WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

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    Danto
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    Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Danto em 21/1/2016, 00:30

    Março de 2002, Berlim.




    Galeria de Arte de Pietra

    A noite já havia começado a alguns minutos, você já havia feito todas as preparações comuns para uma rotineira noite na mais alta sociedade de Berlim Oriental, talvez não a mais nobre delas é claro, suas noites na Camarilla estavam enterradas em um passado macabro. O Sabá também possuía sua burguesia, por mais contraditório que isso pareça, há nobres, ricos, comerciantes e tudo o que há na Camarilla. A única diferença é: Cá não há mascaras para esconder os macabros sorrisos que dançam ao som da morte.

    Vestida e com toda sua beleza você caminhava até a galeria de arte, a cada passo dado do seu refúgio do sol até a mesma era possível ouvir uma música tocar. Quando a porta de acesso a galeria estava a metros, seus ouvidos reconheceram a música que tocava no sistema de som da galeria: "Danse Macabre de Camille Saint-Saëns". Suas mãos então tocaram a porta de acesso a galeria e seus olhos se depararam com uma apresentação inesperada de sua acompanhante. Evangeline dançava pelos corredores com um homem em seus braços, ela vestia apenas uma camisola de seda branca que estava cheia de manchas de sangue. O homem em seus braços estava morto, seu pescoço com marcas de presas e o sangue escorrendo das feridas, ensanguentando todas as roupas caras e modernas que o jovem homem rico usava.

    A plateia que assistia a performance era pequena, composta apenas pelos maiores investidores carniçais e imortais da arte pervertida da galeria de Berlim Oriental. Entre os presentes que assistiam a dança magnífica de Evangeline, estavam Rebeka e o próprio bispo Arthur. Ao notar a sua entrada, Evangeline sorriu fazendo uma breve pausa na dança, correndo em direção a um dos bancos de madeira e subindo no mesmo, ainda com o corpo morto que pingava sangue por todo o corredor. Ela então inclinou o belo corpo para frente, exibindo seu decote e curvas, o volume da música abaixou e a voz maravilhosa e sedutora dela declamou:

    -Zig, zig, zig, Death in a cadence, Striking with his heel a tomb, Death at midnight plays a dance-tune, Zig, zig, zig, on his violin. The winter wind blows and the night is dark; Moans are heard in the linden trees. Through the gloom, white skeletons pass, Running and leaping in their shrouds. Zig, zig, zig, each one is frisking, The bones of the dancers are heard to crack— But hist! of a sudden they quit the round, They push forward, they fly; the cock has crowed.

    Declamando em inglês, Evangeline atraia os olhos de todos. A Danse Macabre agora em plano de fundo se misturava ao poema que falava diretamente do espírito da morte. Ela então pegou o homem morto pelos cabelos e o ergueu para o alto, sorriu e lambeu um poco do sangue que escorria pelas mãos do mesmo. Então ela deu inicio a um diálogo breve entre a personagem que ela interpretava naquela performance e o homem:

    -Imperador, sua espada não o ajudará essa noite. Sua coroa é inútil aqui! Eu o tomei pela mão para que você pudesse me acompanhar nesta dança.
    Disse Evangeline com uma voz suave, calma e soturna.

    -Eu tenho que trabalhar muito e duro! O suor está escorrendo pela minha pele, oh, como eu desejo escapar de uma morte sem sentido! Mas aqui eu não terei nenhuma sorte!
    Diz Evangeline com uma voz grave, forte e seca. Usando o corpo do homem morto como um fantoche e simulando movimentações no corpo do mesmo como um perfeito fantoche.

