WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

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    King Narrador

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    Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por King Narrador em 25/3/2017, 21:47

    3 de Setembro, 2005, 4:30


    A Regente lentamente abria seus olhos. Demonstrando muita calma. Como se estivesse em um confortável desabrochar. Esticava seus braços na medida que ia despertanto. A presença surrealmente poderosa dela regressava para a sala. Todavia estava apaziguadora. Não pesava em sua cabeça. Era apenas uma forte pressão, como se o ar estivesse altamente úmido. Mas o terror não vinha mais daquela mulher. A qual lhe olhava com um sorriso sincero no rosto. Assim a mesma fez um sinal para que vós se levantasse e ela também o fez em seguida. Ficando uma próxima da outra de pé. Na mesma altura.

    - Peanaidh... Lhe peço que não me chames de Rainha. Pois uma Rainha que almeja ter um Sol como seu vassalo terá suas asas queimadas. Chame-me apenas de Melinda. Poucos assim me chamam e vós será uma dessas pessoas.

    A matusalém então deu um meio círculo ao redor de você. Como se estivesse avaliando o mundo ao entorno dela. Seus olhos estavam fechados. Podia-se sentir que ela estava olhando além daquela sala. A concentração dela era absolutamente incrível e o ambiente começava a se mostrar cada vez mais escuro. Como se as luzes estivessem ficando fracas. Logo a Regente, agora depois de uma meia volta em ti, abre os olhos e prossegue falando.

    - Certo. O sol logo nascerá e está na hora profetizada. Vamos, não temos tempo para perder. E não se preocupe, eu lhe protegerei. Meu sol...

    O momento seguinte se mostrou avassaladoramente arrepiante. O que ocorrera em seguida seria impossível de ser explicado com clareza por ti por toda a eternidade. Cada instante representava uma sensação absolutamente profunda e forte. O poder inimaginável de um grande titã das trevas era revelado a sua frente. As trevas profundas. O abismo infinito. O mundo ao seu redor perdia todas as luzes. Era a destruição eterna ao teu redor. Aquela que destruiu sua Ilha. Aquela que rachou o mundo. Aquela que despedaçou o Sonhar. Era o pavor profundo. A dor e a morte eterna.

    Só que você não estava sozinha. A Regente estava em sua frente, a única fonte de luz no escuro. E antes que sua besta interna perdesse a consciência dentro do pavor daquele universo do avesso e macabro, a grande líder do Sabá lhe prendeu sob os braços dela. Um abraço, um forte e apertado abraço. Lhe protegendo de todas as trevas ao seu redor. Ela se tornara seu escudo naquele grande lugar obscuro e nefasto. Melinda protegia seu sol enquanto o mundo todo se mantinha sem referências no meio do absoluto escuro colossal e eterno.

    Assim vós percebeu algo praticamente imperceptível. A Regente parecia ter tudo sob controle em seu controle daquele abismo. Mas a mesma não esperava a sensação quente de lhe segurar. Vós podia sentir o pequeno susto correr pela pele fria e morta dela e por um segundo, um micro milésimo de segundo, lhe mostrar uma sensação muito forte. Uma assustadora reação. Uma curta e única batida de coração. A Regente, o corpo dela, de alguma forma reagira profundamente em confrontação com tua aura. Algo que talvez nem a mesma notou ter ocorrido. Mas vós sentiu e nunca mais esquecerá a sensação daquela curta batida de coração.

    Entrada do Pântano:


    Assim seus pés tocaram no chão. Era um chão de terra. O mundo ao seu redor estava claro novamente. Bastante claro na verdade. A alvorada estava chegando no pântano. As arvores verdes cobriam o mar alagado ao seu redor. Era o coração do delta do Mississípi. Algumas milhas de onde vós estivera instantes antes. Assim, de pé, vós chegara na entrada daquele mundo misterioso dominado pela natureza. O cheiro de enxofre consumia suas narinas, como em seu primeiro sonho. Aquele lugar era a entrada. Vós estava certa disso. Ao seu lado a regente estava de pé, se mostrando apenas um pouco fatigada, mas muito decidida.

    - Chegamos Peanaidh. Conforme a profecia. Nos guie para dentro e então... Nossos caminhos para sempre se separarão.
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por Danto Jogador em 25/3/2017, 22:16

    "O despertar de uma rosa, delicada e tímida. Ao mesmo tempo poderosa como uma semi deusa, pergunto-me como deve ser ter tanto poder e lutar contra as tentações que ele trás..."

