!

    Correlli então olhou para você e comentou.

    -Eu sempre tive suspeitas, mas após ver minha própria prole me desafiar dessa maneira, não me restaram dúvidas sobre o que estava realmente acontecendo. Permita-me explicar, Flore estava controlando o Barão através de poderes sanguíneos, ela desejava uma retalhação contra o clã Toreador de Berlim.

    Lilian então comenta do fundo do pub em uma voz fragilizada.

    -Caralho... você não vai matar agente não né Correlli? Por favor, diga que não...

    Correlli olha par Lilian e abre um pequeno sorriso antes de responder.

    -Não. Eu não farei nada contra vocês, essa foi minha ultima intervenção. Acredito que retornarei ao meu exílio e provavelmente dormirei por mais alguns anos. Vocês estão livres, finalmente livres e não desperdicem isso com mais falsos reforços.

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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Jess em 20/7/2016, 12:40

    Ainda ajoelhado ao lado do corpo Simon deixou que as coisas se seguissem, encontrar nos olhos de Kotlar o mesmo desespero e medo de seus atos fez com que o cainita desviasse o olhar, era um sinal de respeito pelo Barão.

    " Correlli... Até onde sua experiencia e força vão?! Outro cainita teria avançado contra minha pessoa depois de um questionamento como este... Somos monstros não?! Então porque a meus olhos ela não o é... Por quê?!"

    Afastando as duvidas de sua mente o cainita fez uma breve e silenciosa oração, o ato feito como um velho costume não tardou a terminar, levantando-se o cainita se aproximou de Lillian encostando-se na mesa mais próxima, cruzando os braços Simon ponderou alguns instantes sobre os acontecimentos, seus olhos negros cruzaram o Pub sem pressa ou prioridade.

    - Vocês dois deveriam conversar... Isso vai ajuda-los a sanar este problema e fazer com que Kotlar se recupere... Por experiencia própria isso seria o melhor antes de sua partida Lady Correlli...

    Comentava o cainita enquanto observava os demais a sua volta, sua besta parecia satisfeita com algo que o próprio não entendia, relaxando um pouco o corpo Simon avaliava seus pensamentos e os acontecimentos decorrentes da sua chegada até ali.

    " Talvez seja um bom momento para partir... Minha estadia aqui não parece ter ajudado em nada e de certa forma aprendi mais do que poderia faze-lo sozinho... Correlli ira voltar a dormir e não seria adequado permanecer aqui e continuar a usar seu refúgio..."
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Danto em 22/7/2016, 02:08

    Correlli olhou para você e concordando com o que você havia dito, ela faz um sinal para que Kotlar a acompanhasse até a sala privada onde você mesmo havia entrado na noite anterior. Em silêncio os dois caminharam sem pressa até a sala e fecharam a porta, naquele mesmo instante enquanto o medo ainda ecoava pelo interior do Barão Vermelho, Lilian olha para você e comenta em um tom de voz realmente alto.

    -QUASE MORREREMOS NESSA MERDA!

    Ela falava tão alto que quase soava como um grito, de olhos esbugalhados a Malkaviana abria um sorriso caótico na face e ao invés de causar o impacto que tanto queria, ela acaba por arrancar pequenos sorrisos dos sobreviventes da força de Correlli. Aleksandra então caminha até o corpo estirado no chão e comenta com todos vocês.

    -Bom, eu realmente não quero ter o trabalho de me livrar desse corpo. Então irei destruir o coração dela e aspirar a porcaria toda, sabe, eu realmente não gostava dela mas acredito que toda essa violência tenha sido um pouco de mais. Entretanto, ela estava nos usado exatamente como a Camarilla ou o Sabá fariam... Isso é deprimente... Eu realmente acreditei nessa cruzada.

    Anthony o normalmente mudo Brujah responde.

    -Acreditamos em um sonho, isso significa que ainda somos capazes de compreender que o nosso mundo precisa de mudanças. Fomos ludibriados por um antigo e presenciamos a força de outro, isso significa que o Anarquismo é ainda mais necessário para Berlim e para todo mundo. Não sabemos o que ocorrerá no Conclave dessa noite, mas devemos saber que ficaremos de pé, independente da situações que ocorram. Simon, eu entendo que para você tudo isso tenha sido inesperado, mas eu não pude deixar de notar que chegastes ao lado de Correlli, você também seria um antigo?
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Jess em 22/7/2016, 12:29

    Em silencio Simon observou a caminhada sem pressa de Correlli e Kotlar, possivelmente a conversa entre prole e senhora demoraria mas era um tempo que ambos precisavam para reparar os danos.