    -Quem será o tolo? Quem será o falso sábio? Quem desafiará o sangue do verdadeiro Imperador? Rico ou pobre, são todos iguais perante a morte!
    Finalizava Evangeline com sua própria voz, sem interpretar nenhum personagem. Declamando esse pequeno verso de uma poesia romântica famosa em Paris, uma poesia que tramava para que seus leitores se vissem como iguais. A música então continuou a tocar em um volume baixo e Evangeline cravou as presas mais uma vez no homem, alimentando-se na frente de todos os presentes. Você conseguia ver o olhar de encantamento de todos ali, homens entregues a pensamentos de luxúria ao ver o corpo ensanguentado e sensual de Evangeline. Mulheres desejando a atenção que ela recebia e compreendendo cada expressão de seus movimentos. Arthur sorria levemente como se tivesse compreendido a mensagem da apresentação e Rebeka puxava os aplausos para a apresentação que terminava. Evangeline então jogou o corpo no chão sem se importar onde o mesmo cairia e segue diretamente até você, com um sorriso feliz no rosto.
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    Jess

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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Jess em 21/1/2016, 13:25

    Ao abrir a porta Pietra sorriu extasiada, a altiva imagem de Evangeline trazia o contorno de vida para aquele lugar macabro, mesmo as presenças ilustres que visitavam a galeria pareciam se entregar completamente a luxuria que a cainita exalava.

    Pietra assistiu a apresentação com um leve sorriso no rosto, o cheiro adocicado e ferroso do sangue a fez revelar as alvas presas. O dançar entre os dois mortos, as manchas de sangue sobre a camisola branca, os olhos azuis de Evangeline, tudo delicadamente feito parecia brincar entre a vida e a morte, tal encanto era avassalador para todos na sala.

    " Divina... simplesmente divina.."

    Pensou Pietra ao acompanhar com os últimos movimentos de sua amada. Dando um passo para frente a toreadora recebeu Evangeline envolvendo-a com seus braços, lambendo de leve o sangue dos lábios da amada Pietra sorriu dizendo em italiano sua língua natal:

    - Belíssima... Um pedaço do céu caiu sobre meu corpo!

    Oferecendo o braco para se acompanhada Pietra guiou Evangeline ate Arthur o saudando com um leve aceno de cabeça.
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    Danto
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Danto em 22/1/2016, 00:54

    A musica ainda tocava nas caixas de som da galeria, em um volume muito mais baixo agora, apenas para preencher o silêncio que naturalmente existiria na presença de tantos seres incapazes de respirar. Evangeline sorriu ao ver a sua aproximação e fechou os olhos no instante que sua língua passou pelos lábios dela. Os belos olhos azuis então se abriram e em italiano eles falaram.

    -Boa noite minha querida, tudo isso foi um improviso. Quando retornei a minha consciência de que haviam pessoas aqui, você havia acabado de entrar! Pelo visto, todos adoraram!


    Ela sorria com naturalidade, improvisos, impulsos e conquistas. Assim era a magnífica e indomável Evangeline, que agora de braços dados com você seguia até a presença de Arthur. O homem de aparência experiente, na casa de seus quase cinquenta anos, cabelos estagnados entre o grisalho e o negro. Evangeline colocou-se a frente e saudou Arthur com um movimento corporal de saudação típico da corte francesa, mas sua pouca roupa revelava praticamente todas as curvas de seu corpo para o Bispo do Sabá.

    -Bem vindo...

    Arthur deu um passo a frente e sem esconder sua fascínio pela apresentação de Evangeline comentou.

    -Graciosa como sempre, minha cara Evangeline. Pergunto-me todas as noites, quando executará uma performance como esta em um festival da Espada de Caim.

    Evangeline sorriu de maneira educada e espontaneamente olhou para a mão ensanguentada e a lambeu sensualmente antes de responder ao Bispo.

    -Quando desejar...

    Arthur sorriu e olhou diretamente para você, já haviam se passado tantos e tantos anos dês que a aliança entre vocês dois havia se formado. Ele esteve presente quando não havia mais nenhuma esperança dentro do seu coração de encontrar um local para "chamar de casa", de certa forma, vocês dois eram os grandes responsáveis pela estruturação do Sabá local. Arthur se aproximou, como sempre fazia ao vê-la e levou o indicador a ponta de seu queixo, observando-a por alguns instantes como um verdadeiro apreciador da arte observa uma musa esculpida.

    -Linda como sempre, minha querida Pietra. Boa noite, preciso confessar que quase perdi a razão que me trouxe até sua galeria esta noite... Que apresentação fenomenal.

