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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

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    Danto
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    Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Danto em 1/2/2016, 13:32

    Março de 2002, Berlim.


    O Barão Vermelho

    Flore conduziu você pela mão até a presença do Barão e da jovem Brujah que havia lhe dado as informações mais cedo nessa mesma noite, Isabell. Entretanto, antes mesmo que qualquer palavra direta pudesse ser trocava por vocês, a porta do pub se abre e duas pessoas adentram o local. Calando todos os presentes e arrancando olhares apreensivos de Isabell, o barão dá um passo a frente e inicia um diálogo nada amistoso com o homem e a mulher que estavam agora no território anarquista.

    -O que a Espada de Caim faz em território inimigo?

    Diz Dieter Koltar. Rompendo o silêncio.

    -Jogar xadrez, meus caros Anarquistas. Os Reis e Rainhas começaram a se mover pelo tabuleiro, o que as torres e os bispos vão fazer agora?

    Retrucou o homem experiente, usando terno e gravata muito bem escolhidos e de estatura media.

    -Aproximem-se e apresentem-se queridos, vamos manter a civilidade enquanto for possível...

    Diz Flore olhando exclusivamente para a mulher que estava ao lado do homem, uma linda mulher de traços italianos, digna de um titulo como "musa" ou algo similar.
    A mulher então alargou o sorriso respondendo com uma leve mensura:

    - Pietra Rafaldini. E acredite Flore seremos os mais civilizados do que o esperado!

    O Homem do sabá então falou enquanto atravessava o bar e parava em frente ao Barão, sem demonstrar nenhum receio na caminhada. A Mulher de nome Pietra o acompanhava.

    -Arthur Scholl, Arcebispo do Sabá de Berlim Oriental. Vinhemos tratar sobre a travessia de um ancião da Camarilla Oriental para cá.

    Dieter observa ambos e apresenta a prole e em seguida a sim mesmo com uma expressão ainda pouco amigável na face.

    -Dieter Kotlar, Barão Anarquista. Essa é minha prole, Isabell Corelli.
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Supergirl em 1/2/2016, 13:51

    *Arcebispo? Anciões da Camarilla? O que este Bar está virando? Um circo?*

    Mantenho os olhos nos dois estranhos que chegaram, e acompanho-os quando passam por mim, eu sentia que Flore Baudet se deliciava com o que estava por vir, ela mantinha aquela cara de que está no controle de tudo, ouço a apresentação do Barão e me mantenho quieta próximo a eles. Não ouso me pronunciar, já que ninguem se dirigiu a mim, sou apenas um bebê perto destes antigos na minha frente. Aquelas expressões de "borboletas no estomago" se aplicariam a mim agora, porque sinto que algo vai dar muito errado esta noite, ainda mais quando a própria Toreador pede para resolverem "civilizadamente".

    *O que essa gente quer aqui?*
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Danto em 1/2/2016, 14:26

    Era a então a vez de Flore se apresentar. Antes de fazer isso, a mulher olha diretamente para Pietra. em uma troca de olhares profunda. E a mulher assim fez, mas o termino da frase da mesma causou um espanto especial em você. Ao final da frase, todos os anciões ali estavam olhando diretamente para você.

    -Flore Baudet. E essa deliciosa jovem ao meu lado é Valkyria, uma belíssima Brujah... Apresente-se minha querida.
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Supergirl em 1/2/2016, 14:50

    *Mas por que?*

    Pensei ao mesmo tempo em que olhei diretamente para a Toreador anarquista, se ela continuasse com seu costume, haveria de ler meus pensamentos.

    - Como dito, me chamo Valkyria e sou da linhagem de Atílio, o Indomável.

    Apenas falei e me calei novamente, sentia o peso de todos os olhares sobre mim, inclusive dos anciões mais próximos de mim. Lembrava que os Membros do Sabá eram monstros sem escrupulos que se chamavam por cargos da igreja católica, era até meio engraçado quando comparava-se com seus atos. Dietler e Isabel era conhecidos vagos e Flore era totalmente nova. Mas aquela Toreadora acompanhando o Arcebispo sem razão alguma, me deixava com a pulga atrás da orelha.

