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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Lugo em 21/3/2017, 10:41

    Minha concentração ia retornando ao normal aos poucos, mas ainda não era o meu normal, na verdade ainda estava longe disso, entretanto, eu estava me empenhando ao máximo naquela tarefa. Apesar de minha mente estar um pouco dividida, meus ouvidos estavam completamente atentos ao que acontecia no momento e as palavras do homem acabavam por me surpreender um pouco. “Então a família tem um negócio desse tipo… Deve ser um local importante de obtenção de informações, para que a família tenha que se ‘sujar’ com esse tipo de coisa.” Começava a me afundar, ainda mais, no sofá, jogando meu corpo para trás e abrindo meus braços, colocando-os encostados por cima do encosto do móvel.

    Entendo… Parece um negócio bastante eficiente para se conseguir informações e você também parece ter feito um excelente trabalho com ele, como podemos ver, mas conte-me, estou curioso para saber que ‘possibilidades e melhorias’ você implantou lá? - De fato estava bastante interessado, e deixava isso bem claro com um sorriso ardiloso no rosto, por isso tentava bajular o rapaz, para que ele se sentisse mais confortável na conversa e me visse como um amigo, de fato, em vez de um parceiro de trabalho que ele precisa passar informações por obrigação. – E, também, imagino que você tenha total vigilância nas suas funcionárias e seus clientes, certo? - Finalizava assim as perguntas e aguardava as respostas e tentava observar a postura do rapaz.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Danto em 22/3/2017, 18:09

    -Você está mesmo curioso pra saber que tipo de modernidades podem existir num puteiro? Eu já consigo até presumir o quão repulsiva não é essa ideia para você. Não acho que esse tipo de conversa possa agregar alguma coisa, você é um dos especiais e escolhidos pra imortalidade dentro da fé de nossa família, é melhor deixar o trabalho sujo conosco. Não concorda?

    Comentava o rapaz com um sorriso provocativo na face, deixando bem claramente determinada as diferenças essenciais entre vocês dois. Ele era menor e por isso deveria cumprir as funções que você jamais aceitaria fazer. Em seguida o vassalo da Matriarca se colocava de pé e andava até a janela, abrindo a mesma para só depois, virar-se e responder a sua última questão.

    -Sim, todas elas. Queres a localização exata dela? É simples e ela está mais perto do que você imagina. Mais precisamente, atrás daquela porta ali ó.

    Ele apontava para a porta que provavelmente levava ao único quarto daquele pequeno apartamento.
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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Lugo em 23/3/2017, 00:57

    Após ouvir as primeiras palavras ditas pelo jovem, em resposta a minha pergunta, minha face passava por um misturado de emoções que tentavam demonstrar a confusão que estava após ouvir aquilo. Primeiro, o sorriso ardiloso, que estava em minha face, desaparecia dando lugar a uma cara de dúvida mesclada com um sorriso aberto, como se quisesse rir do que ele estava dizendo, mas não conseguia fazer pois ainda estava na dúvida se ele realmente tinha falado aquilo ou se havia se confundido em suas palavras, ou em entender o que eu estava querendo dizer. Apesar da graça que foi proferida, eu contia a gargalhada e continuava ouvindo o que mais ele havia a dizer, mesmo ele fazendo uma pausa para provocar.

    Assim que o rapaz terminava sua fala apontando o aposento onde a garota estava, eu me levantava do sofá e dava dois passos na direção do rapaz, antes de me virar e ir em direção ao quarto. - Acredito que não tenha me entendido muito bem… - Fazia uma pequena pausa, olhando-o nos olhos e mudando minha expressão de descontraído por um momento e dando lugar a uma expressão seria, porém, não intimidadora. - Não tenho o menor interesse de me envolver no seu trabalho, mas acho que seja prudente sabermos que tipo de negócio temos e no que eles podem ser úteis. - A expressão seria ia sumindo aos pouco, dando espaço a minha feição natural, um semblante puro com um sorriso acolhedor.