    Ao termino da saudação, ele removia gentilmente o dedo da ponta do seu queixo. A verdade é que a relação entre vocês dois era de uma intimidade singular, nada sexual, mas de extrema confiança e lealdade.
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Jess em 22/1/2016, 12:26

    Encara os olhos azulados de Evangeline era o mesmo que encarar uma tempestade em alto mar, Pietra o sabia muito bem mas era inevitável para cainita faze-lo, as madeixas douradas da companheira pareciam coroar perfeitamente aquele mar de intranquilidade que se escondia nos olhos de Evangeline.

    Sorrindo enquanto guiava a companheira Pietra apenas respondeu de forma suave:

    - Perdão se a assustei, mas você estava tao encantadora e bela que seria um desperdício não assistir!

    Deixando que Evangeline cumprimentasse primeiro Arthur, Pietra fez uma pequena mensura antes de ter seu queixo erguido pelo Bispo. Seus olhos castanhos encaram o homem que em suas piores noites lhe estendeu a mao.

    Beijando de forma suave e delicado o dedo de Arthur antes que este o afastasse por completo, Pietra acenou com a cabeça dizendo:

    - Evangeline tem o dom de causar isso ate mesmo nas almas mais férreas...

    Ainda sorrindo Pietra indicou o caminho de seu escritório para Arthur e Rebeka dizendo:

    - Caso queiram usar meu escritório, a casa e de vocês e eu me sentiria honrada!
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Danto em 25/1/2016, 03:44

    Rebeka percebe a sua indicação e se aproxima de vocês, enquanto a mulher de vestimentas sempre sofisticadas e boa maquiagem caminhava, Arthur olhou para você com um sorriso educado no rosto e respondeu.

    -Fico grato pela oferta, iremos sim utilizar o seu escritório e gostaria muito de ter a sua presença nessa reunião. O assunto tratado é delicado, aparentemente Rebeka recebeu uma informação inesperada e compartilhará comigo a natureza dessa informação. Eu realmente ficaria muito feliz em ouvir suas palavras a respeito do que será compartilhado.

    Evangeline ao escutar as palavras de Arthur, se aproxima do mesmo e encosta o dedo indicador em seu queixo, da mesma forma que ele havia feito com você. Era típico de Evangeline demarcar seu "território" daquela maneira, ela então levou o rosto até quase beijar Arthur e comentou brevemente.

    -Enquanto você três se reúnem eu irei manter todos aqui entretidos, levarei eles ao bar e quem sabe não faço uma dança especial para os mais sortudos. Afinal, as danças da morte vão começar em Berlim, não é mesmo querido Arthur?!

    Antes da resposta de Arthur, Rebeka chega e diz de maneira direta, breve e essencialmente precisa em suas palavras. Ela de certa forma conseguia lidar com muita maestria com o comportamento de Evangeline.

    -Boa noite. Evangeline, por favor, Arthur não quer a sua Pietra... Desculpe-me por não convoca-la para a reunião também, o assunto é realmente delicado de mais e seria estranho retirar daqui as duas faces lindas que regem o local.

    A linda mulher de cabelos dourados, vestes ensanguentadas e extremamente curtas recua e sorri para Arthur e em seguida para Rebeka. Por fim, ela apenas olha brevemente para você e se despede com um aceno de cabeça, deixando finalmente apenas vocês três. Arthur então comenta:

    -Vamos ao escritório?
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Jess em 25/1/2016, 13:35

    A cainita concordou com um leve aceno, cumprimentando Rebeka com um leve e educado sorriso, Pietra ouviu atentamente as palavras de Arthur. Havia um notório respeito entre os tres cainitas, mas esta aura foi balançada pela ação impulsiva de Angeline.

    O claro demarcar de território da dourada figura fez com que Pietra levantasse o queixo sorrindo de forma pouco casual. A iniciativa de Rebeka de apagar o fogo de Evangeline foi bem recebida por Pietra, cuidadosamente a toreadora puxou a companheira para si dando-lhe um beijo na testa enquanto sussurrava baixo:

    - Troque de roupa, poucos são aqueles que deveriam te ver tão bela!

