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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

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    Danto
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    Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 20/2/2017, 14:15


    Quarto de Ume:
    Local: Volterra, Viale dei Filosofi, N 12.
    Data: 15 de Abril de 2016: Início da Narrativa.

    O rotineiro despertar ofegante acontecia mais uma vez, seus olhos assim se abriam para ver as primeiras imagens do interior do seu quarto. Esse era suavemente iluminado por delicadas luzes incorporadas ao gesso do teto, para harmonicamente espalhar o amarelo incandescente que as lâmpadas produziam.

    O décimo quinto dia de abril se apresentava na forma de uma sexta-feira de primavera, a mais forte e bela estação do ano segundo o seu querido mentor afirmava, afinal, eram durantes as primaveras que a exuberância natural incomparável da Toscana se revelava aos olhos de todos.

    Sentando-se na cama para recompor a respiração ao ponto de vencer o trauma incurável de seus pulmões, você conseguia com mais calma reparar nos pequenos detalhes do ambiente. Muito bem conservado como sempre estava, o quarto da sua casa dentro da propriedade de Otthelo, estava com todos seus móveis e pequenos detalhes em seus devidos lugares, com uma única exceção: Um ramo ainda bem vivo de carvalhinha azul. Uma das flores favoritas de Otthelo.
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 20/2/2017, 15:54

    O peito puxou o ar para os pulmões mais forte do que deveria, nesse instante uma pequena onda de dor passou pelo corpo e mente de Ume, a dor apesar de fraca era agoniante e a despertava sobressaltada.

    Respirando com dificuldades a jovem se controlou antes que começasse a tossir, mais calma e controlada Ume pode observar ao seu redor com calma, cada pequeno detalhe de seu quarto foi estudado, das luzes amareladas e acessas no teto, até a escrivania recentemente arrumada com seus livros e anotações, mas o que chamou a atenção da jovem foi o ramo de cavalhinha, ainda vivo e colorido o ramo arrancou um pequeno sorriso da japonesa sentada.

    “ Otthelo Sensei me visitou antes do meu despertar. Ele não me deixaria um ramo se não tivesse algo para descobrir.”

    Levantando-se com cuidado Ume arrumou os lençóis da cama, andando até a planta a jovem sorriu ao apertar de leve o delicado anel de vinhas em seu dedo, um presente de Otthelo que a japonesa fazia questão de levar a qualquer lugar. Sentando-se na beirada da cama Ume assoprou de leve sobre as folhas do ramo sussurrando para a mesma.

    Anel:

    - Boa noite minha pequena beleza, poderias me agraciar com os segredos de sua ultimas horas?

    Off: Vou usar a habilidade Sabedoria Herbácea para obter informações do ramo.
    Teste: 7d10 Dif. 4


    Última edição por Jess em 20/2/2017, 15:56, editado 2 vez(es) (Razão : Separar a imagem do paragrafo)
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Dados em 20/2/2017, 15:54

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 9, 2, 4, 8, 2, 9, 5
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 22/2/2017, 18:04

    As folhas reverberavam suavemente em resposta a teu sopro, a mágika ocorria instantaneamente, algo que deixaria teu mentor e senhor orgulhoso. Era tão natural e fluída quanto a própria natureza vívida daquela planta posta sobre a mesa e foi através dos ventos que os segredos contidos nela se revelavam a sua percepção. A brisa morna e confortável tocava tua face e lhe mostrava as impressões felizes que circundaram todo o ciclo de vida da planta, cuidada dês dos primórdios pelas mãos cuidadosas de Othello que a nutriu até seu florescer e mesmo quando ela exibia toda sua beleza, o feiticeiro olhava por ela com carinho. A flor era uma metáfora da sua própria pessoa e seu segredo era: Othello estava ansioso e preocupado, inquieto foi incapaz de dormir e passou a noite inteira na estufa. Quando o sol estava bem alto e no centro do céu, o cuidador fraquejou e dormiu exausto no chão da estufa e lá ele estaria, a sua espera.
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 22/2/2017, 23:01

    O vibrar da planta sobre o efeito mágiko arrancou um pequeno sorriso de Ume, as pequenas covas em sua face se formaram sem a cainita tomar consciência disso. Os olhos negros de Ume se fecharam diante das lembranças cálidas do ramo em suas mãos, nisso o pequeno sorriso apenas aumentou.