    " Ela acordou solitária... Acredito que tenha receio de que isso aconteça novamente..."

    A mente ainda distante de Simon teve dificuldades de entender os movimentos de Lillian, o semblante sério do cainita apenas arqueou as sobrancelhas, voltando seus olhos para os sorrisos este se remexeu inquieto embora ainda encostado na mesa.

    Os movimentos de Aleksandra fizeram com que o cainita desviasse o olhar, as palavras da mesma prenderam a atenção deste, o simples mencionar do que a cainita faria deixou Simon curioso, o tratamento dispensado ao corpo de Flore lhe parecia vazio, muito embora não fosse diferente do que o mesmo fizera inúmeras vezes com as vitimas de sua sede.

    " Eles vão apagar a existência dela... Porque eu deveria me importar... Não é diferente do que eu já fiz ou até mesmo ela... Somos monstros não... Porque então deveríamos ter um tratamento diferenciado na morte... Talvez seja por isso que ela é igual para todos..."

    O questionamento levantado por Aleksandra e a resposta dada por Anthony fizeram com que o cainita avaliasse melhor a ambos, por de baixo de suas figuras de certa forma brutas havia pensadores com grande potencial e vontade.

    " Talvez eles não tenham a presença ou a postura de Correlli... Mas representam bem os antigos Brujahs..."

    Levou algum tempo para que Simon respondesse Anthony.

    - Muitas das coisas que estou presenciando são completamente novas... De certa forma é uma experiencia bem ilustrativa e fora dos padrões de que estou acostumado... Não sou tão velho quanto Correlli o é, acredito que aos olhos dela sou uma criança... Tenho um pouco mais de dois seculos e meio de existência, parte deste tempo fui um servo de sangue de meu criador... Embora meu criador tenha idade comparada a de Correlli, ele também é tudo aquilo que um antigo o é...

    Sem desviar os olhos do Brujah enquanto respondia a postura de Simon não se modicou em nada, ereto e calmo o austríaco esperava pela resposta de Anthony, este já havia revelado sua idade na noite anterior para Lillian e não se importava em faze-lo novamente. Mesmo assim o cainita sentiu a besta avaliar a figura de Anthony, ela ao contrario do austríaco se importava.
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Danto em 23/7/2016, 14:48

    Lilian olha intensamente para você após a sua resposta e comenta de maneira breve.

    -Temos então praticamente a mesma idade o que faz de nós os antigos aqui. Curioso não é?

    Gregory que normalmente era o mais desbocado e espalhafatoso dos Brujah Anarquistas de Berlim estava ainda em completo silêncio, surpreso com o que havia acontecido o jovem ainda não era capaz de superar o horror que havia presenciado, mergulhado profundamente em suas próprias reflexões, ele caminha até o bar, abrindo uma garrafa e servindo para si mesmo uma dose enorme de vodka. Sem beber, ele apenas observa o líquido no copo. Anthony por outro lado, continuava a demonstrar uma capacidade surpreendente de lidar com a situação.

    -Simon. Eu servi durante trezentos anos como carniçal de meu Senhor, posso ser um jovem cainita de uma geração pouco potente, mas compreendo profundamente o termo servo de sangue. É um dos mais trágicos e repulsivos termos do glossário cainita, mas espero que você tenha a certeza que em Berlim, tens a liberdade que desejar. E espero que entendas que nessa terra, colheras o que plantar. Berlim é uma bela cidade, por muito tempo fora uma cidade de dois Führer. Mas algo mudou na essência dessa terra, algo que ecoara por várias gerações futuras e talvez para toda Europa rapidamente... Não sou inocente em falar de justiça, mas sou imprudente o suficiente para falar em revolução. Não necessariamente anarquista, não necessariamente Sabá. Mas sim uma revolução social. Talvez a primeira de toda a raça Cainita.

    Todos estavam parados para ouvir as palavras do Brujah punk de cabeça costurada, roupas esfarrapadas e postura agressiva. Era um contraste surreal. Aleksandra então prontamente se abaixa junto ao corpo de Flore e diz.

    -No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.