    Voltando sua atenção para Arthur e Rebeka a cainita os guiou em direção ao seu escritório dizendo:

    - Peço perdão por Evangeline, ela ainda esta extasiada com o resultado de sua pequena apresentação!
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Danto em 25/1/2016, 14:09

    Evangeline aceita o seu comando sem responder nada, apenas sorrindo de forma doce ao receber o beijo para então caminhar para os aposentos pessoais de vocês duas, seus olhos conseguem ver todo o percurso que ela faz em direção a porta que você usou para chegar a galeria, sem antes é claro, carregar consigo o corpo do homem morto que estava até agora estirado em um dos bancos do local.

    -Sua companheira é uma figura encantadora, Pietra, espero apenas que um dia ela compreenda que eu não sou nenhum tipo de ameaça ou conquistador barato.

    Comenta Arthur com um notório bom humor na frase, ele caminhava ao seu lado direito em direção ao escritório. Rebeka se manteve em silêncio durante todo o caminho, falando apenas quando vocês três estavam dentro do escritório, de portas fechadas e completamente sozinhos. A mulher então tirou o enorme casaco de peles que usava, colocando-o sobre o encosto da própria cadeira onde se sentava.

    -A Camarilla Oriental entrou em contato comigo... Eles querem negociar.
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Jess em 25/1/2016, 14:39

    O bom humor de Arthur fez com que uma pequena risada escapasse dos lábios de Pietra. Guiando as duas grandes figuras do Sabá até seu escritório esta respondeu de forma suave a Arthur:

    - Acredite ela não o vê assim. Apenas não sabe demonstrar seu apreço adequadamente!

    Sendo a anfitriã do local Pietra se adiantou abrindo as portas de sua sala particular, se oferecendo para pegar o casaco de Arthur a cainita ofereceu ao bispo sua melhor poltrona.

    O silencio pesado que havia se instalado entre os três foi quebrado por Rebeka e suas palavras, ouvindo atentamente do que se tratava Pietra se sentou apoiando o queixo sobre suas mãos enquanto perguntava:

    - Eles disseram sobre oque exatamente querem negociar?
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Danto em 25/1/2016, 19:49

    Rebeka cruza as pernas enquanto você realizava a sua breve pergunta, deixando as belas pernas a mostra. A beleza de Rebeka estava praticamente inteira concentrada em sua elegância e educação, vez ou outra era comum ouvir os membros de fora do Sabá se referindo a ela como "A Ventrue do Sabá", a grande diferença é que Rebeka segue a Trilha do Poder e da Voz Interior e não as exigências da Humanidade e seus instintos são fortes o suficiente para devorar qualquer Ventrue "Tradicional".

    -A informação chegou a mim através de um contato local, um Nosferatu. Segundo ele, haverá uma ligação direcionada a mim ainda essa noite com os detalhes... Alguma suspeita Arthur?


    Arthur estava sentado na cadeira que você havia escolhido pra ele, uma face séria e com olhos que atravessam todos os objetos sólidos da sala. Ele pensava em algo e sempre que demorava tanto para responder, significava que o assunto era realmente delicado.

    -Meu passado voltará a me assombrar...

    O Bispo levantou os olhos na sua direção e as palavras que saíram dos lábios de Arthur foram realmente surpreendentes.

    -Eu sou prole de Peter Kleist. Meu Senhor é a prole mais jovem de Gustav, o príncipe de ferro da atual Camarilla Oriental e o primeiro príncipe de Berlim... Se a Camarilla Oriental quer negociar, não será um qualquer que fará o contato... Mark Hencke irá realizar a ligação, se eu estiver correto Rebeka, fale imediatamente comigo ou me permita falar com o mesmo. Minhas suspeitas são de que a Guerra Fria entre as Camarilla's acabou, será a nossa hora de conquistar a cidade.
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Jess em 25/1/2016, 22:14

    Sentada a frente de Arthur, a cainita escutou as palavras de Rebeka em silencio, havia algo que Pietra admirava na mulher e claramente sua elegância natural coroava o frio e duro caráter desta.

    As palavras de Arthur fizeram com que Pietra o encarasse, ouvindo atentamente o que o Bispo dizia Pietra apenas sorriu de maneira solene dizendo:

    - Dificilmente se pode fugir do passado... Eles nos persegue como uma ave carniceira...

    Recostando-se na propria cadeira Pietra ponderou, se uma guerra estava por vir o certo seria se prepararem para ela:

    - Acredito que se a cortina realmente cair, precisaremos de mais poder... Mais crianças dispostas a se espalhar e entranhar nas defesas do inimigo...