    A figura sempre presente de Othello era revelada, exatamente da mesma forma que a cainita a via, atento e cuidadoso. O cenho de Ume se fechou ao descobrir que Othello estava nervoso e inquieto.

    “ Ele dormiu na estufa?! Pobre Othello Sensei.”

    Já com os olhos abertos, Ume calçou seu chinelo rumando para a estufa, em sua mão e de encontro ao peito a jovem carregava o ramo de cavalhinha, seus passos apesar de rápidos eram cuidadosos para que não forçassem em demasia os pulmões da cainita.

    - Meu Sensei descuidado, Abrielle Sama não me perdoaria se algo de mal lhe acontecesse.

    Olhando para o ramo em suas mãos Ume sorriu ao sussurrar para a planta.

    - Não se preocupe, vou fazer com que você volte a ser cuidada por Othello Sensei.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 28/2/2017, 16:26

    Sua cuidadosa movimentação a levava rapidamente para a área externa que separava a sua residência e a do seu querido Sensei, uma simples ruela de terra batida e um vasto corredor de plantas que eram cuidadosamente cuidadas por vocês dois para criarem uma espécie de canteiro verde entre as suas casas. Passando pelos três degraus de madeira que davam acesso a terra do refúgio de Othello, bastava então cruzar a casa maior pela lateral e finalmente você chegaria as estufas, eram quatro no total, três pequenas mais ao fundo e a maior logo na entrada da propriedade de vocês dois. Era dentro da maior delas que seu Sensei costumava passar horas afinco e pressupor que o mesmo ali estaria era bastante óbvio.

    E assim que você adentrava o local, sua percepção já era focada nos espelhos das janelas internas da estufa que estavam com pequenos símbolos astrológicos e hieroglifos de proteção, era uma clássica utilização do ritual de Defesa do Refúgio Sagrado. E em seguida seus olhos encontravam a figura de Othello, sentado em uma cadeira e com o tronco praticamente todo apoiado sobre a mesa de estudos. Ele parecia dormir tranquilamente e silenciosamente.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 2/3/2017, 16:24

    Um semi sorriso marcou os lábios de Ume durante o caminho, apesar de conhecer cada pequeno recanto das duas propriedades, a jovem sempre estudava a casa de Othello com interesse e curiosidade, sempre era possível que houvesse algo novo a ser descoberto pela jovem.

    Ainda era recente a memória da mudança para a casa ao lado, mas o sorriso de satisfação de Abrielle Sama persistia acima de tudo, assim como o sentimento bom de resguardo e independência que a japonesa havia conquistado ao lado de seus dois mentores.

    Deixando que sua mão passasse com leveza sobre o muro verdejante que separava as casas, Ume andou pela lateral da residência escolhendo a menor distancia para chegar as estufas, já no fundo da casa não houve problemas em identificar que Othello se encontraria na maior estufa das três ali presentes.

    Adentrando no local com cuidado Ume logo visualizou os símbolos de proteção cuidadosamente colocados nas janelas do local, seu segundo foco foi a figura adormecida de Othello, apoiado sobre a mesa o cainita ainda dormia.

    “ Ele preparou um ritual para proteger a estufa... Acredito que ele sabia que não teria como voltar para dentro de casa.”

    Andando com cuidado até uma das bancadas Ume pegou um dos vasos ali vazios, com rapidez a jovem preparou a terra com adubo o suficiente para executar sua pequena mágika, molhando a terra o suficiente para deixar ali gravado o kanji da vida.

    “ Espero que seja o suficiente, seria uma pena perder esse ramo tão querido pelo Sensei.”

    Cuidadosamente Ume colocou a ponta cortada no meio do Kanji escrito na terra molhada, concentrando-se a jovem sussurrou de leve na direção do ramo de cavalhinha.

    - Hei, vamos lhe devolver as raízes. Mas preciso da sua ajuda para isso.


    Off: Vou usar a habilidade Velocidade da Mudança de Estação, a intensão é devolver as raízes do ramo.
    Teste: 7d10 Dif. 5
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Dados em 2/3/2017, 16:24

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 7, 3, 7, 4, 4
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 4/3/2017, 13:19

    O pequeno ramo reagia positivamente a sua magika, acomodando-se naturalmente dentro daquela terra úmida ele se fixava com vigor dentro do vaso com suas novas raízes. Você conseguia até sentir as vibrações positivas e agradecidas que aquela planta exibia agora com suas novas raízes. Seus olhos concentrados não perceberam o que acontecia além da imagem da querida planta de Othello, mas seus ouvidos prontamente ouviam a voz do seu Sensei:

    -Ume?!

