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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

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    Danto
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    Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Danto em 23/11/2016, 00:52

    16 de Março de 2002, Berlim.
    Oitava Noite




    A motocicleta se colocou mais uma vez no caminho que ela já praticamente era capaz de realizar sozinha, da casa de Correlli até o Barão Vermelho. Um percurso que seus olhos já começavam a se acostumar e que a sua besta começava a entender como uma rota segura dentro das ruas da cidade de Berlim.

    Outra vez você estacionava ela em frente ao pub e seguia seu caminho para o inteiro do lugar. Entretanto, ao entrar no mesmo, pela primeira vez você o encontrava vazio. Não completamente é claro, mas não estava tumultuado como costumava, tão pouco haviam ali os membros já esperados. Havia unicamente a imagem do próprio Barão, Kotlar. O homem estava sentado junto ao balcão do bar, com um copo de whisky posto a sua frente e um semblante profundamente abatido. Com o indicador ele movia as pedras de gelo dentro da bebida que ele não poderia nunca ingerir.

    Sem olhar na sua direção, o homem apenas apontava para um dos bancos que ficavam postos junto ao balcão, convidando-o para sentar. Demorando para iniciar o diálogo, o homem então dizia.

    -Acredito que finalmente a certeza da ausência dela me alcançou, minha noite começou com a notificação de um dos meus três irmãos mais velhos... Eles sentiram a partida de nossa Senhora e chegarão a Berlim para um velório simbólico. Nunca os vi... Ela uma vez me disse que a morte dele seria a única possibilidade de união entre os herdeiros dela... Trágico não é mesmo?!
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    Jess

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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Jess em 23/11/2016, 11:20

    Os movimentos da moto afastaram qualquer pensamento da mente de Simon, tanto os olhos negros do cainita quanto sua besta se acostumavam aos poucos com o caminho, a besta começava a demarcar seu próprio território de segurança, algo que fazia com que o cainita permanecesse tenso.

    “ Ficar... Você quer não é?! Mas como Arcebispo de Nod poderemos?”

    Sendo ignorado pela sua própria besta Simon teria sorrido em resposta, o ato ainda era esquecido tanto pelo corpo quanto pelo cainita. Estacionando a moto de Correlli o cainita permaneceu parado por alguns instantes antes de desmontar desta. Verificando a integridade da motocicleta Simon então andou para o Barão Vermelho.

    Vazio aquele local ecoava na falta de Correlli a notória falta da anciã fez com que o cainita olhasse curioso para Kotlar, o pesar parecia te-lo alcançado e o gesto convidativo do mesmo junto de suas palavras apenas davam certeza do ocorrido.

    Sentando em um dos bancos indicados Simon observou o copo de bebida, o gesto tão humano parecia estranho diante da natureza amaldiçoada dos dois cainitas, mesmo assim despertava a curiosidade do austríaco e sua besta.

    - Não tinhas como se deixar abater ontem... Tua mente precisava trabalhar, contar os perdidos e receber os visitantes... Mas agora que as tarefas mais urgentes foram sanadas... Com esse lugar vazio, a presença dela faz falta...

    Sentado com as costas apoiadas no balcão Simon permanecia de olho na porta de entrada do Barão, batendo de leve no ombro de Dieter o cainita demorou para responde-lo.

    - Talvez seja... Mas ela tentou acha-los, sentia por não te-los por perto quando despertou... Então seria bom que você pudesse ao menos manter contato com eles depois do velório... Ela gostaria disso...
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Danto em 24/11/2016, 23:38

    -Sim, ela adoraria isso. Com toda a certeza dessa mundo...

    Comentava o homem ainda com uma voz pesada e triste. Levando os olhos na sua direção e o observando por alguns instantes, até que ele suavemente endireitava a postura e assumia uma expressão mais coerente com a que você havia se acostumado, afastando o copo de bebida para o lado ele virava no banco e apoiava o cotovelo direito sobre a bancada. Olhando diretamente para você ele pergunta:

    -Mas me diga uma coisa Simon, sinceramente, porque você ainda continua na cidade?! Não entenda como uma forma indireta de pedir o seu distanciamento, não é isso mesmo, eu aprendi a olhar para ti com enorme respeito e admiração. Mas eu realmente eu o julguei como uma criatura sem rumo, todavia, a cada noite eu sinto que encontrastes teu caminho na cidade... Minha percepção está correta?!
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Jess em 25/11/2016, 13:28

    Observando Dieter pelo canto dos olhos Simon fechou o cenho com a pergunta feita, abaixando a cabeça por alguns instantes antes de voltar a olhar para a porta, as mãos do cainita eram colocadas com calma nos bolsos de seu sobretudo enquanto este mantinha a postura ereta.