    Olhando para Arthur preocupada Pietra apenas suspirou ao dizer:

    - Caso haja um encontro, não seria sábio que você fosse sozinho... Sua posição o faz ser muito importante e dificilmente seria aconselhável não estar protegido... Talvez Rebeka ou eu deva acompanha-lo, meu caro.
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Danto em 27/1/2016, 16:58

    Antes que qualquer outra palavra fosse dita dentro daquele escritório e que qualquer troca de olhares fosse feita, uma sensação terrível invadiu a sua mente, uma espécie de alarme muito similar a comunicação feita pelo uso de Auspícios, era algo inesperado e que jamais havia ocorrido. Uma confusão de sensações que lembravam um alarme, seus olhos então correram a sala inteira e se depararam com a visão de Rebeka que também estava tão confusa quanto você estava naquele momento. Ela também escutou o soar daquele alarme mental, Arthur então disse para romper o som do alarme no interior da sua cabeça e de Rebeka.

    -A cortina caiu. Vocês ouviram correto? Apenas os antigos conseguem ouvir. Um ancião poderoso cruzou os limites territoriais, se nós escutamos significa que um ancião Oriental adentrou as terras Ocidentais. Rebeka, assim que receber a mensagem, marque um local seguro para se encontrar com esse sujeito e leve todo seu bando contigo. Pietra minha querida...

    Os olhos de Arthur olharam diretamente para você, com uma seriedade incomum e inundados de preocupação e transtorno.

    -Você virá comigo... Se a pessoa que eu imagino que seja tenha cruzado as divisas, precisamos ir até nossos aliados locais. E a sua presença será indispensável, afinal, a líder dos Anarquistas é uma Toreador.
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Jess em 28/1/2016, 11:44

    A sensação do alarme invisível sendo tocado na mente de Pietra a fez retesar o corpo, o muro entre as duas cidades havia finalmente caído, o que era preocupante dado ao fato que nenhum preparativo ainda havia sido feito.

    Arthur tirou as duas cainitas do transe, se recuperando enquanto o Bispo dava ordens Pietra se levantou ao ouvir seu nome. Seus olhos castanhos encontraram o de Arthur, as palavras dirigidas a toreadora fizeram com que esta fizesse uma pequena mensura concordando com Arthur.

    Olhando para Rebeka, Pietra se despediu com um leve aceno. O tempo era precioso para despedidas mais elaboradas e demoradas, abrindo as portas de seu escritorio Pietra deu passagem para Arthur enquanto dizia em tom baixo:

    - Acha que haverá retalhações?
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Danto em 28/1/2016, 14:03

    Rebeka retribui o breve aceno com a cabeça, ela compreendia muito bem as urgências das ordens dadas em situações extremas, afinal, a fama dela foi construída através de muitas batalhas e sangue inimigo derramado. A Lasombra atentou-se ao próprio celular na intenção de entrar em contato com os membros do bando que ela liderava. Arthur se levanta e caminha até a porta, parando ao seu lado quando você permitiu que ele passasse a sua frente e levou a mão direita na sua cintura, aproximando o rosto para falar em um tom baixo e perto do seu ouvido.

    -Esse acontecimento significa conflito entre os anciões da cidade. Retaliações serão os menores dos problemas e o sangue estará nas mãos de todos, estamos em novos tempos em Berlim. Guerra e nessa guerra você caminha ao meu lado.

    Assim, conduzindo você pelos primeiros passos em direção a saída da galeria, sem permitir que voce se colocasse atrás dele. Arthur da inicio aos planos do Sabá para a cidade, mas logo na saída da galeria vocês dois se encontram com a presença afoita dos outros dois bispos da cidade. Rahel Kranz, o jovem Lasombra tradicionalista e ao lado do mesmo Elizabeth Hassell, uma tzmisce de sangue potente e extremamente determinada.
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Jess em 28/1/2016, 21:08

    Uma leve surpresa se estampou no rosto de Pietra quando Arthur a colocou ao seu lado, fazia muito tempo que a cainita havia decidido seguir o Ventrue e era acoes como aquela, que apenas faziam a Toreadora reafirmar o voto de fidelidade com Arthur.