    A jovem de corpo tatuado então faz um sinal da cruz junto a próprio corpo, tocando os ombros, testa e tórax. Em seguida ela coloca a mão esquerda sobre o peito de Flore, tocando-lhe com as pontas do dedo, permitindo que as garras saíssem e perfurassem superficialmente a carne da Toreador, para então desenhar um círculo perfeito em seu colo. Em seguida, do centro da circunferência ela inicia um desenho que passa por entre os seios e termina no umbigo da cainita morta. Para então, com os dedos molhados com o sangue da finada Toreador, ela realizar um símbolo no ar, era algo judaico extremante antigo, o sinal feito em respeito ao Rei Josiah. Imediatamente seus estudos sobre Nod e a cultura cainita lhe diziam que aquela jovem estava prestes a realizar um ritual Josiano no corpo de Flore. Como era possível ela ter conhecimento sobre as práticas de um dos grupos mais antigos e secretos da sociedade Cainita? Dos maiores nodistas e estudiosos da Gehenna. Era estranho, mas era real. Ao término do pequeno ritual, a jovem Brujah enfia a mão dentro do corpo de Flore, na intenção de alcançar seu coração e em instantes, o corpo se transformava em cinzas.
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Jess em 23/7/2016, 17:54

    Os olhos de Simon se voltaram para a figura da filha da lua, suas palavras sobre a equivalência de idades deixou o cainita de certa forma surpreso e curioso, a conversa anterior que tivera com Lillian ainda não lhe sairá da mente e parecia que a mesma tinha habilidade o suficiente para surpreende-lo com facilidade.

    “ Não faria sentido uma criança não acompanhar os passos de seu senhor... Principalmente quando este é velho... Isso não deveria me surpreender, ela mencionou sua senhora sem amores ou demonstração de consideração... Apesar de tê-la considerado mais velha do que os outros não soube dizer sua verdadeira idade...”

    O rosto vazio do cainita se voltou para a figura de Anthony enquanto este se pronunciava, apesar dos olhos negro de Simon estudarem as ações de Gregory, os gestos humanos e desconhecidos pelo Tzismice, atos que quase tiraram a atenção deste.

    “ Será que ele é o mais novo entre eles?! Deve saber que seu corpo rejeitará a bebida.... Nada mais do que vitae pode adentar no corpo de um cainita...”

    - Tenho a certeza de que não errei ao falar sobre a natureza de minha serventia... Wotan não se importava com isso.... Nunca se importou se teria minha lealdade ou não, seu sangue era potente o suficiente para me forçar a isso... As grandes mudanças veem daqueles que pouco tem... A potência e o tempo de cainita não equivalem a nada se não houver nada que se queira zelar... Acredito que tenhas muito mais experiência do que acreditas Anthony...


    Antes mesmo de terminar sua linha de pensamento os olhos do cainita se voltaram para os movimentos de Alekssandra, a expressão de surpresa trespassou todo o corpo de Simon que se retesar enquanto a besta do mesmo urrava dentro deste.

    “ Ritual Josiano... Como?”

    Erguendo-se o cainita descruzou os braços, suas mãos ao lado de seu corpo tencionaram até que os nós de seus dedos esbranquiçassem por completo, sem consciência do fato o corpo deste deu um passo à frente, no mesmo instante em que o corpo de Flore tornava-se cinzas por completo.

    “ Ela garantiu que ninguém pudesse macular a alma... Porque? Como? Eu só li a respeito... Não teria como reproduzi-lo...”

    Voltando o corpo para o Brujah ao seu lado Simon não sentiu as presas lhe traírem muito menos o corpo avançar e segurar os ombros do mesmo.

    - Diga-me como conhecem um ritual Josiano... Como?
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Danto em 28/7/2016, 16:18

    As suas palavras saíram da sua boca e rapidamente atraiu os olhos de todos, nenhum deles parecia ter se importado com a execução daquele ritual, mas todos pareciam extremamente surpresos com a sua reação. A jovem Aleksandra que havia terminado de executar o ritual levantou-se vagarosamente e olhou na sua direção, fazendo um sinal com a mão direita bem aberta, pedindo por calma.