    O homem se levantava da cadeira e ajeitava brevemente a camisa de manga longa que estava totalmente amarrotada e com várias manchas de terra pelas mangas brancas. Abrindo o típico sorriso desajeitado na face, ele diz:

    -Pelo visto ela conseguiu chegar até você, ainda bem, fiquei preocupado ao notar que excedi as horas aqui na estufa, temi ser encontrado aqui por algum curioso ou por minha Senhora, ela detestaria me encontrar tão sujo assim...
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 4/3/2017, 15:58

    O
    sorriso que se abriu na face de Ume deixava bem saliente as pequenas covinhas de seu rosto, vendo que o ramo aceitava bem a nova terra e as novas raízes a jovem simplesmente suspirou com leveza. Sempre havia a insegurança de que a magika ultrapassasse o que lhe era requerido e, a última coisa que Ume desejava era causar mal aquele ramo.

    A voz de Othello fez com que a japonesa desviasse o olhar para seu senhor, tomando com cuidado o vaso em mãos está ainda acariciou de leve uma das pétalas ao escutar as palavras de seu Sensei.

    Com um gesto suave Ume tomou uma das mãos dele depositando ali o vazo com o ramo recém replantado.

    - Você acordou antes de eu ter terminado a surpresa. Sim ela me achou direitinho, quando acordei lá estava ela em cima da minha mesa e me esperando para dizer a onde estavas. Tens razão ao dizer que Abrielle Sama ficaria brava ao encontra-lo aqui, mas essa pequena me alertou a tempo não?!

    Comentava a japonesa fazendo com que a outra mão de Othello segurasse o vaso, empurrando-o com leveza para fora da estufa a jovem sorria feliz.

    “ Apesar dele ter usado proteções, ainda assim é perigoso dormir fora de casa.”

    - Agora você tem que tomar um banho e se arrumar, depois teremos tempo para que me explique o porquê de seu nervosismo Sensei.

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 7/3/2017, 02:34

    -Sinto muito, não foi a minha intenção atrapalhar a sua surpresa, eu estou apenas realmente preocupado com... Nossa, você a planou novamente?! Que interessante...

    O raciocínio gentil e confuso de seu Sensei se perdia, como sempre fazia, quando você colocava o pequeno vaso na mão do mesmo, ele voltava toda a atenção para a planta e se levantava sem sequer notar que estava sendo conduzido por você em direção a saída da estufa, ele só voltava a falar quando você realmente saiam da estufa e o vento mais forte da noite passava por vocês, ele então saia de sua própria mente e notava os arredores.

    -Ume! Temos que nos arrumar bem rápido na verdade, hoje é seu grande dia. Digo, sua grande noite! Me desculpe por ser tão relapso, deveria tê-la preparado melhor! Céus, minha Senhora ficará furiosa e com razão!


    Vocês dois estavam agora na pequena área de terra batida que constituía na varanda da casa principal daquele terreno, bastariam cruzar poucos metros para adentrar a casa de Othello.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 7/3/2017, 10:11

    Ume sorriu com as palavras de Othello, era sempre fácil para o cainita se perder em seus próprios pensamentos e permanecer neles por longas horas se assim fosse deixado, a jovem porem o guiava para fora da estufa com cuidado.

    - Achei que você gostaria de vê-la replantada, então preparei ela antes de você acordar Sensei.

    “ Ele está preocupado com a minha apresentação. Eu também estou e muito. Depois dele tomar um banho e se arrumar as coisas vão ficar mais calmas. Abrielle Sama arrancaria nossos corações se ele aparecer todo sujo de terra.”

    O vento frio da noite trouxe Othello de seus pensamentos, as palavras de urgência do mesmo fizeram apenas que Ume o continuasse a guiar para a casa principal.