    Observando com curiosidade as reações iniciais da mulher, eu me mantinha de joelhos até que ela me pedisse para me colocar de pé, isso era prontamente realizado e eu buscava olhar diretamente nos olhos dela. Sem esboçar nenhum medo, eu sorria confiante e alegre com a autorização de chamá-la pelo nome e eu o teria feito de imediato, se as trevas não devorassem meu mundo mais uma vez.

    Arregalando meus olhos eu fechava os punhos, pronta para o pior de tudo. Testemunhar diante meus próprios olhos a profundeza do abismo, a terrível força que arrebatou minha terra, minha raça e que despeçou a glória e o amor dos meus antepassados. O nauseante e desesperador sentimento de agonia só diminuía porque eu sentia o abraço frio de Melinda, a Cainita estava verdadeiramente disposta a me proteger de tudo, um carinho sincero e tão belo que fazia o coração dela bater. Nesse exato momento, em meio ao meu cansaço e minha fragilidade diante de tanta escuridão, eu apoiava minha face em seu colo e sussurrava para ela.

    -Minha Melinda...

    Fechando os olhos eu me entregava totalmente aquela situação. Assim que finalmente o cheiro forte de enxofre invadia minhas narinas, eu abria os olhos e observava o meu arredor, havia chegado a hora de cumprir tudo que havia me sido prometido. Sem pensar duas vezes eu me afastava de Melinda, sorrindo carinhosamente para a mesma e tirava meus sapatos para sentir o frio daquela lama. Tetando timidamente no começo, para logo começar a andar a frente dela, parando para pedir a ela um minuto com o dedo indicador da mão esquerda.

    "Eu devo estar preparada, exatamente como me foi revelado, sem isso eu jamais encontrarei os caminhos do Sonhar..."

    Respirando fundo, controlando o medo e o trauma de exibir minhas feridas e cicatrizes, eu me virava de costas para Melinda e me despia sem nenhuma vergonha, assim, ficando completamente nua em meio aquele sórdido ambiente eu me dedicava a sentir a umidade do local, abrindo os braços com confiança e força. Ali eu me entrega ao meu destino, se tudo fosse verdade eu as sentiria de novo,estaria finalmente completa.

    "Aqui não há mais a minha besta, tão pouco a minha maldição. Não existe mais meu corpo humano, estou aqui, como Peanaidh. Verdadeira, pura e essencialmente feérica. Eu acredito nisso, em mim mesma e em meu destino! Boudica eu estou chegando minha luz!"
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por Danto Jogador em 25/3/2017, 22:29

    [Off: Testes
    1º: Vigor + Acuidade + Mytherceria => 2+2+4
    2º: Percepção + Acuidade + Mytherceria => 4+2+4]
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    Dados

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por Dados em 25/3/2017, 22:29

    O membro 'Danto Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 3, 8, 6, 8, 4, 5, 5, 4

    --------------------------------

    #2 'D10' : 1, 9, 6, 2, 4, 4, 7, 5, 5, 6
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por King Narrador em 25/3/2017, 23:02

    Suas vestes iam caindo sobre a lama, uma por uma. Revelando sua nudez por completo no meio daquele pântano. De costas vós não podia ver a reação de Melinda e apenas o silêncio lhe acompanhava. Silêncio não era uma palavra perfeita para ser usada dentro daquele pântano cheio de vida. Mesmo assim, vós prosseguia até finalmente estar isolada de suas roupas. Nua e de coração aberto para a flora ao teu redor. Um lugar de terror para tantos, mas que nem por um segundo se mostrava assustador para você. Assim vós apenas fechou os olhos e começou a sentir aquele cheiro. Como em seus sonhos.

    - Peanaidh...

    Foi a única coisa capaz da Regente falar e com muita hesitação. Pois em seguida vós começou a se sentir mais leve. Seus pés ainda tocavam o chão. Só que a gravidade reduzira. Seu corpo ficava mais leve. Era quase um levitar por entre aquele lodo do rio. Sua audição melhorara drasticamente e era possível sentir toda a sintonia do pântano. As corujas á milhas de distâncias. Jacarés nadando como grandes predadores. Siris cavando suas tocas. Andorinhas prestes a despertar em seus ninhos. Todo o mundo a sua volta se mostrava maravilhosamente mais belo e vós o via mesmo com os olhos fechados. Mais verde, mais colorido. Menos ameaçador. Assim um brilho chamou sua atenção, pois do meio do escuro das arvores mais altas surgia uma presença.