    - Um rumo... Sinceramente não acredito que eu tenha tido um durante minha existência humana ou cainita... Mas, talvez agora eu possa ter. Na verdade nada está de todo certo.

    “ Wotan pode estragar tudo... Na verdade ele é a peça que ainda não esta resolvida..”

    Sentindo a besta rosnar com seus pensamentos Simon os sessou por completo, acostumado á apenas resistir o cainita começava a entender o porque de sua besta querer lutar, os momentos únicos e peculiares que ambos usufruíram eram o impulso que a besta usava para convencer o cainita a lutar.

    O toque suave da carta de Correlli chamou a atenção de Simon, o cainita não se lembrava de te-la posto no bolso do casaco embora a besta sim, tirando o papel com cuidado para não amassa-lo este estendeu para Dieter.

    - Estás certo, encontrei coisas que me fazem querer ficar... Mas meu senhor logo irá despertar, não sei qual será o resultado mas estou disposto a tentar resistir...
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Danto em 27/11/2016, 23:08

    -A morte tudo nivela.

    Foi a resposta que saiu dos lábios do Barão após o mesmo pegar cuidadosamente o papel que você o entregava e ler de maneira calma, profunda e atenta. A tristeza parecia sumir a cada verso que os olhos do Brujah liam e a mensagem era perfeitamente compreendida pelo homem sentado ao seu lado. Retornando a carta para as suas mãos, um sorriso orgulhoso tomava conta de Kotlar.

    -É o vitae de Correlli que une para sempre o Anarquismo de Berlim, obrigado por me permitir ler essa carta, Simon. Eu sei que você a guardará como o verdadeiro tesouro que ela é, por isso eu afirmo: Quando Wotan levantar, você não estará sozinho! Todos nós estaremos ao teu lado, pois diante da morte não existem especiais, Senhores, Reis ou Príncipes... Existe apenas a igualdade e é por ela que eu sempre lutarei! Simon, você ficou em Berlim para encontrar pela primeira vez a tua liberdade... Isso é claro agora diante os meus olhos, quando nós a conquistarmos, desejo a ti apenas uma coisa: Que se lembre todas as noites de que o teu maior tesouro é a tua causa.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Jess em 28/11/2016, 00:34

    A frase de Kotlar fizeram com que Simon o encarasse com curiosidade, enquanto este lia as linhas finas da carta o cainita sentiu que besta o observava com curiosidade e respeito, aquelas eram palavras de Correlli, palavras que o cainita não esqueceria.

    “ Correlli, tu ensinaste bem a Kotlar, uma prole orgulhosa de sua criadora e disposto a levar suas palavras longe.”

    A postura tão conhecida de Dieter pareceu voltar com a carta, o cainita imaginava ao menos entender o significado daquele ato, mas as palavras ditas pelo mesmo quando este devolveu a carta fez com que Simon fechasse os olhos, guardando a carta no bolso interno do pesado casaco o cainita encarou a porta alguns instantes antes de voltar seus olhos negros para Kotlar.

    - Não me agradeça, tu era prole dela e acima de tudo tem esse direito... Pelo menos eu creio assim... Sempre me agarrei as palavras, foram elas que me mantiveram inteiro apesar dos pedaços faltantes... Eu guardarei a carta com cuidado... Estarei em divida com vocês Kotlar... Uma divida da qual me orgulharei...
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Danto em 30/11/2016, 15:35

    O homem observava as suas ações e concordava com um leve movimento de cabeça, para enfim virar-se novamente para frente e encarar as garrafas que ficavam sempre a mostra no interior do bar. Um breve silêncio se fez presente, lembrando a ambos o quão vazio estava o pub naquela noite.