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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Danto em 1/2/2016, 14:58

    Artur, o arcebispo do Sabá olha para você. O homem tinha uma aparência mais experiente do que todos naquele local, mas certamente não era o mais antigo. O abraço apenas não chegou na juventude ou no auge de sua aparência mais saudável, entre vocês todos, ele era certamente o que viveu mais como mortal. Aparentemente o nome do progenitor da sua linhagem havia chamado a atenção do mesmo, mas esse não falou, quem seguiu falando foi Flore. Ela leva a mão esquerda ao seu rosto, segurando o mesmo pela ponta do queixo e sorrindo comentou.

    -Me diga Pietra, quando foi que seus olhos se depararam com uma beleza tão selvagem? Com um pouco de cuidado Valkyria poderia ser uma musa capaz de mover exércitos, não é mesmo?!

    Disse Flore, olhando diretamente para a mulher do Sabá.

    -Existe a real necessidade disso Flore?

    Indaga o Barão. Flore então olha severamente para o Barão, seus olhos de censura pareciam julgar violentamente a frase do homem. Flore então falou novamente.

    -Sim. Há, ouse indagar minhas palavras mais uma vez Barão e a civilidade cairá por água.
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Supergirl em 1/2/2016, 15:19

    *O barão também teme a Toreador...*

    Então, pude concluir deste encontro no minimo estranho de que Flore provavelmente é a cainita mais perigosa neste Bar e também a mais antiga. Para aliviar os animos, falei o seguinte:

    - Então, vocês duas se conhecem Srta. Flore?

    Após, dei um sorriso singelo para Flore e após para a tal Pietra.
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Danto em 1/2/2016, 15:34

    Enquanto você fazia suas conclusões e antes que pudesse falar algo, Pietra dá alguns passos a frente e aproximou-se de Flore e de você dizendo de forma suave enquanto pegava nas suas mãos, observando-as com interesse Pietra apenas respondeu de forma educada.

    - Tens toda razão Flore... Ela me lembra uma das enviadas divinas do Valhalla... Tem o porte para isso!

    A mão de Pietra então segue em direção a mão de Flore que segurava o seu queixo, as mãos de Flore e Peitra se tocam por alguns instantes e Flore permite que a convidada segurasse a sua face daquela maneira. As coisas estavam estranhas de mais, os dois homens que deveriam ser os líderes da reunião apenas assistiam as duas Toreador se deliciarem com a sua presença.

    - Tu fizeste um grande achado Flore.

    Diz Pietra, você então faz a sua pergunta e Flore a responde.

    -Se nós nos conhecemos? Posso dizer que eu me lembro de Pietra bem jovem, ainda inocente. Correndo pelos corredores do castelo de Paris. Mas não chegamos a nos conhecer, fui uma amiga do Senhore dela. Mas então, minha querida e recém conhecida Pietra, o que trás vocês aqui?

    Pietra solta o seu queixo, voltando a segurar as suas mãos e então responde, vocês três agora eram o centro de todas as atenções. Todos os outros não pareciam existir.

    - Inocente e ocupada, se me lembro bem era eu a encarregada dos cenários do Rouge... E sinceramente Mio Signore desfrutava de mais tempo e experiencia do que eu. Alguém atravessou a barreira entre as duas Berlins... Este pequeno ato pode desencadear uma guerra... A cidade talvez caísse no caos por causa disso... E o que nasceria disso? Quais maravilhas poderiam ser descobertas... Para isso talvez fosse necessário...

    Sorrindo de forma um pouco ingenua Pietra deu de ombros ao mudar de assunto:

    - Sabe agora que o muro nao existe mais, talvez tu deverias visitar meu Atelie... Depois de Paris... Meu estilo antiquado mudou e eu adoraria uma opinião sua Flore... Na verdade eu sempre quis uma critica construtiva sua.

    Flore então olhou diretamente para Valkyria e comentou, olhando para voce.
    -O que você entendeu da mensagem inicial de Pietra, minha doce Valkyria?