    -Antes que você continue a entender erroneamente como funcionam nossos costumes, você realmente acredita que o Anarquismo não é construído através da feitiçaria do sangue? Como você acredita que nós quebramos os laços com os nossos Senhores? Eu nem sei o que exatamente significa josiano, mas a despedida que eu acabei de fazer foi ensinada à nós pelo Barão. Com o livro vermelho em mãos ele nos ensina sobre as verdadeiras heranças anarquistas. O livro foi dado ao Barão quando ele foi abraçado... Mas não se assuste assim, possuímos várias formas de feitiçaria, eu sou a Irmã dessa cidade...
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Jess em 28/7/2016, 22:42

    A reação de ser observado por todos a sua volta fez com que Simon engolisse em seco, soltando os ombros do cainita à sua frente este se voltou para a figura de Aleksandra voltando a se controlar, recolhendo as presas e colocando as mãos dentro do bolso de seu sobretudo Simon se manteve ereto embora abaixasse a vista.

    “ O Barão os ensinou... Ele deve ter aprendido com Correlli...”

    Voltando os olhos pra Antonhy o austríaco se afastou voltando a se sentar sobre a mesa que até pouco tempo estava apoiado.

    - Peço desculpas... Eu... Tenho dificuldades em me conter... Não foi proposital...

    Ainda sentindo os olhos sobre sua pessoa Simon sentiu a tensão sobre seus músculos, era claro o desconcertamento do cainita diante daquela situação, ainda mais quando um ritual tão antigo havia sido feito a sua frente.

    - O que acabas de executar tem outros significados para minha pessoa... É algo de certa forma raro, mas usado para guiar a alma de um caído para seu destino final... Sem que ele sofra nas mãos do que aqui permaneceram... Um modo digno de impedir que o corpo seja maculado depois da morte... Eu apena li sobre ele... Por isso minha surpresa ao vê-la executa-lo... Quando a feitiçarias... Não poderia imaginar o quanto de conhecimento vocês possuem, ou os métodos de que se utilizam... Embora agora possa ver que existe uma grande sabedoria em seus modos...

    “ O que mais eles sabem... Podem quebrar laços de sangue... Nunca cheguei a cogitar esta hipótese, mas... Se Correlli adormecer novamente ainda assim poderei conseguir quebrar minhas correntes... Como isso seria possível? Isso ao menso é uma possibilidade?!”
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Danto em 29/7/2016, 05:01

    -Valuderie.

    Responde Lilian com um os olhos esbugalhados, ela parecia ter ouvido os seus pensamentos, mas você não sentia o uso de auspícios o que o intrigava ainda mais. "As vozes" que os filhos da lua ouviam eram um mistério para todos os Cainitas, principalmente para os Nodistas como você. Não havia justificativa coerente que comprovasse qualquer origem para essa habilidade surreal, insana e perigosa dos Malkavianos. Entretanto, antes que a "Irmã" pudesse lhe responder o que você pudesse falar qualquer coisa para Lilian, alguém entrava no Barão Vermelho. Era uma mulher usando um vestido azul, pele branca e cabelos negros, ela estava claramente sobre o efeito de ofuscação, mas era um nível realmente elevado que a própria certamente não parecia possuir.

    -Boa noite Senhoras e Senhores, eu sinto muito em interrompe-los, sinceramente. Mas eu sou uma das faces de Amélia. Venho a vocês em nome do Clã Nosferatu alerta-los que o Sabá está a caminho para cobrar as promessas de aliança. Vocês, Anarquistas e Sabá, devem seguir imediatamente o Conclave. Imediatamente. Vocês precisam estar presentes quando tudo acontecer, para comprovar minhas palavras. Peço para que vocês apenas, sintam, fechem teus olhos e sintam o que está acontecendo... Ela acordou.

    Amélia:

    [Off: Faça um teste de Percepção + Acuidade + Ocultismo]
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Jess em 29/7/2016, 10:31

    A palavra dita por Lillian pareceu ler completamente todos os pensamentos de Simon, fazendo com que o cainita a encarrasse desconfiado, não sentir o uso de Auspícios revelava por fim que “A Voz” escutada por todos os filhos da lua era realmente muito poderosa, isso fez com que um ar surpreso estampasse a face do mesmo.

    “Até onde essa sensibilidade vai?”

    Antes mesmo que seus pensamentos se concluíssem a entrada de um membro desconhecido chamou a atenção de Simon, os olhos negros do cainita logo identificaram o uso de Ofuscação, o nível usado de certa forma surpreendeu o mesmo tanto quanto as palavras ditas por aquela que se identificava como “uma face de Amélia”.