    Alce Irlandês:


    Não havia dúvidas que era o alce irlandês. Uma majestosa criatura de chifres colossais que entrara em extinção em todas as Ilhas Britânicas oito mil anos antes de Mithras pisar nelas. Era um animal totalmente puro e isolado de toda a corrupção que caiu sobre a terra depois de seu desaparecimento. Todavia lá estava o poderoso animal. Há mais de cem meros de você, lhe olhando direto nos olhos. Para então se virar e começar seu caminho para dentro da selva. Era seu guia. Enquanto isso, vós conseguia sentir a presença de Melinda chegando ao seu lado. Vós de olhos fechados não a via, mas sentia um abalo dentro dela. Ela não era a mesma de uma hora atrás. As palavras que saíam da boca dela agora eram menos potentes e mais empáticas.

    - Suas... Suas cicatrizes... Mas... Como estás a flutuar? Não entendo... Mas acho que vós achou o caminho. Estou certa?


    Última edição por King Narrador em 27/3/2017, 09:20, editado 1 vez(es)
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por Danto Jogador em 26/3/2017, 00:05

    "Eu amo ouvir esse nome, Peanaidh, apesar de tanto sofrimento que ele sempre me trouxe. Ele é tudo pra mim, meu cerne, minha força e minha verdade. É meu maior tesouro e ninguém pode tirá-lo de mim!"

    De olhos fechados e braços abertos, totalmente entregue de corpo e espírito para aquela cena, eu sorria ao ouvir meu nome. Meu corpo inteiro reagia a ele, como se aquilo me tornasse mais forte e mais confiante. Assim minha audição se expandia e eu brincava sozinha com as pontas dos meus dedos, tentando alcançar aqueles sons e agarrar as notas sonoras por eles emitidos. Tudo estava tão claro, mesmo sem abrir meus olhos eu sabia disso.

    No momento em que o alce surgiu eu soube que ele seria meu guia, o grande animal outrora guardião das terras sagradas da irlanda representava sem dúvida alguma a presença da minha Rainha Guerreira, um representante direto das terras sagradas de outrora.

    Com orgulho eu sentia meu corpo mais leve e sem nenhum espaço para receios eu seguia o caminho seguindo o alce, meu objetivo era chegar até o carvalho branco. Ouvindo os passos de Melinda eu virava meu rosto para ela, ainda com os olhos fechado e com um sorriso extremamente radiante, belo e sincero, um sorriso vindo de minha alma. Eu dizia:

    -Aqui eu sou Peanaidh Gwydion, A Baronesa dos Altos Grifos. Filha de Eòin e Líadan! Está a resposta necessária para tudo que venha a ver ao meu lado, minha Melinda. E acredite no seu Sol, nós jamais iremos nos perder, porque ele nasceu para caminhar por esse caminho...

    E assim eu iria fazer, seguir aquele poderoso animal até o meu destino. Sem medo, sem receio e sem vergonhas. Entregue e confiante de que o futuro era meu por direito.
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    King Narrador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por King Narrador em 26/3/2017, 00:45


    Seus passos eram leves. Cada metro para frente e vós se sentia mais e mais leve. Até o ponto que a ponta de seus dedos dos pés apenas tangenciavam a água que cobria o chão. Era uma pura e profunda levitação. Os sons de passo vinham apenas de Melinda ao seu lado. A presença dela estava mais fraca. Havia um misto de pensamentos dentro dela e você podia de olhos fechados ver uma mistura de cores ali. Só que seu caminho seguia à frente. Por entre as árvores mais escuras e mais altas. O caminho passava pelas águas mais fundas e os lamaçais mais intensos. O som dos animais ficava mais fraco na medida que o labirinto se formava ao redor de vocês. O alce ainda lhe guiava, andando sereno na frente. Estava claro no entanto que agora o mundo era outro. Era um mundo estranho e distinto, algo primordial, perdido no tempo e no espaço. Onde cada curva levava para a entrada, exceto a que vós tomava. Só o caminho que seus instintos lhe guiavam, lhe levavam para mais e mais fundo dentro daquele mundo primevo de pura entropia.

    Agora o clima ao redor ficava mais pesado. O som de predadores podia ser ouvido. Mas era sons não animalescos. Algo que nenhum animal poderia fazer, eram ecos de gritos horripilantes. Oriundos de bestas que não deveriam existir. Era um plano profundo de pesadelo ao qual vocês duas passavam. Flutuando lentamente pelo único caminho que fazia sentido. Transpassando pelo cheiro de enxofre que consumia toda a atmosfera. Poucos passos atrás do guia que não perdia o ritmo e ia levando vocês por entre aquele lugar. Podia-se sentir criaturas lhe observando de longe. Analisando se valia a pena a emboscada, mas se recusando a atacar. Criaturas que se escondiam na lateral de seu campo de visão sensitivo, criaturas grotescas que não podiam ser vistas, apenas sentidas. Só que o caminho que vós tomava era seguro e nenhum mal passava por vocês duas. A pressão ia passando no ar gradativamente e podia ser sentido que não estavam mais dentro do império da umbra profunda. Agora estavam no coração daquele terra. Até que chegou a encruzilhada.