    Em seguida, Flore olha para Pietra e sorrindo comenta.
    -Eu aceito o seu convite, minha doce Pietra.


    [Faça a sua ação, em seguida aguarde a abertura de um tópico em conjunto]
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Supergirl em 1/2/2016, 16:36

    - Uma revolta?

    *Droga, será que falei merda? Essa ciranda de Toreadores está me tirando a paciência...*

    Unir Anarquistas e Sabá se utilizando do caos causado pela queda do muro, seria algo para aumentar a força de uma ou de outra das supostas "seitas. Afinal, o Sabá surgiu de uma revolta, pelo que meu Senhor me contou, os jovens Lasombra e Tzimisce beberam de seus Senhores...justamente como eu mesma fiz. Será que eu deveria estar entre as fileiras do Sabá? De onde este Arthur conhece Atílio?

    Levemente deslizo minhas mãos das mãos de Pietra, e após me libertar deste cárcere entre as duas antigas do clã das Rosas, dou um passo em direção a Isabel e me mantenho estática lá. Chega de carícias e elogios bestas.
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Danto em 2/2/2016, 14:27

    Você se coloca ao lado de Isabell, a prole do Barão então comenta de maneira breve. Encostando levemente nas suas costas, com a intenção de avisar para que você a seguisse até outra área do pub.

    -Com a licença, mas não acredito que essa conversa seja direcionada para nossos ouvidos. Boa noite.

    Após a fala de Isabell, os anciões apenas permitem que vocês duas se distanciem. A jovem prole do barão segue para a saída dos fundos do pub, chegando o beco que ficava no fundo pub, tirando um maço de cigarros e ascendendo um com um isqueiro, levando o mesmo a boca em seguida.

    -Odeio profundamente esses anciões...
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Supergirl em 2/2/2016, 22:59

    - Essas coisas vão te matar...

    Digo para Isabell e sorrio depois com uma piscada. Afinal, deveria agradecer a ela por ter me tirado do fã clube da Flore e daquela Pietra estranha. Nunca gostei de gente me acariciando e tocando.

    - Vamos sair daqui Isabell, essa noite foi um saco, Bar com essa gente estranha se ameaçando sem necessidade. Afinal, quem foi Atilio?

    Demorei, mas perguntei, assim tentaria chegar na resposta que queria: De quem são os pesadelos que tenho?
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Danto em 3/2/2016, 13:23

    -Mais fácil o isqueiro me matar do que os cigarros.

    Comenta Isabell com um pequeno sorriso no rosto, tragando o cigarro como uma mortal faria. Soltando a fumaça e olhando para você enquanto você perguntava sobre Atílio, havia algo estranho sobre Isabell, afinal, vezes ela não demonstrava expressão nenhuma como um verdadeiro ancião faria. E outras situações, como essa, ela parecia uma mortal, com os pulmões se enchendo de ar e a face corando levemente por causa do cigarro e do fogo do isqueiro.

    -Não sei até onde vai o seu conhecimento sobre a história do nosso clã, mas dizem as lendas que a cidade de Cartago era nosso Império. Lá existia uma relação de unificação com os mortais e não haviam razões para esconder as nossas verdadeiras naturezas, Atílio é prole de Critias. Uma das maiores lendas da história arcaica do clã. Atílio teria sido então, uma espécie de grande guerreiro de Cartago e certamente morreu durante aquelas noites trágicas de fogo e agonia...
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Supergirl em 3/2/2016, 16:19

    *Humm, entendi...então ele era mais poderoso que essa gente estranha do Sabá que ficou me acariciando.*

    - Entendi, se eles eram grandes guerreiros, quem os derrotou? Se essa Cartago era realmente um santuário para nosso clã, por que foi destruída?

    Eu sabia que não podia perguntar diretamente para Isabell, mas me sentia aliviada de estar na rua, normalmente não gostava de gente fumando perto de mim, mas agora que meus pulmões eram apenas carne morta, não sentia problemas nisso, afinal, eu não respirava mais aquela fumaça.