    Não ficava muito tempo encarando-o e logo começava a me virar na direção do quarto, porém ao ficar de lado para ele eu parava, novamente, e direcionava novamente minha fala ao mesmo. - Alias, não se subestime… Eu não sabia que iria ser ‘escolhido’ até que realmente acontecesse. Continue se dedicando a nossa família e no caminho da fé que você também chegará la… - Terminava a fala dirigindo-lhe um olhar rápido e um aceno positivo com a cabeça. Eu raramente me dirigia as pessoas tentando intimidá-las ou coisa do tipo, na verdade eu sempre tentava inspirar o melhor nelas.

    Sem perder mais tempo, eu me dirigia, desta vez sem voltar a traz, na direção do único quarto que havia no apartamento. Mantendo uma expressão neutra, eu estava convicto e determinado em cumprir essa missão pelo bem de minha amada e não seria uma meretriz que iria me impedir. Ao chegar na frente da porta, abria-a normalmente e adentrava olhando o quarto e procurando pela mulher. Quando a porta estivesse aberta por completo, daria alguns passos para frente, sem falar nada, apenas encarando a moça, e fecharia a porta atrás de mim. Novamente, tentava não inspirar nenhum tipo de ameaça a moça, apenas estava sendo cuidadoso com ela.

    Minha expressão citada no primeiro parágrafo:

    Não exatamente assim, só menos exagerado.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Danto em 24/3/2017, 22:23

    O Vassalo da Matriarca não responde nenhuma única palavra, o mesmo unicamente cruzou os braços e observou todas as suas ações, com uma expressão seca e fria, demonstrando apenas um incomodo com as suas tentativas de motivá-lo a algo maior. Pelo visto ele era perfeitamente acostumado ao cargo que executava e não tinha muitos interesses e ir para qualquer lugar além do que ele já estava.

    Assim você adentrava o quarto, já encontrando imediatamente uma linda jovem de cabelos curtos e escuros sentada sobre a cama. Ela parecia ter saído do banho a poucos instantes e tinha uma expressão fechada e uma postura corporal retraida e acuada. A moça seguia em total silencio e levava os olhos em direção à seu rosto, em uma tentativa frustrada de reconhecê-lo.
    Donatella Brogna:
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Lugo em 25/3/2017, 23:08

    Ao terminar meu sermão e me dirigir ao quarto do apartamento, notava que o vassalo não tinha ficado feliz com o que havia ouvido vindo de minha pessoa e que parecia conformado com sua posição. Aquilo acabava me deixando um pouco chateado, pois, o mesmo havia se provado ser muito competente, porém, sua falta de ambição me fazia sentir pena por ele, entretanto, tanto ele, quanto Letizia, tinham seus motivos e eu os respeitava. Apesar de ele ter me deixado um pouco incomodado com sua maneira de falar, e agir, eu não podeira dizer que ele era um incompetente, afinal, graças a ele trazer seu ‘trabalho’ para casa, minha vida tinha sido muito facilitada.

    Deixando a questão do lacaio para trás, assim que adentrava no quarto e fechava a porta atrás de mim, me dava de cara com a moça, que também me notava e ficava parada sem falar nada, apenas me observando. De fato, aquela moça havia sido presenteada por Deus com uma grande beleza, mas, em meu coração havia apenas lugar para uma mulher, que era minha amada, e, por conta disso, permanecia com uma expressão seria, mas não intimidadora. Mantendo o silêncio por alguns segundos a mais, olhava ao redor do quarto e, em seguida, dava alguns passos em direção a moça, ficando a um metro da mesma.

    Ao chegar perto, colocava um sorriso gentil no rosto. - Boa noite, Donatella. - Falava estendendo a mão na direção da mesma, para cumprimentá-la e ficaria com ela estendida por alguns seguidos e, caso ela não correspondesse com a ação, iria apenas recolher a mão e colocá-la dentro de um dos bolsos frontais de minha calça. - Meu nome é Lorenzo di Francesco. Sou primo de Umberto e… pode-se dizer que sou o chefe dele também. - Terminava a frase e soltava uma pequena gargalhada, tentando quebrar o gelo e então prosseguia. - Estou aqui pois queria conversar com você sobre um certo cliente seu… Seu nome é Paulo Giovanni, você se lembra dele, certo? - Falava calmamente, tentando ganhar a confiança da mesma e ao mesmo tempo tentando avaliar a reação dela, para saber se estava mentindo ou não quando estivesse me respondendo.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Danto em 27/3/2017, 23:35