    Caminhando ao lado do Bispo, Pietra assentiu de leve, as palavras de Arthur podiam ser inspiradoras mas o perigo era iminente e a ordem que com muito trabalho fora instalada na Berlim Oriental, agora esta ameaçada.

    As duas presenças ilustres e igualmente inesperadas dos Bispos, fizeram com que Pietra olhasse para Arthur. Talvez os preparos ja tivessem começado, mas claramente aquele encontro não teria como assunto principal uma casual reunião.

    Pietra fez uma mensura a cada Bispo mas deixou que Arthur falasse, a cainita respeitava claramente tanto o Lasombra quando a Tzmisce, mas preferia ficar dentro do território de Arthur e evitar problemas com os dois.
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Danto em 29/1/2016, 10:39

    -Meus caros Bispos, como devem ter percebido o soar do alarme serei breve. Um representante da Camarilla Oriental virá até aqui, por isso, peço para ambos fiquem ao lado de Rebeka e representem a espada de Caim com os postos que lhes é de direito. Eu estou indo para o lado Ocidental, junto com Pietra. Iremos nos encontrar com os Anarquistas.

    Diz Arthur para os outros dois bispos, era a primeira vez que você via Arthur dando ordens dessa maneira e era também a primeira vez que ficava claro quem era o verdadeiro líder do Sabá de Berlim. Os outros dois bispos nem sequer levantaram a voz, apenas entraram na galeria, concordando com as ordens recebidas, quando vocês estavam novamente sozinhos e caminhando em direção ao carro de Arthur, o mesmo falou brevemente.

    -Apenas para que você entenda melhor, em tempos de guerra, eu assumirei o cargo de Arcebispo de Berlim. Era um acordo mutuo entre os Bispos, ambos entendem que meus conhecimentos e experiências podem nos colocar a frente... De qualquer forma, preciso perguntar a você uma coisa. Você conhece Flore? A toreador conhecida como A primeira harpia?
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Jess em 29/1/2016, 11:07

    Assistindo o desenrolar da cena em silencio Pietra acenou de forma educada aos outros dois Bispos quando o pequeno grupo se desfez, a liderança clara de Arthur não exigia explicações, mas as palavras deste a fizeram sorrir enquanto o seguia para seu carro.

    Ponderando sobre o nome de Flore, Pietra se recordou dos anos em que vivera na Camarila de Paris, seus momentos finais e por fim a libertação dada em forma de castigo por seu antigo mentor.

    Foi com um leve suspiro que a Toreadora concordou dizendo:

    - Antes de partir para Madri. Durante os anos na Cidade Luz chegamos a nos cruzar. Não posso dizer que tenho a amizade de Flore, mas também não tenho desavenças com ela... Na época meus trabalhos consumiam mais tempo do que eu dispunha e quase não tive motivos para cativa-la... Um pequeno erro que posterguei durante 7 décadas...

    Olhando nos olhos de Arthur esta deu um leve e tristonho sorriso comentando:

    - Peço perdão por este erro... Mas fiquei triste em saber que os caminhos que Flore escolheu a fizeram ser tão destratada.
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Danto em 29/1/2016, 12:19

    Arthur retribui a troca de olhares, isso era de certa forma importante para o Ventrue e você por o conhecer tão bem, sabia disso. O mesmo permitiu um pequeno sorriso no rosto e os olhos dele pareciam admirar cada pequeno detalhe da expressão de tristeza que estava em seu rosto naquele momento.

    -Não há motivos para pedir perdão, Pietra, a sua devoção a arte já lhe causou muitas dores, meu maior desejo é que você não sofra mais por causa dela, dessa forma, não se preocupe. Ainda é um mistério para mim o fato dela ser uma anarquista, é algo que iremos compreender em alguns minutos.

    Comentou Arthur, que seguia caminhando até o sedã preto que estava estacionado a poucos metros após a entrada pra a sua galeria de arte. Ele tira as chaves do bolso e destrava o carro e entrando no mesmo, ao contrário do que a "etiqueta" padrão regia, o homem não caminhou até a sua porta e abriu para você. Arthur compreendia as coisas de maneiras diferentes, ele sempre olhava para você como uma igual.
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Jess em 29/1/2016, 13:04

    Assentindo com um leve aceno Pietra não se importou de ter que abrir a porta do passageiro, já conhecia Arthur bem o suficiente para saber como o homem agia em relação a sua pessoa. A igualdade da relação dos dois era um pequeno prazer do qual Pietra desfrutava secretamente.