    - Meu Senhor nunca me falou sobre nossa linhagem, apenas me ensinou que ela deveria ser mencionado em nossas apresentações...
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Danto em 3/2/2016, 16:36

    -Cartago foi derrotada pela traição dos Malkavianos, caímos pela espada dos Ventrue. Alias, são apenas lendas de um passado muito, mas muito distante e pouco prático... A guerra de Cartago e Roma faz parte até da história humana, quem sabe não fomos apenas vitimas de um destino cruel?!

    Comentava Isabell que tragava mais uma vez seu cigarro, terminando de fumar o mesmo e jogando-o no chão, pisando sobre ele com a bota que usava e em seguida voltando a falar.

    -Você tem muito o que aprender, todos nós temos. O passado foi um erro terrível, nosso santuário foi arrancado de nossas mãos e os antigos de nosso clã nunca superaram essa derrota...

    A frase dela foi interrompida por um barulho forte dentro do bar, havia acontecido algum tipo de invasão ou algo similar. Os olhos dela se voltaram imediatamente para o bar e a cabeça de Isabell balançou negativamente.

    -Valkyria, continuamos depois... As coisas passaram dos limites...

    A pequena Brujah simplesmente soltou o maço de cigarros e o isqueiro no chão, cerrou os punhos e acionou a potência do sangue para movimentar-se mais rapidamente. Mas essa potência do sangue era estranha, inesperada e assustadoramente familiar. Era como estar mais uma vez, posta em pavor diante daquele monstro que havia devorado seu senhor e suas irmãs, o sangue potente e poderoso que assombrava seus pesadelos todas as noites. Em uma questão de segundos, Isabell desaparecia do seu campo de visão...
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Supergirl em 3/2/2016, 16:49

    * Como ela pode ser tão rápida? Temos praticamente a mesma idade e nossa diferença sanguinea provavelmente é a mesma depois do que eu fiz...A força contra meus carniçais e agora essa velocidade incrível. Isabell, tu me esconde alguma coisa, sua vaca!*

    Imagino que a Brujah tenha ido novamente para dentro do Bar, as atitudes dela têm me deixado refletir sobre quem ela realmente é. Abro a porta do bar e fico na espreita, tento ficar escondida e observar pela fresta da porta o que está acontecendo lá dentro.

    Off: Teste de Destreza (4) + Furtividade (2).
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Danto em 3/2/2016, 16:49

    O membro 'Supergirl' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados

    'D10' : 4, 9, 4, 5, 3, 3
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Danto em 3/2/2016, 17:01

    Você então se esgueira para dentro do bar, com bastante cuidado para não chamar mais atenção dos ali presentes. Entrando pela porta dos fundos, você escuta o barulho de um combate. Seus olhos então se depararam com uma cena surreal.

    Um enorme homem acabava de desferir um soco contra a Pietra, com tanta força que a face bela daquela Toreador ficou parecendo apenas um amontoado de carne ensanguentada. O corpo dela foi atirado a uma enorme distância. O homem que desferia o soco era o próprio Senescal da Camarilla, um Ancião Ventrue da mesma geração que o príncipe local.

    -Levarei seu coração para o seu Senhor. Escória.

    Diz o Senescal com sua voz grossa e ameaçadora. Mas antes que ele pudesse dar mais um passo sequer, o corpo pequeno e frágil de Isabell simplesmente aparece entre Prieta e o Senescal. Era uma cena tão absurda que não fazia o menor sentido. Porque não Flore? Ou o Barão? Ou até mesmo Arcebispo?! O que uma neófita seria capaz de fazer contra aquele Ventrue ancião?!

    -BASTA!

    Ordenou a pequena Brujah com uma voz de comando capaz de mover montanhas! Ela estava dando ordens a  TODOS os presentes e você sabia disso. E a pequena prole do Barão começou a se portar como a mais antiga de todos os presentes, exibindo um poder sanguíneo incomparável.