    O alce não hesitou em tomar o caminho da direita o qual parecia levar para uma clareira à uma milha para frente. Seus sentidos lhe diziam que lá era seu objetivo. Só que para a esquerda havia outro caminho. Onde vós também sentia o que havia no final. Havia corrupção, uma profunda corrupção transbordando de dentro de uma tribo. Aparentava ser um ninho de lobisomens abraçados pelo reino do pesadelo. Era o alvo que a Regente viera eliminar. O caminho que ela deveria ir, distinto do teu. Assim vocês duas pararam de frente para a encruzilhada. De um lado o caminho para a iluminada clareira que traria paz e respostas e para o outro, as profundas trevas novamente, onde só trariam sangue e vingança. Era a hora da separação, só que esta não aconteceu instantaneamente. A regente não parecia estar confiante em que caminho tomar, a voz dela carregava dúvidas. Assim depois da longa caminhada em profundo silêncio ela finalmente se pronunciou.

    - Meu caminho... É para a esquerda... Lá estão meus inimigos... Acredito que este será nosso adeus então... Minha querida fada... Meu sol...
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por Danto Jogador em 26/3/2017, 01:08

    Meu corpo inteiro reagia a mudança dos mundos, o arrepio de meus pelos e o leve tremer dos músculos que reagiam diante o frio e fazia espasmos curtíssimo em reação aos estímulos daquele primordial e entrópico ambiente de pesadelos. Eu era uma criatura do Sonhar e orgulhosa disso, ousava atravessar o mundo dos Pesadelos e caminhar diante as suas feras que dedicaram-se por vários e vários séculos a ferir a moral dos homens, o frio era impossível de ser ignorado, pois são os pesadelos os presságios para o inverno, a ausência do Glamour.

    Todavia, eu era uma exceção. As fadas hoje se chamam por Povo Outonal, eu não nasci nessa época e fui ensinada a ser a herdeira do Povo Primevo, aqueles que nasceram da Primavera e terão o Verão para o mundo inteiro. Naquele momento eu era o Sol daquela poderosa, porem indecisa Rosa. Logo eu, aquela acostumada a nutrir os jardins de tantos lugares. No momento em que nós duas parávamos na encruzilhada, eu sorria feliz. Para mais uma vez virar meu rosto na direção de Melinda e abrir meus olhos púrpuras para ela. Olhando em seus olhos eu oferecia a minha resposta.

    -Eu tenho que seguir a uma direção oposta, minha Rosa, minha Melinda. Mas isso não é um Adeus, em hipótese alguma! Estou indo em direção à minha Luz, a minha grande revelação! A minha luta é trazer a Luz para esse mundo, ser o Sol para as Trevas! Eu a convido, minha Rosa, a vir comigo para a Luz... Entendo que teu caminho é outro, respeito-a profundamente por isso e sabia que és livre acima de tudo. Mas eu posso levar você comigo... Ao meu lado não haverá apenas uma batida de coração, haverão milhares... Por isso eu a convido mais uma vez, venha comigo. Veja com teus próprios olhos o teu Sol brilhar!

    Eu então estendo a minha mão direita à Melinda, aguardando-a.
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    King Narrador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por King Narrador em 26/3/2017, 02:15


    O toque gélido em sua quente mão. Este foi o primeiro sentido que vós teve. Mas você podia ver mais que isso. Lágrimas escarlates escorriam pelo rosto daquela titânica de sangue. Lágrimas que continham vitae o suficiente para destruir cidades inteiras, mas que agora apenas demonstravam um profundo e intenso sentimento. Um sentimento complicado. Era uma mistura de muitas emoções. Amor, felicidade, alegria, raiva, ousadia, vergonha e medo. Era o puro sentimento que qualquer humano teria, agora demonstrado por aquela Rainha do Sabá. Não havia palavras para serem ditas. Assim ela apenas apertou forte sua mão. Como um pedido para que não a largasse de forma nenhuma.

