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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

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    Danto
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    Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Danto em 19/9/2017, 19:02


    Imagens Referenciais:
    Gps:
    Visão Panorâmica:
    Visão Frontal:
    Local: Grosseto, Rusellae.
    Data: 16 de Abril de 2016: Fólkvangr.

    A pedidos de sua Senhora, o final da sua noite anterior acabou por se transformar em uma peregrinação até a vila de Rusellae. Uma pequenina reunião de casas em torno de um sítio arqueológico, além de pequenos hotéis e pousadas que lucravam com os turistas interessados na experiência rural da Toscana. Assim, ao acordar você já se direcionava para as coordenadas oferecidas à ti por sua Senhora.

    Seus olhos logo eram capazes de ver no alto de um morro uma muralha de pedras ancestrais. Tão antigas quanto o próprio solo ao qual você pisava, havia inclusiva uma sensação inusitada e inexplicável. Sem precisar dizer nenhuma palavra ou de qualquer outro segundo, você se sentia andar sobre um solo sagrado e primordial.

    A distância entre a muralha e você ia diminuindo e seus ouvidos eram tomados pelo ressoar de vozes femininas e tambores. Uma apresentação parecia estar ocorrendo! Além dessas vozes de cantavam em um dialeto totalmente desconhecido pelo seus ouvidos, era fácil compreender que um combate estava ocorrendo, mesmo que o alto muro o impedisse inicialmente de ver.

    Entretanto, assim que começastes a contornar aquele paredão o mais rápido que conseguia, a figura de sua própria Senhor surgia inesperadamente na sua frente. Atrás dela você já conseguia ver um círculo de pedras mais baixas, à alguns metros dentro do círculo haviam mulheres tocando tambores e cantando, a frente delas outro círculo de pedras que construía uma arena e ali duas jovens lutavam ferozmente por suas vidas!

    -Pequeno Matteo, aproxime-se. Essa noite é especial e eu gostaria de apresentar o meu jovem caçador dentro do meu próprio refúgio diante dos olhos de todas as Valkiras que estão a migrar para cá. Diga-me, filho, teve uma boa noite? Afinal, precisarei de sua força nesta noite!

    Gioia falava em um tom amigável e simpático, da altura de seus quase dois metros de altura e postura sempre extremamente forte e impactante. Teus olhos conseguiam ver as moças se enfrentando com espadas curtas, uma delas no entanto era açoitada por um soco surpresa de sua adversária, caindo no chão e sendo agredida várias vezes por pontapés e chutes fortíssimos, o sangue tingia a grama e o chão. Mas ninguém parecia interessado em interromper ou ajudar a moça caída. Todavia, era a mulher no chão que cravava a própria lâmina no pé de sua adversária, arrancando um urro de dor da mesma e em seguida puxando para que o sangue jorrasse intensamente. A situação agora se invertia e isso claramente causava uma enorme comoção em todas! Palmas, gritos, urros e elogios eram gritados em dialetos totalmente incompreensíveis aos seus ouvidos.

    Gioia:

    Cabelo:
    Roupas:
    Legendas:
    -Gioia

    -Alessia

    -Franca


    Última edição por Danto em 13/10/2017, 17:24, editado 1 vez(es)
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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Lugo em 19/9/2017, 21:00

    Legenda:
    - Fala. (#FF6600)
    “Pensamento.” (#993300)

    O despertar daquela noite trazia, junto dos novos ares, uma ansiedade e animação não usual, afinal, aquele era o primeiro evento interno que realmente participaria e o nervosismo não deixava de dar as caras. Entretanto, sem perder muito tempo, agilmente me levantava da cama e me arrumava conforme a situação exigia, pegando a roupa que havia sido dada de presente por minha senhora e que havia sido guardada com exclusivamente para tal ocasião.

    Já vestido, tomava meu rumo em passo acelerado, mas não tanto para poder aproveitar o caminho percorrido. Pouco tempo depois de seguir ao local indicado, me deparava com uma enorme muralha e, ao olhar tal monumento, um leve tremor dificultava a simulação de respiração que fazia no momento.

    “Então cheguei… O que será que me aguarda? Não sei, mas estou animado!”