    - Sim precisamos nos arrumar e, você precisa de um banho e roupas limpas. Enquanto você toma banho eu arrumo a suas roupas. Tudo bem?! Mas é melhor que sejamos rápidos, antes que Abrielle Sama chegue.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 9/3/2017, 13:56

    Vocês dois adentravam a casa principal pela porta dos fundos, a pressa se fazia necessária, portanto seguir pela rota mais direta até os aposentos de Othello seria sem dúvida a melhor ideia naquela situação. Assim vocês passava pelo breve corredor que precedia a cozinha e ao invés de entrar nela, uma breve virada à direita para chegar a um hall oval e pequenino que servia como um ambiente de socialização aos pés da escada para o segundo andar. Enquanto vocês subiam as escadas, seu Sensei respondia, diminuindo um pouco o passo.

    -Tudo bem Ume, obrigado. E tens razão! Se Minha Senhora chegar e eu não estiver pronto ela fará aquela torcida de nariz que eu tanto odeio, isso se ela não se irritar de verdade com meu descuido contigo... Você tem um mentor muito relapso Ume e mesmo assim se saí tão bem ao ponto de já ser nitidamente fluente na mágika verde...

    Era sempre curioso ver o quão humilde e simples o experiente Magus da Natureza era capaz de ser, não havia nele a típica ganancia ou o ego exacerbado de um antigo, Othello era uma peça rara que se encantava pelos pequenos detalhes que o circundava. As escadas acabavam e vocês dois passavam juntos o corredor até entrarem no quarto dele.
    Quarto do Othello:
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 9/3/2017, 20:21

    Guiando Othello pela conhecida casa, Ume simplesmente sorria com as palavras de seu Sensei, a jovem conhecia bem as crises do mesmo depois da clássica virada de nariz de Abrielle em seus descontentos.

    - Teremos sorte se ela só virar o nariz, para nós dois desarrumados e você sujo. Sinceramente Sensei acho que ela ficaria brava comigo por não cuidar de você, além do mais suas anotações são exemplares, quase não tenho duvidas quando as uso para estudar.

    Comentava a jovem ao adentrar o quarto exemplarmente arrumado de Othello, retirando o vaso das mãos de seu Sensei para coloca-lo sobre a mesa de cabeceira da cama, andando até o banheiro do quarto Ume não perdeu tempo em ligar o chuveiro para então começar a escolher a roupa que Othello usaria na noite de sua própria apresentação.

    “ Preciso me arrumar também, não quero a virada de nariz de Abrielle Sama. Não nessa noite!"

    Estremecendo com a simples ideia Ume depositou a roupa de Othello em cima da cama antes de sair do quarto para ir se arrumar.

    Modelo da roupa de Othello:
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 13/3/2017, 19:32

    Othello demorava sempre alguns segundos para reagir as suas ações, primeiro ele olhou curioso para a sua ação de tirar das mãos dele o vaso e quando ele ameaçou responder algo, logo se calou para concordar com o que você falava e fazia, entendendo que seria necessário se apressar o experiente e talentoso Tremere de mente hiperativa caminhava até o banheiro.
    Você então tomava seu tempo para ir até o seu quarto e se arrumar com uma certa pressa, em meio ao seu banho quando os vapores embaçavam os vidros você via algo curioso ocorrer no vidro do box que servia para a retenção da água quente. Uma frase surgia escrita, claramente era a ortografia de Abrielle:

    Abrielle escreveu:
    Estou chegando, por favor, jovem Ume. Apronte Othello pois estou acompanhada.

    Você sabia que a maneira apropriada para responder era através de uma frase simples pronunciada em um tom de voz um pouco elevado, a mensagem então chegaria posteriormente ao destinatário da mesma forma que chegou à você: Escrita pelo vapor.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 13/3/2017, 20:57

    Sem esperar pela resposta sempre demorada de seu Sensei, Ume sorriu mais tranquila quando as peças de roupas estavam adequadamente separadas em cima da cama do mesmo e, o som de água lhe indicava que Othello já estava no banho.

    Tomando seu próprio e diminuto tempo, Ume separou sua roupa para só então abrir a água quente e tomar seu banho, evitando de molhar os cabelos longos e grossos a jovem apreciou a água por algum tempo.

    Foi no momento em que a água quente parou de cair que Ume percebeu as letras se formarem no vidro do box, a caligrafia conhecida foi logo identificada sem nenhum esforço, um sorriso tímido foi dado em reposta como primeira reação.

    “ Ela vem acompanhada! Será que é um dos irmãos de Othello?”