    -Essa é a minha casa! Retire-se Ventrue ou eu arrancarei seu coração agora mesmo! Leve sua escória daqui! Vocês do sangue azul são insuportáveis! É guerra que querem? GUERRA TERÃO!

    Peter Kleist olhou para a pequena Brujah em fúria, parando de andar e tirando um lenço do próprio bolso. Limpando o seu sangue e o sangue de Artur que ainda estavam nas mãos dele, em seguida ele simplesmente caminha para a saída do bar em silencio. E os olhos de Isabell foram diretamente de encontro com os olhos do barão. O barão mal conseguia controlar a surpresa de todos aqueles acontecimentos.
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Supergirl em 4/2/2016, 11:05

    Apareço na cena novamente, fico cuidando Isabell de canto de olho e me aproximo de onde está Flore e o Barão.

    - O que foi isso? Quem é você?

    Estava irritada, porque ela havia mentido para mim, alguém com a idade que ela me disse, não sairia mandando no Senescal tão facilmente, pra falar a verdade, seria impossível. Ela deveria ser mais antiga que a Flore e o Barão, e até mesmo esse pessoal do Sabá que estava aqui. Olha o que o Senescal fez no rosto da Toreador e com o Ventrue, e Isabell simplesmente gritou e eles foram embora.
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Danto em 4/2/2016, 14:12

    Dentro do pub só restavam vocês quatro. Os membros da Camarilla se retiraram e logo em seguida os membros do Sabá também, havia rastros de sangue pelo chão, janelas quebradas e várias cadeiras caídas. O pânico havia esvaziado pela primeira vez o Barão Vermelho.
    Flore caminhava até uma das cadeiras caídas, colocando-a de pé e sentando-se na mesma. Cruzando as pernas e olhando para você aparecer irritada e indagando a Isabell.

    -Ponha-se em seu lugar, pequena diablerrista...

    Diz Flore com uma voz cansada. O Barão estava incrédulo, nem o próprio parecia entender completamente e em silencio ele apenas se encostava em uma das paredes do pub deserto, cruzando os braços e observando a situação. Isabell olha para você e responde com uma voz calma.

    -As coisas saíram do controle, se eu não tivesse interrompido... Não haveriam mais anarquistas em Berlim.
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Supergirl em 5/2/2016, 11:53

    Levanto uma das cadeiras do chão e me sento nela, fico olhando para os três anciões. Por um momento, quase faço besteira e digo algo ofensivo para Flore, ainda bem que não pensei na palavra exata, senão ela teria visto isso em minha mente.

    - Isabell, desculpe.

    Única coisa que eu realmente pude dizer naquele momento, ignorei a acusação de Flore, provavelmente ela ficaria irritada porque gostava de ser sempre o centro das atenções. Queria ir embora daquele lugar cheio de monstros antigos, mas algo me dizia para ficar ali.
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Danto em 5/2/2016, 13:08

    Flore pareceu pouco se importar com a sua presença no local, a irritação dela tinha um foco muito claro: Isabell. E sem falar mais nada a Toreador simplesmente caminhou até a saída do bar, colocando o casaco que estava pendurado junto com vários outros na entrada e saindo. O Barão comentou de maneira breve.

    -Irei atrás de Flore, antes que mais alguma coisa saia do controle essa noite...

    Isabell olha para o homem e apenas balança a cabeça positivamente. Em seguida a pequena brujah caminha na sua direção e diz.

    -Não precisa se desculpar Valkyria, na realidade eu lhe devo desculpas pelas mentiras ditas anteriormente. Eram necessárias, minha presença nessa cidade não é bem vinda e de certa forma viver entre os mais jovens é muito mais confortável... Meu nome é Isabella Correlli, prazer em conhece-la, sou da sexta linhagem de nosso sangue, prole de Altamira.
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Supergirl em 6/2/2016, 17:45

    Aguardei o Barão e aquela vaca da Toreadora saírem para continuar a conversa com Isabell.

    - Então você sabia de meu crime o tempo todo. Você sendo tão antiga, deve ter conhecido Atilio. Por favor Isabell, me diga de quem era a alma que roubei.