    Um pequeno sorriso amarelo desaparecia tão rápido quanto surgia para, então, retornar ao movimento e me aproximar do monumento. A cada passo dado o som de vozes e, posteriormente, de tambores típicos da cultura do clã, iam surgindo e ficando cada vez mais nítidos, revelando que estes acompanhavam um combate que estava acontecendo por dentro daqueles muros ancestrais.

    Estava tão envolvido pelos sons que narravam a luta, que ao ver a imagem de uma mulher aparecer repentinamente a minha frente, meu corpo reagia instintivamente e parava a movimentação e dava um pequeno passo para trás, já preparado para revidar uma possível ação agressiva. Porém, a ação de revidar foi rapidamente reprimida quando reconhecia que a mulher era na verdade minha senhora.

    Após o pequeno “susto” que tomava, uma curta e informal reverencia era feita para, posteriormente, me aproximar da mulher um pouco mais e acenar positivamente com a cabeça enquanto assumia uma postura rígida como a dela, mas sem fazer menção a uma afronta.

    – Sim, mãe, excelente. Estou com todas as forças renovadas para te honrar nesta e em todas as noites!

    Dava uma resposta firme, após uma pequena olhadela na luta que ocorria por trás da mesma, demonstrando minha seriedade usual, mas que era decorada com um pequeno sorriso de canto de rosto.
    Roupas:
    Primeira roupa:
    Roupa por cima:
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Danto em 24/9/2017, 00:01

    A alta mulher observava a sua reação defensiva e atenta e sorria em aprovação, para logo indicar com a mão que reverências não seriam necessárias. Ela esticava então a mão direita, puxando-o para perto e passando a mão por cima dos seus ombros.

    -Maravilhosa resposta pequeno! Bem, deixe-me dizer a ti o que está ocorrendo, hoje será a celebração de duas novas Valkirias, é uma noite especial! Suas irmãs já devem estar chegando, sei que a relação entre vocês não é boa... Mas não é ainda a hora de resolver isso, o que eu darei a ti é uma função essencial no ritual de passagem dessas Valkirias!

    Ela dizia com um tom bem calmo de voz, conduzindo-o para o interior do local, seguindo na direção da torre em escombros que ali existia. Agora era possível ouvir com mais intensidade os cantos e os tambores, além de ver com clareza a vitória da jovem enquanto a outra sangrava no chão desacordada. E quem a ajudava era a própria vitoriosa! Assim que vocês adentravam o local, seus olhos notavam a presença de algumas tochas presas junto ao teto, o piso forrado por pelagens de animais, uma grande mesa central e várias pequenas camas improvisadas com feno e madeiras. Além de caixotes com espadas, machados e escudos.

    -Matteo, eu precisarei que você caçe as jovens. O que achas disso?
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Lugo em 24/9/2017, 01:02

    Com as mãos repousadas por trás de minhas costas, uma segurando a outra, caminhava no mesmo ritmo de minha mãe e escutava atentamente o que a mesma havia a dizer enquanto olhava a luta que servia como plano de fundo daquela conversa.

    “Então é por isso que estamos aqui… Tea e Lucia se tornarão Valkyrias. Interessante… Não duvido da capacidade delas, mas não esperava que fosse acontecer agora.”

    Sempre mantendo uma expressão neutra e focada, minha cabeça concordava com as palavras de minha senhora quando ela começava a explicar o evento, mas, quando minha relação com Tea era trazida a tona, meus olhos se fechavam e um pequeno sorriso se formava em meu rosto ao mesmo tempo que expelia o ar de meus pulmões. Minha situação com Tea, e também com Barbara, realmente não eram das melhores, e, portanto, o sorriso em meu rosto era apenas uma fachada para pressionar minha mandíbula e mexer os músculos como uma demonstração de força e insatisfação.

    “A Alessia eu ainda consigo entender, mas a Tea…”

    Não podia se negar que um ar de carranca pairava sobre mim, mas, o final da frase de Gioia me fazia desviar o olhar, da luta que acabara, para dedicar minha total atenção a minha senhora. Com os olhos levemente arregalados, eu escutava o pedido dela com bastante curiosidade.

    – Caçá-las?