    “Então eles fizeram um acordo com o Sabá.... Mas isso foi feito sobre influência de Flore? Se sim... Eles manterão sua palavra, ou mudaram de lado?”

    Esperando as reações à sua volta Simon observou se mais alguém faria o que havia sido sugerido, abaixando a face e fechando os olhos o cainita se concentrou.

    “Quem despertou? Quais segredos eu ainda desconheço?”

    Teste de Percepção + Acuidade + Ocultismo = 10d10
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Dados em 29/7/2016, 10:31

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 6, 5, 9, 6, 2, 1, 2, 10, 1, 10
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Danto em 3/8/2016, 02:27


    De olhos fechados você sente, escuta e compreende uma certa nostalgia na sensação que estava se aproximando. Uma nostalgia repulsiva, enjoativa e tenebrosa que poucos em toda Berlim poderiam se simpatizar, as memórias do primeiro despertar de Wotan, a fome de uma besta secular, a fúria de um demônios sem consciência. O medo que lhe seca a garganta e lhe aperta os pulmões, aquela força inabalável que lhe agarrava pelo pescoço e o atirava contra as arvores, partindo teus ossos e os troncos. As presas de dilaceravam qualquer vida até que não restasse mais nenhuma, o demônio era insaciável...
    Um ser mais poderoso que Wotan havia despertado, uma criatura que só as páginas da mitologia cainita poderiam retratar, uma presença surreal e paradoxal. Uma torre negra de puro ódio, força e fome estava emergindo das terras de Berlim e você sabia muito bem que fugir era a única opção, mas como fugir? Para onde fugir? Haveria ainda tempo de fugir? "Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come", era a sua melhor metáfora para a situação.
    Você então abre seus olhos, todos os jovens anarquistas estavam amedrontados, apavorados e a beira de um pânico descontrolado. Eles se seguravam em suas cadeiras e se recusavam a abrir os olhos. A porta da sala privada do bar se abre, dele saia Correlli com uma face assustada.

    -Vocês estão sentido isso? É isso que nós tentamos erradicar durante a Revolta! Como pode ainda haver algo assim nas noites atuais? Como?

    O ser que havia adentrado o bar a poucos instantes, "uma das faces de Amélia", então responde.

    -A Senhora de Gustav está viva. A Grande Imperatriz. Ela está vindo e nós precisamos alertar a todos ou não haverão cainitas sobreviventes em Berlim! O Sabá esta a caminho e vocês precisam dizer isso a eles, eu irei correr ao Conclave.

    Sem esperar por uma resposta, a mulher sai correndo do bar, deixando apenas os anarquistas de Berlim novamente no interior do barão vermelho. Agora havia uma verdadeira razão para a sua presença na cidade, o destino era verdadeiramente curioso, pois os seus conhecimentos sobre a história antiga poderia oferecer uma oportunidade para a cidade. A história de Andeleon era um perfeito exemplo do cataclismo que estava nascendo no coração de Berlim. Andeleon, terceira prole do progenitor Tzimisce, foi um poderoso feiticeiro dos primórdios do mundo, que ao despertar de seu sono perdeu-se em seu frenesi e devorou almas, espíritos, criaturas e monstros de todas as origens. A sua fome foi tão descontrolada e poderosa que uma poderosa maldição ecoou pelo seu vitae para todos de sua linhagem, a depravação da maldição de Caim levou um dos mais hábeis feiticeiros a amaldiçoar sua própria linhagem com uma doença horripilante e vil. Mas alguns escaparam da maldição, havia então uma esperança para Berlim da mesa forma que houve para os antigos membros do clã Tzimisce.
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Jess em 3/8/2016, 10:35

    Ainda de olhos fechados Simon sentiu medo, a besta em resposta retesou o corpo fazendo com que as presas rasgassem os lábios do cainita, ambos sentiam medo e pavor, o mais puro medo e pavor. A fome de Wotan não era nada se comparado aquela sensação, alguém velho, colossalmente velho e poderosos havia despertado.

    “Correr... Nossa única chance é correr... Caso contrário toda a população cainita de Berlim será extinta... Como coelhos diante do lobo... Não importa quantos sejam eles irão cair...”

    Abrir os olhos e sentir o próprio sangue pingar em suas roupas não foi a coisa mais agradável naquele instante, ao redor todos sentiam a mesma presença e o medo estampado no semblante deixava claro que a situação sairia do controle se nada fosse feito.