    Logo juntas vocês andaram. Provando que profecias são para tolos. O mundo é esculpido por suas próprias escolhas. Agora não era mais aquele sonho que lhe guiava e as profecias dos sacerdotes da Regente. Era o coração das duas. Unidos pelo aperto forte de mãos. Vós não levitava mais. Não por não poder e sim para estar de igual com aquela ao seu lado. Pisando na mesma lama, no mesmo musgo, no mesmo barro, em direção a clareira a qual estava o alce a espera de vocês. Ele se posicionava logo na entrada do lugar, ao lado dele estava um homem de capuz e cabeça abaixada dentro de um manto verde. Fazendo a mesura para que as duas seguissem o caminho. Seus instintos conseguiam ler a aura daquele homem, era claramente um feiticeiro. Um Tremere, um com a presença quase similar à de Hella, a primogênita Tremere atual. Seria ele Ismale Escarbi? O Tremere da linhagem local que sumira a tantas décadas? A pergunta não era importante agora. Pois o caminho estava à frente de vocês duas.



    A clareira na sua frente era iluminada. Só que chegando perto não era deveras um escampado limpo. A luz vinha da árvore no meio do lugar, embora um pouco difícil de vislumbrar esta. Afinal, rodeando a árvore branca de casca reluzente, inúmeros pilares de madeira existiam. Esses pilares estavam circundando a clareira em nove círculos. Havendo um décimo mais próximo de ti, na extremidade do escampado, sendo este de arvores vivas lapidadas. Um woodhenge completo na sua frente. Algo que sequer nas ilhas britânicas vós teve o prazer de ver. Afinal apenas os círculos de pedra sobreviviam o passar das eras.

    Sua caminhada prosseguiu atravessando cada círculo. Chegando até o salgueiro branco que residia no mesmo. Era possível ver com clareza agora aquela digníssima árvore. Sua casca brilhava como nada que vós vira antes. Era uma bela árvore. E suas mãos involuntariamente desejaram tocá-la, e assim fizeram. Aproximando seus dedos da casca lentamente. Um segundo antes de tocar, uma presença se fez sentida atrás do salgueiro. Não dava para identificar quem era. Apenas sua voz feminina. A qual chegou aos seus ouvidos no instante que vós tocou na árvore.

    - Sejam bem vindas, Peanaidh Gwydion e Melinda Galbraith. Hoje é o dia de vocês duas despertarem.

    Dessa vez você não acordou. Porque não era um sonho. Aquilo era real e a sua mão sentia um aperto da titã ao seu lado que estava estarrecida e com um semblante frágil. Assim veio do outro lado da clareira uma mulher. Finalmente ela aparecera. Andando na direção de vocês. Revelando seus belos cabelos vermelhos, seu rosto rosado marcado de fardas e vestes britânicas. Junto de uma bela espada reluzente em suas mãos. O rosto dela revelava um semblante maternal. E era ela. Era Boudicca. A própria e única. Filha de Crone, Líder dos Icenis, Protetora do Reino do Sonhar Britânico e a Nêmesis de Mithras.

    Boudicca:

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por Danto Jogador em 26/3/2017, 02:41

    Eu segurava com firmeza a mão dela, com a força necessária para dar a ela a certeza de que eu estaria ali, ao lado dela. E com a suavidade marcante para que ela soubesse que se em algum momento ela desejasse sair, eu iria permitir. Não era meu dever ali impor absolutamente nada, ela tinha que vir comigo porque o Destino nos permitia, porque ela Desejava e ele, o Destino, é moldado por nossos verdadeiros Desejos.

    Com a minha mão livre eu limpava as lágrimas de Melinda, sorrindo para ela e sussurrando baixinho que tudo ficaria bem, que o nosso amanhã estava a nossa frente. Com calma eu me colocava então ao lado dela, ao lado de um verdadeiro titã e caminhamos juntas, como iguais em meio aquele barro e toda aquela natureza primordial.

    Quando a figura do homem apareceu eu apenas o saudei de maneira breve, agradecendo por ele estar ali e honrando sua figura, de certa forma eu o considerava um guardião e ele acabará de nos dar passagem. E por isso eu o agradecia em silêncio, para enfim seguir minha caminhada até o Carvalho, passando por todos os círculos e obstáculos.

    Controlando minha vontade de sair correndo e tocar aquela cálida árvore, minha atenção era voltada para a voz de Boudicca. De imediato eu me virava para Melinda e com a mão livre eu virava o rosto dela para mim.

    -Minha Rosa, chegamos. Aqui nossos sofrimentos acabam, nossas cicatrizes irão se fechar...

    Soltando sua face para lhe fazer um breve afago nos cabelos, eu finalmente estava pronta para me encontrar face a face com aquela que me vistava em meus sonhos, aquela que compartilhou comigo suas piores e mais felizes memórias. Ela era como eu, estávamos unidas e para sempre estaremos. Com um enorme orgulho e admiração pela Ruiva eu elevava minha voz para ela.