    - Minha arte renasceu quando me libertei da Camarila... Parte disso devo a você e Evangeline!

    Fechando a porta com leveza Pietra colocou o sinto de segurança para então segurar o de leve o braço de Arthur e dizer em tom mais sério e preocupado.

    - Tome cuidado com seus pensamentos na frente de Flore, sua fama é real quanto a suas habilidades sensitivas. Ela é o tipo que não gosta de ser enganada e muito menos passada para traz!

    Ainda com um leve aperto Pietra soltou o braço de Athur, pegando o celular a cainita mandou apenas uma pequena mensagem para seu lacaio Lorenz.

    Tenha atenção especial para a área vip e cuide para que não falte nada a Rebeka.
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    Danto
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Danto em 29/1/2016, 13:16

    Arthur terminava de colocar o cinto do carro quando você segurou o braço dele, o Ventrue olhou profundamente nos seus olhos e escutou atentamente a cada letra que saia pelos seus lábios. O homem não desviou os olhos até você finalmente pegar o celular e se comunicar com seu lacaio, a mensagem foi prontamente respondida:

    Será feito, minha senhora. Apenas para reportar à você, Senhorita Evangeline solicitou ganchos e música eletrônica, acredito que ela vá adiantar a abertura do bar. Irei ajuda-la nos preparativos, caso deseje algo, estarei prontamente aqui para servi-la. Att Lorenz

    Arthur liga o carro e começa a conduzir o veículo para o lado Ocidental, era a primeira vez em depois do final da segunda guerra que você iria ao lado Ocidental, seria também a primeira vez que o próprio Arthur faria a travessia depois de tantos e tantos anos.

    -Serei extremamente sincero com a senhorita Flore, obrigado pelo conselho Pietra... Agora, sinceramente eu odeio essa situação e odeio ainda mais a sensação de retornar ao lado Ocidental. Nostálgico e cruel, afinal, meu abraço nunca foi autorizado pelos Príncipes... A vida de bastardo era infeliz. E de certo modo é a você e a Evangeline que eu devo agradecer pela mudança de panorama...
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    Jess

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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Jess em 29/1/2016, 13:32

    A guerra havia sido lucrativa para Pietra, grandes nomes e homens maiores ainda haviam se tornado brinquedos nas mãos da toreadora e de sua companheira, mas quando a cortina havia se instalado o lado contrario não lhe fez falta.

    O lado Oriental havia se tornado um pequeno castelo para Pietra, e a segurança gerada pela figura de Arthur era o suficiente para que a cainita nao voltassem a pensar sobre o lado Ocidental da cidade. Mas naquela noite as coisas mudariam e era preciso coragem para cruzar os antigos muros.

    - Você é a melhor coisa que aconteceu a esta cidade... Os Anciões se tornaram cegos demais para ver isso e acabaram por perde-lo...

    Dizia Pietra em seu usual tom sério, com um leve menear de cabeça esta fez uma mensura dizendo:

    - Fico grata pela estima que tem por nós duas! Isso significa muito.
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    Danto
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Danto em 29/1/2016, 14:03

    -A melhor coisa que aconteceu a esta cidade...

    Arthur fala em um tom de voz muito baixo, repetindo um pequeno pedaço do que você havia dito anteriormente. Os olhos dele estavam atentos a estrada que cortava a cidade de Berlim, o lado Oriental era mais rústico, mesmo após a queda do muro mortal de Berlim, o lado que antes fora soviético nunca teve o mesmo sucesso imobiliário e financeiro. Apesar de estar muito mais moderno do que antes, era como ver uma criança problemática crescer, haviam vários problemas estruturais e enraizados, mas uma certa beleza e espirito rejuvenescedor. O Ventrue seguiu em silêncio até vocês dois finalmente cruzarem os limites entre o Oriente e o Ocidente.