    Donatella se levantava, revelando vestir apenas um vestido curto de seda vermelha e nada além desse vestido, nem sequer sandálias ou salto. Ela observava você com uma certa curiosidade e não retribuía a sua mão estendida, o que ela fazia era andar na sua direção até que você pedisse ou indicasse que fosse o suficiente. Parando então dentro do seu limite ela diz:

    -Fico com o vestido ou sem?! E até onde eu ouvi o Umberto dizer, ele trabalhava para um mulher e não para um primo... Mas sim, chefe do Umberto eu lembro de quem você está falando. O que você quer saber sobre ele?

    Dizia a moça com as mãos na cintura, parada de pé na sua frente, ela ameaçava tirar o vestido mas aguardava a sua reação para tirá-lo completamente ou não.
    Roupas da Mulher:
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Lugo em 28/3/2017, 01:01

    Por algum momento tive fé que ela não tentaria uma abordagem sensual, porém, ela parecia já estar condicionada a fazer aquilo, independente da situação, e eu, nitidamente, não conseguia esconder a decepção que sentia naquele momento. Revirando levemente os olhos, levantava a mão sinalizando-a para parar antes mesmo que completasse dois passos em minha direção. Mantendo uma posição imponente, olhando-a diretamente nos olhos, eu tentava passar meu descontentamento com tal atitude. Não importava o quão bonita ela era, eu apenas tinha olhos para uma única mulher e não seria um vestido curto, ou até mesmo a falta de um, que quebraria o maior sentimento que preenchia minha alma.

    Minha jovem… se eu quisesse que você tirasse a roupa eu teria dito logo de início. - Repreendia-a com uma expressão seria e fria no rosto, porém, logo soltava um longo suspiro, pois eu teria de ter paciência com a moça. - Por que você não se senta? Temos bastantes coisas para conversar e você pode ficar cansada se ficar em pé. - Eu acenava para que ela retornasse a seu lugar e ficaria assim por alguns segundos, reforçando minha sugestão com um olhar imponente sobre a mesma. Se ela optasse por se sentar ou ficar de pé eu iria simplesmente me virar e pegar a cadeira mais próxima que visse e a reposicionaria para ficar de frente para com a moça, a uma distância de um a dois metros.

    Assim que a cadeira estivesse posicionada, acomodaria minhas costas no repouso da cadeira e retornaria meu olhar na direção dos olhos dela. - Vamos falar do que realmente importa… sobre o senhor Paulo… - Fazia uma pausa para que ela entrasse na sintonia da conversa e deixasse de lado as outras coisas. - Conte-me do seu encontro com o homem em questão… quantas vezes você já se encontrou com ele? Onde foi? Na residência dele ou em outro local? Você sabe onde fica a casa dele? E, o mais importante… Ele falou algo estranho, não usual? Eu sei que homens carentes podem falar mais do que o necessário e esse não é o tipo de informação que se passa despercebido por uma moça curiosa como você. - Após terminar de bombardear a moça com inúmeras perguntas, cerrava os olhos e abria um pequeno sorriso de canto de boca, esperando que ela não me decepcionasse.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Danto em 29/3/2017, 14:28

    A moça parava imediamente ao ver a sua reação, soltando o vestido e o observando com bastante atenção. Ela então apenas recuou até a cama para sentar-se na ponta da mesma, cruzando as belas pernas e apoiando as mãos sobre o colchão.

    -Faremos exatamente tudo que o Senhor, chefe de Umberto, desejar... Então o Senhor também deseja saber sobre Paulo. É estranho como todos ficaram tão abalados quando aquele beberrão triste me comeu, afinal, eu já prestei meu serviço para tantos outros com o mesmo perfil... Enfim, eu já entendi que a sua respulsa é clara e serei direta ao ponto.

    Ela fazia uma pequena pausa para tirar as mãos do colchão e levá-las sobre o joelho que estava mais elevado. Apoiando as mãos ali, sobrepostas, ela retomou a fala.