    Colocando as mãos sobre o vidro Ume assoprou de leve sobre a escrita de Abrielle para então responder à mensagem com segurança.

    Mensagem de Resposta escreveu:Estaremos prontos para recepciona-la Abrielle Sama. Lhe esperaremos na moradia de Othello. Até Breve.

    “ Assim eu espero!”

    Pensou consigo mesma a jovem ao sair do box e se arrumar, a roupa previamente escolhida foi complementada apenas pela longa trança feita nos cabelos negros da japonesa, amarrando-a com cuidado Ume bateu na porta de Othello esperando ouvir alguma resposta de seu senhor.


    Modelo de roupa usada:
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 16/3/2017, 01:25

    -Pode entrar Ume a porta está...aberta!

    Respondia Othello de dentro do quarto, assim você adentrava o quarto mais uma vez para vê-lo já de banho tomado e devidamente vestido com as roupas que você havia escolhido para que ele pudesse estar o mais bem apresentável possível, todavia os cabelos dele estava bagunçados e ele estava terminando de penteá-los. Depositando o pente sobre a cama ele olhava para você e sorria de um jeito bastante desajeitado.

    -Digno o suficiente?!

    Questionava o homem, sempre incerto e inseguro em relação a própria aparência. A atenção de vocês era então redirecionada para a janela do quarto, pois os faróis de um carro se aproximavam da casa, os visitantes haviam chegado.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 16/3/2017, 11:26

    A resposta vinda prontamente de Othello fez com que Ume suspirasse aliviada, era comum o Ancilae se perder em seus pensamentos até mesmo diante de uma tarefa simples, coisa que naquele momento não era nada aconselhável.

    Adentrando no quarto Ume sorriu ao ver seu Sensei devidamente vestido, concordando com um leve aceno de cabeça a jovem alargou o sorriso ainda mais para responde-lo.

    - Está perfeito ao meu ver. Vamos esperar que isso agrade Abrielle Sama.

    O farol do carro na entrada da casa indicava a chegada de Abrielle, assim como o convidado que a mesma trazia, uma parte da jovem torcia para que a face do desconhecido fosse a da irmã de Othello não de seu irmão.

    - Abrielle disse que viria acompanhada, acho que seria adequado recebermos as visitas no hall e não no seu quarto Sensei.

    Comentava a jovem apontando de leve para a porta do quarto, era uma clara indicativa de que Othello deveria tomar a dianteira.

    “ Está tudo como ela pediu. Tomara que seja o suficiente para agrada-la nesta noite.”
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 16/3/2017, 17:25

    Sala de Estar da Casa de Othello:
    Local: Volterra, Viale dei Filosofi, N 12.
    Data: 15 de Abril de 2016: Ato I

    Othello fazia uma careta em sinal de reprovação a presença de pessoas que certamente não iriam tratá-lo de uma forma positiva, a postura antissocial de seu Sensei era sempre mal vista e muitas vezes muito mal interpretada por aqueles não acostumados. Assim vocês dois desciam as escadas e chegavam até a sala de estar, Othello olhava na sua direção como se pedissem silenciosamente para que você abrisse a porta, enquanto isso ele aguardava com os braços cruzados para trás das costas e um sorriso obviamente forçado e desajeitado. E assim que você abria a porta, seus olhos notavam a imagem de Abrielle Ambrosini, seguida por Paco e Belladona, as duas proles mais jovens da anciã.

    -Boa noite, jovem Ume!

    Dizia Abrielle com o típico sorriso carismático, a anciã sempre se apresentava de maneira impecável e com roupas práticas e dinâmicas, eram as mesmas características que definiam a personalidade da mulher que também a adorara como aprendiz e que amava profundamente sua prole mais antiga: Othello.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 16/3/2017, 22:27

    Ume balançou a cabeça ignorando a reprovação de Othello, havia coisas que simplesmente fugiam a compreensão de seu Sensei, coisas que aos poucos a japonesa tomava a iniciativa de ensina-lo. Sorrindo enquanto empurrava Othello na direção da sala Ume esperava que aquela recepção ocorresse bem.

    - Não se preocupe Sensei, é só manter a calma e responder o que lhe perguntam. Não é tão difícil assim.

    Comentou a jovem antes de se dirigir até a porta, recepcionando a figura de Abrielle com um sorriso feliz e calmo, a jovem não pode deixar de demonstrar surpresa ao ver a figura de Paco e Belladona.