    As palavras saiam instintivamente, como um pensamento alto, mas logo depois me calava e me colocava a pensar da maneira correta por um curtíssimo período.

    “Caçar as duas? Então existe mais uma provação antes… Bem, acho que se não tivesse não seria correto chamá-las de Valkyrias.”

    – A senhora quer que eu as cace assim como faço com nossos inimigos? É isso mesmo?

    Falava ainda mantendo o contato visual, mas já com uma inquietação evidente de animação, por poder participar diretamente do primeiro ritual de passagem que presenciava e que era justamente o ritual de uma de minhas duas rivais.

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Danto em 25/9/2017, 21:12

    -Porque o susto pequeno?!

    Indagava sua mãe e senhora com um tom curioso, chegando até a inclinar a cabeça ligeiramente para a esquerda em uma expressão de confusão. Ela em seguida virava para observar o interior da cabana, esticando a mão para quase tocar no teto da mesma e sorrir com a própria estatura que possuía.

    -Veja Matteo, és herdeiro do meu vitae. Isso o faz um puríssimo herdeiro de Ennoía e toda a glória do Clã, é chegada a hora de provar que não és uma falha de meu julgamento e sim um homem digno de carregar a herança que eu lhe dei. Sim, você deverá caçá-las como o inimigo, só é claro não deverá executá-las! É apenas uma ação ritualística que irá provar que elas são capazes de defenderem de alguém potencialmente mais forte e que você é capaz de colocar-se a altura das valkyrias da tua idade. Afinal, elas tem o treinamento e você o poder do vitae!

    A mulher então aproximava-se de ti e colocava uma mão no teu ombro, para perguntar:

    -Matteo, estás de acordo com isso? Existe algo que eu possa prover a ti antes de tudo começar?
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Lugo em 26/9/2017, 15:36

    As palavras encorajadoras de minha senhora me faziam estufar o peito e erguer um pouco mais a cabeça, demonstrando confiança que me era cobrada. Aquela era, como a mesma havia falado, a hora de me provar merecedor de carregar o sangue de Ennoia e, acima de tudo, mostrar a todas as Valkyrias o meu verdadeiro potencial. Meu sangue ficava agitado e um punho se formava em minha mão direita enquanto a respondia com segurança.

    – Certo, eu aceito e me sinto honrado por ter essa chance para provar meu valor.

    Falava com um sorriso empolgado no rosto, indicando que estava pronto para a caça que estava por vir. Assim, começava a me dirigir até o caixote, que continha as armas, ao mesmo tempo que tirava o casaco que usava.

    – Hmm… Se existe algo… bem, sim. Que informações a mais a senhora poderia me dar sobre minhas presas?

    “Informação nunca é de mais, na verdade, um caçador mal informado é um caçador despreparado. Apesar de que eu não acredite que consiga mais informações dessa maneira, mas não custa tentar.”

    Eu a olhava na esperança de receber mais alguma informação sobre as duas, algo que pudesse me situar mais na missão para então poder pensar direito no que faria.

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Danto em 28/9/2017, 22:06

    A alta e forte anciã do clã Gangrel que atendia por sua Senhora sorria diante suas palavras e concordava positivamente, indicando que havia sim algo que ela poderia lhe falar. Entretanto, primeiramente ela tomava o seu punho fechado nas duas mãos grandes que possuía, ali você sentia o toque suave e os calos deixados pelos longos anos de práticas com armas em um passado já esquecido pelo próprio mundo. Mantendo a mão esquerda por cima e a direita por baixo, ela sorria suavemente a dizer:

    -Abra teu punho pequeno, não o feche. Um punho fechado indica a necessidade de sobrepujar os desafios através da força bruta e esse não é o objetivo, tão pouco a escolha mais sábia. Todas irão olhá-lo como um corpo forte e uma mente fraca, comece a sentir-se seguro do que você é capaz, não se emocione, não se adiante e não anseie. Suas presas não são mulheres que irão cair para a sua força... Entenda que esse teste é muito mais do que eu digo, é hora de você se conhecer. Por tanto, abra as mãos. Respire e sinta seu arredor, use-o a teu favor e nunca considere-se vitorioso!