    -Eu jamais me encontraria com um cliente na minha residência, tão pouco na dele. Sempre combinamos um hotel na cidade, nunca o mesmo no mesmo mês. Foram até hoje dez encontros numa janela de um mês e meio... Ele me disse uma porção de coisas estranhas e era bastante chegado em praticas sadomasoquistas, até lambeu uma das feridas superficiais que acabou causando em meu corpo durante um encontro mais intenso. E ele me deu um endereço, para caso eu desejasse encontrá-lo, você quer esse endereço?!
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Lugo em 29/3/2017, 16:37

    Assim que começamos a conversa, inclinava-me para frente, apoiando meus cotovelos em meus joelhos e colocando minhas mãos sobre minha boca, me concentrando em ouvir atentamente o que a jovem havia a dizer, porém, quando a mesma começava a falar de suas experiências com o homem, meus olhos se fechavam, tentando conter o sentimento de raiva e compaixão profundo que começava explodir do meu interior. De fato, a maneira como estava agindo não era como a de costume, talvez pelo que aconteceu recentemente envolvendo Danielle, mas, ao ouvir aquelas palavras, aquilo realmente tocava meu coração mole. Por mais que tentasse segurar a emoção naquela hora, era um sentimento incontrolável que despertava meu verdadeiro espírito e logo algumas lágrimas de sangue começavam a escorrer pelo meu rosto, que eram devidamente limpas por minhas mãos.

    Me desculpe… - Falava ainda um pouco choroso e terminando de limpar as lágrimas e saindo da cadeira e me colocando ao seu lado na cama. Sentado ao seu lado, segurava suas mãos com as minhas e olhava-a nos olhos, tentando ser o mais franco que podia. - Sinto muito se pareci um imbecil repulsivo e se te apedrejei… Na verdade, admiro sua força por ter aturado aquele homem! - Fala, novamente segurando as lágrimas e fechando os olhos, abaixando a cabeça e tentando me recompor antes que acabasse chorando novamente. - Saber que ele chegou a lamber as feridas que ele mesmo causou em você… isso é horrível e eu sinto muito mesmo! Por tudo e, principalmente, por você ter se relacionado com esse indivíduo, afinal, se eu realmente fosse o chefe do Umberto, jamais deixaria alguém sob meus cuidados se envolver com um degenerado desses! - Falava ainda indignado e me levantando, ainda segurando as mãos dela, tentando fazer com que ela se levantasse também, para poder abraça-la, envolvendo-a em meus braços como se quisesse protegê-la daquele mal.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Danto em 31/3/2017, 21:09

    Donatella se surpreendia com as suas ações, se colocando de pé e segurando firme as suas mãos por alguns instantes, notando o seu choro e ficando claramente comovida por isso. Com cuidado ela então soltava as suas mãos e tomava a iniciativa de iniciar um abraço carinhoso.

    -Não se preocupe eu estou acostumada a essas coisas... Mas se você não é o chefe do Umberto e não é um cliente, o que você realmente é? Eu não consigo te ajudar ou servir se eu não entendo exatamente qual é o objetivo...

    Dizia a jovem em um tom baixo e macio de voz, com os lábios próximos a sua orelha. Ela logo terminava o abraço e apoiava uma mão no seu peito, olhando atentamente para os seus olhos e aguardando a sua resposta com um sorriso delicado no rosto.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Lugo em 31/3/2017, 21:57

    Off: Teste de Percepção (2) + Prontidão (1). 3d10.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Dados em 31/3/2017, 21:57

    O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 1, 3, 4
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Lugo em 1/4/2017, 02:09

    A princípio, não havia notado o quão pequena ela era, ou o quão grande eu era em relação a jovem, mas, quando meus braços passavam por cima de seus ombros, durante nosso abraço, aquele detalhe, reforçava ainda mais a ideia de o quão frágil ela parecia, apesar de não ser, e aumentava a dor, que apunhalava meu coração, de saber que ela havia se envolvido com aquela pessoa. Durante o abraço, minha mão direita chegava a sua nuca e pressionava-a, carinhosamente, contra meu peito, como uma atitude de compaixão e apoio.

    Ainda durante o abraço, a moça cochichava algo em meu ouvido e aquilo me lembrava sobre o assunto que havia me trazido até ali, porém, também me alertava que agora, talvez, eu tivesse que mentir, novamente, para a jovem ou fazer algo que eu não gostaria de fazer, mas, afinal, aquele era meu trabalho e ele deveria ser feito. “Calma, se recomponha!” Pensava, enquanto finalizava o abraço com um suspiro pesado.