    -Saudações, Filha de Crone, Líder dos Icenis, Protetora do Reino do Sonhar Britânico. É uma honra finalmente estar em sua presença, obrigada! Vejo que trás consigo a sagrada espada, a Lâmina dada por Nimueh a Senhora dos Lagos. Estamos prontas para nosso despertar, por favor nos guie!
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por King Narrador em 26/3/2017, 03:32

    Boudicca sorri para sua homenagem. Aquele sorriso que faz o coração palpitar de alegria por saber o quão sincero é o sorriso ali em questão. Então ela começa a se aproximar da Regente. Que por um segundo encolhe os ombros, como se seu instinto lhe mostrasse medo. Aparentando um pequeno gato acuado. Só que com o leve toque das mãos da Liahanna nas faces de Melinda a mesma se mostrou muito mais calma e ouviu com muita atenção cada palavra dita pela celta.

    - Minha pequena Melinda Galbraith. Existe muita dúvida em seu coração. Para vós eu lhe ofereço esse refúgio. Para poder ir e vir quando quiser. Aqui sua besta estará mansa e poderá se aliviar das cicatrizes em sua alma. Mas não serei eu à curá-las. Você precisa encontrar sua alma gêmea. Alguém que cuide desta sua dor. Eu apenas posso lhe oferecer o conforto até esse momento chegar.

    As palavras logo fizeram a Melinda se sentir um pouco mais confiante e assim a mesma se encostou na árvore branca. Olhando para cima, se hipnotizando com os detalhes daquela obra prima da natureza. Enquanto isso a grande guerreira vinha até você agora. O rosto maternal dela prosseguia forte como de costume. Era possível ver o olho de sua mãe, Líadan, refletido dentro dos glóbulos brilhantes daquela que se dirigia a palavra a vós. As palavras eram doces, por mais que havia alguns detalhes amargos em sua frase. Só que ouvir tudo aquilo lhe trazia um sentimento mais puro que qualquer outro, alegria suprema.

    - Me entenda minha pequenina. Você escolheu o mesmo caminho que o meu. Estás amaldiçoada eternamente. Nunca mais será uma fada como fora no passado, mas isso não é o fim. Você viveu seu verão em seu belo palácio em Arcadia. Teve seu outono como humana nas terras escocesas e entrou no inverno com sua morte. Só que existe um círculo e sua primavera está chegando. Não serás aquela fada que um dia foi, mas podemos transcender nossas próprias algemas. A ti ofereço o maior dos presentes. A visão.

    Com a palma da mão dela, Boudicca com intensidade pressionou seu rosto. Cobrindo sua visão por alguns instantes. Lhe transferindo uma quantidade absurda de calor. Quase lhe deixando tonta. Só que quando seus olhos abriram o mundo inteiro mudara de cor ao seu redor.


    Duendes corriam com sacolas coloridas cheia de seiva de pinheiro. Enquanto pequenas abelhas azuis com grandes ferrões faziam furo nas árvores cantantes e tiravam o produto dourado de dentro. Guaxinins vestidos de lenhadores corriam pela clareira rolando melancias rosas. Enquanto alguns macaquinhos com saias ou quimonos pulavam por entre as árvores. Uma ou outra dos grandes troncos possuíam rostos narigudos e resmungavam um pouco enquanto outras apenas assoviavam. Da mesma forma que joaninhas gigantes que carregavam carroças cheia de ovos dourados, onde outras só tagarelavam sobre não gostar de assobios. Podia-se ver algumas lontras correndo por entre as colunas de madeira vestidas de meias coloridas enquanto participavam de um complexo jogo que aparentava ser cricket. De alguma forma podia notar que as lontras de meias com cores mais claras pareciam estar ganhando o jogo. Um urso com um chapéu de abacaxi e toga havaiana batia um tambor no fundo da clareira junto de um leopardo de terno que habilmente tocava uma harpa. No meio deles estava uma raposa de Kilt que tocava uma ocarina. Fazendo uma bela música e revelando aquele mágico e insano mundo ao seu redor. Só que antes que você conseguisse analisar mais detalhes a sua volta, Boudicca, agora com orelhas pontiagudas, regressou a falar.

    - Você podes não ser o que fora um dia. Mas pode ver e interagir novamente com aquele belo mundo que deixamos para traz. Espero que goste deste primeiro presente. Quanto ao meu segundo presente... Não é muito bem um presente pois eu não o possuo. Mas sei sobre o seu destino. *Pausa para um sorriso* Suas asas. Entenda, eu vejo sua cicatriz e consigo ver a cena horrível que ocorreu no passado. Só que minha pequena não notou na época o que ocorreu precisamente. Um Changeling Away lhe trouce para esse mundo, mas mesmo despedaçada, você TODA veio para esse mundo. O que digo é que suas asas, mesmo arrancadas de seu corpo também vieram. Elais caíram do céu como um cometa e elas se protegeram como um grande bloco de pedra para sobreviver à banalidade. Se minha memória estiver correta, elas caíram numa região escocesa chamada Scone. Infelizmente não posso dizer onde exatamente elas estão agora. Mas é um começo.