    Ela então soltava a sua mão para tocar suavemente no seu ombro, deixando a mão ali enquanto falava:

    -Elas estarão na mata, separadas. Pense na geografia local, temos uma região de alto relevo com duas quedas separadas por uma clareira, eu acredito que elas estejam nas clareiras mais próximas dos braços internos dessa elevação em que estamos agora. Por tanto, esteja atento! Agora, prepare-se filho... É hora de sairmos!
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Lugo em 4/10/2017, 22:45

    O suave toque em meu punho me surpreendia e acalmava, um pouco, meu ânimos para me fazer refletir sobre o que era dito. De fato uma nuvem carregada se aglomerava em minha cabeça naquele momento, mas, como um sol forte, as palavras de minha senhora, e mãe, dissipavam minha tensão e o punho formado em minha mão.

    “Incrível como sabedoria é tão grande quanto sua força. Quão sortudo eu sou por tela como mãe e mentora? Talvez seja por isso que Tea não vai com minha cara…”

    Com um balançar de cabeça e colocando as mãos, juntas, por trás de meu corpo, me colocava a concordar com minha senhora e me focava em prestar total atenção no que ela ainda havia a dizer sobre as duas aspirantes.

    “São duas clareiras em cada ponta e uma no centro, mais elevada, que é onde nós estamos. Possivelmente só conseguirei alcançar uma delas, já que estarão separadas… Eu poderia ter preparado algumas armadilhas pelo terreno se tivesse mais tempo e os instrumentos necessários. Enfim, no final terei de escolher uma delas. Não me importo com qual delas terei de enfrentar, mas eu definitivamente não vim até aqui para desapontar ninguém, principalmente minha senhora que deposita tanta confiança em mim.”

    Fazia uma pequena simulação a respiração e voltava a olhar na direção de minha senhora para concordar, novamente, com a cabeça e demonstrando uma expressão seria e focada em meus objetivos.

    – Certo, mãe. Irei me concentrar em meu objetivo e não as subestimarei, afinal elas estão se tornando Valkyrias por que merecem! Apenas tenho uma última pergunta: Poderia me dar a honra de usar uma de suas armas nesta batalha?

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Danto em 10/10/2017, 18:59

    -Claro pequeno!

    Ela afirmava com uma voz confiante, virando-se para caminhar na direção da própria cadeira que ficava obviamente posta em um nível mais alto dentro daquela tenda central. Para então contornar a enorme cadeira de madeira maciça e de trás dela retornar após alguns instantes, trazendo consigo um machado de uma mão e uma faca. Primeiro ela lhe entregava o machado e dizia:

    -Esse machado adentrou vários campos de batalhas em minhas mãos, já derramou sangue suficiente para uma vida inteira. Por tanto, evite derramar sangue sem a necessidade do mesmo tocar o solo sagrado...

    Em seguida ela lhe oferecia a faca, como um presente. Para então retomar a fala:

    -E essa faca eu pessoalmente fiz para você receber de minhas mãos nessa noite. É uma manifestação física e sólida da minha confiança em ti, eu sei que és dingo de minha herança, vá agora então provar a todas que estão lá fora o que eu já sei!

    Havia um radiante sorriso nos lábios da sua mãe, a experiente e poderosa anciã Gangrel então direcionava-se à saída da tenda. Já era possível notar que o som dos tambores ritualísticos estavam parando, isso significava que o começo da caçada se aproximava!

    Armas:
    Faca:
    Machado de Gioia:
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Lugo em 12/10/2017, 16:20

    A seriedade em meu rosto não sumia, mas dava espaço para um sorrisinho ao saber que meu pedido iria ser atendido. Dessa forma, meu corpo aliviava um pouco da tensão e meus olhos acompanhavam a movimentação de minha senhora até sua cadeira para me mostrar duas armas.

    Logo de início ela me entregava o machado e, já com ele em mãos, eu o observava por um momento enquanto ouvia as palavras de minha mãe. O peso da arma parecia aumentar a cada palavra dita e, ao fim da frase, minha mão direita agarrava o machado com firmeza, deixando a outra mão livre para receber a outra arma.

    “Esta é uma arma incrível que carrega um peso enorme… falhar com ela em minhas mãos seria uma desonra e o maior fracasso da minha vida.”