    -Apesar das partes faltando, você é sempre um certo enigma Simon... Mas algo me diz que a sua visita hoje ao Barão Vermelho talvez tenha algo haver com essas peças em falta, correto?! Existe algo que eu possa fazer por ti, irmão?!

    As palavras do Kotlar saiam com total convicção, principalmente ao final da pergunta quando o mesmo referia-se a você como "irmão". Havia um enorme peso naquela palavra e tanto você, quanto a sua besta sentiam isso.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Jess em 30/11/2016, 23:24

    O silencio dentro do Barão Vermelho se mostrava mais pesado do que o esperado por Simon, mas ser chamado de irmão por Kotlar fez que o cainita sentisse todo o corpo retesar. Aquela palavra, de alguma forma era reconfortante como carregava um peso grandioso.

    “ Um enigma, estaria tão perdido entre as eras para ser o elo perdido do passado?! Irmão... Porque?”

    Mexendo-se desconfortavelmente na cadeira o cainita sentiu as presas crescerem em sua boca, não de forma agressiva, era apenas a forma de sua besta demonstrar estar presente, a mesma sentia o desconforto do cainita e reagia a sua maneira.

    - Não reconheço mais as ruas que encontrei quando estive aqui das outras vezes... A cidade mudou muito e eu continuo distante... Não sabia que o Barão estaria vazio, apenas achei que seria aqui o melhor lugar para pensar e se passar a noite...

    Recolhendo as presas Simon olhou para Kotlar sem desviar os olhos, o cainita falava com franqueza e não havia o que esconder do alemão ao seu lado.

    - Narses caiu em batalha, o posto de Arcebispo de Nod me foi oferecido... Não tive motivos para recusar a oferta, mas sou eu que estou em divida com você... Não sei se um dia terei de volta o que Wotan me arrancou ou destruiu... Simplesmente aprendi a conviver com isso... Foi o melhor que pude fazer. Não sei ao certo o resultado disso, mas lhe faço a mesma oferta Kotlar... Tu já me desses muito mais do que eu poderia querer.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Danto em 6/12/2016, 02:07

    Seus olhos viam a movimentação de Kotlar, ele não só formulava uma resposta como também gesticulava levemente durante a mesma. Entretanto, seus ouvidos não eram capazes de compreender nenhuma única palavra, sua visão era ainda o único sentido que se atentava a figura de Kotlar, todos os seus outros sentidos pareciam viajar para uma direção específica, a mais terrível delas...

    O vento frio daquele vilarejo escondido do tempo tocava a sua pele, o cheiro do sangue derramado sobre a grama úmida e quase sem vida impregnava a tua narina, o gosto amargo e nojento da sensação nostálgica que a tua maldição o obrigava a sentir durante todo o despertar. A terra tenebrosa e violenta que estava sempre no teu cantil estava a calmar por ti, uma convocação difícil de se resistir, uma convocação que enfurecia a sua besta. Wotan havia despertado, não restavam dúvidas! E ele já estava começando a derramar sangue de inocentes...
    E ele não só despertava e se alimentava, o teu Senhor o convocava com a potência do sangue que ele possuía, era uma ordem que amarrava a tua besta, tomando-a pelas orelhas como uma presa fácil. A sua vontade parecia simplesmente não existir, seus olhos se enchiam de lágrimas de sangue, tua alma era a que chorava naquele momento de pura angústia e inenarrável terror. A presença de Wotan crescia dentro de você a cada instante... Seus olhos se fechavam sem sequer o teu corpo ser capaz de decidir se essa era a vontade ele ou não. Para reabrirem diante da imagem do mausoléu de Wotan aberto, seus olhos vagavam até o mais profundo dos ambientes daquele lugar maldito. Até parar diante do local onde os grandes caixões eram postos, o central com uma enorme cruz pertencia a Wotan e estava aberto, a direita havia o eternamente selado caixão da prole mais antiga de Wotan, a esquerda havia aquele que um dia seria o seu... A simples visão dessa imagem o forçava a um descontrole tão terrível que a sua besta rugia, gritava e se debatia.
    [Off: Teste de Instinto ou Auto-controle, dificuldade 8]
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Jess em 6/12/2016, 13:16

    Simon fechou o cenho instintivamente, apenas seus olhos pareciam obedece-lo e isso era preocupante, conhecia aquela sensação cada instante que seus sentidos ignoravam o homem a sua frente e se voltavam para a infernal terra de seu criador.