    -Nós estamos indo ao Barão Vermelho, é uma antigo bar que sempre representou um ideal anarquista na sociedade de Berlim Ocidental. Acredito que Katherine tenha vindo para o mesmo lugar em busca de respostas sobre os antigos Brujah Soviéticos que aprisionaram Gustav. Então, julgando a Camarilla como o bando de velhos orgulhosos e prepotentes que são, estaremos nos colocado em um fogo cruzado perigoso. Se algo acontecer, eu preciso que você retorne para contar a história...
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Jess em 29/1/2016, 14:41

    O silencio instaurado no carro fez com que Pietra encarasse a janela do passageiro, a passagem da cidade de Berlim era rápida e fria, assim com a decisão de se arriscar no território inimigo.

    As palavras de Arthur fizeram com que Pietra encarasse o lado Ocidental com um certo pesar, havia muito em jogo para ambos os cainitas naquele carro.

    Tocando de leve no ombro de Arthur, Pietra apenas respondeu de forma educada e simplista:

    - Acredite abandona-lo não é uma escolha que eu recorreria, mas farei o que você desejar para o bem do que construímos.
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Danto em 29/1/2016, 15:50

    Arthur reage ao seu toque com um sorriso sincero e um breve olhar de confiança. Sem comentar mais nada ele apenas acelera mais o veículo em direção ao destino que aguardava vocês no lado Ocidental de Berlim, que por sinal, era muito diferente do que sua memória lhe contava. Haviam vários prédios altos, ruas bem iluminadas, apartamentos de luxo, investimentos altíssimos, universidades, museus. Havia muito de tudo e em todo o lugar. Era um caos urbano, uma certa "sintonia caótica" como Evageline adorava dizer quando via grandes cidades.

    O carro então finalmente parou, Arthur estacionava próximo a um bar chamado "O Barão Vermelho", do lado de fora do bar haviam motoqueiros, punks, góticos e muitos mortais estranhos e modernos de mais para qualquer senso lógico de moda conseguir descreve-los. Era a escória de Berlim, isso não era contestável. O carro desliga, Arthur tira o cinto de segurança e olha diretamente para você, aproximando-se muito, ao ponto de quase beija-la. A mão esquerda dele tocou seu queixo novamente, mas não era um flerte ou uma manobra de apreciação, era um juramento e as primeira palavras definiram exatamente as suas suspeitas.

    -Eu nunca desejei a guerra, em nosso territórios nos esforçamos para criar um santuário para nossos credos e incertezas existirem. É por essa liberdade que eu entrarei naquele local, sabendo que nossas vidas estarão em risco, eu prometo que não permitirei que a Camarilla a capture. E peço para que você nunca se esqueça do enorme prazer que foi conviver ao seu lado durante esses últimos anos. Dessa forma, convido-a para caminhar comigo para dentro de um local que será cercado pelas forças mais poderosas da Camarilla Ocidental, assim, Pietra você me acompanharia a essa corte de monstros?!

    [Off: Ultima ação até para o final do Ato]
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Alea iacta est

    Mensagem por Jess em 29/1/2016, 17:10

    A nova Berlim Ocidental não pareceu bela sobre o olhar critico de Pietra, acostumada ao rustico dificilmente a cainita morreria de amores pelas luzes brilhantes demais da ruas. A velocidade continua do carro a fez perceber a urgência daquela reunião, antes caçadores agora se tornariam presas fáceis no território inimigo.

    O toque intimo de Arthur fez com que Pietra o encarasse sério, ambos haviam trabalhado para criar a fama do Sabá Oriental, e para Pietra que havia perdido tudo quando foi expulsa de Paris aquela havia se tornado sua casa.

    Sorrindo de forma delicada a toreadora segurou a mão que tocava seu queixo beijando-a enquanto dizia:

    - Artur Scholl, eu iria até o inferno ao seu lado! O que são monstros se comparado ao próprio diabo meu caro! Se uma guerra se apresenta não seria sensato recusa-la, principalmente quando não a iniciamos. Agora devemos nos preparar e no final pegar os espólios dos tolos que a iniciaram!

    Soltando a mão de Artur, Pietra soltou seu sinto de segurança com um sorriso calmo e educado no rosto.

      Data/hora atual: 22/10/2017, 17:09