    Apesar da primeira arma, por si só, era magnífica pelo simbolismo que carregava durante todos os anos que esteve ao lado de Gioia, mas, a segunda tinha um impacto tão forte por causa do significado que ela tinha para mim. Receber uma arma, feita pela minha senhora, mãe e mentora, era algo que eu não esperava tão cedo, mas estava acontecendo. Meus olhos surpresos iam da arma para minha senhora e, junto deles, sorriso que se escondia em meu rosto finalmente aparecia por completo. Era impossível não expressar minha felicidade naquele momento e logo eu pegava a arma para retirar da bainha e inspecionar a arma por completo.

    – Não consigo expressar com as palavras o quão feliz estou com este presente, mas irei fazê-lo hoje a noite com minhas ações. Muito obrigado pela confiança, não irei desapontá-la!

    Falava com confiança e prendendo minha nova arma em meu cinto, pela parte esquerda, para, em seguida, pegar um escudo e me direcionar até a saída da tenda, parando antes de dar o último passo para fora da mesma.

    Com o machado em minha mão direita e o escudo na esquerda, minha expressão sumia e meus olhos se fechavam. Logo, todos os pensamentos inúteis começavam a ser apagados de minha mente e as imagens das duas mulheres e do local em que estávamos ficava nítida e marcada! Após esse breve momento de concentração, meus olhos se abriam e eu finalmente saia da tenda com uma pressão calma, porém, extremamente focada.

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Danto em 13/10/2017, 17:23

    No exato momento em que você saia da cabana, seguindo os movimentos de sua mãe e senhora, seus olhos encontravam um cenário diferente. Afinal, as mulheres ali presentes faziam duas filas em direção a floresta, fila esta que era composta por todas as guerreiras que ali se encontravam, formando assim um corredor por onde você teria que passar para ter acesso a floresta, seria um caminho tranquilo se no centro do corredor não estivessem posicionadas as suas irmãs mais velhas. Franca apresentava-se como uma sacerdotisa, sequer armada ela estava, entretanto, Alessia já estava pronta para um combate e lançava um olhar irritadíssimo na sua direção.

    -Boa noite mãe e boa noite... fedelho! Tenho um comunicado a fazer, minha prole mais jovem também irá participar das cerimônias, já conversei com Franca e tudo está ajustado. Assim, serão três jovens para esse... esse aí.

    Franca suspirava, claramente ela não estava satisfeita com o que havia ocorrido, mas teria cedido a pressão da própria irmã. A mãe de vocês então dizia de maneira simples:

    -Você se refere à Marzia?! O treinamento dela não estava completo até onde pude observar. Mas se queres mesmo expor sua cria a esse teste, espero que tenhas a mesma confiança que eu tenho nas minhas.

    Alessia cruzava os braços e franzia a testa, resmungando algumas palavras baixas. Enquanto isso Franca se aproximava de ti para tocar-lhe o ombro e murmurar:

    -Cuidado Matteo e boa sorte...

    Npcs em cena:
    Franca Zaccaro:

    Roupas:
    Alessia Lamberti:

    Roupas:
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Lugo em 13/10/2017, 23:04

    A primeira visão que tinha após sair da tenda era bastante chamativa e inspiradora. Um corredor de guerreias se formava para minha passagem e, antes de dar o primeiro passo, meus olhos prontamente passavam rapidamente pelos rosto de cada uma, identificando, de imediato, a presença de minhas duas irmãs no meio do corredor.

    Ao olhar para minhas irmãs, percebia que Alessia me olhava de maneira diferente e irritada, como sempre o fazia, mas, dessa vez eu não a ignorava. Meus olhos se mantinham fixos contra os dela sem expressar medo ou qualquer outra emoção, mas deixando claro toda minha concentração e determinação naquele momento.

    “Então elas já estão aqui. Ótimo, assim elas poderão ver tudo, principalmente você, Alessia. Você irá me reconhecer!”

    Depois de olhá-la por alguns breves segundos, meus olhos se voltavam, novamente, para o centro do caminho e logo me colocava a mover, seguindo minha senhora até nos aproximarmos de minhas irmãs.