    “Não... Ele acordou!”

    As presas escaparam dos lábios da cainita, o rugido de sua besta o fez se levantar apenas para tombar de joelhos diante do descontrole da mesma, agarrando-se ao chão o cainita urrou conforme o descontrole se aproximava.

    O cheiro de sangue invadiu a mente do cainita da mesma forma que a brisa sem vida da vila pode ser sentida em sua pele, as lagrimas que verteram de seus olhos eram o claro sinal de submissão, revoltando-se contra isso a besta urrava embora o cainita ainda tentasse controla-la.

    O caixão centro aberto, Wotan estava de pé e o chamado agoniante era alto demais para Simon, de joelhos o austríaco lutava contra a vontade da besta, ela queria o sangue de Wotan mas estava longe demais, os veios negros que aparecerem em sua pele foram suprimidos pela vontade de Simon, lutava contra uma fúria que compreendia e compartilhava, uma fúria que implorava para ser extravasada contra Wotan Otto.

    Teste de Auto Controle = 3d10 dif. 8
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Dados em 6/12/2016, 13:16

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 6, 4, 4
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Danto em 7/12/2016, 22:35


    Seus ouvidos eram tomado por um assovio único, fino e ligeiramente alto. Como um soprar de um apito, cujo ressoar batia contra teus ouvidos e fazia a Besta rugir em total descontrole, seu Vitae logo respondia à altura e impulsionava as modificações corporais: Seu corpo era tomado totalmente pelos pilares da maldição de Caim, ficando profundamente mais selvagem e totalmente entregue a uma fúria imparável. Todos seus traços humanos desapareciam junto com a tua consciência e controle, pela primeira vez em toda a sua existência a sua besta se recusava. Ela se recusava a ser presa mais uma vez, rugia para os grilhões e mordia ou dilacerava qualquer coisa que se aproximasse dela naquele momento.
    Na sua percepção temporal, se passavam apenas alguns segundos. Era um piscar de olhos, nada mais do que isso. Entretanto, gradativamente, com o retorno da sua consciência e o aquietar da sua besta, tua percepção de espaço e tempo começava a funcionar. Primeiro o espaço, seus sentidos interpretavam um cenário de destruição dentro do Barão Vermelho, parecia que uma luta entre animais selvagens de grande porte havia ocorrido dentro do local. Manchas de sangue, mesas e cadeiras quebradas, inconstáveis arranhões pelo assoalho e marcas de garras. Então o tempo retornava, seu frenesi havia durado quase uma hora inteira.
    Seu corpo estava estirado no chão, com as mãos seguradas por alguém realmente forte, essa pessoa ainda usava os joelhos para manter a sua cintura pressionada contra o chão. Com um pouco de esforço, seu raciocínio estava totalmente ativo mais uma vez. O homem que o havia dominado era o próprio Barão. Com uma expressão de esforço na face, alguns machucados que estava se curando e com as presas para fora, a prole de Correlli mostrava ser um verdadeiro guerreiro, capaz de controlar o frenesi de um ser mais antigo e teoricamente mais forte do que ele.

    -Simon!?

    Dizia Kotlar com uma voz ofegante.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Jess em 7/12/2016, 23:29

    Pela primeira vez em décadas Simon se entregava a raiva de sua besta, entendia o sentimento de relutância da mesma da luta incontrolável pela liberdade, nutrir seu coração com esperança e por fim ser preso novamente era uma coisa que ambos não estavam dispostos a permitir.

    Simon sentiu a besta arfar, aos poucos sua mente começava a ligar os pontos e sua percepção compreender o que havia acontecido. A destruição a sua volta juntamente com o fato de estar preso ao chão fez com que o cainita tentar se livrar, a voz de Kotlar o fez sossegar, ainda sentia cada músculo do corpo tensionado pelo frenesi e aos poucos a vergonha de ter se perdido tão facilmente começava a pesa sobre o mesmo.

    “Resistimos ao chamado?! Quando o segundo vai acontecer?!”

    Fechando os olhos e encostando a testa de encontro ao chão Simon relaxou o corpo, levou algum tempo para que este virasse o pescoço em resposta, já com as presas guardadas o cainita buscou os olhos de Kotlar em sinal de desculpa.