    Última edição por King Narrador em 27/3/2017, 09:37, editado 2 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por Danto Jogador em 26/3/2017, 12:46

    Notando a aproximação de Boudicca, me restava apenas soltar a mão de Melinda brevemente para que as duas pudessem interagir de maneira total e direta, sem interrupções. Era surpreendente ver uma pessoa tão poderosa se encolher daquela forma e era ainda mais gracioso vê-la se reerguer após as palavras ditas pela Grande Defensora. E vendo-a seguir em direção ao carvalho eu pude apenas tocar suas costas brevemente, como uma simplória forma de encorajamento e um "até logo".

    "Eu vejo um futuro brilhante para Melinda, não acredito que ela simplesmente irá ignorar o que aconteceu aqui. Eu sei que minha luz irá levá-la para uma direção diferente, mas qual será essa direção? Quem será a sua alma gêmea minha Rosa?!"

    Então era chegada a minha hora de ouvir diretamente o que Boudicca tinha para me dizer, uma mistura de ansiedade e curiosidade me devorava internamente enquanto a ruiva ainda caminhava em minha direção. Quando ela começava a falar eu sorria intensamente e também me encaminhava até ela, demonstrando que não havia nenhuma dúvida dentro de mim. Todavia, quando ela mencionava o termo "visão", meu corpo inteiro tremia e eu perdia totalmente o controle da minha respiração, ofegante eu sentia o toque dela em meu rosto, o calor me fazia transpirar e relaxava minha musculatura quase que imediatamente.

    "A realidade quimérica..."

    Era o que eu pensava de imediato, todavia, não havia tempo para pensar. No exato instante em que eu via um duende após tantos séculos, uma euforia me dominava eu eu saia correndo por todos os lados, se eu conseguisse eu tocaria em todos aqueles detalhes, mas interromper aquelas lontras jogando ou a música sendo executada pelo urso e seu amigo felino, seria simplesmente crueldade desmedida. Então como uma criança bagunceira e feliz eu corria em torno de cada pequeno detalhe, com os olhos arregalados e uma expressão radiante. Era exatamente isso que eu desejava defender e ver finalmente a minha verdadeira herança, meu verdadeiro mundo, me completava. Eu estava rindo tanto que demorava a entender que Boudicca havia retomando a sua fala e assim, eu corria na direção dela, esbaforida por tanto correr e feliz ao ponto de simplesmente abraçá-la assim que ela terminasse de falar. Soltando o abraço eu segurava a mão livre dela com as minhas duas mãos e olhava diretamente em seus olhos.

    -Obrigada! Você sabe como esse caminho é doloroso, como nossas feridas parecem eternas e incapazes de serem fechadas, mas você me acolheu com carinho e sinceridade. Nunca esquecerei isso, nunca! Você me devolveu a visão e mais do que isso, você me devolveu a confiança de que ainda há pelo que lutar! Nunca senti meu coração bater tão forte assim, eu consigo ver a minha mãe através dos seus olhos, essa força me inspira e me guia! Obrigada! Agora você ainda me diz que minhas asas estão dentro da mais importante rocha das Ilhas Britânicas, tantos Reis e Rainhas foram coroados sobre ela... Eu sei onde ela está, graças a você eu terei minhas asas, não terei mais de me envergonhar de minha própria forma, meu próprio corpo. Eu serei completa de novo! Por favor, Boudicca, me mostre o próximo passo! O que eu devo fazer por ti?
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    King Narrador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por King Narrador em 27/3/2017, 11:47

    Era um profundo, gentil e carinhoso abraço que você recebia de Boudicca. O calor que emanava do corpo dela era grande. Como o de alguém febril, mas não havia doença no corpo dela. Apenas um poderoso e profundo amor inabalável. Ela lhe deu o tempo necessário entre seus carinhosos braços para só depois começar a falar com calma.

    - O caminho da luz é doloroso. É fácil entrar no escuro, só abraçar um sentimento com muita força, seja ódio, medo ou até alegria. Pois qualquer sentimento levado ao extremo lhe tira a sanidade e lhe joga nas mais profundas camadas do mundo nefasto. Seguir o equilíbrio da natureza é uma tarefa para poucos, afinal aquelas pobres criaturas que vivem aqui perto, os garous, também não conseguiram manter o caminho de Gaya. Por isso estamos em menos número. Mas nossa guerra não está perdida. Afinal temos um aliado maior que todos que já existira. Pois rés a lenda que o primeiro à desafiar a fonte da corrupção o amaldiçoou dizendo que o tempo seria sua sina. E o tempo está do nosso lado.