    Como esperado, Alessia era me chamava pelo “apelido” desrespeitoso de sempre, mas, trazia, além das provocações que não me abalavam, uma informação nova e útil.

    “Marzia estará nesse teste também? Colocando uma recém-abraçada nesse teste… de fato você me despreza muito. Mas, não posso contar vitória sobre ela também. Querendo ou não Alessia é uma guerreira fenomenal e sua prole não deve ser qualquer uma. Isso vai ser interessante…”

    Ainda sem me expressar, e tentando manter o foco completo na missão que me havia sido passada, eu simplesmente dava uma olhadela na direção de Alessia ao final de sua frase e esboçava muito sutilmente um sorriso de canto de rosto como uma resposta a afronta dela, mas, logo me focava no caminho a minha frente até para não ser desrespeitoso com ela, afinal, por mais que não nos dessemos bem, eu sabia de sua força e a reconhecia por tal.

    Entretanto, tanto as palavras de minha mãe, quanto o apoio de Franca me tocavam e me quebravam um pouco da concentração para responder com um único acenar confiante com a cabeça.

    – Obrigado.

    Aquela era a única palavra que saia de minha boca naquela conversa, mas era mais do que o necessário para demonstrar minha gratidão pelo suporte que recebia, tanto de minha mãe quanto de minha irmã, e, depois de respondê-las, tornava a olhar para minha mãe para indicar que estava pronto para prosseguir.

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Danto Ontem à(s) 16:21

    A pequena tensão que se formava no ar por causa do constante incomodo da sua irmã com a sua presença era dissipada pelo som dos tambores e o ressoar das vozes das mulheres, que em uma sinfonia grave, anunciavam o começo da caçada através das antigas palavras e sons que por elas eram emitidos. Sua Mãe e Senhora então apenas apontava a direção que você deveria seguir, e para lá você ia, a correr sozinho, mata escura a dentro em busca agora das três jovens aprendizes que tentavam se transformar em Valkyrias nessa noite.


    Imagens de Apoio:
    Imagem Aérea do local:
    Local de encontro dos rastros:

    Você seguia por ali sozinho, os ecos das presenças das mulheres do seu clã ficavam a cada passada que você dava, mais distantes e menos notórios a sua audição. Seus ouvidos agora ouviam muito mais os sons dos animais locais, o barulho das copas das árvores que se movimentavam devido a presença do vento e suas próprias passadas. Todavia, seus instintos e atenção o levavam até uma pequena clareira após aproximadamente vinte minutos de absolutamente nada além da vida natural local. Ali era possível ver um tronco que nascia lateralmente, neste haviam marcas de garras típicas do uso da metamorfose, alguém havia lhe deixado um rastro! Agora caberia a ti saber se levaria a uma armadilha ou se era uma das jovem o desafiando abertamente.

    Todavia, enquanto você ainda fazia os pequenos cálculos em sua mente, encontrando sem maiores desafios a direção para onde as rastros apontavam, uma voz feminina se fazia presente. Era Tea! E ela dizia:

    -Veja só se o caçador não é o cachorrinho mais novo da linhagem. Você veio aqui só para tentar se provar pra sua Senhora ou porque sua irmã lhe forçou a vir?

    A jovem saía de trás de uma árvore a quatro metros de distância de ti, com a espada ainda guardada na bainha a mesma sorria com um tom debochado na sua direção. Os olhos dela brilhavam avermelhados pelo uso da disciplina do clã.

    Tea Visalli:

    Roupas:
    Arma:
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Lugo Hoje à(s) 18:12

    O som dos tambores indicavam que a hora do teste havia chegado e, junto com as vozes das mulheres ao meu redor, eu podia sentir a energia da canção entrar em meu corpo e reforçar a sensação de confiança. Meus olhos procuravam, uma última vez, pelas minhas irmãs e minha mãe, para retribuir o voto de confiança que Franca e mãe me depositavam e afirmar, mais uma vez, que eu provaria meu valor aquela noite para Alessia.