    - Meu senhor despertou... Eu perdi o controle, eu... Ela resistiu, não sei como mas ela não quer mais ser presa Kotlar...

    Desviando os olhos Simon voltou a tocar a testa de encontro ao chão, a besta mais calma agora rosnava alto em seus ouvidos alertando de que não desistiria do que já havia começado, dentro do peito do austríaco havia a certeza de que iria até o fim nessa luta quase que perdida contra Wotan.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Danto em 10/12/2016, 00:11

    -Então a hora chegou.

    Respondeu Kotlar com um tom firme de voz, para em seguida ele se colocar de pé sozinho e com a mão direita, ele agarrava as tuas roupas na altura do tórax, puxando-o para cima em um só puxão. A força do Brujah era surpreendente, os olhos dele estavam tomados de uma convicção inabalável, o mesmo olhar estava na face de Correlli em sua última noite: Os olhos de um Verdadeiro Libertário.

    -Quais serão os seus últimos preparativos? Iremos partir no final dessa noite correto?! Irei convocar nossos mais próximos companheiros e marcharemos ao teu lado Simon. Queria você ou não a nossa presença, que isso fique bem claro, eu não estou lhe dando a possibilidade de escolha... Minha Senhora o escolheu como última companhia nesse mundo. Para mim, isso significa algo que nenhum ser racional é capaz de transmitir por palavras...
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Jess em 10/12/2016, 21:52

    A besta rosnou alto ao ser içada daquela forma mesmo que fosse por Kotlar, controlando-se ao avistar os olhos do Brujah está ainda fez questão de mostrar as presas, Simon ignorou o pequeno gesto de descontento, seus olhos negros se concentraram nas palavras ditas por Dieter e pela forma como a decisão já havia sido tomada.

    “ Irmão... Agora, talvez agora eu possa entender essa palavra. Vou zelar por Kotlar, Lady Correlli. Era o que querias não?!”

    Batendo sua roupa com cuidado o cainita observou a sua volta com cuidado, a raiva de sua besta havia sido extravasada, era o momento ideal para se pensar e planejar. Andando até o balcão do bar o cainita procurou uma caneta e papel.

    - Não vou negar a sua ajuda, mas ela precisa ser bem direcionada. Caso contrário ela terá sido em vão. Não mencione o nome de meu senhor, os verdadeiramente antigos usam isso para nos achar, é um método de controle eficaz, não queremos que ele lance seu segundo chamado ainda.

    Escrevendo o nome de Karla Aarch no papel, Simon retornou até Kotlar. Segurando o antebraço deste com força o cainita entregou o pedaço de papel esperando que este o lesse.

    - Vamos partir no começo da seguinte noite, teremos tempo de nos preparar, de ter respostas. Não pronuncie esse nome. Estarias fazendo um convite para ela, e não queremos que ela aceite... Foi ela que me ofereceu o cargo de Arcebispo de Nod, ela conhece meu senhor e por sorte ele a teme como teme o sol. Não sei o que o nome dela possa significar para Berlim, mas neste instante ela significa a peça ideal para que meu senhor caia.

    Soltando o braço de Kotlar o cainita esperou pela reação do mesmo, o cainita entendia a boa vontade do Brujah, mas não estava disposto a perder outros cainitas em prol de sua própria liberdade. A visão do segundo caixão lhe voltava a mente com força e a ignorância sobre quem seria seu irmão de linhagem era algo que incomodava profundamente o cainita.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Danto em 14/12/2016, 14:50

    O Barão da cidade de Berlim ficou em silêncio enquanto lia o nome que você havia escrito e durante toda a sua fala, como se estivesse tomando todo o tempo necessário para interpretar as informações apresentadas, a primeira reação que ele esboçou foi a de concordar com um movimento positivo de cabeça. Para então, responder.

    -Certo, partimos então na próxima noite. Mas Simon, esse nome tem um peso gigantesco para Berlim e para toda a extensão do território alemão... Além disso, eu realmente não sou a melhor pessoa para conversar contigo sobre essa coisa de Arcebispo de NoD, sei apenas o básico. Lilian talvez possa ser de maior ajuda, ou Aleksandra... De qualquer forma, me encarregarei então dos preparativos e você trate de se manter sempre próximo de alguém, se houver outro chamado durante essa noite você precisa ser capaz de resistir...