    Finalizando o abraço, recuávamos um pouco, porém, a garota estava ainda mais curiosa e logo uma de suas mão encostava em meu peito, disparando um gatinho dentro de minha cabeça. Assim que sua mão estava repousada sobre meu tórax, a impressão de que ela estava a tentar sentir meus batimentos tomava conta de minha mente e me fazia recuar mais ainda, virando-me para a direção do banheiro e me dirigindo até o mesmo. “Droga! Será que ela percebeu!? Parando para pensar, eu acabei de chorar na sua frente e ela acabou de chegar perto o suficiente para sentir que eu não estava respirando e… merda!”

    Minha cabeça estava cheia de pensamentos e um compilado de emoções me afetavam de maneiras diferentes e, no final, eu me colocava na frente da pia, abrindo a torneira, e fazendo uma concha com minhas mãos, acumulando água e levando até meu rosto. Aquilo não seria apenas para limpar o rosto, mas, também, para tentar me acalmar. Logo, respirava duas vezes, novamente como um exercício para manter os nervos no lugar, e então pegava a toalha mais próxima para enxugar meu rosto e novamente me dirigir até a moça.

    “Tenho certeza que ela está desconfiando de mim, porém, tenho que completar essa missão de uma vez por todas, por mais que me doa o coração ter que fazer isso com ela.” Com esse pensamento em mente, retornava até próximo da moça, andando calmamente, e assim a olhava nos olhos. - Imagino o quão isso deva pareça confuso para você, mas eu preciso que confie em mim… Esse homem, Paulo, é alguém muito perigoso e trabalha para pessoas ainda mais perigosas e, por isso, eu preciso que me conte onde posso encontrá-lo e, principalmente, que mantenha o que conversamos aqui em segredo… - Falava gentilmente enquanto segurava suavemente suas mãos e mantia contato visual direto. - Posso contar com você? - Falava novamente para tentar reafirmar a importância do que havia falado.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Lugo em 1/4/2017, 02:21

    Off: Teste de Carisma(3) + Empatia(3) para tentar ganhar a confiança dela.
    Gasto 1 ponto de força de vontade.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Dados em 1/4/2017, 02:21

    O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 9, 7, 5, 4, 5, 1
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Danto em 3/4/2017, 17:44

    A moça te surpreendia, pois no seu caminho de volta você sequer conseguia sair de dentro do banheiro, pois lá de pé em frente a porta estava o pequeno corpo delicado daquela mulher de vida difícil e muito sofrimento. Ela olhava preocupada para você e ouvia suas palavras com calma, concordando gentilmente, para finalmente falar:

    -O endereço que ele me passou foi o Albergo Casalta, localizado na via Giacomo Matteotti em Monteriggioni. É um pequeno hotel onde eu deveria me encontrar com ele quando ele me chamasse de novo, conhecendo seu hábitos, ele deve me ligar durante a madrugada... Isso o ajuda querido?

    Indagava a jovem claramente desejando ser prestativa para poder apaziguar a sua dor. Havia muita empatia na mesma, assim como uma força de vontade enorme para seguir aquela vida submissa sem tentar nada mais drástico para escapar dela.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Lugo em 4/4/2017, 00:03

    Era surpreendido novamente pela aproximação inesperada da mulher que, desta vez, barrava minha saída do banheiro. Meus olhos se arregalavam, por um instante, e meu corpo dava um passo para trás impulsivamente, afinal, estava ficando mais do que obvio que ela estava realmente tentando me desmascarar. “Meu deus, tenho que sair logo daqui. Não posso conversar com ela nesse estado enquanto do lado de fora do quarto está um dos olhos e ouvidos de Letizia, isso se ela não esta, de alguma maneira, ouvindo e vendo tudo que falamos por meio de seus poderes abissais.” Meus olhos vacilavam e olhavam em vários locais procurando uma saída da encurralada que estava, entretanto, ao ouvir o que a moça falava, eu me aquietava e retornava a pensar corretamente e assim que a ideia, dela se encontrar novamente com tal pessoa, passava por minha mente, uma explosão de sentimentos saia de mim.