    Em seguida, meus olhos se focavam no caminho indicado por minha senhora e começavam a adentrar as matas antes mesmo de meu corpo começar a se mover, já procurando intensamente pelos meus objetivos e visualizando o caminho que tomaria. Não demorava para finalmente deixar o local, saindo em velocidade máxima, para correr por entre as matas com apenas meu escudo, minha honra e as armas dadas pela minha senhora.

    A excitação e calor do momento, junto com o desejo da provação me fazia correr incessantemente nos primeiros segundos, mas logo que o som dos tambores abaixava, ao ponto de ser somente um pequeno eco, eu diminuía a velocidade e começava a olhar ao redor, procurando por sinais e pensando no que fazer.

    “Certo, vamos com calma, como Gioia disse… Eu tenho três oponentes aqui e uma delas é a prole de Alessia, então existe uma grande chance dela estar me caçando aqui. Sim! Alessia iria querer isso dela então preciso tomar cuidado e ter noção da minha retaguarda, afinal, eu não sou apenas o caçador aqui.”

    Parando de correr e chegando a apenas caminhar por alguns instantes, me colocava a escutar mais os sons que estava ao meu redor, fechando os olhos por um momento e me concentrando para conseguir identificar o som de alguma ave ao meu redor. Assim que eu achava tal animal, me aproximava e rapidamente subia em uma das árvores próximas a que o mesmo estaria, porém, ainda com bastante cautela para que o mesmo não fugisse ou se espantasse com minha aproximação.

    Me colocando no mesmo nível do animal, procurava estabelecer contato visual por alguns segundos antes de ativar o poder, mas, desde o começo do contato meus olhos expressavam a intensidade necessária para deixar claro que eu seria o dominante naquela situação, mas que não estava ali para ameaçá-lo. Uma vez que o contato havia sido estabelecido, deixava claros meus desejos ao mesmo e partia de volta a minha rota.

    “Vamos lá garoto! Quero que você me der cobertura e procure onde estão as minhas presas. Vamos a caça!”

    Com a ordem estabelecida, rapidamente descia da árvore e pegava meus equipamentos para voltar a correr pelas matas a procura de alguma das aspirantes. Porém, ao chegar em uma clareira próxima, logo percebia as marcas de garras em um tronco lateral e, pouco depois, era surpreendido pela presença de Tea.

    “Então será você quem eu enfrentarei. Justo você, não é? Quem sabe hoje eu não consiga mudar a sua cabeça também.”

    Assim que eu a via, meus olhos começavam a analisar a nossa volta, procurando por mais alguma das outras futuras Valkyrias, e depois para o chão a minha frente procurando por alguma armadilha escondida.

    “Isso é um pouco estranho. Ela já sabia que eu viria e estava me esperando aqui. Algo não cheira bem. Além disso eu não sei aonde estão as outras e a prole de Alessia pode ser um problema.”

    Depois de uma breve analisada do local, meus olhos confrontavam os dela, demonstrando que, diferentemente dela, eu não estava ali para debochar e sim para mostrar o por que eu havia sido escolhido por Gioia. Com os olhos mirando diretamente nos dela, eu dava um passo na direção do tronco deitado e colocava o pé de maneira imponente sobre a marca feita pela joem e respondia a mesma confrontando-a com meus olhos e toda a intensidade e confiança que meu corpo e voz poderiam expressar naquele momento.

    – Estou aqui por que recebi uma oportunidade de provar não para a você, e todas que duvidam de minhas capacidades, mas sim para mim mesmo que eu sou digno de carregar o peso do meu vitae. Eu sou o quarto filho de Gioia e seu segundo caçador. Herdeiro de Ennoía e de todas as glórias que nosso clã carrega, como você também é! Assim como você está aqui para provar que merece o título de Valkyria, mesmo com ofensas tão vulgares para tua honra, eu estou para provar o meu valor.

    Assim fazia uma pequena pausa para retirar o pé do tronco e me colocar de frente para a moça e retornar a falar.

    – Não fui mandado para lhe ferir, a menos que necessário, então seja direta, se já sabia que eu viria, qual é o nosso próximo passo?

    [Off: Uso Feral Whispers de Animalismo e gasto 1 ponto de força de vontade.]

    Informações:
    Blood Pool: 20/20
    Força de Vontade: 6/7

      Data/hora atual: 18/10/2017, 22:03