    Terminando a frase, Kotlar dava inicio a saída do Barão, sem muita pressa e com uma caminhada leve, o que daria tempo para talvez mais algumas trocas de palavras se você assim desejasse.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Jess em 14/12/2016, 23:42

    As reações de Kotlar fizeram com que Simon concordasse com um aceno, a idade a baixa geração de Karla eram fatores que o austríaco não ignorava, saber que a força da anciã se estendia por todo o território germânico de certa forma não foi surpresa para o cainita.

    Os olhos negros do austríaco varreram o salão do Pub mais uma vez, suas marcas estavam ali, espalhadas em desespero e agonia por sua besta, a mesma rosnava baixo avisando sobre os movimentos de Dieter, apresando o passo para se igualar a Kotlar, Simon colocou as mãos nos bolsos enquanto o acompanhava, as palavras sobre permanecer ao lado de alguém.

    “ Ele está certo... Nunca resistimos por muito tempo, e nem demonstramos tanta fúria como hoje. Ele vai perceber que algo está errado. ”

    Do lado de fora do Pub o cainita parou de andar enquanto comentava.

    - Acho que seja bom eu permanecer junto de Lilian. Ela tem força sanguínea para me parar caso eu não consiga resistir... Kotlar, adormecido ao lado de meu senhor está meu irmão de linhagem. Não cheguei a conhece-lo, mas acredito que ele mereça algo melhor do que teve.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Danto em 20/12/2016, 23:03

    Do lado de fora do pub, o Barão parava quando ouvia a sua voz. Com atenção ele ouvia sobre o seu irmão mais velho desconhecido e concordava com um aceno bem breve com a cabeça, para então responder.

    -Certo, esse informação é importante. Ele pode ser então considerado um possível aliado? Outra curta pergunta, Simon, você sabe entrar em contato direto com Lilian ou sabe onde ela mora?! Acredito que ela esteja até agora em seu refúgio, pois quando ela demora tanto assim para aparecer no Barão, significa que ela está a se alimentar.

    Ele então se aproximava pela última vez, estendendo-lhe a mão direita para uma última saudação, era uma despedida por essa noite e um "até breve", afinal, juntos vocês iriam marchar para um destino incerto na noite seguinte.

    -No mais, meu caro, até a próxima noite...
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Jess em 22/12/2016, 12:19

    A reação de Kotlar fez com que Simon permanecesse parado, os olhos negros do cainita buscaram a moto de Correlli por alguns instantes antes deste responder o Barão.

    - Não posso ter certeza. Ele já havia adormecido quando eu fui criado, nunca acordou depois disso. Nosso criador o chamava de Amargo.... Uma vez cheguei a ler um de seus diários, não sabia de quem era na época, mas nele encontrei apenas injurias e maldições contra Caim e nossa criador.... Talvez ela possa me dar mais informações, pelo menos assim eu creio.

    “Será que ela estaria disposta a tal?! Se ele estive acordado qual de nós lhe chamaria mais a atenção?!”

    Coçando a nuca Simon concordou com Kotlar, o cainita se lembrava do caminho até o refúgio de Lillian aquele era o melhor lugar onde procura-la.

    - Sei onde Lillian descansa. Apenas me confirme se ela usa o mesmo local para se alimentar. No mais, acredito que nos veremos na próxima noite. Cuide-se Kotlar.

    Apertando a mão estendida Simon a segurou firme, a breve despedida tinha incertezas das quais nem cainita e besta gostariam de pensar, das quais ambos os evitavam faze-lo.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Danto em 1/1/2017, 18:04



    Um aperto firme de mãos e um simples "okay" com a cabeça feitos por Kotlar foram o suficiente para deixar claro que o local de alimentação de Lilian e seu refúgio eram o mesmo ambiente. Dessa mesma forma, também foi o suficiente para dizer "até logo".
    O Orfanato:


    Então restou a você a ação de dirigir a moto até o orfanato onde Lilian residia, parando a sua motocicleta em frente ao local, seus olhos inevitavelmente eram atraídos pela cruz que era posta no centro do telhado mais alto daquela edificação.
    No tempo em que você descia da moto e se encaminhava até a entrada o orfanato, uma das janelas superiores se abria e a face de Lilian aparecia, sem notar você inicialmente, a cainita olhava para Berlim com uma face distante e triste, com as mãos apoiadas na sacada, ela parecia estar a se despedir daquela visão.
    A face dele analisava com cuidado todo o ambiente e quando esses se depararam contigo, ela sorriu de maneira jovial e empolgada. Havia algo metálico no centro do lábio inferior dela, mas a mulher não o deu tempo suficiente para decifrar o que era, fazendo um sinal de "espere", ela saiu correndo de onde estava.
    Instantes depois a porta da frente se abria e Lilian aparecia sorridente, com piercing redondo e prateado no lábio inferior, usando uma camisa branca e uma jeans velha, descalça e com os cabelos levemente pintados com manchas amareladas.

    -Simon!
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Jess em 2/1/2017, 21:41

    A despedida silenciosa fez Simon permanecer ainda por alguns instantes diante do Barão Vermelho, a simples lembrança da destruição causada ali dentro deixava sua besta em alerta apesar de satisfeita. Ambos haviam se rebelado contra Wotan Otto e tanto cainita quanto besta sabiam as consequências disso.

    “Será que Wotan imagina o que o espera?!”

    Perguntou-se Simon antes de ir até a moto que um dia fora de Correlli, subindo o veículo e vestindo o capacete o cainita fechou os olhos sentindo o vento da noite bater em seu corpo. Dando a partida na moto o cainita se pôs a guiar o veículo até o orfanato em que Lillian usava como abrigo.

    Os olhos negros do cainita pousaram na cruz posta no centro do telhado, em respeito aos velhos costumes que um dia tivera Simon fez um leve sinal da cruz, os hábitos de quando ainda era mortal nunca o abandonaram por completo, a besta rosnou baixo achando graça daquilo, mas não se opôs contra.

    Parando na metade do caminho quando a presença de Lillian se fez presente na janela, Simon acompanhou o olhar da filha da lua para a cidade de Berlim, calmo e até mesmo um pouco surpreso com isso Simon manteve-se em silencio.

    “ Não me surpreenderia em nada se ela já soubesse...”

    Acenando de leve quando está virou seus olhos em sua direção, concordando com o gesto de esperar Simon chegou a dor dois passos na direção da entrada para então parar, ali de pé e com as mãos nos bolsos do casaco o cainita brincava com a chave da moto.

    A besta rosnou alertando Simon sobre Lillian, a besta mais do que nunca adorava as reações estranhas e muitas vezes desconcertantes da filha da lua, apenas não admitia ou demonstrava tal coisa.

    Observando as mudanças em Lillian o cainita pareceu gostar da roupa que esta usava naquela noite, usando os nós dos dedos este esfregou de leve os cabelos manchados de Lillian.

    - Espero não ter atrapalhado sua alimentação... Mas Kotlar disse que seria melhor eu permanecer junto de alguém está noite... Meu criador despertou e consegui resistir ao primeiro chamado dele... Não sem a ajuda de Dieter...
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Danto em 5/1/2017, 03:19

    Seus dedos tocam os cabelos lisos e delicados de Lilian, a tintura estava perfeitamente fixada nas mechas mas não deixavam de soar "não-naturais" e talvez essa fosse realmente a intenção dela. Sorrindo para você, ela escutava as suas palavras e lhe estende a mão esquerda, aguardando que você a pegasse. E no meio dos lábios dela, o metálico objeto continuava a atrair a sua atenção de uma maneira singular...

    -Não se preocupe com coisas pequenas, Simon, eu ainda estou com um pouquinho de fome mas não é nada desesperador... Você tem uma notícia muito ruim para digerir, talvez eu consiga aliviar um pouco a pressão que cai sobre teus ombros, rompendo esse laço violento imposto sobre a tua alma... Mas venha, vamos entrar!