    Era a primeira vez que ambos os irmãos de Othello acompanhavam Abrielle, embora Belladona fosse uma visita frequente e Paco já houvesse sido apresentado, os dois juntos era uma novidade, algo que fazia a jovem não saber como seu Sensei reagiria.

    - Boa noite Abrielle Sama. Paco San, Belladona San, sejam bem vindos. Espero não ter feito vocês esperaram.

    Abrindo passagem para que os três cainitas adentrassem na casa, Ume olhou para Othello sorrindo de maneira preocupada, as reações do mesmo eram sempre estranhas ainda mais em interações familiares.

    “ Abrielle Sama vai saber contornar isso. Eu espero que sim!”
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 18/3/2017, 14:37

    -Boa noite querida!

    Respondia Belladonna com um enorme sorriso na face, havia algo sempre muito especial na figura da jovem Belladonna. A irmã mais nova de Othello era linda como poucas mulheres eram capazes de ser, sempre impecável em suas escolhas de roupas e postura, claramente acostumada com as interações sociais com mortais e imortais. Seu carisma também ajudava a quebrar a desconfortável sensação de ser completamente ignorada por Paco.

    Abrielle adentrava a sala e caminhava na sua direção, tocando gentilmente o seu ombro e indo até Othello para acolher o mesmo em um carinho abraço. Abrielle era uma mulher alta de porte físico saudável e forte, haviam notórios traços andrógenos nela e a praticidade de suas decisões e conselhos sempre fizeram dela uma figura de enorme segurança para todos que conviviam com ela.

    Paco entrava na sala em total silêncio e friamente analisava todo o ambiente, passando o indicador sobre uma das mobílias só para demonstrar o desprezo que ele possuía pelo comportamento relapso de Othello. Seu sensei terminava o breve abraço com a própria Senhora e sorrindo, tentava com enorme dificuldade recepcionar os irmãos.

    -Bo-b-boa... Noi-noite, sejam be-be-bem vindos!

    Belladonna sorria para Othello e Paco lançava o típico olhar de censura para o irmão mais velho, a rivalidade entre os dois homens era enorme mas totalmente focalizada em Paco, Othello simplesmente não conseguia lidar com a raiva do irmão e isso o deixava ainda mais nervoso naquela cena. Abrielle então dizia.

    -Paco, faça-me o favor de se comportar! Ume, você foi perfeita em nos recepcionar, obrigada. Agora, por favor você poderia acompanhar Belladonna até a sua residência? Eu cuidarei das coisas aqui e vocês duas passaram a limpo os detalhes.

    Belladonna reagia esticando-lhe a mão esquerda e aguardando a sua reação para sair da sala o mais rápido possível. A irmã de seu Sensei tinha enormes dificuldades de interagir com os dois irmãos e ela não disfarçava esse incomodo.
    Npcs:
    Abrielle Ambrosini:


    Roupas:

    Paco Quartuccio:


    Roupas:

    Belladonna Giordano:


    Roupas:

    Detalhe do Cabelo:
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 18/3/2017, 17:24

    Confiando em Abrielle para tomar conta da situação, Ume sorriu ao receber as palavra de Belladona, a japonesa simplesmente adorava a bela mulher que a tratava com carinho e consideração, sorrindo educadamente para Paco a neófita se esforçava para ignorar o fato do mesmo simplesmente nem se dar ao trabalho de lhe dirigir a palavra.

    Os gestos seguros de Abrielle juntamente com o abraço dado em Othello deixaram Ume feliz, era claro o amor de Abrielle por sua prole mais velha, assim como a animosidade de Paco por Othello.

    “ Se Paco San ao menos percebesse que Othello não almeja nada além do que sua estufa. Talvez daí eles poderiam se dar bem.”

    Ao ouvir as palavras de Abrielle sobre o que deveria ser feito, Ume sorriu com um leve aceno de cabeça, a jovem podia ver bem que Belladona não perderia tempo em sair daquela situação complexa e nada agradável da família.

    - Considere feito Abrielle Sama!

    Comentava a jovem ao responder o gesto de Belladona, guiando-a para fora da casa de seu Sensei, Ume sorriu ao se virar para a mesma.