    Não! - Aquela palavra saia de minha boca com um tom de desespero, mas, ao mesmo tempo, como uma forma de tentar protege-la. De maneira alguma eu poderia permitir que aquele indivíduo fizesse mais perversões com ela, mas, logo, notava que havia sido rude novamente e tentava me redimir, abaixando levemente a cabeça. - Me desculpe, eu não quis ser ignorante. Apenas não quero que você, ou qualquer outra pessoa, se envolva novamente com esse homem… - Fazia uma pequena pausa, colocando minha mão na lateral direita da cabeça enquanto pensava em algo. - Já sei! Pegue seu celular, te passarei meu número e quando ele te ligar novamente você me avisa, pode ser? - Assim, esperava que a jovem fosse aceitar a ideia e, provavelmente, teria que sair da frente da porta para poder pegar seu celuar. Quando a mesma tivesse com o aparelho em mãos, diria meu número e me despediria da jovem. - Certo, qualquer coisa que você precisa conversar, você tem meu número, se aquele cara ousar te ameaçar me avise, ele não sairá impune!
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Danto em 5/4/2017, 16:48

    A moça se assustava com o seu não e prontamente recuava, abrindo espaço e colocando as mãos cruzadas em frente ao peito, em uma clara demonstração de inferioridade e receio. Com os olhos bem abertos ela seguiu apenas em silêncio, olhando suas movimentações e tentando relaxar do susto que havia sofrido. E fazendo um sinal com a mão esquerda, pedindo para que você esperasse. A jovem ia até a cama e revirava a bolsa em busca de um celular, tirando o aparelho de dentro, ela apontava para você e tirava uma foto sua.

    -Pronto, obrigada e espere a minha ligação... Porque eu certamente vou te ligar querido...

    Ela falava com uma malicia notável, o interesse dela por você parecia apenas crescer a cada instante. Mas enfim, era a sua deixa agora e você prontamente sai do quarto para reencontrar a figura de Umberto sentada no sofá da sala de maneira despretensiosa a usar um notebook pequeno.
    [Off: Ultima ação para o final do ato]
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato I - Via Crucis

    Mensagem por Lugo em 5/4/2017, 23:00

    Novamente havia sido grosseiro e isso me deixava triste, afinal, aquele não era o tipo de pessoa que eu era e nem queria ser, mas, a ideia de ela se envolver com tal indivíduo era inaceitável e saber que outras, como ela, poderiam se envolver com mais pessoas desse tipo era uma dor que eu carregaria em meu coração, até pudesse me livrar daquele estabelecimento e conseguisse ajudar definitivamente aquelas mulheres. Entretanto, deixando aquilo de lado por um minuto e voltando para minha missão, a moça finalmente cedia um pouco e desobstruía o caminho quando se direcionava até seus pertences para pegar seu celular e assim anotar meu número.

    Mesmo com minha saída decretada, Donatella ainda conseguia me surpreender com uma ofensiva evidente de segundas intenções e que me deixavam um pouco atônito com o interesse malicioso que a moça estava demonstrando em minha pessoa e, assim que a mesma terminava de falar, eu a olhava um pouco espantado e encabulado, afinal, esse tipo de situação não era rotineiro de minha vida. - Hamm… Okay, aguardarei por sua ligação, minha jovem. Até a próxima! – Tentava não parecer desprezível como da outra vez, mas não tinha como evitar de demonstrar que havia ficado desconcertado com a investida.

    Não demoraria mais e logo me retiraria do aposento fazendo um pequeno sinal afirmativo com a cabeça e dando um discreto aceno de ‘tchau’ para a jovem. Assim que fechava a porta e me virava para Umberto, eu o olhava um pouco surpreso pelo que havia passado dentro daquele quarto. - Bem, acho que o trabalho aqui está feito… Obrigado pela ajuda Umberto e me desculpe se o desrespeitei de alguma maneria! - Assim, antes de sair ao encontro de Letizia, também fazia um aceno com a cabeça, porém com um uma expressão de culpa sincera no rosto, me lembrando da cara descontente do vassalo momentos antes de eu entrar no quarto.

      Data/hora atual: 20/8/2017, 19:52