    Boudicca anda um pouco ao seu redor. Apreciando a vista quimérica como você mesma observava. A pausa da frase dela foi quando um grande e belo dragão verde passou em rasante voando por cima do woodhenge e desapareceu novamente por entre os pântanos.

    - Não podemos atacar nosso inimigo enquanto ele está fraco ou nos tornaremos tão sujos quanto ele. Também não podemos atacar nosso inimigo quando ele está forte pois será nossa sina. Mas em sua reviravolta, em sua ressurreição, quando ele estiver para se reerguer das cinzas, devemos atacar. Para quebrar sua fênix e mantê-lo destruído para sempre. Assim saiba, as estrelas me dizem que por volta de cento e cinquenta círculos lunares Mithras irá despertar novamente. Mas não o tema e não tenha medo de usar o nome dele. Pois o mesmo não é imortal e esta lâmina em minhas mãos irá cortar sua cabeça.

    Ela então maneja a espada com uma habilidade ímpar. Só que a mesma agora se mostrava diferente, com características quiméricas que faziam a mesma brilhar, como uma espada de pura luz e energia absurda que iluminava toda a clareira.

    - Logo se prepare para esse dia. Junte aliados. Enfraqueça o quanto poder nossos inimigos, eles já estão vendo seu mundo desabar. Ai, quanto a fênix das trevas surgir, Excalibur será invocada para a mão do guerreiro que irá decapitar de uma vez por todas a cabeça do inimigo das Ilhas Britânicas e os filhos da floresta terão sua vida de paz novamente.

    Ela então se aproxima de você. Podia-se nota o quão mais alta que ti ela era. Assim Boudicca carinhosamente coloca a mão em seu ombro enquanto observava os prelúdios da alvorada no mar do horizonte.

    - Por hora apenas descanse neste lugar de paz. E amanha parta em sua jornada. Volte para casa e comesse a unir suas forças. Não esqueça. Eu estarei sempre do seu lado e não me esconderei quando a batalha começar.


    Última Ação Para o Final da Narrativa de Nova Orleans
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IX - The Dawn

    Mensagem por Danto Jogador em 27/3/2017, 18:49


    "Ela é uma gigante e eu, tão pequena. É por isso que ela segura essa espada e eu não, ela é força que eu tanto precisei em minha vida. E eu serei a sua general..."

    Era o que se passava em minha mente enquanto eu a observava de bem pertinho, afinal eu não queria nunca me distanciar daquele calor, muito menos dela! Mesmo após o término do abraço eu não ia para longe, permanecia ali. Onde eu deveria sempre e para sempre estar. Mas ela fazia uma pausa e meus ouvidos escutavam o voo daquela majestosa criatura, como uma criança inocente eu erguia minhas mãos aos céus sonhando em tocá-la.

    Um sorriso inocente saia dos meus lábios, rindo de minha própria infantilidade e fascínio. Logo eu direcionava novamente meus olhos para Boudicca, atentamente ouvindo cada palavra que era dita. Convicta de que eu faria meu máximo pela nossa causa. E ali de pé, na frente daquela majestosa fada, com a alvorada a surgir nos céus de Nova Orleans, eu assumia uma postura séria e reta. Tomada pelo maior de todos meus orgulhos eu a respondia.

    -As trevas são cruéis e é sim fácil de mais simplesmente entregar-se a elas, eu sei disso e como sei. Por muito tempo eu não fui nada diferente dessas simples almas que se entregaram ao ódio e a dor, chorei sozinha sem ser ouvida. Sofri sozinha sem ser amparada. Mas eu pude ver que sempre houveram aqueles que se recusaram ao mais fácil dos caminhos, eles estiveram lá por mim e eu pude me curar de minhas próprias aflições... Eu a agradeço pela oferta e irei sim descansar aqui hoje, mais lhe digo que será minha última noite de descanso. Pois não haverá uma única ou simplória noite em que eu não estarei preparando tudo para quando a fênix negra retornar! Eu estarei lá, forte como nunca e farei o primeiro voo pelos céus livres! E prometo que jamais a esquecerei, porque é você a minha única e verdadeira Líder. Assim, eu Peanaidh Gwydion juro minha fidelidade à ti... E me garantirei para que seus olhos testemunhem o meu voo!

      Data/hora atual: 24/6/2017, 17:47