    As palavras de Correlli fizeram com que os músculos de Simon finalmente respondessem, enquanto a mulher misteriosa partia este deu um passo batendo as pernas de encontro ao chão com força.

    - Temos que fugir Correlli... Sair da cidade agora... Antes que seja tarde demais... Se já não for... Seu sono terá que esperar, nada em Berlim estará seguro nessa noite e muito menos nas próximas... Se vocês tem favores a cobrar esse é o momento... Caso contrário todos aqui serão dizimados pela fome dessa besta! As perguntas ficam pra depois...

    Agarrando o cainita mais próximo pelo braço Simon o obrigou a se mover, a mente do cainita instintivamente sentiu a falta de sua bolsa de viagem e o velho cantil sempre guardado dentro dela.

    - Vamos movam-se... Sem entrar em frenesi... Isso só vai nos atrasar...

    “Mesmo que eu tivesse tempo... Posso aguentar sem ela... Foi uma escolha errada e agora terei que lidar com isso...”

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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Danto em 8/8/2016, 15:01

    Você segurava o braço de Lilian e começava a tentar move-la do lugar, na realidade ela não demonstrava nenhuma resistência, mas todos os presentes ainda pareciam confusos com toda a situação. Naquele instante você percebia o quão importante seria a sua presença e o quão essencial seria a dedicação de Correlli para a causa.

    -Me escutem! Todos vocês! Essa noite não vamos fugir, é tarde de mais para isso. Essa noite nós vamos proteger a cidade e o nosso vitae. A Camarilla não saberá lidar com a situação, eles não sabem o que é lutar por sua vida, por sua liberdade. O Sabá saberá lutar mas não saberá diferenciar o inimigo. Cada um de vocês, passou pelo pior que a maldição de Caim pode oferecer, senhores maquiavélicos, torturas, laços de sangue, censuras e os maiores horrores que nós, cainitas, somos capazes. E será graças a cada um de vocês que haverá uma noite amanha para todos os humanos, todos os cainitas e todos os seres de Berlim. Vamos! Levantem-se! Abram seus olhos e fechem seus punhos!

    As palavras de Correllie ecoavam com enorme força, transmitindo uma emoção e ma confiança que você nunca havia sentido em toda sua não-vida. Em frente aos seus olhos, todos os presentes se levantavam, eram poucos, mas eram verdadeiros guerreiros, o movimento anarquista era essencialmente o que seus olhos viam. Espíritos gigantescos, verdadeiros, livres e prontos para morrer pelos seus ideias. Correlli caminha para a saída do Pub, como uma líder natural, seguida por todos em direção a saída do Barão Vermelho. Mas logo na saída, vocês eram surpreendidos por uma enorme quantidade de pessoas, haviam vários cainitas se aglomerando na entrada do pub. Era o Sabá de Berlim...

    [off: Ultima ação para o final do ato]
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    Re: Ato III - Narrativa de Simon: Es wurde Zeit

    Mensagem por Jess em 8/8/2016, 16:51

    Não sentindo reação ou resistência em Lillian, fez com que Simon olhasse preocupado a sua volta, quase deixando que sua besta urrasse para chamar a atenção de todos ali Simon estremeceu quando ouviu as palavras de Correlli.

    “O que? ... Lutar... Como podemos lutar contra isso...”

    Soltando o braço de Lillian, o cainita se virou para encarar a pequena Brujah, a força de espirito mais uma vez estava ali presente, isso foi forte o suficiente para fazer com que o corpo de Simon e sua besta recuassem.

    “Você já o fez antes... Não é?! Lutou ao lado do primeiro barão... Contra essa natureza discrepante de poder... E agora... Vai fazê-lo de novo... Mas não sozinha... Não na como um soldado... Como uma capitã...”

    Em silencio o cainita sentiu seus punhos se cerrarem, distante dos outros Simon não era um guerreiro ou carregava o sangue de um, mesmo assim foi impossível para o cainita resistir, permanecer ali em meio a aqueles que lutariam por um propósito.

    Sendo o último a sair do Barão Vermelho, o austríaco engoliu em seco ao ver a pequena aglomeração de cainitas, os claros integrantes do Sabá inspiravam quase que instintivamente um cuidado especial, principalmente quando a situação se encontrava em estado tão delicado como aquela.

      Data/hora atual: 19/8/2017, 06:21