    Se alguém sabia dessa informação, só podia ser alguém tão antiga como essa Brujah de sexta geração a minha frente. Era até engraçado ver que ela preferia o contato com os mais jovens, o anciões ficavam apenas entre os seus joguetes e esqueciam a paixão das coisas.
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Danto em 6/2/2016, 19:50

    -Um crime é chamado considerado assim após um julgamento, sem ele, não há a necessidade de definir com tanta força o ato como criminoso. Você não é a primeira que passa diante meus olhos com uma marca negra e com os resquícios físicos do Amaranto.

    Disse a Brujah com uma convicção enorme em suas palavras, aos poucos a expressão de raiva e da força do sangue dela começavam a desaparecer, ela retornava a ser "uma pequena mulher de corpo frágil". Arrumando a própria jaqueta ela para a sua frente, olhando diretamente para o seu rosto.

    -Eu conheci o próprio Atílio, ele era um dos grande generais da antiga Cartago. Lembro-me que o mesmo possuía duas proles, uma mulher e um homem... O nome do homem era algo como... Dārayavahush

    Diz a Brujah com o pescoço inclinado para cima, buscando sempre um olhar direto entre vocês duas. O último nome foi pronunciado em um idioma antigo, impronunciável pelos seus lábios, mas aquele nome trouxe algo muito ruim dentro de você, era como se uma raiva surgisse devorando seu interior, algo se remoeu com ferocidade. Uma forte ânsia de vomito subiu sua garganta, suas pernas ficaram fracas e um mal estar destruidor começou a deixar cada extremidade do seu corpo dolorida...

    -Darius... se traduzido para o Alemão.
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Supergirl em 10/2/2016, 08:46

    *Darius, esse era o nome daquele filho da puta.*

    Coloco uma das mãos na cabeça, aquele mal estar só podia significar algo, que o nome realmente era daquele ancião que eu havia diablerizado. Será que algum dia os pesadelos irão embora? E esse mal estar, vai passar? Eu deveria estar no Sabá?

    - Obrigado pelo esclarecimento Isabell, é muito bom ter alguém com tanto conhecimento da nossa história por perto. Eu sei que você deve ter muitas coisas pra fazer, porque é muito antiga, mas se quiser uma carona de novo, sabe onde me procurar!

    Disse em tom entusiasmado, afinal, alguém tão antiga era de se respeitar e até então, tivemos um bom relacionamento.

    - Mas...


    Disse eu novamente, antes de partir daquele bar.

    - ...por que você foi me procurar pessoalmente no meu refúgio?
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Danto em 11/2/2016, 19:32

    Isabell virou de costas para começar a caminhar para a saída traseira do bar quando ouviu suas palavras, parando de caminhar para escuta-la e assim que você deixava a sua pergunta final, a antiga Brujah retornou a caminhada em direção a saída, sem muita pressa e falava enquanto andava.

    -A sua linhagem significou muito para o Clã, mas isso aconteceu a muitos e muitos anos atrás. Apenas aqueles que sobreviveram as trevas e ao fogo sabem contar sobre ela, seria necessário que a sua presença se torna-se mais constante e próxima, acredito que esteja na hora da glória retornar a sua linhagem... Tenha uma boa noite...

    Disse Isabell que fechava a porta do bar ao sair do mesmo, sem esperar sequer a sua resposta.

    [Off: Ultima ação para o final do Ato]
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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

    Mensagem por Supergirl em 12/2/2016, 15:55

    *Isabell está louca! Tinha algo diferente naquele cigarro! Ela quer que eu retome os anos de glória da família...não sei se ela entendeu, mas não somos uma familia muito feliz! Matei meu avô...HAHAHA! Mas acho que vou levar a sério essas palavras dela, afinal, ela é muito velha e ouvir os mais antigos do clã normalmente é algo mais correto.*

    Saio pela frente do Barão Vermelho, em direção a minha moto. Vou voltar para o meu refúgio e falar com meus dois "colegas de quarto".

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    Re: Ato II - Narrativa de Valkyria: Atos de Guerra

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