    - Oba San você me deixa fazer um penteado tradicional nos seus cabelos? Vai ficar lindo com esse broto de lótus.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 20/3/2017, 19:24

    Você e Belladonna saiam da casa principal sem mais delongas, afinal, era incomodo para as duas permanecer ali. A belíssima mulher de olhos tão azuis quanto um lago cristalino, sorria de maneira divertida e concordava com um balançar positivo de cabeça enquanto vocês atravessavam o caminho externo em direção a sua pequena casa.

    -Claro! Vou adorar isso! Mas me diga, gostou do pequeno detalhe dos meus cabelos? Pensei em algo discreto que pudesse de certa forma, confortá-la, afinal você irá passar por uma noite um pouco tensa e eu fiz o mesmo com minha prole. Assim como minha Senhora fez por mim... Entendo que Othello é um excelente Senhor, mas sutilizas e delicadezas como essas não fazem parte da mente bagunçada do meu querido irmão mais velho...

    Vocês duas então chegavam em frente a sua casa, ela aguardava pacientemente que você abrisse a porta e a guiasse até o local onde você cuidaria do cabelo dela. Demonstrando uma gentil postura carismática.
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 20/3/2017, 22:53

    Se retirando rapidamente da casa de Othello, Ume sorriu ao sentir o ar fresco da noite, a companhia fácil de Belladona era um dos motivos do sorriso da jovem, era fácil lidar com a cainita mais velha e o carisma natural da mesma relaxava Ume com rapidez.

    - Eu adorei o detalhe, na verdade eu agradeço muito Oba San. Sei que Abrielle Sama e Othello Sensei esperam muito de mim essa noite, farei o que puder para deixá-los orgulhosos eu juro. Só peço um pouco de paciência com o Sensei, os pensamentos dele são mais rápidos que suas ações e ele se perde fácil.

    Comentava a jovem com um sorriso que mostrava claramente as covinhas de sua face, abrindo a porta para adentrar em sua casa, Ume guiou Belladona diretamente para seu quarto, colocando-a sentada para arrumar seus belos cabelos.

    “ Essa noite vai ser um teste, tanto para Othello Sensei quanto para mim. Abrielle Sama não teria vindo aqui se isso não fosse de extrema importância.”

    Tomando o cuidado para não puxar de mais os fios dourados de Belladona, Ume os penteou para então cuidadosamente arruma-los da forma mais delicada e tradicional que sabia fazer, pequenos grampos e até mesmo um pente de osso de tartaruga foram usados para fixar o penteado, ao final a jovem colocou o broto de lótus na lateral do penteado.

    - Acho que está pronto, do modo que está não corre o risco de cair durante a noite e, não complicado de desfazer.


    Modelo do Penteado:
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 22/3/2017, 16:03

    Belladonna aguardava a sua fala terminar em frente a porta e sorria com o belo sorriso que possuía em resposta a suas palavras e reações. Havia uma certa candura na figura de Belladonna que a diferenciava essencialmente de todos da própria linhagem dela, Abrielle se apresentava como uma figura maternal forte e sempre exigente, Othello era confuso e hiperativo e Paco um poço de amargura. Já a ancillae sorria com naturalidade e parecia gostar de conversas informais. Tanto que ela seguia pacientemente ao seu lado, olhando seus móveis e decorações e aprovando vários deles. Enfim, sentada ela olhava com curiosidade e permitia sem receios o seu toque. Quando o penteado ficava pronto ela se levantava e se olhava no espelho, dando uma breve rodopiada na frente do mesmo e parando de frente para você, colocando as mãos na cintura.

    -Eu adorei! Preciso aprender a fazer isso diariamente, eu amo meu cabelo mais eles me atrapalham muito durante os estudos no final da noite! Alias, eu sei bem como serão as coisas para você nessa noite querida Uma, também entendo que meu irmão mais velho cuida muito bem de você, provavelmente melhor do que cuida dele próprio... É típico dele, lembro dele ter feito o mesmo comigo durante minhas primeiras noites... O que eu quero dizer é que hoje você será aceita no primeiro ciclo de mistérios da Casa Tremere. Isso irá implicar que a partir dessa noite você terá dois neófitos como aliados e parceiros de ciclo. Todos os Tremere verão a cerimonia, por isso é necessário que você como representante da linhagem de Abrielle se apresente a uma determinada altura. Entende?

      Data/hora atual: 23/8/2017, 09:03