    De pé na sua frente e com a mão estendida a você, a mulher aguardava as suas reações com paciência e delicadeza, apesar dela afirmar ser capaz de ver a sua alma, nenhuma expressão estranha ou maliciosa era feita por esta, o inesperado era ordinário para ela e talvez você nunca se acostumaria com isso.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Jess em 5/1/2017, 21:12

    O toque suave dos cabelos de Lillian deixaram a besta contente, o rosnado logo mudou para um leve arfar cuidadoso diante da filha da lua e suas madeixas distoantes, curioso Simon escutou atentamente cada palavra da mulher a sua frente.

    “ Sou e sempre serei um livro aberto para Lillian... Talvez seja por isso que confio nela.”

    Sem nenhuma intenção agressiva o cainita mostrou os dentes, aquilo era o máximo que Simon poderia fazer para demonstrar seu agradecimento pela ajuda, ainda curioso este tocou de leve no estranho corpo metálico perguntando.

    - Se me lembro bem isso não estava aí noite passada. O que seria essa joia Lillian?

    Aceitando a mão estendida da mesma Simon esperou que Lillian o guiasse, embora seus olhos não desgrudassem do metal.

    - Não sinta que eu sou um empecilho a sua alimentação... Sabes bem que não quero lhe causar problemas... Sim minha mente tem muito a que pensar nesta noite e sua companhia me acalma um pouco.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Danto em 9/1/2017, 20:04

    Lilian abre bastante os olhos quando você esticava seu dedo para tocar a delicada joia que ornamentava o lábio inferior, mas não respondia nada de imediato, preferindo inicialmente garantir que a tua mão estivesse totalmente tomada e seus dedos, entrelaçados com os dela. E assim ela dava os primeiros passos para o interior do refúgio. Cruzando o hall de entrada e seguindo até um breve lance de escadas, a mulher finalmente dizia.

    -Você é um homem bastante perceptivo, Simon, de fato ela não estava aqui nas noites passadas. É um piercing, uma espécie de moda proibida entre os humanos tradicionais... Mas sabia que em algumas culturas, a ação de um homem tocar os lábios de uma mulher é um convite para o coito?!

    Soltando a sua mão, a pequena mulher da uma passada larga, posicionando-se um degrau acima de você e virando na sua direção com um sorriso alegre, divertido e debochado.

    -Vou ser bem mal educada tá? Você gosta de meninos ou meninas?! Se não quiser responder não importa também, eu apenas não sei reagir muito bem a elogios e começo a rodar em volta de qualquer assunto... Mas enfim, obrigada pelas palavras. Começamos por onde!? Quarto, biblioteca ou capela!?
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Simon: Admirável Mundo Velho

    Mensagem por Jess em 10/1/2017, 16:31

    Os olhos abertos de Lillian chamaram a atenção de Simon, o cainita porém deixou-se ser guiado pela filha da lua, o silencio calmo entre os dois fez com que a besta relaxasse da mesma forma que o cainita fazia.

    “Um local interessante para se usar como abrigo, assim como a escolha de alimentação.”

    A voz de Lillian despertou Simon de seus pensamentos, a explicação da joia assim com a reação única da mesma fez com que o cainita engolisse em seco, a besta também se rebelava pela brincadeira mas preferiu apenas rosnar nos ouvidos de Simon.

    “ Eu devo ser um bom alvo das brincadeiras dela... Só não sei se isso é bom ou não?!”

    Colocando a mão no bolso o cainita permaneceu calado por alguns instantes, pragmático demais para não responder Lillian, Simon permaneceu ali parado encarando a filha da lua nos olhos com interesse.

    - Não tenho um amplo conhecimento sobre outras culturas... Está é a primeira vez que vejo um Piercing de perto, acho interessante como esse tipo de joia tenha sido incorporado em outras culturas... Quanto a sua pergunta... Se um dia cheguei a sentir algo eu não pude demonstrar, não no monastério e muito menos perto de meu criador... Não se preocupe, ao que parece também não sei lidar muito bem com elogios ou deposito de confiança...

    Sentindo de leve o toque da chave da moto em seu bolso Simon fechou os olhos por alguns momentos, de cabeça baixa este ainda comentou com calma.

    - Vamos descartar o quarto, não acredito que seja uma boa escolha, não quando eu não tenho certeza quanto a Béatrice... Acho que seria mais aceitável que você escolha o lugar, apenas não quero causar grandes problemas. Ainda não sei se conseguiria resistir a um segundo chamado.


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